RPG, ou os bastidores da maior escola de contadores de histórias já criada…

cavernas-e-dragoes
RPG.

Talvez você conheça essa sigla porque ande gastando centenas de suas horas com a Square Enix. Talvez porque seja um saudosista de livros em primeira pessoa, cheios de finais e opções diferentes de trajetória para o protagonista. Talvez porque tenha lido matérias policiais mal direcionadas.

Talvez porque tenha dor nas costas.

Não importa.

O caso é que hoje nós vamos falar sobre o que você deveria pensar de verdade ao escutar essa sigla. Sobre a trajetória e peculiaridades do maior jogo de imaginação já criado pela humanidade.

Do verdadeiro papel da maior escola de contadores de histórias já criada.

História de Criação

É meio lendário o que se conhece sobre a motivação da criação desse jogo, mas vamos lá. Reza a lenda que Gary Gygax e Dave Ameson jogavam um jogo de tabuleiros chamado “Chainmail” (e se você é RPGista de mesa ou de games, provavelmente deve saber que isso significa: “cota de malha”), quando após uma grande batalha sobraram apenas três guerreiros do exército original. Como a ideia inicial seria tomar uma masmorra, um deles teria comentado que aqueles guerreiros poderiam promover uma invasão subterrânea na masmorra, ou qualquer coisa do tipo.

Logo, em vez de continuar aquela aventura de combate em massa, eles tiveram a grande sacada de narrar a aventura subterrânea daqueles três personagens, iniciando o que viria a se tornar em 1974 o RPG mais famoso do mundo: o Dungeon & Dragons.

Depois que a coisa toda começou, alguns híbridos começaram a surgir no mercado, mas ainda sem tanta repercussão.

Curiosamente, em 1980, o ainda jovem e iniciante Tom Hanks fez parte de uma pérola chamada “Mazes and Monster”, que mostrava a história de um jogo de RPG.

(Tom Hanks ainda em nível de fama 1…)

No Brasil, apenas saber do que se tratava RPG nessa época já o tornava um cult dentre o meio nerd; conseguir umas xerox de um material pirata (sempre em inglês) então o tornava um God of War!

Eu me lembro da primeira vez em que ouvi falar dele. Um amigo meu nerd chamado… bem… Luke, virou e explicou: “é um jogo difícil de explicar! Você pode fazer de tudo! Se você quiser, sei lá, mandar seu personagem cuspir no chão, você pode!”.

E eu sem entender como aquilo seria possível, imaginei naquela década de 80 o que seria hoje a série GTA.

Mas então veio 1983.

Essa data não deve ser esquecida.

Jamais.

Porque foi essa data que trouxe ao Brasil o maior presente que o Dungeon & Dragons poderia dar à cultura pop brasileira. Porque foi nessa data que surgiu Dungeons & Dragons Cartoon. Mas se esse nome não lhe disser nada, provavelmente seja porque você deve conhecê-lo pelo outro.

O “Caverna do Dragão”.

(Cavernas… e… Dragões…)

Não vou me estender nos comentários dessa animação porque teremos ainda um post por aqui só para ela. O que basta dizer é que o sucesso do fenômeno no país foi tamanho que se tornou provavelmente a animação mais amada de toda uma geração.

E ajudou a popularizar o RPG de uma maneira grandiosa.

O fato é que “Dungeons & Dragons” não foi apenas o primeiro RPG do mundo, ele também estabeleceu todos os conceitos que chegaram a se tornar clichês associados a eles, do qual falaremos mais abaixo.

No Brasil, contudo, apesar de “Caverna do Dragão” aguçar a curiosidade, nem todos sabiam que se baseava em um RPG. Aliás, pouca gente mesmo ainda sabia o que era isso!

E foi então que elas foram apresentadas a algo muito curioso, que mais uma vez virou o jogo.

Chegavam por aqui as Aventuras Fantásticas.

Livros-Jogos

Chamados por aqui de “livro-jogo” ou “aventura solo”, a série Aventuras Fantásticas apresentou o conceito do RPG de fato para milhares de brasileiros. Através daqueles livros de múltiplas opções, o leitor compreendia quais os princípios daquele jogo de imaginação.

A situação era assim: os livros apresentavam um cenário que podia variar desde uma cidadela de ladrões (os títulos eram um melhor do que o outro) até uma metrópole futurista. Apresentava-se o protagonista, e o que seria o grande objetivo que ele perseguiria em sua jornada.

Então nós assumíamos o papel desse protagonista (os livros eram sempre em 1ª pessoa) e decidíamos de acordo com duas, três ou quatro opções, por onde ele deveria seguir, dentre centenas de mini-parágrafos numerados no livro. Por exemplo:

Você entra na cidade e percebe ir embora os últimos raios de sol.

* Se você quiser ir para a Taberna do Pé Cansado, vá para o trecho 35

* Se preferir seguir viagem assim mesmo, vá para a 245

Era interessante porque para alcançar esse grande objetivo, você ajudava o protagonista a se decidir por diversas sidequests; missões paralelas com o intuito de seu personagem ganhar mais conhecimento ou itens para ajudá-lo na batalha final.

Claro que tinha muito roubalheira. Era comum o marmanjão ler o livro cheio de dedos enfiados pelas páginas, parecendo o polvo Paul, conferindo quais as melhores opções, caso se arrependesse da 1ª opção escolhida. Sem contar que quase ninguém rolava dadinhos de verdade cada vez que aparecia um inimigo a ser enfrentado. Simplesmente pulava direto para o mini-parágrafo de vitória.

(admita, você já roubou muito nesses livros…)

Hoje em dia a editora Jambô relançou essas coleções, com novas capas, mas o mesmo espírito, chamando-os de Fighting Fantasy (se quiser ver como ficou essa nova coleção, só clicar aqui).

Alguns anos depois, esse mesmo conceito quando colocado em video interativo gerou o que viria ser chamado RPGs eletrônicos (e posteriormente os MMORPGs) para diferencia-los do RPG de mesa.

Aprendendo a ideia da coisa, os nerds resolveram sair das aventuras solos e arriscar suas próprias criações com grupos de amigos igualmente nerds. Não adiantava, como citado, no início o RPG era algo bem restrito a esse gueto.

Mas quando os nerds começaram a mestrar suas próprias aventuras, eles mostraram seu grande poder.

E então o RPG foi começando a se tornar popular.

Anos mais tarde, ele se tornaria pop.

(A fantasia nunca termina…)

A Mecânica

Ok, mas como funciona esse negócio?

RPG é uma sigla para Role Playing Game, que significaria “jogo de interpretação de papéis”.

Explicação rápida: primeiro é preciso um grupo de jogadores que pode variar de 3 a 6. Não existe um limite, mas quanto mais gente, menos controle se tem.

Um desse jogadores será o mestre. Se RPG fosse um videogame, o mestre seria o console propriamente dito. Seria quem define o cenário, as regras desse cenário, os grandes vilões e trama da história a ser narrada (percebe-se desde já a semelhança com qualquer estrutura narrativa?).

(Quem é o mestre?)

Os outros serão os jogadores que irão criar seus personagens, de acordo com o sistema de regras em questão. Se é um cenário inspirado medieval, você pode gerar desde um Bárbaro crescido nas montanhas geladas até uma ladra caolha, com voz grossa (lembrei dos Changeman de repente…), por exemplo.

Se for um cenário super-heróico, você pode criar um personagem que solte fogo pela boca, que tenha sido atingido por meteoros e passa a soltar raios de plasma; qualquer coisa que o mestre do jogo permitir.

Criado isso, e definido os atributos desse personagem, você irá para a parte mais divertida: o background.

Aqui é onde o escritor dentro de você aflora!

Você começa a pensar sobre a origem daquele personagem, seus aliados, seus inimigos, seu grande amor, treinamento, objetivo de vida.

Tudo o que um escritor faz ao longo da vida centenas de vezes com seus personagens.

Com os personagens prontos, o Mestre do jogo cria um motivo para que eles se juntem em uma missão. Esse é um dos conceitos criados por Dungeon & Dragons que se tornaram clichês. Naquele jogo, especificamente, tal encontro se dava sempre em uma taberna, sendo os aventureiros um grupo de mercenários, caçadores de recompensas.

Então um velho bizarro na taberna começava a falar sobre uma lenda, que continha um grande tesouro para quem fosse lá conferir a coisa. Ou então que o rei tal havia colocado uma recompensa por uma tarefa X.

E os aventureiros iam lá tentar ser felizes.

(típico grupo de aventureiros, pensando em como realizar a próxima missão impossível)

Quando aparecem inimigos nessas aventuras, o mestre solicita que os jogadores “testem sua sorte”. Isso significa rolar dados multifacelados e compará-los com os atributos pré-estabelecidos de seus personagens. Na maioria das regras para a sua ação ter sucesso é preciso conseguir um número menor do que o número do atributo em questão.

Por exemplo, digamos que você esteja jogando o sistema 3D&T e tenha Força 2. Então resolve que quer arrombar uma porta trancada. Você rola o dado e se tirar 1 ou 2, você consegue. Se tirar, 4,5 ou 6, você bate na porta e volta feito uma bola de pinball.

O bacana do RPG, contudo, é a evolução pela qual seu personagem passa.

A cada missão completada você ganha pontos de experiência, que tornam seu personagem mais forte e famoso dentro do cenário proposto. Com várias aventuras, que ganham o termo de campanha, você acompanha seu personagem que no início era um fazendeiro metido a macho se tornar um lorde de guerra! A sensação disso é indescritível.

É como realmente você acompanhar um épico, mas se sentindo dentro desse épico.

Outro grande aspecto da coisa toda é a interpretação.

Sem essa compreensão por parte do jogador, um personagem de RPG é só uma planilha esquisita de números. Ele é uma folha e nada mais. Seria como você resumir você mesmo ao que diz o seu cadastro no Orkut. Ok, ele pode dizer algo de você. Mas ao mesmo tempo, você provavelmente é muito mais do que aquilo (mesmo que nem sempre para melhor…).

A graça de se criar um personagem completamente diferente de você é entrar na mente dele e pensar como ele pensaria. Se o mestre lhe diz:

Você entra no salão e então enfim encontra o filho do assassino da sua mulher, a quem você jurou vingança. Curiosamente, é apenas uma criança. Ela está aterrorizada. O que você faz?

Se você for um padre jesuíta, você pode escolher perdoá-la. E perceber que o caminho da vingança não é o que lhe dará paz.

Se você for um bandeirante escravocrata, você pode escolher fazer vingança ainda assim.

Não importa se você concorda com aquelas atitudes. A ideia é tentar entrar na mente daquele personagem. E isso também gera uma sensação muito intensa após uma aventura.

No fim das contas, se colocar no lugar do outro ainda é a melhor maneira de repensarmos nossos próprios atos.

(a ideia é essa…)

RPG & Literatura

Como dito, o RPG em si tem muitos conceitos em comum com uma estrutura narrativa.

– O mestre precisa organizar diversas personagens de personalidades diferentes, dentro de uma mesma estrutura de ação.

– Ele precisa definir toda uma ambientação e regras daquele cenário proposto.

– Ele precisa pensar em Pontos de Virada na trama, em vilões, recompensas, artimanhas, armadilhas, emboscadas, personagens secundários.

– Os personagens evoluem; eles precisam de um arco dramático que os faça evoluir tanto de forma física quanto mental.

– É preciso aprender a pensar como um personagem, independente das suas opiniões e filosofias pessoais.

– É preciso ter ritmo para não cansar. Se o ritmo cai e os jogadores começam a se entediar com as aventuras do mestre, ele grita logo um: “ATAQUE SURPRESA DE GOBLINS!” que acorda rapidinho os sonolentos.

E com isso tudo apresentado, vem a questão: mas RPG afinal é literatura?

Resposta: não, mas é possível se fazer literatura oriunda do RPG.

Nos EUA são bem comuns sagas literárias inspiradas em cenários como Dragonlance, Forgotten Realms, Vampire e Shadowrun, por exemplo. Algumas delas se tornam best seller do New York Times e se tornam até clássicas dentre o público alvo.

Muitos autores de literatura fantástica de hoje tiveram seus primeiros contatos com o gênero exatamente com o jogo, antes de começarem a ler sobre o assunto. O escritor Leandro Reis, por exemplo, da série “Legado Goldshine” é um fã assumido e que não nega suas influências. Eu e Eduardo Spohr testamos alguns dos personagens que viriam a estrelar “Dragões de Éter” e “A Batalha do Apocalipse” em aventuras de RPG de mesa.

E quantos não começam a escrever inspirados em Tolkien, cujo cenário foi a grande inspiração para o próprio RPG em si?

Aqui no Brasil, o caso mais famoso, contudo, é o de Leonel Caldela, que deu vida aos romances inspirados no cenário de RPG Tormenta.

RPG & o Demônio

É triste ter de usar espaço aqui para comentar uma coisa idiota e nonsense dessas, mas fazer o quê?

A questão é assim: junte os elementos “cidade pequena + crime brutal + delegado sem saber o que fazer + ignorância + imprensa estilo Superpop”.

O resultado é o de sempre: informação sensacionalista e irresponsável.

Eu poderia explicar os casos que levaram à essas bizarrices, mas Marcelo Del Debbio já o fez de maneira muito competente no website da Daemon, no link que você pode acessar aqui.

Depois de ler o que está lá, você pode sentir vergonha alheia por alguns setores de imprensa.

(Culpar o RPG pela atitude de algum doente, é como culpar o futebol por coisas assim…)

RPG no Brasil

Por aqui, o grande desbravador foi o chamado Tagmar, que surgiu em 1991. Em época de material traduzido escasso, ele fez bastante sucesso e era comum em points nerds, como gibiterias, se encontrar mesas com dados coloridos e fichas do cenário espalhadas.

O Desafio dos Bandeirantes surgiu no ano seguinte e enfrentou barreiras de preconceitos intensas (assistam a uma palestra dos autores), o que já era de se esperar já que foi o primeiro a se utilizar do folclore brasileiro em sua ambientação.

Com o tempo, surgiram alguns que nasceram e morreram e outros que sobreviveram ao tempo.

Alguns que vêm à mente: Millenia, Trevas, Defensores de Tóquio, Monsters, Era do Caos, Invasão. Sem contar os sistemas que poderia ser adaptados a qualquer cenário, como: Opera RPG, Nexus e 3D&T (o mais famoso deles, que por ter sido vendido em bancas de jornal chegou a locais que não possuiam livrarias especializadas).

A revista Dragão Brasil também prestou um grande serviço ao tema, sendo por muito tempo a única sobre o assunto no país. Curiosamente, as primeiras edições se chamavam “Dragon Magazine”, eram imensas e em preto e branco.

Os responsáveis pelo conteúdo, o chamado Trio Tormenta, formado por Marcelo Cassaro, J.M. Trevisan e Rogério Saladino, juntaram o material ao longo de anos, dando origem ao já citado cenário de RPG “Tormenta”, e abriram espaço também para a divulgação do trabalho do companheiro de Sedentario Marcelo del Debbio, que antes de desvendar teorias de conspiração escrevia RPGs inspirados em temas sobrenaturais.

[atualizado: alguns leitores nos comentários já lembraram do sistema genérico GURPS. Ainda que com um tanto complexo esquema de regras, de fato ele ajudou a popularizar o RPG por aqui com seus diversos suplementos como GURPS Supers, GURPS Fantasy, GURPS  Horror, GURPS Conan, etc. Como estava citando os nacionais, não o havia comentado, assim como o sistema Storyteller, que também foi um marco e gerou os live actions também citados, que eram uma espécie de teatro improvisado, com os jogadores literalmente interpretando seus personagens].

De qualquer maneira, o RPG ainda será para sempre a maior escola de contadores de história já criada e irá influenciar milhares de pessoas a se interessar por fantasia e tudo que rodeia a imaginação.

No fundo é mesma essa a grande magia.

O poder de se jogar dados com o universo.

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  • Adorei o post! Assim como todos os outros do Raphael Draccon!
    RPG foi um dos impulsos para a nova literatura de fantasia brasileira. Vejo que as horas que eu ficava lendo os livros jogo ou das minhas escapatórias para jogar Vampiro – A máscara valeram a pena!
    Continue com esses maravilhosos posts!

  • Eu sempre adorei RPG. Sou veterano do fim dos anos 80. Gostei tanto que acabei me rendendo a outra paixão relacionada ao assunto, que eram as miniaturas de chumbo. Comecei colecionando e pintando, mas logo acabei me tornando um dos únicos escultores de miniaturas de RPG do Brasil. Dos bonequinhos de 2,5 polegadas para esculturas em escala real foi um pulo. Minha casa tem até hoje o troféu de uma cabeça de troll na parede, recordações de bons tempos em que entre os meus amigos nerds eu era realmente o god of war, afinal era o único cara que fazia armas de metal de verdade para ambientar os jogos. Até hoje meu escritório é decorado com as espadas que fiz naquele tempo. Infelizmente a cabeça de lobisomem, a cabeça de alien e a cabeça de dragão, (isso tudo ficava na parede do meu quarto) já estavam empoeiradas, e como não combinavam mais com a decoração e eu acabei jogando fora.

  • Gustavo

    Protesto!

    O verdaderio alavancador do RPG no Brasil, que contribui para a grande popularização do gênero na primeira metade dos anos 90 foi o sistema GURPS. Faltou mencioná-lo!!!!!

    GURPS era o centro dos encontros e das jogatinas, as lojas alavancaram vendendo os seus suplementos (Forbidden, Devir, etc).

    Poxa seu texto precisava abordar o GURPS e o papel que ele teve por aqui!!

    E outra coisa, você também não falou sobre Live Action!! Poxa, quem nunca participou de uma aventura Live Action de Vampire?? Aliás, lembra do bar Gotham ali na Arthur de Azevedo em SP? Era um point de Live de Vampire…

    Reescreve ai, ta faltando muita coisa!!!!

    Vlw

    Abs

  • Lucas

    Muito bom o texto! Comecei no D&D primeira edição, colecionava as Dragão Brasil inclusive tinha algumas Dragon Magazine e tinha também uma que chamava Só Aventuras. Ja joguei Vampiro também, hoje tenho D&D 3.5 e o uso cenario da Tormenta que pra mim é excelente!

  • parabéns!
    excelente post.
    deu saudade de jogar de novo..
    acho que vou reunir uma mesa por aqui (6)

  • Diego

    Tenho 26 anos e jogo RPG desde os 11. Já sou um Debutante…
    Comecei com GURPS, passei pro AD&D mas o que mais me marcou e o que ainda jogo até hoje é Storyteller. Uma coisa que penso sempre é que quando tiver meus filhos, mestrarei para eles. E continuarei sempre jogando com os amigos… nem que seja já um coroa aposentado com amigos coroas nerds xD

    RPG estimula a imaginação, o raciocínio rápido e lógico. Sem contar que desenvolve a interpretação, desenvoltura e ajuda muito os mais timidos que não conseguem falar em público.

    Muito boa a matéria!
    Sugiro que este assunto seja pauta constante no SH

    Abraço!

    Obs.: Jogadores de Storyteller do RJ Uni-vos rss
    meu e-mail: [email protected]

  • Felipe Davila

    Um texto longo sobre RPG e nenhuma menção ao GURPS?
    Passei boa parte da minha adolescência jogando RPG, principalmente uma campanha épica de Fantasy que foi se estendendo ate fazer aniversario.
    Ainda guardo minha pasta de fichas e livros, tenho de tudo um pouco: Gurps, Vampiro, Legends of the Five Rings.
    Época boa.

  • Adorei o texto! Realmente boa parte da minha vontade de ser escritor vem das aventuras de RPG.

  • Christian

    realmente Gurps é clássico, faltou uma mencionar 😀 mas também não foi nenhuma gafe ^^

    sou mais da linha do D&D e Storyteller.. aquela imagem dos aventureiros olhando o mapa por sinal é do livro do jogador D&D né? haha

    Muito legal o post, e realmente é uma pena ter que abordar o fato da comparação do RPG com atos criminosos, é lastimável. RPG é um ótimo estimulante intelectual, não uma má influência.

  • LoL

    Ah, RPG… paixão eterna, não tem jeito. Ler este post me causou um efeito nostálgico indescritível, hehehe… Muito bom.
    Hoje escrevo um livro de fantasia (que, aliás, criei coragem para começar dps de ler um dos primeiros posts seu Raphael… quando chegar a hora pedirei para vc fazer o prefácio 😛 eita pretensão!).
    Enfim, é muito óbvio para mim a influência que o RPG teve não só na minha escrita, mas tb em vários aspectos da minha vida. A imaginação se abre de uma forma que não tem volta.
    Ótimo post.

  • Jael

    Eu que nunca joguei RPG e nem tive curiosidade, gostaria de algum dia por acaso, jogar.
    Mas li atentamente seu texto até porq está muito bem escrito e não tem (como costuma ter) akela parede de textos sobre RPG…

    Mas fica ai o meu joinha! vou ler mais as suas colunas.

  • Meu sobrinho AMA jogar RPG. Já tem um turma que joga junto há anos… Eles eram todos meninos, hoje são rapazes e ainda curtem para caramba. Joguei uma vez, e adorei… Beijos

  • Felipe

    Raphael, existe um modo de jogar RPG através do Orkut. O que torna possível se jogar algo parecido com o RPG de mesa com amigos a distância.
    Aqui o link da comunidade que eu frequento e que deve ser a maior ativa:

    http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=90170584

  • Cesar

    Tenho 27 anos e com uns 14 anos joguei bastante com AD&D.
    Depois na era online, jogava Ultima Online (UO), onde ajudei a criar os shards Mystara e Mystical Tales. Era uma época boa…Como não tinha banda larga, passava a noite em claro jogando porque era mais barato a conexão e de manhãia que nem um zumbi pra escola!

    E na época não tinha programs decentes de macro e também não podia usar. Então montava atalhos no computador pra uma ação repetitiva, diminuia o intervalo de repetição do teclado no windows e travava os botões do teclado com palito de dente! Forma tosca de ficar repetindo as ações! Mas não dava pra simplesmente deixar e ir embora, porque sempre tinha que ficar esperto pra não ser morto por alguém no jogo enquanto fazia as ações.

    Depois de mais velho joguei um pouco WOW, mas não teve a mesma emoção dos tempos de UO. Talvez pela época, por não ter mais tanto tempo….

    Saudades daqueles tempos!

    Abraços
    César

  • Leonardo

    Só faltou mencionar que antes mesmo de lançar no Brasil os livros de Aventuras Fantásticas, existiam duas séries de livros com capa branca que se chamavam “Agora você decide” e “Faça sua história”. Ambas eram publicadas pela antiga Ediouro. O diferencial era que não havia dados para jogar. Era apenas as decisões de ir para um lugar ou outro. Esses sim teriam sido feitos poucos anos após os da Aventuras Fantásticas, mas chegou antes ao Brasil, por volta de 1985.

  • Kim

    Na 5ª série eu e outro menino uns anos mais velho (por onde andará Luizito?) sempre esperávamos pelo menos uma hora até nossos pais chegarem pra nos buscar. Ele começou a me contar uma história, e parava pra perguntar o que eu ia fazer. Era meio esquisito mas muito legal, e ele sempre me matava de sacanagem =/

    Ele falou que tinha gente que usava livros, dados com muitas faces, e que era um jogo chamado RPG. Minha irmã foi ao Rio de Janeiro e pedi pra ela trazer o que encontrasse, e quando voltou me deu “A Espada do Samurai”, uma aventura-solo. E eu nunca deixei de rolar os dados nas batalhas! Minha primeira morte foi contra um monstro gigantesco – fugi para uma caverna e o tremor das passadas dele fez com que ela desabasse. Deu uma emoção estranha ao terminar o livro (depois de começar do zero), de não querer que a história acabasse.

    Daí em diante tive muita sorte de ter amigos nerds com livros, difíceis de achar em Cuiabá. Veio Holy Avenger, comecei a comprar 3D&T, Dragão Brasil, uma livraria instituiu sábado como dia de encontro de RPG, conheci muita gente bacana e joguei várias one-shot. O estranho é que nunca joguei uma campanha longa nessa época – só comecei mesmo quando fui pra faculdade, onde estou com o “mesmo” grupo de D&D há cinco anos!

    Até hoje, quase 15 anos depois de ouvir a frase pela primeira vez, ainda dá uma alegria estranha ouvi-la: E agora? O que você quer fazer?

  • saulo

    Mussum Salim produtos importados de Marrocos a seu dispor meu senhor! Tapetes? Sedas? bushmeat?!

  • Daniel

    Opa e ai blz. Primeiro gostaria de parabenizar pelo post, é difícil ver alguém defender o RPG, ainda mais de forma tão coerente. Eu já jogo RPG a uns 10 anos, e participo da mesma história a 6. mas gostaria de fazer um adendo, não só a literatura, mas vejo a música também com pessoas influenciadas pelo RPG, citando como exemplo de Rhapsody Of Fire, que provavelmente fez todos seus cd’s baseados em jogos de RPG, quanto Blind Guardian que faz suas músicas baseados em livros do Tolkien, o RPG é sim uma cultura mundial que podemos dizer que esta em todas as áreas que passamos hoje.

    Parabéns

  • Pingback: Kiboa » Blog Archive » RPG, ou os bastidores da maior escola de contadores de histórias já criada…()

  • Israel

    otimo post! Gostei muito mesmo.

  • Champs

    Primeiro RPG que joguei no viedogame e que me viciou nisso, até hoje: Super Mario RPG, do SNES…me lembro perfeitamente quando o conheci, de todo o trabalho que tive para achar a versão em inglês (só se achava a versão japonesa!!)… já fechei umas 10 vezes, e ainda hoje tenho vontade de jogar hehe
    Excelente post, ele deveria ser publicado em alguma grande revista de circulação nacional!
    Abraços!

  • Jonathan

    Cara muito legal todo o conteúdo, além de jogar F.F’s, onde o melhor na minha opinião é o F.F. Tatics (contando a fantastica jornada do Ranza Belouve),eu também joguei, e ainda sigo suas novidades, Magic The Gathering, que não deixa de ser um método de RPG mas é em card, e hoje em dia tem dezenas de outros card’s game nesse mesmo estilo.

    É uma aula de criatividade, de arte (já que nos card tem ilustrações e tenho até idolos como Kev Walker e Jon Avon) e pra que opta da até pra aprender um pouco de inglês.

    Vlw por me fazer lembrar de algo tão bom da minha vida que foi jogar draft’s e mesões regados a café preto desde meio-dia até tarde da noite com chuva ou sol ^^”

  • dmprpr

    É lamentável, hoje passamos horas lendo livros de regras, e as pessoas ainda nos chamam de crianças, jogando coisas de crianças ;x

  • Saulo

    Tenho 23 anos e só joguei RPGs eletrônicos como as sagas Breath of Fire, alguns Final Fantasy, Grandia e Xenogears (Playstation e SNES). Quando tinha uns 10 anos, uns primos jogavam Magic: the Gathering, até comecei a jogar mas não acompanhei muito, só guardo uma carta de recordação rs. Porém ao ler seu texto fiquei com muita vontade de ir atrás de novo…Apesar desses eletrônicos que citei não serem da incrível diversidade e infinitas oportunidades de um RPG de mesa ou onde pode se jogar inventando histórias por anos, a possiblidade de se colocar no lugar dos personagens e pensar da forma como eles pensariam, nas situações que acontecem nos jogos, certamente já é muito legal. Sem falar nas trilhas sonoras…Ótimo texto, parabéns!

  • Fenrir

    Ótimo post. Tenho 30 anos e jogo desde os 15. Muito bom. Parabéns.

  • Como Rafa pediu:
    Mestro RPG há um bom tempo (desde 1986 mais ou menos). Meu primeiro contato foi com Forgotten Realms em 81. As mesas mais memoráveis (e campanhas) são aquelas em que jogadores conseguiram se divertir de tal maneira que as lendas ainda são contadas durante as churrascadas (alguns para os filhos até). Acredito que a melhor cena EVER foi durante uma mesa de Dragonlance. Um finado amigo meu interpretava um kender chamado Mentira (piada pronta) e acidentamente ficou isolado num desmoronamento com um DRAGÃO. Resumindo a história, coitado do dragão, pois 2 dias com um kender entediado foram o bastante para ele se entregar para nós sem luta.

  • Lucas

    RPG ELETRONICO? Diablo .-.

  • Patousai

    O legal de um RPG de mesa, são as “lendas lendárias” que eles rendem…

    Como por exemplo…
    num cenário de D&D, o clássico meio orc bárbaro, em alto mar, se atraca com um tubarão para impedir que o bicho mastigasse os seus aliados.
    Com seu modificador de força +5, ele faz um teste de agarrar contra o tuba e tira um 20 no d20… Fodástico! Ele agarra com força o bichão e o mestre pergunta:
    “E awe? O que vai fazer agora?”

    E o meio orc com seu 6 em inteligencia responde:
    “Vou nadar pro fundo d’água…”

    Toda a mesa fica se entreolhando e pensando a mesma coisa – Por quê? –

    O mestre pede outro teste de força ao Meio Orc, que filhaputosamente consegue um outro 20 no d20… Absurdooo!!! Diante do fato o mestre pergunta:
    “E agora??”

    O mei orc com seu 6 de inteligencia responde… “Vou nadar MAIS pro fundo…”

    Toda a mesa para e pergunta o mais lógico a se perguntar:
    “Pq diabos vc, meio orc, ta nadando agarrado com um tubarão pro fundo do mar???

    E não é que o meio orc responde, até com sangue nos zóio:
    “É que eu vou chegar lá em baixo e AFOGARRRR ele…”

    Moral da história:
    Meio-Orcs existem…

    Lenda Lendária da minha mesa de D&D…

  • @loleite

    Parei de jogar a um tempo (simplesmente perdeu a graça pra mim), mas o texto não ficou nada mal, pecando apenas por 1) falar mais da história do jogo que ele em si e; 2) sendo generalista, afinal existem alguns RPGs (a propósito, os únicos que ainda chamam minha atenção) onde o cenário e a trama são desenvolvidos em conjunto entre narrador e jogadores, ao invés de ser elaborado pelo narrador e “jogado” pelos demais. O potencial criativo desses jogos é muito superior ao RPG tradicional.

  • Matheus

    Realmente, faltou falar de GURPS…. comecei a jogar com a primeira edição que saiu no Brasil, autografada pelo dignissimo sr. Steve Jackson (não é o mesmo do Aventuras Fantásticas), hoje, devidamente encadernada e ocupando um lugar de destaque na minha estante. Sempre gostei de escrever minhas próprias histórias e criar meu próprio universo e para isso o GURPS era A FERRAMENTA. Meu grupo foi o primeiro grupo de Jau (SP), lá pelo final dos anos 80 (por Chtulhu, como o tempo passa). Começamos com 1 módulo básico e muita imaginação. Antes disso já tinha experimentado uma carreira solo com um pouco de aventuras fantásticas e a série “agora você decide” da Ediouro. Mas, RPG é um ato coletivo! É com muito orgulho que falo que aprendi jogar RPG com o saudoso Silvio Compagnoni Martins, em Araraquara/SP, num sábado qualquer, após ficar embabascado com a coleção de miniaturas de chumbo na casa dos pais dele. Participei (mais como ouvinte) de uma sessão inesquecível para mim, conheci o BOB e ajudei a espalhar a lenda desse que seria pra nós, o grande ícone do “não faça isso do RPG”…. parabéns pela Matéria.. mesmo sem GURPS

  • José Carlos

    Ótimo post, só pra não perder o costume…
    Assim como tantos outros, serviu pra eu me lembrar da época do colégio, quando a gente se reunia depois do almoço e só ia parar lá pelas 3 da manhã, regado a muita coca e pizza xD
    É uma pena que essa vida na cidade grande dificulte tanto pra continuar jogando rpg ;/ Realmente era fantástico!
    Abraços!

  • Kazoo

    Comecei com um Dungeoneer, das Aventuras Fantásticas, “Ladinado” de um amigo. Joguei umas 10 vezes, só mudando o nome dos Personagens lol… Depois Vampiro Idade das Trevas, meu Gangrel Viking que tinha duas machadinhas de arremesso, um machado de duas lâminas e um martelo de guerra [E guardava tudo isso em uma bolsa de lobo], depois 3D&T, o segundo Gnomo de Arton [Um dos defeitos do cenário, não tinha gnomo, Editores manés lol…] e D&D, o gnomo bardo. Nos eletrônicos, Chrono Trigger e Zelda Ocarina of Time, nem precisa dizer nada. Atualmente Dragon Age e The Witcher.

  • Julio

    Bando de nerd…. eheehe… tô com 28 anos, comecei jogando com 11 nos tabuleiros da Estrela… passei por D&D, AD&D, Vampiro, Lobisomem, Gurps, 2D&T, brinquei com o cômico Defensores de Tóquio… trabalhei em loja especializada… inventei um sistema pra jogar com heróis Marvel junto com amigos… e hoje em dia, como tô sem grupo e sem tempo fixo, sigo jogando no computador e PS3… enquanto digito essa msg tô logando no WOW…

    Abraço!!!

  • André

    Odeio saber que existem pessoas ignorantes que acham que RPG é jogo do demônio, ou que leva a pessoa para caminhos errados, ou a cometer crimes…
    Jogo RPG desde que me entendo por gente, tanto nos “Livros-Jogos”(A Cidadela do Caos, Robo Comando, Planeta Rebelde), quanto no video game (Breath of Fire, Valkyrie Profile, Magna Carta), nem por isso me tornei uma pessoa ruim, ou matei alguem.
    Achar que RPG tem influencias negativas é idiotice.
    Hoje em dia, gosto muito de ler e devo isso ao RPG, comecei a gostar depois que conheci.
    (PS: Até hoje tenho guardado meus “Livro-Jogos” e não jogo fora por nada.)

  • Vinícius” Weinschütz

    Rapaz, RPG foi e sempre será meu maior hobby! Por sinal foi através deles que conheci os meus melhores amigos e aprendi muito!
    Bem eu acompanhei os ultimos 14 anos de RPG no Brasil, e durante grande parte desse tempo fui um RPGista isolado, jogava ocasionalmente por falta de grupo, mas nos ultimos anos tenho visto cada vez mais praticantes desse excelente hobby, o que me deixa muito feliz, e eu mesmo tenho conseguido apresentar o RPG a algumas pessoas.

    E bem, só uma coisa, a Dragão Brasil se chamava Dragon até a segunda edição e não Dragon Magazine, mas existiu uma Dragon Magazine no Brasil, que era versão da Dragon Magazine americana, e era especializada em AD&D, sei pois ainda possuo edições dela e as duas primeiras edições da DB! Além disso a DB depois passou a lançar a revista Só Aventuras em paralelo que vinha somente com material de campanha, sem noticias e algumas colunas como a DB tinha, depois a Só Aventuras foi extinta e surgiu a revista Tormenta que vinha somente com o material do cenário de Tormenta, e por fim quando o Trio Tormenta saiu da DB ela foi assumida pelo pessoal da Rede RPG, mas infelizmente acabou algum tempo depois. Entretanto atualmente existe a Dragon Slayer que é feita pela antiga equipe da DB.

  • The Arcade Fire

    Joguei muito Hero Quest, da hasbro. Bom demais! Passava madrugadas com meu irmão e meu primo jogando. Bons tempos…

  • wesley

    Materia excepcional,muitas coisas citadas no texto eu nem tinha conhecimento,eu nunca joguei rpgs de mesa,mas tenho a vontade de jogar(se alguem puder me dar uma dica de rpg de mesa que de para jogar sozinho eu agradeço pois nao tenho muitos amigos),uma coisa que me deixa triste é o fato dos mmorpgs ano estarem sendo fieis aos rpgs de mesa,coisas como entrar numa taberna,conseguir a sword of blablabla,e se tornar o mais temido no mundo em questao.para mim mesmo nao sendo um rpg,diablo traz toda esta magia aos jogos.nao sei o q esta acontecendo com os criadores de mmorpg,mas nao estao me fazendo impressionar com uma historia envolvente.Parabens pela materia!^^

  • Old Player

    Como um legitimo representante da Geração Xerox do RPG (fui um dos primeiros a jogar Tagmar) senti falta de uma menção honrosa aos nomes de Marcelo Telles e Adriana Almeida, além do pessoal do site e canal de mirc Trails.

  • Ícaro Pinto

    Caramba Raphael! Parabéns pelo post!

    Com certeza já joguei diversos RPGs, cada um melhor do que o outro.
    Sou do tipo que gosta mais dos RPGs eletrônicos (atualmente jogo WOW na Blizzard). Joguei muito Legend of Legaia e Final Fantasy para o PS1 durante minha infância (recomendo!).
    Quando entrei na faculdade em 2006, costumava ir com um grupo de amigos jogar um RPG medieval no Centro Acadêmico. Muita diversão em pouco tempo (intervalo de aula, intervalo para janta, ausência de professor).

    Realmente o RPG nos proporciona uma imensa satisfação de poder tanto interpretar um personagem que admiramos (no meu caso, sempre anões enfurecidos!), quanto narrar nossa própria história (já mestrei também).

  • Christian

    ahh, sobre RPG eletronico, estou jogando Dragon Age: Origins … recomendo para quem quer ter uma noção de RPG, é muito interessante (e longo) o jogo 😀

  • TH13

    Eu não ia citar o GURPS pelos suplementos (que eram poucos em português, muito poucos, principalmente no início da década de 90 – nossa, eu lembro quando saiu o magia em Portugês!) mas sim por ser GENÉRICO, rompendo a barreira dos cenários pré-organizados.

    Acho que esse sempre foi seu diferencial: havia opções cenário, ams ninguém dava muita bola não: o mais importante erma as regras de construção de personagens (complexas) mas que permitiam os jogadores e o mestre inventarem seu cenário, o que o GURPS inclusive estimulava a fazer, ao contrário do D&D, Vampiro, trevas e todos os outros, que tinham cenários pré-estabelecidos e sua vida comercial da expansão desses cenários.

    Sobre os nacionais, faltou mencionar Mulheres Machonas Armadas Até os Dentes (e as expansão das Freiras) e TWERPS (que eu nem sei se é nacional ou não).

    Ah, bons tempos! nada como ver na dragon magazine o cassaro (acho que era ele) dizendo que a tradução de vampiro excluiu uma disciplina (celerity) e inventou outra (rapidez) – dã!

  • Acredito que vale a pena inserir a serie Diablo ao RPG, afinal foi a serie que fez com que muitos aqui entendessem o quanto é incrivel pegar um personagem level 1 e transforma-lo em um guerreiro level 99.. correndo atras de itens, muitas vezes fugindo de ordas de inimigos, ou abrindo um sorriso quando um item raro caia do Mephisto.. Pra quem nao jogou recomendo e muito, principalmente Diablo II – Lord Of Destruction.

  • cleber borges

    Muito Saudosismo, não sei como está o mercado hoje em dia, acho que tudo muda e deve se adaptar a novas tendencias, infelizmente.
    Joguei o Disco dos Três umas vinte vezes kkk. Bons tempos, refrigerante, trakinas, pipoca e muitos goblins lol.
    Maldade fazer um post destes…

  • Dan

    Ainda lembro quando era mais novo e mestrava 3D&T (um rpg super simplificado, melhor para crianças) e minha mãe virou e disse “MEUU DEUSSS, você e seus amigos fazem esse tipo de coisa demoníaca que estão dizendo na TV?!”. Tempos difíceis.

  • Rafael Limão

    Peço desculpas antecipadas se eu me extender demais, mas esse é um assunto sobre o qual tenho muito a dizer.

    Tenho 20 anos recém completados, a menos de uma semana, e tenho muito a dizer sobre o quanto o rpg influenciou e continua influenciando minha vida.

    Quando comecei a jogar, oito anos atrás, RPG não era uma sigla muito usada por aí. Tudo começou devido a um calhamaço vermelho da Trama Editorial, o famoso Defensores de Tóquio, encontrado numa banca de revistas.
    Eu, como muitos garotos da época, era viciado em “desenhos animados japoneses” (ninguém menor de 14 chama de Anime) e “seriados de super heróis” (só depois fiquei sabendo o que era um tokusatsu). Ver uma capa cheia de personagens conhecidos desenhados em caricatura com certeza me chamou a atenção, e eu acabei convencendo minha mãe a deixar-me comprar o livro.
    Ao chegar em casa, me deparei com um um monte de regras e números, diferente do que eu esperava. Acabei deixando o livro um pouco de lado.
    Mas voltei a encontrálo, alguns meses depois. Li-o de cabo a rabo num dia chuvoso e sem muitas opções do que fazer, e a idéia de jogar rpg me conquistou imediatamente. Mas foi impossível convencer mais do que um ou dois colegas a jogar, e os jogos acabavam sendo em grupos de 3, comigo mestrando de maneira tosca e controlando um ou dois personagens.
    Aquilo, entretanto, era extremamente divertido, e quando menos percebi estava mestrando para um grupo de sete pessoas. Acabei procurando me aperfeiçoar mais como mestre, e descobri o universo Tormenta, ainda jogando com o mesmo grupo.
    De Tormenta para Dungeons e Dragons foi um pulo, quando as edições 3.5 sairam. Logo a minha coleção de Dragão Brasil não cabia mais no armário. Quando percebi, estava jogando Shadowrun, mestrando Vampiro, A Máscara. E tudo isso a quilometros da livraria com livros de rpg mais próxima.
    O rpg me levou a gostar de Senhor dos Anéis. Hoje, eu leio cerca de um livro por semana. O jogo de interpretação me ajudou a escrever melhor, e minha nota de redação me ajudou muito a ingressar no curso de Engenharia Mecânica da UNESP. E o fato de lidar com números acelerou meu raciocínio para contas simples, o que melhorou meu desempenho geral de matemática, sem o qual eu não estaria na faculdade.
    Hoje, o rpg ainda tem espaço na minha vida. Nas horas vagas, eu desenvolvo sistemas de rpg para jogar com os amigos e escrevo contos sobre meu próprio universo. Nada que eu escrevi foi publicado ainda. Mas esse é o próximo passo.

  • Caetano

    Belo post. Até breve.

  • Hell

    cara o post fico 10! tu explica de uma forma em q os mais leigos no assunto tenham um entendimento claro(lógico da forma básica) e se interessem pelo jogo
    eu ja joguei 3d&t D&D gurps entre outros tmb me reuni com um grupo de amigos e montamos um sistema proprio.Se quando eu comecei a jogar tivesse lido isso naum teria me negado tanto a começar por achar coisa de loco
    Agora sobre o assunto q muitos culpam o RPG por crimes se tenho uma coisa a dizer FODA-SE pois quem naum tem cultura o suficiente para entender q isso e um jogo deve ser algum tipo de fanatico religioso loko¬¬
    novamente agradeço pelo post vlw

  • Pingback: RPG, ou os bastidores da maior escola de contadores de histórias já criada… | Notícias | O Nerd Escritor()

  • Lucas Fernandes

    Ótimo post Dracon (quando li seu livro imaginei q vc jogava rpg de mesa)….

    Posso dizer sem duvida q o rpg mudou minha vida…E para melhor….Foi uma grande ajuda para superar timidez e aprender a falar em publico, assim como aprimorou minha capacidade de raciocionio e criatividade (o loko hein até parece exagero)…O fato é q até o Mec ja tem aprovado a utilizacao do rpg em instituicoes de ensino, entaum contar uma historia tem se tornado algo realmente util….Sem falar, gratificante…
    Mestrei muito storyteller na minha vida (notadamente vampiro, viva as intrigas politicas), mas depois de 7 campanhas de DeD de 1 a 20 e uma campanha epica (nivel 60!!!) eu tinha que começar a escrever alguma coisa….No final das contas parti do rpg para tentar fazer minha literatura….Se vai dar certo eu naum sei, mas com certeza posso dizer q terei tentado
    Sem duvida o rpg marcou minha vida, além de ter proporcionado as mais diversas situacoes engraçadas (nao é a toa q muitas das minha amizades mais fortes nasceram numa mesa com planilhas e dados e cartas – viva o magic!)
    Espero poder estar sempre narrando historias, como mestre, talvez um dia como escritor, afinal de contas, muitas boas historias ainda esperam para serem contadas…..

  • Carlos

    Muito bom o post!

    Tenho 26 anos e joguei a vida inteira.
    Quando tinha uns 7 anos, ficava vendo meus irmão jogando D&D 1ª edição com os amigos e sugerindo monstros pro meu irmão que era Mestre.

    Dessa forma, sou mais da linha D&D, joguei todas as edições e até hoje tenho um grupo de amigos que se juntam pra jogar a 4ª edição.
    Mas joguei muito Vampire, Lobisomem e 3D&T de Dragon Ball! hahahahah

    Enfim, muito bom lembrar disso tudo.

  • Mangá

    Parabens pela materia, é dificil ver aguem falando bem sobre rpg de um modo geral e não apenas pra promover um jogo em especifico, muito legal isso

  • Caio

    Tenho 21, jogo desde os 12
    jogo 3.5 ja passei pelo story teller, ad&d e 4.0
    hj tento voltar ao passado onde um sistema de regras fáceis (3d&T) dava liberdade para cenas fantásticas e grandes jogadas de interpretação.

  • Vectruz

    Nos meus 17 anos,bem novo começei a jogar jogos de pc quake2 roller coaster tycon e apos um tempo me falaram de mmorpg’s…sempre quis jogar rpg e mesmo procurando algums fatores ainda me empredem disso como o preço dos livros e pessoas para jogar comigo…enfim sigo minha vida nos mmorpg’s ate poder entrar no rpg
    otimo post depois desse vou entrar nesse site com mais frequencia

  • Marcell

    Quem nunca se sentiu um heroi de verdade ao rolar aquele critico e matar o chefão da aventura enquanto todos na mesa vão a loucura?
    Quem não cuspiu coca cola pelo nariz em cima das fichas de rir das pérolas dos jogadores menos afortunados mentalmente?
    Quem nunca fez aquele metagame que todos os mestres odeiam dando pitacos nas cenas que seus personagens nem estão?
    Quem nunca passou a noite toda preparando uma aventura, seus menores detalhes e maiores complexidades e os jogadores fizeram tudo diferente?
    Quem nunca soltou 3 erros críticos seguidos e xingou o dado de todos os palavrões conhecidos pelos homem e de alguns conhecidos apenas pelos golfinhos?

    Experiências de vida.

  • Parabéns pela matéria! É difícil encontrar textos tão bem escritos pela internet, continue assim sedentario!

  • hicaro

    achei muito interesante o texto, e eu faço parte de um jogo de rpg…
    será que eu poderia passar este texto pro forun do site do jogo?

    @raphaeldraccon – É claro. A ideia é existir essa troca mesmo.

  • fabricio

    talvez devesse ter tocado no vice campeao de preferencia do publico
    (alguns diriam o melhor, meu caso)

    O sistema que Permite Unir RPGs Diferentes por Estarem trabalhando o mesmo cenario.
    Tal qual é possivel literalmente, unir 2 RPG previamente definidos com sistemas parecidos.

    Tal qual Lobisomen Apocalipse x Vampiro A mascara x Fadas (esqueci o nome completo)

    o famoso Cenario do Sistema D10 (pq eh todo baseado em probabilidades Probabilisticas, e usa-se varios dados de 10 faces)

    Gente, sou narrador desse cenario.
    e ainda acredito que o RPG nao morre dentro de quem o conhece.
    ja o conheco a uns 8 a 9 anos.
    mas lembro sempre, e lembro a vcs.

    nao deixe o RPGista dentro de vc morrer.

    PARABENS ao S&I

  • Hellhunter

    Sefuder com GURPS.

    Ninguém aqui é masoquista pra ficar vivendo com tantas regras.
    Coloca ataque, defesa, habilidade, resistência e inteligência e arranja dados de 6 lados e pronto.

    Muito melhor quando o levado em questão é a criatividade e não as regras.

  • Ótimo post!

    É sempre bom espalhar a palavra do RPG! rs

    Gostaria de convidá-los para acessar o blog RPGDM
    http://rpgdm.erickpatrick.com/

    abraços!

  • É um absurdo,mas nunca joguei RPG. Sempre devorei livros de fantasia, mas nunca encontrei ninguém que topasse jogar. Eu era a única nerd da turma.

  • adonai

    ALGUEM SABE ALGUM SITE OU LUGAR QUE AINDA VENDA OS LIVROS-JOGOS ? post interessante e nostalgico =)

  • Rage

    Não posso passar batido por esse post sem comentar a próxima geração do RPG.

    Não meus caros, não se trata dos MMORPGs, em que se vê zero atuação e interpretação por parte dos jogadores, e sim uma busca incessante por “kills”, itens raros e XP.

    Trata-se de uma plataforma dentro de outra plataforma, ainda pouco conhecida do público brasileiro.

    Trata-se do RPG dentro do Second Life.

    Essa plataforma possibilitou, de maneira incrível, um transporte do universo criativo do RPG de mesa para uma plataforma 3D, onde TODOS os jogadores são ao mesmo tempo personagens e storytellers. A sensação de se pertencer à um universo particular e extremamente diverso é tão poderosa e viciante que não há como não fascinar o mais experiente dos jogadores.

    Sim, para se jogar bons RPGs no Second Life é necessário ser versado em Inglês (pelo menos em nível intermediário)…pois a maioria dos RPGs nacionais existentes por lá – sim, eles já existem – são péssimos.

    Aos interessados em fazerem uma visitinha, recomendo dois Sims:

    Midian City (Pós Apocalíptico, estilo Cyberpunk…o melhor e mais rico RPG existente por lá)

    The Realm of Mystara (Medieval Fantasy…pra quem sempre curtiu D&D)

    Estou sempre por lá e sempre jogando…caso queiram fazer uma visitinha e saber mais, me procurem por lá.

    Lukash Hallard

  • Procura no link que eu deixei deve resolver o seu problema lek….

  • jp

    Regras são a base de tudo.

    Porém existe uma coisa que se destaca em todo livro:

    “…porém se alguma dessas regras vier a entrar em conflito com sua aventura e diversão, Ignore esta. Pois lembre-se: sua diversão em primeiro lugar.”

    Eh a unica regra que naum se pode discutir, burlar, esquecer.

  • Henrique Villela

    Uma vez um ser abissal inverteu a gravidade, eu abri meu barco dobrável na forma de navio e esperei o tempo da magia acabar, caí segurando o mastro e matei o bixo com uma “naviozada” UASHUAHsuhsa foi bala x)

  • Comecei minha “jornada” com RPG’s eletrônicos mesmo. “Chrono Trigger” marcou minha vida, foi o jogo que me abriu as portas pro RPG; depois dele, sempre procurava por games no estilo, porque quase não via mais graça nos jogos lineares. Fui primeiro pra “EarthBound” (ou “Mother 2”), daí pra FF, “Bahamut Lagoon”, e foi-se embora… Encontrei algumas aventuras-solo depois disso. Não faz muito tempo que comecei a me envolver com RPG em fórum, e apenas recentemente me acheguei ao RPG de mesa – de certa forma, graças a você, Draccon, já que Dragões de Éter me fez conhecer mais nerds que pudessem me ajudar nessa “jornada”. O vício só aumenta a cada “passo” que dou nessa “estrada”. É, sou só uma principiante, que sempre se interessou, mas só agora teve sua chance.

  • Pow, falar de RPG e sempre emocionante pra mim.
    jogo RPG a uns 8 anos, e a 7 tenho um Grupo de D&D
    na verdade prefiro dizer um Grupo de irmãos, pq a partir dai nos tornamos irmãos um para os outros… e muito bom relembrar brigas e cenas engraçadas que sempre rolavam na mesa de jogo. muito bom msm \o, jogo

  • Deiveson

    Ótimo post!
    Muito bom mesmo, o texto ficou uma maravilha, não é sempre que vejo um post sobre o glorioso RPG tão bom assim.

    Não sou um jogador muito ativo, mas tenho um pouco de conhecimento na área, RPG é uma coisa inexplicável, nos faz viajar pakas, concerteza todos aqui já ficaram ou ficam com cabeça em outro mundo. O que gosto disso também, é que é um incentivo a leitura e a busca por conhecimento.

    Parabéns!

  • Thomas Timmer

    Jogo eletrônico de RPG bom mesmo é “Baldur’s Gate” 1 e 2. Estes são 5 e 4 cds cada, respectivamente. O jogo é alucinante, com inúmeras possibilidades de escolhas e sequências de jogo. É totalmente baseado nas regras de D&D, que diga-se de passagem, sou fã e jogo desde a minha infância.

  • Will Liechtenstein

    Está aí. Foi por causa de um jogo de RPG que comecei a escrever meus textos. Arrisco até dizer que é por culpa desse mesmo jogo que eu gosto tanto de ler e que minhas notas de redação nunca foram ruins. (Aliás, o que me passou no vestibular esse ano foram as redações 😀 ).

    Enfim,parabéns por mais ótimo post.

    Abraços!

  • Will Liechtenstein

    Meu primeiros textos surgiram por causa dos RPG’s. Graças a isso sempre tirei boas notas em redação e em português, pois passei a gostar de ler e escrever.

    O RPG não é o vilão e sim, muitas vezes, o mocinho.

    Mais um ótimo post.
    Abraços!

    (Droga, tinha escrito um comentário gigante, mas parece que não entrou.)

  • Perfeito… Disse alguém uma vez que o siléncio contém todas as palavras, então é isso… todos os adjetivos que denotem bons cumprimentos e palavras de apoio podem ser imaginadas neste post.

    valar morghulis

  • Thales Gabriel

    Ótimo texto cara, mto bom de verdade,,, demorei a comentar pois só consegui ler agora com calma,,,
    Joguei por muitos anos Vampiro e Magic, que achei que faltou cita-lo, mas mesmo assim ficou top de linha,,,
    Hoje apenas jogo MMORPG e os RPGs da série Elder Scrolls, que são fora do normal de bom,,,

    Vou te falar que este textoaté me empolgou a arrumar um grupo e voltar a jogar,,,

    Abraços,,,

  • Gabriel

    Cara, seu post foi épico, estarei repassando ele para vários contatos assim que tiver tempo, parabéns, e continue assim com o blog!

    Obs. Jogo Magic the Gathering, emeu primeiro contato com um RPG foi em Final Fantasy II, então lançamento.

    Abs.

  • nilsiane

    UAL, MUITO BOM!!
    fiquei ate emocionada ao passear pelo site e encontrar esse post. É dificil achar uma materia tão boa falando (bem) de RPG. Só faltou falar de ”legend of the five rings”. RPG oriental, muito bom por sinal e q faz a cabeça dos fãs da cultura samurai.

  • AD&D

    ótimo post.

  • Meu deus, esse post foi lindo.

  • Meu deus, esse post foi lindo.

  • http://www.sedentario.org/colunas/cavernas-e-dragoes/rpg-ou-os-bastidores-da-maior-escola-de-contadores-de-historia-ja-criada-2-33867

    Na adolescência o Osny Moreira conhecia um cara que tinha um livro, em inglês, que mudou tudo pra mim. Era o módulo básico do GURPS (google it!).

    Depois de jogar uma sessão de RPG eu fiquei estasiado, não importava se na época eu achei o cara que contava a história fraquinho ou ninguém compreendia as regras (ou texto) completamente. O poder daquilo era infinito.

    Fui pra casa, fiz um mapa com tinta de tecido e juta contei uma história pra 5 ou 6 amigos e eles ficaram muito empolgados com aquilo. E olha que era muito fraquinho.

    Foram anos construindo histórias, personagens e universos. Medieval (mais de uma ano mestrando uma campanha), robotech versão gurps, velho oeste, super heróis, space opera. Minha capacidade de contar histórias aumentava, meu inglês melhorava e a vida bosta de adolescente doía menos. Se alguém já disse que fui um bom professor pode dar o crédito pra “maior escola de contadores de histórias já criada”.

    Faz anos que não jogo, não me identifico tanto com a atividade hoje. Difícil montar um grupo que valha à pena, mas sem o RPG eu não existiria. Seria outra pessoa, acho que mais triste.

    Proud Nerd, eternal GM, eager ranger. Sempre serei assim.http://www.sedentario.org/colunas/cavernas-e-dragoes/rpg-ou-os-bastidores-da-maior-escola-de-contadores-de-historia-ja-criada-2-33867

    Na adolescência o Osny Moreira conhecia um cara que tinha um livro, em inglês, que mudou tudo pra mim. Era o módulo básico do GURPS (google it!).

    Depois de jogar uma sessão de RPG eu fiquei estasiado, não importava se na época eu achei o cara que contava a história fraquinho ou ninguém compreendia as regras (ou texto) completamente. O poder daquilo era infinito.

    Fui pra casa, fiz um mapa com tinta de tecido e juta contei uma história pra 5 ou 6 amigos e eles ficaram muito empolgados com aquilo. E olha que era muito fraquinho.

    Foram anos construindo histórias, personagens e universos. Medieval (mais de uma ano mestrando uma campanha), robotech versão gurps, velho oeste, super heróis, space opera. Minha capacidade de contar histórias aumentava, meu inglês melhorava e a vida bosta de adolescente doía menos. Se alguém já disse que fui um bom professor pode dar o crédito pra “maior escola de contadores de histórias já criada”.

    Faz anos que não jogo, não me identifico tanto com a atividade hoje. Difícil montar um grupo que valha à pena, mas sem o RPG eu não existiria. Seria outra pessoa, acho que mais triste.

    Proud Nerd, eternal GM, eager ranger. Sempre serei assim.

  • maria eduarda

    nao entendi tambem nem li direito mais essa coisa de rgp e coisa ruim é tudo MENTIRA nao jogo rpg mais me interessaria jogar uma partidinha meu primo jogou uma vez e fico quase maluco de medo deve ser por isso que eu nao joguei mais eu nao sabia que caverna do dragao era baseado em um jo go de RPG

  • Bill_ferraz

    passei minha infancia e adolescencia jogando RPG ^^
    estimula mto o raciocinio e incentiva mto a literatura
    hj n jogo mais por falta d tempo =/
    grupo td cresceu, geral trampando, namorando, casando, ai ja viu rsrs
    mas é mto bom, eu recomendo
    adorei a materia, mto boa

  • narah vick

     Nossa eu adoro RPG’s só que os que eu jogo são online, também são muito bons!

  • Anderson Porto

    Acredito que vocês possam gostar deste conto (baseado no GURPS e MERP) que estou publicando:

    http://acporto.wordpress.com/2012/09/16/nova-genese-capitulo-i/

    A segunda parte saí agora, no próximo domingo, meio-dia. Abraço!

  • Vinny

    Corrrige o link do RPG inocente: http://www.daemon.com.br/home/index.php/rpg-inocente/

    O antigo da off.