Cervas da Europa Parte I: Stella Artois

17 mar 2010 | por em Dicionário das Marcas às 11:36
 Cervas da Europa Parte I: Stella Artois

 Cervas da Europa Parte I: Stella ArtoisA maioria das religiões cristãs não aceita muito bem a ingestão de bebidas alcoólicas. Apesar disso, o consumo de álcool sempre esteve ligado ao Cristianismo, em especial o do álcool contido no vinho. O primeiro milagre realizado por Jesus? Transformar água em vinho. O que se bebe durante o ritual da Eucaristia? Vinho. A Bíblia nunca citou a cerveja. Mesmo assim, a Igreja Católica tem sim suas ligações com as brejas, incluindo com uma das mais famosas delas, a excelente Stella Artois.

Como isso aconteceu? Voltemos ao longínquo século XIV, na cidade de Leuven, atual Bélgica. Por aquelas bandas desde 1366 já existia uma pequena cervejaria chamada Den Horen, pioneira na fabricação de cerveja em Leuven. Não era nada demais, apenas uma pequena fábrica que abastecia os botecos locais. No entanto, tudo começou a mudar alguns anos depois quando o Duque de Brabant resolveu mandar uma carta para o Papa Martinho V. O Duque, conhecido também como João IV, era um grande estudioso e por isso via na educação uma ótima maneira de desenvolver seu país.

Por ser Leuven uma cidade próspera, João IV decidiu pedir ao Papa Martinho V que construísse uma universidade ali. Sendo assim, em 1425 surgiu a Universidade Católica de Leuven, a mais antiga instituição de ensino desse tipo do mundo. A cidadezinha belga logo se tornou o centro intelectual da região. Muitos estudantes vinham de toda Europa para aprender ali. E quem já foi estudante sabe, a maioria deles gosta de tomar uma cervejinha, não é verdade?

Com a clientela em franca expansão, a Den Horen vendia litros e litros do maravilhoso líquido embriagante. Porém, ainda faltava algo. As cervejas da época não eram lá essas coisas. O objetivo era só mesmo intoxicar ao máximo o consumidor, a idéia era ficar bêbado e só, pouca atenção ao sabor. A mudança começou com um homem chamado Sebastian Artois. Tendo estudado na Universidade Católica de Leuven e mais tarde se tornado mestre cervejeiro, em 1708 ele entra na Den Horen. Suas primeiras ações foram no intuito de melhorar o gosto da bebida, tornando-a mais clara, leve e saborosa. As mexidas de Artois na fórmula deram tão certo que cerca de uma década depois ele já era o dono da Den Horen.

Em 1717 a fábrica tem o nome mudado para Cervejaria Artois. Até aí, nada de Stellas ainda. Porém, a filosofia de melhorar o produto continuou nas gerações posteriores a Sebastian. A exclusividade no sabor tinha se tornado uma obsessão para a empresa. O ponto culminante desse processo ocorreu em 1926, quando a companhia decidiu fazer uma cerveja especial para comemorar o Natal daquele ano.

Seria uma edição única, algo inédito. Até então a fábrica produzia uma ótima cerveja, mas em grandes quantidades. Essa seria diferente: uma bebida ímpar, fabricada sem exagero, voltada para uma data específica. A cerveja foi batizada de Stella (estrela em latim), referência à estrela que guiou os três reis magos no dia do nascimento de Jesus. Alguma dúvida de que foi o maior sucesso?

É claro que o passo seguinte foi fabricar a esplêndida Stella não só no Natal, mas o ano todo. Rapidamente a cerveja ganhou fama e tornou-se o carro chefe da cervejaria Artois. Inteligentemente, eles continuaram a bater na tecla da exclusividade, algo que para ter sucesso está sempre associado a boa propaganda. Por isso as publicidades da Stella sempre exageram sobre o fato de seu produto ser especial. Mas exageram mesmo! Um exemplo é essa propaganda:

Você trocaria tudo por uma Stella! Essa é a proposta, a qual fica mais clara ainda no mais famoso slogan da marca: Reassuringly Expensive. A tradução não é simples, seria algo como “reconfortantemente cara”. É como dizer “olha, eu não me importo que é cara, o importante é que ela existe!”. Nesse outro comercial o cara entra em contato com pessoas infectadas com a peste. Ninguém chega perto dele com medo de ficar doente também. Isso até ele beber uma Stella…

Stella Artois. Para bebê-la, você até corre o risco de pegar a peste!

Curiosidades de Sobremesa

1 – Uma empresa como a Artois tem uma história de 644 anos. É muito tempo, a direção mudou de mãos, mas ainda assim é uma trajetória respeitável. No entanto, vejamos a companhia japonesa Kabushiki Gaisha Kongō Gumi. Criada em 578 ela começou construindo um templo budista para o Príncipe Shotoku e por incríveis 1428 anos ficou sob a direção da mesma família (cerca de 40 gerações). O sonho acabou em 2006 quando a Kongō Gumi foi vendida para a Takamatsu Corporation.

2 – Marlon Brando chega choroso na base de uma sacada. Ele está meio bêbado ainda, apesar de ter sido molhado com água fria. No auge da embriaguez acabou batendo na própria esposa, Stella Kowalski. Agora está arrependido, chorando. Ele olha para cima e grita: hey, Stella!  Quem gosta de cinema deve conhecer essa famosa cena do filme Um Bonde Chamado Desejo. Já os apreciadores das boas cervejas conhecem mesmo a outra Stella, essa com o sobrenome Artois.

3 – Há uma referência à cervejaria Der Horen no logo da Stella Artois. Note que na parte de cima há um instrumento feito de chifre (tipo um berrante).

4 – O Povo de Leuven até hoje curte uma boa cerveja. A cidade abriga o maior e o menor bar da Bélgica.

5 – Se você se sentiu mal por não poder tomar uma Stella Artois lá na Bélgica, se contente em saber que a marca pertence à InBev. Mas, o que isso tem a ver? O caso é que a InBev foi formada pela Interbrew (belga) e pela Ambev (brasileira). Isso quer dizer que bem no fundo, forçando muito mesmo, a Stella é um pouco tupiniquim também.

56 Comentários

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  • juares

    Genial…
    é que ainda salva no sedentario….
    só uma critica, devia ter deixado a stella por ultimo!
    abraços.

  • Eduardo

    E é boa essa Stella Artois, pena que onde eu more sá é vendido em Garrafinhas, mas parece que tem o chop deles.

  • sckoria

    opa jovem
    muito bom o texto.
    e melhor que escrever sobre cerva e beber cerva, rapaz!
    abraço

  • wesley

    E quem disse que cerveja não é cultura rs.

  • http://www.ocorujablog.blogspot.com/ Ítalo – O coruja

    Haa muito bom o post, curti msm!
    pow essa cerveja Stella é boa meu,
    muito mesmo!

  • Backspace

    Só um detalhe, para melhorar o início do texto não é explicado direito : As cervejas belgas no início, não são péssimas e de baixa qualidade, pelo contrário, são as melhores artesanais, só que eram mistas em estilos e assim como na inglaterra, fabricadas pela maioria dos bares (não é atoa que lá existem 1600 cervejarias). Apenas temos que a inovação da Stella é em ter um processo de fabricação e fórmula que seque o padrão de uma Reinheitsgebot (preceito da pureza) alemão (sem adição de açucar, apenas o lupulo e o malte), facilitando muito a popularidade.

    • http://eugus.blogspot.com Gustavo

      Sem falar que hoje em dia, aqui na Bélgica, a Stella é uma das 4cervejas mais populares, quer dizer que ela não possui mais a originalidade que tinha antes, se você quer uma cerveja com características originais tem que partir pras cervejas especiais como Chimay (http://www.chimay.com/ ) Orval ou Rochefort

  • rafael

    amigao,vc esqueceu da hermeneutica da situação,o vinho da epoca de jesus nao tinha o fermento fortissimo que produzia do alcool a embreagues que a biblia pede pra os cristõas evitarem…abraçoss

    • cleide

      Discordo em partes! Porque o “VINHO” hoje em dia,não´tem a mesma composição do que na época de cristo,naquele tempo era pura uva e pouco fermentada,hoje em dia a maioria dos”vinhos” são puro alcool,ou muito fermentado.
      E uma coisa éra apresiar uma “bebida” de tradição pois também naquela região,e na época a falta vinho simbolisava também a falta de alegria,e isso fez com que jesus trouxece a alegria aquele casamento e é isso que a biblia quer transmitir neste contexto.
      É bém verdade que nos dias de hoje,usam meias palavras da biblia para se “justificar”.é por isso que independente de religião quem crê que a biblia é a palavra de Deus tem que estuda-la para não ser confudido.
      Não é biblico beber alcool,nem mandamento,muito menos este texto fala sobre embreagues,que nos dias de hoje provoca acidentes terriveis,e destrói muitas vidas em vicios,nada contra quem gosta de tomar umas,mas dizer que isso vem de dentro das igrejas ou que é correto aí já é engano!!

  • Josh

    Genial! Há tempos que espero uma matéria como essa no DM.

    Parabéns… e que venham as aoutras marcas! xD

  • É do ardo?

    Stella…ô cervejinha cara e boa…

  • http://insupor.wordpress.com insupor

    cade a novidade?

  • http://www.imissbrasil.com/ Patricia

    Hmmm… Stella é minha favorita. :-D

  • Maximus

    “o vinho da epoca de jesus nao tinha o fermento”
    Aiai, que ingênuo. Ele nem sabe que na produção tradicional nem se precisa adicionar fermentos, o mosto fermenta por si só. Os microorganismos estão em todos os lugares. Agora, se quiser que um caldo açucarado de uva não fermente, aí sim, precisa colocar conservantes “fortíssimos”.

  • madger

    stella artois é boa, gostosa pra tomar, mas eu ainda prefiro a Colorado Indiga, o problema é que é raro vc achar um lugar onde vende, se bem que eu vi bem mais a stella do que a Colorado, mesmo a Colorado sendo daqui mesmo do Brasil

  • http://vagalcia.blogspot.com/ Jethro

    Legal o post… fiquei curioso: essa Kabushiki Gaisha fabricava o que? Sakê?

    • alex

      é!! e provavelmente ela começou construindo o templo budista com as garrafas de sakê!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!! presta atenção no que lê guri!!!

  • Thiago L

    O VINHO ERA SEM ALCOOL, ESSE VELHO ARGUMENTO DE CACHACEIRO O VINHO TINHA ALCOOL É PRA A CONCIENCIA DO CACHACEIRO ALCOOLATRA NÃO PESAR…

  • http://chemicallblog.blogspot.com Aldael

    Fontes dão conta de que, na verdade, Jesus transformou água em um líquido semelhante à cerveja da época e não vinho, na língua original. O que vemos seria um erro de tradução…E Stella é muito boa, para uma cerveja de larga escala, mas perde muito pras artesanais belgas e tchecas

  • bruno

    muito legal o texto, parabéns

  • http://cetaviajando.blogspot.com/ 4daunscrock

    provem Stella Artois Patricia se puderem, é a melhor

  • http://www.twitter.com/dezmetro Demétrio Iarema

    Eu tomaria uma agora.

  • Breno

    tô bebendo uma antárticazinha

  • Guilherme

    Amigos acreditem se quiserem, estou Buenos Aires e estou tomando uma Stella Artois de 1 litro que é muito barata aqui, no supermercado é claro! paguei 5,50 pesos argentinos uns R$2,25 e coincidentemente vim visitar o Sedentário quando me deparei com essa matéria… eita mundinho pequeno viu!

  • Vinicius Lira

    FORMIDÁVEL esse tópico. Stella Artois é simplesmente a minha cerveja favorita.

  • Kleber

    Ótimo texto. Só um comentário: nem forçando muitíssimo dá pra dizer que houve uma fusão entre a empresa belga e a brasileira, houve, isso sim, aquisição dos belgas… é que ficaria difícil explicar tanta injeção de grana pública na brasileira, para depois ser vendida, mas “C’est la vie”.

    • raphael

      verifique a composição acionaria da AB Inbev, e tu verá que ta falando besteira..os maiores acionistas individuais são os brasileiros!! e de fato, a Stella é sensacional! sem duvidas a minha preferida!

  • Denny

    Hmmm…adoro uma “Stela”, eita cervejinha boa só não é muito barata. Muita boa a história da mesma tb.

  • Efigenio Loucypher

    Prefiro uma Corona… Stella Artois é cerveja de bichas e blogueiros…

  • http://noticiasdobill.blogspot.com Gabriel

    A stella é saborosa, é daquelas que te faz apaixonar, e você não precisa pagar 10 reais numa garrafa para beber algo de qualidade.

    Ah, sou cristão e bebo normalmente. Para quem disse que Jesus transformou agua em vinho sem álcool, tem que ler a história de novo. Fica claro no texto que o mestre-sala (o responsável pela festa), fica maravilhado com a qualidade do vinho. Ora, um mestre-sala nunca ia confundir suco com vinho. E outro ponto importantíssimo é que Jesus era chamado pelos fariseus de beberrão, pois ele vivia em compania dos pecadores, no meio do povão, e comia e bebia o que todos comiam e bebiam, ou seja, vinho e provavelmente cerveja (não tenho certeza).

    Mas é isso, acho interessante você abordar esse tema aqui, pois pouca gente conhece cerveja de verdade (e fica só naquela água amarela), e vive se embreagando, ao invés de curtir uma cerva de qualidade, como a stella, e tantas outras.

  • bruno

    Como assim a Universidade Católica de Leuven é a mais antiga instituição de ensino desse tipo do mundo? Será que não da Bélgica?

    A de Coimbra foi fundada em 1290.

    • http://eugus.blogspot.com Gustavo

      desse tipo ele quis dizer “Católica”

  • Eric

    Será que nunca pensaram em fazer um comercial recriando a cena do Um Bonde Chamado Desejo?

  • 123daSilva4

    Sei não, mas ainda prefiro a Amsterdam Maximator.

  • joao

    Tu podia esclarecer como que se pronuncia o nome:
    Se se fala Stella “artoá”;
    Ou Stella “artóis”
    Ou Stella “artós”
    ou ou ou…

    • Hermano

      João, a pronuncia certa é Stella “Artoá”.

  • Omni2010

    Conheci a Stella Artois através de um amigo que trabalha na Ambev e que volta e meia traz uns fardinhos de long neck pra gente degustar aqui em casa. Excelente cerveja, ótima para um rodinha de conversa com a esposa e amigos. Falando nisso: Marcos, traz mais um fardinho de Stella!!! hehehe

  • Vinicius Lira

    joao, se fala Stella “Artoá” mesmo.

  • http://abradeg.blogspot.com Pedro Henrique

    Eduardo,
    Sou diretor da ABRADEG (e leitor de algumas colunas do Sedentário), associação brasileira de degustadores de cerveja, a primeira associação de degustadores legalmente fundada no Brasil. Primeiro gostaria de saber se é possível a reprodução deste texto em nosso blog com os devidos créditos a você e ao Sedentário.org. Agora vou elogiar (se tivesse feito antes pareceria interesse rs…):

    Ótimo post! Uma das melhores análises que já vi sobre esta marca, somou mais do que muito dos textos que já li de ditos entendidos no assunto. Realmente primoroso e dedicado!

    —-

    A quem interessar, nosso blog está começando a tomar corpo e tem como primeiro objetivo divulgar e criar matérias vinculadas a Cerveja e sua cultura. Por enquanto estamos focando em um público ainda iniciante no assunto mas bastante experiente de copo.

    Um abraço!
    Pedro Henrique
    http://www.abradeg.com.br
    abradeg.blogspot.com

    • http://www.sedentario.org Duquian

      @DUQUIAN,

      Pode usar o textos da Coluna. Só pedimos mesmo que liste os devidos créditos para o blog e colunista.

      Abraços!

      • http://abradeg.blogspot.com Pedro Padilha

        Obrigado Duquian!
        Eduardo Nicholas, não comentei de início mas vale uma colocação: Não existe nenhuma comprovação de que o vinho tenha sido a bebida da última refeição de Jesus. Originalmente o texto diz que foi compartilhada uma bebida forte, logo, é muito mais provável, por hábitos da época, que eles tenham bebido cerveja. O vinho foi uma adequação cultural posterior ao meu ponto de vista.
        O catolicismo foi um grande propulsor da cerveja, principalmente no que diz respeito a cultura a cultura cervejeira monástica.
        As cervejas trapistas são até hoje consideradas uma das grandes jóias dentre as cervejas mundiais. Querendo posso mandar algum material sobre as cervejas trapistas, que tem até uma marca oficial para representa-las.

        Um abraço!
        Pedro Padilha

  • Pingback: Links da Semana | Testosterona

  • Fabrício

    Apens como complemento, a Inbev-AmBev promove todo ano uma eleição entre todas as suas fabricas espalhadas pelo mundo para escolher a que melhor fabrica a Stella e já pelo 3º ano consecutivo a Fabrica da AmBev de Jaguariuna/SP (unica que fabrica a Stella no Brasil) é a campeã…. isso é um prêmio de qualidade da cerveja produzida e não de escala

  • PeX

    MINHA CERVEJA FAVORITA!!!

  • http://justplayblog.blogspot.com Don

    Definitivamente uma das melhores cervejas que eu já tomei. Sou só eu, mais alguém acha que ela tem um leve gostinho de azeitona?

    • PeX

      Não gosto de azeitona, e como faz tempo que comi essa coisa eu não lembro mais o gosto, mas sinto que ela tem um leve sabor azedo, e uma textura que eu não sei como explicar, mas é bem diferente das outras.

  • Sborchia

    O Bruno tem razao.
    A Universidade Catolica de Leuven (http://www.kuleuven.be/about/) foi fundada em 1425, enquanto que a Universidade de Coimbra foi fundada em 1290
    (http://www.uc.pt/informacaosobre/universidadecoimbra/historiauniversidade)
    Onde eu moro, Inglaterra, a Sttela Artois é barata, mas eu prefiro mesmo a Carling.

  • Joan

    É legal lembrar que o copo de cristal naquela época começou a surgir e as pessoas começaram a se importar com a cor, coisa que antes não acontecia, pois eles fabricavam de qualquer jeito, não se importavam se era turva, escura ou sei-lá-o-que então daí provavelmente veio o interesse de fazer uma bebida mais clara.
    Agora eu costumava comprar no Chile cerveja de um litro do tipo Paulaner, Stella, Bud e eram super baratas, por volta de 3 a 5 no supermercado.

    E como diria a Warsteiner, porque a vida é muito curta para se beber cerveja barata!

  • Tonhao da Patrola

    Ohhhh mariastella artois, belo dia que me apaixonei… Estava ela lá na prateleira triste, sozinha esperando por alguem, foi ai que me aproximei, tomei-a em minhas mãos abri e ahhhhh…. amor a primeira vista….

    kkkk coisa de alcoolotra

  • Felipe

    Com a cacetada de cervas realmente originais e boas que existem na Bélgica, pq colocar a Stella?

  • Duh

    É um excelente cerveja mesmo…mas não é tão cara assim, não quando queremos apreciar uma boa cerveja de trigo, em bares especializados pra tomar um boa cerveja de trigo não sai menos de 15 reais

    • Felipe

      O que seria uma boa cerveja de trigo? Compro fora de bares especializados, boas cervejas com preço indo até 10 reais. Como a schofenhoffer.

  • edson souza

    É a cerveja mais saudável e prazezora que eu bebi!

  • http://www.sedentario.org/colunas/dicionario-das-marcas/cervas-da-europa-parte-i-stella-artois-25625 jeferson

    não pode beber vinho isso e um pecado

  • Mario Veronese

    Pessoal,

    Gostei muito do papo de vocês e peço licença para entrar na conversa.

    Ao que parece pelo teor, talvez até aroma etc. ela (Stella Artois) trabalha no mosto com um M. O. do gênero Sacharomisae.

    Gostaria de saber até onde ela poderá ser lager se a Sacharomisae Carlbergensis só foi identificada pelo pessoal liderado pelo cientista Emil Christian Hansen da Dinamarca em 1883. Tudo bem, vocês explicaram que só após 1926 ela foi produzida, então antes o que se fazia lá era trabalhado em alta fermentação com a S. Cerevisea?
    Até porque, esse processo anaeróbico acontecia na cevada maltada e não no trigo.
    Ou a Stella não é lager?

    Abraços a todos
    Veronese de Rondônia, dos Povos da Floresta.

  • Ari

    Não gosto muito de cervejas, prefiro os destilados. Porém abrir mão para a Stella, ela é demais, estamos vivendo uma lua de mel.