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Kintsukuroi

Kintsugi

kintsukuroi – (s.) “consertar com ouro“; a arte de consertar cerâmica com ouro e laca e compreender que a peça é mais bela por ter sido quebrada

Um pote de cerâmica pode ter uma beleza única. Moldado a partir do barro, da argila, ele é maleável pelas mãos de seu criador até que seja submetido a altas temperaturas, quando então sua própria estrutura molecular se altera permanentemente para que se transforme em uma cerâmica. Como cerâmica, o material se torna cristalino, rígido, e está entre os mais duráveis que conhecemos. Dentre as criações humanas mais antigas já registradas em escavações arqueológicas estão os potes de cerâmica que nossos ancestrais moldaram há dezenas de milhares de anos — antes mesmo de construírem suas primeiras cidades.

Mas se a cerâmica é duradoura, o mesmo não se pode dizer necessariamente do pote. Conta-se uma história de um dos mais destemidos guerreiros japoneses, o senhor feudal Toyotomi Hideyoshi, que recebeu de presente um precioso vaso de seu antigo líder, Tsutsui Junkei. Um dia um pagem deixou o importante pote cair por acidente, quebrando-o em cinco pedaços. Todos ficaram mortificados, temendo pelo garoto uma vez que Hideyoshi era conhecido por sua fúria.

Foi então que um convidado, demonstrando grande desenvoltura, improvisou no momento um poema cômico que em um jogo de palavras unia de uma só vez o nome de Tsutsui, a quebra do vaso e um outro famoso verso sobre a passagem do tempo.

O gracejo do poeta fez com que todos rissem, restaurando o bom-humor de Hideyoshi. Logo o pote quebrado foi restaurado unindo suas partes e passou a ser conhecido como Tsutsui Zutsu, em referência ao poema. Ele continuou sendo usado pela família de Hideyoshi e, séculos depois, o pote com suas quebras e remendos ainda pode ser contemplado.

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Ao invés de diminuir a beleza da peça, um novo senso de sua vitalidade e resiliência elevaram sua apreciação a novas alturas. O pote tornou-se mais belo por ter sido quebrado.

Houve quem ponderasse que a verdadeira vida do pote começou no momento em que caiu e se quebrou. [via camiimac, Tango Philosophy, drazuli]

Papricast 047 /// Desenhos Animados para os Crescidinhos

De uns tempos pra cá desenho animado passando na TV deixou de ser sinônimo de programação exclusivamente infantil. Alías, se uma criança assistir determinadas animações pode ficar com sequelas maiores do que assistindo a filmografia do Van Damme. Tá… ok! Exagerei. Não é pra tanto. Mas nos últimos 25 anos as animações adultas ganharam um espaço gigante, não só na grade de programação das TVs, mas também na preferência do público. Hoje vamos focar nas sitcoms animadas mais famosas do mundo: Os Simpsons, Futurama, Uma Família da Pesada (Family Guy) e South Park. Dê o play e venha perder os limites com a gente.

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Comentado no Episódio

Os Simpsons primordiais no The Tracy Ullman Show
Simpsons em Family Guy
Uma das muitas lutas Peter Griffin vs Frango
Peanut Butter Jelly Time
Stewie e a reportagem das uvas
Herbert The Pervert cantando Time of My Life
Stewie cantando Bryan Adams
Chris sequestrado pelo A-Ha
O exame de próstata de Peter
O homem do “passado” em South Park

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Duração do Programa

57 minutos

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Papricast 018 /// A História da Animação

A animação desde sempre anda de mãos dadas com o cinema e, apesar de nebulosa, sua história é fascinante. No programa de hoje Marton Santos e Leonardo Santos ouvem uma verdadeira aula sobre a história da animação, e o professor é ninguém menos que nosso companheiro Elton Bandeira. Não perca tempo e clique no play agora para embarcar nessa divertida história.

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Comentado no Episódio

O Taumatrópio
O Fenacistoscópio
O Zootrópio
Primeiro filme totalmente animado – Fantasmagorie
Superman dos irmãos Fleischer
O Coelho Osvaldo
Mickey em Crazy Plane
Silly Simphonies
Disney e a Impossibilidade Plausível
Mickey, Donald e Pateta viajando no trailer
O Lobo de Tex Avery
Documentário sobre Chuck Jones (em inglês)
Desenhos antigos da UPA
Os Snorks
Animação de Norman McLaren

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Curta: Esta Terra é Minha

Esta Terra é Minha, Deus deu esta Terra para Mim“, cantado na voz aveludada de Andy Williams, em uma tragicômica animação de Nina Paley sobre aquele pequeno pedaço de terra no Oriente Médio tão disputado desde os primórdios da história.

Dos primeiros habitantes coletores aos da terra de Canaã, passando pelos egípcios, assírios, aos “filhos de Israel” no antigo testamento, babilônios, macedônios, gregos, ptolemaicos, selêucidas, de volta aos hebreus, aos macabeus, romanos, bizantinos, califas, cruzados, mamelucos, otomanos, árabes e então aos tempos modernos, com a dominação europeia representada pelos britânicos, que então dividiram as terras entre palestinos e judeus… que continuam disputando esse pequeno pedaço de terra até hoje, na luta representada na animação pelo Hezbollah e o estado de Israel.

Paley deixa claro que esse é apenas um cartum, sem pretensão de ser uma representação histórica rigorosa de todo o sangue derramado, e na animação arrisca uma visão do futuro: ao final <spoiler>o verdadeiro dono da terra, o verdadeiro heroi do Antigo Testamento, é o Anjo da Morte</spoiler>. [via Kuriositas, já indicamos outro trabalho fenomenal de Paley aqui]

Uma História de Amor em 22 Fotos

A primeira foto é como muitas outras de um casal apaixonado, mas no caminho dessa história Taylor Morris, que desarmava bombas no Afeganistão, acabou ele mesmo vítima e teve seus braços e pernas amputados. Seu par, Danielle Kelly, nunca saiu de seu lado.

A Fotografia em Grupo mais Importante da História da Ciência

Uma das mais famosas obras artísticas da Renascença é a Escola de Atenas, que representa boa parte dos maiores pensadores da Grécia Antiga em uma só imagem, com Platão e seu aluno Aristóteles discutindo ao centro. Estas duas grandes mentes realmente se encontraram, mas a maior parte dos pensadores clássicos representados no afresco não viveu ao mesmo tempo, e o encontro extraordinário de todas estas mentes brilhantes só pôde ser imaginado por Rafael. Quão incrível não seria uma conversa entre todos eles?

Pois no início do século 20, algumas das maiores mentes da História não só viveram ao mesmo tempo, como se reuniram para discutir uma das mais profundas revoluções científicas — e mesmo filosóficas. Em 1927, na quinta Conferência de Solvay, em Bruxelas, vinte e nove cientistas tentavam entender a incompreensível física quântica.

Entre eles, um certo físico alemão chamado Albert Einstein, que entre aquelas conversas acaloradas dispararia a famosa frase “Deus não Joga Dados“, contrariado pelas interpretações probabilísticas promovidas por luminares como Niels Bohr. Menos conhecida é a réplica de Bohr a Einstein, para “parar de dizer a Deus o que fazer“. A réplica bem como a intepretação de Bohr e seus colegas seria a vencedora naquela conferência e além, com boa parte dos maiores avanços científicos desde então, incluindo aqueles essenciais aos chips de computador e telas de nossos celulares e monitores.

Registrando esse encontro histórico, e ecoando a obra-prima de Rafael, estava essa fotografia que quase foi esquecida nos anos que se passaram, e agora foi colorizada pelo artista sueco Forri Farg, de pastincolor.com. Clique para ampliar.

Entre os 29 participantes, nada menos que 17 já eram ou ainda se tornariam ganhadores do Prêmio Nobel, incluindo a única mulher presente. Marie Sklodowska-Curie, vencedora de dois prêmios Nobel, e até hoje a única pessoa a ser reconhecida por dois prêmios Nobel em áreas científicas diferentes: física e química. Marie Curie, Like a Boss.

Da conversa extraordinária na reunião destas mentes foram revolucionados os fundamentos de conhecimento sobre o mundo que criaram tecnologia e prosperidade que desfrutamos até hoje. A composição da fotografia não é de longe tão refinada quanto a arte de Rafael — Einstein e Bohr dificilmente posariam com dados em uma cena dramática. Mas o detalhe muito relevante de que a fotografia captura uma reunião real em um momento decisivo na compreensão do Universo compensa um tanto essa falha.

Gmail e o Olho que Tudo Vê

Lançado em 2004, o serviço de email do Google, Gmail, já alcança hoje quase meio bilhão de usuários. E a maior parte destes internautas vê diariamente o ícone de um envelope estilizado em vermelho, com o “M” destacado, sem se dar conta de que ele é quase idêntico a um avental ritualístico usado na Maçonaria há alguns séculos. A “grave” denúncia foi feita pelo Núcleo Ateísta de São Paulo, embora outros veículos de mídia como Icanhascheezburger também tivessem revelado a “importante” conexão há alguns anos.

Qual o significado da Conspiração do Gmail e os símbolos maçônicos que vemos espalhados quase subliminarmente por toda parte? Investigamos o logo do Gmail com certa “Dúvida Razoável” e o mais famoso símbolo oculto na continuação.

A Marreta Nuclear e a Engenharia para Humanos

É um conto russo bom demais para ser verdadeiro:

“Em 1980, quando um grupo de oficiais inspetores do Estado-Maior visitando o quartel-general das Forças de Mísseis Estratégicos perguntou ao general Georgy Novikov o que ele faria se recebesse a ordem de lançar mísseis mas o cofre contendo os códigos de lançamento falhasse em abrir, Novikov disse que ele ‘arrebentaria a tranca do cofre com a marreta’ que ele mantinha próxima”.

Talvez nenhum outro projeto de engenharia deva ser tão resistente a falhas, ao pior do que os mais impensáveis erros humanos possam provocar, do que o sistema que guarda códigos de lançamentos de mísseis nucleares. Se há algo que jamais pode falhar, é a engenharia do sistema de lançamento de mísseis nucleares.

E no entanto, os russos contam a história de que não só o general em comando no quartel-general da Força de Mísseis Estratégicos mantinha à mão uma marreta para arrebentar o cofre, como ao saber disso seus superiores decidiram que:

“No momento os inspetores criticaram severamente a resposta do general, mas o oficial superior do Estado-Maior disse que Novikov estaria agindo corretamente [ao recorrer à marreta para arrebentar o cofre]. Desde então, a marreta tem estado em serviço no quartel-general das Forças de Mísseis na cidade fechada de Vlasikha, na região de Moscou”.

A história lembra a fábula da caneta espacial – americanos teriam investido milhões para criar uma caneta que funcionasse em microgravidade, enquanto russos teriam solucionado a questão usando um simples lápis.

São excelentes histórias, mas seriam verdadeiras? O que a marreta nuclear pode dizer sobre o futuro da humanidade?