LPB; ou como uma nova geração de escritores e leitores está revolucionando o mercado editorial…

15 dez 2010 | por em Cavernas & Dragões às 18:21

raphael draccon. andré vianco paulo coelho mercado editorial literatura fantástica literatura brasileira leonel caldela fabio yabu eduardo spohr  LPB; ou como uma nova geração de escritores e leitores está revolucionando o mercado editorial...fol

“Você quer ser escritor, menino? No Brasil? Ah, vai morrer de fome…”; “Ih, nem adianta, o público brasileiro só lê obras estrangeiras…”; “As editoras aqui não têm espaços pra autores nacionais infelizmente…”; “você no Brasil tem 3 mil leitores…”; “jovem não lê…”.

Essas frases acima fazem parte da velha ladainha citada por pessoas conformadas com determinadas situações que não possuem forças para lutar contra.

Como igualmente aconteceu com o cinema daqui, contudo, no atual cenário da literatura pop nacional uma nova geração de escritores, leitores e blogueiros resolveu se mexer e sacudir de vez o mercado editorial para acabar com o elitismo que tratava um livro como um objeto de culto e transformá-lo novamente em algo prazeroso e popular.

Os efeitos dessa atual revolução, cercada de detalhes digitais, é uma coisa bonita de se ver. E é sobre isso que nós iremos conversar hoje, no provável último post da coluna em 2010.

Sobre alguns escritores que andam agitando o marasmo do mercado e sobre como leitores e blogueiros resolveram revolucionar a coisa toda.

Mais uma vez.

raphael draccon. andré vianco paulo coelho mercado editorial literatura fantástica literatura brasileira leonel caldela fabio yabu eduardo spohr  LPB; ou como uma nova geração de escritores e leitores está revolucionando o mercado editorial...

A LPB – Literatura Popular Brasileira

A primeira pessoa que eu saiba a utilizar esse termo por aqui foi o intelectual pop Luís Eduardo Matta, autor de thrillers como “120 Horas” e “O Véu”, na matéria “A LPB e o Thriller verde-amarelo”, que você pode ler aqui.

Segundo Luis Eduardo Matta, o tema literatura e entretenimento era tratado de forma pejorativa por uma elite intelectual, como se entreter um leitor fosse sinônimo de escrever de maneira pobre e sem técnica, e o público fosse burro demais para ser seduzido por uma “literatura de verdade”.

Esse pensamento foi o responsável por afastar o público das obras nacionais e abrir os braços para as estrangeiras. Obras em que a preocupação com linguagem, formato e escrita não ultrapassavam um objetivo traçado desde a primeira linha: contar uma história capaz de agarrar aquele que lê.

Ao longo do tempo fomos construindo uma aura de deferência em torno do ato de ler; um verdadeiro ritual religioso de ode ao conhecimento e à grandeza da alma e da mente. Todo esse cerimonial sempre me incomodou por inúmeros motivos e o principal é o fato de ter, desde a infância, uma forte relação de intimidade com os livros, ou seja, o ato de ler sempre me foi natural, afirma Matta.

raphael draccon. andré vianco paulo coelho mercado editorial literatura fantástica literatura brasileira leonel caldela fabio yabu eduardo spohr  LPB; ou como uma nova geração de escritores e leitores está revolucionando o mercado editorial...(autor de thriller é assim: Matta a questão…)

É curioso como a situação da literatura é muito parecida com a do cinema aqui no país, onde o mesmo tipo de pensamento passou a afastar o público das salas de exibição; o mesmo público que passou a ser taxado pela elite intelectual de burro demais para se entreter com o “cinema sério” que lhe estava sendo exibido.

Para entendermos porque a nova geração teve de  ir novamente buscar um leitor que passou a ver a literatura do próprio país com desconfiança, é preciso entender primeiro onde o problema começou.

Machadada Escolar

A coisa toda começou na escola.

É curioso que o local onde deveríamos aprender a gostar de ler seja o maior inimigo na formação de um leitor.

E os esforços para isso são altos: como se compartilhasse desse pensamento arcaico citado anteriormente, nas escolas os livros dados aos adolescentes não são livros de teor popular, que despertem naquele jovem o prazer e a paixão por mais daquilo.

O resultado são adolescentes lendo livros rebuscados, de linguagem arcaica, que reproduzem dramas universais, mas em contextos tão fora da realidade deles que a antipatia surge antes mesmo da chance.

raphael draccon. andré vianco paulo coelho mercado editorial literatura fantástica literatura brasileira leonel caldela fabio yabu eduardo spohr  LPB; ou como uma nova geração de escritores e leitores está revolucionando o mercado editorial...(O reflexo da leitura imposta vai contra a própria reflexão que a literatura deveria espelhar… #escrevendodificilpraparecerintelectual)

Tal escolha pedagógica também ignora uma formação natural dos estudantes: é um fato que para entender Machado de Assis, por exemplo, um leitor precisa ter uma vivência que um adolescente naquele momento ainda não tem. E nem deve.

Negócio é assim: infância é fase de brincar e aprender com tentativa de acerto e erro, baseado na curiosidade. Adolescência é fase de fazer besteira. É hora de tentar se destacar, de achar que o mundo acabou quando levar fora, de beber escondido se achando adulto, de sentar no carro do pai e pedir pra dar umas voltas. É a hora de dizer ao mundo do que se é capaz, ou de que se acha ser capaz. A fase adulta é descobrir se isso tudo era verdade ou um blefe.

A obrigação por uma leitura de uma fase diferente da que se já viveu causa conflito.

É muito mais fácil um adulto gostar de uma J.K. Rowling, do que um adolescente gostar de um Umberto Eco. Porque o adulto já viveu a fase que Rowling narra, e o adolescente ainda vive. Já o que Eco narra o adolescente ainda precisa amadurecer para captar por completo.

Nota Zero

Apesar dos argumentos acima, ainda assim seria possível formar leitores mesmo enfiando pelo goela deles os livros que eles ainda não querem ler. O que assassina de vez qualquer ação nesse sentido é o outro argumento mais repudiável dentre todos: a cobrança de nota escolar.

Uma das piores ideias que algum cidadão já teve foi a da chamada “prova de interpretação de texto”.  A parte da prova em que é preciso descobrir qual a interpretação daquele texto em questão que a pessoa que corrigirá a sua prova possui dele.

Um ideal que já caminha contra a própria ideia da literatura em si.

raphael draccon. andré vianco paulo coelho mercado editorial literatura fantástica literatura brasileira leonel caldela fabio yabu eduardo spohr  LPB; ou como uma nova geração de escritores e leitores está revolucionando o mercado editorial...(Servido?)

Agora, vamos nós dois aqui imaginar um cenário diferente.

- Imagine um sistema escolar onde não exista prova nem notas para interpretações de textos ou história da literatura.

- Imagine uma aula em que a professora toda semana escolha um livro que os alunos quisessem de fato ler. Ou se não quisessem, que tivessem temas que ela soubesse que eles iriam gostar e ela própria contasse um pouco daquela história para lhes despertar curiosidade.

- E que na semana seguinte eles se sentassem em roda e começassem a debater, utilizando a professora como mediadora. Eles conversassem sobre os personagens, sobre determinadas atitudes, sobre o estilo da escrita, sobre o final. Mas sem obrigação de “certo” ou “errado”. E sem a obrigação até mesmo de ter de dizer algo, se não fosse de sua vontade. Simplesmente com cada um tendo o seu direito a ponto de vista como nos comentários de um blog sem censura.

- E que acontecessem apresentações; montagens de trechos de cenas baseadas naqueles livros criadas e contadas por eles próprios.

- E que ao começar a rabiscar as próprias poesias e contos, eles se sentissem a vontade de ler para a própria turma e ver seu texto debatido depois.

Sabe o que eu veria de um futuro assim? Eu veria milhares de leitores sendo formados instantaneamente. Por prazer.

Eu vejo até mesmo alunos que diriam que nunca pegariam um livro, de repente querendo folheá-los em vez de buscar um search do resumo no google, simplesmente para poderem participar do debate e não se sentirem deslocados.

Eu vejo aulas de literatura se tornando tão divertidas quanto as de educação sexual.

Eu vejo uma revolução cultural.

raphael draccon. andré vianco paulo coelho mercado editorial literatura fantástica literatura brasileira leonel caldela fabio yabu eduardo spohr  LPB; ou como uma nova geração de escritores e leitores está revolucionando o mercado editorial...(sim, nós podemos…)

… But they will never take our freedom! (William Wallace)

Diante de um cenário de elite intelectual, em que mesmo os prêmios literários antes prestigiados agora já são cercados de polêmica, o que sobra para os leitores que simplesmente querem ler algo que os agrade sem se preocupar com nada disso?

Leitores que queiram histórias bem escritas, mas cujo enredo seja tão ou mais importante que a forma, obrigando-o a virar as páginas e ir dormir apenas porque o sono lhe impede de saber o que acontece depois?

Resposta: eles criam seus próprios escritores e canais de comunicação.

raphael draccon. andré vianco paulo coelho mercado editorial literatura fantástica literatura brasileira leonel caldela fabio yabu eduardo spohr  LPB; ou como uma nova geração de escritores e leitores está revolucionando o mercado editorial...(a revolução cultural permite coisas assim: hoje em dia você pode encontrar Raphael Draccon e Eduardo Spohr ao lado de Rick Riordan e Stieg Larsson…)

Essa transformação se apóia em três vertentes:

1. Leitores

Na biografia do Paulo Coelho, escrita por Fernando  Morais, é citada uma frase de Nelson Rodrigues, que costumava dizer que a sorte dos dramaturgos é que “a crítica não consegue levar nem uma bactéria aos teatros”. Partindo do mesmo ponto, a sorte dos autores de livros populares é que tal elite intelectual não consegue levar nem uma bactéria às livrarias.

É curioso o esforço de determinados literatos para bradar a todos os cantos: “não leiam esse best-seller; é uma porcaria; leiam esse livro daqui com o melhor parágrafo inicial já escrito em um livro desde o neo-modernismo”.

Eles se dão os próprios prêmios, eles fazem as próprias resenhas nas revistas em que são os próprios editores, e no final das contas…

… o público continua a ler somente o que quer.

É uma relação exatamente oposta a da política. No final das contas, é muito mais difícil se influenciar um leitor do que um eleitor. E quando o eleitor é leitor, essa dificuldade se amplia aos dois casos.

Fora que a geração atual é conectada; ela começou a ter características próprias que merecem um post inteiro para ser abordadas. O importante nesse momento é a certeza de que um livro para ela não é mais um objeto isolado, ele é parte de toda uma engrenagem que não acaba no papel.

Ele se estende por meios multimídias que vão do cinema à internet.

raphael draccon. andré vianco paulo coelho mercado editorial literatura fantástica literatura brasileira leonel caldela fabio yabu eduardo spohr  LPB; ou como uma nova geração de escritores e leitores está revolucionando o mercado editorial...(A literatura para essa geração é um pilar que não funciona isoladamente…)

E os escritores com anos de estradas que não se adaptam a isso seguem o mesmo caminho de cineastas que não se renovaram e amargam filmes com orçamentos baixos e bilheteria ainda mais parca.

A verdade é que o escritor que hoje afirma que o jovem não lê está apenas atestando sua incapacidade de escrever para a atual geração.

Porque de fato nunca se leu tanto nesse país (nesse exato momento, você está fazendo o que nesse post, não é verdade?).

Apenas se lê cada vez menos em papel.

2. Blogs literários

E então vieram eles. Ou melhor: elas.

Anos atrás, quando a holding Leya entrava no Brasil e estava montando sua equipe aqui, lembro que estava em uma loja da Saraiva e, do nada, olhei para aquelas prateleiras e, tal qual Johnny Smith (personagem de Stephen King), tive uma “visão”.

Saí correndo e passei a madrugada digitando tudo o que seria a editora do futuro e o futuro do mercado editorial. Pascoal Soto, meu editor, na época disse que aquilo “era muito revolucionário pro atual mercado brasileiro. Mas algumas coisas ali já poderiam acontecer…”.

E é bonito de ver que tudo o que está escrito naquele documento interno, hoje já toma forma. Um dos itens era exatamente esse: a explosão que os blogs literários iriam causar.

Aquilo era de fato uma questão muito óbvia exatamente pela forma de raciocínio da atual geração. Uma geração em que uma experiência como a leitura, tal qual o cinema e a música, não poderia mais ser apenas uma experiência isolada.

Precisaria ser uma experiência a ser compartilhada.

raphael draccon. andré vianco paulo coelho mercado editorial literatura fantástica literatura brasileira leonel caldela fabio yabu eduardo spohr  LPB; ou como uma nova geração de escritores e leitores está revolucionando o mercado editorial...(Blogueiras na Bienal SP, com alguns autores de literatura fantástica brasileira)

O valor do trabalho dessas meninas para a literatura com o público jovem é incalculável. E o mais incrível é que elas o fazem sem receberem nada por isso (que não livros das editoras inteligentes); simplesmente por amarem demais a literatura para ficarem de braços cruzados e não fazerem parte dela.

E o estrago que as blogueiras (não é regra, mas é curioso como a maioria esmagadora desse movimento é delas) estão causando é enorme. De acordo com o público-alvo do seu livro, uma resenha cinco estrelas em um blog de literatura já conhecido no meio pode lhe trazer mais leitores do que uma matéria em portais tradicionais de prestígio (experiência própria…).

Existe uma certa credibilidade moldada exatamente na paixão com que elas se dedicam a esse trabalho. Afinal, já que não são pagas por ninguém, elas também podem se dar ao direito de falar o que bem entender. E o estilo de proximidade que a linguagem contemporanea do blog possui faz com que a ideia de se participar do maior clube do livro do mundo permaneça.

Mesmo porque antes de blogueiras, elas são leitoras.

raphael draccon. andré vianco paulo coelho mercado editorial literatura fantástica literatura brasileira leonel caldela fabio yabu eduardo spohr  LPB; ou como uma nova geração de escritores e leitores está revolucionando o mercado editorial...(o encontro que juntou a mim, Spohr e Caldela levou caravanas de blogueiros para a Feira de Porto Alegre)

O resultado é que hoje um jovem do interior do Maranhão, vindo de um local que não tem nem livrarias, pode comprar seu livro pela internet. E ao terminar, se ao redor dele não houver ninguém com quem ele possa debater a experiência que teve (como deveria ter sido lá na escola…), ele agora tem onde ir: em dezenas de blogs que unem milhares de leitores querendo compartilhar aquele mesmo prazer.

Assim, a internet que os jurássicos disseram que iria ajudar a tirar o jovem do livro, acabou por dar a ele uma libertação: não apenas livrarias virtuais capazes de vender livros a qualquer pessoa em qualquer lugar, como também o maior Clube do Livro do mundo, aberto 24 horas por dia, e capaz de fazê-lo conhecer pessoas com os mesmos interesses em qualquer canto do Brasil.

Ou do mundo.

3. Escritores

O terceiro pilar.

Para fazer essa geração atual ler foram preciso dois tipos de escritores: os que se adaptaram e os que vieram dela.

Alguns como Paulo Coelho e Neil Gaiman, por exemplo, se adaptaram. Aprenderam a usar o twitter e a escrever em blogs, que exige toda uma linguagem próxima, descontraída e mais pessoal do que se encontra em um romance impresso. Rick Riordan e J.K. Rowling já escrevem pensando no raciocínio dessa geração. E até Stephenie Meyers… bom…

E aqui no Brasil, além daquela idéia de que jovem não lia, havia a de que ele rejeita a literatura nacional. Voltamos ao caso do cinema. A rejeição não é à nacionalidade.

É ao padrão de qualidade a que ela se acostumou.

E quando você dá à ela algo nacional com a mesma qualidade, ela se orgulha.

Ou alguém, que não a crítica de sempre, não adorou o estrago de um “Cidade de Deus” e um “Tropa de elite” por ai?

A literatura é o mesmo caso. Surgiram alguns escritores que já sabiam para quem escreviam e desprezavam a busca por reconhecimento intelectual da antiga elite, mas sim o reconhecimento do grande público para quem realmente lhes interessava ser lido.

E ao meterem o pé na porta, eles abrem caminho para diversos talentos que surgem todos os dias.

Vou citar abaixo os de atualmente maior alcance de público na literatura fantástica nacional. Sintam-se à vontade para citar outros nomes que lhes vierem à mente depois.

_______________________________________________

Andre Vianco

raphael draccon. andré vianco paulo coelho mercado editorial literatura fantástica literatura brasileira leonel caldela fabio yabu eduardo spohr  LPB; ou como uma nova geração de escritores e leitores está revolucionando o mercado editorial...(He’s bad… not!)

O primeiro a meter o pé na porta. O ex-atendente de telemarketing que investiu tudo na história de sete vampiros portugueses com poderes surreais, que acordavam em caixas de prata na baía brasileira, dentro de uma caravela naufragada.

Sua característica é pegar ideias acostumadas com toda uma atmosfera européia, como o vampiro, e dar à ela uma cara completamente brasileira, com soldados do Exército trocando tiros em plena Avenida Paulista com seres sobrenaturais capazes de coisas inacreditáveis.

Com um estilo bem cinematográfico, para não esperar que fizessem um filme de seus livros resolveu bancar do próprio bolso o episódio-piloto do seriado “O Turno da Noite”, baseado em seu livro homônimo.

Apesar da cara de mau, Vianco é um sujeito muito divertido e engraçado, cuja coragem de arriscar em si próprio lhe renderam frutos merecidos.

twitter: @andrevianco

blog: http://andrevianco.wordpress.com/

próximo livro: “O Caso Laura”

_______________________________________________

Eduardo Spohr

raphael draccon. andré vianco paulo coelho mercado editorial literatura fantástica literatura brasileira leonel caldela fabio yabu eduardo spohr  LPB; ou como uma nova geração de escritores e leitores está revolucionando o mercado editorial...(Jacob agora se perdeu no Céu…)

A história de Spohr é conhecida, desde a batalha para vencer um concurso e vender os exemplares pela internet até o acampamento na lista dos mais vendidos do país.

Antes alguns trolls o acusavam de fazer sucesso por conta do apoio do Jovem Nerd. Depois que o livro saiu do mundo virtual e começou a escalar as prateleiras do best-seller, curiosamente os trolls parecem estar ocupados demais duelando com anões, pois não se manifestaram mais.

Seu sucesso na verdade se apóia em dois pilares: talento e carisma. Já disse isso uma vez e reafirmo aqui: a cada vez que um leitor abre uma de suas histórias, Robert Howard (criador do Conan, e autor que ambos somos fãs) sorri e descansa em paz.

twitter: @eduardospohr

blog: http://filosofianerd.blogspot.com/

próximo livro: Top Secret (tá, eu sei, mas com seu lado Jacob ele me mandaria pra ilha de Lost se eu contasse…)

_______________________________________________

Fábio Yabu

raphael draccon. andré vianco paulo coelho mercado editorial literatura fantástica literatura brasileira leonel caldela fabio yabu eduardo spohr  LPB; ou como uma nova geração de escritores e leitores está revolucionando o mercado editorial...(Escrever literatura infantil só tem um problema: torna-lhe “tio” muito mais cedo…)

Fábio ficou conhecido com a série dos Combo Rangers, que fazia com os Super Sentai o que Vianco fez com os vampiros: trouxe aquela realidade para próxima das nossas referências.

Com roteiros muito bem escritos e referências à cultura pop e nerd (que caminham juntas) da época, os Combo Rangers sairam da web e se tornaram de revistas em quadrinhos à peça de teatro.

Passado anos de dedicação a tamanha criação, Fábio então deu vida à sua criação hoje mais conhecida: as Princesas do Mar. Indo além dos próprios Combo Rangers, a franquia se tornou uma série de animações que são exibidas na América Latina, em Portugal, França , Alemanha e em mais 49 países.

Nascia assim um dos nossos melhores escritores de literatura infantil atual.

twitter: @fabioyabu

blog: http://www.yabu.com.br/blog/

_______________________________________________

Leonel Caldela

raphael draccon. andré vianco paulo coelho mercado editorial literatura fantástica literatura brasileira leonel caldela fabio yabu eduardo spohr  LPB; ou como uma nova geração de escritores e leitores está revolucionando o mercado editorial...(Leonel direto do casamento pra noite de autógrafos…)

Descoberto por J.M. Trevisan, antigo editor da Dragão Brasil e um dos escritores criadores do cenário de RPG Tormenta, Caldela é chamado por mim e por Spohr de “o Cornwell brasileiro”.

A comparação tem lógica: Leonel gosta de história de guerra e pesquisas históricas, e gosta de narrá-los com o jeito sujo, suado e violento da época. Mesmo seu trabalho com o cenário de RPG Tormenta foi elogiado exatamente por essa característica: reduzir na narrativa a já estabelecida visão high fantasy do cenário, para narrar uma história mais próxima dessa violência das narrativas medievais.

twitter: @leonelcaldela

próximo livro: Deus Ex Machina, continuação de “O Caçador de Apóstolos”.

_______________________________________________

e… bom… Raphael Draccon

raphael draccon. andré vianco paulo coelho mercado editorial literatura fantástica literatura brasileira leonel caldela fabio yabu eduardo spohr  LPB; ou como uma nova geração de escritores e leitores está revolucionando o mercado editorial...(normalmente é essa a expressão que eu faço quando alguém me surpreende ou me diverte nos comentários aqui da coluna…)

E.. bom… por último este vosso servo que vos escreve aqui neste humilde blog.

De vez em quando eu penso se deveria mesmo estar no meio desses caras, mas já que a coisa tem dado certo, que bom poder contribuir com tal revolução.

A ideia de criar uma saga cheia de buscas espirituais, baseada em Caverna do Dragão com referências pop deu certo e me trouxe surpresas que nunca imaginei alcançar. Amizades com autores que admirava, como os citados acima; um convite para este espaço de troca tão direta e sincera entre todos nós; e até mesmo o carinho de pessoas que nunca teria conhecido se tudo isso não existisse.

Em 2011 as barreiras começam a ser rompidas e represento o Brasil em um livro de terror em Portugal.

twitter: @raphaeldraccon

blog: http://www.raphaeldraccon.com

próximo livro: “O Coletor de Espíritos”

_______________________________________________

Nessa época de Natal e amigo oculto, se vierem a presentear ou receber um livro de um autor nacional, entrem na revolução. Expandam. Participem. Resenhem. Escrevam para nós por facebook, twitter ou blogs. Não importa.

Simplesmente continuem a fazer parte disso tudo.

E olhem que curioso, nesse momento em que termino este post, entra uma mensagem no twitter que diz assim:

@mestreurbano: @raphaeldraccon @eduardospohr @andrevianco @leonelcaldela Obrigado, posso nunca me tornar um bom escritor, mas vocês me inspiraram a tentar!

Em nome dos novos escritores que já surgiram, e de todos que irão surgir, eu aproveito para agradecer a você do outro lado por fazer parte dessa revolução.

Obrigado, sonhador, por nunca; nunca acordar.

 

raphael draccon. andré vianco paulo coelho mercado editorial literatura fantástica literatura brasileira leonel caldela fabio yabu eduardo spohr  LPB; ou como uma nova geração de escritores e leitores está revolucionando o mercado editorial...

Contate-me raphael draccon. andré vianco paulo coelho mercado editorial literatura fantástica literatura brasileira leonel caldela fabio yabu eduardo spohr  LPB; ou como uma nova geração de escritores e leitores está revolucionando o mercado editorial... raphael draccon. andré vianco paulo coelho mercado editorial literatura fantástica literatura brasileira leonel caldela fabio yabu eduardo spohr  LPB; ou como uma nova geração de escritores e leitores está revolucionando o mercado editorial... raphael draccon. andré vianco paulo coelho mercado editorial literatura fantástica literatura brasileira leonel caldela fabio yabu eduardo spohr  LPB; ou como uma nova geração de escritores e leitores está revolucionando o mercado editorial...

89 Comentários

Posts Interessantes em outros Blogs: