Como se construíram as pirâmides? Créu nível 3 23 mai 2008 | por Kentaro Mori em Dúvida Razoável às 8:37
Já vimos que as pirâmides foram construídas com pipas auxiliadas por bombas d’água, através da levitação acústica de blocos de concreto. Mas todos estes são detalhes técnicos frente ao que todos nós sabemos ser A Verdade ™: as pirâmides foram construídas com tecnologia extraterrestre aplicada através da extinta civilização atlante. E as pirâmides do Egito são apenas parte deste grande complexo planetário-cósmico de alinhamentos, pronto para ser decodificado por aqueles de mente aberta. Bem-vindo ao créu nível 3.
Nem japonês consegue
Marcelo Del Debbio dedicou uma coluna inteira ao exercício hipotético de construir uma pirâmide no Brasil, utilizando caminhões Volkswagen, passando por navios-cargueiro, guindastes e gruas. Seus resultados: um prazo de 13 a 14 anos a um custo de 18 bilhões de reais. Isto simplesmente deixando de lado vários elementos da Grande Pirâmide original que não poderiam ser reproduzidos, como vários blocos de pedra sólida com dezenas de toneladas sobre a câmara do Rei.
Podemos complementar esse exercício hipotético com pelo menos dois exercícios práticos. Sim, porque pelo menos duas tentativas de construir novas pirâmides no Egito já foram conduzidas nos últimos trinta anos, ainda que não sejam bem conhecidas. É parte daquilo que não querem que você saiba ™.
Em 1978 uma equipe de japoneses, liderada pelo professor Sakuji Yoshimura da Universidade de Waseda, lançou-se em um projeto ambicioso. Ou nem tanto: reproduzir uma pirâmide com um terço do tamanho da de Miquerinos, uma das menores do planalto de Gizé. Com autorização do governo egípcio e amplos recursos, a reprodução deveria ser completada utilizando apenas técnicas que se acredita que os antigos egípcios devam ter utilizado.
Traduzindo: nenhum instrumento de ferro, nada de guindastes ou mesmo pipas e monges tibetanos entoando cânticos levitatórios. Se funcionasse, seria a coroação do conhecimento acadêmico ortodoxo a respeito do processo de construção das obras faraônicas. Isso, se funcionasse. Porque como você deve ter adivinhado, não funcionou.
Yoshimura acabou recorrendo a equipamentos modernos, e ainda assim o resultado não foi muito satisfatório. Pouco depois o próprio governo egípcio destruiu a reprodução. Há poucas referências sobre o projeto hoje. A imagem aqui foi a única que pude encontrar sobre o feito.

Duas décadas depois, em 1997, um outro programa de TV se lançou ao desafio de reconstruir uma pirâmide valendo-se das técnicas que os acadêmicos em suas torres de marfim ™ acreditam que os antigos devam ter utilizado. O programa NOVA, da PBS americana, encarregou ao egiptólogo Mark Lehner a tarefa ainda menos ambiciosa de erigir uma pirâmide com apenas 189 blocos de pedra, a uma altura de menos de seis metros, utilizando-se de 14 ajudantes egípcios e com um prazo de três semanas. No caminho, testariam na prática diversas teorias comuns propostas para explicar a antiga construção, milhares de vezes maior. A egiptologia era posta novamente à prova.

FAIL
Lehner não recorreu a equipamentos modernos, e o programa com suas peripécias está mais acessível. Mas os resultados também não foram muito bons. Não se conseguiu completar a pirâmide no prazo, apenas duas faces foram feitas a certo contento, e com base em muita improvisação.
Muito a sério, egiptólogos não sabem exatamente como se construíram as pirâmides. Há muitas teorias, mas mesmo as melhores foram sequer provadas como plenamente factíveis – o que, claro, envolveria testes práticos em grande escala. “Como se construíram as pirâmides” – ou melhor, como foram construídas as pirâmides – permanece uma interrogação.
A Volta ao Mundo em 80 Obras Impossíveis
Uma obra megalítica sem explicação a contento seria intrigante. Dezenas espalhadas pelo mundo só pode ser… esclarecedor! A somatória de mistérios resulta em uma função transcendente, revelando que a exponenciação de enigmas conduz a uma única e clara solução.
Façamos assim uma rápida volta ao mundo em busca destas obras e artefatos. Problemas com blocos de dezenas de toneladas sobre a câmara do rei? Comecemos então nos teleportando ao “norte de Damasco, [atual Líbano, onde] se estende o terraço de Baalbek: uma plataforma construída com enormes pedras, algumas das quais medem 20 metros de lado e pesam quase 2000 toneladas. Por que e como se construiu o terraço de Baalbek? Quem foram seus construtores? Até agora a arqueologia não pôde oferecer nenhuma explicação convincente”, como escreveu um certo suíço chamado Erich Von Däniken.

Intrigado com alinhamentos planetários? Sigamos para a Turquia, onde em 1929 se descobriu “uma pele de camelo ressecada e pintada com um mapa surpreendente, enrolada em uma prateleira empoeirada do famoso Palácio Topkapi, em Istambul. Ao ver a assinatura logo [se] reconheceu o autor do livro: Piri Reis“. Como Charles Hapgood concluiria:
“O mapa mostra, com nitidez, centenas de pontos do globo terrestre que só seriam conhecidos, oficialmente, séculos depois com os navegadores espanhóis, portugueses, holandeses e ingleses. Aparecem extremamente bem desenhados os detalhes da costa do continente americano. Até mesmo a cordilheira dos Andes aparece, bem como as montanhas da Antártida. Nisto, ele possuí uma exatidão impressionante no que tange aos contornos da Antártida, cujos contornos só foram possíveis de determinar nos dias que correm, mais concretamente a partir da década de 60 do século XX, recorrendo a meios aéreos e a satélites. Mesmo o aspecto alongado das massas de terra se devem a uma projeção eqüidistante do centro do mapa, localizado sobre Alexandria, Egito (esquema abaixo), similar ao obtido por um satélite em grande altitude sobre o local”.
Com o pequeno detalhe de que o mapa data do ano da graça de 1513. Deixemos de lado por um instante a menção ao Egito, e com nossos problemas com o ferro e aço, sigamos em viagem para a Índia, onde “no átrio de um templo em Délhi, encontra-se um pilar construído com pedaços de ferro soldado, que há mais de 4.000 anos está exposto às intempéries, sem que mostre o menor vestígio de ferrugem: pois está livre de enxofre e fósforo. Temos aí uma liga de ferro desconhecida, proveniente da Antigüidade”.
E quanto à locomoção de tantos blocos? Voltemos ao Egito, em uma visita à “sala 22 do Museu do Cairo, [onde] há um objeto de madeira que parece muito similar a um avião ou planador moderno. Na realidade, é tão semelhante que alguns o ofereceram como prova de que os egípcios antigos possuíram a tecnologia do vôo“.

Se o modelo de avião Hércules C-130 de dois milênios chama a atenção, que se dirá então dos aviões a jato pré-colombianos? A configuração de asa em delta para aeronaves supersônicas é um desenvolvimento muito moderno, que os próprios americanos levaram alguns anos para assimilar (depois dos nazistas, depois mesmo dos soviéticos).

E, falando em tecnologia aeronáutica, também há um helicóptero no templo a Seti I em Abydos. Com apenas três milênios.
Esses egípcios… tiveram boas idéias, incluindo lâmpadas elétricas.

“Ai que susto!”
Precisamos mesmo chegar a 80 obras e artefatos impossíveis? Espero que não. Porque não é apenas tecnologia avulsa que os Atlantes (claro, quem mais? Os Lemurianos?) deixaram espalhada desordenadamente por todo o planeta. Não existem coincidências ™, e a posição e forma das pirâmides e outras obras corresponde a uma precisão literalmente astronômica.
Coincidências cósmicas
Lembremos que Pirâmides começam com Pi. Como nos explica Frank Doernenburg, “o Pi é um número irracional com decimais indefinidos, e só pode ser calculado a mais de dois decimais se você possuir bastante conhecimento teórico sobre geometria – e isto os antigos egípcios nunca tiveram! [Ou assim as otoridades pretendem]. É impossível conseguir com qualquer roda um resultado mais preciso para o Pi do que “3,14 +/- 0,05″, assim um valor mais preciso encontrado nas dimensões de um monumento deve ser a prova irrefutável de alguma participação mais elevada“.
E um valor mais preciso para o Pi (ou melhor, 2xPi) é o que você encontra se dividir o comprimento da base da pirâmide (230,38m) pela altura (146,6m). O resultado é 1,57148…, que multiplicado por 2 resulta em 3,14297…
Quer algo ainda mais preciso? Tomando a inclinação do ângulo da Grande Pirâmide, em sua tangente, chegamos muito próximos ao valor de 4/p=1.273239. O valor de pi embutido aí é 3.1415939… Uma precisão de 0,04%!

“Coincidências” similares também remetem às estrelas. As pirâmides de Gizé reproduzem o cinturão de Orion, não apenas em sua disposição no planalto, como nos canais ascendentes da Grande Pirâmide. Aos egípcios, Órion era a representação celeste de Osíris. Os canais da Pirâmide também apontam para Sírio, imagem celeste de Ísis. Por “coincidência”, irmã de Osíris.
Tais alinhamentos se dão de forma mais perfeita em um certo período, convergindo para uma data específica no perfeito calendário cósmico: 10.500 AC. E esta convergência se estende para outras obras, como por exemplo, a Esfinge, que por “mero acaso”, em tal data se alinhava com a constelação de… Leão. Completando este magnífico “céu-na-terra”, o espelhamento do cinturão de Órion nas pirâmides, a constelação de Leão na Esfinge, o próprio Nilo representava a Via Láctea.
Do outro lado do planeta, o complexo de Angkor Wat, exatamente em 10.500 AC, também espelhava outra constelação: a de Draco. Mera coincidência?
Não podemos esquecer também que a Grande Pirâmide se situa no centro geográfico de toda a área habitável nesta terceira rocha a partir do Sol ™. Ou como a Pirâmide guardava a Arca da Aliança, doktor Jones:
“A palavra arca vem do termo hebreu aron, que significa baú, caixa ou caixão. Suas dimensões são descritas na Bíblia como 2,5 cúbitos por 1,5 cúbitos e 1,5 cúbitos. Curiosamente, este é exatamente o volume do sarcófago de pedra na câmara do Rei da Grande Pirâmide no Egito. Este sarcófago era o único objeto da Câmara do Rei, uma vez que a Arca era o único objeto sagrado no Sagrado dos Sagrados, o Templo. Além disso, a bacia onde os sacerdotes costumavam lavar seus pés possuíam dimensões em cúbitos idênticas.
Não apenas isso, a dimensão em cúbitos da câmara interna do Templo é precisamente idêntica à Câmara do Rei na Pirâmide e possuía o mesmo volume que o mar derretido de água [uma espécie de tanque] no Monte do Templo [ou Esplanada das Mesquitas] como preparado pelo Rei Salomão. Uma vez que a Pirâmide foi construída e selada antes dos tempos de Moisés, quando ele construiu a Arca e o Sagrado dos Sagrados, e já que ela permaneceu selada por vinte e cinco séculos até o nono século depois de Cristo, não há explicação natural para o fenômeno de ambas estruturas possuírem medidas de volume idênticas. O sarcófago na pirâmide contém medidas exatas representando imenso conhecimento científico, assim como a Grande Pirâmide. Um pequeno exemplo desses dados é que a altura da pirâmide é precisamente um bilionésimo da distância da Terra ao Sol”.
O Rei Salomão, Templários, Pirâmides, pedras, maçonaria. Como dizem, os números não mentem, e tais “coincidências” são valores facilmente verificáveis.
Somem-se as pirâmides submersas de Yonaguni no Japão, as construções pré-colombianas pelas Américas como Tiwanaku, decodifique usando as idéias de Graham Hancock, incluindo Eras Glaciais e a precessão dos equinócios, e descobriremos por fim que o continente de Atlântida é nada mais nada menos que… a Antártida.
Há algo sob todo aquele gelo, indicado por Piri Reis e referido de inúmeras outras formas acessíveis àqueles de mente aberta. Depois da inversão dos pólos e os cataclismas planetários conseqüentes, os sobreviventes atlantes se espalharam pelo globo, deixando sua assinatura — e sua mensagem — distribuída por diversas culturas, em um conhecimento preservado por sociedades secretas e discretas ao longo das eras.
E se a Atlântida é mesmo a Antártida, pelos Grandes Antigos, há algo sob todo aquele gelo, aguardando o alinhamento certo dos astros.
Ph’nglui mglw’nafh Cthulhu R’lyeh wgah’nagl fhtagn.
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Na próxima coluna, pulamos direto para a velocidade máxima: créu nível 5, com a mais absurda das teorias. E então, terminaremos esta saga com chave de ouro ™, desvendado o código nada secreto permeando toda esta série. Nem tudo é o que parece.

“O mapa mostra, com nitidez, centenas de pontos do globo terrestre que só seriam conhecidos, oficialmente, séculos depois com os navegadores espanhóis, portugueses, holandeses e ingleses. Aparecem extremamente bem desenhados os detalhes da costa do continente americano. Até mesmo a cordilheira dos Andes aparece, bem como as montanhas da Antártida. Nisto, ele possuí uma exatidão impressionante no que tange aos contornos da Antártida, cujos contornos só foram possíveis de determinar nos dias que correm, mais concretamente a partir da década de 60 do século XX, recorrendo a meios aéreos e a satélites. Mesmo o aspecto alongado das massas de terra se devem a uma projeção eqüidistante do centro do mapa, localizado sobre Alexandria, Egito (esquema abaixo), similar ao obtido por um satélite em grande altitude sobre o local”.









