Sedentário & Hiperativo





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O Estadão anda se doendo porque vive perdendo leitores demais para o S&H e resolveu fazer um campanha contra TODOS os blogs. Ok! Nada contra o Estadão fazer uma campanha contra o S&H e outros blogs da mesma laia, mas generalizar e colocar no mesmo nível blogueiros realmente relevantes e que tem por bom hábito elaborar e publicar conteúdo de extrema qualidade foi uma grande injustiça, despreparo informativo e sinal de mediocridade.

O Estadão demonstra muito mais do que mágoa e falta de amor no coração com essa campanha. Na verdade mostra um pavor terrível pelo crescimento da concorrência virtual, pois não é de hoje que os jornais impressos sentem-se prejudicados pela mídia digital, percebendo a redução de seus leitores ano após ano. Então o que o Estadão fez? Elegeu um inimigo e “contratacou” com afinco.

Bom! Minha conclusão disso tudo é que no final das contas achei a campanha até divertidinha, porém uma extrema falta de respeito com alguns blogueiros que realmente fazem a diferença e se destacam nesse mar de bobagem e diversão despretensiosa em que se sustenta a grande maioria dos blogs.

Relaxem diretores do Estadão. Não somos tão perigosos assim… Ou será que somos?!?

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Dica do amigo David Claudino

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55 Protestos

  1. Back Panther disse:

    Cara, que deprimente essa campanha do Estadão. Em vez de atacar os blogueiros deveriam estar se adaptando à esse novo modelo de informação. Enfim, patético.

  2. SpócK disse:

    O estadão realmente entrou numa fria…ahahahaha

    hoje em dia todos somos blogueiros, é todos unidos! e o estadão que se foda!

    faz um blog pra eles uai…

  3. Kellen disse:
    blogjaviu.blogspot.com

    Ai ai ai ai, até parece que eles não entendem que isso é mais um marketing hehehe. Sabe aquela coisa de chiclete: “quando mais eu piso, mais gruda”..
    É assim.. Daqui uns dias eles vão apoiar o Elton Jhon e lutar para o fim da internet, vc viu? http://computerworld.uol.com.br/comunicacoes/2007/08/06/idgnoticia.2007-08-06.5299467507/

    Abraços!

  4. Guto disse:
    augustoyoh.wordpress.com

    nossa, será que eles realmente acham que vão recuperar os leitores assim? ¬¬” pss..

    além de tudo, eu achei de extremo mau gosto e preconceituosa essa campanha.

  5. Adilsononrana pra ir disse:

    Po pessoal, nao parece ser uma campanha contra blogueiros. Soh esta mostrando que tem muita gente sem conteudo que cria conteudo.

    Prova disso eh uma pesquisa que indica que 50% do conteudo criado na Internet do Brasil vem do Orkut…

  6. Malebranche disse:
    superbad.com

    “blogueiros realmente relevantes e que tem por bom hábito elaborar e publicar conteúdo de extrema qualidade”. Quem?

    Não acha que é demais considerar “mídia digital relevante” esse mosaico de várias fontes (principalmente jornalísticas) chamado blog?

    Acho que os blogueiros se levam a sério demais.

  7. mataral disse:
    ospueris.blogspot.com

    O estadão tem medo de blogs como o meu, que atingiu a marca de três leituras no mês passado.

  8. VitorGGA disse:
    vitorgga.com

    Tadin do CliqueCão do Estadão uhuhuhuh
    Vai se ferrah nessa, vai se ferrah…

  9. Eu Podia Tá Matando - eu podia tá matando, eu podia tá roubando mas estou aqui blogando disse:
    eupodiatamatando.com/2007/08/11/agora-e-guerra-midia-convencional-versus-midias-alternativas

    [...] os garotos do bairro só falam disso. Veja aqui, aqui, aqui, aqui, aqui ou [...]

  10. duh disse:

    puta mas q falta de respeito, eu nao assino mas se fosse assinante pararia de assinar essa merda que se diz uma fonte de informação

  11. Victor disse:

    A atitude do Estadão com certeza se deu por medo, uma medida desesperada. Quando não se consegue defender o próprio argumento, a atitude mais comum é atacar.

    O engraçado é que, como a maioria dos jornais online, ele tem uma seção de blogs.

    Bem… Eu não sabia dessa campanha, afinal só leio jornais sérios. =P

  12. memel disse:
    ipdesign.cjb.net

    deixem os caras serem felizes…

    kkkkkkkkk

  13. Jrgarou disse:
    jrgarou.com

    Fazer o que? Ou melhor, o que mais eles podem fazer?
    Como toda imprensa mundial, esse é o jeito deles, a única coisa que podem fazer.

  14. Tiago Celestino disse:
    tcelestino.com.br/blog

    A velha mídia já perdeu muito espaço para as novas formas de informação. O Estadão apenas tá querendo tentar manter uma atenção para o jornal que para mim nunca foi tão bom assim.

    Mas enfim… deixa lá é só fazer de cachorro e dizer que os blogs são muito mais confiavéis do que um jornal.

  15. Rafael Louback Ferraz disse:

    eles reproduzem informações em mesmo nivel ou até em nivel maior do que blog de noticias e revisões.. veja que todas as noticas deles tem fontes tipo reuters.. eles tão macacos que copiam e colam quanto os blogueiros ou até mais, pq tem blogs que são somente de ideias e não replicadores de noticias.. se eles fossem realmente “estimuladores” de opnião e critica, eles fariam uma materia sobre os pros e contras de blogs e iriam ajudar cada vez mais o publico a ficar critico e montar os seus blogs….
    JORNAL È PRA INFORMAÇÂO, NÂO DESINFORMAÇÂO….

  16. Luiz disse:
    apelando.net

    curti a campanha, apesar de realmente ofender muita gente que não merece.
    mas é aquela coisa, estatisticamente eles tem toda razão.

  17. Discordo.. disse:
    Sedentario

    Eu não vi isso como ataque aos outros blogs diretamente.. eu apenas vi o estadão utilizando uma propaganda que diz claramente: “Nós temos fontes confiavéis” … tendo ou não, aih eh outra historia.
    Mas não acho q ela fez um atque direto e apenas esta vendendo seu peixe.

    Na boa, acho q a interpretação de vcs está um pouco as avessas… e como diz a frase:

    “O ser humano é feito de guerras”

    soh uma opinião com outro ponto de vista…

    ainda acho o S&H os melhores da web

  18. Tampa disse:
    tampablog.blogspot.com

    É, quando a concorrência é forte é foda..as pernas tremem!

    Afinal, quem tem cu tem medo! (não leiam se o horário for antes da meia-noite).

    ESTADÃO, lamentável, aconselho criarem um blog, assim, quem sabe, com uma parceria ai com o SH ou com o meu TampaBlog voces nao consigam um público maior, mais atualizado e mais cabeça..
    Afinal, lamntávelmente acho q assinantes do Estadão são apenas tiozinhos.
    Ahhh..tiozinhos estes que apenas leem o caderno de esporte, o resto? Ah, o cantinho do cachorro precisa de forro mesmo…

    E para os redatores e publicitários sem futuro, digo, desinformados do ESTADÃO, lhes apresento um sitezinho suuuuupeeer novooooo, um tal de Orkut.
    Ele não é muito conhecido mas beleza.. ele é usado pelos blogs para interagirem entre si e entrar em contato direto com os leitores!
    Poisé.. independente do peso do blogger.. o que valhe é o conteúdo!

    Estadão deixou de ser.. ÃO, passou a inho (aliás tem um caderno chamado ESTADINHO se não me engano).

    Mesmo pq ÃO não ta com nada..

    eu sou mto mais ser assim, tipo, uma BRASTEMP!

    Vida Londa aos Blogs!
    http://www.tampablog.blogspot.com

  19. Willi Lopes disse:
    baguncablog.blogspot.com

    Sei não, olha só, até então ninguém nem lembrava que o Estadão existia, querendo ou não to achando que é o velho falem bem falem mal…

  20. Leandro Rocha disse:

    é o fim do quarto poder.

  21. jackosbourne disse:
    neandertalidade.blogspot.com

    well…

    nÃO (ÃO, entendeu? xD) aguenta bebe leite!

    xD

  22. Anônimo disse:

    De certa forma concordo com eles. Todos têm o direito de se expressar, seja num blog ou em qualquer outro meio, mas todos têm que concordar que tais fontes geralmente não são confiáveis. Não dá pra saber se o dono de um blog sobre artes têm formação artística, ou um de português que tenha formação em letras e assim por diante… Sendo assim, o que resta? Resta opinião de alguém tão leigo no assunto quanto quem lê, o que no fundo é o mesmo que um bate-papo de boteco…
    Os blogs bons criam conteúdo, mas é um saco entrar em três blogs e ver que tudo que está em um deles são links copiados de um outro blog, que copiou de outro num motocontínuo de reciclagem de informação pouco relevante.

  23. Refúgio de um Foragido disse:
    joelminusculi.wordpress.com/2007/08/12/sobre-blogueiros-e-jornalistas

    [...] Já o Sedentário & Hiperativo compra a briga: “Relaxem diretores do Estadão. Não somos [os blogueiros] tão perigosos [...]

  24. antonioaugusto disse:
    f

    como eu sempre digo: “jornalistas, foi bom enquanto durou”

    já era..quem faz as notícias somos nós….errada? tendenciosa? talvez…porém com um fasto material comparativo q, no conjunto, deixam os blogs imparciais.

    triste essa camapnha do estadão….

    e ponto para a “folha on line” jornal que além de citar blogs e comunidade, tb usa o sistema de link bem parecido com blogs.

  25. lol disse:
    lol.com

    tb axo ridiculo… seria então a mesma coisa com o rádio, qnd inventaram a televisão…
    e po, aquela imagem ali do “Fredão” pra mim ñ diz mta coisa…
    td dia vejo na televisão comentaristas de futebol q se bobiar nunca jogaram uma pelada na vida… tem até uns q são obesos, como um kra obeso tá comentando sobre esporte?

  26. Daniel disse:
    puxaumacadeira.blogspot.com

    Sei lá…

    Ta mais com cara de estratégia pra chamar a atenção,
    qualquer pessoa com o mínimo de “conhecimento de
    causa” sabe que travar uma guerra dessas é reviver
    “300 De Esparta” utilizando os figurantes da “Praça é
    nossa” ! Tão tentando chamar a atenção de todos
    inclusive dos Blogueiros (deu certo!) obtendo ibope
    pela polêmica.

    Deixa pra lá !

    e outra…jornal ainda suja a mão de quem lê !

    rs.

  27. Mariana disse:

    Não acho que a propaganda seja contra Blogs em geral, apenas alerta que os conteúdos da internet não são de origem segura, portanto, podem conter erros, não são tão confiáveis, e que uma fonte jornalistica, a princípio, teria mais credibilidade.
    Nem sempre é assim, mas na maioria das vezes eu preferiria acreditar no que um jornal diz, geralmente os conteúdos vêm de pessoas mais bem preparadas e com uma formação voltada para essa atividade, já blogs qualquer um pode criar e escrever o que bem entender.

  28. Emílio Moreno disse:
    liberdadedigital.com.br

    A campanha do Estadão é covarde e só demonstra o despreparo e medo de lidar com as novas tecnologias, normal para os tradicionais “donos da mídia” brasileira. Afinal, são 8 famílias há anos dizendo o que o povo tem direiro de saber. É justo isso? Quem é mesmo macaco? Aqui no Ceará, é o Diário do Nordeste (Família Queiroz/Jereissati) que está atacando os blogueiros em seu editorial deste domingo. Uma vergonha. A grande mídia está desesperada com o avanço da blogosfera. E você, vai continuar lendo o que essas 8 famílias determinam? Acha isso legal? É mais confiável, né mesmo? Azar o seu! Eu leio blogs e mantenho um também e nem de longe sou um macaco. Mas se você quer continuar sendo manipulado, continue lendo o Estadão, e fique burrÃO.

  29. Fodaman disse:
    olageanogrosso.blogspot.com

    Sendo estratégia de marketing ou não, devo concordar com a campanha.

    Apesar de não ser um “Fredão”, meu blog não tem conteúdo relevante. E a grande maioria dos blogs que visito (pra não dizer todos) tem quase nenhuma relevância.

    Os blogs geralmente copiam e repassam sites e links diversos. Poucos realmente criam conteúdo.

  30. Calango disse:
    calango74.blogspot.com

    É patética a atitude do Estadão! Uma organização decente deveria cooptar blogs, adaptar-se aos novos leitores, reestruturar sua fatia de mercado.

  31. Wendely Leal disse:
    wendelyleal.blogspot.com

    Assim que li essa notícia lá no Brainstrom#9 sabia que muita gente ia se doer.

    Bom. Eu achei uma tacada de mestre e só vai afetar quem tiver que ser afetado ;)

    Abraço.

  32. Riba disse:

    Só um pequeno detalhe….o q eu ja vi site de noticias “copiar” e “colar” matéria num ta escrito….acho q o “bruno” ja tem emprego !!! hehe

    Agora sério, não desmerecendo os grandes meios de comunicação, mas atacar o concorrente direto é uma coisa errada mais até comum na publicidade, mas atar os indireto diretamente…vish…vai passar uma imagen negativa p/ grande massa de blogueiros e “semi-blogueiros”. Não se preocupe estadão, qnd eu ler num blog q um desatre aconteceu, vou confirmar num grande meio de comunciação como vossa senhoria. Não se preocupe…hehehe

  33. Bode disse:

    Na boa, foi exagero considerar isso um ataque. O Estadão apenas quis dizer que as fontes de uma matéria encontrada em blog nem sempre são confiáveis. No fundo, está apenas vendendo seu peixe. Em nenhum momento ele disse que os blogs são isso ou aquilo. Como se diz por aí, se a carapuça serviu….

  34. duh disse:

    todo mundo sabe que a estratégia de marketing ofensiva mais piora do que melhora a imagem da empresa, isso ninguem pode negar

  35. Dablio disse:

    é… como disseram ai .. os bloggeiros se acham muito mais importantes do que são
    visito uns 10 ou mais blogs diariamente, adoro! muita informação relevante curiosidades papapa…
    mais pow.. a internet esta atolada de blogs que são uma merda
    com tudo copiado ou pior.. diarios pessoais emuxos
    dizer que um dos maiores jornais do pais esta com “pavor terrível” dos blogs é umpoco de pretensão de mais
    whatever
    esse é um assunto muito grande que merece muitos posts
    S&H rula! quero saber quando vão colocar o layout novo!
    abraços

  36. Paco disse:

    Nada demais, os blogueiros que estão criando pelo em ovo, parec mais que quem “não se garante” são vocês.

  37. Roberto L. disse:
    museuanosoitenta.blogspot.com

    Pra eles terem chegado nesse nível as coisas não devem estar muito boas pro lado deles. rs

  38. Cesar disse:
    cesarlinkc.blogspot.com

    Bom… eu como prefiro a Folha… não estou nem ai pro Estadinho… mas nem sempre o ataque é a melhor defesa

  39. Noticias Genericas disse:
    noticiasgenericas.blogspot.com

    Acho que o grande erro foi generalizar!

  40. Anônimo disse:

    O Estadão usou isso pra ganhar fama no boca a boca? E os blogs não estão fazendo o mesmo usando essa campanha para divulgar seus sites passando-se por engajados e intelectualizados?
    É apenas uma opinião.

  41. Edu disse:

    O FREDÃO foi foda heim.. O Fred do jacare banguela deve tá bolando alguma para se vingar.. ahahhaa

  42. ivo antonione disse:

    e quem nao me garante que o cara que da as dicas pra pegar a mulherada no Estadão não é igual o Fredão ai tb?

  43. Letras de Músicas disse:
    buscarletras.com.br

    Nossa, esse tal estadão, é um lixo mesmo, parabéns pelo seu blog…..

  44. Periferia do Capitalismo disse:

    a bloguesia deveria fazer uma campanha,
    ainda que com restritas fontes orçamentarias,
    criticando a manipulação da informação para com as periferias capitalistas

  45. Pedro disse:

    Seriam os jornalistas do Estadão melhores escritores do que os macacos?

  46. George M. › Sociedade, mídia, blogs e web 2.0 disse:
    georgemacedo.com/2007/08/14/sociedade-midia-blogs-e-web-20

    [...] bem disse o post do blog Sedentário e Hiperativo, por meio do qual eu soube da famigerada campanha do Estadão, o [...]

  47. George M. disse:
    georgemacedo.com

    Campanha simplesmente patética.

  48. Little Potato disse:
    ue

    Aí, Rapaziada. Dêem uma olhada no http://www.abandapodre.blogspot.com, onde o meu amigo Zé Pequeno começou uma campanha nos mesmos moldes dessa do Estadão, contra o… ESTADÃO. Vamos devolver na mesma moeda, só que com muito mais inteligência… E vamos divulgar !!! Quem quiser fazer o mesmo, esteja à vontade !! Abraços !

  49. Death Dealer disse:
    deathdealer.com

    Achei essa campanha ridícula, preconceituosa e desesperada. E não tenho blog, mas costumo eleger alguns como favoritos, e realmente são MUITO mais interessantes que o Estadão.

  50. Ariel Wollinger disse:

    Luiz Carlos Azenha é Jornalista com J maísculo. Daqueles que ainda nos dão orgulho da profissão. Daqueles que buscam a verdade dos fatos e que denunciam mazelas de qualquer político ou instituição, seja da direita ou da esquerda, sempre com ética e honestidade, doa a quem doer.

    Eu sou petista, mas isso não quer dizer que vou tolerar, por exemplo, corrupção comprovada feita por alguém do PT, muito menos vou defenestrar o jornalista que a denunciar. Pelo contrário. O que exigimos é, apenas, pesos e medidas iguais para todos os lados - o que, convenhamos, simplesmente não existe na mídia corporativa que tem rabo preso com tudo, menos com o leitor…

    Agora, Azenha escreveu um texto brilhante sobre a revolução que estamos vivendo neste exato instante e que tem provocado tanto ódio e histeria nos conservadores e reacionários que, como sempre, são os últimos a perceberm que a única constante no universo é a mudança… Leiam até o final, pois vale a pena!

    - André Lux

    Surtou? Relaxe, você não está sozinho

    A internet traz um mundo diferente e ameaçador para dentro de sua casa. É uma cacofonia incrível, gritos que se multiplicam, opiniões conflitantes, baixarias e muita, muita vida inteligente. Os intelectuais perderam o monopólio do saber. Sentem-se inúteis. Bate o banzo, a angústia de quem se sente “descartado” porque desnecessário. Os jornalistas perderam o monópolio da informação. Os “especialistas” perderam o monopólio da opinião.

    - por Luiz Carlos Azenha (http://viomundo.globo.com)

    O Estadão lançou uma campanha publicitária tirando uma onda dos blogueiros, como se eles fossem incapazes de produzir informação de qualidade.

    A resposta veio logo, na ilustração que aparece ao lado.

    Quando uma sociedade muda muito rapidamente, o que está acontecendo agora - numa velocidade de 100 km por segundo - afloram o medo e a ansiedade.

    Temos visto o desalento de pensadores brasileiros expresso aqui e ali - o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, disse que o Brasil não tem jeito, “é isso aí”. Cansou?

    Leram a Christiane Torloni na Folha?

    Ela aderiu a um movimento de protesto sem saber no que vai dar.

    É política sem projeto, sem raízes sociais, política de coluna social, política de oportunismo, política do medo - tudo isso misturado num caldeirão.
    Fiquemos, no entanto, no FHC, que afinal leu bem mais do que um livro.

    As teorias que ele usou a vida inteira para “entender” o mundo passaram a valer tanto quanto uma nota de dois reais.

    E vocês sabem que um trem tem muita dificuldade para mudar de trilho, feito o cérebro treinado para reagir de maneira automática às novidades.
    Como FHC deixou de entender o mundo, passou a achar que o mundo acabou, ou está para acabar.

    Sim, FHC, o SEU mundo acabou. Já era. Vem coisa nova aí. Pode ser melhor, pode ser pior, com certeza será diferente.
    Alguns têm medo de mudanças, outros não.

    Eu não quero preservar ESTE mundo que está aí - quando eu digo aí, FHC, não estou falando do Higienópolis, ok?

    O mundo em que vivo tem 22 milhões de jovens que não trabalham e nem estudam, só na América Latina.

    Por isso não sou reacionário.

    É mesmo difícil entender um mundo em que a globalização cria atritos tão fortes com nossos impulsos “tribais”, com o renascimento do nacionalismo em contraposição a essas forças que chegam de fora, em impulsos, “invisíveis”, fazendo cabeças e fortunas especialmente através da internet.

    O novo é angustiante porque gostamos da previsibilidade. Buscamos todas as noites, nos noticiários da televisão, a confirmação de que o mundo ainda existe e a segurança de que aquilo que o Bonner noticia não nos toca, estamos salvos da “crueldade” dos bandidos, das guerras, das tragédias “dos outros”.

    A televisão conforta pela repetição, a gente se emociona com a mãe que perdeu o filho, desliga e vai jantar. Francamente? Uma sociedade que “se vê” pela televisão está morta.

    Mas isso é assunto para sociólogos e estou falando da mídia.

    Enquanto a TV é o conforto do “previsível”, a não ser pelas blusas da Fátima Bernardes, o jornal impresso é estático. Você lê e as letras continuam ali. Você lê, reflete, e as letras continuam no mesmo lugar. Ninguém muda de opinião no jornal impresso.

    Já a internet traz um mundo diferente e ameaçador para dentro de sua casa.

    É uma cacofonia incrível, gritos que se multiplicam, opiniões conflitantes, baixarias e muita, muita vida inteligente.

    Os intelectuais perderam o monopólio do saber.

    Sentem-se inúteis. Bate o banzo, a angústia de quem se sente “descartado” porque desnecessário.

    Os jornalistas perderam o monópolio da informação.

    Os “especialistas” perderam o monopólio da opinião.

    Qual é o motivo que me levaria a acreditar mais num repórter do Estadão que foi a Maresias do que num morador de Maresias com o qual converso pelo Messenger?

    O sujeito vive lá, conhece a praia, conhece as pessoas, ele sim é um “especialista” em Maresias.

    E não cobra nada.

    Recebo dele informações e fotos de Maresias sem pagar um tostão.

    Posso me dar ao luxo de ter um “correspondente” em cada praia do litoral.

    Mas não é só.

    O documentário A Revolução não será Televisionada, sobre o golpe de 2002 na Venezuela, já foi visto por centenas de milhares de pessoas no You Tube.

    No Brasil, só passou na TV Câmara e na TV Educativa do Paraná.

    Mesmo a supressão da informação tem seus dias contados.

    Hoje eu me informo sobre a Venezuela lendo na internet o Tal Cual, de oposição a Chávez, além da Agência Bolivariana de Notícias, que dá sua versão dos fatos.

    Basta um clique e eu faço o milagre de teletransportar o internauta até a Venezuela:
    http://www.talcualdigital.com/
    http://www.abn.info.ve/

    Também leio sobre a Venezuela no blog do Eduardo Guimarães, que é vendedor de autopeças, conhece toda a América Latina e em quem eu confio “pessoalmente”, apesar de nunca tê-lo encontrado.

    Essa intimidade eu não tenho com a Ana Maria Braga, nem com o Louro José, porque já tentei várias vezes falar com eles pelo aparelho de televisão e eles não me ouvem.

    Meu ponto: a linguagem do jornal, da rádio e do telejornal é distante, é fria. E a gente não pode responder. Nem debater. Nem xingar.

    A linguagem da internet é uma balbúrdia.

    A linguagem da internet produzida pela mídia corporativa é caduca, é a linguagem de jornal transferida para o mundo digital.

    Os internautas escrevem de forma apaixonada, debatem, discutem, trocam informações, fofocas, teorias conspiratórias, textos fajutos ou de altíssima qualidade.

    O Luiz Alphaplus, engenheiro do ramo de telecomunicações que mora em Curitiba, escreveu - e publiquei no site - uma das análises mais interessantes sobre a privatização da telefonia que aconteceu no Brasil.

    Duvido que um repórter teria um insight como o do Luiz, que matou a charada porque é do ramo: as empresas da área, segundo ele, focalizam seus esforços no marketing e nas finanças, terceirizando serviços, atendimento ao cliente e assim por diante.

    São como embrulhos bonitos por fora mas feios por dentro.

    Depois de ler o texto dele eu entendi melhor porque é que a gritaria dos consumidores não chega ao alto escalão de uma empresa telefônica com a mesma rapidez que chegava antes.

    É a terceirização do atendimento ao cliente, que passa a ser feito, de graça, pelo Procon.

    Essa nova arquitetura corporativa também é novidade.

    Mal sabemos o impacto que tem em nossas vidas, além de produzir vagas com baixos salários.

    O Hudson Lacerda, que ainda não tive o prazer de conhecer pessoalmente, é um incansável batalhador contra o modelo atual de urnas eletrônicas que, segundo ele, são vulneráveis à fraude.

    Não é jornalista mas tem um blog.

    Veio dele a informação de que o governo da Califórnia acaba de tirar a certificação das urnas eletrônicas no estado, depois de um estudo que demonstrou que os modelos analisados são vulneráveis.

    Não vi nos jornais brasileiros, mas achei relevante porque as eleições brasileiras são 100% dependentes de urnas eletrônicas.

    O que quero dizer é que não tenho motivo para trocar os meus blogueiros pelo Estadão.

    Mesmo porque o Estadão impresso não responde às perguntas que eu faço.

    Outro dia travei o seguinte diálogo com o jornal que estava em minhas mãos:
    Eu: Eu acho que essa informação que você escreveu está furada.
    Jornal: [Mudo]
    Eu: Responda, cara, eu quero saber mais dessa história.
    Jornal: [Mudo]
    Eu: Vou te rasgar todo, desgraçado, se você não responder agora!
    Jornal: [Mudo]

    O meu amigo do Messenger, aquele que me passa informações de Maresias, nunca fica mudo.
    No máximo demora um pouco para responder porque “conversa” com 20 pessoas ao mesmo tempo.
    Para todos os efeitos, é meu repórter.

    Se a mídia brasileira está ansiosa e insegura diante de tantas mudanças, se os intelectuais estão perdidos com o desmoronamento de suas teorias, se a classe média medrosa aderiu maciçamente ao milenarismo, vocês que trabalham em agências de publicidade que se preparem.

    Vai chegar o dia em que as grandes empresas, donas das maiores contas, vão descobrir que são vítimas de embromation.

    Isso já aconteceu nos Estados Unidos.

    Se eu fosse vendedor de automóveis e tivesse recursos limitados, jamais gastaria todo o meu orçamento dando tiros de canhão com o alcance da Globo.

    Eu faria economia atirando em nichos específicos de mercado.

    Graças à expansão da internet e da banda larga no Brasil isso vai se tornar possível.
    Tiros menores, pontaria melhor, redução de custos.

    Também os publicitários vão perder o monopólio da propaganda, seja ela política ou institucional.

    Eu só sei que estamos em plena revolução da informação. Aposto que quem viveu em plena revolução industrial também não entendeu direito o que estava acontecendo.

    Quem está no meio de um tornado não consegue enxergar o todo.

    Sente medo, ansiedade, desalento, angústia.

    Tudo isso se expressa socialmente: os cansados, por exemplo, nem sabem direito onde querem chegar e espero que andem, apesar do cansaço; espero que fundem um partido de direita genuíno, que dê voz às suas angústias existenciais, ou que ao menos façam psicanálise de grupo na Vila Belmiro.

    O mesmo serve para o FHC, para os executivos de televisão e os editorialistas dos jornalões.

    Segurem firme na cadeira, meus caros, que lucro garantido num momento como esse só o da fábrica de ansiolíticos.

    O sonho do faraó FHC é ser o Eduardo Frei brasileiro.

    Não há aventura política em que ele não se meta para “recuperar” o poder.

    Em oito anos ele dilapidou o patrimônio público e destruiu o estado brasileiro.

    Dizer que a comemoração do 7 de Setembro é “uma palhaçada”, como ele disse, foi ato falho: ele não suporta ver o Brasil independente.

    http://viomundo.globo.com/site.php?nome=MinhaCabeca&edicao=1138

  51. Ariel Wollinger disse:

    Luiz Carlos Azenha é Jornalista com J maísculo. Daqueles que ainda nos dão orgulho da profissão. Daqueles que buscam a verdade dos fatos e que denunciam mazelas de qualquer político ou instituição, seja da direita ou da esquerda, sempre com ética e honestidade, doa a quem doer.

    http://viomundo.globo.com/site.php?nome=MinhaCabeca&edicao=1138

  52. Mente Insana » Archive » O “ÃO” com medo do “INHO” disse:
    menteinsana.com/blog/2007/08/20/o-ao-com-medo-do-inho

    [...] Não entendeu? Clique aqui. [...]

  53. adelson disse:

    eu acho que como bons blogueiros todos devem levar isso ná eportiva afinal não podemos negar que ficou super engraçado.

    e não podemos esquecer que blogueiros são vingativos e assim que vier uma ideia ilaria para contratacar o estadão ela sera postada sem dó heheh

    um abraço a todos os blogueiros

    isso so mostra o quanto forte é essa nova classe

    ps: já pensaram a quantidade de pessoa que deve ta procurando esse tal de blog do bruno!!!!!!!!!

    valeu estadão por mais essa divulgação

  54. oswaldo disse:
    peabirus.com.br

    Sugiro conferir a opinião mostrada no link abaixo:

    http://www.peabirus.com.br/redes/form/post?topico_id=5619

  55. rodrigo disse:

    Como bisneto de Júlio Mesquita, autor da frase ‘Não procuro dirigir nem criar a opinião pública no meu Estado. Ao contrário, procuro apenas sondar com cautela as opiniões em que o Estado se divide e deixo-me ir, confiado e tranquilo, na corrente daquela que me parece seguir o rumo mais certo’, prefiro acreditar que os gestores do Estadão pisaram na bola sem querer.

    Aqui, proponho um debate procurando uma nova síntese.

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