16/out O Comedor de Lixo: O primeiro livro interativo da Blogosfera brasileira - Capítulo 5 - Em qual mentira vou acreditar?
por Leo prosopopeio Cardoso em O Comedor de Lixo às 14:10
“…foi forçado, devido a dor na cabeça causada pela queda, a fechar mais uma vez os olhos. Ao passar a mão na cabeça percebeu que estava descansada sobre um volume macio. Sentiu-se confortável, não lembrava como era a sensação de repousar sobre um travesseiro…”
“…enquanto tentava introduzir uma conversa, Padre Lino colocou a mão direita sobre a cabeça de Rato e a mão esquerda em sua barriga. Aquela cena, deitado na cama e alguém o acariciando, fez resgatar uma pequena lembrança de seu passado: Sua mãe, todas as noites antes de colocá-lo para dormir, costumava sentar em sua cama, o esperando adormecer…”
“…infelizmente, alguns deles são irrecuperáveis…”
“…chegar em silencio, tocar a campainha, pegar o dinheiro, entregar a mercadoria e sair em silêncio. O comprador já aguardava a entrega. Bino esperaria na esquina…”
Sempre sonhou em ser escritor? Faça parte do primeiro livro interativo da blogosfera brasileira! Conheça os cinco primeiros capítulos da saga do menino de rua Rato e escolha o seu futuro para o sexto capítulo de “O Comedor de Lixo”.
COMO PARTICIPAR DO PROJETO ”O COMEDOR DE LIXO”?
CAPÍTULO 1 - QUAL O PREÇO DA LIBERDADE?
CAPÍTULO 2 - O CRIME COMPENSA?
CAPÍTULO 3 - QUAL CAMINHO TRAÇAR?
LEIA O 5º CAPÍTULO E DÊ SUA SUGESTÃO PARA A SEQUÊNCIA DO ENREDO
NOTA DO AUTOR:
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Estamos chegando em um ponto crucial do enredo e, por isso, gostaria de pedir a ajuda de todos vocês a convidarem amigos para lerem e ajudarem na criação da nossa estória, estimulando todos nós no debate sobre o falido sistema social no qual Rato está inserido. Posso contar com vocês?
Como disse tiagobispo.com ”o livro é uma boa oportunidade para tentar mudar o mundo”. E é exatamente isso que devemos começar a fazer, como cidadãos: estimular a discussão sobre os grandes problemas políticos por que passa nosso país. Estamos, todos, dando um passo inicial para a mudança que desejamos, afinal, debater sobre um problema é o princípio de resolvê-lo.
Essa última semana recebi mensagens nos posts e no e-mail sobre erros nas falas dos personagens: gírias, falta de concordância, não uso do plural. Realmente, esses equívocos (durante osdiálogos) são propositais, uma forma de tentar demonstrar a linguagem em uso nas ruas.
Como perceberam, devido ao pequeno problema no FTP do Sedentário & Hiperativo, para que não fosse prejudicada a interação deste capítulo, semana passada não houve publicação. Mas agora voltamos a programação normal… firmes e fortes!
Por fim, vamos ao 5º Capítulo de “O Comedor de Lixo”. Confira se sua sugestão foi utilizada. Espero que gostem! Se não concordar com o destino do nosso personagem, é só mudá-lo, escrevendo sua proposta nos comentários.
CAPÍTULO 5:
O COMEDOR DE LIXO - CAPÍTULO 5 - EM QUAL MENTIRA VOU ACREDITAR?
Abriu os olhos rapidamente, como se despertasse desesperado de um pesadelo. Conseguiu observar, de forma embaçada [1], um teto muito alto, com telhas aparentes e fortes estruturas de madeira que seguravam uma cúpula de vidro por onde passava uma forte luz, que o encandeou. Foi forçado, devido a dor na cabeça causada pela queda, a fechar mais uma vez os olhos. Ao passar a mão na cabeça percebeu que ela estava descansada sobre um volume muito macio. Sentiu-se confortável, não lembrava como era a sensação de repousar sobre um travesseiro. Seu corpo ainda estava fraco e muito dolorido, olhou em volta e percebeu uma porta trancada e instantaneamente gritou:
- CONSEGUI!
Diferente de todas as outras vezes, usou a linguagem para expressar sentimento, antes, utilizava-a apenas como ferramenta de comunicação. Rato imaginou que estava preso. A sensação de conforto, quando repousado sobre o colchão revestido com um tecido tão macio, era a recompensa de suas investidas para conseguir efetivar seu engenhoso plano. Sorriu, profundamente, esticando a boca pálida e os olhos fundos. Havia obtido êxito, pela primeira vez da sua vida, sentia-se pleno.
Uma freira da paróquia do bairro [2] foi quem o encontrou no momento de sua queda e o levou, com a ajuda de outros pedestres, aos aposentos da Igreja. Medicaram-no, deram-lhe banho e o deitaram sobre a cama. Ao ouvir o grito de satisfação de Rato, a freira entrou no quarto.
- Ele acordou – falou alto, direcionando a voz para fora– Você está bem? Estamos na Igreja, sua queda foi muito séria, enfaixamos sua cabeça e lavamos o corte. Já chamamos um médico, ele está chegando, pode ficar calmo.
Rato percebeu que, mais uma vez, seu plano havia falhado. Bravo, tentou levantar-se da cama, para voltar ao semáforo, mas seu corpo estava debilitado e não conseguiu nem erguer o tronco da posição horizontal. O médico, um dos fiéis ativos no domingos da igreja, entrou apressado no quarto acompanhado do Padre e tentou acalmar Rato passando a mão em sua cabeça, que, estranhando aquele contado, virou o pescoço para o lado.
- Meu filho, você está queimando e febre! Pode ficar calmo, nós estamos aqui para cuidar de você [3].
Enquanto o médico tratava do Rato, que esboçava algumas reações, mas não conseguia impedir que os cuidados fossem-lhe aplicados, Padre Lino reconheceu o garoto franzino e comentou com a freira, que também assistia a consulta:
-Magda, pegue a foto que tiramos da fila da última distribuição de sopa – a fotografia havia sido tirada para o jornal mensal da paróquia, no qual as atividades filantrópicas do grupo eram publicadas, o que incentivava os fiéis a continuar contribuindo – esse menino é o que derrubou a sopa no chão e causou toda aquela confusão!
Verificaram a fotografia na máquina digital: Rato foi identificado. Após o tratamento médico com alguns antibióticos e a retirada, contra sua vontade, de uma amostra de sangue para que fosse realizado o teste sorológico [4], Padre Lino, pediu que o médico e a freira Magda retirassem-se do quarto, para conversar com o pequeno geroto. Sentou-se na cama, Rato estava deitado, olhando atentamente a cúpula de vidro do teto, com a esperança de que Pare Lino não o reconhecesse.
-Meu filho, por que você fez aquilo? Nós nos esforçamos tanto para dar sopa a todos vocês…
Enquanto tentava introduzir uma conversa, Padre Lino colocou a mão direita sobre a cabeça de Rato e a mão esquerda em sua barriga. Aquela cena, deitado na cama e alguém o acariciando, fez resgatar uma pequena lembrança de seu passado: Sua mãe, todas as noites antes de colocá-lo para dormir, costumava sentar em sua cama e espera-lo adormecer. Sentiu-se amparado e confortável. Instintivamente não reagiu e com uma voz suave, pela segunda vez, expressou o que sentia:
-Desculpe… É que…
Sua frase foi interrompida por um estranho movimento da mão esquerda de Padre Lino, que o acariciou na região genital enquanto dizia:
-Meu filho, claro que te desculpamos… Ninguém precisa saber do que você fez, que foi muito errado, aqui na igreja nós cuidaremos de você…
Rato sentiu-se envergonhado e com ódio e, com seus últimos esforços, levantou-se da cama esquivando-se das investidas de Padre Lino, que tentava o segurar e evitar um escândalo. Mesmo com muitas dores e sentindo o corpo fraco, correu em direção a porta e escapou da igreja. Padre Lino que, com aparência desesperada, tentava ser acalmado por Magda e pelo médico, disse:
-Infelizmente, alguns deles são irrecuperáveis.
Rato, com a cabeça enfaixada com grossas camadas de gaze, chegou ao seu ponto de trabalho e encontrou com Júlio [5], que estava acompanhado de sua esposa e de seu filho mais novo. Não soube explicar o que havia acontecido, mas o casal percebeu que ele precisava de cuidados, pois sua aparência estava mais debilitada do que o comum e seu olhar de desespero exprimia o caos que se passava em sua cabeça.
Júlio decidiu levar Rato para sua casa[6] e então alimentá-lo e tentar entender o que se passou. A residência era modesta, construída, com blocos, abaixo de uma encosta na qual os moradores da região plantavam algumas bananeiras, evitando o deslizamento nos dias de chuva. Havia dois cômodos, que distribuíam três camas, um pequeno fogão de duas bocas, um armário, uma televisão, um chuveiro, separado com uma cortina, uma pia e diversas bolas, de vários tamanhos, amontoadas junto a alguns bastões de madeira coloridos, o instrumento da trabalho de Júlio, que já ensinava sua arte aos seus dois filhos, aprendizes. Serviram-lhe um prato fundo de feijão com arroz e farinha de mandioca, que foi devorado, com ajuda de uma colher e as mãos, em alguns minutos.
- Rato, o que aconteceu, rapaz? [7]
Fez um gesto negativo com a cabeça, respondendo:
- Caí.
- Você tem que se cuidar, parece que tá muito doente. Se quiser, pode passar algumas noites aqui com a gente, pra não dormir nesse sereno, porque vai ficar pior. Hoje, como eu tirei o dia de folga, vou ensinar você e os meninos – apontando para seus dois filhos que assistiram atentamente a chegada daquele menino com a cabeça enfaixada – um pouco do meu serviço, quer aprender [8]?
Acenou que sim. Júlio entregou-lhe duas bolas de meia e iniciaram as atividades, que duraram toda a tarde. Rato há muito não brincava com crianças de sua idade e aproveitou o momento de aprendizado com os outros dois meninos, apesar de, algumas vezes, os músculos não responderem a seus estímulos. Sentia-se, ainda, cansado e com o corpo dolorido. Após uma boa refeição, quase que em família, de flocos de milho com açúcar, conseguiu dormir com a esperança de que, acordasse recuperado do problemático dia anterior.
Levantou-se mais cedo do que todos, ainda sentindo fortes dores na cabeça e, apesar da tranqüila noite de sono, o corpo exausto. Olhou em volta e viu os meninos, a esposa e Júlio adormecidos. Sentiu-se grato. Sabia o que era a gratidão, mas como não conseguia expressa-la. Por mais que se sentisse bem na companhia da família de Júlio não ficava confortável com o ambiente fraternal do humilde lar, preferiu sair antes que alguém acordasse. Decidiu caminhar em direção ao semáforo, sua toca[9]. Pensou sobre o aprendizado e a prosposta de Júlio em ensinar-lhe sobre a arte dos malabares. Essa seria uma ótima oportunidade de aferir lucro em seus rendimentos profissionais do semáforo, enquanto ainda não conseguia por em prática seu principal objetivo, ir ao cárcere.
Próximo dali, o médico chegou a igreja com o resultado do exame de sangue realizado no dia anterior. Havia-se diagnosticado leptospirose[10] em estado avançado, o garoto precisava ser reencontrado para a aplicação do tratamento adequado de penicilina.
No caminho, foi abordado por Bino, que havia passado a noite acordado realizando suas transações comerciais ilícitas. Lembrou-se do modo simples que vivia a família de Júlio e observou o bonito tênis de Bino.
-Que porra é essa faixa na cabeça? Andou apanhando de novo?
- Caí. Tu num tava preso?
- Os gambé me levaram para a delegacia, passei dois dias lá, dividindo uma cela com mais oito vagabundo. Mas não subi pra prisão não… Fiquei naquele inferno da delegacia mesmo, o delegado não abriu nem inquérito, porque a polícia ta de greve… Aí depois de dois dias me liberaram daquela merda… E eu to aqui, de volta a ativa!
- E como é a prisão!?
- Você é burro? Eu não fui pra prisão. Eu fiquei na delegacia, não fiquei no presídio. Lá na delegacia é uma merda, apanhei pra caralho, fiquei morrendo de fome e tinha até que revezar com os outro bandido pra dormir, mas eu sou bicho solto. Aguento! Agora to aqui de volta a ativa… Tá ligado? É o seguinte… Quer ganhar esses dez conto pra me entregar esse pacote ali naquela casa?
Já que, mesmo sem entender direito, sabia que as atividades de Bino eram contra a lei [11] e então poderia ser uma ótima oportunidade para conseguir alguma confusão com a polícia [12], Rato ergueu a mão para pegar o pacote, recebeu a encomenda e as instruções: Chegar em silencio, tocar a campainha, pegar o dinheiro, entregar a mercadoria e sair em silêncio. O comprador já aguardava a entrega. Bino aguardaria na esquina. Caso alguém perguntasse, eles não se conheciam. Ganhar dinheiro da forma de Bino parecia ser muito mais eficiente e rápida do que aprender a arte de Júlio, tarefa que, além de complicada, ainda necessitaria da boa vontade dos clientes do semáforo [13].
Durante o percurso até a residência em que efetuaria a entrega, Rato tentou imaginar uma possibilidade de ir diretamente para a prisão [14], sem ter que passar pelas torturas da cadeia, contadas por Bino. Seguiu caminho explicado e parou em frente a uma luxuosa casa, com grandes portões brancos, dois andares e muros cobertos por plantas.
Tocou a campainha…
COLABORAÇÕES DESTE CAPÍTULO:
*Imagem por Marcos Leandro http://etcsa.blogspot.com
1. Esperanto
2. Marcos Leandro http://etcsa.blogspot.com , Tiago Bispo http://tiagobispo.com
3. Esperanto
4. madeinchina
5. Marcos Leandro http://etcsa.blogspot.com
6. Esperanto, Alexandre Andrade http://blogdopato.brogui.com e Pedro
7. Esperanto
8. madeinchina
9. madeinchina
10. madeinchina e Pedro
11. Victor Ybarzo Fechine http://quemundolindo.blogspot.com
12. Alexandre Andrade http://blogdopato.brogui.com
13. Esperanto, Alexandre Andrade http://blogdopato.brogui.com, Tiago Bispo http://tiagobispo.com e Pedro
14. madeinchina
PROPOSTAS DE INTERAÇÃO PARA O PRÓXIMO CAPÍTULO:
Seguindo a dica de thelmomattos, a interação do capítulo 6 acontecerá de uma forma diferente: não serão propostas hipóteses. Vocês escreverão, literalmente, os acontecimentos do enredo. Funcionará da seguinte forma: Tentarei ficar online o máximo possível para aceitar os comentários instantaneamente e, então, o próximo a comentar deve continuar de onde o comentário anterior parou.
Para manter a coerência do enredo, peço que, antes de escrever sua parte do capítulo, leia o comentário anterior para que a estória fique coesa. Vocês estão livres para escolher o destino de Rato. Quando, na próxima quinta, o capítulo 6 for publicado indexaremos todos os comentários, buscando a proposta de texto do estilo “cadáver esquisito” utilizado, principalmente, por escritores surrealistas.
Então:
1. Leia o comentário anterior.
2. Escreva no seu comentário a continuação da estória.
3. Deixe um gancho para que o próximo leitor complete a sequência do enredo.
Para que o capítulo fique sintético, peço que cada um escreva apenas 2 parágrafos. Mãos na massa, criativade e conto com a participação de vocês! Abraços e até a próxima quinta!





































tiagobispo.com
…ninguem atendeu. Rato esperou mais um tempo e tocou novamente a campainha. Novamente ninguem atendeu. Impaciente Rato tocou a campainha e logo em seguida virou-se e começara a voltar para o semafaro. Porem quando deu o segundo passo escutou o ranger da porta. Olhou para tráz e viu algo que o hipnotisou. Era a mulher mais bela de todas. Ela estava vestida apenas com uma camiseta. Rato ficou imovel e ela perguntou:
- Muleque cade o Bino?
prolixo.com
Rato com olhos arregalados e respiração ofegante respondeu:
- Moça, o Binho me pediu para entregar isso para você e pegar o dinheiro.
A moça desconfiou no começo, mas acabou entregando o dinheiro para Rato.
No caminho de volta para o semáforo Rato pensou como uma bela moça, com um casão daquele podia usar drogas…”deve ser por isso que droga dá tanto dinheiro, o tanto de pessoa rica que compra”.
Voltou ao semáforo entregou o dinheiro para Binho e pegou seus dez conto.
Estava aéreo, não conseguia tirar aquela mulher da cabeça…
sedentario.org/o-comedor-de-lixo
Pessoal,
1. Podem escrever um pouco mais nas suas sugestões.
2. Nada impede que a mesma pessoa escreva mais de um “post” para dar sequência ao enredo.
3. Cuidado pra essa estória não terminar em romance da globo.. hahah =P
Abraços!
prolixo.com
Eu escrevi que Rato não conseguia tirar a mulher da cabeça, mas não queria deixar como uma paixão dele…
Ele apenas ficou intrigado com a mulher….
hhehehehe
Não quis transformar em um romance da globo…
Abraços
tiagobispo.com
Quando Rato já ia embora Binho o chamou e falou:
- Quer mais dez conto amanhã?
Rato nem pensou duas vezes, já que o próprio via Bino (e não Binho, hehe…) como sua “ponte intermediária” para a prisão.
- Claro! O que vai ser?
Bino, com um sorriso malicioso diz:
- Segura a onda! Amanhã nós se fala.
Rato confirmou, e ao ver aquela cena, na qual Bino ia embora com o seu dinheiro no bolso, dinheiro ganho de forma ilícita, refletiu um pouco sobre o dinheiro em si, já que o mesmo dinheiro ganho dentre os seus 45 segundos no semáforo, comprava as mesmas coisas que o dinheiro ganho de forma ilícita, essa bem mais fácil de arrecadação.
Disse a si próprio:
- Dinheiro é dinheiro.
tiagobispo.com
rs…prefiro encarar o livro como uma realidade masculida que corre nas veias. Dinheiro e Mulher, sem nenhum principio…rs…outra coisa, tenho uma duvida sabemos que o Rato tem lá os seus 16 anos +/- se nao me engano. Por quanto tempo da vida dele desenvolveremos esta historia?
Antes de escrever minha parte, mais eu vez gostaria dizer que acredito que as emoções estão ocorrendo muito rápidas e que sinto falta dos detalhes. Nós precisamos estar preparados para receber as próximas palavras, pois se as mesmas aparecem sem as esperarmos, passam-se despercebidas, ou não tão sentidas quanto deveriam ser. Aqui está minha sugestão de uma determinada parte:
-“Desculpa… É que…”
-“Meu filho, claro que te desculpamos…” Interrompeu o Padre sincronizando suas palavras com um leve movimento da sua mão esquerda, acariciando a região genital do menino. Prosseguiu: “Ninguém precisa saber do que você fez, que foi muito errado, mas aqui na igreja nós cuidaremos de você…”
Que absurdo! Rato fixou seu olhar na expressão má-intencionanda do Padre, que com um sorriso tentava transparecer tranquilidade e naturalidade no seu ato pecaminoso perante a Igreja. “Tinha de ser uma farsa!” Tanto carinho, pra quê? Assim como a mãe, o Padre não passava de um conforto passageiro, falso, mentiroso e egoísta. Quem o amaria? Rato sentiu-se envergonhado e com ódio e, com seus últimos esforços, levantou-se da cama esquivando-se das investidas de Padre Lino, que tentava o segurar e evitar um escândalo…
PS: Eu escrevi isso porque quando eu li “… envergonhado e com ódio…” não consegui sentir o tal ódio de Rato devido a velocidade do acontecimento e a falta de detalhes emocionais que se passaram na cabeça do garoto.
PS II: Vou deixar alguém mais “protestar” pois não tenho idéias de como continuar esse “romance” hahaha.
Acho que, daria um pouco mais de pano pra manga…
se a tal mulher da casa top.. fosse esposa do Médico!
ja que, Rato tem um relação meio que indireta com ele.
estreitando essa relação ficaria mais facil de cometer
um delito, dentro da casa… e tambem, ficar proximo da mulher (senti um ar de romance da globo)
deleta essa parte de ficar proximo da mulher! rsrs…
Abraço!
Rato caminhava pelas ruas e observava as roupas,tênis e acessórios que estavam expostos nas vitrines,todos caros,mas,segundo seus cáculos,em pouco tempo seria capaz de comprar,se continuasse trabalhando para Bino.
Enquanto caminhava distraidamente,segurando o dinheiro recebido pelos seus serviços,esbarrou em Júlio,que lhe perguntou:
-Rato,onde arrumou esse dinheiro?
Grunhiu, ao ver a expressão de espanto do malabarista, alguma coisa se apoderou dele, não sabia o que era, uma espécie de ódio de si mesmo, o que alguns chamam de “vergonha”. E correu sem rumo.
Aquele sentimento atiçou sua memória, lembrou-se de um acontecimento da sua infância, um objeto brilhante que pegou de sua mãe, não por maldade nem ganância, mas só por que tinha um brilho dourado. Quando indagado sobre o objeto pela mãe, mentiu. E quando foi colocá-lo para dormir aquilo escorregou das mãos do garoto, e a repulsa de si mesmo brotou pela primeira vez.
Correndo junto com seus pensamentos rato ia em direção ao local em q sempre dormia chegando perto do local, viu que Padre Lino estava junto de algumas freiras no local, rato pensou rapidamente “droga agora não tenho nem mais onde ficar” e saiu de lá sem nem saber para onde ir…
etcsa.blogspot.com
Lembrou de um lugar, uma espécie de beco, onde costumava ficar muitos moradores de rua mais velhos. Era também um óitimo ponto pra quem queria usar drogas, mas não tinha um local. Rato então pensou que ali poderia ser um refúgio, pelo menos para aquela noite. Chegando lá, encontrou um lugar ainda pior do que o que estava acostumado ficar. Aquele pessoal sim, vivia literalmente entre ratos e barata, no meio do lixo, que incluia seringas descartáveis e comida podre. Pensou em dar meia volta, mas o simples fato de ser chamado por um pequeno grupo de usuários, o fez ficar, pois não era sempre que se sentia visível. Chegou a se achar importante. Mesmo que por aquele grupo, ele não era mais invisível. Conversou com eles durante um tempo, e disse que apensar queria um lugar pra descansar.
Depois da conversa e novas amizades feitas, deixtou-se no chão, e pensou:
Quem sabe, não poderia ganhar uma boa grana levando e trazendo drogas para aquele pessoal. Já que, apesar da sujeira, alguns ali aparentavam ser de família rica, assim como a casa que havia entregado aquele pacote em nome de Bino. E se ele conseguisse a droga sem o intermédio de Bino, faturaria uma quantia maior. Mas como conseguir isso? De onde começar? Quem procurar?
sedentario.org/o-comedor-de-lixo
Pessoal,
O capítulo 6 será publicado próxima quinta feira dia 30/10. Portanto, mais uma semana para continuar a estória com suas sugestões!
Abraços.
Primeiramente gostaria de fazer algumas correções:
Cap2 “Vestido apenas com a bermuda nova – que havia ganhado no semáforo” - que havia GANHO no semáforo
“Gostava de ficar deitado, olhando para dentro da loja e imaginando como seria dormir em um daqueles colchões da vitrine.”
“Algumas tábuas de madeira posicionadas verticalmente, alinhadas de forma perfeita, que com o passar dos dois anos que permaneceu no orfanato, devido a uma infiltração, apodreciam aos poucos e pingavam lentamente nos dias de chuva sobre seu colchão.”(Cap4)- afinal ele já havia dormido em um colchão ?
Cap4 “aguardava ansiosamente a hora em que a lanchonete substituiria os salgado”- substituiria os SALGADOS
“Decidiu que era hora de levantar e seguir à lanchonete para ser um dos primeiros a receber o resto dos salgado”- o resto dos SALGADOS
Cap5 “Meu filho, você está queimando e febre!”- queimando Em febre ou DE febre
“para conversar com o pequeno geroto.”- GAROTO
“com a esperança de que Pare Lino não o reconhecesse.”- PADRE
“espera-lo adormecer”- ESPERÁ-LO
“apesar da tranqüila noite de sono, o corpo exausto.”- Eu acho que falta um verbo na oração auxiliar..
“mas como não conseguia expressa-la. Por mais que se sentisse bem na companhia da família de Júlio ” EXPRESSÁ-LA, POR MAIS QUE..
“por em prática seu principal objetivo, ir ao cárcere.” OBJETIVO: IR AO CÁRCERE.
“o médico chegou a igreja”- CHEGOU À IGREJA
“Os gambé me levaram para a delegacia”- PRA DELEGACIA fica mais informal..
“porque a polícia ta de greve”- TÁ DE GREVE
Acredito que o personagem principal deveria ter mais profundidade psicológica.Como ele não consegue se expressar verbalmente muito bem, acredito que seja melhor dar enfoque nos pensamentos dele.
E aqui vai a minha continuação:
Ele sabia que tinha que pensar. Precisava de um plano para ludibriar o Bino e descobrir como entraria para o negócio sem dividir seus lucros. Estava cansado de ser passado para trás, de não ser visto. Essa era a chance que esperava, a oportunidade de ouro: dinheiro fácil.
Enquanto divagava sobre o que faria com seus lucros, não percebeu a volta de seu mal-estar. Pensou em ter uma bola de verdade e um campo onde jogar. Vomitou. Pensou em entrar no shopping e se deliciar com aquela variedade imensa de comida. Vomitou de novo, sangue dessa vez. Pensou e ser recebido por inúmeras mulheres estonteantes de camiseta.
meulivrovirtual.blog.terra.com.br
Tocou a campainha….
E lá dentro ouvia uma senhora, bastante educada.
Explicava ao filho menor , qual a relevância de ser educado assim. Tendo a honestidade por padrão mental.
Mas agora pensou melhor: mesmo passando fome e frio, seria desonesto roubar aquela casa. Aquela mãe não merecia isso assim.
Então pensou:
Perguntou a si mesmo:
Quem sou afinal ?
Neste enredo da vida ?
Antes de decidir entrar.