27/nov Y The Last Man – Amor e relacionamentos nos quadrinhos | Comics Addicted #8
por admin em colunas, comics addicted às 10:20
Esta coluna era pra ter outro assunto: a homossexualidade nos quadrinhos e a caça às bruxas nos anos 50. Mas as vezes alguma situação provoca um tipo de reflexão quando menos se espera, e é impossível não descarregar isso em forma de texto. Comecei a reler “Y The Last Man”, uma vez que a série se aproxima de seu fim, e me surpreendeu a maneira completamente distinta que me afetou desta vez. Somente agora fui capaz de perceber a grande carga de sensibilidade e melancolia oculta em uma premissa que, a primeira vista, pode parecer extremamente chauvinista.
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No início dos anos 80 um personagem pouquíssimo conhecido trouxe aos quadrinhos várias revoluções narrativas, elevando os quadrinhos de super-herói ao um nível dificilmente alcançado anterior e posteriormente. Temas como realidade virtual, indução de memória, troca de corpos, universos paralelos, entre outros foram introduzidos de forma genial em um personagem que até então era uma caricatura dos super-heróis americanos. Miracleman é um dos personagens marcantes na carreira do gênio recluso Alan Moore, e para entender sua história é necessário voltar ao final dos anos 30.
Se existe alguma coisa que rivaliza em importância com os poderes de um super-herói, certamente são suas roupas. Por mais maravilhosos que sejam os dons de qualquer personagem, não dá simplesmente para sair por aí usando jeans e camiseta ao prender bandidos. E no dia da estréia de Homem-Aranha 3, todos estão reparando justamente neste aspecto da história de Peter Parker: sua famigerada “roupa negra”.
A obra 300 de Frank Miller ganhou há pouco, grande exposição na mídia graças a sua adaptação cinematográfica. Conseqüentemente, muito tem se falado a respeito do aspecto político do filme. A pergunta rasa e primária que qualquer bom jornalista de programa dominical deve fazer é: “Quem representa George W. Bush na trama? Leônidas ou Xerxes?”. A verdade é que a ideologia embutida na hq de Miller vai muito além do cenário atual e representa diretamente as crenças do autor a respeito de política e religião.
A imagem que estampa a capa de Captain America 25, lançada no início de março, nos Estados Unidos, não poderia ser mais emblemática. A luva ensangüentada, e ainda presa por uma algema, descansa, sem vida, sobre um jornal que estampa a notícia: “A Morte do Sonho”.































