• Isaias

    Na verdade, a democracia, nas mãos de pessoas instruídas, vale muita coisa. Esse sistema político foi implementado no Ocidente pensando em pessoas que sabiam pensar.

    Entretanto, quando a grande maioria é formada por analfabetos funcionais, dependentes-financeiros do governo e pessoas que acham que, se ainda não inventaram, ainda haverão de inventar uma fórmula mágica que resolva todos os problemas da humanidade de uma vez só, a perspectiva de mudar para melhor o destino de um país torna-se de fato uma piada.

    • Ambient Works

      Formado por pessoas instruídas até a anarquia é boa. Mas aí que está, nunca na história boa parte das pessoas eram instruídas.

      • Isaias

        Mas em determinadas épocas as pessoas mais instruídas é que comandavam a maioria menos apta ao poder.

        • Ullisses

          Mas nesse caso provavelmente não é com a democracia

          • Isaias

            Já houve democracias ‘parciais’, onde nem todos podiam votar. Claro que restringir o direito de voto, por exemplo, a somente pessoas com nível superior, hoje em dia é impensável, mas talvez fosse uma forma de colocar os com mais mérito no poder, ao invés dos mais ricos, engraçados ou sexualmente atraentes.

            Sobre este assunto, vale lembrar certa reflexão de Nelson Rodrigues: ‘deve-se a Marx o formidável despertar dos idiotas. Estes descobriram que são em maior número e sentiram a embriaguez da onipotência numérica. E, então, aquele sujeito que, há 500 mil anos, limitava-se a babar na gravata, passou a existir socialmente, economicamente, politicamente, culturalmente etc. houve, em toda parte, a explosão triunfal dos idiotas’.

            É por isso que eu penso que a democracia ainda é o melhor sistema político que existe, mas ela, repito, só funciona corretamente numa sociedade de pessoas cultas e instruídas. Em outras situações ela pode degenerar em ditadura da ‘vontade popular’ [Venezuela com Chávez] ou em um desfile de mulheres-fruta, charlatães e palhaços [Brasil].

      • Nilson

        Depende do lugar, na Suécia por ex. boa parte é, sim. Uma das vantagens numa anarquia é que quem não procura se instruir perde poder político. Quem não tem mérito não mereceria benefício algum nem teria direito ao voto na minha opinião.

    • Luizmpbah

      sad but true!!!
      gostaria de corrigir uma coisa, apesar de estarem, ligados instrução não é condição para pobreza e vice versa. o problema desse sistema é o egoismo, se no Brasil só pudessem votar as pessoas com curso superior por exemplo, o governo representaria apenas os interesses dessa parcela da população. um país de população pobre tem que eleger quem pensa na população pobre mesmo. Só que ai agente cai num dilema Tostines (vende mais por que é fresquinho ou é fresquinho por que vende mais?) o pobre vota no corrupto por que é ignorante ou é ignorante por que vota no corrupto (que por sua vez lhe nega educação de qualidade para sair da condição de ignorância?). O que eu sei é que alguém tem que começar a quebrar esse circulo. As leis assistencialistas tem seus efeitos colaterais, mas resolvem pelo menos um problema: Quem é que vai se preocupar com os estudos quando precisa pensar se vai ter o que comer hoje?

      • Isaias

        E quem é que vai pensar em estudar se o governo já enche a sua barriga hoje?… A necessidade é o que move o indivíduo.

        Egoísmo não é um problema do brasileiro, nem do pobre, nem do rico, nem do branco nem do negro: é um problema do ser humano. Deveria haver uma elite intelectual e política que se ocupasse de levar alta cultura e educação ao povo, mas esta elite hoje é formada majoritariamente por ignorantes, corruptos e charlatães que se aproveitam da falta de conhecimento do povo para vender suas soluções baratas hoje e caras no futuro. Portanto, esta elite não somente nega educação e cultura ao povo, mas ela mesma padece da falta delas.

        Sei que estamos lidando com um assunto complexo, mas o brasileiro vota no corrupto porque ele mesmo é corrupto, salvo raras exceções. A nossa cultura é a do ‘jeitinho’, e é por essas coisas que nenhuma pessoa séria que vive num país de primeiro mundo respeita o ‘Brazil’ e os seus habitantes. E tem toda razão!

    • max wellbeck

      É sempre assim só ínfima parcela dos indivíduos de uma sociedade e que determina o destino e desenvolvimento da mesma, a questão é se este tem o brilhantismo e genialidade para decidir e guiar o melhor rumo, o sistema de governo e irrelevante o que importa e capacidade daqueles no poder.

      Acredito que democracia e supervalorizada a maioria das pessoas tem dificuldade de gerir a propiá vida tem uma visão muito limitada de futuro e baixa capacidade de planejamento.

  • Rafael

    Esse vídeo explica melhor o que essa tirinha quer dizer:
    http://www.youtube.com/watch?v=jc-NAx7t9zk

  • John Doe

    Pura Verdade…. a fala do cara da direita, claro!

  • beto

    aehahehehaehaehahehehaehaehahehehaehaehahehehaehaehahehehaehaehahehehaehaehahehehaehaehahehehaehaehahehehaehaehahehehaehaehahehehaehaehahehehaehaehahehehaehaehahehehaehaehahehehaehaehahehehaehaehahehehaehaehahehehaehaehahehehaeh

  • Bernardo Melo

    A democracia. é sempre parcial, é mais uma fantasia humana, assim como as religiões, a filosofia, as artes, entre outras menos votadas. Sempre, em todas as épocas da humanidade, houve um poder acima do povo: na Grécia antiga os cidadãos, no capitalismo a economia, no socialismo a burocracia. Povo é pura massa de manobra de outros interesses. Ainda não encontramos, como espécie, a forma ideal de administrar a nossa vida em comum o que impera é o egoísmo, a sede de poder.

    • Isaias

      Mas, talvez, a grande maioria não seja mesmo apta ao poder. Quer dizer, a maioria das pessoas está na linha da mediocridade intelectual ou abaixo dela, compreende? Isso é um fato. Nem mesmo a educação pode mudar isso radicalmente, apenas servir de ferramenta para que os menos aptos reconheçam e elejam os que são melhores do que eles, e não os seus próprios ‘semelhantes’, digamos assim. No Brasil, infelizmente, hoje o povão vota em quem é mais parecido com ele: dançarinas, jogadores de futebol, ex-BBBs, comediantes e, principalmente, vigaristas. As pessoas deveriam, no meu modo de entender, votar nas que são moral e intelectualmente distintas, mas para isso elas mesmas precisariam saber valorizar estas qualidades, o que raramente ocorre aqui.

  • Lucio F.

    Uma democracia de verdade NÃO OBRIGA os cidadãos a comparecer as urnas. O comparecimento as urnas é um dever moral, a partir da conscientização individual e o pensamento coletivo. É um DIREITO conquistado, e custo a acreditar que ainda existam pessoas achem interessante o fato de que o estado lhe OBRIGUE a exercer seus direitos. Gostaria muito que o estado também me desse de graça e me obrigasse a andar com a carteira de habilitação, que também é um direito adquirido meu .
    O Brasil tem hoje a maior INDÚSTRIA eleitoreira do mundo, por causa disso, da obrigatoriedade do voto. Queria ver se Tiririca, Maluf, Frank Aguiar (entre outros) teriam sido eleitos se a população que fosse as urnas fosse apenas os que tem consciência da importância do voto.

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