19 nov 2009 | por Raphael Draccon em Cavernas & Dragões às 23:33

É, foi uma maratona.
Como havia dito por aqui antes, esse ano fui um dos jurados do Cinefantasy, festival de curtas e longas fantásticos, que é hoje o principal evento no país nesse gênero de horror, ficção-científica e fantasia.

Organizado pela Fly Cow, através do casal de produtores Eduardo Santana (a versão paulistana, cabeluda e mais sociável de Sheldon Cooper, do “The Big Bang Theory”) e Vivi Amaral (o lado Penny, quando utiliza vestidos e decotes em vez do estilo “produtora-correndo-ocupada”), o evento é patrocinado pelo Banco do Brasil e pelo ProAC da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, e conta ainda com os apoios da Prefeitura, Secretaria Municipal e Governo do Estado de São Paulo.
(Eduardo Santana & Vivi Amaral)
Logo, se você é de São Paulo e não aproveitou nenhum desses dias para ver filmes de vertentes fantásticas sombrias que nunca irá ver no circuito comercial, eu acho que você perdeu uma excelente oportunidade.
Não digo que você deveria ser atirado na fogueira, longe disso, mas eu concordaria com ela se a sua mãe lhe desse por isso aquele olhar maternal atravessado na passagem da sala de estar para a cozinha, principalmente quando está com alguma peça de roupa nas mãos que você deixou espalhada pelo chão.
Encarei uma maratona de 80 filmes (só na Mostra Competitiva), ao lado dos jurados Marcelo Carrard, jornalista, blogueiro e idealizador do Day Gore, e do português João Vianna, um dos realizadores do MotelX, que, apesar do nome, é um famoso festival de cinema de terror em Portugal (não, não, nada de pornô, you little freak…).
Interessante que os três jurados eram bem diferentes; Carrard gosta de filmes que mostram muito sangue, tendendo ao gore; Vianna tende ao terror mais de sustos e menos sádico; eu tendo aos suspenses sobrenaturais, que fazem muito com pouco, e mais sugerem do que exibem.
E isso apenas valoriza os vencedores, principalmente porque muitos deles foram decisões unânimes.
E se você costuma ler esta coluna, provavelmente você deve se interessar pelo gênero fantástico e suas vertentes sombrias, e, logo, talvez você queira escutar o que eu tenho a dizer sobre alguns desses filmes que realmente impressionaram um júri tão diferente, e dar chance a um ou a outro trailer.
Afinal, eu não sei qual seu tipo preferido de filme, mas com certeza você gostaria de assistir a algum desses filmes que eu irei lhe contar…
Vamos lá?
Lista dos Vencedores do 4º Cinefantasy
Melhor Curta pelo Júri Popular – Gato – Joel Caetano – São Paulo/BR-Brasil
Conta a esquisitice de um gato que de repente começa a influenciar as mortes dos outros ao se mostrar um avatar de um deus menor, um ser alienígena ou algo de tipo, se entendi bem (caras, de novo: 80 filmes; perdoem se eu esquecer alguns detalhes, ok?).
O mais curioso é quando o gato vira humanóide e resolve bancar o psicólogo do dono. Principalmente quando o cara descobre o porquê do bichano gostar de ficar no quarto enquanto ele mandava ver com a namorada (é, era um gato-semideus-alienígena-voyer, é mole?).
A história tem um quê de “Crime e Castigo”, e alterna humor e suspense com fantasia.
O curta empatou com o filme espanhol “DVD” na decisão do público. Pelo segundo critério de desempate foi sagrado vencedor, para comemoração explosiva da equipe, que por sinal estava em peso em todas as exibições do filme.
Melhor curta de horror & Melhor Criatura – El Hombre de La Bolsa – Pedro Cristiani – Buenos Aires/ARGENTINA – Argentina
Em uma palavra: sinistro.
A história é assim: uma família pega o elevador. As luzes se apagam. A família fica presa entre dois andares, mas o detalhe é que ela não fica presa sozinha. De fato, existe algo que corre por detrás daquela escuridão, e, meu amigo, o que corre por ali já merecia um longa-metragem próprio só para ela.
Freddy? Michael Myers? Venon? Há; quando você vir a criatura desse filme ali em cima da criança, diante do olhar do pai em desespero; putz-grila, essa sim dá um soco lá no estômago.
O visual lembra um pouco o Carnificina, inimigo do Homem-Aranha, em uma versão menos comics e bem mais dark.
Ao final do filme fica aquela sensação: por que diabos isso não é um longa-metragem?
Melhor curta de Ficção Científica – Forecast – Erik Courtney – Califórnia/EUA – EUA
Meu tipo de filme. Fiquei contente que os outros jurados tenham concordado na escolha. Uma história bonita de sacrifício e redenção, envolvendo um pai, um filho, acontecimentos trágicos e viagens no tempo.
É o tipo de história que eu poderia ter escrito; que prazer assistir a um filme desses.
Uma história que utiliza o fantástico como uma segunda chance e tem sinceridade no ethos do roteiro (não entendeu? Hum, então você não participou do meu Workshop de Roteiro no primeiro fim de semana do festival, não é?).
Melhor Curta de Fantasia – DVD – Ciro Altabás – Madrid/ESPANHA – Espanha
Ok, esse é O filme.
Sério: se você entender espanhol, ou se conseguir uma cópia legendada desse filme, eu não estou de brincadeira; ele é O filme.
Tá, eu acho que ainda não fui convincente. Vamos de novo: cara, se você gosta de fantasia, se você lê o “Sedentário…” e mais uma penca de sites nerds, se você não foi uma criança normal, você precisa assistir ao “DVD”.
Acredite; se eu não tivesse assistido a esse filme e você viesse até mim e me dissesse que eu precisava assistir ao “DVD”, eu iria agradecê-lo muito depois. Logo, por camaradagem, estou fazendo a minha parte.
A história apresenta dois irmãos nerds. O primeiro é fanático por cinema e videogames, e tenta mostrar para a namorada que amadureceu, enquanto o outro mais velho é do tipo engomadinho e formal, que tem de aprender a ser um geek para conquistar a garota dos seus sonhos, que na verdade apareceu através de um chat onde o irmão mais novo usava a foto dele por ser mais bonito.
O filme é engraçadíssimo, os diálogos são músicas para qualquer nerd (Matheus Souza, diretor do “Apenas O Fim”, teria ataques epiléticos de prazer em uma sessão), e a edição é coisa de gênio, simulando menus de DVDs, inclusive “com extras” dentro de um filme dentro do filme. As citações a Robocop, Kevin Bacon e outros elementos da cultura pop são engraçadíssimas e bem sacadas.
Imaginem Kevin Smith só que em filmes bem editados e sem Ben Afleck. Isso é Ciro Altabás!
Acreditem; quando Hollywood descobrir esse cara, Seth Rogers vai ser o terceiro assistente de direção da produção dos filmes deles.
Abaixo segue o filme inteiro em espanhol. Apenas a primeira cena em que ele passa Star Wars para a namorada já vale o ingresso. Para os que não entenderem o espanhol, reparem que ele pergunta ao fim todo empolgado o que ela achou, e ela responde sem lá muita empolgação: “é, o robô é bonitinho…”.
E o rapaz com a expressão irritada intima: “o robozinho tem um nome!”.
Prêmio Estímulo Estudante & Menção Honrosa de Roteiro – Romance.38 – Vinícius Casimiro e Vitor Brandt – São Paulo/BR – Brasil
“Romance .38″ eu já conhecia. Também fiquei contente de ter sido uma decisão unânime, porque considero o melhor curta brasileiro que já assisti, depois de Tarantino’s Mind.
É impressionante que um filme desses tenha sido feito como trabalho de conclusão de curso de faculdade (no caso a USP), e os dois diretores terão um futuro brilhante se convencerem alguém a lhes dar dinheiro.
Ele conta a história de um escritor amador, amante de Clint Eastwood e filmes violentos, tentando escrever o primeiro romance envolvendo dois assassinos de aluguel. A narrativa mistura verdade e fantasia, e revela um final surpreendente e brilhante cruzando as narrativas.
O filme está disponível no Porta Curtas Petrobrás aqui.
Prêmio Estímulo Amador – A Última Noite – Guilherme Rezende – Rio de Janeiro/BR – Brasil
Animação digital nacional competente.
Conta a história de uma espécie de “Gollum tupiniquim”, que prepara um jantar para a amada, quando ela, em rápida distração, acaba por perder os olhos que já não estavam lá bem fixos no crânio decomposto.
Aí a criatura precisa encontrar uma solução para não estragar a noite e garantir que eles possam assistir a um romântico nascer do sol, em um interessante filme de amor de monstro.
Definitivamente, Tim Burton iria gostar.
Filme completo abaixo. No Youtube tem a versão do filme em cores também. Particularmente, prefiro essa versão abaixo.
Melhor Direção – Porque Hay Cosas Que Nunca Se Olvidan – Lucas Figueroa – Madrid/ESPANHA – Espanha
Esse filme emociona pela sensibilidade.
Na cidade de Nápoles, de 1950, não por acaso época de uma Copa do Mundo, quatro meninos jogam futebol na rua, até que a bola cai na casa da “Velha Mala”, uma espécie de “Bruxa do 71″ italiana.
Ela, irritada com a bagunça e o incômodo dos garotos resolve se vingar. No futuro, os meninos se preparam para dar o troco.
Sensível, bem filmado, bem fotografado, bem atuado; tudo nesse filme beira a perfeição. Para dar uma idéia, ele ganhou mais de 100 prêmios ao redor do mundo. E o melhor, está na íntegra no YouTube.
Segue a primeira parte abaixo.
Melhor Maquiagem – Fun on Earth – Jesse Gordon – Califórnia/EUA – EUA
Filme de um nerd nadador, que conhece Leia (hum…) na piscina, uma garota alienígena que mexe com a rotina do cara.
O filme não é nenhuma obra-prima, mas a cena da face da menina derretendo no banheiro da biblioteca valeu o prêmio. Abaixo segue o vídeo com a cena do filme.
Nada recomendada aos mais sensíveis…
Melhor Efeito – Silêncio e Sombras – Murilo Hauser – Paraná/BRASIL – Brasil
Eu levei um susto quando me disseram que essa animação era brasileira. A qualidade é excepcional; o diretor Murilo Hauser levou cinco anos para deixar o filme pronto. E ele valeu cada dia de trabalho.
A qualidade é soberba; você pensa que foi algum primeiro curta de um diretor do naipe de um Henry Selick.
Sério, não perde em nada para um “Coraline”; aliás, a história parece ter sido mesma pensada por Neil Gaiman e é inspirada em um poema de Goethe, com soberba música instrumental, mostrando um cavaleiro com peito de vidro correndo com uma menina diante de uma estrada que representa a metáfora da passagem da infância para a vida adulta. Soberbo!
Você pode ver mais sobre essa obra prima e inclusive assistir ao trailer diretamente no site do criador aqui.
Melhor Trilha Sonora – Next Floor – Denis Villeneuve – Quebec/CANADÁ – Canadá
Quase ganhou o prêmio de Melhor Direção. Muito; muito bem-feito.
Envolve um banquete com onze convidados mimados e esfomeados, cercados de garçons e serviçais, que iniciam um ritual gastronômico carnívoro. E quanto mais carne eles vão comendo, mais pesado eles ficam até o chão se romper, e eles caírem no “next floor”. E assim se segue e se segue e se segue, em um filme surreal e de direção impressionante.
A trilha sonora é diferente, foge do óbvio, dita ritmo; e felizmente nos deu oportunidade de não deixar que esse filme passasse sem ao menos um troféu.
Melhor Roteiro – Manual Prático Del Amigo Imaginário – Ciro Altabás – Madrid/ESPANHA – Espanha
Ok, é um fato que “DVD” teria levado também o troféu de Melhor Roteiro. Entretanto, é como disse: quando Hollywood descobrir Ciro Altabás…
Dessa forma, o único capaz de tirar o prêmio do filme dele… foi o próprio cara com outro filme dele!
“Manual Prático do Amigo Imaginário” seria um longa da Pixar, se os caras já tivessem pensado nisso antes. E quer saber, eu acho que até como live action ele teria fôlego para ser uma das comédias mais engraçadas dos últimos tempos.
Ele conta a genial história do Capitão Kilotón, um amigo imaginário clone do Super-Homem, que ministra palestras motivacionais (!), explicando a outros amigos imaginários já esquecidos (eu ri muito com o que tem a cara do Alf, o ETeimoso, alguém se lembra?) o porquê dele ter tido sucesso em se manter amigo imaginário do dono por 27 anos (!).
E nós acompanhamos o tal jovem tímido (e nerd) de 27 anos, que recebe a visita de uma amiga de infância pelo qual sempre fora apaixonado. A “ameaça” do novo amor começa a destruir a inocência do rapaz, e o Capitão Kilotón começa a ver o elo da antiga amizade começar a ser rompido e tenta de todas as artimanhas acabar com aquele reencontro.
O maior feito do filme é tornar crível tal cenário para nós, alternando os pontos de vistas do amigo invisível e do dono. Todos os personagens são tão carismáticos, que como espectadores nós ficamos em um beco sem saída: por um lado torcemos pelo amor do casal tímido; por outro não queremos que o rapaz esqueça do amigo imaginário que fez parte de sua vida por tanto tempo. E como resolver isso?
Bem, o final é digno de gênio. Para os que entendem espanhol, filme completo abaixo.
Kevin smith, definitivamente, precisa conhecer esse cara.
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E por último, filmes que merecem ser citados:
Menção Honrosa Horror – A Break The Monotony – Damien Slevin – AUSTRALIA
Diferente animação sobre o ponto de vista de um holocausto zumbi.
Eu Queria Ser Um Monstro – Marcelo Marão – Rio de Janeiro/RJ
Com mais de um filme emplacado, esse diretor tem uma mão pra filme infantil como está em falta nesse país. Todo filme dele é bem criativo, e, o mais importante, não trata nenhuma criança como uma idiota em potencial ou com lições de moral óbvias demais.
Ele conta a história de um menino com bronquite que queria ser um monstro para mudar a vida frágil.
Sensível pacas. O cara merece um longa.
O Menino Que Plantava Invernos – Victor Hugo Borges – São Paulo/SP
Como jurados, nós sugerimos à organização que a partir da próxima edição haja um prêmio diretamente para Melhor Animação; sugestão que parece já ter sido aceita.
Se tal prêmio já existisse esse ano, com certeza essa animação teria sido a premiada.
Ela conta a inteligente história de um menino que, depois de nascer, tem os pais mortos por um dragão maléfico. Para se vingar, ele suplica pelo mais rigoroso inverno, em uma tentativa de congelar o horrendo monstro.
E, claro, o vencedor da Sessão Mestres dos Gritos, o assustador espanhol Mamá, que em cinco minutos de filmes arrepiou a sala e causou mais medo na platéia do que todos os últimos filmes de terror hollywoodianos que você assistiu ultimamente.
Se estivesse na Mostra Competitiva, ele seria o único que tiraria de “El Hombre de La Bolsa” o Prêmio de Melhor Curta de Horror. Para se ter uma idéia, parece que o diretor Andres Muschietti já está sendo apadrinhado ninguém menos do que Guilhermo del Toro, que vai produzir o longa-metragem do curta.
Você pode assistir ao horripilante curta de 3 minutos no final desse link aqui.
Experimente assisti-lo com a porta do quarto fechada, a luz apagada e o som o mais alto possível. Depois nos conte como foi a sua reação…
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E assim terminou a quarta edição do Cinefantasy. Acaso vierem a assistir a algum dos filmes citados, não deixem de registrarem suas opiniões, ok?
Da minha parte foi bem divertido ter feito parte do trabalho, e espero que aqueles que perderam a oportunidade de estar nas sessões desse ano reservem espaço em suas agendas no ano que vem.
Afinal, é um fato, meus amigos: São Paulo, a cada ano que passa, se torna definitivamente mais fantástica…
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Comentários
Parabens pelo post, infelizmente não ouvi falar desse festival, gostaria de saber como posso ver os curtas, será que encontro pelo menos os vencedores na net?
abraços
@RD – Hum, alguns dá até no YouTube. Outros devem ser reprisados no ano que vem, fora da Mostra Competitiva.
Muito bem escolhidos os filmes!
Adorei o DVD tb, mas gostei muito do filme GATO, a platéia ia à loucura a cada cena do filme, merecido o júri popular!!!
O Romance.38 é um dos meus preferidos, legal que tenha ganho algo!!!!
Espero que ano que vem tenha mais!!!
Abraço!!!
Esse DVD é fantástico? Eu assisti aqui e achei ele uma comédia-indie-pseudo-intelectual, é muito bom, mas falar de coisas fantásticas não quer dizer que o filme seja fantástico, mas é um bom filme!
@RD – Como júri a gente julga o que tá inscrito na relação que recebemos. Se ele estava inscrito como “fantasia”, e por unanimidade foi considerado o melhor curta dentre os inscritos naquela categoria, então ele tem de ser premiado, não?
Para bom mesmo, vou atrás!!!! valeu a dica!!!!
Parabéns pelo post e por ter sido escolhido como jurado! Infelizmente, o cinema ainda não é muito divulgado, principalmente se tratando dos “curtas”.
Abraços!
Muito bom post. Queria ter ido, mas moro muito longe de São Paulo.
Nossa, quem me dera poder ir em um festival desse. Mas deve ser pra lá de cansativo uma maratona de 80 filmes. Até por que nem todos eles são bons…
Mais um ótimo post,
Abraços!
Me soou meio adolescente esta comparação com personagens de TV, qdo ainda há um processo de criação da personalidade da pessoa e o adolescente se espelha em 3°s.
não pude ir todos os dias pq moro meio longe ..mas sabado deu para ver umas coisas legais la no centro perto da galeria do rock bem loko levei a mina no cinema por um real hauahauhau um dos filmes que eu vi ganhou no juri popular bem legal. espero poder ir em mais filmes no ano que vem.
Poxa vida não estou encontrando o filme completo (com os 14 minutos) do El Hombre de La Bolsa …. só estou achando o trailer (que não mostra a dita cuja da criatura rs).
Pode me ajudar Raphael?
@RD – Acho que eles vão passar ano que vem, fora da Mostra Competitiva. Eu aviso por aqui!
Ótimo festival. Junto com SP Terror, vai dar um gás em cinema fantástico. Só não gostei muito do GATO. Ganhou mais por conta da presença de equipe, eu achei
Eu tentei assitir o máximo de sessões possíveis. Achei “fantástico” um festival desse tamanho, com tantos filmes (160?)e a maioria inéditos e muito bons, tudo isso de graça. Sim, porque 1 real é de graça!
Os curtas da competitivas foram muito bem selecionados. Em todas as sessões, eu assisti as 9 das 10 sessões da competitiva, eu digo tranquilamente que me diverti muito mais que os comerciais de hollywood.
A programação foi ótima, primando por ótimas produções do cinema independente internacional que dificilmente chegarão no Brasil, nem mesmo em dvd.
Já que você falou dos curtas, vou recomendar três longas que passaram no festival: Shadow, 8th wonderland e Forbidden Door.
Esse último é maravilhoso e de cara um dos melhores filmes de horror oriental dos últimos anos. Totalmente diferente dos clichês que surgiram pós-Chamado.
Parabéns pelo post e por participar desse evento “fantástico” que é uma pérola a ser descoberta pelo público em geral.
@RD – Sem contar a grande atração desse ano, o de zumbis “Colin”.
Maravilhoso!! O CineFantasy é uma ótima oportunidade de ver filmes que não entrará em circuito comercial. parabéns pelo post e divulgue atitudes como essa, valeu e ano que vem quero assistit todos os curtas.
Show de bola o festival, não consegui ver todos os filmes, só consegui ir no fim de semana, que por sinal estava lotado!!! É muito bom ter festivais como este e o SPTERROR que divulgam o cinema fantástico no Brasil e que filmes nacionais consigam o mesmo espaço que filmes de fora (isso ajuda a fortalecer nosso cinema). A única coisa que tenho a reclamar é que faltou um pouco de organização em alguns momentos, tipo abriram o cinema (Olido) antes de acabar as sessões, filmes que não rodavam direito, atrasos, mas é assim mesmo, espero que ano que vem melhore, é claro que isso não tira o mérito do festival, que foi ótimo!
@RD – Escreve tudo pra organização lá na página deles. Pode ter certeza de que eles vão lhe escutar.
Gato de Joel Caetano sem duvida foi a grande surpresa e a melhor escolha.
É bom constatar que em meio a tantas produções, o publico soube julgar e reconhecer o merecido valor a esses jovens e promissores talentos do cinema nacional.
O filme mais bacana foi o Gato! Mereceu o prêmio. A galera foi a loucura!!!! Muito interessante.
Parabéns pelo trabalho..
Acho que qualquer filme que conseguiu ser selecionado para o festival tinha condições de ganhar, claro que existem preferências e estilos diferentes, mas não se pode faltar com o respeito e a ética (principalmente quem foi jurado). Falar que este ou aquele filme mereceu ou não, se é fantástico ou não, acaba tirando a credibilidade do festival, que ao meu ver, soube escolher muito bem os filmes, se não podia ganhar, então esses filmes nem poderiam ter entrado! Estive na sessão Buzina (que foi demais) e os curtas que ficaram na zona de corte eram muito bons, claro que não vi todos, vi uma duas sessões, e gostei muito de alguns filmes e menos de outros, mas o nível é excelente. Acho que tudo é uma questão de gosto, o que importa de verdade é que nosso cinema, agora já pode se vangloriar de ter uma cena de horror, ficção científica e fantasia, vamos festejar, vida longa ao Cinefantasy!!!!
@RD – Sério, o que diabos significa o início do comentário? O que você diz só teria sentido se eu comentasse minhas impressões antes do festival desse ano terminar. E desde quando elogiar um filme é ruim? E onde você viu o texto dizer que outros filmes não poderiam ganhar?
Sabe quantas pessoas não sabiam do Cinefantasy e passaram a saber depois desse post? Até o pessoal da organização adorou a menção e o texto. Sério, pessoal, vamos criticar menos e divulgar mais.
Eu gostei muito do Cinefantasy, achei muito bom um festival como esse que tem essa pegada com os filmes brasileiros. Eu quero muito fazer filmes de terror. Só não fiz as oficinas porque eram de manhã e tenho aula.
No site dos caras a maioria dos filmes eram brasileiros.
E como eles tem a competição só para os curtas isso é um puta incentivo para nós que estamos começando.
O mais interessante é que eu levei minha mina que não dá valor algum pro cinema brasileiro e muito menos de terror e ela adorou muito. Principalmente o Menino que plantava invernos.
Outra coisa legal foi a entrada na faixa! espero que continue assim.
Só uma coisa pra reclamar, os horários batendo em todos os espaços, não dá pra ir de um lugar pra outro entre as sessões.
Mas tirando isso, parabéns ao Sheldon e a Penny paulistas!
Ano que vem vou mandar um curta meu e quero ganhar o troféu!
Cara…curto muito o seu blog, só não posso concordo em algumas coisas q vc escreveu, fiquei curiosa em saber qtas pessoas tem a equipe do filme Gato? são tantas q acabaram conseguindo fazer um filme ganhar? fui a sessão em que passou o curta DVD que aliás não entendi pq ganhou no quesito fantasia, pouquissimas pessoas assistindo, os organizadores do festival deveriam divulgar mais um festival tão bacana! faltou ai uma critca aos organizadores!
valeu!
@RD – Sandra, você está confundindo as coisas. Quem levantou esse comentário foi a leitora Aline acima, não eu. Eu só comentei que a equipe esteve bastante presente no festival, aliás, a única equipe que compareceu a todas as exibições (até os atores) e estava lá unida até para receber o troféu. E exatamente por ser a única, isso foi digno de nota.
Queria saber qual a sua critica imparcial para os organizadores já que voce parece ser amigo pessoal deles.
Fui a uma sessão que estava muito mal organizada, não tinha como votar nos filmes, não acertavam o enquadramento do filme na tela, interrompiam toda hora o filme fora um amigos meus adoradores de curtas que não ficaram sabendo do festival, muito mal divulgados
Para o seu blog cara!
Nota 10
@RD – Grande Julio, existem problemas sim. Ano passado eu tive problemas com o Workshop na Casa das Rosas (chegaram a colocar uma peça de teatro infantil no hall ao mesmo tempo, causando uma barulheira insuportável). Logo, a organização esse ano jogou o Workshop pra Biblioteca Viriato Corrêa, e foi ótimo.
Logo, o que posso lhe dizer: escreve pra eles (tem o contato no site). A Vivi Amaral e o Edu Santanna a cada ano melhoram o evento. Mas eles precisam de feedbacks como esse exatamente para isso acontecer.
Existe algum tipo de censura aqui?
Pq deletam meu comentário?
@RD – É, você realmente anda vendo coisas hoje. Na verdade, os comentários vão para aprovação para evitar o 0,1% que só aparecem para xingar os outros. Se você não xingou ninguém, é só aguardar um pouco que seu protesto aparece, ok?
Tive que acender a luz da sala depois de assistir “Mama”…
Sem contar a cuéca que foi no lixo… =P
Show!
Parece que esse festival foi show hein, pena que não pude ir!!
Ano que vem vou ficar esperto!!
Cara me desculpa mas divulgar mais?
Eu vi matéria no Guia da Folha, no Estado, na Veja, na globo, na MTV e tinha anúncio no metro.
E o próprio Rafael postou sobre o festival aqui no Blog.
O que eu senti falta foi os blogs do gênero não falarem nada sobre o festival…. pq isso? Só pq o ingresso é na faixa?
Falaram aqui daquele SPTerror, aquele sim eu vi numa porrada de blogs com todo mundo falando bem, mas quando fui ver a programação eram só uns 20 filmes e ingresso caro pra dedéu… o que explica isso? $$ só pode!
@Rd – Verdade. Teve uma sessão que ao final nós ficamos morrendo de fome esperando a Vivi Amaral terminar de dar entrevista ao vivo pra Jovem Pan, para irmos jantar. O pessoal dos blogs e do fandom pode ajudar ainda mais realmente; tem crescido a cada ano
Concordo com o comentário a cima, esse festival foi infinitamente maior e com uma programação tão boa, senão melhor que o SPTERROR, a galera tem que se ligar e ajudar na divulgação mesmo, como já disse, vamos nos unir e festejar e divulgar esse evento, é tão difícil ter algo para nós amantes do terror e quando tem a galera tem que apoiar, principalmente os blogs! Em vez de meter o pau em um ou outro, vamos levantar a bandeira do festival e dos filmes fantásticos que por ali passaram com respeito e esperando que cada ano seja maior! Como já disse, vida longa ao CINEFANTASY!
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