Sedentário & Hiperativo




22/abr Mad Fer It #4

por MarciaLima em Mad Fer It, colunas às 3:35

madferit.jpg

Nada melhor do que um episódio inédito de Heroes como presente de aniversário, neam? Assim, saio de meu inferno astral em grande estilo. Abaixo o preview do episódio 19 -que vai ao ar na próxima segunda-feira, 23 de abril (EUA)- e promete ser o acontecimento da semana. Salvem Peter Petrelli, salvem o mundo.

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Mas, como vocês já devem ter notado, esta é uma coluna sobre música. Então, voltemos ao assunto. :

honorary

Em 2004, eles surgiram como uma boas surpresas do rock independente pós-ano-dois-mil. Com identidade própria e melodias de chorar. Literalmente. Agora, ele retornam com trabalho novo senão melhores, igualmente surpreendentes. A banda se chama The Honorary Title e Scream and Light Up the Sky é seu segundo disco -e a estréia por uma grande gravadora.

Tudo começou em 2003 como projeto solo do nova-iorquino Jarrod Gorbel. Logo ele recrutou o multiinstrumentista Aaron Kamstra e, no ano seguinte, os dois lançaram Anything Else But The Truth, ou o disco do panda fofinho sangrando. Mergulhados em influências que vão de Elliott Smith à Bright Eyes, o duo combina emoção pura com pop bubblegum e um certo humor ácido, resultando em canções que desafiam as simples classificações por gêneros.

Tente pensar na melancolia de um Jeff Buckley vivendo na era YouTube. Tente pensar nas tatuagens de Chris Carrabba nos braços de Julian Casablancas. Tente pensar em Dashboard Confessional menos adolescente. Tente pensar em Bright Eyes mais pop porém menos Cassadaga. Junte à isso um vocal cuidadoso, característico e você pode imaginar de quê estamos falando.

Aquele mundinho de garotos durões que não dizem o que sentem passa longe desta banda que não tem vergonha de demonstrar seus sentimentos. Ambos os discos são intimistas. A diferença entre os dois álbuns está na formação, que passou de dupla à quarteto (com a entrada de Jon Wiley e Adam Boyd). E na produção. Se o primeiro ficou a cargo do senhor Roger Moutenot, o homem por trás do disco Electropura, do Yo La Tengo, o segundo é de ‘responsabilidade’ de Rob Schnapf. Rob quem? Schnapf. O produtor dos últimos discos de Elliot Smith.

Em Scream and Light Up the Sky, a ser lançado pela Warner Bros. em junho, os refrões já não são tão colantes como em Frame By Frame ou Bridge and Tunnel, do disco de estréia. Talvez porque as letras estão mais focadas, mais pessoais. O tema é o mesmo. Amor. Então, se você está num momento Brett Anderson, achando que o ‘amor está morto’, este é um momento para rever conceitos.

Sem economizar nos vocais bem colocados, nas palavras muito bem escolhidas e muito menos na interpretação característicamente emocional, o disco começa bem, com Thin Layer, uma das poucas canções mais urgentes em um álbum repleto de baladas. Untouched and Intact, a faixa três, é para alegrar os fãs antigos e soa como as mais animadas do primeiro disco. Mas é Stuck at Sea a mais cotada a hit com o baterista -agora oficial- Adam Boyd mostrando a que veio. Far More disputa o posto de balada mais bonita do iPod e é a favorita de Gorbel, o compositor e vocalista. Se houver alguma régua do roquenrou, pode-se dizer que esta música ficaria em algum lugar entre o power pop e o pop punk. The City Summer é a porção brilhante da bolacha. Com direito à lá, lá, lás, inclusive…

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Atualmente a banda está em turnê com os não-menos-legais Minus The Bear, o que os credencia de forma ainda mais positiva.

www.thehonorarytitle.com
http://www.myspace.com/thehonorarytitle

The Long Blondes

longblondes

A cena musical de Sheffield + a busca pelo pop perfeitinho + o charme do art rock. Como dândis do novo milênio, três gurias e dois caras, publicaram um manifesto em seu website dizendo:

“Vocês têm todas estas bandas parecidas com Joy Division – e é tão fácil de fazer as linhas de baixo e o vocal minimalista e angustiado. Nós, ao contrário, preferimos soar como os Carpenters do que como estas cópias de Joy Division. Nós não ouvimos Beatles, Stones, Hendrix, Doors ou Dylan. Escolhemos nossos instrumentos e aprendemos a tocar.”

Kate Jackson, a vocalista do Long Blondes, faz um lance bem diferenciado porque não canta como se estivesse em um girl group nem em um riot girl, como dezenas por aí. É muito mais chique. Chique mesmo. Tanto que foi parar em uma matéria de moda do jornal The Guardian. A guria tem um estilo todo retrô – não apenas em shows mas também no dia-a-dia -vindo diretamente da loja onde trabalha em Sheffield: a Freshmans Boutique. Não é por acaso, foi parar na lista dos 50 mais cool da NME, em novembro passado.

Reza a lenda que a banda foi formada após o grupo se encontrar diversas vezes nas mesmas bibliotecas, brechós e shows. Em abril de 2006 assinaram com a Rough Trade e em novembro lançaram Someone To Drive You Home. Antes do contrato com a Rough já haviam lançado 4 vinis 7”. O disco recebeu incontáveis críticas positivas e entrou para a lista de melhores do ano, sem falar em seus singles que arrebataram as paradas britânicas.

Ouça hoje mesmo: Lust In The Movies, Giddy Stratospheres, Weekend Without Makeup (vídeo abaixo), Appropriation (By Any Other Name) e Autonomy Boy.

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www.myspace.com/thelongblondes
www.thelongblondes.co.uk/

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  • 8 Protestos

8 Protestos

  1. Wagner disse:

    Parabéns pela coluna neste blog. Frequento o S&H há mais de um ano e acredito que a coluna Mad Fer It é o que de melhor apareceu por aqui. Curto muito indie rock e sempre fiz minhas pesquisas de sons novos através do last.fm, mas vocês têm me surpreendido com músicas novas que desconhecida e de ótima qualidade. Obrigado, continue assim Márcia.

  2. Detlef disse:
    perezhilton.com

    Adorei a primeira …faz chorar bastante ,coloquei nos meus videos favoritos .Mais a segunda eu jah vi em outro lugar e naum gostei muito naum ,sei lah …ela danca mau.

  3. natália disse:
    lazyeyes.wordpress.com

    Heroes…
    já ouvi falar, mas nunca vi. =/

  4. Thiago Augusto disse:

    Olá Má, acabou o Sobrecarga, mas o Mad Fer It sobrevive firme e forte…Parábens……
    Continuarei ler sua ótima coluna (com referências musicais bem legais)aogra no Sedentário e Hiperativo….
    Beijos

  5. Pedro disse:

    Uau!!!
    Depois do Sobrecarga acabar, e hackearem o Laboratório Pop eu achei que nunca mais ia ler essa coluna, que tinha se tornado leitura obrigatória semanal. De repente eu encontro o Sedentario e Hiperativo, espero que dure pra sempre!

    Ah, maravilha :)
    Amanha tem Heroes!!! \o/

    Beijos Marcia, continue com o bom trabalho.

  6. Cool disse:

    Acho que um dos Mad Fer It deveriam falar do The Used muito legal essa banda mesmo sendo desconhecida.. :cool:

  7. Tampa disse:
    tampablog.blogspot.com

    Já disse anteriormente, aqui na coluna, que não curto o som melódico e choroso que é tocado pelas bandinhas atuais mais pop’s do que rock. Mas diga quem quiser que HC e EMO/Indie (ainda não descobri a diferença) são o mesmo estilo.. insana essa pessoa né?

    Mas beleza.. vo parar de apedrejar os emocionais..

    A banda The Long Blondes faz um som legal.. foge do meus principios sobre rock, mas é um som de boa qualidade.
    Mas eu gostei apenas do som..
    Pq pra mim .. pode ser o próprio elton john.. dizer que nao curte, nao escuta ou é contra/odeia Beatles, Stones, Hendrix, Doors ou Dylan é a mesma coisa que dizer:
    “Nunca vivi e não gosto da vida (emo?)”

    Até revoltado fiquei agora..!!

    :flame:

    Mas.. sobre a coluna ? Continua loca poca!

    Só uma coisinha que gostaria de perguntar a você (alias varias).

    > Você acredita na volta do Guns n’Roses?

    > Qual a diferença entre Indie e Emo.. som, estilo.. oq??

    > E domingo foi aniversario do brasil ( :beer:), então, qual sua opnião sobre o rock nacional, que ainda nao foi alvo da coluna ? Tem futuro.. ou o brasil gosta da ligua enrrolada. A maioria do brasileiro nao manja mto de ingles, entao, a preferencia da musica rock americana seria ressaltada pelo ritimo ?

    > E, falando em bandas nacionais, o que acha do CSS (cansei de ser sexy).. tanto em termos de qualidade de musica qnto a campanha advinda da NET. A Internet atrapalha ou ajuda as bandas de música??

    Se você vai responder? Nao sei (poderia né?) .. mas msm assim ta de parabéns a coluna.

    Tampa > Momento entrevistador!

    rs rs

    Valeu aii.. :thumbs:

    e Ta de parabens!!

    :ohgod:

  8. MarciaLima disse:
    sedentario.org

    -Wagner, tu não tens idéia de como fico feliz ao saber que vocês curtiram os sons.:D
    -Detlef, a Kate até que dança bonitinho, vai? rsrsrs.
    -Natália, se você é fã de seriados sugiro que não perca mais nem um minuto e confira os primeiros episódios de Heroes. Eu sou apaixonada por umas 500 mil séries, mas esta é de longe a mais empolgante.
    -Thiago, quanto tempo rrsrss! Que jóia encontrar você por aqui, rapaz.
    -Pedro, essa coluna é tipo o vilão dos filmes, saca? Às vezes parece que tá acabou mas depois volta pra incomodar mais meia dúzia de alminhas hehehe. E a parceria com o S&H tem tudo pra dar certo. Estou adorando publicar os textos aqui!
    -Hey, Cool, concordo com você. The Used é bem legal. Assim que eles lançarem material novo, em maio, pode saber que aparecerão por aqui ;)

    -Quantas perguntas, repórter Tampa! rsrsrsrs
    Bom, essa coisa de emo e não-emo é bem polêmica mesmo. Precisaria de uma coluna inteira para falar sobre. Nem toda banda’tristinha’ é emo. Ou chitaozinho e xororó seriam os pais do emo no Brasil rsrsrs. Tecnicamente, Emo é um filhote do hardcore com andamento mais lento que o normal e letras tristes. Só que hoje em dia tudo o que é ‘emocional’ é taxado como emo, o que é uma bobagem sem tamanho.
    1)Não acredito não. Pra mim é só uma estratégia caça-níquel.
    2)Emo é um tipo de música com características do hardcore e letras melódicas. Indie é abreviação de independente, ou seja, qualquer banda lançada por selos (gravadoras pequenas) é indie. Aí dentro deste universo de bandas que estão fora das grandes gravadoras existem vários gêneros (twee, shoegazer, post-rock, brit, etc).
    3)Não sou grande entusiasta do rock feito no Brasil. Atualmente poderia citar três bandas que curto muito (Superguidis, Viana Moog e Poliéster). O resto é muito derivativo (falo das que conheço, mas não conheço todas, neam? rsrsrs): a maioria me lembra Los Hermanos, ou é mod sem um pingo de cratividade, ou tem letras péssimas (bonde do rolê é um dos maiores e piores exemplos hehehe). Mas espero que tenha futuro, sim. Sempre tem.
    4)CSS é bom. Não é meu tipo de banda, mas é divertido. É uma das bandas onde a qualidade não é tão importante quanto o feeling. Um show de CSS vale mais pela festa em si do que pela técnica dos músicos. A internet ajuda e muito. Se eu tivesse uma banda, rezaria toda a noite agradecendo pelo surgimento da rede. Imagina como era em 1980, no começo dos 90.. para conhecer uma banda independente você tinha que importar discos. Pra importar discos precisava de muita grana. Pra ter acesso a uma revista de música de qualidade gastava mais algumas verdinhas. A maior parte da informação estava restrita a quem podia pagar. A internet democratizou a informação. Santa internet, batman! rsrsrsrsr

    A resposta está quilométrica e deve ter uns 300 erros de digitação porque estou com sono hehehe. Mas acho que é isso. Que bom que estão curtindo.

    Bjao! :bye:

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