Lançado em 2004, o serviço de email do Google, Gmail, já alcança hoje quase meio bilhão de usuários. E a maior parte destes internautas vê diariamente o ícone de um envelope estilizado em vermelho, com o “M” destacado, sem se dar conta de que ele é quase idêntico a um avental ritualístico usado na Maçonaria há alguns séculos. A “grave” denúncia foi feita pelo Núcleo Ateísta de São Paulo, embora outros veículos de mídia como Icanhascheezburger também tivessem revelado a “importante” conexão há alguns anos.
Qual o significado da Conspiração do Gmail e os símbolos maçônicos que vemos espalhados quase subliminarmente por toda parte? Investigamos o logo do Gmail com certa “Dúvida Razoável” e o mais famoso símbolo oculto na continuação.
Começamos esta breve coluna pelo final surpreendente: o lendário Chupacabras, misteriosa criatura que ataca furtivamente animais em zonas rurais drenando seu sangue, é a loiraça Natasha Henstridge. Ou melhor, a descrição seminal que definiu a febre moderna do Chupacabras foi inspirada no filme “A Experiência“, lançado na mesma época.
“Em 1980, quando um grupo de oficiais inspetores do Estado-Maior visitando o quartel-general das Forças de Mísseis Estratégicos perguntou ao general Georgy Novikov o que ele faria se recebesse a ordem de lançar mísseis mas o cofre contendo os códigos de lançamento falhasse em abrir, Novikov disse que ele ‘arrebentaria a tranca do cofre com a marreta’ que ele mantinha próxima”.
Talvez nenhum outro projeto de engenharia deva ser tão resistente a falhas, ao pior do que os mais impensáveis erros humanos possam provocar, do que o sistema que guarda códigos de lançamentos de mísseis nucleares. Se há algo que jamais pode falhar, é a engenharia do sistema de lançamento de mísseis nucleares.
E no entanto, os russos contam a história de que não só o general em comando no quartel-general da Força de Mísseis Estratégicos mantinha à mão uma marreta para arrebentar o cofre, como ao saber disso seus superiores decidiram que:
“No momento os inspetores criticaram severamente a resposta do general, mas o oficial superior do Estado-Maior disse que Novikov estaria agindo corretamente [ao recorrer à marreta para arrebentar o cofre]. Desde então, a marreta tem estado em serviço no quartel-general das Forças de Mísseis na cidade fechada de Vlasikha, na região de Moscou”.
A história lembra a fábula da caneta espacial – americanos teriam investido milhões para criar uma caneta que funcionasse em microgravidade, enquanto russos teriam solucionado a questão usando um simples lápis.
São excelentes histórias, mas seriam verdadeiras? O que a marreta nuclear pode dizer sobre o futuro da humanidade?
Annuntio vobis gaudium magnum. Habemus Higgs. Ou em português: Anuncio-vos uma grande alegria. Temos um Higgs.
Não foi bem assim que, hoje pela manhã, o diretor do CERN (o grande acelerador de partículas europeu) anunciou a confirmação de uma nova partícula que tem tudo para ser o tão sonhado Bóson de Higgs, mas eu aposto que se ele pudesse, era assim que teria feito. Afinal, o anúncio de hoje guarda semelhanças com o anúncio de um novo papa: ele virá com certeza e será positivo, mas ainda assim, a espera enche seus fiéis de expectativa, e o anúncio, de júbilo. Mas por quê?
Olhamos para o céu noturno e vemos milhares de pontos de luz. Nossos antepassados conectaram esses pontos e definiram as constelações adornando a abóbada celeste — como um grande teto curvo, com pequenos furos pelos quais a quintessência do além escorre. A visualização do céu número 1 criada por Santiago Ortiz ilustra de forma interativa essa visão do céu que hoje, com toda a poluição luminosa das cidades, dificilmente conseguimos ver.
Agora, a visualização do céu número 2, que você confere clicando na imagem acima, é fantástica. Ela representa a abóbada celeste vista do lado de fora, como uma esfera que nos envolve — você estaria lá no centro. O tamanho dos pontos cinzas é proporcional à magnitude, à intensidade aparente com que as estrelas brilham. As constelações são as ligações entre as estrelas próximas na abóbada celeste que os antigos imaginaram.
E então, no canto inferior esquerdo, clique em “absolute magnitude, actual positions” e prepare-se para um mindf*ck. A visualização passará a representar a verdadeira intensidade com que cada estrela brilha (quanto maior, mais brilhante), bem como a verdadeira posição e distância a que cada estrela se situa de nós. O que era uma esfera, uma abóbada, se torna uma dispersão quase caótica de pontos. E ela representa um espaço muito, muito mais vasto.
Você pode notar como as estrelas mais distantes são as mais luminosas? É por isso que elas aparentam estar tão próximas quanto aquelas mais tênues. E as ligações de pontos que aos nossos antepassados parecia natural porque eles pareciam próximos se revela como uma ilusão. Cada estrela que compõe cada constelação pode estar a muitos anos-luz daquela que parece, vista da Terra, estar logo ao seu lado.
As constelações são construções imaginárias humanas, e muito passageiras, porque a disposição tridimensional das estrelas ainda muda com o tempo — nenhuma estrela está fixa. Você pode entender melhor esta ilusão com a Constelação de Homer Simpson, mas a visualização de Ortiz e a forma interativa como pode alternar entre a esfera imaginária dos antigos e a realidade das verdadeiras distâncias astronômicas e diferenças extraordinárias no brilho das estrelas dá uma noção de como o Universo ao nosso redor pode superar nossa fantasia.
“As estátuas andaram“, respondiam os habitantes da Ilha de Páscoa quando os visitantes perguntavam como as esculturas de pedra de toneladas, os Moai, haviam ido das pedreiras a distâncias que podiam passar de quilômetros.
Com apenas três cordas, 18 pessoas, ritmo e engenhosidade uma equipe de arqueólogos fez um novo Moai andar novamente. A réplica de 5 toneladas andou vários metros e demonstrou que a teoria defendida pelos arqueólogos Terry Hunt e Carl Lipo é plausível. Segundo eles, ao contrário da visão mais aceita que atribui aos nativos a destruição de vastas áreas de floresta para arrastar as estátuas gigantes deitadas sobre troncos, o folclore que fala de estátuas andando merece maior crédito.
A barriga proeminente das estátuas facilitaria o gingado, assim como uma base em D. A técnica é mais complicada e sujeita a erros, e as muitas estátuas caídas no caminho das pedreiras até seu destino final seriam estátuas que talvez tenham… tropeçado.
Mais informações, em inglês, na National Geographic, e para mais demonstrações de engenhosidade humana movendo megalitos com toneladas, confira o trabalho de Wally Wallington.
Saiba por que o sexo é custoso para a natureza (e para os homens!), aprenda a trocar gametas sem gastar dinheiro, entenda por que raças puras são fracas, conheça a verdadeira causa de nossa morte e cuidado com o ponto C! É a Ciência do Sexo!
“– Um dragão que cospe fogo pelas ventas vive na minha garagem.
Suponhamos que eu lhe faça seriamente essa afirmação. Com certeza você iria querer verificá-la, ver por si mesmo. São inumeráveis as histórias de dragões no decorrer dos séculos, mas não há evidências reais. Que oportunidade!
– Mostre-me – você diz. Eu o levo até a minha garagem. Você olha para dentro e vê uma escada de mão, latas de tinta vazias, um velho triciclo, mas nada de dragão.
– Onde está o dragão? – você pergunta.
– Oh, está ali – respondo, acenando vagamente. – Esqueci de lhe dizer que é um dragão invisível.
Você propõe espalhar farinha no chão da garagem para tornar visíveis as pegadas do dragão.
– Boa idéia – digo eu –, mas esse dragão flutua no ar.
Então você quer usar um sensor infravermelho para detectar o fogo invisível.
– Boa idéia, mas o fogo invisível é também desprovido de calor.
Você quer borrifar o dragão com tinta para tomá-lo visível.
– Boa idéia, só que é um dragão incorpóreo e a tinta não vai aderir.
E assim por diante. Eu me oponho a todo teste físico que você propõe com uma explicação especial de por que não vai funcionar”.
Segundo o ocultista Marcelo Del Debbio, “pessoas muito burras têm uma dificuldade enorme em entender o conceito de incorpóreo”, e de fato, algo incorpóreo, por definição, não poderia ser comprovado – ou refutado – por qualquer teste físico.
“Ora, qual é a diferença entre um dragão invisível, incorpóreo, flutuante, que cospe fogo atérmico, e um dragão inexistente?”, perguntou o astrônomo Carl Sagan. Em sua versão ácida da parábola original do astrônomo cético, o astrólogo Del Debbio explorou o que aconteceria se inúmeras outras pessoas, de forma independente, idôneas e sem quaisquer interesses escusos, relatassem todas verem o mesmo dragão invisível na mesma garagem. Ou em outras garagens pelo mundo e ao longo da história. A parábola do ocultista equipara os Dragões Invisíveis aos espíritos, em particular aqueles da religião espírita.
Dragões invisíveis incorpóreos mas percebidos e descritos de forma universal e independente como os mesmos dragões seriam realmente algo fantástico, e qualquer pessoa racional poderia concluir que os Dragões Invisíveis existem. Apenas se fosse verdade. A verdade, no entanto, é um tanto mais complexa.
Na semana passada, uma das maiores e mais discretas agências do governo dos EUA — que operou por mais de três décadas sem ter mesmo sua existência reconhecida oficialmente — deu um presente de grego à mais conhecida agência do governo americano.
A discreta agência é o NRO — o Escritório de Reconhecimento Nacional — e o presente foram nada menos que dois telescópios espaciais doados à NASA. Cada um destes telescópios é maior e mais sofisticado que uma das jóias mais valiosas da agência espacial, o telescópio espacial Hubble. Enquanto a agência civil luta com um orçamento reduzido para manter programas de observação e exploração, a agência militar subordinada ao Departamento de Defesa americano com um orçamento “negro” em grande parte secreto lhe dá dois telescópios espaciais ainda mais potentes de presente. E em meio a isso tudo, tanto o NRO quanto a NASA tratam a notícia com o menor alarde possível.
A história parece surreal, e lembra uma reviravolta tida como um furo inverossímil do romance e filme “Contato” de Carl Sagan. A realidade é ainda mais absurda, Carl Sagan a conhecia e você também descobrirá um pouco do que não querem que você saiba na continuação.
A cordilheira do Himalaia, a mais alta cadeia de montanhas do planeta, flagrada da Estação Espacial Internacional pelo astronauta André Kuipers.
Desse distante ponto de observação, percebemos como a tênue camada daquilo que chamamos de atmosfera, ou todo o ar que respiramos, deixa exposta a cadeia de montanhas com centenas de picos com mais de sete quilômetros de altitude. Ainda há ar por lá, mas um ar tão ralo que não pode abrigar cidades humanas permanentes. Ninguém mora no teto do mundo, ele é apenas visitado. O topo do mundo está descoberto e desabitado.
Apreciar esse flagrante do teto do mundo pode se tornar mais profundo se lembrarmos que mesmo o ponto mais alto de todos, o ápice do Monte Everest, com seus 8.846 metros, representa menos de um milésimo do diâmetro do planeta. Pinte uma bola de bilhar com uma fina mão de tinta, e esta mão de tinta terá o dobro da altura do Everest — se a bola de bilhar fosse do tamanho da Terra.
O cobertor da pequena mistura de atmosfera presa à gravidade terrestre que mantém uma frágil e instável quantidade de umidade representa tudo aquilo que consideramos como o mundo em que vivemos. Uma mão de tinta em uma bola de bilhar tem o dobro da espessura desta fina camada de mundo.
O FOGO NÃO RECONHECE A MAÇONARIA,NEM A TEME: DE MOLAI MORREU QUEIMADO!