O Culto do Código Da Vinci

29 dez 2008 | por em Dúvida Razoável às 18:18
 O Culto do Código Da Vinci

Um Olhar Crítico a O Código Da Vinci de Dan Brown
por Robert Sheaffer, publicado em Skeptic, Vol. 11, n.4

 O Culto do Código Da VinciPor definição um romance é ficção. Mas Dan Brown diz em O Código Da Vinci que “Todas as descrições de arte, arquitetura, documentos e rituais secretos neste romance são acuradas”. Neste “romance factual”, Brown faz algumas afirmações extraordinárias que, se verdadeiras, não só revolucionariam toda a religião Cristã, mas muito da história também. Brown quer que acreditemos que as práticas do Cristianismo antigo eram completamente diferentes das que nos foram ensinadas, e que uma enorme conspiração nos impediu de saber sobre isto. Uma conspiração patriarcal de um famoso imperador romano obliterou a adoração dos primeiros cristãos do “sagrado feminino”. Jesus e Maria Madalena foram casados e geraram uma linhagem real que continua até os dias de hoje. Uma sociedade secreta de alguns dos mais famosos cientistas e artistas da história tem se dedicado a preservar estes segredos antigos durante quase mil anos. No mínimo estas alegações subverteriam mais de um século de pesquisa diligente por estudiosos sérios das mais respeitadas universidades no mundo. Se houve alguma reivindicação histórica extraordinária que exigisse prova histórica extraordinária, este é o maior exemplo.

Quão boa é a prova que Brown apresenta?

 O Culto do Código Da Vinci

Os Primeiros Registros Cristãos?

A principal alegação a apoiar a radical revisão histórica de Brown é encontrada nas declarações de um personagem no romance, Leigh Teabing, que é investigador do Graal e acadêmico: “Estas são fotocópias do Nag Hammadi e dos manuscritos do Mar de Morto, que eu mencionei antes”, Teabing anuncia, “[eles são] os primeiros registros Cristãos” (245). Isto é espetacularmente falso. Os pergaminhos do Mar Mortos são realmente documentos históricos de significação quase inigualada. Porém, eles não nos dão nenhum conhecimento direto sobre o Cristianismo antigo. Enquanto os pergaminhos do Mar Morto certamente adicionam muito ao nosso conhecimento do Judaísmo durante o período histórico no qual o Cristianismo começou e se disseminou, eles sequer mencionam Jesus de Nazaré ou quaisquer dos seus seguidores, ou até mesmo o movimento que chegou a ser conhecido como Cristianismo. Assim, que Brown injete os manuscritos do Mar Morto como documentos de referência que supostamente destroem nossa compreensão do Cristianismo antigo é absurdo.

Quais são os textos cristãos mais antigos preservados até hoje? Se você quiser lê-los, os encontrará no Novo Testamento. Estudiosos acreditam que a epístola de Paulo, agora conhecida como Tessalonicenses 1, foi escrita durante sua segunda viagem evangélica, ao redor do ano 51. Isso faria dele o mais antigo dos documentos cristãos preservados. Gálatas foi escrito provavelmente durante a terceira viagem evangélica de Paulo, ao redor de 54-58. O Livro de Atos parece ter sido completado antes do ano 61, embora algumas porções dele pareçam ser ainda mais antigas e alguma edição possa ter acontecido alguns anos depois.[1] O Evangelho de Marcos é inquestionavelmente o evangelho sobrevivente mais antigo. É normalmente datado ao redor do ano 70. Mateus é posterior a Marcos, mas foi composto antes do ano 100. O Evangelho de Lucas foi composto ao redor do ano 100. João foi escrito alguns anos depois, mas antes de 120. Há alguma discussão sobre estas datas, mas os estudiosos do Novo Testamento os aceitariam como sendo razoavelmente próximas.

Quanto aos textos de Nag Hammadi, alguns dos quais são inquestionavelmente documentos do cristianismo antigo previamente desconhecidos, quando eles foram escritos? O renomado estudioso bíblico James M. Robinson, que liderou o projeto para estudar e traduzir estes achados arqueológicos inestimáveis, escreve que embora uma data exata não tenha sido determinada, “foram propostas datas que variam pelo menos desde o princípio ao fim do quarto século DC”. Um texto de Nag Hammadi faz referência à “heresia” Ariana, que floresceu brevemente na Alexandria ao redor do ano 360. Alguns documentos diversos ligados aos Códices Nag Hammadi podem ser datados aos anos 333, 341, 346 e 348.[2] Assim, a biblioteca Nag Hammadi física é inquestionavelmente do século IV, e pelo menos alguns de seus textos são tão recentes quanto tal.

É certamente possível que embora nossa cópia (a única cópia preservada) dos textos de Nag Hammadi seja relativamente posterior, os trabalhos em si possam ter sido compostos muito mais cedo. E realmente este parece ser o caso. Porém não é nem de longe o bastante para salvar Brown de sua trapalhada. Ele ressalta muito o evangelho de Felipe, que realmente descreve Jesus beijando Maria Madalena na boca (246). Mas a introdução desse livro na Biblioteca de Nag Hammadi em inglês declara que foi “provavelmente escrito na Síria na segunda metade do terceiro século DC”. Em outras palavras, foi composto entre aproximadamente 250 e 300, tornando-o pelo menos 150 anos posterior aos evangelhos canônicos. Como tal, não pode ser de forma alguma considerado uma fonte histórica primária comparável com os textos canônicos.

Brown também cita do Evangelho de Maria [Madalena] (247), que traz a sugestão de que Jesus “a amou mais que a nós”. De acordo com a introdução da Biblioteca de Nag Hammadi para o Evangelho de Maria, “Embora a data de composição seja desconhecida, o próprio manuscrito cóptico foi datado ao início século cinco, e um fragmento grego deste evangelho ao início do século três”. Não há nenhum fundamento para atribuir a este trabalho uma data de composição anterior.

Portanto, que Brown apresente textos dos séculos II e III como mais antigos e definitivos que textos canônicos do século I é de dar risada. Os evangelhos e epístolas canônicos do Novo Testamento são trabalhos de meados ao fim do primeiro século, ou no mais tardar do início do século II. No entanto Brown afirma com segurança que os livros do Novo Testamento são posteriores aos textos gnósticos de Nag Hammadi. Em assuntos de análise histórica, não é possível estar mais errado que isto.

O Sangue de Cristo e o Santo Graal

A peça central da tese de Brown é a alegação de que Jesus e Maria Madalena foram casados e geraram uma linhagem real que sobrevive em segredo até os dias de hoje. Esta especulação selvagem foi explorada inicialmente no livro de 1982, O Sangue de Cristo e o Santo Graal, de Michael Baigent, Richard Leigh e Henry Lincoln. A versão de Brown da história é essencialmente igual à deles, e os autores de SCSG notam que o “Leigh Teabing” de Brown é composto do sobrenome de um dos três autores, mais um anagrama do de outro. A tese de Brown é de fato tão similar que Baigent e Leigh estão processando Brown por 140 milhões de libras, reivindicando que foram plagiadas a premissa do romance e extensas partes de pesquisa factual de seu livro, que vendeu mais de dois milhões de cópias apesar de ser denunciado por vários comentaristas da Igreja como “pseudo-história”. Baigent disse: “Se nossa hipótese está certa ou errada é irrelevante. O fato é que este é um trabalho que nós organizamos e que levamos vários anos construindo”. Ele inclui a linhagem real de Jesus-Maria sendo protegida por sociedades esotéricas tais como os Cavaleiros Templários e o Priorado de Sião, dos quais um dos “Grão Mestres” se alega ter sido Leonardo da Vinci.[3] Um segundo processo alegando plágio foi lançado contra Brown pelo autor Lewis Perdue, que diz que material de enredo foi tomado de dois de seus livros: The Da Vinci Legacy e Daughter of God.[4] Se Brown plagiou ou não a idéia, porém, é irrelevante com relação à sua veracidade. (Para uma fonte rica de material desmentindo Sangue de Cristo, Santo Graal, veja o artigo de Wikipedia a respeito).[5] Que prova há de que qualquer parte disto seja historicamente válida? Muito pouca. Nós começamos com o Priorado de Sião.

O Priorado de Sião

Brown escreve: “O Priorado de Sião — uma sociedade secreta européia fundada em 1099 — é uma organização real. Em 1975 a Bibliotheque Nationale de Paris descobriu pergaminhos conhecidos como Les Dossiers Secretes identificando inúmeros membros do Priorado de Sião, incluindo Sir Isaac Newton, Botticelli, Victor Hugo e Leonardo da Vinci”.

Esta alegação é tomada diretamente de Sangue de Cristo, Santo Graal, que declara no capítulo 5, “De acordo com o texto, a Ordre de Sion foi fundada por Godfroi de Bouillon em 1090, nove anos antes da conquista de Jerusalém — embora haja outros ‘documentos Prieure’ que datem a fundação a 1099”. Isto seria muito impressionante, se fosse verdade. De acordo com Brown, o propósito do Priorado é zelar pelo suposto segredo do Santo Graal, proteger a linhagem de Jesus e Maria e preservar o conhecimento do “sagrado feminino” supostamente praticado no início do Cristianismo (mas aniquilado pelo Imperador Constantino e seus capangas patriarcais). Em Sangue de Cristo, Santo Graal, é praticamente o mesmo, exceto que o ângulo feminista/deusa do “sagrado feminino”, que ficou proeminente em escritos feministas durante fim dos anos 1980, está ausente porque ainda não havia sido popularizado.

A história factual do Priorado de Sião é delineada em grande detalhe no sítio da web www.priory-of-sion.com. A “ordem” supostamente antiga foi fundada na realidade em 1956 por Pierre Plantard (1920–2000), um vigarista francês anti-maçônico e anti-semita que estava freqüentemente em dificuldades com a lei. Depois da invasão nazista da França, ele foi tão longe a ponto de em dezembro de 1940 escrever uma carta ao Marechal de Campo Petain, chefe do governo fantoche apoiado pelos nazistas em Vichy, advertindo a respeito de conspirações judeu-maçônicas. Em 1953 Plantard começou a servir uma sentença de prisão de seis meses por apropriação indevida de propriedade, e em 1956 começou a cumprir uma pena de 12 meses por “détournement de mineurs” (corromper ou possivelmente “seqüestrar” um ou mais menores).

Em Sangue de Cristo, Santo Graal aprendemos que, de acordo com Les Dossiers Secretes, a linhagem Real Merovíngia do Priorado se estende até mesmo antes da Guerra de Tróia indo até os patriarcas do Antigo Testamento. Quanta credibilidade estes supostos documentos realmente possuem? Eles foram realmente encontrados nos arquivos nacionais franceses? Tecnicamente, sim, eles foram achados nos arquivos no começo da década de 1960. Porém, não há nenhum registro deles terem sido apropriadamente inseridos ou registrados lá. Os documentos parecem ter sido plantados de forma que pudessem ser encontrados lá, mas sem registro dentro dos arquivos em si mesmo, não há nenhum modo pelo qual possam ser considerados válidos. Assim, de onde Les Dossiers Secretes vieram? Nós descobrimos toda a história quando Plantard e seu co-autor Gérard de Sède tiveram um desentendimento. Como explicado em www.priory-of-sion.com:

Os “pergaminhos” em particular foram criados por Philippe de Chérisey e o contrato do livro para L’Or de Rennes [O Ouro de Rennes(-le-Chateau)] revela que ele estava intitulado a uma parte dos lucros do livro por produzir os “pergaminhos”. Uma cisão entre os três aconteceu em 1967 quando Gérard de Sède se recusou a dividir os royalties do livro e Plantard e Chérisey declararam que os “pergaminhos” (a principal atração do livro e seu principal mote de venda) eram falsificações.[6]

Em resumo, o “Priorado de Sião” não tem nada a ver com a organização dos cruzados medievais.

A Conspiração de Constantino

Outra reivindicação notável em O Código Da Vinci é que “a Bíblia, como nós a conhecemos hoje, foi uma colagem feita pelo Imperador Romano pagão Constantino, o Grande” (231). Ou como o personagem de Brown, Robert Langdon, explica a Sophie: “O Priorado acredita que Constantino e seus sucessores masculinos converteram com sucesso o mundo do paganismo matriarcal para o Cristianismo patriarcal, empreendendo uma campanha de propaganda que demonizou o feminino sagrado, obliterando a deusa da religião moderna para sempre” (124).

Note como esta passagem insinua que a religião politeística greco-romana havia sido alegremente matriarcal e adoradora de uma “deusa” até que Constantino conspirou para mudá-la. Esta alegação vai de encontro a tudo o que nós sabemos sobre as práticas religiosas do mundo antigo. Júpiter (ou Zeus) era o Rei dos Deuses, o governante do mundo e estava firmemente no comando. Enquanto tanto deuses como deusas eram adorados, não há absolutamente nenhum texto romano ou grego que sugira qualquer coisa remotamente semelhante a um “matriarcado”; os deuses masculinos eram claramente dominantes. Por exemplo, A Ilíada, com sua crônica das maquinações de deuses e deusas, é extremamente bélico e está claramente dedicado a assuntos masculinos, como coragem na batalha. Mulheres são prêmios a ser ganhos na batalha. Nada na Ilíada sugere “o sagrado feminino”. Brown roubou esta idéia diretamente de Sangue de Cristo, Santo Graal:

Em 303 DC, um quarto de um século antes, o imperador pagão Diocleciano havia se dedicado a destruir todos os manuscritos cristãos que podiam ser encontrados. Desta forma os documentos cristãos —especialmente em Roma— simplesmente desapareceram. Quando Constantino comissionou novas versões destes documentos, permitiu que os guardiões da ortodoxia revisassem, editassem e reescrevessem seu material como lhes pareceu conveniente, conforme sua doutrina. Foi neste momento que a maioria das alterações cruciais no Novo Testamento foram provavelmente feitas e Jesus assumiu o status único de que desfrutou desde então. A importância da comissão de Constantino não deve ser subestimada.[7]

Os autores de SCSG não citam nenhuma referência para suas alegações de revisão bíblica a atacado no século IV, sem dúvida porque nenhuma pode ser encontrada. No entanto a alegação por agora já tomou vida própria como uma lenda urbana moderna. Qual é a verdade histórica? O que os autores de SCSG e Brown fizeram é distorcer além de todo o reconhecimento um evento famoso na história da igreja —o Concílio de Nicéia de 325—que foi realmente organizado por Constantino em nome dos líderes da igreja. O Concílio foi convocado para solucionar várias disputas teológicas principais, nenhuma das quais envolvia Maria Madalena, matriarcado, feminismo, novo evangelhos ou, a propósito, Constantino.

A questão primária debatida no Concílio de Nicéia centrou-se ao redor do debate que nos deu a expressão em inglês “um iota de diferença”:

Homo Ousion (mesma substância) versus Homoi Ousion (substância similar): O ponto de contenção no Concílio de Nicéia era um conceito não encontrado em nenhuma parte na Bíblia: homoousion. De acordo com o conceito de homoousion, Cristo o Filho era consubstancial (compartilhava a mesma substância) com o Pai. Ário e Eusébio discordavam. Ário pensava que o Pai, o Filho e o Espírito Santo eram materialmente separados uns dos outros e que o Pai havia criado o Filho.[8]

O Credo de Nicéia ainda recitado em muitas igrejas hoje é um resumo sucinto das doutrinas decididas neste conclave. Há um artigo acadêmico excelente sobe o Concílio de Nicéia na The Catholic Encyclopedia[9] que resume todas as intenções daquele concílio. O único papel desempenhado por Constantino foi urgir os bispos em disputa a se reunirem todos em um lugar, disponibilizar os recursos para isso acontecer e urgir que parassem de disputar.

O “estudioso do Graal” Leigh Teabing de Brown diz que “o estabelecimento de Jesus como ‘Filho de Deus’ foi proposto oficialmente e votado pelo Concílio de Nicéia” (233). Isto é altamente enganoso. Brown quer que você pense que antes do Concílio de Nicéia ninguém pensava em Jesus como divino e que tal doutrina foi estabelecida por uma votação do Concílio referido, “uma votação vencida por pouco, a propósito”. Em realidade a famosa votação do Concílio diz respeito a se Jesus era da “mesma substância” que o Pai ou se era de “substância similar”, com a primeira visão prevalecendo. Nenhum clérigo estava sugerindo que Jesus fosse meramente humano. O debate era sobre se Jesus o Filho estava de alguma forma subordinado ao Pai ou se era plenamente igual a ele. De acordo com Teabing, “estabelecer a divindade de Cristo era crítico à unificação adicional do Império Romano” (233). Isto é simplesmente absurdo. O Evangelho de João, escrito uns bons dois séculos antes do Concílio de Nicéia, tem Jesus dizendo coisas como (11:25): “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá”. Pondo de lado a questão de se Jesus disse mesmo estas coisas, isto demonstra que no início do século II os cristãos estavam adorando Jesus como a um ser divino que possuía poder sobre a vida e a morte.

E quanto à alegação de O Código Da Vinci e em Sangue de Cristo, Santo Graal de que Constantino “encomendou novas versões destes documentos”, efetivamente reescrevendo o Novo Testamento? Para dizer de forma curta e grossa, não há nenhuma evidência histórica para apoiar esta alegação, e muita para contestá-la. O imperador de fato ordenou que cópias novas da Bíblia fossem feitas (então um processo manual laborioso), mas eram para uso nas novas igrejas planejadas e eram idênticas aos textos da Bíblia já em existência. Muitos manuscritos e fragmentos do Novo Testamento que pré-datam o Concílio de Nicéia ainda existem, e o texto deles é igual às versões que conhecemos hoje.

Na Carta Festal de São Atanásio de 367, o Cânone do Novo Testamento aceito foi fixado e trabalhos não-aprovados declarados heréticos.[10] Note que o expurgo iniciado por Atanásio, que anteriormente havia participado do Concílio de Nicéia, consistiu em remover documentos mas não somar ou revisar. Os textos aprovados por Atanásio são os textos canônicos familiares de hoje, enquanto a maioria daqueles desaprovados ainda existem, mas são raramente lidos e tendem a ser de composição posterior. Isto parece ter sido o começo de uma grande expurgação de documentos “heréticos” por toda a igreja. Presumivelmente algum monge, ordenado a destruir os textos “heréticos” de Nag Hammadi, preferiu selá-los em jarros e enterrá-los. Os Apócrifos do Novo Testamento, os livros que Atanásio buscou proibir, estão amplamente disponíveis em tradução hoje.[11] Se qualquer um espera achar ritos matriarcais secretos neles, ficará muito desapontado.

 O Culto do Código Da Vinci

Quem Era Maria Madalena?

A resposta convencional para esta pergunta é que Maria foi uma ex-prostituta que se arrependeu e se tornou uma seguidora de Jesus. Em nenhuma parte no Novo Testamento se diz que ela era uma prostituta, embora se diga que Jesus teria expulsado sete demônios dela (Lucas 8:2). Que ela era uma prostituta é uma tradição que começou no século VI com um sermão do Papa Gregório, o Grande. A resposta de Brown é que além de ser a esposa e confidente de Jesus e a mãe das crianças dele, Maria era a incorporação do Sagrado Feminino, o próprio Santo Graal (o Graal sendo uma metáfora para seu útero).

Há razões excelentes para duvidar da realidade histórica de todas estas interpretações. O nome “Madalena” pode ser derivado de uma descrição ao invés de um lugar, e em verdade essa mulher pode ter sido criada como um dispositivo literário para atrair injúria que do contrário seria dirigida à mãe de Jesus. Durante os frágeis primeiros dias do Cristianismo, uma acusação séria era freqüentemente feita por judeus descontentes contra a mãe de Jesus, Maria. O filósofo romano Celso escreveu um livro Sobre a Verdadeira Doutrina opondo-se ao Cristianismo (parcialmente preservado apenas no Contra Celsum, um trabalho do padre da igreja Origen opondo-se a Celso, todos esses escritos anti-cristãos antigos foram destruídos há muito). Nele Celso apresenta um “filósofo” acusando Jesus:

Não é verdadeiro, bom senhor, que você fabricou a história de seu nascimento de uma virgem para aquietar rumores sobre as verdadeiras e inconvenientes circunstâncias de suas origens? Não é o caso de que longe de nascer na cidade Real de Davi, Belém, você nasceu em uma cidade rural pobre e de uma mulher que ganhava a vida girando? Não é o caso que quando a enganação dela foi descoberta, para conhecimento, que ela estava grávida de um soldado romano chamado Pantera, ela foi expulsa pelo seu marido —o carpinteiro— e condenada por adultério? De fato não é verdade que em sua desgraça, vagando longe de casa, ela deu luz a uma criança masculina em silêncio e humilhação?[12]

Para o leitor moderno que só ouviu os relatos cristãos do nascimento de Jesus esta acusação deve parecer chocante, uma blasfêmia e um absurdo; no entanto há evidência nos textos antigos cristãos e judaicos para sugerir que a acusação de Celso é plausível. Isto é discutido em extensão em meu livro A Fabricação do Messias.[13]

O que isto tem a ver com Maria Madalena? O estudioso bíblico R. Joseph Hoffman da Wells College em Nova Iorque notou que quando os judeus se referiam à mãe de Jesus (Miriam em hebreu) como a “penteadeira dos cabelos de mulheres”, a frase hebraica é Miriam, m’qadella nashaia.[14] Desta forma, os primeiros cristãos e os que ainda iriam ser cristãos ouviram de judeus falarem muito a respeito de Miriam, m’qadella, que se dizia ser uma prostituta. Eles estavam falando, é claro, sobre a mãe de Jesus. É possível que os evangelistas cristãos, percebendo que essa conversa não iria acabar tão cedo, tenham inventado um novo personagem cujo nome—não a ocupação—fosse Miriam m’qadella, e que tivesse sido uma prostituta. Desse modo poderiam dizer que todas as coisas terríveis que eram ditas sobre Miriam m’qadella se referiam a esta outra mulher, antigamente desonrosa, e não à mãe de Jesus. Realmente, é possível que todas as muitas Marias dos evangelhos sejam em verdade a mesma mulher. João inexplicável e repetidamente se recusa a nomear a mãe de Jesus, mas fala de “Maria, a esposa de Cleofas”, de quem os dois filhos por coincidência têm os mesmos nomes dos irmãos de Jesus como enumerados em Marcos.

Um Matriarcado Cristão Antigo provado nos Textos de Nag Hammadi? De acordo com Brown, antes de Constantino e seus capangas reescreverem a Bíblia para torná-la patriarcal, “Jesus era o feminista original” (248). O Cristianismo adorava o “sagrado feminino” da “deusa perdida”, baseado no princípio supostamente antigo do “Cálice e da Lâmina” (237–8). Na verdade, O Cálice e a Lâmina é o título de um livro de 1987 da feminista Riane Eisler promovendo alegações especulativas de que a antiga Creta era supostamente “não-patriarcal”. E Eisler fundamentou sua tese, em grande parte, nas interpretações da falecida arqueóloga Marija Gimbutas, que no início de sua carreira construiu uma excelente reputação profissional, mas depois vagou por interpretações feministas extremas de “deusas” em desenhos e ícones antigos que foram rejeitadas quase universalmente pelos seus colegas. Na introdução para seu livro, Eisler explica o simbolismo de “gênero-holístico” do “Cálice e Lâmina”, o qual ela inventou junto com Gimbutas.[15] Assim não há nenhum modo pelo qual qualquer sociedade secreta antiga poderia ter usado o simbolismo do “cálice e lâmina”, porque esse simbolismo não existia antes de 1987.

Vários livros populares convenceram muitos de que a descoberta dos textos de Nag Hammadi provam a existência de uma versão com orientação mais feminista do Cristianismo Gnóstico antigo. O mais proeminente deles é Os Evangelhos Gnósticos de Elaine Pagels, uma estudiosa que de fato trabalhou no Projeto Nag Hammadi.[16] O livro de Pagels não é um trabalho explicitamente feminista, e contém muita informação valiosa sobre os textos de Nag Hammadi. Ela sugere que Maria Madalena foi inserida em alguns textos gnósticos como uma “figura” literária para ilustrar o conflito entre aqueles que queriam ampliar o papel das mulheres dentro da igreja contra aqueles que queriam restringi-lo, uma sugestão que faz muito sentido. Ela adverte a respeito de tomar estes evangelhos posteriores como tendo muito conteúdo histórico: “Os antagonistas em ambos os lados recorreram à técnica polêmica de escrever literatura que supostamente derivava de tempos apostólicos, professando fornecer as visões originais dos apóstolos sobre os assuntos”. Em outras palavras, muitos dos textos não-canônicos cristãos, gnósticos ou não, foram escritos por zelotes religiosos para demonstrar que “os apóstolos concordavam comigo”.

Muitos feministas citams Os Evangelhos Gnóstico para apoiar as alegações de que os gnósticos eram antigos feministas, uma reivindicação que em verdade não é embasada pelo texto do livro. Pagels escreve que “os gnósticos não eram unânimes em afirmar as mulheres—nem os ortodoxos eram unânimes em denegri-las. Certos textos gnósticos inegavelmente falam do feminino em termos de desprezo”. Porém, ela sim sugere que, no saldo final, as mulheres estavam um pouco melhor na Igreja Gnóstica do que na ortodoxa. Depois, escrevendo em outros meios populares, Pagels adotou uma forte posição feminista, alegando que o feminismo gnóstico teria sido “suprimido”.

Quão “feministas” os gnósticos realmente eram é difícil de concluir com certeza, e a conclusão de cada um dependerá de quais textos escolhe para se concentrar em e quais resolve ignorar. Em vários trabalhos gnósticos, Deus o Pai é elogiado e celebrado como “muito másculo”,[17] o que dificilmente agradará a feministas. No Diálogo Gnóstico do Salvador, Jesus dirige seus discípulos para “Rezar no lugar aonde não há nenhuma mulher” e urge que “os trabalhos da feminilidade” sejam destruídos.[18] A Sofia [Sabedoria] Gnóstica de Jesus Cristo diz “Estes são todos perfeitos e bons. Por estes o defeito foi revelado na fêmea”.[19] E o mais claro de todos, no Evangelho Gnóstico de Tomás, Simão Pedro diz, “Permita que Maria nos deixe, já que mulheres não são merecedoras da Vida”. Jesus responde, “Eu mesmo a guiarei para torná-la masculina, de forma que ela também possa se tornar um espírito vivo que se assemelhe a vocês homens. Uma vez que toda mulher que se torne masculina entrará para o Reino dos Céus”.[20] É óbvio que qualquer interpretação do movimento gnóstico como proto-feminista requer uma leitura extremamente seletiva de seus textos.

Os historiadores profissionais e arqueólogos rejeitam quase universalmente reivindicações feministas de culturas antigas feministas/adoradoras de deusas no mediterrâneo ou em outros lugares. (Veja Goddess Unmasked de Philip G. Davis para uma excelente avaliação da pouca fundação acadêmica na qual estudiosos feministas construíram tais alegações).[21] Todas as sociedades humanas conhecidas, no passado e no presente, são “patriarcais” no sentido em que a liderança formal tanto na sociedade como em casa é predominantemente associada ao homem. As aulas de “Estudos sobre o Feminino” alegam haver muitas exceções, mas essas não sobrevivem a um escrutínio crítico.[22] Isto não significa que nenhuma líder exista, nem nega que as mulheres tenham freqüentemente poder informal enorme não considerado por medidas formais.

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Mickey Mouse e o Santo Graal

A maioria das pessoas racionais concluirá que um livro não é nada sério quando lêem uma passagem como a seguinte de O Código Da Vinci:

Langdon elevou seu relógio do Mickey Mouse e disse a ela que Walt Disney tinha tomado como a missão de sua vida transmitir a história do Graal para as gerações futuras. Ao longo de toda sua vida, Disney foi saudado como “o Leonardo Da Vinci dos Tempos Modernos”. Ambos os homens estavam gerações à frente de sua era, artistas particularmente talentosos, membros de sociedades secretas e, notavelmente, ávidos brincalhões. Como Leonardo, Walt Disney adorava infundir mensagens e simbolismo secretos em sua arte. (261)

Diz-se que a evidência do envolvimento de Disney com o Graal e o “sagrado feminino” é encontrada em Cinderela, Bela Adormecida, Branca de Neve e especialmente em A Pequena Sereia. Realmente é possível que Brown tenha incluído este trecho como uma advertência para que o leitor não tomasse nada neste livro a sério. Mas nesse caso, ele o fez de forma tão cifrada e opaca —um reductio ad absurdum—que quase ninguém conseguiu decodificá-lo. Esta suposição é fortalecida pelo subseqüente pronunciamento solene de que a Era de Aquário está a ponto de alvorecer (268), como se isto fosse que um desenvolvimento recém decodificado de uma conspiração, ao invés de uma expressão popular tola e muito usada há uma geração.

Uma pessoa racional pode apreciar ler trabalhos de ficção ou ficção científica, e até mesmo ficção bem fantasiosa como O Código Da Vinci, sem preocupar excessivamente sobre absurdos óbvios na história. Mas um problema surge quando um trabalho de ficção alega explicitamente ser mais que um trabalho de ficção, quando ressona com mais desinformação difundida pela cultura e quando 25 milhões de leitores são enganados por suas afirmações especiosas. Os supostos “fatos” em O Código Da Vinci não possuem maior credibilidade que aquelas em Sangue de Cristo, Santo Graal dos quais foram tomados. Se você pensa em si mesmo como um cético, fará bem em perceber que muito pouco fato está misturado com a ficção de Brown.

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Copyright © 1992–2008 Skeptic e seus colaboradores. Permissão é concedida para imprimir, distribuir e publicar com citação e reconhecimento apropriados. Tradução por Kentaro Mori, “Sedentário&Hiperativo”.

Referências & Notas

1.   Carrington, Philip. 1957. The Early Christian Church. Cambridge: Cambridge University Press, xiii–xiv.
2. Nag Hammadi Library, 15–16.
3. Ver The Telegraph, 10 Mar. 2004. http://www.telegraph.co.uk/news/main.jhtml?xml=/news/2004/10/03/wvinci03.xml&sSheet=/ news/2004/10/03/ixnewstop.html
4. “Da Vinci author is hit by fresh plagiarism claim,” Edinburgh Evening News, 12 Jan. 2005. http://edinburghnews.scotsman.com/uk.cfm?id=42132005
5. Wikipedia, the Free Encyclopedia: Holy Blood, Holy Grail. http://en.wikipedia.org/wiki/Holy_Blood,_Holy_Grail
6. Ver http://priory-of-sion.com/psp/id84.html . Também http://www.cesnur.org/2005/mi_02_03d.htm
7. Holy Blood, Holy Grail, 368.
8. “Arian Heresy,” Ancient History, About.com
9. “The Catholic Encyclopedia: The First Council of Nicaea.” http://www.newadvent.org/cathen/11044a.htm
10. Para uma excelente explicação, ver Athanasius of Alexandria em The Development of the Canon of the New Testament.
11. Ver Schneemelcher, Wilhelm, ed. 1989. New Testament Apocrypha, 6th edition. 2 Vols. Louisville: Westminster/John Knox Press, and Robinson, James M., ed. 1981. The Nag Hammadi Library in English. New York: Harper & Row.
12. Celsus. 1987. On the True Doctrine. (ed., trans. R. Joseph Hoffmann.) New York: Oxford University Press, 19. Ver também Origen, Contra Celsum 1:28.
13. Sheaffer, Robert. The Making of the Messiah (Buffalo, New York: Prometheus Books, 1991). Ver capítulo 4.
14. Hoffmann, R. Joseph. 1984. Jesus Outside the Gospels. Buffalo, New York: Prometheus Books, 41–42. “The floating tradition concerning the woman taken in adultery (John 7:53–8:11), se parte da tradição de Maria, pode indicar um stratum anterior onde Maria a mãe de Jesus e Maria de Magdala eram uma e a mesma. Em todo caso, a tradição do evangelho sobre a segunda Maria pode ter emergido como um corretivo para a história de que a mão de Jesus era uma adúltera. “Sobre as duas Marias”, Hoffmann nota, “mesmo os Evangelhos oferecem relatos confusas”.
15. Eisler, Riane. 1987. The Chalice and the Blade. New York: Harper Collins, xvii.
16. Pagels, Elaine. 1979. The Gnostic Gospels. New York: Random House. Ver capítulo 3.
17. Nag Hammadi Library in English, 64,375,446.
18. Nag Hammadi Library in English, 237–8.
19. Nag Hammadi Library in English, 221.
20. Nag Hammadi Library in English, 130.
21. Davis, Philip G. 1998. Goddess Unmasked. Dallas: Spence Publishing.
22. Goldberg, Steven. 1993. Why Men Rule. Chicago: Open Court.

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Notas do tradutor: Com a exibição do filme “O Código Da Vinci” na TV aberta, e prevendo muitos curiosos sobre A Terrível Verdade sobre Jesus, pensei que traduzir e publicar este excelente artigo de referência de Sheaffer seria o mais efetivo. Como a pesquisa não é minha e eu só pude verificar parte das referências, sintam-se mais do que livres para enviar qualquer crítica e correção.

Além de apenas traduzir o artigo e deixar tudo em suas mãos, caros leitores, minha preguiça chegou ao ponto de que ao invés de comentá-lo em detalhe, conversei com o Marcelo Del Debbio, que gentilmente escreveu esses parágrafos para partilhar por aqui:

O texto é razoável, mas não foge do óbvio que já foi colocado em diversos fóruns e listas de discussão a respeito do tema. O Código DaVinci é uma FICÇÃO baseada em fatos históricos e idéias que a Igreja não aprova, e não uma tese de dissertação em História. Como recurso narrativo, Dan Brown compactou e ajustou cerca de 600 anos de Cristianismo para caber em um único discurso de 10 minutos do Gandalf… é óbvio que ele precisou fazer várias adaptações para criar o clima de perseguição aos locais certos nos tempos certos da narrativa. Boa parte dos americanos já não tinha entendido direito a história das taças e dos concílios da maneira como ficou no livro/filme, que dirá se o autor fosse esmiuçar cada um dos seis concílios que existiram entre o primeiro concílio de Nicéia (325, onde se discutiu basicamente a doutrina de Ário e que textos fariam parte da bíblia “oficial”) e o segundo concílio de Nicéia (787, onde se decidiu pela supressão da veneração de imagens). Maria Madalena só se torna a Prostituta a partir da expansão de seu culto como Madonna Negra no sul da França, por volta do século VII, no famoso discurso do papa Gregório. Vale lembrar que o filme “A Última tentação de Cristo” já tratava do assunto Maria Madalena em 1988. Só discordo da frase “Enquanto tanto deuses como deusas eram adorados, não há absolutamente nenhum texto romano ou grego que sugira qualquer coisa remotamente semelhante a um “matriarcado”; os deuses masculinos eram claramente dominantes”. Haviam diversos cultos femininos na Grécia e Roma, em especial os que realmente incomodavam a Igreja e que foram diretamente atacados por estas decisões de Roma, que são os cultos às Bacantes (de onde vem o nome de seus ritos: bacanais… bacanais e Igreja católica nunca combinaram).  Além disso, existia também na Grécia o culto à deusa da caça Ártemis (Diana), Atenas, deusa da guerra, e de toda a narrativa envolvendo as Amazonas, terríveis guerreiras. Também haviam templos dedicados a Afrodite/Vênus e seus cultos iniciáticos de prostituição sagrada e os templos erguidos em homenagem a Hera, esposa de Zeus. A Civilização Greco-romana, como um todo, não era matriarcal, mas a presença de cultos ao sagrado feminino era um fato que com certeza desagradava ao cristianismo”.

De fato, Sheaffer reconhece que deusas eram adoradas, mas enfatiza que não há evidência de que qualquer sociedade humana tenha sido matriarcal, muito menos que algum “sagrado feminino” tenha sido praticado como qualquer coisa próxima ao que Dan Brown alega em sua ficção pseudo-factual. Que atingiu milhões de pessoas, rendendo-lhe milhões de dólares. Praticamente não há nenhum fato histórico em O Código Da Vinci, há sim, como demonstrado, muita manipulação de dados e eventos.

Aqui, acredito que seja bom alertar, o que imagino que muitos leitores já saibam, que eu não sou católico. Sou ateu, e já fui budista. Assim, não tenho nenhuma tendenciosidade a favor do catolicismo. Por isso, não se preocupem: procurarei criticar de forma equânime a todos os credos e crenças que se baseiem em falsidades, mentiras e manipulações, bem como buscarei defender tudo aquilo que a evidência objetiva aponte ser verdadeiro. No caso, a Igreja Católica Apostólica Romana tem toda a razão em denunciar a obra de Dan Brown como simplesmente um “amontoado de mentiras”. Já as eventuais mentiras da ICAR, estas ficam para outra coluna.

Dúvida Razoável irá questionar os supostos milagres católicos, as materializações espíritas, os super-faquires indianos, xamãs e toda alegação de supostos religiosos espiritualistas que teimam em querer validar sua fé distorcendo e mesmo fraudando provas materiais. Esses são o pior tipo de “materialistas”.

FNORD

61 Comentários

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  • KZ

    Realmente…
    Dan Brown tem uma visão “Marketeira” muito boa!
    Mexer com um assunto delicado, que é Religião, e tendo a pretenção de modificar Fatos e talvez a própria história seria um absurdo, porém a Ficção dele é muito boa, escreve muito bem

    Não vou dizer que não gostei do livro “Código Da Vinci”, pois eu o li pelo menos 3 vezes nesse ano, mas o melhor de tudo é quando você já se dá conta da tal ficção e vem alguém e prova isso pra você…
    Apesar de ser só uma tradução Kentaro, eu particularmente gostei muito do Texto.

    e pro Del Debbio, “[...]as Amazonas, terríveis guerreiras.” fica parecendo que as Amazonas eram péssimas na Arte da Luta, coisa que, julgo eu, seria melhor como “temíveis guerreiras” ? Bom, sei lá também, quem sou eu pra corrigir também…

    No mais, fica agradecimento pela Coluna!
    Surpreendentemente melhor a cada dia!
    Parabéns K.M. e M.D.D.

  • José Roberto

    3 colunas antes do final do ano? Essa eu não esperava!

    Juro que antes de chegar ao final do texto eu já estava me perguntando se você é cristão.

    “Já as eventuais mentiras da ICAR, estas ficam para outra coluna.”
    Estou muito ansioso pra essas próximas colunas. Vai ter muita discussão pelo visto.
    ­
    Mas devo dizer que nessa coluna você pisou na bola não pesquisando a fundo o assunto. Segue explicação: FNORD FNORD FNORD FNORD FNORD.

    Abraços.

    • Kentaro Mori

      Juro que antes de chegar ao final do texto eu já estava me perguntando se você é cristão.

      Mori: Eu não sei se o Sheaffer não é cristão/católico, mas duvido muito. Provavelmente é uma humanista secular como todos nós “céticos-ateus-materialistas”. No próximo ano, e vou tentar apressar para compensar, devo escrever uma coluna sobre os “corpos incorruptos”, a veneração por parte da Igreja de cadáveres. O Quevedo, aliás, ama de paixão os corpos incorruptos — já chegou a declarar que só a ICAR tem “corpos incorruptos de verdade”, aqueles “miraculosos”. Vai ser engraçado porque incluirá discussão do sagrado prepúcio de Jesus. Se bem que esta coluna está ficando bem escatológica.

  • http://osinuteros.blogspot.com/ Rafael Rosa

    “(Para uma fonte rica de material desmentindo Sangue de Cristo, Santo Graal, veja o artigo de Wikipedia a respeito)”

    Parei por aí…

    • Kentaro Mori

      “(Para uma fonte rica de material desmentindo Sangue de Cristo, Santo Graal, veja o artigo de Wikipedia a respeito)”
      Parei por aí…

      Mori: Bem, imagino que não tenha passado da primeira página do Código Da Vinci então. A sério, a Wikipedia não é descartável. Aliás, como devem ter lido, um estudo indicou que é tão (in)acurada quanto a Brittanica. Mas com certeza é mais acurada que o Código Da Vinci.

  • http://geekinside.iblogger.org Reuel

    Comprei o livro ilustrado, e ainda estou lendo.
    Não vou ler o post agora para não estragar nada xD
    Mas reparei que o livro e o zeitgest falam sobre os eventos astrológicos sobre Jesus, muito interessante.

  • Luis Pereira

    Recentemente na Band , um debate abordou o tema do Jesus historico.
    Um filosofo explicou que o Beijo(ao qual os outros apostolos tinham inveja!) representaria a trasmisão de conhecimento ou essencia , ou seja , maria recebia mais conhecimentos apartir de Jesus que os outros apostolos.

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  • Bart

    citar wikipedia como fonte rica em material é no mínimo sacanagem….

  • Cantalupo

    Otimo texto, realmente muito esclarecedor.

  • Anaum

    Alguem leu tudo?

  • http://anarcoblog.wordpress.com Anarcoplayba

    Não é o matriarcalismo que se compare ao patriarcalismo (homens mandam, mulheres obedecem), mas lembre-se que no judaísmo é Judeu quem é filho de mãe Judia. O Pai não importa nesse aspecto.

    Então temos: O Pai é o Chefe da família, mas quem determina quem é da família ou não é a Mãe.

    Equilibrado o suficiente pra mim do ponto de vista filosófico.

  • Mr. WRITER

    Qualquer imbecil, com um mínimo de razão (tá, é contraditório isso, mas gosto da palavra imbecil), percebe que o livro de Dan Brown é pura jogada fianceira.

    Tipo, pega-se um tema normalmente polêmico como futebol, política e religião. Faz-se uma pesquisa sobre o tema, coloca-se mais um punhado de interrogações em pontos já nebulosos e pronto, tem-se uma polêmica pronta para ocupar o topo de lista dos mais vendidos. É, daquelas listas que o senso comum adora engrossar os números.
    É só isso que esse livro é.
    Não estou questionando sua qualidade quanto entretenimento, diversão ou boa leitura. Só acho que esse tipo de livro e de autor nunca deve ser levado a sério.

    Até porque se fosse pra levar alguém a sério, prefiro levar Philip K. Dick e Valis a sério. Pelo menos é uma história mais bonita e muito, mas muito melhor escrita.

  • MARCELO

    “Deus não é mais uma força a ser considerada”. Nem tão pouco supostos filhos dele. A Igreja apenase serve de bengala para os fracos e de fonte de riqueza para os comendantes de tais. Há séculos à única coisa que ela faz é impor suas vontade, impedir avanços tecnologicos/cientificos e que sejamos livres. Afinal, para quê o deus desses nos dariam inteligencia se ela não nos permite usar-lá. Desejo com todo meu ser que um dia as pessoas acordem dessa ilusão e vejam que deus morreu, que jesus morreu e que naão precisamos deles nem tão pouco da igreja, para viver. Se vosso deus achar que eu estou errado, desejo que ele venha a mim e me diga, porquê de outra forma não acreditarei jamais em sua existência. Aliás, o que tem demais jesus ter tido uma esposa? Todos amam trepar, porque ele como outro MORTAL não poderia?
    Sabemos que a História feita por vencedores e/ou poderosos.

  • http://blogdoefrain.rua507.com Efra

    Para ler com calma e atenção!!! Vamos a uma lenta leitura!

  • http://www.quodlibetarios.wordpress.com Tarcizo Ferreira

    Assim, muito legal a coluna etc, e bem oportuna também :D

    No mais, o Código Da Vinci me lembra outro livro muito bom chamado O Pêndulo de Foucault, do Humberto Eco. Com a diferença que o Eco foi muito mais bem sucedido no seu intento que o Dan Brown =D

  • Henrique

    É um ótimo livro de ficção.

    Não podemos esquecer que o autor estava precionado a escrever um livro comercial que não encalhasse, como seus dois anteriores livros.

    Juntar sociedade secreta, religião, rituais, entre outros… realmente instiga a curiosidade e consequentemente vende mais livros.

    Repito, é um ótimo livro de ficção, nada mais.

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  • Italo Val

    Concordo plenamente com o colega acima, puro marketing, jogada financeira pra ganhar em cima de um tema forte, o mais forte da história…
    assim como este blog está fazendo…
    Não importa a religião, judaica, cristã, etc…
    Querer destruir, criar histórias distorcidas, pegando pontos obscuros para querer transceder uma nova realidade nada mais é que querer ganhar muito dinheiro e querer atrapalhar o ambito da religião no contexto geral.
    É sim uma bela ficção, mas fácil demais criar ficções fundadas em religiões dando ares a uma nova realidade…
    Isso está virando moda… “O maior mentiroso, etc… da historia”
    Muita gente querendo ganhar dinheiro dessa forma já está virando moda, e surgindo outros livros, etc…
    Pior de tudo é ver gente que leva isso a sério!
    Fácil demais é ser ateu no mundo de hoje, hoje realmente é para os fracos ser ateu, sai procurando livros de ficção e passa a “crer” neste ou naquele, fácil !!

    Melhor de tudo é a “linhagem real”
    Qualquer idiota quando sai da historinha e para pra pensar ver que os fatos alegados são absurdos e não condizem com o perfil do próprio em momento algum da história dele, se isso fosse real, a primeira coisa a ser dita por ele seria que amava madalena e. afinal de contas foi isso que foi passado né? não teria nem problemas nisso.

    O triste mesmo é ver gente ganhando dinheiro em cima disso, acho que vou criar um blog pra falar também de codigo da vinci, zeitgest, e até nostradamus!
    Vai cair paraquedistas em cima!

  • Italo

    Ser ateu é uma merda mesmo hein!
    Tem que ficar vivendo acreditando que tudo de outras religiões é mentira!
    Porque simplesmente não acredita em nada e para de querer ganhar dinheiro em cima de paraquedistas?

    O mais triste é você tentar “crer” nisso né? o livro é ficção apenas…
    Não sei o que é mais imbecil… Alias eu sei… é viver tendo como religião esses livros, viver tentando acreditar no livro de uma ficção é pior..
    se ser ateu é fraco deste jeito… é covardia já…
    Não acredite em nada, mas ficar vivendo no mundo das ficções é demais já…
    Ateu é pobre por isso… vive da religião… precisa crer todo dia que não existe isso ou aquilo…
    Porque simplesmente não vira ateu de verdade e não cre em nada, porque isso ja se torna de certa forma uma religião e distoa do dito.
    Viva o NOVO MESSIAS!
    VEIO TRAZER A VERDADE SOBRE TUDO!!!!
    Eu acho que você vai acabar criando uma religião desse jeito rsrs
    o livro é apenas uma ficção não tente querer trazer isso a realidade, propósito dele e deste post é apenas GRANAAAAAAAA, diferente da história que se nasceu a 2008 anos atrás!
    kkkkkk
    ateus… vivem falando de jesus… deveria negar tudo né?
    Digo mais voce sera o novo messias!

  • Conrado

    “O Evangelho de João, escrito uns bons dois séculos antes do Concílio de Nicéia, tem Jesus dizendo coisas como (11:25): “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá”. Pondo de lado a questão de se Jesus disse mesmo estas coisas, isto [b]demonstra[/b] que no início do século II os cristãos estavam adorando Jesus como a um ser divino que possuía poder sobre a vida e a morte.”

    ????????????????????
    A rigor, isso não demonstra nada, ´so outra coisa….

  • Itu

    um otimo livro de ficção. Mas tem algo a mais. Mostra que mesmo uma historia fantastica de Jesus, envolvendo uma linhagem real, conspirações, fugas espetaculares e tal, é mais provavel que a historia que a igreja conta

  • Fernando

    o que dan brown fez foi ficção da ficção
    e ficou rico com isso

  • Rodrigo

    Sobre o sacrado feminino , igualdade entre sexos e utopico. Os rituais sexuais , swings , orgias , novela das 8 , putas de esquina ,… sao uma ferida no mundo,um lixo , adimitam que e um erro, e parem de errar. Ou condinuem errando lembrando que e um grande pegado, passivel de castigos como todos os outros grandes pecados(vcs agora sabem o que fazem).

  • Luciano Sturm

    Não é comum ver cristãos discutirem sobre Jesus, deus ou qualquer coisa relacionada a Religião ou Igreja, pois normalmente falam: “Está Escrito”, “Homem de pouca Fé” ou simplesmente riem de você e ficam bravos por “Não reparar na obra de deus indiscutível que é a vida”.

    Como gostaria que as pessoas crentes em deus conseguissem manter um nível de debate decente, sem agressões e julgamentos.

    Open Your Mind.

  • terugo

    até o próximo

  • Gabriel Marques

    Somado a isso td eu ainda achei o livro beeem chatinho.
    Para quem gosta dessa tematica de sociedades secretas e história misturada com ficção, recomendo o livro “O Pêndulo de Foucault” de Umberto Eco.

    @Rafael Rosa
    Wikipedia rules!!! Confio mais em quem escreve e compartilha seu conhecimento lá sem fins lucrativos do que no Dan Brown.

  • Chefe Pontiac

    “Eles vieram com uma Bíblia e sua religião – roubaram nossa terra, esmagaram nosso espírito… e agora nos dizem que devemos ser agradecidos ao ‘Senhor’ por sermos salvos” – Chefe Pontiac

  • http://loverocklive.blogspot.com Douglas

    Pura balela, se a biblia fosse verdadeira até dava credito, mas depois da reforma feita por Constantino alterando os textos que acreditamos serem sagrados ao seu bel prazer… hoje em dia não temos acesso a nada…

  • http://www.liberdadenafronteira.blogspot.com Filipe Saraiva

    Taí. Sempre lemos sobre cristianismo, catolicismo e suas polêmicas e “histórias ocultas” relacionadas, e sempre dá vontade de ler mais. Mas, lendo que você deixou de ser budista, fiquei com a curiosidade atiçada para saber o porque.

    Acho que esse tema daria um bom artigo também. Pense na sugestão, e fique a vontade para entrar em contato.

    Abraços.

  • Merda

    “se papel n aceitasse qlquer merda, estariamos limpando a bunda com agua”

    by: alguem

    (sim isso foi pra biblia)

  • http://none Samuel

    A idéia do filme é sobre um quadro de da vinci, Ok, mto lindo

    mas fazer todaaa uma história baseada em um quadro qualquer, já é senhor dos aneis, então…

    mente vazia, qlqr coisa ta valendo.
    Você ganha dinheiro com mentes vazias, devia envergonhar-se!

  • José Roberto

    Ênfase no escatológico. hahahah

  • João Abilio

    Dan Brown é um Paulo Coelho melhorado, não acredito que pessoas levem á serio uma obra de ficção. O que é história os pesquisadores e a ciência explicam e nao este autor de livros de ficção.

  • TH13

    Mais do mesmo, sendo bem sincero. Pra mim, o CDV é uma obra de ficção mal escrita com um roteiro previsível (são 3 personagens de relevância, um é o mocinho, a outra é a mocinha e o terceiro é o histporiador que explica a trama – e tem um vi~lão desconhecido QUEM SERÁ????) que só fez sucesso pelo choque das idéias habituais. A última tentação de Cristo (como lembrado pelo DelDebbio e por mim antes na coluna dele) já tinha feito isso muito antes, só não era tão comercial. E se o livro não é para ser histórico, não prefacie como sendo de fundamento histórico.

    Gostei do texto e dos comentários do texto,principalmente. A internet é uma fonte habitual da própria internet. No caso, esse conflito Kentaro x Debbio sobre o Código DaVinci é engraçado, porque o MDD ja´afirmou que é incontestável a verdade do Código escanacarada pelo DanBrown e a Igreja Católica não pode negar, mas é que nem Zeitgeist e as fontes históricas habituais: o que me serve, é vero; o que não me serve, não é vero.

    Enfim, bom ano novo a todos, um 2009 de paz e saúde a todos e lembrem-se: a partir de novembro de 2011, só cheque pré-datado para mais de 60 dias.

    kentaro: e as pirâmides, hein?

  • Herculano

    De fato que Dan Brown é bastante primário ao “revelar” os segredos do Graal, o que algumas vezes fez até passar pela minha cabeça se ele não é mais um querendo ridicularizar a verdade.

  • Rafael

    Mori,

    Parabéns pela iniciativa de fazer a tradução. Apesar de concordar com o Del Debbio de que o texto é apenas razoável e uma compilação de discussões passadas, de todo modo achei muito oportuno o seu trabalho, ainda mais com a exibição do filme em TV aberta – o que fará o “engine’ do Google “bombar” o seu blog…

    Além disso, discordo da comparação feita por ele com relação ao “sagrado feminino” e á sociedades matriarcais citadas por Brown, e Cultos Bacantes e as Deusas menores que realmente eram adoradas na Grécia antiga. Concordo com você que Robert Sheaffer não tinha intenção de fazer essa relação.

    Em tempo: não entendo quem possa criticar a Wikipedia da forma como foi feito… Duvido muito que estes que a criticaram da forma como fizeram usam uma Biblioteca Pública como primeira fonte de pesquisa.

    Abraços,
    Rafael.

  • Kazé

    Em primeiro lugar, querendo ou não, o livro é uma prosa em ficção e mesmo com as alegações polêmicas do autor, já deve estar claro que o objetivo é o marketing.
    A ICAR também ajudou, tentando convencer os católicos que de o livro é mau e o filme também, o que significa o pecado do proibido e muito mais dinheiro no bolso do autor.
    Agora, o Sheaffer que me perdoe, mas não entendi uma coisa:
    Constantino, em seus concílios não alterou as passagens da bíblia para suprimir uma linhagem real, mas provavelmente criou uma personagem, ou uma fantasia sobre uma personagem chamada Madalena, para livrar a cara da mãe de Jesus de ser criticada por fariseus?
    Porque a alteração que ratifica a posição cética pode, e a que justifica a ficção do sagrado feminino não pode?
    E por falar do sagrado feminino, a única mulher inteligente que leu o CDV e que se dispôs a comentá-lo comigo deu-me uma interessante opinião. Ela disse que o livro é machista até demais, porque a mocinha é só uma descerebrada a quem o prof. tem que ensinar passo-a-passo.
    E por fim, a Bíblia também é no mais um trabalho inspirado por Deus, porque não são as palavras Dele, e certamente não foi Jesus quem escreveu. Tendo como autores os diversos discípulos e as diversas inconsistências que pululam em textos por aí, além dos erros de tradução e etcs. Portanto, quem quiser achar que também e ficção, talvez sem tanto suspense (essa parte a gente guarda para o Livro do Apocalipse), tem total liberdade para fazê-lo.
    Contudo, aprecio a coluna, como aprecio também a do Del Debbio e espero que ela siga com a qualidade usual!
    Grande Abraço!
    Kazé

  • Otto Arantes

    Boa coluna! Sempre no aguardo da próxima.

    O curioso é que a mulher vem ganhando “força” nos ultimos anos, e quanto mais força elas tem hoje mais se acha que elas tinham na antiguidade, e não era beeeeem assim…. O exêmplo do “O Cálice e a Lâmina” ilustra bem isso.
    Resumindo: As mulheres nunca tiveram força, especialmente na religião, hoje em dia em que um pensamento mais racional está dando às mulheres mais força as pessoas tentam criar uma força marcante feminina em supostas religiões antigas…

    Bom, não sei se me perdi muito, mas é mais ou menos por aí.

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  • Johnny C.

    “kentaro: e as pirâmides, hein?”²

  • Alessandro

    A pintura da santa ceia de Leonardo é falsa. Porque naquela epoca era a comemoração da pascoa e JESUS escolheu somente seus discipulos homens para participar com ele. O local da ceia, foi um local restrito e escolhido por JESUS e participou dela somente os seus discipulos homens,no local da ceia não tinha mesa e nem cadeiras, pois o costume do povo naquela epoca era assentar-se no chão e servir-se no que era colocado no chão a biblia relata que o Mestre participou com seus 12 discipulos e não 13 como sugere a pintura de DA VINCI.

    Outro mal entendido FELIPE nunca escreveu nenhum tipo de pergaminho a respeito de JESUS e MARIA MADALENA,se ha algum comentario a esse respeito é por parte de alguma pessoa que naquela epoca tinha acesso tais documentos, visando num futuro ainda vindouro causar duvidas na fé e crença das pessoas. Jesus quando ressuscitou disse a Maria Madalena que tinha ido até o seu tumulo juntamente com mais 02 dua mulhres sendo uma a propria mãe de JESUS e a outra que fosse até os discipulos para avisa-los que ele tinha ressuscitado

    O apostolo Paulo recebeu a ordem de nosso Senhor JESUS CRISTO de que o mesmo fosse para ROMA para testemunhar de CRISTOS ali. Quando Paulo chegou em Roma ficou sob a guarda de um centurião romano por 02 anos, Paulo era visitado por vários cidadãos romanos e pregava CRISTO para eles, inclusive cidadãos que eram ligados ao governo do imperador CONSTATANTINO se converteram ao cristianismo, o evangelho começou a crescer de maneira assustadora causando disconforto no imperador.

    O imperador Constantino baixou um decreto obrigando todo cidadão romano a adotar o Cristianismo como sua religião oficial. Mas os cidadão de roma continuavam a adorarem seus deuses como afrodite Zeus etc, com o tempo essas imagens desses deuses foram introduzidas dentro do cristianismo e receberam outros nomes como NOSSA Senhora de Fátima virgem Maria e tantas outras para serem adoradas, contrariando assim o (TORÁ) os cinco primeiros livros do povo judeu, e a biblia sagrada dos cristãos que proibe a adoração de imagens de que especie for, sendo que o culto a Deus deve ser sem imagens.

  • Alessandro

    Outro erro o conselho de NICÉIA discutia a respeito da transubstanciação ,ou seja queriam fazer do corpo e do sangue de CRISTO os seus unicos representantes aqui na terra,ou seja somente o PAPA poderia realizar a ceia do SENHOR JESUS CRISTO, enquanto que todos as demais pessoas comiam a hoste que representava o corpo de Cristo, somente o PAPA podeira beber o vinho num calice sagrado, ou em outras palavras calice do sangue real de Cristo.
    Este conselho tambem decidiu que o PAPA era o unico representante de CRISTO aqui na terra e que o PAPA tinha autoridade para perdoar os pecados e condenar.

    Outro assunto que ficou decidido neste conselho era quanto aos pergaminhos encontrados no mar morto,pois em sua grande maioria muitos foram aceitos por este conselho para compor a biblia sagrada, nesta época existiam muitos grupos interessados no poder da igreja e estavam dispostos a tudo para esse fim, inclusive houve a falsificação de documentos e a fabricação de documentos supostamente encontrados no mar morto, inclusive num deles o evangelho de FIIPE, que dizia que Cristo tinha escolhido Madalena para liderar a sua igreja, onde o conselho verificou ser falso o documento, pois contrariava os demais documentos historicos escritos por MARCOS MATEUS LUCAS E JOÂO e inclusive pelas cartas do Apostolo Paulo, nos quais todos eram unanimes em afirmar a autoridade que JESUS deu ao apostolo Pedro, quando ele disse TU ÉS PEDRO E SOBRE ESTA PEDRA CONSTRUIREI A MINHA IGREJA E AS PORTAS DO INFERNO NÃO PREVALECARÃO CONTRA ELA, o mestre disse mais a Pedro disse que daria as chaves dos céus em suas mãos, o que ligar na terra sera ligado no ceu, eo que desligar na terra sera desligado no ceu, JESUS CRISTO deu ao apostolo Pedro a incumbência de conduzir a sua igreja aqui na terra e não a Maria Madalena como sugeriu o documento falsificado naquela epoca por um grupo conhecido como os guardadores do segredo.

    Outro fato a igreja se perdeu no caminho e em sua trajetoria,pois entraram no meio dela vários escarnecedores introduzindo herezias das mais profanas. Naquela epoca somente a igreja catolica era a detentora da biblia sagrada , e as missas eram celebradas em latim deixando na ignorância a maioria dos seus fiéis.

    Foi quando muitos seculos depois um jovem padre chamado MARTINHO LUTERO começou a entender que a bilbia deveria ser de propriedade de todos, que todos deveriam ter o conhecimento da verdade. Numa certa manhã fez 95 teses que relatava tudo que a igreja estava fazendo de errado e afixou-as na porta da igreja. Quando o PAPA soube o que ele tinha feito procurou mata-lo ,contratando e fazendo alianças a fim de assasina-lo, mas não conseguiu estava feito então o movimento de protesto que originou o protestantismo evangelico conhecido até hoje.

    Outro fator que o codigo da vinci esconde a caça as bruxas na realidade foi uma caça não aos decendentes de Maria Madalena, e sim uma caça que a igreja catolica fez naquela epoca aos que tinham em seu poder a biblia sagrada, familias inteiras eram queimadas nas fogueiras tanto homens como mulheres tinham suas casas queimadas juntamente com suas biblias e por falarem a verdade da biblia as pessoas , a igreja os condenou como bruxas e bruxos que atraves de magia fazia perverter muitos do caminho da igreja.

    Se a biblia fosse um livro comum de ficção ou de romance, ela seria esquecida como tantos outros livros. Mas ela contem a mente de DEUS muitos atraves da historia tentaram denegri-la fazer as pessoas duvidarem do que o que esta escrito ali é a verdade, e a propria biblia relata a respeito dessas pessoas que atraves de suas mentes brilhantes tentariam causar obstaculo a muitos.

    Se a historia da bilbia e a biblia é um livro qualquer por que o interesse de muitos em tentar denegri-la e desmenti-la? Você já se perguntou isso? Eu só sei de uma coisa a historia da biblia e a biblia continua sendo o unico livro confiavel que continua transformando milhares de vidas através dos seculos,e quem a lê encontra paz esperança em nosso amado salvador JESUS CRISTO, entre uma ficção criada a seculos atras eu prefiro sempre a verdade da palavra de DEUS a biblia sagrada.

    Um forte abraço .

  • Alessandro

    Aqueles que lerem medite neste simples comentário dirigido pelo ESPIRITO DE DEUS.

    Um forte abraço que Deus abençoe e ilmunine a sua mente, pois Deus não é Deus de confusão e sim de esclarecimento que ilumina e esclarece todas as nossas duvidas a luz da sua palavra.

  • Alessandro

    GLORIA A DEUS.

  • Roberto Blackdog

    Kkkkkkkkkkkkkkk.

    O mais massa é ver como o povo se assusta com certos assuntos! Treinando se doutrina!

    “Make money”. Quem sabe confabular fatos e ganhar grana é gênio mesmo, o q me deixa triste é que muitos se perdem.

    Musiquinha para o Dan:
    “Quima ele Jesus, queima ele, queima ele Jesus até torrar”.

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • Robert Langdon

    Bem…

    primeiro não podemos retirar o mérito do Dan Brow. Quando comprei o livro já sabia que se tratava de um romance/ficção, nunca foi vendido com histórico. Quando a veracidade do fatos colocados pelo autor é óbvio que são discutíveis mas alguns tem nexo, como as adaptações feitas por Costantino de ritos pagão para ritos cristãos.
    Por fim vamos dar o mérito ao autor, pois se o código fosse um lixo, a galera não discutiria tanto o livro. Ahh e antes que eu me esqueça ganhar dinheiro não é pecado, por isso não adianta criticar isso. Até a bíblia é vendida, pois para sobreviver temos que ganhar!

  • Sirius

    Cara, muito bom o texto, eu acho que já tinha lido esse, ou um outro parecido em algum lugar.

    Veja também um filme “Quebrando o Código DaVince”(eu acho que é esse o nome e tem até um livro também, se eu não me engano”).

  • http://pertedetemps.wordpress.com Marie (Caesar dixit)

    Hahah! tem gente que chega comentando em modo VENI VIDI VICI mesmo, né? Ae, Alessandro! Um dia “cê” chega lá, “meu fio”!

  • Rosalie

    Sua nareração é plausível, mas vamos nos lembrar que é FICÇÃO, e você não tem como saber se todos os tais documentos eram reais ou se existiu mesmo um Constantino pagão que disse que Jesus era filho de Deus. Apósto que você sabe tanto quanto Dan Brown. Quanto a Walt Disney, aquilo ficou bem confuso, mesmo.
    Gostei muito de O Código da Vinci, mas vale lembrar que tudo isso ( o Santo Graal ser Maria Madalena, o Sagrado feminino ) tem uma possibilidade remota de ser real, assim como Maria Madalenma ser ex-prostituta e Jesus ser imortal, filho de Deus.
    E eu acredito que Jesus não é poderoso porque era imortal e podia fazer o que bem quiser com seus ‘poderes’. Ele é grandioso pelo fato que ele morreu por todos nós, aceitou a morte. Nada aver com o assunto, apenas para deixar claro minha opinião.

  • Julia

    Gnt vo conta umas coisinha pra vcs: O Código Da Vinci foi, é, e continuará sendo um best seller, um dos livros mais lidos em todo mundo. Sou cristã e não vejo nd de errado na história criada por Daw Brown, li o livro e fiquei fascinada com a criatividade e imaginação desse escritor, e fiquei me perguntando: – ele imaginou tudo isso ou será q pode ser um fato ferídico? Não podemos esquecer q mais de 2 mil anos se passarão e mentiras existem desde os primórdios! Também não podemos deixar de lado q o livro trata o tema como ficção, contudo não há motivos para as pessoas se estressarem e ficarem nervosas, aliás acho q se a igreja católica não devesse não escondesse coisas de seus fiéis não ficaria tão preocupada com a publicação do livro e seu sucesso, outra coisa q eu acho muito errado na minha religião(catolicismo) é q eles jamais tentaram explicar as coisas para os seus fiéis, pq queimavam as mulheres na fogueira? é óbvio q por achar q elas eram bruxas q não era, pq até hoje eles mantém manuscritos super protegidos? porq cuidado de não estragá-los q não é!!! pq colocam as mulheres sempre abaixo dos homens sabendo q elas são tão importantes quanto eles, simplesmente pelo fato q se ela não existisse os homens não existiram, porq eles dizem q nascemos com o pecado original, se quando nascemos somos apenas uma criança q não conhece nd da vida, e somos culpados por uma coisa q não fizemos? toda vez q vejo uma criança nascer eu me pergunto isso, o ser humano nasce perfeito a sociedade q o corrompe, quando nascemos somos puros, frutos do amor de nossos pais e não do pecado deles” e o livro é ótimo excelente, não acredito no q ele diz, mas ele serviu pra me deixar com várias indagações quais sitei algumas á cima” fico feliz por poder expressar minha opinião” pensem mais, reflitam e tirem suas próprias OPINIÕES, PQ UMA PESSOA SEM SUA PRÓPRIA ÓPINIÃO NÃO É UMA PESSOA É UM ROBÔ FORMADO POR UMA SOCIEDADE, MUITAS VEZES MANIPULADORA, INJUSTA E TANTAS OUTRAS VEZES PRECONCEITUOSA! (este é um dos lados do nosso mundo é claro q ele não deixa de ser um mundo lindo e belo por causa de poucos q acham q mandam nele, afinal não somos donos do mundo mas sim filhos dele”

  • Armando

    Hum…….. Uma vez Millor Fernandes escreveu…”A História é uma Estória contada por alguém que não esteve lá” Tsssssss

  • Armando

    E….também a questão de Maria Madalena ser prostituta a Igreja Católica, no final dos anos 60, já tinha a certeza que não era ela e sim outra Maria, Mas a própria Igreja Católica esqueceu de dizer isto ao mundo Cristão.

  • Maria Denize Cardoso

    Maria Madalena nunca foi prostituta. Existe uma confusão com aquela que Jesus
    defendeu de ser apedrejada. Maria Madalena foi uma viúva riquíssima, apesar de
    que, ela própria escolhia seus parceiros.
    Jesus um Espírito Iluminado de alta estirpe não se contaminava pelas vicissitudes nem pelas paixões. Pena que a Bíblia omitiu fatos importantes e deturpou outros.
    Vale a pena ler: “O SUBLIME PEREGRINO”

  • Pedro

    Primeiramente o livro “O Código Da Vinci” é vendido como ficção (do Michaelis: 1 Ato ou efeito de fingir. 2 Simulação. 3 Arte de imaginar. 4 Coisas imaginárias. Obra ou literatura de f.: aquela cujo enredo é criado pela imaginação do autor.), ao contrário da Bíblia que é vendida (ou doada outras vezes com o lucro das vendidas) como verdade. Em segundo lugar, qualquer mentira é mais verdade do que as contadas pela igreja. Não podemos deixar de acreditar que muitas ideias contidas no livro trazem consigo uma possibilidade (atente-se a essa palavra) de verdade. Infelizmente algumas bases do livro de Brown são difíceis de ser comprovadas, não temos como saber se realmente os documentos que ele fala existem, então realmente seria descuido acreditar em tudo que está lá. Uma coisa que faz muito sentido no livro é o fato de a igreja sempre querer distorcer as coisas, e de falar mais em diabo que em Deus. Eu particularmente acredito sim que Deus exista (do Michaelis: 1 O Ser supremo; o espírito infinito e eterno, criador e preservador do Universo.) mas não como a igreja conta, é lógico que deve ter algo por trás de tudo, sem dúvida alguma, mas acho difícil ele mandar “funcionários” para fundar redes de rádio, televisão, ostentar riquezas no vaticano ou ser contra o uso de preservativos. Uma ideia que acredito que muitos não conheçam, mas que realmente é muito interessante é a do Deísmo (pt.wikipedia.org/wiki/Deísmo – Independente quem escreveu essa página, as idéias são ótimas), onde acredita-se em Deus porém não se acredita nos contos de fadas das igrejas. O que muitos ainda estão tendo dificuldades de ver é que hoje as igrejas são grandes empresa, que lucram milhões e não declaram um centavo. Dan Brown escreveu o livro sim para ganhar dinheiro e fama, Henry Ford fez isso, Bill Gates fez isso, enfim, qualquer um que tivesse a mesma oportunidade faria isso. Quanto ao trecho sobre a Disney, não é um absurdo que Walt Disney quisesse mostrar isso, não que o espírito de Leonardo Da Vinci estivesse informado a ele que a missão dele na terra era essa, mas nada me garante que ele não tivesse interesse em cutucar a igreja, mesmo sem acreditar em toda essa história do Sagrado Feminino. Enfim, tenho fé em Deus, quanto ao Código da Vinci e a Bíblia, posso apenas resumir que são boas fontes de renda, para Dan Brown e para as Igrejas.

  • Marcos

    Quero deixar registrado uma grande decepção. Nós humanos somos, a séculos obrigados a viver com mentiras e enganações, que hoje não conseguimos enxergar, ou não queremos enxergar isso. Só que enquanto fechamos os olhos hoje, quer para as crenças religiosas enganosas quer para a situação para onde estamos levando o nosso planeta, esquecemos que estamos deixando uma herança maldita para nossos filhos, onde o próprio ato de viver será impraticável. Que nossos filhos nos perdoem de nossas incompetências e covadias.

    PS – Concordo com todas as palavras do amigo que deixou o comentário anterior esó queria reforçar um ponto do Sagrado feminino, deixando os preconceitos e ignorâncias de lado, Deus é o dador da vida e deixou a mulher incumbida de produzir a vida, tá… com uma minima participação do homem, Pense nisso! Deus é o dador da vida, e as mulheres é que são capazes de gerar uma outra vida.

  • DANIELA SOUZA

    - O CODIGO DA VINCI TEM SUAS VERDADES E SUAS MENTIRAS, CABE A CADA UM, DISCERNIR O CERTO DO ERRADO !

  • http://hotmail.com Alexandre Duarte Dias

    eu acho que a questão não é essa o que aconteceria se jesus fosse um simples homem mortal e que tudo isso que sabemos hoje teve pressão de grandes líderes religiosos ,para desacreditarem certas religiões e alavancar o Catoliscimo nos dias de hoje,não nos cabe se Jesus era um ser a frente de sua geração mais que com ele o mundo se tornou atualmente isso , e se a concepção da busca do graal,for outra coisa, a busca da espiritualidade daqueles tempos em que jesus andava junto ao povo que o consagrou,eu sou Espirita e acho que não importa a religião mas os ensinamentos que vc aprende .e te levam na direção do aprendizado e saber fazer coisas para ajudar quem quer que seja ,que todos nós estamos aqui por uma razão sermos igualmente ao cristo ,levará muito tempo mas temos que começar algum dia as mensagens começam a aparecerem muitas coisas que acreditamos irão desmoronar outras irão eclodir ,mas tudo isso é a evolução nossa em busca do maior entendimento de todos quem foi Jesus equem somos Nós.um ano de muitas realizações e descobertas para auxiliar não somente nosso ego mas toda a humanidade .Namastê……..

  • Just one

    concordo com um comentário que li por aqui, o livro é vendido como ficção, Brown só nos mostra fatos que nos levam a pensar na história de um outro modo, eu particularmente não acho que a bíblia seja 100% verdadeira, afinal de contas, quem garante que ao longo dos anos ela não foi modificada? e como sabemos que aquilo que nos ensinam é a verdade, nós não estavamos lá, entao cabe a cada um achar o que é certoe ter sua fé, tem coisas que ele nos faz pensar de uma maneira diferente, mas em momento algum o livro é considerado como verídico.