Veja Mundos Além de um Grão de Areia
5 jan 2013 | por Kentaro Mori em Dúvida Razoável às 11:44
Se a Ciência é a poesia da realidade, novas descobertas científicas são mais estrofes desvendadas aos versos. Há menos de um século, cientistas descobriram o que faz o nosso Sol brilhar em uma poesia unindo desde a gravidade, através da qual toda massa no Universo atrai a si mesma, até uma nova forma de energia, ordens de grandeza mais poderosa que o fogo, que pode ser liberada quando a atração gravitacional une partículas com tanta intensidade que leva à fusão de seus núcleos. Sem início nem fim, entender as estrelas como fornalhas nucleares também leva à compreensão de que elas respondem ainda pela origem dos elementos químicos que compõem o mundo em que vivemos. Foi há menos de um século que cientistas descobriram o verso de que, como declamou Carl Sagan, somos poeira de estrelas.
A beleza deste verso só foi descoberta há algumas décadas, e é profunda. “Todo átomo em seu corpo veio de uma estrela que explodiu. E os átomos em sua mão esquerda provavelmente vieram de uma estrela diferente daqueles em sua mão direita. É realmente a coisa mais poética que conheço sobre a física: Vocês são todos poeira de estrelas”, lembra o físico Lawrence Krauss. “Não poderíamos estar aqui se estrelas não tivessem explodido, porque os elementos – o carbono, nitrogênio, oxigênio, ferro e todas as coisas que importam para a evolução e a para a vida – não foram criados no início dos tempos. Eles foram criados nas fornalhas nucleares de estrelas, e a única forma deles formarem nosso corpo é se essas estrelas tiverem sido gentis o bastante para explodir. (…) Estrelas morreram para que você estivesse aqui hoje”.
E há belezas sem fim sendo descobertas pela ciência, em novos versos da poesia da realidade. Nesta coluna descobriremos um particularmente novo e belo, que envolve uma história um pouco mais longa para ser contada, mas com versos em cada estrofe.









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Belíssimo texto!Só fiquei com uma dúvida ao ler:os planetas só orbitam estrelas do tipo ‘sol’ ou outros tipo de estrelas também?
Todos os tipos! Há planetas orbitando conjuntos de estrelas binárias — o que daria um pôr do Sol como em Tatooine, de Star Wars –, ternárias… também há planetas vagando sem orbitar nenhuma estrela em particular.
Kentaro, segundo a definição da IAU, “um planeta é um corpo que orbita uma estrela, é grande o suficiente para que sua própria gravidade a deixe com forma redonda, e tenha limpado a sua vizinhança de objetos menores em sua órbita, o que pode ser conseguido por corpos que consigam superar os 4000 km de diâmetro aproximadamente.”, ou seja…
Para ser um planeta, precisa sim está orbitando uma estrela!!!
Logo, plutão não é um “planeta”, mas sim um “planeta anão” ou recomendadamente chamado de “corpo menor do sistema solar” (por não ter sua “vizinhança limpa”). E se, por exemplo, nossa Terra não tivesse orbitando uma estrela, ela também não seria um planeta…
Seria um então chamado de Planemo!!!
RESUMINDO
Planeta = redondo, vizinhança limpa e orbitando pelo menos um sol; (Ex.: Terra, Jupter);
Planemo = objeto de massa planetária (redondo) e sem orbitar um sol; (Ex.: Não sei)
Planeta Anão (corpo menor do sistema solar) = redondo, vizinhança NÃO limpa e orbitando pelo menos um Sol; (Ex. Plutão, Ceres etc)
Kentaro, segundo a definição da IAU, “um planeta é um corpo que orbita uma estrela, é grande o suficiente para que sua própria gravidade a deixe com forma redonda, e tenha limpado a sua vizinhança de objetos menores em sua órbita, o que pode ser conseguido por corpos que consigam superar os 4000 km de diâmetro aproximadamente.”, ou seja…
Para ser um planeta, precisa sim está orbitando uma estrela!!!
Logo, plutão não é um “planeta”, mas sim um “planeta anão” ou recomendadamente chamado de “corpo menor do sistema solar” (por não ter sua “vizinhança limpa”). E se, por exemplo, nossa Terra não tivesse orbitando uma estrela, ela também não seria um planeta…
Seria um então chamado de Planemo!!!
RESUMINDO
Planeta = redondo, vizinhança limpa e orbitando pelo menos um sol; (Ex.: Terra, Jupter);
Planemo = objeto de massa planetária (redondo) e sem orbitar um sol; (Ex.: Não sei)
Planeta Anão (corpo menor do sistema solar) = redondo, vizinhança NÃO limpa e orbitando pelo menos um Sol; (Ex. Plutão, Ceres etc)
Att,
“A Ciência é a poesia da realidade”, com certeza vou passar a usar essa expressão no meu dia-adia. Belíssimo texto, Mori!