Dúvida Razoável

Veja diretamente os vasos sanguíneos dentro de seus olhos – sem nenhum perigo, apenas balançando os dedos na frente do rosto. E descubra de quebra nesta coluna “Dúvida Razoável” como isso só é possível porque eles foram resultado de um projeto não muito inteligente.

Esta não é uma pegadinha, e pode ser feita em dois minutos. Aprenda e veja dentro de seus olhos na continuação!

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Aumente o volume, expanda a tela e assista em alta definição. É uma concepção artística do espaço em que vivemos, criada por Matthias Müller.

O aspecto filamentar de algumas das estruturas, como se fossem novelos de algodão, reflete os superaglomerados de galáxias, as maiores estruturas no Universo conhecido. São estruturas tão imensas que mesmo galáxias inteiras, cada uma delas com centenas de bilhões de estrelas, formam tênues pontos.

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Cavalos voam? Talvez soe como uma pergunta infantil, e no entanto mesmo milênios após a domesticação dos equinos, tão tarde quanto no século 19 ainda se discutia se um cavalo a galope mantia sempre uma pata em contato com o chão, ou se conseguia, por breves momentos, sustentá-las todas no ar. As mais épicas batalhas, com tropas sem fim de cavalos, e os mais ágeis e treinados cavaleiros não bastaram, pois as patas de um cavalo a galope simplesmente se movem rápido demais para que qualquer olho humano pudesse enxergá-las com precisão.

Nem mesmo um gênio como Leonardo da Vinci sabia se cavalos voavam. Fascinado pelo animal, uma de suas mais fabulosas obras é uma pintura que se perdeu no tempo: A Batalha de Anghiari. Ela tinha como tema central a luta de quatro cavaleiros, e dela restaram apenas cópias parciais como a que você confere no topo. E ainda assim as cópias capturam uma composição incrível – nenhum cavalo estava a galope, é bem verdade, e ainda assim pode-se quase enxergar movimento na luta. E ainda assim, todos os cavalos mantiam pelo menos uma pata no chão. Não eram cavalos voadores. Da Vinci não sabia se cavalos podiam voar.

Há pouco mais de 100 anos um homem descobriu se cavalos voavam e inaugurou uma nova arte. Continue lendo…

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O Caminho do Meio

8 abr 2012 | por em Dúvida Razoável às 0:30
tiras quadrinhos budismo  O Caminho do Meio

[Ryotiras, Amém]

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religião polêmica espiritualidade deus ciência  Reflexões sobre a Espiritualidade e a Ciência

O amigo Rafael Arrais conduziu desde o ano passado uma série de sete perguntas feitas a dois colunistas antípodas do S&H. O ocultista, Marcelo Del Debbio, e o cético que escreve aqui, Kentaro Mori. As perguntas foram respondidas sem que soubéssemos o que o outro havia respondido, e sem mesmo saber quais seriam as próximas. Ao final, as discordâncias, bem como as concordâncias nos pontos de vista da “Teoria da Conspiração” e da “Dúvida Razoável” podem surpreendê-lo:

» O que é Deus?
» Que é, afinal, a vida?
» Que é a fé?
» O que a ciência tem a ganhar com a espiritualidade?
» Os memes existem?
» Que é o efeito placebo?
» Sem Deus, tudo é permitido?

E devem valer ainda mais seus comentários — que devem ser feitos nas páginas de respostas nos Textos para Reflexão de Arrais. Que, por sua parte, também começou a publicar seus próprios comentários a respeito. E você, como responderia a cada uma dessas questões?

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universo interativo física ciência  Viaje pela Escala do Universo
You need a more recent version of Adobe Flash Player.

Há vastos mundos em um grão de areia, e mundos ainda mais vastos do que alcançam nossos olhos no céu. Da espuma quântica nas menores escalas já definidas pela física de partículas, até o infinito além do Universo observável, espere a animação interativa carregar, clique em “Start” e arraste a barra inferior para navegar pela complexidade crescente explorada pelo conhecimento.

Você também pode clicar em cada item para ver mais explicações. Esta é uma segunda versão da animação, por enquanto apenas em inglês – a animação original também está disponível em português!

Embasbacar-se com a pluralidade de micro e macromundos ultrapassando aquilo que vivenciamos no cotidiano já é algo. Mas há algo ainda mais surpreendente em explorar as escalas do Universo.

Preste atenção e note que a escala humana, com aqueles objetos que estamos acostumados a ver e manipular no dia-a-dia, se situa aproximadamente na metade de todas as escalas conhecidas do Cosmos. Isto é, a física quântica define a menor escala da física elementar como o comprimento de Planck, ao redor de 10-35 metros. Já a cosmologia define a maior escala do Universo observável como um diâmetro em torno de 100 bilhões de anos-luz, ou 1027 metros. São ao redor de 60 Potências de Dez, e nós estamos aproximadamente em seu meio.

universo interativo física ciência  Viaje pela Escala do Universo

A ciência nos mostra que não estamos no centro do Universo, e que afinal, o Universo não possui um centro. E no entanto a mesma ciência nos mostra que estamos ao redor do centro das escalas de comprimento onde todos os fenômenos acontecem. [via APOD, Glashow's Ourobouros]

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Nesta visualização das correntes na superfície do oceano por todo o planeta, ciência se confunde com arte.

A ciência é um dos mais recentes e sofisticados modelos computacionais desenvolvidos pela NASA/JPL, o ECCO2, sintetizando dados em em escala global coletados por uma miríade de meios in-situ ou via satélite.

A arte é a representação destes resultados imensamente complexos “para criar uma experiência simples e visceral” exibindo como as águas na superfície do oceano descrevem inúmeros caminhos e redemoinhos, em um estilo que lembra o pós-impressionismo da Noite Estrelada de Van Gogh.

visualização vídeos planeta ciência animação  Oceano Perpétuo: Van Gogh e Oceanografia

[via GSFC Scientific Visualization Studio]

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Ateus não são pessoas más, e o ateísmo não é um bicho de sete cabeças. Seis entrevistados, ateus ou não, falam sobre ateísmo, preconceito, moral, família e como lidar com o assunto. “Além do Ateu e do Ateísmo” traz o ateísmo à superfície e joga as cartas para o assunto ser debatido, mostrando que o ser humano tem o direito de pensar livremente.

Com roteiro e produção de Carine Immig e Fábio Goulart.

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Maias história dúvida razoável curiosidades computadores ciência apocalipse  O Apocalipse Maia e o Excel

Maias história dúvida razoável curiosidades computadores ciência apocalipse  O Apocalipse Maia e o Excel

Uma antiga civilização de programadores nos deixou um legado que é peça-chave para compreender o Apocalipse Maia prognosticado para este ano de 2012.

O nome deste legado é Excel.

Descubra como munido deste programa do pacote Office você poderá compreender alguns dos mistérios pré-colombianos e encarar melhor o Fim do Mundo!
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Tenha um dom bia!

13 fev 2012 | por em Dúvida Razoável às 10:26
troll pegadinha neurociencia ciência cérebro  Tenha um dom bia!

Gostou? O efeito é o mesmo que explica uma brincadeira famosa “de aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea“, e demonstra como nosso cérebro não processa cada letra separadamente para formar palavras, e sim integra várias de uma só vez.

Na mesma linha, a neurocientista de plantão Suzana-Herculano Houzel lê sua mente. [via reddit, com agradecimentos à Maracujá]

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Toda a história da cultura humana evoluiu através da cópia“, conta Nina Paley. Neste vídeo excepcional, Paley capturou centenas de fotos de esculturas em museus estendendo-se pela arte greco-romana, asiática e européia medieval, e teve o lampejo de vasculhá-las em busca de exemplos claros de evolução artística, animando a mescla resultante ao ponto em que é difícil descobrir o que é “original” e o que é uma “cópia”. São uma mesma figura evoluindo e se movimentando em poses, estilos e traços com diferenças muito pequenas.

O que para uma pessoa é uma ‘influência’, para outra é um ‘roubo’. A lei de direitos autorais se estende não apenas para cópias exatas, mas também a ‘trabalhos derivativos’, e isto tem levado à censura em grande escala. Um advogado de direitos autorais viajante do tempo poderia encontrar em um museu todo tipo de violações de direitos. Gregos, egípcios e artistas do sudeste asiático influenciaram uns aos outros pesadamente: teria sido isso um ‘empréstimo, ‘roubo’ ou infração aos direitos autorais?“, questiona.

Internet história arte  Toda Criatividade é Derivativa

Bons artistas copiam, grandes artistas roubam” – Steve Jobs [All Creative Work Is Derivative, via @hermespradojr]

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Duas bonecas, uma branca, outra negra. “Qual é mais bonita?” “Qual é ruim?” Assista ao vídeo, clicando em “CC” e selecionando “Spanish” para entender melhor as respostas das crianças.

O experimento foi gravado como parte de uma campanha contra o racismo do governo mexicano, e é baseado no experimento das bonecas do casal de psicólogos Kenneth e Mamie Clark. O estudo foi importante para apoiar o fim da segregação racial nos EUA. Em 2008 a rede MSNBC reproduziu o experimento, que você confere em uma versão legendada na continuação.

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Stella Hatton adora dinossauros. Ela realmente adora dinossauros, e no vídeo acima ela explica por que o brinquedo vendido como um Triceratops na verdade tem vários problemas anatômicos, como a ausência de chifres sobre os olhos e chifres errados sobre o nariz e folho (a estrutura parecida com um escudo na parte traseira do crânio). O brinquedo é mais parecido com um Styracosaurus, abaixo, na direita.

vídeos dinossauros cute overload brinquedos  Stella, paleontóloga de 4 anos

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Os Cinco Macacos

4 jan 2012 | por em Dúvida Razoável às 1:48

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula. Bem ao centro, havia uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia na escada para pegar as bananas, um jato de água fria era acionado contra os que estavam no chão.

Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros o pegavam e enchiam de pancada. Com mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.

Então os cientistas substituíram um dos macacos por um novo. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo retirado pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada.

Um segundo macaco veterano foi substituído e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado com entusiasmo na surra ao novato.

Um terceiro foi trocado e o mesmo ocorreu.

Um quarto, e afinal o último dos veteranos foi substituído.

Os cientistas, então, ficaram com um grupo de cinco macacos que mesmo nunca tendo tomado um banho frio continuavam batendo naquele que tentasse pegar as bananas. Se possível fosse perguntar a algum deles porque eles batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria:

- “Não sei, mas as coisas sempre foram assim por aqui“.

[Animação de Michael Basilisco via Kuriositas, texto via SCM]

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Curta de animação premiado de Michael Ramsay do mito da Caverna de Platão.

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