Ajude um brasileiro no Zuda Comics | Sedentário & Hiperativo
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Ajude um brasileiro no Zuda Comics

27 abr 2009 | por Junior em HQ às 0:02

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Olá, adeptos do sedentarismo! Bem-vindos a mais uma Sarjeta dos Quadrinhos, na qual mostramos as entrelinhas do universo das HQs.

zuda-comicsVocê já ouviu falar da Zuda Comics?

Caso sua resposta seja “não”, fique tranquilo! Na coluna desta semana, vamos apresentar esta nova forma de publicar quadrinhos e também traremos uma entrevista exclusiva com o letrista e colorista Felipe Sobreiro, um dos poucos brasileiros com trabalhos selecionados pelo Zuda, e toda equipe que também trabalha no quadrinho virtual Earthbuilders.
Entre no mundo de Zuda Comics

Zuda Comics é a linha de quadrinhos virtuais da DC Comics, a editora do Batman e do Superman.Aparentemente, este seria apenas mais um projeto caça-níquel de uma grande corporação tentando se infiltrar nos meandros da internet, mas a grande sacada é que o site é aberto para que qualquer criador possa tentar publicar seus trabalhos.

Para explicar melhor este fenômeno, entrevistamos toda a equipe da webcomic (ou histórias em quadrinhos on-line) Earthbuilders, que é produzida pelos quadrinhistas mexicanos Abraham Martínez (enredo), Ricardo “R.G.” González Llarena (roteiro) e Axel Medellín (desenho), além do letrista e colorista brasileiro Felipe Sobreiro. Atualmente, a Earthbuilders é uma das séries que estão em votação no site Zuda Comics.

Sedentário entrevista os criadores da série Earthbuilders

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Sedentário – Como vocês começaram a trabalhar com quadrinhos e quais as suas principais influências? E, claro, qual foi o seu primeiro contato com as HQs?

Abraham – Comecei recentemente, em 2002, quando passei de escrever narração em prosa para roteiros de ficção científica, em publicações independentes aqui no México. Minha influência principal vêm do folclore e da ficção científica de meados do século XX. O primeiro contato que tive com as HQs foi, assim como aconteceu com muitos outros, com o Batman e o Homem-Aranha.
R.G. - Desde criança sou fã de todo tipo de leitura, mas principalmente de HQs. No começo dos anos 90, decidi que talvez teria chance como escritor e comecei a entrar lentamente no mundo dos quadrinhos, mas não mais como leitor e sim como criador. Minha carreira decolou no boom dos anos 1990, quando vários autores decidiram “pegar o touro pelos chifres” e publicar, publicar e publicar como se não houvesse amanhã. Eu acho que sem dúvida a mais notável influência na minha obra – apesar de que pouco a pouco eu tento me distanciar dela – é a literatura cyberpunk dos anos oitenta.
Axel – Meu primeiro contato com as HQs foi graças ao meu avô, que me comprava reimpressões de quadrinhos da
Marvel e DC que faziam no México no final dos anos 70. Passei minha infância fascinado com o Homem-Aranha e o Quarteto Fantástico… depois esqueci os quadrinhos durante um bom tempo, até redescobri-los no segundo grau. Durante a faculdade eu vi que, ou continuava com as HQs ou procurava um trabalho real, e escolhi a primeira alternativa. Eu admiro muitos artistas, mas se devo mencionar os que mais me inspiram, seriam o Mike Mignola, John Buscema, Kevin Nowlan, Frank Cho e Frank Frazetta.
Sobreiro - eu trabalho em HQs há alguns anos, como desenhista e ultimamente como colorista. Já fui publicado na
Heavy Metal Magazine, na antologia Popgun da Image Comics e em alguns títulos da BOOM! Studios. Geralmente trabalho com meu pai Milton Sobreiro, que também é artista. Mais que influências, eu considero inspiradores artistas como Moebius, Bill Sienkiewicz, Alberto Breccia e Mike Mignola. Meu primeiro contato com HQs foi graças a meu pai, que tinha em casa revistas do Spirit do Tintin, do Asterix e do Principe Valente!

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Sedentário – O que é Zuda Comics? Como funcionam os critérios de seleção, manutenção e continuação das histórias em quadrinhos publicados pelo selo?

Sobreiro - Zuda Comics (www.zudacomics.com) é a divisão de quadinhos online da DC Comics, eles inauguraram o site em 2007. O processo de seleção é o seguinte: você manda as primeiras 8 páginas (ou “telas”, como eles dizem) da sua HQ, seguindo os padrões de dimensões e formato que eles estipulam no FAQ, e espera. Se passar pelos editores, eles te avisam que ficaram interessados e colocam pra competir com outros nove webcomics. Depois libera pro pessoal votar, o ganhador no final do mês pode continuar com a historia (por pelo menos outras 52 telas, segundo o contrato deles), e é remunerado pelo trabalho. A historia é 100% de graça pros leitores, sendo eles registrados no site ou não – mas pra votar tem que ser registrado. Todos os meses tem 10 webcomics concorrendo uns contra os outros no Zuda, então tem sempre material novo pro pessoal conferir e votar.

Sedentário – Do que se trata a série Earthbuilders? Vocês já têm bastante material pronto ou estão esperando o resultado para continuar produzindo?

Abraham - EARTHBUILDERS é a história da Frota de Terraformação: eles tem a missão de transformar planetas hostis em ambientes similares ao da terra, o qual traz uma série de questionamentos ecológicos e éticos. A trama da história já está definida e existe material que nos permite explorar o universo desta história e estas personagens, mas as roteiros já finalizados e fechados vão sendo escritos de acordo com a demanda e a resposta do próprio quadrinho.

Sedentário – Comparado ao mercado de revistas em quadrinhos, vocês podem dizer que o pagamento por estas histórias é equivalente?

Sobreiro - o mercado dos webcomics é meio inexplorado ainda, existem muitos, mas eles não rendem muito dinheiro… Os casos onde isso é diferente são nos quais os criadores já são estabelecidos e eles obtêm alguma renda da publicidade colocada no site e da venda de merchandising. O diferencial do Zuda é que eles tem o know-how e a assistência real da DC, e por isso eles podem pagar um valor fixo pros criadores. Caso seu webcomic seja selecionado algum mês para concorrer com outros nove, o Zuda já te paga US$500. Mas, se o seu webcomic for o ganhador, eles passam a pagar US$250 por cada tela. Têm mais informações específicas do processo seletivo do Zuda neste link. Outro site que também está começando a pagar os criadores pelos webcomics é o Dark Horse Presents.

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Sedentário – O que vocês acham deste formato diferenciado que aproveita o espaço da tela dos browsers tradicionais? Seria este o novo modelo que veio para substituir o tradicional “formato americano”?

Abraham – Sendo um formato pra ser lido na tela, e considerando que os quadrinhos continuam sendo na sua imensa maioria impressos, é difícil que este se transforme num formato padrão. Mas ainda assim, essa disposição horizontal e a possibilidade de movimentação em todas as direções são um grande atrativo para a publicação digital.

Sedentário – Em seus primeiros anos, os webcomics eram basicamente tirinhas, mas parece que essa nova mídia está crecendo e mostrando-se uma excelente plataforma para qualquer um que queira fazer quadrinhos. Vocês acham válido que, assim como nos blogs, qualquer pessoa seja capaz de publicar sua HQ?

Abraham – É uma das vantagens da Internet, que tem se transformado numa janela para que muita gente possa mostrar seu trabalho, independentemente de ter ou não meios econômicos para publicar no papel.
R.G. – Eu acho muito positivo que qualquer pessoa tenha a possibilidade real de publicar seu próprio quadrinho, mas cabe dizer que apenas a mídia na qual a HQ é apresentada ao público é que está mudando. As velhas regras de qualidade, promoção e periodicidade ainda estão presentes e são chave para o sucesso da empreitada.
Axel – Scott McCloud menciona que os webcomics teoricamente têm uma tela de fundo infinita, e que não tem razão nenhuma para não criar histórias que se estendam quilometricamente na rede, nas quais o leitor navegue no monitor. Na prática, a maioria dos criadores tem pelo menos a aspiração de ter seu trabalho impresso, considerando o formato digital uma opção preliminar ao formato tradicional, e que pode passar facilmente de um para o outro.

Sedentário – Já que estamos falando do universo das webcomics, quais são as melhores séries que vocês estão acompanhando pela internet no momento?

Abraham - eu gosto de Road e Azure, dois passados vencedores da competição do Zuda.
R.G. –
FreakAngels, de Warren Ellis e Paul Duffield, e High Moon (que foi o primeiro ganhador no Zuda), de David Gallaher/Steve Ellis.
Axel -
PVP de Scott Kurtz, Evil Inc. de Brad Guigar.
Sobreiro - os meus webcomics favoritos são
Rehabilitating Mr. Wiggles, The Perry Bible Fellowship, Malvados, Supertron e Wondermark.

Sedentário – Dê algumas dicas para aqueles que gostariam de tentar publicar seu conteúdo no Zuda Comics?

Abraham - meu conselho é que realmente se dediquem e entreguem um trabalho com a melhor qualidade possível.
Axel – que não esqueçam que, apesar de que a qualidade importa muito, em última instância este é um concurso de redes sociais e ter a maior quantidade possível de contatos é determinante.
R.G. – para complementar o que o Axel disse, “pensar fora da caixa” ajuda muito. Não se limitar apenas à difusão que tem mês após mês no próprio Zuda. Qualquer coisa que gere interesse e, esperamos, votos para o webcomic, é útil.

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Sedentário – Como é o mercado de quadrinhos no México? E o que você acha do mercado brasileiros de quadrinhos, Felipe Sobreiro?

Abraham - o mercado mexicano está dominado pela Marvel e por reimpressões de quadrinhos nacionais clássicos (Kalimán, Memin Pingüín, Lágrimas y Risas), mas pouco a pouco e de maneira quase despercebida vão surgindo cada vez mais quadrinhos autorais.
R.G. - Acho que tanto no México quando no Brasil e na Argentina, estamos seguindo uma rota similar em termos de HQs. Aqui no México, até meados dos anos 70 eram produzidos quadrinhos em tiragens quase obscenas – eram vendidos de centenas de milhares até milhões de edições de vários títulos. As HQs foram aqui um instrumento primordial para as campanhas de alfabetização de meados do século XX. A indústria era robusta e dentro dela cabiam dúzias de gêneros diferentes. Com as fortes crises que tem batido o país nas últimas quatro décadas, a indústria foi diminuindo e ficou reduzida a uma paródia do que já foi. Na atualidade podemos ver três eixos dominantes: a indústria dos
“Sensacionales” (quadrinhos com teor erótico que os americanos chamam de ‘Tijuana Bibles’NOTA DO REDATOR: No Brasil, ficaram conhecidas como “Catecismos” e o mais famoso dos autores foi Carlos Zéfiro), as editoras que importam quadrinhos estrangeiros – principalmente DC e Marvel, e as HQs independentes que começaram a surgir nos anos 90 e que, ainda que volta e meia passem por momentos de escassez, sempre continuam na luta.
Axel – o meio independente mexicano tem uma força que não tinha desde o boom que aconteceu após a
Morte do Super-Homem, e está havendo uma grande diversidade de trabalhos.
Sobreiro - Bom, eu acho que na América Latina toda as HQs sobrevivem mais de esforços isolados do que de uma “indústria” propriamente dita. Eu gosto de editoras como a
Conrad e a L&PM que publicam material interessante, e de produção local mesmo eu gosto do que fazem André Dahmer, Allan Sieber, Amélia Woo, Hector Lima, Sam Hart, Gabriel Góes

Sedentário – Vocês sonham em ver Earthbuilders publicada da forma tradicional ou acham que ela foi feita apenas para a internet?

R.G. – essa possibilidade está sempre presente e é um dos atrativos do Zuda, já que eles praticam o chamado “web to print”. Nos próximos meses, os dois primeiros ganhadores do site, Bayou e High Moon, vão ter suas primeiras coletâneas em papel, através da DC Comics.

Sedentário – Pra finalizar, uma pergunta que trará esperança para aqueles que querem entrar pro mercado de quadrinhos. Vocês conhecem algum cartunista que vive apenas de webcomics?

Axel – Scott Kurtz. Seu site, PVP, recebe mais de cem mil visitas diariamente. De fato, ele é um dos iniciadores do movimento de quadrinhos na rede, e é praticamente o guru dos webcomics.
Sobreiro -
existem poucos que sejam conhecidamente auto-suficientes, mas por exemplo tem gente como James Kochalka, Randall Munroe, Carla Speed McNeil, o pessoal de
Penny Arcade

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Lembrando que o link do EARTHBUILDERS é http://www.zudacomics.com/node/1105 , e pra votar é bem simples e rápido, só pedem um e-mail para o qual eles mandam um link de confirmação e pronto.

Onomatopéias

Wolverine na MAD Especial 5

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Acaba de chegar às bancas a MAD Especial 5! Nesta edição, a revista rasga o verbo e alfineta sem dó o Wolverine no cinemas! Como se não bastasse mostramos o humor afiado do Don Martin, as páginas de matar com Spy vs. Spy e panaquices de cortar o coração com Sergio Aragonés. E mais: Dave berg, Dia das Mães, falsos milionários, Duck Edwing, crise econômica, Baraldo e todas aquelas idiotices pra mutante nenhum botar defeito! MAD Especial 5 tem 68 páginas em preto-e-branco, formato 20,5 x 27,5 cm, distribuição nacional e custa apenas R$ 7,50 – mas dá pra regenerar o bolso.

MAD 13

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Apenas lembrando que já está nas bancas a MAD 13!!! Nesta edição, reformamos a reforma ortográfica para acabar de vez com essas idéinhas sem acento. Também detonamos sem dó o filme (e o gibi) Watchmen, pois ninguém merece um herói peladão com overdose de viagra! E mais: Menino da Porteira Torneira, Baraldi, Spy vs. Spy, Marcatti, Placas de Trânsito e outras babaquices de dar nó na vesícula. MAD 13 tem 44 páginas coloridas, formato 20,5 x 27,5 cm, distribuição nacional e custa apenas R$ 6,50

Programa Banca de Quadrinhos

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¿Hola, que tal? Essa edição da Banca  de Quadrinhos está em ritmo de tango. Você confere uma entrevista bem legal com o cartunista argentino Nik, criador do personagem Gaturro, publicado no Brasil pela Catapulta Editores. O convidado no estúdio é o jornalista Paulo Ramos, do Blog dos Quadrinhos, que se junta aos apresentadores Carlão e Rodrigo para dar dicas de quadrinhos argentinos. Taí uma boa chance para conhecer ou saber mais sobre a obra de gênios como Oesterheld, Brescia, Fontanarrosa, Caloi, Liniers entre outros. O programa pode ser assistido pelo internet direto do site ou no Canal de São Paulo (18/36-TVA-SP) e BlueTV (TVA Rio-18, Floripa-75 e Curitiba-70) – toda quarta-feira às 20h30.

Coletâneas de cartuns do The New Yorker

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A Desiderata acaba de lançar The New Yorker Cartoons, uma série de seis livros temáticos com cartuns publicados na respeitada revista The New Yorker desde os anos 1940. A primeira leva, disponível nas melhores livrarias, traz os volumes Cachorros, Gatos e Terapia, já a segunda terá os temas Médicos, Advogados e Dinheiro, mas só serão lançadas em julho. Cada livro da coleção tem formato 20 x 20 xm, 96 páginas e custa R$ 49,90.


Em breve – Informações sobre o curso de férias HQ de Humor na Quanta – Academia de Artes com Raphael Fernandes e Davi Calil, ambos da versão brasileira da clássica revista MAD.

Comentários

  1. Sarjeta dos quadrinhos é foda hehe

  2. Desencannes
  3. gostei do seu blog que faze parceria sô

  4. Grande Raphael, muitíssimo obrigado pela chance de dar a conhecer nosso trabalho pros leitores do S&H, e vamo votar lá que só é até quinta! :)

  5. [...] o Sedentário entrevistou toda a equipe criativa do webcomic sobre como é competir pela Zuda e quad… bb_bid = “5809″; bb_lang = “pt-BR”; bb_name = “dynamictag”; bb_keywords = “”; bb_width = [...]

  6. Emy

    Adoro essa sessão =)

    Show de bola esse site, não conhecia, com certeza vou ler Earthbuilders! Parece ser mto bom…

    Grande post!

  7. Jaja

    Este blog está decadende, não digo este poste mas como meu comentário seria o primeiro preferi postar aqui. Cade os posts? Parece que não tem ninguem cuidado desse blog, isso é triste um dos que ja foi na minha opinião o melhor blog para jovens do Brasil. Se não querem mais cuidade ou se dedicar que passem essa tarefa a outro. Fica ai meu protesto, espero que o Sedentário possa se elvantar.

    OBS: Sempre faço elogioos e tudo mais ao blog, só que quando ele não está batendo as pernas sou obrigado a manifestar. Grato

  8. mad e a melhor revista que ja vi tenho umas 50 aqui muito bom valew ai pela dica

  9. Não sei como alguém perde tempo entrando aqui para falar mal do blog.

    Se não gosta n entre.

    E viva o Sendetário.

    Nada pessoal Jaja.

  10. [...] o Sedentário entrevistou toda a equipe criativa do webcomic sobre como é competir pela Zuda e quad… publicidade: Cat:  HQ-Comics, Net | Permalink [...]

  11. [...] auto-suficientes, mas por exemplo tem gente como James Kochalka, … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]

  12. [...] Uma ótima oportunidade para quem deseja mostrar seus quadrinhos e talvez ganhar algum. Confira entrevista do Sedentário Hiperativo com os criadores da Earthbuilders, publicada na Zuda Comics, sobre as vantagens de um trabalho [...]

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