02/out O Comedor de Lixo: O primeiro livro interativo da Blogosfera brasileira - Capítulo 4 - O que sou eu?
por Leo prosopopeio Cardoso em O Comedor de Lixo às 0:58
“…olhou para suas mãos esqueléticas, com dedos finos, pretos e longos. “Parece mão de macaco”, pensou. Queria culpar alguém pela sua desgraça, mas como pensava pouco, culpou a si. De quem teria herdado esse corpo feio, essas mãos de macaco e essa aparência imunda?”
“…percebeu que quase todas suas lembranças eram de sua vida na rua: sua sobrevivência diária, sua atividade mecânica de passar entre os carros com a palma da mão estendida, seus encontros descartáveis e sua peregrinação de bicho em busca do que comer…”
“…era quase um milagre estar há quase dez anos nessa atividade, os exemplos que via provavam que o mercado de trabalho das ruas não era tão benevolente. Estava ficando velho demais para depender da boa vontade dos outros…”
“…acreditava com veemência que a prisão era sua única solução. Seria uma benção ter refeições certas diariamente…”
Sempre sonhou em ser escritor? Faça parte do primeiro livro interativo da blogosfera brasileira! Conheça a saga do menino de rua Rato e escolha o seu futuro para o quinto capítulo de “O Comedor de Lixo”.
“O Comedor de lixo”, novo projeto do Sedentário & Hiperativo: uma análise sobre a falta de oportunidades no país que joga seu futuro na sarjeta.
COMO PARTICIPAR DO PROJETO ”O COMEDOR DE LIXO”?
CAPÍTULO 1 - QUAL O PREÇO DA LIBERDADE?
CAPÍTULO 2 - O CRIME COMPENSA?
CAPÍTULO 3 - QUAL CAMINHO TRAÇAR?
NOTA DO AUTOR:
Quer ajudar nosso projeto? Além de interagir com nossa estória você pode fazer como blogdopato e o flycarrot que essa semana postaram sobre “O Comedor de Lixo”. Faça o mesmo e ganhe seu link aqui!
Agradecemos, como sempre, a participação de todos no post anterior, que ajudaram a traçar o perfil psicológico do nosso herói. Nesse cápítulo exploraremos o interior do personagem. Espero que o projeto esteja fazendo todos nós - como disse Luiz Trevisan - enxergar o problema social que estamos tratando durante a trajetória do Rato.
Um muito obrigado a Luiz Trevisan pela correção gramatical do Cirque du Soleil. Obrigado ao Eduardo e o Tiago Bispo que atentaram ao erro no “abriu e fechou” do sinal. Também ao Alexandre Andrade sobre a correção do patro por prato. Além de Esperanto que chamou a atenção ao “começa” quando deveria estar escrito “começo”. Tudo já foi corrigido.
A experiência vivenciada por Bruno, contada nos comentários do post anterior quando falou do menino de rua que fez questão de pagar seu próprio lanche no drive-thru, mostra que a sabedoria não é apenas uma qualidade inerente à quem teve oportunidades na vida. Nosso Rato, assim como o garoto do fast food, também pode ser muito sábio, mesmo que condicionado ao determinismo da sua existência e sua linguagem pobre.
Segue, portanto, o Capítulo 4 de “O Comedor de Lixo”. Confira se sua idéia foi utilizada e dê sua sugestão para o futuro do personagem na próximo capítulo. Esperamos sua participação!
CAPÍTULO 4:
O COMEDOR DE LIXO - CAPÍTULO 4 - O QUE SOU EU? [1]
[*]
Acordou no meio da noite com falta de ar. Não sabia que horas eram. Chovia muito, as ruas estavam vazias e o céu sem nenhuma estrela. Pensou que talvez estivesse resfriado, ou com muita fome, não sabia diferenciar[2]. Lá estava ele, mais uma vez, sentado sozinho naquele papelão úmido, tentando se proteger da tempestade. Em uma das muitas poças que se formaram próximo[3], conseguiu enxergar seu reflexo: era feio, pequeno e sujo. Na água enlameada, sua imagem foi refletida e, em meio ao silêncio e o deserto da madrugada, como em uma revelação, percebeu que existia de fato. Não era invisível, apenas não o enxergavam. Olhou para suas mãos esqueléticas, com dedos finos, pretos e longos. “Parece mão de macaco”, pensou [4]. Queria culpar alguém pela sua desgraça, mas como pensava pouco, culpou a si. De quem teria herdado esse corpo feio, essas mãos de macaco e essa aparência imunda?
Tentou reconstruir a imagem de sua mãe, que havia visto pela última vez aos quatro anos de idade, antes de ser encaminhado pelo conselho tutelar ao orfanato[5]. Lembrou de um pano branco que ela usava sobre os cabelos, mas não conseguiu ver seu rosto[6]. Lembrou do dia em que a polícia havia levado sua mãe, muito barulho e gritos. Haviam arrombado a porta da sua casa, bagunçado e destruído o armário. Lembrou que jogaram sua mãe dentro de um carro e da voz doce de uma mulher que o pegou pela mão e explicou que não mais poderia morar com sua mãe e que agora ele ficaria com outros garotos, até encontrar outra mãe e um pai, que nunca apareceram. Lembrou-se de quando saiu do orfanato, andando lentamente pela porta da frente, no dia de visitas, em que todos os outros meninos vestiam suas melhores roupas, tomavam banho, escovavam os dentes e eram visitados pelos futuros pais e mães. Ele não, ele tinha mão de macaco. Ele era preto, sujo e feio. Ninguém o visitava, e até o esqueciam nesses dias, quando resolveu ganhar o mundo e sair do orfanato, com a esperança de encontrar seu universo além daqueles muros.
Fez força para lembrar como sua mãe o chamava, mas não conseguiu[7] seu único nome era mesmo Rato. Uma das poucas lembranças claras que tinha do orfanato era o teto sobre seu beliche[8]. Algumas tábuas de madeira posicionadas verticalmente, alinhadas de forma perfeita, que com o passar dos dois anos que permaneceu no orfanato, devido a uma infiltração, apodreciam aos poucos e pingavam lentamente nos dias de chuva sobre seu colchão. Por diversas vezes tentou informar aos administradores do lar para órfãos sobre o problema, mas suas reclamações eram insignificantes. Ninguém o escutava nem fazia esforço para entender seu dialeto incompreensível. Também não conseguia fazer amizade com os outros meninos do orfanato, o que contribuiu a não exercitar sua capacidade de relacionamento, nem aprimorar seu vocabulário pobre. Comunicava-se, desde que foi afastado de sua mãe, principalmente por gestos e barulhos guturais. Naquela noite chuvosa, sentiu saudade do teto podre.
Percebeu que quase todas suas lembranças eram de sua vida na rua: sua sobrevivência diária, sua atividade mecânica de passar entre os carros com a palma da mão estendida, seus encontros descartáveis e sua peregrinação de bicho em busca do que comer. Lembrou de Júlio, de Bino, dos garotos que costumava jogar bola na praça, do jornaleiro, lembrou do senhor do carro preto que havia lhe dado algumas roupas e do segurança do shopping que, delicadamente, o enxotou do estabelecimento. Mas e ele - se perguntou - quem seria ele? Será que um dia encontraria seus pais? Não se lembrava nem do rosto de sua mãe, parecia impossível reencontrá-la[9].
Mais uma vez teria que se virar por conta própria. Não conseguia vislumbrar um futuro, mesmo com sua determinação animal, não tinha real esperança de que pudesse sobreviver mais muitos anos peregrinando nas ruas da cidade. Era quase um milagre estar há quase dez anos nessa atividade, os exemplos que via provavam que o mercado de trabalho das ruas não era tão benevolente. Estava ficando velho demais para depender da boa vontade dos outros e não possuía nenhuma habilidade que o fizesse prover seu sustento sozinho. Passou a mão no bigode ralo que brotava da pele suja. Acreditava com veemência que a prisão era sua única solução. Seria uma benção ter refeições certas diariamente, um lugar seco para dormir e ser parte do grupo de presos, enfim existir.
Rato sentia-se fraco, a tempestade o havia deixado realmente doente, talvez até tenha delirado, em virtude da febre, durante a noite. Aquela não havia sido uma noite qualquer[10]. Era sexta-feira, o dia em que a panificação da avenida substituía os salgados feitos na terça e preparavam uma nova remessa para o final de semana. Aquela sexta era o dia mais esperado por ele e por dezenas de outros indigentes, que, organizadamente, faziam fila à frente da padaria para receber sua parte do estoque que iria ao lixo. Levavam sacos plásticos e jornais para embrulhar cada saborosa iguaria que lhes eram entregues pelos empregados do estabelecimento, sem muito cuidado ou higiene. A refeição para ele era um banquete imperdível e uma oportunidade de economia, já que, pelas 12 horas seguintes não precisaria se alimentar.
Chegou ao semáforo, com frio e com o corpo dolorido. O jornaleiro já estava sentado sob o monte de jornais lendo as notícias do dia. Sentia-se importante, como se fosse o primeiro a saborear as novidades da cidade, do estado, do país e do mundo. Imaginava o trabalho de um jornalista como um super-poder, de transformar mistério em notícia, desvendar segredos e esclarece-los a população ignorante. Não sabia que o dono da editora (que já possuía uma gráfica com o mesmo nome) era o presidente do partido com o maior poderio político da região, ex-senador e eminente empresário da agropecuária brasileira. Mas não importava, as sagradas notícias eram fatos inquestionáveis, apesar de sempre fazer, em seus moldes, uma análise crítica delas [11]:
-Rato, soube que a polícia ainda não voltou da greve? Ta faltando assim para o presidente mandar o exército vir aqui resolver o problema [12]. Eles fizeram protesto de novo na frente da prefeitura, e o prefeito lá encurralado, e o maior quebra-quebra. Agora lá na comunidade tá a maior desmoralização, assaltaram meu filho chegando da escola e tomaram a bicicleta do menino. Eu tenho culpa de a prefeitura não aumentar o salário dos homi? O prefeito ta lá, cheio de segurança, e meu filho não pode mais andar de noite na rua da casa. Isso sem contar que mataram outro na esquina da minha casa. A polícia parada, os bandido na rua e nós, homem de bem, preso dentro de casa. Tem aqui uma parte, com um depoimento do presidente dizendo que o “Risco-Brasil”, numa tal de cotação externa, caiu. Esse tal “Risco-Brasil” pode ter caído, mas o risco de viver no Brasil, ta cada vez maior.
Ele concordou com a cabeça, esperando chegar o tal do exército que, se prendia até polícia, prenderia ele instantaneamente.
Espirrou mais uma vez e sentiu seu corpo pesado e fraco. Como o movimento financeiro do semáforo, nas sextas-feiras, era menos lucrativo, decidiu retirar o dia de folga [13] e reavaliar seu plano de ir à cadeia. Caminhou lentamente procurando algum lugar em que pudesse repousar. Encontrou, na calçada de um prédio, uma grande lixeira vazia e posicionou-se embaixo de sua tampa de ferro [14]. Quieto, tremendo e ardendo de febre, enquanto o vento soprava algumas gotas de chuva, aguardava ansiosamente a hora em que a lanchonete substituiria os salgado, talvez uma boa refeição curasse seu mal estar.
Esboçou um raciocínio sobre sua estratégia, a atitude na noite anterior, durante a distribuição da sopa, e a tentativa de quebrar os vidros da construção. Concluiu que não adiantaria agir impulsivamente com hostilidade, isso não o levaria à cadeia[15], principalmente porque a polícia não estava preocupada com suas atitudes insignificantes, precisava de um plano mais engenhoso e elaborado. Mas, para isso, seria necessária a ajuda de alguém. Mas a quem poderia recorrer?
Bino, caso já estivesse nas ruas novamente, seria uma ótima alternativa, conhecia a prisão por experiência e sua atividade com o narcotráfico da região seria certamente o caminho mais curto entre Rato e a prisão. Mas Júlio, que sempre se ofereceu em ensinar a arte dos malabares, parecia ser muito inteligente e possivelmente o ajudaria a pôr seu plano em prática. Além de que, já que tinha dois filhos, sempre tratava todos os pequenos garotos do semáforo com muito carinho e cordialidade. Se questionou diversas vezes sobre a quem deveria contar seu plano genial e qual dos dois seria mais confiável.
Decidiu que era hora de levantar e seguir à lanchonete para ser um dos primeiros a receber o resto dos salgado. Levantou-se rápido e sua visão ficou turva e escureceu gradativamente até suas pernas adormecerem levando-o ao chão. Com a queda, sua cabeça bateu na calçada molhada e, antes de desmaiar, ouviu apenas uma voz feminina:
- Coitado! [16]
COLABORAÇÕES DESTE CAPÍTULO:
* Imagem por Marcos Leandro - www.etcsa.blogspot.com
1. Luiz Trevisan, Tiago Bispo http://tiagobispo.com , Alexandre Andrade http://blogdopato.brogui.com
2. Esperanto e Bruno – http://quepagaquanto.blogspot.com
3. made in china
4. Esperanto
5. Alexandre Andrade
6. Marcos Leandro – http://etcsa.blogspot.com
7. Marcos Leandro – http://etcsa.blogspot.com
8. Bruno Cobbi – http://aprendizdeescritor.com.br e Alexandre Andrade
9. Luiz Trevisan
10. Luiz Trevisan
11. Esperanto e madeinchina
12. Tony http://flycarrot.wordpress.com.br, Tiago Bispo – www.tiagobispo.com e Marcos Leandro http://etcsa.blogspot.com
13. Bruno – http://quepagaquanto.blogspot.com e Anarcoplayba http://anarcoblog.wordpress.com
14. Bruno – http://quepagaquanto.blogspot.com
15. Alexandre Andrade – http://blogdopato.brogui.com e Lucas Balduino
16. Bruno – http://quepagaquanto.blogspot.com
PROPOSTAS DE INTERAÇÃO PARA O PRÓXIMO CAPÍTULO:
1 - Quem deve ser a mulher que encontrou Rato desmaiado na calçada?
2 - Quem será o tutor de Rato? Há uma metáfora, como nos foi proposto, sobre o caminho que o personagem deve seguir: o bem ou o mal. Bino (minitraficante) ou Júlio (malabarista)?
3 - Qual a doença de Rato? Como ele pegou a enfermidade? O que vai acontecer com sua saúde? Você quem escolhe!
4 - Eu, pelo menos, já estou prestando mais atenção nos meninos de rua que passam o dia nos semáforos da minha cidade. Você tem percebido eles com mais atenção também? Conte sua experiência.
Até a próxima quinta! Espero que estejam gostando da trajetória de nosso herói. Contamos com sua colaboração para o 5º capítulo. Domingo, quando votarem, pensem se seu candidato também enxergaria o Rato no semáforo! Um grande abraço!




































Nosso querido Rato não cresceu sendo contaminado pela síndrome narcisista da sociedade de hoje. Ele não leu revistas de beleza, nem sabe que “o Brad Pitt é lindo”. Não porque não o possa ver, mas porque aprendeu a focar sua própria atenção em outras coisas, como, por exemplo, a sobrevivência em si. Aliás sua percepção sensorial vai além da nossa. Aprendeu a sentir o cheiro quente de um pão mesmo estando muito longe da padaria. Prefiro a idéia mais descritiva da coisa, sem o rótulo: a descricão do seu rosto, cada detahe, deixando o julgamento de sua beleza para os leitores. Isso o deixaria mais inocente. (Mas se realmente é necessário rotulá-lo agora, poderíamos fazer com que ele se lembrasse do dia que alguém - devido a algum motivo, talvez uma discussão – o chamou de feio pela primeira vez. E como ninguém o havia chamado de bonito, era feio mesmo)
O começo do terceiro parágrafo ficou um tanto ambíguo pra mim. Ele não sabia qual era seu verdadeiro nome? Ou apenas não se lembrava da forma (do jeito materno) que sua mãe o chamava? Como as pessoas no orfanato o chamavam então? Qual foi a primeira pessoa que o apilidou de Rato? Como foi o momento? O que ele sentiu quando lhe deram esse nome?
PS: No segundo parágrafo notei que o termo “sua mãe” foi escrito quatro vezes. Ficou repetitivo, mas poderíamos substituí-lo por algo gramaticalmente mais adequados. Na primeira linha do terceiro parágrafo, ao invés de “sua mãe” poderíamos adicionar “sua genitora”.
Respondendo…
1 – Depende da entonação de “coitado”. A mulher (seria ela uma criança?) passou por ele, disse “coitado” e prosseguiu?
A) Coitado num tom de “coitado, meu Deus, espero que alguém o ajude”. Poderia, então, ser sua tia. Que não o havia reconhecido… Na verdade, ela tentava esquecer que um dia ele havia nascido, mas talvez tudo possa mudar. Poderíamos criar um capítulo sobre sua vida, comentar sobre a vida de sua irmã, mãe traumatizada do Rato, explicar a história, o escândalo, o desespero… Datalhes!
B) Ou “Coitado” no sentido de “Caralho, machucou? Deixa eu te ajudar a levantar, menino!” Vi o comentário do nosso amigo Bruno, no capítulo 3, mas também não consegui “ouvir” a forma que coitado foi dita. Poderia então ser uma mulher casada que estuda o comportamento dos seres humanos (assistente social?), que não consegue engravidar? Poderia ela adotá-lo? Veremos…
2 – No que queremos que Rato se transforme? Queremos mesmo que ela vá pra cadeia? Dependendo disso eu mudo minha opinião em relação a quem deveria ser seu tutor. Por mim, ele não vai pra cadeia. Poderia ir pra um circo, ele tem que ter alguma habilidade! Ele aprende algo, conhece alguém, trabalha, é ensinado, conhece um filósofo e nos dá, por fim, uma lição de moral de como viver e enfrentar a vida. Mas quem sabe… na prisão tudo pode acontecer. Não sei responder tua pergunta, amigo.
3 - Fácil! O Rato pegou leptospirose, já que pode haver contaminação direta por contato com a urina de animais doentes ou portadores. Nada mais familiar. Os ratos geralmente são reservatórios (animais que são transmissores) permanentes. Sintomas nos seres humanos: podem variar, desde casos leves quase sem sintomas, até outros com dor de cabeça, febre, vômitos, mal estar geral, conjuntivite, “manchas escuras na pele”, às vezes icterícia (“pele amarelada”), meningite, encefalite, e casos que podem chegar até a morte… Ele poderia pensar, da sua forma, que os ratos eram realmente sua família e estavam tentando fazê-lo se transformar em um. Quem sabe papos íntimos com ratos, daríamos uma voz ativa ao nosso herói. Reflexões profundas do âmago do seu ser seriam reveladas a sujos animais… Alguém poderia ouvir suas palavras. Talvez alguém o visse como um ser humano?!
4 – Caminhei um pouco mais além do centro de Dong Guan, e encontrei uns pedintes. Um velho, e duas crianças, um menino e uma menina, ambos com cerca de 7 anos. Aqui, devido a cultura, é tudo muito diferente. As crianças não pedem nos semáforos, mas pedem nas portas das lojas e supermercados. “Ora se alguém vai entrar lá, é porque, no mínimo, tem algum dinheiro”. Aqui ninguém se aposenta. Não existe isso na China. É preciso ter um filho, um filho homem, para que possa trabalhar e te sustentar quando a velhice se aproximar. É triste saber que, na verdade, existem Ratos não só no Brasil, mas no mundo inteiro.
tiagobispo.com
1 - Em uma cidade como São Paulo ou qualquer outra metropole no mundo, para se ter dó de um semelhante sem se preocupar com a sua posição social ou sua aparência, creio que tem que ser alguém puro, alguém com o seu Deus no coração. Então sugiro uma freira, ou uma beata, ou alguma mulher muito religiosa.
2 - Acho que ele poderia ser tentado pelos dois lados ao mesmo tempo em situações diferentes, por exemplo durante o dia pelo Julio e a noite pelo Bino.
Já pensei em diversas situações sobre o nosso amigo, mas sempre fica uma pergunta: Por quantos anos da vida do Rato esta historia se passara?
3 - Uma simples gripe. Se para nós ela nos dá 7 dias de problemas, imagina para um necessitado. Sendo que esta gripe pode virar uma pneumunia…
4 - Eu tambem ando prestando mais atenção nas ruas, não consegui contar quantos eu vi nas ruas de São Paulo, mas não com muita certeza eu vi nesses 7 dias mais de 50. Mas somente um me chamou a atenção. Foi sabado estava voltando do mecanico e do futebol, estava levando uma mochila pesada e meu capacete. Estava cansado e com fome, e vi dois sentados na porta do sacolão, e lembrei do livro, foi quando veio o dialogo:
- Ei tio me da uma moeda!
- Não tenho. (Costumo não ajudar com dinheiro, mas já levei um em um mercado e gastei R$ 50,00 em comida, já levei um pra comer no bar quando o vi comendo lixo, já ajudei vários)
Ele esperou dar dois passo e me indagou:
- Então vai tomar no cú seu são paulino filho da puta.
Sou um cara calmo e consciente dos meus atos. Quando escutei aquilo, no mesmo tempo fiquei com muita raiva e pena deste rapaz. Mas toda a minha ira fez com que eu parace, olhace para ele, gravasse a imagem daquele alemão que deve ter por volta dos seus 23 anos e com um brinco na orelha. Guardei aquela imagem. Fiquei com raiva a semana inteira deste rapaz. Mas amanha passarei na mesma hora e vou tentar manter um dialogo com ele e vou querer saber o porque ele falou aquilo. Vou querer saber o que ele pensa da vida, que sabe este eu possa ajudar sem ser com o dinheiro.
Garanto com toda a raiva que eu senti naquele momento, fui em casa falei com o meu irmão, e ele queria voltar para dar uma lição neste rapaz. Mas amanhã vou manter o dialogo.
sopadamosca.com
Made in China, adoro análises, gostei, bastante construtiva.
Correções: é apelidou, e não apilidou.
No trecho “meningite, encefalite, e casos que podem chegar até a morte…” não precisamos da vírgula depois de encefalite. E uma opinião de palpiteira: estes 3 pontos no final da frase não ficaram legais, parece preguiça de escrever um desfecho melhor. Mas nada pessoal, mesmo, temos sempre que analisar tudo.
Beijo da Mosca
Bia Mosca, obrigado! Se soubesse o quanto realmente gosto de aprender, me mandaria um e-mail com todas as mínimas correções possíveis. ;)Aliás, permita-me me auto corrigir agora. Adicionei um S a mais na última palavra do trexo “algo gramaticalmente mais adequados”.
PS-Off-Topic: Li um pouco do teu blog e quase mijei de tanto rir! Você é ótima! A BIA MIJOU NA CALCINHA, GENTE! (eu digo mesmo! Hahaha)
Dei uma lida rápida no texto de hoje, mas como estou com uma puta dor de cabeça ( gripe e esse tempo instável ) então estou sem idéias pra ajudar na trama hoje.
Fugindo do assunto, gostei desse texto do Made in China, sempre fui curioso em relação às culturas orientais. Nos conte mais sobre a China!
E, Bia Mosca, você é estudante de letras também?
quemundolindo.blogspot.com
Nossa, a história tá ficando boa, parabéns, quero contribuir para a daqui duas semanas, to meio sem tempo.
Eu imagino que ele tenha que ir para o lado “do bem”, pois imagino que isso mostraria que se você quiser realmente irá conseguir, mas se vocês querem uma história mais “zuada” manda ele pra cadeia vira traficante e etc..
Parabéns!
Abraço
Victor
quemundolindo.blogspot.com
tiagobispo.com
Ei Vitor o cara pde ser um traficante e a historia pode ser muito boa!
Aqui não necessariamente precisamos seguir o padrão globo de redação.
andrevitorio.com
Meu protesto é uma correção na nota do autor. “Drive-truth” seria “Drive-thru” - Só isso mesmo. Tou sem tempo de ler e ajudar… :/
Analisando o que literariamente significa esse projeto (estória), algo realmente chama a atenção: ele está sendo produzido na forma de folhetins, o qual se caracteriza pela divulgação temporal de capítulos, com o objetivo de atrair, atiçar, a curiosidade e a instigação do público. Surgiu com os prosadores românticos, e esta é a fórmula utilizada pela Globo até hoje em suas novelas. Mas a crítica social e a análise psicológica do personagem são características do Realismo. Talvez um Romance Realista? Não sou crítico literário, mas, com certeza, foi super interessante a idéia do livro interativo. As novelas da Globo, em si, também sofrem influência do público; se aquele enredo não agrada os telespectadores, observando a audiência, os diretores mudam a trama. Quero, com isso, afirmar que essa fórmula dá certo, pois atrai muito a atenção, como se pode observar com a participação de muita gente nesse blog. Sinto-me na obrigação de diferenciar uma coisa da outra: essa estória é muito mais interessante do que novelas; além de atiçar a imaginação, podemos realmente transformar-nos em escritores! Somado a crítica social do enredo e a interação interpessoal entre os co-autores, mesmo que virtual.
Coitado! … Rato abre os olhos! Vê tudo embaçado; um jogo de luzes misturado com pessoas, muita gritaria, confusão. Sua cabeça estava explodindo de dor, não conseguia raciocinar. Foi levado para o hospital. Uma mulher, a que o viu cair, percebeu sangue inundando aqueles cabelos espichados. Levou-o às pressas, com a ajuda de um taxista, para o pronto socorro mais próximo.
-“Você está bem?” Rato escuta a mesma voz feminina. “Estamos no hospital. Sua queda foi muito séria, enfaixaram sua cabeça e mandaram esperar pelo médico. Eu tenho que ir, tchau!” Rato não conseguia falar; viu a mulher dos cabelos dourados se distanciar: parecia um anjo! Na realidade, não tinha entendido quase nada do que ela falou. Além da grande confusão e barulho do local, Rato ficou em Estado de choque. Era um anjo.
Lá estava ele, esperando não sabia quem, nem o que. Via sangue, pessoas gritando, gemendo, macas alojadas no meio do corredor do hospital, pois não havia leitos para todos. Ouviu pessoas comentando ao seu lado, os policiais em greve ameaçaram invadir a prefeitura, entraram em confronto com o exército. Vários se feriram.
Tudo acontecia tão rápido. Tudo mudava. Seu corpo - aquele bigode ralo que crescia cada vez mais- pessoas indo e vindo. Não compreendia o que fazia no mundo. No meio daquela confusão, pensou em fazer algo para ir à prisão. Essa era a chance! Vários policiais alterados. Tinha que agir! Quando tentou se levantar, não conseguiu. Sua cabeça pesava, doía muito; além da fraqueza e da febre, sentia o corpo implorando por um pouco de comida. Não sabia o que fazer. Talvez se ficasse internado receberia comida, um leito, pessoas cuidariam dele. Não era tudo que procurava? Esperou. Pessoas de branco passavam a todo instante, mas ninguém lhe dava atenção. Sentiu, novamente, que as pessoas não o enxergavam. Estava sentado no chão do hospital. Tentou falar com uma moça de branco que passava, mas não foi escutado. Esperou muito tempo e decidiu ir embora. Ninguém o via!
Quem era aquele anjo? Não sabia explicar. Enquanto vagava pelas ruas procurando comida, pesava no seu plano! Como serei preso? Definitivamente, aquela seria a melhor opção. Não poderia passar mais tempo nessa situação. Estava desnutrido, além da solidão. - “O que aconteceu na sua cabeça?” Era a voz de Júlio. Rato explicou o pouco que sabia do que tinha acontecido. Falou até do anjo. – “Tá delirando, guri? Anjo não existe não, eles são pros playboy, pra gente só fica os diabinho mermo! Mas quer ver inferno? Inferno mermo é na prisão”. Explicava que seu filho mais velho foi visitar o pai biológico na prisão ontem. Seu pai reclamava da superlotação do presídio, das brigas entre as gangues, além de mostrar todas as marcas sofridas e feridas recentes. Falava isso tentando dar o exemplo de que ali era pior que o inferno.
Rato ficou confuso de vez. O que faria agora? Decidiu conversar com Bino. Talvez tudo aquilo não fosse verdade, não poderia existir um lugar pior que a rua.
Como foi comentado de que Rato talvez tivesse alguma doença, lembrei do Jeca Tatu. Desanimado, sem condições de pegar da enxada e – por isso – considerado preguiçoso, foi assim descrito por Monteiro Lobato quando o criou. Mas o problema era que Jeca Tatu sofria de “Amarelão”, tava infestado de lombrigas, e Lobato foi muito criticado pelos médicos sanitaristas. Após receber tratamento para o amarelão, Jeca Tatu ficou rico! Começou a trabalhar e comprou as fazendas da região.
Comparando com nosso herói: será que Rato sofre de alguma doença? Além disso, será que ele pode dar a volta por cima na sua situação aproveitando alguma oportunidade, ou mesmo se curando de algum mal?
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1) Vejamos, como disse o Bispo(?), em uma cidade grande, para alguem parar e se emportar com um mendigo (não me veio outra palavra =/ ), ou seria alguem que esteja na mesma condição, e ainda sim é capaz de não ajudar, ou alguem com muita bondade. Duas opções me vieram em mente, uma assistente social que ira se comover com o seu caso e futuramente ira lhe ajudar, ou a mulher de Julio, que fora levar algo para seu marido ou acompanhar ele. Ela que ja teria vivido em condições semelhantes se comove e tenta lhe ajudar, ela pode servir de ponte de ligação entre Rato e Julio, convencendo julio a ajudar Ele e tendo um papel materno na estória. Apenas espero que essa moça não seja a mãe dele, pois esse papo de mãe sumida (leia-se que abandonou o filho) que reaparece como coitada parece coisa de novela da globo ou programa sensacionalista da tarde.
2) Como imagino que a estória não va ser tão curta, acho que antes de escolher entre o “bem” ou “mal” ele deveria primeiro vivenciar ambos. O melhor jeito talvez seja uma rápida convivencia com a família de júlio (sua exposa, tentando ajudar Rato que havia se machucado na queda, leva-o pra casa para fazer curativo, se limpar, etc.), vendo o modo humilde como eles vivem, e depois lembrando das roupas e tenis novos que Bino usava. Com isso em mente, Ele vai procurar Bino, visando o dinheiro fácil e em quantidade razoável, que o deslumbrava. Depois de um tempo, pego pelos policiais, vai para uma casa de retenção de menores, e fica um certo tempo(?) ,onde convive com bandidos, traficantes, assassinos(ou algo do tipo), e vivencia algumas atrocidades ou algo que o marque no fundo(o.O). Depois quando sair de lá, já acostumado com o dinheiro fácil, volta ao tráfico, mas sofre influência da assistente social/mulher do Julio para o lado do “bem” . Isso vai provocar um guerra de pensamentos em sua cabeçinha, oq escolher? o dinheiro fácil, mas tendo que conviver com coisas desumanas, ou tendo que trabalhar para conseguir seus trocados no final do mês, mas de modo honesto e tranquilo. Tudo isso num pensamento mais simplificado e adaptado a mente do nosso pequeno (quase)anti-herói.
3)Apenas uma gripe é uma boa, como disse o Bispo (vc não é bispo neh? ^^) para uma pessoa sem condições adequadas, pode ser algo sério e bem chato. Porque nossso herói não pode ter uma doença séria, neh, ele ja sofre pra kcte, =P.
4) infelizmente ainda não, sou meio desatento, mas vou tentar. Lembrando de um causo ocorrido comigo dia desses, semelhante ao do Bispo ( porra, denovo esse cara nos meus comments… ), estava saindo do mercado, acho q fui comprar uma bolacha, tinha um mendigo sentado na porta, quando passei ele pediu uns trocados, falei que não tinha (por mais que eu tenha, eu não tenho, afinal so estagiário, ou seja: salario = quase nada), depois de alguns passos ele fala alto “brigado viu, vlw”, eu sem titubear(palavra bonita essa neh..) falei “De nada, trabalhar é bom viu, trabalhar é bom.”. É claro que eu menti na parte em que falei que trabalhar é bom, mas isso não vem ao caso, o caso é que o cara podia estar catando latinha, papelão ou até fazendo malabarismo no sinal para conseguir uns “trocados”, ao invés de ficar pedindo dinheiro pras pessoas que trabalharam para dar dinheiro a ele. Não, ele não era aleijado… Acho que não teve nada a ver com a estória, mas só pra consta.
E 2 pequenos erros que vi, falto coloca no plural : “A polícia parada, os ‘bandido’ na…” “substituiria os ’salgado’, talvez…”. Isso eu não tenho certeza, mas no “homi” do “aumentar o salário dos homi?” não deveria ter aspas, ou estar em itálico? De qualquer forma responda, fiquei curioso… xD
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Umas coisinhas 1): “…dos garotos que ‘costumava’ jogar…” acho que é costumavam, ou poderia ser “os garotos ‘com quem’ costumava jogar…”
2) faziam fila à frente da padaria, não seria :”…em frente da/à padaria…” ( não tenho ctza, mas acho q é isso se eu estiver errado, diga, pq revi isso na escola esses tempos).
3)”sentado sob o monte de jornais”, acho que é ’sobre’ ao invés de ’sob’
4)” Mas Júlio, que sempre se ofereceu em ensinar” , acho que deveria ser “… se ofereceu ‘para’ ensinar…”, o “em” poderia ser usado se o verbo fosse “interessar” ex: se interessou em ensinar…
Esta ficando mt bom hein…
Ps.: Não falo nada disso com alguma altoridade no assunto, apenas baseado nos conhecimentos adquiridos no ensino medio de um colégio publico, ou seja, não tenho cetza se estou certo, e se estiver errado por favor me corrijam…
No quarto paragrafo na parte:
Era quase um milagre ele estar a quase dez anos nessa atividade
ficaria melhor se fosse assim:
Era um milagre ele estar a quase dez anos nessa atividade
ou
Era praticamente um milagre ele estar a quase dez anos nessa atividade
abraços…
etcsa.blogspot.com
1 - Uma mulher desconhecida, mas muito bondosa, que levava na bolsa alguns remédios que acaba baixando a febre de Rato. Ela o levou paradebaixo de um coberto, atrás de um mercado abandonado, o cheiro não era dos melhores, mas pelo menos era seco e um pouco mais quente. Rato já nãodistinguia o cheiroso do fétido.
2 - A melhor opção é a de júlio, visto que anteriormente, mesmo estando junto de bino, a policia não o enxergou, e possível e novamente não o prenderia. Julio era mais experiente, apesar de ter sua família pra criar, era muito esperto e conhecia toda a malandragem das ruas, “provavelmente Julio foi preso quando era mais novo” pensou Rato.
3 - Rato contraiu pneumonia, tanto pelo frio quanto pelo estado subnutrido que se encontrava, ou ele encontrava um lugar melhor, ou poderia morrer durante uma dessas noites de frio.
Nos semáforos aqui da minha cidade, há muito mais “Júlios” do que “Ratos”. E não são pessoas que passam necessidade, pelo visto o fazem pelo simples fato de gostar.
Aqui são raros meninos que vivem literalmente nas ruas, os que pedem, estão apenas ajudando no orçamento familiar.
tiagobispo.com
Então Alexandre de uma certa forma eu sou um bispo, já que meu sobre nome é bispo dos santos…ta certo que não combino muito com ele. Mas como diz o ditado “Deus escreve certo com linhas tortas”.
Você já pensaram na situação de estarem no lugar de um morador de rua o que fariam?
Já conheci um que ficava na frente do meu colegio por volta do ano de 1998 e hoje ele é dono de um cebo perto da minha casa. Acho que ele ralou bastante par chegar aonde chegou. provavelmente faria o mesmo. Já que em qualquer profissão que tenhamos não importa o nosso grau de instrução, o que vale é a nossa intuição, inteligencia, e saber identificar uma boa oportunidade.
Eu achei este livro uma “boa oportunidade para tentar mudar o mundo”. Não importa que conseguimos atingir um milhão de pessoas e nenhuma delas realmente faça a coisa certa. Ficaria feliz em saber que somente um dos leitores realmente se comove com os outros tantos “Ratos” que existem em nossas cidades e possamos ajudar de alguma forma.
PS: Voltei na feira perto de casa, mas não emcontrei aquele transeunte.
tiagobispo.com
Ae Leo cade o 5 capitulo? Se precisar de ajuda fala ai!
[ ]s
Bispo
sedentario.org/o-comedor-de-lixo
Caro leitor,
O capítulo 5 será publicado na próxima quinta-feira, dia 16 de Outubro.
Abraços!
Aguardando ansioso aqui…
thelmomattos.wordpress.com
Tem como adiantar a prévia do que virá no próximo capítulo, podiam fazer um feed-mail enviando os capítulos a medida que fossem publicados, ou ainda uma prévia do conteúdo, quiçá uma sinopse…bem, este é o pedido, também não deixa de ser uma boa dica.
1-Acho que a tal mulher deveria ser esposa de um comerciante,ou algo do gênero,que o levasse para um hospital e depois disso cuidasse dele em sua própria casa,uma casa humilde,mas uma casa.Ela poderia arrumar um emprego para Rato,ou colocá-lo em uma escola.Com o desenrolar da história,Rato poderia se meter em alguma confusão e ser preso,não por vontade própria,e sim por “acidente”,sendo preso no momento em que ele mais desejasse estar livre.
2-Acho que Rato deveria manter contato com Bino e Júlio,oscilando entre o “bem” e o “mal”,conhecendo os 2 lados.
3-Rato poderia ter contraído leptospirose ou dengue.