Sedentário & Hiperativo





 

“…Não entendia o que era hierarquia, mas ele respeitava Bino que, diferente de Júlio, se vestia muito bem e nunca reclamava de dificuldades. Ele sabia como ganhar dinheiro facilmente. Sua relação com seus clientes não exigia humilhações, portas trancadas e vidros fechados, eram negociações, e com o rendimento dessas negociações comprava coisas melhores que ele, Júlio, o jornaleiro e todos os outros trabalhadores do seu semáforo…”

“…deixou o plástico em cima da mesa e rapidamente dirigiu-se a porta, liberando a entrada para seu marido que perguntou se a encomenda havia chegado. Repousaram-na em cima da pasta de couro do homem que, com folha de um prontuário, dividiu o pó branco em diversas fileiras simétricas, consumidas instantaneamente….”

“…mas não era a vergonha comum de não ser percebido pelos outros, de ter que pedir para comer, de causar medo nos pedestres que atravessavam a rua quando o viam. Não era a vergonha de dormir no chão, de andar sozinho, de ter que pedir para o borracheiro lavá-lo com a mangueira ou de passar entre os carros com a mão estendida. A vergonha não era por ele, era por Júlio, que havia dado-lhe três bolas e o ensinado a jogá-las, junto com seus filhos…”

“…comida podre, seringas descartáveis e pessoas amontoadas umas sobre as outras. Pensou em sair daquele lugar horrível, mas o convite de um grupo o fez ficar: sentiu-se visível. Convidaram-no para sentar-se junto a eles e, em retribuição, ofereceu parte do seu lanche. Chegou a se achar importante…”

COMO PARTICIPAR DO PROJETO ”O COMEDOR DE LIXO”?

CAPÍTULO 1 - QUAL O PREÇO DA LIBERDADE?

CAPÍTULO 2 - O CRIME COMPENSA?

CAPÍTULO 3 - QUAL CAMINHO TRAÇAR?

CAPÍTULO 4 - O QUE SOU EU?

CAPÍTULO 5 - EM QUAL MENTIRA VOU ACREDITAR?

LEIA O CAPÍTULO 6 E DÊ SUA SUGESTÃO PARA SEQUÊNCIA DA ESTÓRIA!

NOTA DO AUTOR:

Para ajudar ”O Comedor de Lixo” faça como nossos parceiros que divulgaram o livro: http://umafabulasobreavaidade.wordpress.com, http://entaorelaxa.blogspot.com, http://ueba.com.br, http://www.yahooposts.com, http://copicola.blogspot.com, http://www.danosse.com, http://cervejabem.brogui.com, http://aprendizdeescritor.com.br, http://etcsa.blogspot.com, http://www.tiagobispo.com, http://umafabulasobreavaidade.wordpress.com, http://coisasdehomem.hitechlive.com.br, http://moskitoloko.blogspot.com, http://leiloeilolhe.blogspot.com, http://blogdopato.brogui.com, http://flycarrot.wordpress.com, http://cronicasdeumavidasemsentido.wordpress.com.

Muito obrigado a todos que continuam mandando sugestões para a estória ficar cada vez mais interessantes. E também a todos aqueles que enviam correções - AlineB -, tanto de sintaxe quando gramaticais. Essa revisão é muito importante!  Agradecimentos ao Marcos Leandro [etcsa.blogspot.com], o ilustrador do nosso livro.

A experiência do “cadáver esquisito” foi muito boa!!! Apenas algumas pequenas modificações, mas os textos de vocês estão quase na íntegra no corpo da estória. Confiram suas participações e dêem sugestões para  seguimento de “O Comedor de Lixo”.  Valeu! A saga de Rato chegará, em breve, ao fim!

CAPÍTULO 6:

O COMEDOR DE LIXO - CAPÍTULO 6 - POR QUE ME QUER BEM?

Tocou a campainha…

…ninguém atendeu. Rato esperou mais um tempo e tocou novamente. Era um som prolongado e suave. Nenhuma resposta. Impaciente, apertou o botão mais uma vez e logo se virou, caminhando a procurando de Bino. Ao dar o segundo passo escutou o ranger da porta. Olhou para trás e viu algo que o hipnotizou: a mulher mais bela de todas, vestida apenas com uma camiseta. Rato ficou imóvel.

- Foi o Bino que te mandou aqui moleque? [1]

Rato, com olhos arregalados e respiração ofegante, respondeu positivamente com a cabeça.

Desconfiada, ergueu o braço e rapidamente trouxe o embrulho para dentro de casa, com a outra mão, enquanto fechava a porta, entregou o dinheiro ao garoto assustado. Rato caminhou rapidamente para a esquina para dar o dinheiro a Bino e receber sua parte da negociação. Não sabia quanto dinheiro foi entregue pela bela moça, mas, para ele, dez reais era um bom lucro de quase 5 horas de trabalho no semáforo, passando lentamente com a palma da mão estendida entre os carros. Imaginou como uma mulher tão bonita, com tanto dinheiro e uma casa tão luxuosa compraria drogas. Pensou que esse seria o motivo de o comércio ser tão promissor e comentou com Bino:

- Dá dinheiro, né? Gente rica, né?

Bino puxou o franzino garoto com força, que, desequilibrado, foi levado a um beco próximo a esquina. Conferiu o dinheiro e entregou-lhe o que era devido:

-Toma teus dez conto! [2]

Não era comum obter dez reais em uma só investida. Rato, apesar de sentir-se febril e ainda dolorido, experimentou uma sensação de conforto e dever cumprido. Deu alguns passos em direção ao semáforo. Olhando para a nota cor de rosa e deslumbrando-se com o pássaro de grande bico, quase sorriu, até seu raciocínio foi interrompido por uma pergunta, em tom de ordem:

-Qué mais dez conto amanhã, Rato? [3]

Olhou mais uma vez pra nota e respondeu que sim, gesiculando com a mão que segurava os dez reais. Não poderia perder a oportunidade, afinal Bino era seu intermédio mais próximo com a prisão. O comércio ilegal daquele pacote talvez fosse a única possibilidade concreta de conseguir alguma confusão com a polícia.

Quando percebeu, seu parceiro já havia ido embora. Não entendia o que era hierarquia, mas ele respeitava Bino que, diferente de Júlio, se vestia muito bem e nunca reclamava de dificuldades. Ele sabia como ganhar dinheiro facilmente. Sua relação com seus clientes não exigia humilhações, portas trancadas e vidros fechados, eram negociações, e com o rendimento dessas negociações comprava coisas melhores que ele, Júlio, o jornaleiro e todos os outros trabalhadores do seu semáforo. Disse, encantado com a nota:

- É dinheiro! [4]

Enquanto Rato caminhava para o semáforo, na luxuosa casa a bela mulher abria o pacote devorando o conteúdo com os olhos. A campainha tocou. Deixou o plástico em cima da mesa e rapidamente dirigiu-se a porta, liberando a entrada para seu marido que perguntou se a encomenda havia chegado. Repousaram-na em cima de pasta de couro do homem que, com a folha de um prontuário, dividiu o pó branco em diversas fileiras simétricas, consumidas instantaneamente. Depois de todo o ritual, o médico, repousando suas pernas sobre a mesa e sentado no sofá, comentou sobre um fato ocorrido na igreja e que conheceu um pequeno garoto, baixo, magro, negro e de cabelos escuros, que precisava, urgentemente, ser medicado, ou a bactéria infecto-contagiosa da leptospirose poderia destruir o sistema imunológico já frágil do menino.  [5]

- E como você vai reconhecer ele? Na rua o que mais tem é menino preto e perdido.

No caminho para seu estratégico ponto de trabalho, observou as vitrines de diversas lojas. Merecia gastar aquele dinheiro tão facilmente conseguido e imaginou nas muitas coisas que poderia comprar se continuasse a estreitar usas relações com Bino. Enquanto caminhava distraidamente, segurando o dinheiro recebido pelos seus serviços, esbarrou em Júlio, que lhe perguntou:

-Rato, onde arrumou esse dinheiro? Saiu lá de casa cedo, não avisou a ninguém. Não foi fazer besteira, né? [6]

Grunhiu ao ver a expressão de desconfiança do malabarista que tanto o tinha ajudado no dia anterior, alguma coisa se apoderou dele, não entendia a sensação, uma espécie de ódio de si mesmo, o que alguns chamam de vergonha. Mas não era a vergonha comum de não ser percebido pelos outros, de ter que pedir para comer, de causar medo nos pedestres que atravessavam a rua quando o viam. Não era a vergonha de dormir no chão, de andar sozinho, de ter que pedir para o borracheiro lavá-lo com a mangueira ou de passar entre os carros com a mão estendida. A vergonha não era por ele, era por Júlio, que havia dado-lhe três bolas e o ensinado a jogá-las, junto com seus filhos. Correu sem rumo, para não ter que dar uma resposta. E chorou.

Aquele sentimento atiçou sua memória, lembrou-se de um acontecimento da sua infância, um objeto brilhante que pegou de sua mãe, não por maldade nem ganância, mas só por que tinha um brilho dourado. Quando perguntado sobre o objeto, mentiu. Mas, quando sua mãe o colocou para dormir, aquilo escorregou de suas mãos e ela viu. A repulsa de si mesmo brotou pela primeira vez. [7]

No semáforo, o jornaleiro, mais uma vez, contava em voz alta, empunhando um dos volumes:

- Disseram que os presos daqui da cidade estão loucos pra fazer uma rebelião! Tão dizendo que a comida ta azeda e que a cadeira ta com mais preso do que deveria. E o pior, né? A polícia tá em greve! Quero ver quem vai impedir daquilo lá explodir qualquer hora!  E, do jeito que o povo ta sem emprego aqui fora, a quantidade de preso lá dentro só vai aumentar mesmo…  Saiu no jornal que essa semana acharam um preso lá dentro que já deveria tá solto há bem 4 anos…

Enquanto os trabalhadores do semáforo escutavam as notícias, Padre Lino e a freira procuravam por Rato para encaminhá-lo ao hospital da região. Sabiam que grande parte dos indigentes que se beneficiavam da distribuição de sopa da paróquia circulavam durante o dia pelas proximidades daquele ponto. Mas ele, que observava tudo longe, não queria ser descoberto, sentia repulsa só de olhar para o padre. [8] 

Resolveu aguardar em um beco que costumava abrigar moradores de rua mais velhos e alguns viciados.  O mesmo beco no qual Bino foi detido pela polícia enquanto repassava algumas de suas mercadorias. O local era uma extensa viela, com paredes de tijolo aparente e diversas latas de lixo, aonde, aos montes, os usuários de drogas serviam-se. As caixas de ar condicionado dos prédios ecoavam um som sombrio naquele corredor em que se reuniam os excluídos, consumindo o que lhes sobravam. A penumbra, formada por alguns toldos velhos, escondia os rostos em vultos, não permitindo diferenciar velhos, jovens, mendigos ou viciados. Rato, então, pensou que ali poderia ser um refúgio, até que pudesse retornar ao seu semáforo e continuar com seu trabalho. Antes de entrar no beco, sem saída, pediu para um rapaz que entrava na lanchonete comprar-lhe um refrigerante e um sanduíche. Fez questão de pagar pela refeição.   [9]

Seu corpo estava dormente e a cabeça muito pesada, precisava descansar. Caminhou entre as paredes do grande corredor e encontrou um lugar ainda pior do que o que estava acostumado a dormir: comida podre, seringas descartáveis e pessoas amontoadas umas sobre as outras. Pensou em sair daquele lugar horrível, mas o convite de um grupo o fez ficar: sentiu-se visível.

Convidaram-no para sentar-se junto a eles e, em retribuição, ofereceu parte do seu lanche. Chegou a se achar importante. Mesmo que para aquele grupo de excluídos e moribundos não era invisível, haviam percebido sua existência, sem mesmo precisar fazer algo de errado.

Enquanto repousava seu corpo febril, imaginou que poderia ganhar muito dinheiro trazendo drogas para aquele pessoal. Apesar da sujeira, alguns ali aparentavam ser de família rica, assim como a casa em que entregou o pacote em nome de Bino. Se conseguisse a droga sem o intermédio de Bino, faturaria uma quantia maior. Mas como conseguir isso? De onde começar? Quem procurar? [10]

Ele sabia que, dessa vez, teria que pensar. Precisava de um plano para ludibriar Bino e descobrir como entraria para o negócio sem dividir seus lucros. Estava cansado de ser passado para trás. Essa era a chance que esperava, o dinheiro fácil e a oportunidade de, finalmente, conseguir por em prática seu principal: ser preso.

Enquanto divagava sobre o que poderia fazer com seus lucros, não percebeu a volta de seu mal-estar. Pensou em ter uma bola de verdade e um grande campo gramado. Vomitou. Pensou em entrar no shopping e se deliciar com aquela variedade imensa de comida nas lixeiras. Pensou em ser recebido por inúmeras mulheres estonteantes de camiseta. Vomitou de novo, sangue dessa vez. [11]

COLABORAÇÕES DESTE CAPÍTULO:

Imagem por Marcos Leandro - www.etcsa.blogspot.com 

*Título por Carlos Henrique (RIK)

1. Tiago Bispo http://tiagobispo.com
2. Prolixo Lacônico - http://www.prolixo.com
3. Tiago Bispo http://tiagobispo.com
4. Egito
5. willi
6. Pedro Bini
7. Thomas
8. Israel
9. Marco Leandro - http://etcsa.blogspot.com
10. Marco Leandro - http://etcsa.blogspot.com
11. AlineB 

PROPOSTAS DE INTERAÇÃO PARA O PRÓXIMO CAPÍTULO:

1. Você acha que Padre Lino e o Médico devem encontrar Rato para tratarem de sua doença?

2. Rato deve ou não experimentar o uso de algum entorpecente?

3. Agora é a hora de decidir. Rato acompanhará Bino ou Júlio? Ele conseguirá ludibriar Bino ou aceitará a ajuda de Júlio?

4. Sintam-se a vontade para escrever a sequência da estória, assim como ocorreu no capítulo anterior com a experiência do “cadáver-esquisito”.

5. Vocês acreditam que, nas eleições para prefeito de suas cidades, esse ano houve alguma mudança de consciência da população? Os candidatos escolhidos parecem estar dispostos a mudar as condições dos Ratos de nossas cidades? Ou trabalharão apenas em benefício próprio e de seus partidos?

Como já disse. A saga do nosso herói está chegando aos seus últimos capítulos. Agora a participação de vocês é mais importante do que nunca para o desfecho do enredo! Contamos com vocês e até a próxima quinta-feira! Abraços.

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11 Protestos

  1. Egito disse:

    1 - A aproximação de um padre que não dá valor ao Sacramento da Ordem, sendo pedófilo e um médico viciado em drogas (cocaína, segundo o texto) não iriam ajudá-lo.

    2 - Sim! O interessante é divulgar como as drogas afetam a nossa sociedade (creio que isso não seja nenhuma novidade) e também os efeitos que um drogado sofre (dependendo do entorpecente), no entanto não seria certo torná-lo um dependente químico.

    3 - Rato está completamente focado na idéia de ser preso, somando a isso, tem o fator do dinheiro fácil, ou seja, no momento o Júlio fica de fora. Agora… acompanhar Bino ou tentar ludibriá-lo?
    Hmm… Bino está nesse mundo a um bom tempo, por sua vez, Rato é completamente despreparado para o tráfico, e com certeza não saberia nem por onde começar, por tanto o melhor para o Rato seria acompanhar Bino nas suas “mutretas”, nem que fosse para ganhar experiência e aprender melhor como funciona esse mundo.

    4 - Depois eu escrevo. =D

    5 - O Eduardo Paes teve uma candidatura MUITO rica, agora eleito, o próprio terá de acertar suas contas com o pessoal que o apoiou. Agora eu pergunto:
    “- Como Eduardo Paes irá desembolsar tamanho valor?”

    Uma coisa interessante que o nosso atual prefeito propôs e que pode influenciar na vida do Rato é o aumento de guardas-municipais.

  2. Rodrigo disse:

    O que a Mart’nália tá fazendo no desenho?

  3. Tiago Bispo disse:
    tiagobispo.com

    1. Sim
    2. Não
    3. Bino, porém nunca deve abandonar a influencia do Júlio e criar uma personalidade propria. E claro conseguir ludibriar o Bino sendo mais importante que ele na hierarquia do crime. Ele não deve aceitar a ajuda do Júlio porém acho que o Júlio tem que agir como a sua consciência; aquele que pode dar uma boa opnião sempre que ele precisar, porém nem sempre ele deve escutar o conselho, mas ficará guardado na sua memória.
    4. depois com mais tempo eu escrevo alguma coisa interessante, mas se alguem quizer escrever, eu achei interessante o Rato voltar na casa do médico depois de alguns dias, e o médico que receberá o intorpecente.
    5.Sou paulista e tenho uma boa visão politica, e vejo a politica como um bloco que apenas deseja o lucro proprio esquecendo do povo. Para mim não faz diferença as alianças PT/PMDB ou DEM/PSDB, até mesmo porque essas alianças querem o lucro extremo, que em umas regiões os “eternos inimigos” (PT e PSDB) se juntaram, me refiro a BH.
    Em São Paulo quem ganhou foi o El Loco Kassab. Votei nele porque não voto no PT, já cometi esse erro quando votei no Lula no seu primeiro mandato; mas acho que nada vai mudar. Talves até mude alguma coisa para classe média ou baixa, porém o rico ficará cada vez mais rico e o misserável continuará misserável.
    Sabe que é o culpado? O Tio Lula, que prefere fazer uma troca muito justa com o povo, 100 pilas por mês em troca da aprovação automatica nas escolas.
    A cultura do brasileiro hoje em dia é uma bela e gostosa bunda sarada. Daqui a uns 50 anos será uma velha bunda pelancuda e cheia de celulite.

    Faço uma pergunta porque o candidato a prefeito gasta mais com a sua campanha politica se comparado com o seu salario durante todo o mandato?

  4. Tiago Bispo disse:
    tiagobispo.com

    A me esqueci de uma coisa, gostei muito da atitude e o conteudo do livro, porém gostaria que o livro fosse maior, e pudessemos explorar muito mais essa tal historia de ficção, como por exemplo ele virando um mega traficante com grandes influencias politicas.

  5. Egito disse:

    Huahuahua… Lendo o comentário do Tiago Bispo, lembrei de “Sanctuary”. Para quem não conhece, segue o link:
    http://www.universohq.com/quadrinhos/2006/n30062006_11.cfm

  6. Tony Esposito disse:
    flycarrot.wordpress.com

    1. Sim

    2. Não deve!!!

    3. Aceitara a ajuda de Julio

    4. X

    5.Aqui no Rio de Janeiro parece que nada mudou, Gabeira quase ganhou e ele só pretendia fazer sacanagem com o Rio de Janeiro e fazer coisas para a Zona Sul mas ainda bem que Eduardo ganhou, seus projetos são mais centrados para as áreas de alta carência, acredito eu que com isso vai melhorar muito a vida de cariocas de classe baixa.

  7. willi disse:

    1. É fundamental que Rato tenha a ajuda dos dois, sem Rato na estória não haverá estória… (ta ficando muito manera!)

    2. O contato com as drogas é de grande importância, ja que, pra vender seu produto, ele tem que saber de seus efeitos. (imagino Rato como um Mega traficante… - bela idéia Tiago Bispo!)

    3. Deve seguir Bino!. e com malemolência, conseguirá dar o tombo nele e assumir o seu lugar.

    4. Colocar a imagem do prefeito e pessoas poderosas na cidade, seria interessante, indéias de corrupção, vinculo com o Padre e Médico, idéias cabulosas, como: “caça ou rato” no intuinto de “limpar” a cidade dos mendigos.

    5. Rá… essa corja como sempre ta na mesma, proposta boa todos tem…
    coloca-las em pratica ja é outra Estória!…
    quanto mais leio, mais me desanimo!
    vamos ver nos proximos quatro anos…
    so cuiabazão pra saber!

  8. Jota Chapagua disse:
    estrangia.blogspot.com

    1-Sim o padre e o médico o encontrarão, mas Rato não aceitará ajuda e os descartará.
    2-Não, seu negócio é ganhar dinheiro com ela.
    3-Rato acompanhará Bino, por causa do dinheiro fácil e deixaxrá Júlio, Rato vai passar a perna em Bino, os dois disputarão clientes, Rato se arma e mata Bino, apesar de Júlio insistir em ajudar Rato não quer ser ajudado e domina o tráfico, passa a ser respeitado e como nunca antes ser visto, e consegue ganhar muito dinheiro, esquece da idéia de ser preso. Quando a polícia descobre que foi ele quem matou Bino.

  9. Esperanto disse:

    “…até seu raciocínio foi interrompido por uma pergunta, em tom de ordem…” até QUE seu raciocínio foi interrompido por uma pergunta de BINO, em tom de ordem…
    “…gesiculando com a mão…” GESTICULANDO
    Já imaginando o final da estória, começo a observar singularidades muito parecidas com o livro “A hora da Estrela” de Clarisse Lispector, principalmente o final. Percebo que Rato tem muito em comum com Macabéa. Imigrante alagoana no Rio, é só mais uma entre tantas; ninguém a percebe. Arruma um namorado, mas este a troca por sua amiga; vai na cartomante, a qual prevê, finalmente, felicidade para Macabéa, e ela virá do estrangeiro. Assim que Pôs os pés na rua, foi atropelada por Hans dirigindo um Mercedes. Teve, finalmente, seu estrelato, por fim A Hora da Estrela.
    Quantas semelhanças existem entre nosso herói e a heroína de Lispector! Mas, afinal, não somos todos assim? Vivemos em busca de algo que não sabemos explicar; somente buscamos – buscar por buscar.
    Rato começa mais um dia sem saber o que buscar. Levanta-se com dificuldades, mas disposto a por em prática aquela idéia que havia pensado toda a noite:
    - Vou fazer o meu negócio!
    Sobe o morro atrás de Bino, quer perceber todo o movimento da droga. Rato sabia que com o tráfico poderia ir logo para a cadeia, e esse seria seu momento; iriam perguntar pelo seu nome, colocá-lo junto com outros presos iguais a ele, até teria um arquivo no seu nome ou mesmo um julgamento. Rato havia escutado muitas coisas na rua. Depois dos últimos acontecimentos, era isso que ele queria.
    - Tão cedo aqui nas parada muleque? Quer tirar mais uma grana, né?

  10. Marcos Leandro disse:
    etcsa.blogspot.com

    1- Devem encontrá-lo, porém, logo após esse encontro, Rato manterá contato
    apenas com o médico, que o levará um dia pra tua casa, e Rato conhecerá
    como é a vida da classe alta. Também reconhecerá a mulher e descobrirá que
    a droga que ele havia entregue àquela mulher era também para o médico.

    2- Rato acaba usando algum tipo de droga, na esperança de esquecer ou pelo
    menos sair um pouco da realidade. O que o encorajou foi um dos viciados do
    beco, que lhe disse que não sentia os problemas da vida por causa daquilo
    que usava. Rato então acaba usando.

    3- Rato sabe dos riscos que tem em entrar para o mundo do crime e das drogas,
    mas ele mesmo sabe também quão vãs serão as tentativas de sucesso, se acabar
    po seguir Julio. Mas também não dava pra trabalhar praticamente de graça pra
    Bino, e fervilhava mil planos para conseguir ludibriar Bino. Acaba decidindo
    O lado de Bino.

    4- Um pessoa que ajudará muito Rato será a mulher do médico. Que vai encorajá-lo
    a procurar por sua mãe e por todo seu passado. Algo que realmente precisa para
    conseguir seguir em frente.

    5- Pelo que parece, cada vez mais o interesse político é mais político.
    Não vi nenhuma proposta para a melhoria da vida de moradores de rua. Creio
    que isso seja por que eles não paguem imnpostos, então não têm muita importancia.
    Afinal, quem liga pra mendigos? Quem está preocupado se ele pode morrer essa
    noite ou não? Nem os mais pobres dão importancia para eles!

  11. Leo prosopopeio Cardoso disse:
    sedentario.org/o-comedor-de-lixo

    Pessoal,

    Desculpem a demora, última semana do ano letivo. Muita correria.

    Próxima semana o capítulo 7!!

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