Dúvida Razoável | Sedentário & Hiperativo
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Muito literalmente: ao final de viagem de 10 minutos no interior do fractal de Mandelbrot, a imagem que você viu no início seria “bilhões e bilhões” de vezes maior que o tamanho de todo o Universo. Como o autor explica:

“A magnificação final é e.214. Quer uma perspectiva? Uma magnificação de e.12 aumentaria o tamanho de uma partícula ao tamanho da órbita da Terra! e.21 deixaria a partícula do tamanho da Via Láctea, e e.42 a faria do tamanho do Universo. Este zoom deixa todos os outros no chinelo. Se você estivesse viajando ‘de verdade’ pelo fractal, sua velocidade seria maior que a velocidade da luz”.

Clique para mergulhar no fractal e outros vídeos sensacionais de fractais.

Precisamente às 10:23 da manhã do último dia 30 de janeiro, mais de 400 céticos britânicos ingeriram quantidades maciças de remédios homeopáticos buscando uma “overdose” que, se a homeopatia funcionasse, deveria ter causado sérias consequências. Felizmente, como se queria demonstrar, todos saíram ilesos deste protesto público contra a venda de “remédios” homeopáticos que não possuem qualquer efeito comprovado além do placebo. Uma overdose de pílulas de açúcar não tem efeito maior do que uma bala. De doce, claro.

“Pensamos que não se deveria vender pílulas de açúcar a pessoas que estão doentes. A homeopatia nunca funciona melhor que um placebo. Os remédios são tão diluídos que não há nada neles”, declarou Michael Marshall, da Sociedade de Céticos de Merseyside. E nestas declarações, Marshall estava incrivelmente apenas repetindo as declarações de quem vende tais produtos e mesmo daqueles que os receitam. Explica-se. (mais…)

Você já deve ter recebido pelo email e visto em vários sites o “teste da bailarina”, que demonstraria qual lado de seu cérebro é predominante baseado em qual direção você enxergaria a bailarina girando. É old.

Bem, como a neurologista de plantão Suzana Herculano-Houzel explica, a animação na verdade não demonstra nada disso e esse “teste de lateralidade cerebral” é pura besteira. O que faz você enxergar a bailarina girando para um lado ou para outro são outras pistas e prediposições cerebrais um tanto mais complexas — e não completamente compreendidas. E esta nova versão demonstra claramente como é fácil e arbitrário ver a bailarina girando para um lado ou outro.

Eu mesmo tinha dificuldade em fazer a bailarina “mudar de direção”, mas agora com uma espécie de cheat codes, é só olhar para as bailarinas do lado esquerdo ou direito por algum tempo para ver a bailarina do meio girando em outro sentido. Confira!

Do menor comprimento físico observável, o comprimento de Planck, medindo 0,00000000000000000000000000000000001 metros; ao maior tamanho, o tamanho do próprio Universo estimado em 930.000.000.000.000.000.000.000.000 metros: são muitos zeros em uma diferença de magnitude difícil de compreender.

Ou talvez nem tanto. Em uma fantástica animação interativa em Flash, você pode viajar por todas as escalas do Universo, começando da espuma quântica na escala de frações de yoctometros, passando por átomos, moléculas, vírus, células, seres vivos, planetas, estrelas, nebulosas, galáxias, aglomerados, o agrupamento local, o universo observável e o próprio Universo, com tamanho medido em yottametros.

De 10^-35 a 10^26, é uma longa viagem, e você pode arrastar a barra com o mouse para navegar ou usar as teclas de direção do teclado se desejar mais precisão.

Como Phil “Bad Astronomer” Plait comentou, “minha parte favorita está no extremo menor, quando você precisa passar por várias potências de dez com nada acontecendo até o comprimento de Planck, a menor escala no Universo. É uma noção um tanto aterradora”.

Será mera casualidade que a maior parte dos objetos que ilustram as escalas do Universo se concentre nas escalas ao redor de nosso próprio tamanho? Teorias físicas sugerem que pode haver uma incrível complexidade em escalas próximas do comprimento de Planck, bem como resta quase literalmente um Universo a descobrir em escalas estelares, galácticas, de grande agrupamentos. São quase 60 potências de dez do mundo bem real em que vivemos disponíveis para exploração científica.

Como dizia Sagan, nós mal começamos a explorar as margens do oceano cósmico, que se estende tanto pelas estrelas quanto pelo interior dos átomos.

[Share do RicBit, confira outra viagem pelo Universo conhecido aqui, e uma de um grão de café a um átomo de carbono aqui]

O Terremoto da Pobreza

22 jan 2010 | por Kentaro Mori em Dúvida Razoável às 0:00

A tragédia do Haiti não é só produto da natureza; é resultado da incúria humana e da corrupção

LISBOA TREMEU em 1755. O Grande Terremoto horrorizou a Europa culta e pôs Voltaire a pensar. Onde estaria Deus? Sim, onde estaria Deus naquele Dia de Todos os Santos para permitir a matança indiscriminada de mulheres, velhos, crianças?

No século 18, Lisboa deixou de ser, entre os homens letrados do Iluminismo, uma mera cidade. Passou a ser, como Auschwitz no século 20, o símbolo do mal. Do mal radical, inominável, inexplicável.

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Nostalgia natureba?

18 jan 2010 | por Kentaro Mori em Dúvida Razoável às 15:42

Share do Albener. Mais duas imagens graciosas na continuação.

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Chamar a atenção do consumidor, buscar uma preferência, transmitir uma mensagem de maneira eficiente e compreensível. Você pode pensar que humanos são os primeiros a tentar isso, mas a natureza já tem seus grandes publicitários.

Papai rouxinol (marrom) atendendo prontamente o pedido de comida do filhote de cuco.

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O projeto Árvore da Vida, da Wellcome Trust, foi feito em parceria com a BBC e a Open University com o objetivo de celebrar a obra de Darwin e produzir uma versão atualizada da Árvore da Vida, refletindo a nossa compreensão profunda da evolução desde a época de Darwin.

David Attenborough com belíssima computação gráfica representando, de forma atualizada, esta que é uma das mais profundas e também das mais poderosas metáforas científicas, imperdível.

E aí, Mr. M?

05 jan 2010 | por Kentaro Mori em Dúvida Razoável às 17:45

Apresentamos aqui dois vídeos de street magic do russo Ilya Larionov. O que eles têm de diferente? Eles não envolvem nenhum truque de edição, não há cortes nem nenhuma manipulação digital, e o que você vê é exatamente o que veria a olho nu… mas através das lentes de uma câmera.

Será que já dei uma pista boa demais para descobrir como os vídeos foram feitos? E então, você consegue descobrir como ele conseguiu desaparecer em um vídeo, e no outro, reaparecer novamente? Onde está o truque?

Amanhã atualizo este post com o nome (e link) das primeiras pessoas que matarem a charada, acompanhado de mais explicações.

- – -

Parabéns, Sedentários! Um monte de gente Hiperativa sacou como os truques foram feitos, e sacaram tão bem que vou citar o pessoal aqui: (mais…)

Depois de anos atuando no ativismo cético, investigando todo tipo de alegações, argumentando incansavelmente evidências contra e a favor do insólito e paranormal, encontrei um vídeo que resume toda esta experiência.

Quer você acredite ou não, lembre-se desta grande lição.

Bingo ateu

27 dez 2009 | por Kentaro Mori em Dúvida Razoável às 19:43

Ao revelar a alguém que você não acredita em deus, carregue sempre a cartela do bingo ateu. Ao completar, grite “Bingo!”. [lolgod]

A árvore de Natal é um belo símbolo, representando a vida eterna renascendo do inverno. Os antigos já haviam compreendido os solstícios, e a decoração da árvore com frutas simbolizava a fartura por vir.

Bem, nós descobrimos um tanto mais sobre o Universo desde então. Que tal enxergar a árvore de Natal sob a luz de um punhado destas novas descobertas? Você pode agitar sua ceia de Natal. (mais…)

O Universo Conhecido

17 dez 2009 | por Kentaro Mori em Dúvida Razoável às 21:40

universodigital

São imagens poderosas, afinal, é todo O Universo Conhecido, um filme produzido pelo Museu Americano de História Natural em uma viagem do monte Everest e as gargantas do rio Ganges até os limites de todo o cosmo conhecido.

No caminho, enquanto nos afastamos do planeta vemos o azul profundo do Pacífico, a Terra como um todo, as órbitas de milhares de satélites que lançamos em órbitas baixas e então um anel daqueles em órbita geostacionária; rapidamente focando o brilho de nosso Sol, o sistema solar, a bolha de nossas transmissões de rádio com décadas de anos-luz de raio, a nossa galáxia, a estrutura filamentar de milhões de outras galáxias próximas até o limite do Universo observável, na radiação de fundo composta dos ecos do Big Bang.

Viajar pelo espaço nesta escala é também viajar no tempo, enquanto a esfera final do Universo conhecido marca também os primeiros instantes de tudo. Caso se sinta alguma vertigem, basta se segurar nos assentos porque logo fazemos todo o caminho de volta ao pálido ponto azul.

terra_aneis_saturno

A visão do espaço seria um tanto familiar, afinal, nós conhecemos os anéis de Saturno. Agora, você pode adivinhar como esse anel em torno do planeta pareceria visto de Paris, próximo do Equador, ou pela Groenlândia? Qual seria sua aparência de dia ou à noite? Que cosmogonias poderia inspirar? Como as religiões teriam interpretado essa faixa no céu? Seria visto como o arco de sustentação da abóbada celeste?

Fabuloso exercício de imaginação por Roy Prol. Imaginação, mas não pura fantasia! Não temos anéis em torno de nosso planeta, mas bem poderíamos ter, e os anéis renderizados por Prol obedecem ao limite de Roche para a Terra.

Ainda mais curioso é que existem sugestões científicas sérias de que nosso planeta já pode ter tido anéis no passado, com consequências não muito agradáveis. O astrônomo John O’Keefe especulou que o planeta pode ter formado um anel parecido com o de Saturno por alguns milhões de anos durante o fim do período Eoceno.

Como se pode ver na animação, o anel – apesar de sua beleza – bloquearia parte da radiação solar, o que teria provocado um esfriamento global. Infelizmente não podemos nos empolgar muito com a beleza de tais anéis… ou seria esta a solução mais bela para o aquecimento global?

Clique para conferir um vídeo bônus – esse sim fantasioso, mas igualmente fascinante.

Tudo que você não queria saber sobre o ano em que o mundo não vai acabar, em um texto que não foi escrito por mim. Para não ler é só não clicar aqui.

(mais…)



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