09/out Mad Fer It #9
por MarciaLima em Mad Fer It, colunas, músicas às 3:50
Eu deveria começar esta coluna com uma explicação. Poderia dizer que fui abduzida pelos amigos venusianos, sequestrada por Neil Gaiman ou transportada no tempo, junto com Hiro Nakamura. Poderia ainda dar a versão real dos fatos. Mas você acharia dramático demais e pensaria que esta é uma mini-novela mexicana, de modo que vou apenas disfarçar a ausência e fazer de conta que nâo estou tão atrasada. :rolleyes:
Ouça: Soko
Pense no saloon americano que aparecia constantemente em desenhos dos anos 50. Imagine então um piano empoeirado, no canto do bar. Ao piano, uma versão mais engraçadinha de Lovefoxxx, do CSS. O show no sallon, acontece no mesmo dia em que seu príncipe encantado a trocou por uma loira sem graça. E mesmo assim ela não consegue odiá-lo.
Imaginou toda a cena? Pois bem, esta é SoKo:

Cantora francesa, Stéphanie Sokolinski (ou simplesmente Soko), pode ser apresentada como uma Lovefoxxx menos bagaceira, uma Kate Nash menos desbocada ou uma Regina Spektor mais vingativa. Das cinco canções de seu EP de estréia, Not Sokute (2007), pelo menos duas delas contém ameaças de morte à loira e ao príncipe do chapéu dandi. Letras como “I’ll kill her, I’ll kill her / She stole my future / When she took you away” e “You stole my money / and ran away with your poney /and now I’m gonna kill you / I’ll shoot you in the head” são provas do lado nervosinho da moça. Ainda assim, Soko é uma menina docinho. Não docinho enjoativo como marshmallows, mas docinho de forma mais classy. Como trufas de limão. Doçura comedida. O amargo está lá, em algum lugar.
É da francesa, uma das letras mais confessionais de 2007. E ela não é emo, antes que você pergunte. Em I’ll Kill Her temos uma garota esperta e querida trocada por loira sem sal. É dela, também, uma das letras mais criativas: The Dandy Cowboys pequena pérola saloon-pop, que versa sobre seu namoradinho cujo chapéu de cowboy combina com suas botas, o que faz do casal os ‘cowboys dândis’ do título.

As cinco canções trazem sacadas geniais e você tem que ouvir para entender porque tantas pessoas estão pasmas com a aparição desta mocinha, no mundo da música.
Soko, que já foi atriz, é hoje um fenômeno do MySpace, quase 800.000 pessoas já ouviram suas canções, no site. Totalmente independente, já aparece em primeira posição em rádios da Dinamarca, e até na Ipanema (94.9)
Quer saber por que ela é uma menina docinho? Quando cantou I Kill Her e a platéia cantou mais alto que ela, não agüentou e foi às lágrimas. Uma fofura. Ponto.
Como ela ainda não tem videoclipe oficial, alguns fãs resolveram fazer suas versões. SoKo gostou tanto que publicou em sua página, no MySpace:
Leia: The Black Parade
Se um disco pudesse ser convertido em palavras, que história ele contaria?
Esta é a pergunta lançada pelos editores da coleção MOJO BOOKS, que transforma músicas em livros e da qual esta colunista faz parte.
Você não acreditaria se eu contasse qual é o disco. Ou acreditaria e faria cara feia.
A mesma cara feia que eu fiz durante todo o tempo em que fui preconceituosa em relação ao My ChemicalRomance.
oO
Yeah.
Mas, deixando de lado a discussão sobre o que é ou não emo (e eu juro que ainda escreverei uma coluna detalhando as nuances do controverso movimento), voltemos à coleção.
A proposta é imaginar que história poderia ser extraída daquele disco que você ama. O resultado pode ser conferido gratuitamente, no site da Mojo:

A seguir, o release de meu filhote:
| Release Um garoto porto-alegrense descobre que está doente e, ao mesmo tempo, conhece uma enfermeira suicida. Surge uma relação muito mais intensa do que enfermeiro-paciente e, juntos, descobrem uma ou duas coisas sobre a morte. Márcia Lima investe numa das bandas de maior sucesso da atualidade para lapidar uma história de sentimentos contemporâneos. |
| Sobre o autor Márcia Lima é gaúcha, tem vinte e poucos anos, é estudante de jornalismo e escreve sobre música para o site da revista Laboratório Pop, é colunista do Sedentário & Hiperativo e o estágiária do site portoalegrense Queb.com.br, além de participar do fanzine gaúcho Lover’s Rock. Com o tempo que sobra, administra suas obsessões por cinema, bandas novas e internet. |
| Três perguntas para o autor: - Por que você escolheu esse disco? Porque é um disco atual. Porque muita gente tem um enorme preconceito e perde muito por não ouvi-lo. Porque fala sobre a morte de uma forma positiva. Porque quero provar que, apesar dos rótulos desencontrados, é um puta disco. São tantos por quês…- Como foi o processo de transformar música em literatura? Uma diversão. Apesar do limite de 30.000 caracteres. Se eu pudesse, escreveria o dobro (risos). Como é um disco conceitual, já havia uma história por trás das canções, mas as informações eram poucas. Sempre tive vontade de saber mais sobre a história dos personagens do disco e não tinha onde procurar. Acabei por criar eu mesma. O melhor foi ambientar em solo brasileiro, com sotaque gaúcho. - Com qual canção do álbum você falaria para o leitor iniciar seu conto? ouça The End, a canção que abre o disco. |
Ouça: Jamie T
Jamie Treays é um branquelo de Wimbledom, Inglaterra, que mistura hip hop com teclados, reggae com baixo acústico e ska-punk com samplers e, de alguma forma não compreendida por esta colunista, resulta em um disco chicletudo. Ouvir em volume alto pode render olhares incompreendidos (“Desde quando ouve hip-hop, Márcia?” ¬¬) mas vale a pena. O vocal lembra Pete Doherty em seus momentos mais Clashnianos mas o acento britânico é dez vezes mais acentuado.
Você vai se sentir estranho por estar afastado do indie fofinho, mas ouça a música mais legal de e para bêbados que já foi escrita: Calm Down Dearest, cujo refrão é irrestível, para dizer o mínimo. E se você ainda não ouviu Sheila, que deus tenha pena de sua pobre alma perdida porque, definitivamente, você está cometendo um pecado musical.
Ah. Em março, o rapazinho de 22 anos levou o prêmio de melhor artista solo na premiação da New Musical Express. Ele concorria com Jarvis Cocker, Thom Yorke, Lily Allen e Get Cape. Wear Cape. Fly.
Se Neil Gaiman, Hiro Nakamura, venusianos e outros seres malvados não me impedirem, estarei de volta com a coluna número dez, recheada de novidades. Aguarde e confie






























Primero
1
=0D
mai o post eh baum
sedentario.org
Saudades de você! :flower:
oi Márcia!
nao conhecia a coluna, mas sou super fã de mcr e soube que você escreveu o livro, atraves de uma comunidade do orkut. quero te parabenizar por que ficou lindo mesmo.
adorei as outras dicas e a partir de agora virei sua fã
bjos!! :ohgod:
oi marcia!
nao conhecia a coluna, mas sou super fã de mcr e soube que você escreveu o livro, atraves de uma comunidade do orkut. quero te parabenizar por que ficou lindo mesmo.
adorei as outras dicas e a partir de agora virei sua fã
bjao
videoson-line.blogspot.com
Bom dia parceiro
parabéns pelo blog…ah show de bola..
oOo to soh avisando que o endereço do banner mudou..
agora é:
http://thiago.metaweb.com.br/videoson-line.gif
vlw
saporra.com.br
eu ouvi sobre a Soko no Tarja Preta, baixei o EP mas acho muito barulho por nada. nada de espetacular na voz ou no som. E como considerar revoltada ou rebelde uma menina que quer matar uma loira porque roubou o homem da vida dela? que bela independência feminina.
trocou por ela?
como diria o velho bom Morrissey “I lost my faith in the womanhood”.
phabiusdesign.blogspot.com
Adorei as músicas da SOKO! Ótima dica de música, gosto de conhecer bandas e cantores novos. Continue com sua coluna, sou fã dos seus textos e sempre descubro algo novo por aqui. Parabéns :yeah:
Sem sal e sem açucar
Vou escutar mais uma vez depois. Quem sabe na segunda vez me agrade…
um das melhores características deste blog é que
mesmo que eu nao curta o que é indicado, adoro como
vocês escrevem. nao gostei do jamie t mas os textos
são tao legais que compensa
adorei a primeira banda. a menina é mesmo fofa.
ah meus parabéns pelo livro. confesso q estou surpresa
pela escolha da banda! vou conferir!
Wow… Essa coluna tava fazendo falta… (Afinal, é o que me faz conseguir conversar com alguns amigos que só curtem música indie… xD)
Bem…
Sobre Soko:
A primeira música, I’ll kill her… Gostei do dedilhado no violão, gostei da voz da Soko… Mas sei lá, eles não encaixaram legal… Já The Dandi Cowboys eu acho que ficou melhor, mais… “redonda”… Entende?
Quanto a Jamie T:
Como classificar o estilo dele? @_@
É Pete Doherty cantando hip hop com m´suica pop no fundo? @_@
Quanto a Black Parade:
Vou abrir uma excessão e ouvir, mas só pq a Marcia Lima pediu… xP
E uma sugestão…
Porque você não tira uma coluna pra falar de músicos que já foram independentes e hoje trabalham com gravadoras? Arctic Monkeys, etc etc…
Obrigado pela coluna, e boa sorte com Neil Gaiman e os Incas Venusianos de Marte.
neandertalidade.blogspot.com
eita…
quem disse q só homem faz letras de corno?
xD
:jump:
boa.. eu curti.. valeu pela dica!
ocoolto.blogspot.com
Como fã do MCR, devo dizer que conheço bem o CD The Black Parade. E eu simplesmente adorei seu Mojo! Você conseguiu passar a morte de forma positiva exatamente da mesma maneira que o cd.
E é claro, de forma “mascarada” você inseriu referências à maioria (se não, todas) as faixas do CD. [Spoilers:] O livro já começa com uma tentativa de suicídio (The End.), há o protagonista pensando em seu pai e a Parada Negra (Welcome to The Black Parade), etc etc…
E o melhor foram as “Famous Last Words” do protagonista: “Neil Gaiman e Tim Burton Adorariam!” uhsuhsauhuhasuhsauhsauhasu
G-e-n-i-a-l!
Frequento o SeH há bastante tempo, mas não lia sua coluna…. Passarei a lê-la. ;D
quartoebuteco.blogspot.com
Curti demais essa soko…deu vontade de sokar ela mas de carinho hehe :jump:
musikinha bunitinha para as minas que nao entendem ingles.
esse som ja rola ha um bom tempo na radio ipanema de POA 94.9
André, quando você pergunta:”E como considerar revoltada ou rebelde uma menina que quer matar uma loira porque roubou o homem da vida dela? que bela independência feminina…”
bem, eu não lembro de ter escrito que ela é revoltada ou rebelde. A idéia nao é essa, na real. E não tem muito a ver com independência feminina. E sim com desilusões amorosas que -queira ou não- acontecem com todo mundo.:unsure:
*
Carlos Henrique, tem um negócio que aprendi nestes anos ouvindo música neuróticamente. Às vezes você não gosta de uma música, porque ela não diz nada pra você. E o contrário, também. Não é o ritmo, nem a melodia.. é só que aquela música não tem a ver com nenhum aspecto da sua vida. Talvez seja por isso que você detestou. E eu curti tanto. Sad but true :love:
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Kyoudai, valeu pelo coment! Tua sugestão é bacana, mas eu às vezes fico me perguntando se vale a pena falar de bandas tão acessíveis como Arctic Monkeys, Klaxons, ou clássicos do rock. Porque é fácil de encontrar e de gostar, sabe? Prefiro revelar as pérolas mais desconhecidas do inde hehe.B)
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jackosbourne, levando em conta que as mulheres são as mais traídas, é justo que uma porção delas componha canções cheias de ódio no coraçãozinho, né? heheheh
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Édipo vou confessar que fiquei com medo da reação dos “reais-fãs”, antes do lançamento. Mas agora tô super contente por saber que a galera tá curtindo. Valeu mesmo. E volte sempre à coluna, hein? ^^
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Dani Dias, tua forma de demonstrar carinho me deixou com medo, viu? Mas fiquei feliz que vc curtiu
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André, milagrosamente, descobri algo novo através do rádio. E foi pela Ipanema, acredita? Serei sempre grata aos meninos da rádio por terem me apresentado à Soko!Ah, eu entendo inglês, sou “mina” e gostei da música. Acho que isso complica tua teoria, né?
^^
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Gurizada (Fel-PS, Camila, Duquian, Fábio de Freitas, Natália e freitasjf) obrigada pelos coments! Vocês são todos uns queridos!
Bjao!
alforria.org
Soko é muuuuuuuuuuito bom!
=D
É! Márcia Lima, concordo com tudo que você disse. Acho que não gostei da Soko por não me dizer nada (em todos os sentidos).
Também concordo com você sobre “revelar as pérolas mais desconhecidas do inde”. Por isso acho interessante sua coluna.
soko pra mim é Junkie-food musical como eu ja li aki na MFI, legal mais dispensavel e não faiz bem a saude e jaime T é legal :thumbs:
Mas q merda!
a guria parece q ta gemendo com dor de barriga!! :!: :eek: :flame:
blogagora.blogspot.com
Po… coloque bandas brasileiras tb… tem muita coisa boa por aqui… a coluna tah mt boa..
Se o cara trocou a mocinha doce e inteligente pela loira gostosa e tapada acredito que quem merecia morrer é o cara e não a loira correto? :rbk:
Como a Alanis fez em You Ougtha Know…
Como em Closer…
Não gostei da ideia dela. Fraca.