09/set O Comedor de Lixo: O primeiro livro interativo da Blogosfera brasileira - Capítulo 1 - Qual o preço da liberdade?
por Leo prosopopeio Cardoso em O Comedor de Lixo às 19:08
“..Enquanto o semáforo marcava verde, podia contar suas moedas e calcular o montante recebido na jornada anterior, aguardando, ansiosamente, pelo sinal vermelho e novas possibilidades de lucro…”
“…um projeto de bigode, e uma voz mais grossa, diminuíam drasticamente seu potencial na arrecadação de recursos, o que ocasionava mais trabalho e menos retorno, o caminho da falência para qualquer negócio…”
“…não podia aspirar a um futuro melhor ou comemorar vitórias gloriosas do passado, vivia cada dia limitado pela sobrevivência…”
“…era hora de repensar seu investimento em busca do seu único objetivo de vida, da sua aspiração diária, do motivo pelo qual trabalhava, da sua realização pessoal: a sobrevivência.”
Quer ajudar a fazer o primeiro livro interativo da blogosfera brasileira?
“O Comedor de lixo”, novo projeto do Sedentário & Hiperativo: uma análise sobre a falta de oportunidades no país que joga seu futuro na sarjeta.
NOTA DO AUTOR:
Saudações! Me chamo Leo Cardoso, tenho 22 anos e moro em Maceió-AL e, antes de tudo, não sou escritor. Nunca tive nenhum livro publicado. Mas como ser pensante com o mínimo de instrução sempre me expressei, mesmo tropeçando, através da linguagem escrita: e-mails, redações escolares, provas acadêmicas, bilhetes, scraps e até arriscando algumas crônicas, contos, poesias e letras de música. Acredito que grande parte de vocês também já os fizeram.
O que nos diferencia dos escritores formalmente conhecidos? O título de escritor e alguma publicação editoral.
Somos todos, diariamente, escritores. Portanto convido todos os leitores do Sedentário & Hiperativo para juntos escrevermos o primeiro livro virtual interativo da blogosfera brasileira.
Mais do que escrever esse livro, teremos a oportunidade de aprender e ensinar sobre os diversos problemas sociais e discutir o que podemos fazer para resolvê-los. Lembremos que todas as grandes mudanças políticas/econômicas/sociais nasceram pela consciência e força populares - nós, cidadãos, temos o dever e o poder de mudança. Contamos com vocês!
COMO PARTICIPAR?
Ao final de cada capítulo postado haverá a hipótese de como interagir e escolher a sequência da história. Respondam os enunciados propostos nos comentários e coloquem a imaginação para funcionar. Haverá um TOP 10 de autores do livro, que, no final, terão seus nomes ligados à publicação de O Comedor de Lixo.
Toda sugestão enviada pelos leitores terão suas respectivas fontes, durante a história, em rodapé de pagina. Qualquer sugestão, crítica, foto para ilustração ou texto para publicação enviem para prosopopeio@hotmail.com .
Segue o prólogo de “O Comedor de Lixo”, uma obra de ficção que começará com o objetivo de expor o descaso do falido sistema social atual (que peca em esquecer seu passado, em devorar seu presente e desconsiderar seu futuro) e terminará da forma que VOCÊS decidirem.
CAPÍTULO 1:
O COMEDOR DE LIXO - CAPÍTULO 1 - QUAL O PREÇO DA LIBERDADE?
Um trabalhador liberal com seu próprio cronograma de serviço, distribuído em intervalos de quarenta e cinco segundos de trabalho, intercalados por um minuto e quinze segundos de descanso. Sistematicamente organizado, como uma linha de montagem, seu posto de trabalho era estrategicamente escolhido pela regularidade de seus clientes, sempre em grandes quantidades. Independentemente do horário, o lucro era certo. A cada jornada de quarenta e cinco segundos, em média, lucrava-se cerca de 10 centavos, o que, após uma hora de trabalho, descontando seus justos 45 minutos de descanso, somavam-se 3 reais. Oito horas de labor por dia, uma carga horária justa, nos parâmetros da legislação protetora dos trabalhadores, fechava o balanço diário em vinte e quatro reais. Mensalmente, com trabalho também em alguns sábados, o que gerava mais clientes e aumento do honorário, seu salário saia por volta dos 500 reais, mais de um salário mínimo, livre de impostos.
A pior hora de trabalho se estendia entre 11 da manhã e 1 da tarde, quando a última árvore do canteiro da avenida ficava com sombra a meia altura, e o minuto e quinze segundos de descanso pareciam ser mais curtos que o normal. Mas, quando se chegava à altura das 3 da tarde, as coisas melhoravam e seus clientes, também já menos angustiados, pareciam mais propícios a fazer negócio. Depois de tantos anos e experiência na profissão, havia aprendido que alguns clientes eram potencialmente melhores. Homens de meia idade, principalmente os bem vestidos, não tinham perfil para o negócio. Se alguém estivesse conversando, seja ao celular ou com alguém ao lado, era descartado. A maior parte dos clientes eram mulheres, por volta de 30 anos, e quando acompanhada por crianças, o investimento era duplicado. Um trabalho recompensando pelo prazer de não ter hierarquia, horários fixos, nem obrigações. Só a regularidade de etapas de quarenta e cinco segundos, por um minuto e quinze de descanso, sem precisar falar nada, pensar, apresentar, discutir ou convencer ninguém. Sua jornada diária terminava por volta de 6 horas da tarde, com o sol já posto e a famosa hora do rush, que acabava com a possibilidade de qualquer esmola. Era a hora do balanço diário dos lucros.
Ele era o que se costuma chamar de miserável vagabundo – e por vagabundo miserável – e passava seus longos dias em um dos mais movimentados semáforos da cidade. Enquanto o semáforo estava marcando verde, podia contar suas moedas e calcular o montante recebido na jornada anterior, aguardando, ansiosamente, pelo sinal vermelho e novas possibilidades de lucro. Com o dinheiro que recebia, se ele tivesse uma casa, daria para sustentá-la de uma forma digna, e caso tivesse contas, daria até para pagá-las, mesmo com um pequeno aperto no fim do mês. Mas, seus suados 500 reais mensais não eram líquidos nem brutos. No fim do dia, em meio a moedas de 10, 25, 50 e amassadas notas de 1 real, não se sobrava muito após despesas mal planejadas e investimentos irresponsáveis, como um pastel com suco, que se tornava irresistível depois de algumas horas de duro trabalho.
Uma empresa de fast food servia os restos de sanduíches (condimentos, hambúrgueres, vegetais e batatas fritas) quando chegavam exatas 11 horas da noite, após fechar o estabelecimento e seus funcionários voltarem para suas casas. Apesar de dividir o banquete com dezenas de outras mãos, sempre dava para dormir com o sorriso de uma refeição. Sua única felicidade certa do dia havia sido proibida pela vigilância sanitária, que tornou ilegal despejar o lixo biodegradável nas lixeiras comuns, pois, reclamavam os moradores da redondeza, que o atraso da coleta seletiva ocasionava o aparecimento de ratos, baratas e outros animais peçonhentos.
A prefeitura havia replantado o jardim da praça central com flores tropicais, instalou quatro postes de iluminação, reformou a fonte de água e até soldou uma nova espada, que a estátua ostentava em punho erguido. Depois da revitalização, tinham proibido, também, dormir lá. Um local que há alguns meses era perfeito para o sono dos justos: muito silêncio, pouco movimento e um ótimo espaço para improvisar uma lareira com um tonel de lixo enferrujado. Agora, depois de perder sua melhor refeição do dia e sem um local fixo para passar a noite, percebeu que a situação estava ficando cada vez mais difícil, uma solução deveria ser posta em prática.
Ele tinha completado 15 anos de idade. E um projeto de bigode e uma voz mais grossa diminuíam drasticamente seu potencial na arrecadação de recursos, o que ocasionava mais trabalho e menos retorno, o caminho da falência para qualquer negócio. Mesmo com sua estatura baixa, pela subnutrição, corpo esguio e olhar desconsolado, sempre em direção ao chão, as espinhas em seu rosto não disfarçavam a chegada a puberdade. Era hora de repensar seu investimento em busca do seu único objetivo de vida, da sua aspiração diária, do motivo pelo qual trabalhava, da sua realização pessoal: a sobrevivência.
Sobreviver, para grande parte da população, é escapar de um perigo iminente, constante ou até inesperado. Mas, para Ele, sobreviver era simplesmente tentar fazer com que o dia passasse sem dificuldades, que não fossem as cotidianas. Não tinha a capacidade de imaginar o infinito, nem de pensar sobre o cosmos, não sonhava, não fazia planos. Não podia aspirar a um futuro melhor ou comemorar vitórias gloriosas do passado. Era viver cada dia limitado pela sobrevivência. Sem perceber que a causa era essa, tomou uma decisão: deveria ser preso. A privação de uma liberdade – que nunca teve - seria compensada pela sensação de não precisar sobreviver, como um animal. Na prisão, segundo seu raciocínio, ele seria igual a todos, ninguém olharia para ele com desprezo, teria uma cama, alimentação e não precisaria sofrer com o medo que a vida solitária na rua lhe trazia. Deitou a cabeça no papelão úmido, puxou sua manta, descobrindo um dos pés, e pegou no sono, esperando acordar para por em prática sua brilhante decisão.
CAPÍTULO 2 - O CRIME COMPENSA?
PROPOSTAS:
1 - Escolham o nome do personagem. Deixe nos comentários como ele deverá ser chamado.
2 - Qual a primeira atitude que o personagem deve tomar após acordar? Como por em prática a decisão de ser preso e abdicar de sua liberdade? Escrevam nos comentários suas pospostas.
3 – Precisamos de uma imagem para ilustrar o banner do livro durante as chamadas no blog. Envie sua sugestão ou fotos para prosopopeio@hotmail.com .
4 – Contem suas experiências com mendigos, pedintes e indigentes no dia-a-dia. Sua cidade sofre desse problema?
Lembre-se que todas as colaborações terão as fontes respeitadas, com seu link, em notas de rodapé durante a história. Abraços, contamos com vocês!




































1-Ricardo
2-acordar e cambaleando recolher suas coisas e procurar algo para comer. Roubar alguma coisa
3- x
4 - x
Parabéns pela iniciativa! Sucesso no novo projeto! Estarei ligado nodesenrolar desse livro!
Aprendi uma atitude muito esperta assistindo a um stand-up no You Tube em que o comediante contava a história de quando uma criança aparece para lhe pedir alguns trocados e, ao invés de simplesmente lhe entregar algumas moedas, lhe faz uma proposta: a cada pergunta corretamente respondida, uma moeda é merecida.
Pois bem, aprendi a aplicar essa atitude e percebi que funciona: todas as noites, quando volto da faculdade, algumas crianças me abordam perto de uma farmácia, nomeiam-me de “tio” e pediram algumas moedas. Analisei a situação, lembrando-me do vídeo que havia assistido alguns dias anteriores. Respondi com sinceridade: “tenho algumas moedas no bolso, mas quero ver se vocês as merecem. Basta responder uma simples pergunta: quanto é cinco vezes cinco?” Pela idade delas, multiplicação não parecia ser um desafio. As crianças abriram um sorriso, demonstrando saber a resposta e rapidamente, com vozes iguais a de uma criança que estaria prestes a ganhar um doce, responderam: “dez!” Eu, que já estava levando a mão na direção do bolso, parei no meio do caminho. Não podia continuar, ou ceder para aquele momento, aqueles olhares. Retruquei firme que haviam errado e fechei o punho. “Se quiserem ganhar as moedas do meu bolso, terão que estudar mais.”
E dias se passaram, e dias responderam errado, e dias não cedi a idéia do comediante, que por mais engraçado que fosse, a atitude dele parecia ser simplesmente algo muito correto.
Porém um certo dia elas apareceram com os dentes amostra e eu com as moedas no bolso. E, antes de dizer qualquer coisa, ouvi a resposta sair como um coro em alto e bom som. Três reais, um para cada, algumas balase uma nova pergunta: “Quem descobriu o Brasil?” Torço para que elas estejam estudando. Não sabem como isso pode abrir caminhos muito melhores.
betomartinscopa.blogspot.com
Um nome comum…bem comum.
Francisco pode chamar de Chico
ao acordar nao tinha oq comer no cafe
desce as escadas e entre as vielas da favela onde mora
cumprimenta a todos q conhece.
o odor de cachaça ainda esta em seu corpo
com aulguns centavos q tinha no bolso ele toma uma dose de cachaça e sai pra rua pedir paozinho na porta de uma padaria.
Todos o evitam com medo de ser roubados…
msitoquente.net
A FORMULA PERFEITA PARA SABER SER VOCÊ É UM IDIOTA
http://www.mistoquente.net/2008/09/idiotas-fazem-coisas-idiotas/
1- Ricardo é nome de gente rica… Se é pra ser real, coloca um nome mais comum, Francisco, João, José, Antonio, Esses nomes tipo Gleiciano, Maicon e etc tb valem…
2-Repassar a rotina diaria, matutar sobre a decisão… Ele tem 15 anos, nenhum bom senso e toda a ignorancia que alguem criado ao léu pode ter… Vai tentar roubar, e vai se dar é muito mal, rouba uma bolsa qualquer e corre pela cidade, até que alguem consegue pegar e dai, da-lhe surra no garoto…
1-)Seu nome era Marcos, conhecido também como Marquinhos.
2-) Marcous acordou, com o vento gélido da manhã anunciando mais um dia de sobrevivência. Com os olhos cansados, e com uma certa “embriaguez” provocado pelas horas mal dormidas, se levanta e lembra-se que este dia seria diferente de todo os outros.
O plano seria simples, porém arriscado, de certa maneira, era algo um tanto quanto irracional, visto que as chances de ser pego era grande. Algo que não era deixado de lado por quem ja fora castigado por longos anos de sujeira, abandono e humilhação. Havia lugares fáceis o suficiente para roubar e correr sem maiores preocupações, mas Marcos estava rumando para outro destino…
O guarda que ja vinha o acompanhando discretamente com o olhar, moveu-se rapidamente quando notou quem o garoto havia roubado um tênis de uma loja de departamentos e ameaçado o caixa com um suspeito objeto embaixo de suas surradas vestes.
Não muito distante, dois guardas foram alertados pelo rádio e subitamente bloquearam a saída.
O garoto vendo nenhuma solução , jogou o tênis de lado, ergueu as mãos e contemplou por uma ultima vez o ambiente à sua volta, os rostos, as lojas, as propagandas, e todas os outros supérfluos objetos que o faziam sonhar.
A porta se fechou com um estrondo. Marcos havia ido para a prisão.
1 - Théo
2 - Antes de por em prática a idéia de ser preso, Théo tem uma idéia, ele tem uma grana aínda do dia anterior e resolve comprar alguns doces e revender no sinal, se até a hora do almoço não obter resultados, o plano vai ser colocado em prática. O plano é abordar a vítima no sinal, ao oferecer os seus doces, Théo observa objetos de valores sobre o banco do carona, normalmente bolsa, carteiras e celulares das vítimas mais fáceis, mulheres e idosos. Ao identificar algum desses objetos, projeta-se sobre o motorista através do vidro aberto e rouba agilmente o qe encontra na frente.
3 - Tenho uma idéia, vou tentar tirar uma foto ou ilustrar e mandar
4 - A minha cidade sofre sim com esse problema e a cada dia se agrava mais. Todos os dias parece aumentar o número de “malabaristas” nos sinais de trânsito. A prefeitura incentiva, através de placas de trânsito a não dar esmolas (Criança não quer esmola, quer futuro - ou algo do tipo) mas aparentemente a parte que lhes cabe tem parado por aí… Faltam projetos sociais e a particicipação da população na busca de melhorias para as classes sociais menos privilegiadas. O fato é que estamos ficando cada vez mais egoístas.
1 - Ricardo Aristides da Silva (Rato)
2 - Sopesar sobre a eficiência da decisão do dia anterior, em algum ponto que visualize o seu local de trabalho, constatando que seus bolsos estão vazios.
3 - X
4 - Moro no ABC/SP e frequento a Capital, não atendo com simpatia qualquer pedinte, principalmente os que vem em duplas e com as mãos vazias.
etcsa.blogspot.com
1- Seu nome é Diógenes.
2 - Ao acordar, ele procura algo para esquentar as tripas, para assim conseguir pensar melhor, e achar qual a melhor maneira de ir para a prisão. É isso! Ele rouba a famosa padaria, e enquanto aguarda a chegada da polícia, desfruta de um café da manhã que jamais teve. Seria a melhor idéia ir para a prisão? Ou viver de pequenos furtos mas com a recompensa de um saboroso pão seria melhor?
intensidade.wordpress.com
Seu nome é Maicow, homenagem de sua mãe para o Rei do Pop Michael Jackson. Mas de tanto ela gritar ‘Seu Moleque’, acabou ficando conhecido por Muleque, mesmo.
intensidade.wordpress.com
ele passou a noite sonhando q estava fugindo, só não sabia do quê.
de tanto correr ficou com fome e sede… e, a primeira atitude foi farejar algo pra botar goela abaixo, quem sabe cheirar um pouco de cola… sempre ajuda, afinal
ifoundfirst.blogspot.com
1 - Acho que pro nome, o de alguma celebridade escrito errado ia funcionar muito bem, devia ser Tafareu.
2 - Ele passou a noite sonhando com a vida na prisão e “acordou atrasado” para o trabalho, com a cidade já funcionando a todo vapor. É abordado por um guarda dizendo que ele nao pode continuar a dormir no lugar que ele está, depois segue pro sinal pensando no que vai fazer pra conseguir chegar na sua casa nova.
andrevitorio.com
Moleque de rua raramente é chamado pelo nome, a maioria só pelo apelido mesmo. Tarzan, China, Mudo, Coelho, Rato, Coquinho, geralmente o apelido tem a ver com alguma peculiaridade na aparência… pega o jornal e vê os vulgos dos caras.
Olá… gostaria que me esclarecessem alguns aspectos importantes do projeto… quero muito ajudar a concretiza-lo… mas rolou um mal entendido (talves de minha parte somente).
O Livro é interativo. A principio eu concebi tres modos de isso ser feito
A) Cada manda um trecho e o “autor” escolhe um.
B) Cada um manda um trecho e o autor os mistura.
C) Cada um sugere e discute as propostas, dizendo o porque de cada coisa…
Quero saber qual é a real…
É que eu num gostei desse Paulo Coelhismo inrrustido dos posts acima, cada um mandou o q bem entendia descartando ou não dando credito a uma ideia prévia…
Na minha opinião o livro deve ser construido… algumas coisas devem ser plantadas hj para serem explicadas e exploradas do meio em diante…
E o fim? quando isso acaba? quando ficar chato?
Em quanto tempo rola a historia? um dia? uma tarde? uns anos? uma vida.
Se o autor ainda num pensou nisso, sugiro que pense, pois pessoalmente não acredito que haverá qualidade literaria no produto final se for diferente… que tal discutirmos o q acontece? qual é a sacada da historia? o climax? para então lapidar e definir COMO tais coisas acontecem e de quebra mudando tudo o que foi predefinido anteriormente…
Minhas ideias:
1 - Acho q nosso menino não deve ter nome, quem anda na rua tem apelido (gostei bastante da sugestão rato de Gonbata (she or he?) ).
Ai vai do autor optar por esse garoto ter tido um lar alguma vez na vida ou não, eu desejaria que não, isso iria aflorar o seu instinto de sobrevivencia (bem MOGLI), sendo assim, se ele tem nome, não sabe, pois vive na rua desde que se entende por gente, nunca teve cuidados de adultos, apenas de crianças mais velhas.
Quão inteligente é o nosso personagem? Eu desejo que fosse o mais inteligente possivel, sendo assim uma atividade desafiadora escrever o livro.Estorias extraordinarias exigem pontos extraordinários. Tenho a impressão de que o autor tambem deseja o mesmo que eu, visto que no inicio me pareceu uma constatação que o proprio personagem faria a respeito de uma definição de si… trabalhador autonomo que ganha 500 reais…
Indole: Apesar de judiado, gostaria que nosso garoto fosse ponderado, que sua inteligencia o permitisse enxergar um pouco de humanismoe q de uma forma mais ampla ele seja um heroi sobrevivente…
2- Gostei da ideia de Marcos Leandro, de proporcionar um furto e coloca-lo frente a duvida de que o crime compensa (me parece o mais plausivel) e assim temos mais caminhos por trilhar a “estrada” do “ladrão aventureiro”.
3- Acho q a imagem (qualquer q seja) não deve remeter ao conteudo do livro e sim a proposta (a capa e ilustraçoes do livro a gente tem q fazer no final) fico com o molequinho fazendo Muque pros PMs.
4- fica pra proxima
Aos olhos mais insensiveis da sociedade, o morador de rua, mendigo, ou outra expressão tão valida, é conceituado como se vê. Como se fosse naturalmente sujo e miseravel, como se não fosse humano. Tratado mal por sua condição e estado, como se estive-se feliz de tal forma. E assim é marginalisado de tal forma a se perder em um mundo só seu, onde a unica experança é conseguir acordar no dia de amanha, e no seguinte, e mais um, e mais outro…
Realidade compartilhada por nosso protagonista, que atende pela alcunha de Chiclete, ao qual é chamado no momento que acorda:
- Acorda Chiclete! Como que consegue dormir tanto? Anda, levanta!
-Ta! Ta!
E assim começa seu dia.
A desafinada sinfonia urbana toca de forma triste e caotica, servindo de som de fundo para o cotidiano. Enquanto Chiclete volta para a sombra no seu intervalo, reflete sobre seu plano. De certo que isso o encomodou pelas horas que se seguiam, tal ideia martelava na sua cabeça vazia. Mal concegue contar as moedas em sua mão, se perde na matematica da rua, se perde nos carros e na arvore. Parecia estar brigando com ele mesmo, tentando contradizer sua vontade de ir preso.
E, perdido no vazio da raiva e da contradição, se entrega aos carros em um solavanco de loucura, sendo arremessado por um automovel vermelho, vermelho como seu sangue na calçada.
Galera,
Estou muito feliz com a colaboração de todos e tenho anotado todas as sugestões: tanto na construção estrutural do projeto quanto no desenrolar do enredo.
@K-prA
O esboço do livro já está (mais ou menos) planejado. Há um clímax e um suposto final. Adorei suas dicas e no próximo capítulo explicarei mais a idéia da interatividade incorporando suas sugestões. Muito obrigado!
Adianto que o objetivo não é cada um mandar um trecho do livro (mas o que também pode ocorrer).
A linha dorsal da construção já está trassada, mas nada impede que as sugestões dos leitores modifiquem o rumo do “livro”. Inclusive o objetivo é esse! Aproveitar a criatividade de todo mundo, já que a minha não é lá essas coisas. hahaha
umafabulasobreavaidade.wordpress.com
O nome dele é Neguinho. Digo que o nome dele é Neguinho porque ninguém sabe qual é o verdadeiro nome dele (Costume da rua, dos vizinhos e etc… Cansei de fazer reportagens e as pessoas, quando têm os nomes de guerra, quase não se lembrarem de seus próprios nomes). Até ele meio que esquece de sua outra identidade, sem ser a identidade da rua. O nome real, acho que não importaria no momento. Talvez mais tarde. Em algum local especial da trama.
A próxima coisa que Neguinho vai fazer é acordar assustado porque alguém vai estar gritando seu nome em meio a tiros e mais tiros. Vai sair correndo meio que sem saber para onde está indo. Tá indo junto com o resto do povo para dentro de um caminhão, caminhão do governo. Eles estão “limpando a cidade”, levando os mendigos para um outro Estado (Mas é lógico que os mendigos não sabem disso). Uma outra região. (Dizem que isso já aconteceu aqui no Nordeste. Antes das eleições de uns 10 anos atrás, diz a lenda, um determinado candidato a governador, que acabou sendo o nosso ex-governador - teve dois mandtos - e que é praticamente o dono de nosso Estado, teria colocado os moradores de rua e levado para Recife, com o intuito de deixar a cidade mais “bonita”, “limpa”…)
“ferrugem”, nome dado por um amigo vendedor de picoles que tambem atuava na mesma praça.
seria interessante que nosso personagem heroi tivesse um amigo, tipo alguem que mesmo sem querer despestasse um sentimento de familia para preencher o mais forte de todos os sentimentos: solidao
Excelente idéia!! Estarei sempre acompanhando o desenrolar da história.
QUANDO é O PROXIMO? to ancioso CARA!!!
sedentario.org
@K-prA
A coluna será semanal. Toda quarta feira a noite será publicada. Obrigado pela participação. Abraço!
freewebs.com/espacoastrologia
1. Quanto ao nome, Ferrugem parece bastante com o aspecto melancólico do personagem; esguio, subnutrido, morador de rua.
2. Ele deveria acordar no meio da noite, em meio a uma algazarra de playboys chapados e lutar para sobreviver ao ataque, no que terminaria por matar um dos rapazes que o atacaram, com um pedaço de vidro que pegaria do chão.
4.Algumas pessoas na minha região costumam reunir-se em instituições ou mesmo a partir de iniciativas privadas de alguns indivíduos para levar alimento e cobertor para os mendigos na rua. Minha família costumava levar café-com-leite e lanche para alguns indigentes que dormiam num terreno baldio próximo de onde morávamos, desta maneira eles brigavam menos e causavam menos prejuízo para eles mesmos e aos outros. Nem todos os indivíduos que moram nas ruas cresceram nas ruas, muitos fugiram de casa ou foram colocados na rua por conta de seus vícios. Alguns escolhem viver desta maneira para poder continuar bebendo. O vício mais comum entre eles é o álcool, e fazem qualquer negócio para conseguí-lo.
Uma vez vi um destes mendigos, que minha mãe auxiliava, no meio de uma matilha de cachorros, também de rua, se relacionando sexualmente com os cães. Este mendigo era conhecido na cidade por Jorjão e foi parar nas ruas por conta do alcoolismo. Antes de ser o bicho que se tornou, Jorjão foi engenheiro e comentava-se no bairro que ele era muito inteligente.
Além do Jorjão, minha família ajudava um outro indigente que atendia pelo nome de Meia-Noite e não me perguntem por que o chamavam assim. Meia-Noite tinha problemas mentais e cresceu nas ruas sem pai ou mãe. Algumas pessoas davam doses de pinga para ele só pela crueldade de vê-lo tendo ataques de loucura, quando ficava pulando de banco em banco pela praça e depois se jogava em qualquer canto da cidade e gritava pela mãe por umas três horas - era horrível. Entre todos os indigentes sem banho na cidade, Meia-Noite era o mais fedido. Meia-Noite vivia como gato escaldado, não tomava banho nem de rio e morreu doidão na praça gritando pela mãe.
1 Seu Nome, era algo que ele não escolheu mais sim, a maneira como chamavam ele na rua, pintinho, por sua estatura baixa, e jeito que não faz mal a ninguém, todos chamavam de pintinho, agora ao nome qual era mesmo a muito não o chamavam, e ele não sentia necessidade de um apenas de seu apelido.
2- Levanta-se atordoado, porém alerta bem alerta, desde que começou sua vida na rua, sabia dos perigos que se expõe, ele ja viu muita coisa com tão pouca idade via-se temendo, mas principalmente ser temido, e o ato de sentirem medo dele, o fazia ficar com mais medo.
Policias corruptos, abusadores sexuais, fililhos de papai que adora jogar gasolina em gente como ele.
Estava certo dentre eles um buscavam de certa forma proteger um ao outro, mais na lei da sobrevivencia urbana, somente podia contar com ele msm.
Ele Levanta-se fica parado como-se tenta-se lembrar o que estava fazendo. Ergui-se seus olhos são outros, acabava de lembrar o pensamento da noite passada, e sabia exatamente o que fazer, aquela senhora seria perfeita.
pernaspraquetequero.com
Tive uma idéia para um nome e como todo personagem que se preze, um apelido para torná-lo mas factível.
Como já consta no primeiro capítulo: “Não podia aspirar a um futuro melhor ou comemorar vitórias gloriosas do passado” inspirou-me o nome Arthur, do rei Arthur que luta por um mundo onde as pessoas possam ter igual valor.
Como apelido, vale a inspiração no parágrafo: “Mesmo com sua estatura baixa, pela subnutrição, corpo esguio e olhar desconsolado, sempre em direção ao chão, as espinhas em seu rosto não disfarçavam a chegada a puberdade” sugiro o apelido de Pingo, que poderia ser a forma em que os outros da rua também o chamavam pois adequava-se a sua aparência de “pingo de gente”.
No caso de acordar, acredito que seja sempre desagradável acordar nestas condições, portanto eis um texto de sugestão:
Como um giz arranhando um quadro-negro, uma forte freada de um ônibus faz com que Pingo dê um salto jogando papelão e moedas para o lado. Rapidamente ele recolhe antes que algum “concorrente” vislumbre sua “riqueza” e guarda suas coisas num velho cofre que achara na semana passada com o código identificado na parte inferior que ao decorá-lo, raspou com seu garfo preservando seu segredo e agora seu bem mais precioso.
Como a noite teve muito sereno, seu cobertor de papelão amanhecera muito húmido e decidiu garantir um novo cobertor antes de anoitecer, foi então que perceber como poderia ser preso: vou roubar um cobertor.
Ficou vagando pelas ruas à procura de uma loja que estivesse bem vigiada onde certamente seria pêgo por roubar, depois de 7 ruas, finalmente encontrou uma onde estava bem vigiada, com seguranças na porta e dentro da loja.
anarcoblog.wordpress.com
1) Francisco, como o Santo.
2) Dá seu cobertor para outro morador de rua, porque não vai precisar dele mesmo.
3) Resolve furtar (subtrair bens de outros por meio de astúcia e sem violência) para ser preso (porque ele não quer causar mal aos outros)… E ninguém percebe que ele bateu uma carteira.
Muito bom o projeto! Boa sorte no desafio! Abraço
A idéia é legal, sendo nova ou não, e você escreve bem,
parabéns.
1- O nome vai depender de algumas coisas, pela descrição de não ter onde morar, provavelmente não tem familia, e um apelido é mais provavel
2- Todo menino de rua provavelmente tem medo da policia, e sabe que se for praticar um delito simples, em vez de ir pra cadeia, provavelmente só vai apanhar(bastante).
3- Não tenho idéia, mas gostei bastante da imagem que colocaram no “banner” da coluna. (lá em cima)
4- x
O nome da criatura comedora de lixo é KIPROP KIPRUTO.
Põe logo esse nome, não discute, e sem demora.
sedentario.org
Parceiros,
As colaborações para o segundo capítulo do nosso livro estão encerradas. Aguardem amanhã (quarta-feira) a publicação do segundo capítulo se “o comedor de lixo” no sedentario.org.
Abraços e obrigado pelas participações.
1 - marcelo/ celinho (pq ele gosta desse nome, gosta de ser chamado assim)
2 - ele acorda e depois q desperta lembra d alguem q NAO foi preso. aih ele ve uma OPORTUNIDADE…..ele pode comete um crime e ainda “saih no lucro” facil…como manda a cultura do pais dele……ou caso nao de certo ele vai preso (ou acha q vai) pq pelo menos a ideia dele de uma cadeia nao tem nada a v com a realidade, e otra, ele eh de menor, provavelmente nao aconteca nada mesmo, ou no max. ele para numa FEBEM e ele nao enxerga q tanto cadeia ou febem nao vao traze socego.
ele ta dezesperado pra ta pensando assim….
vlw!
clubedoslisos.com
1- O nome dele poderia ser uma coiza comum como Carlos, José, Antonio, Joaquim e assim vai…
2- Ele poderia ser reso temtando roubar comidaem uma lanchonete de uma classe bem mas privilegiada do que dele…
3- &&&
4- Uma que veio agora na cabeça. Foi quando tava eu e meu pai vindo do centro da cidade do Recife, passamos pelo o viadulto q corta a Caxanga, vinha eu ‘abestalhado’ com um bone recen adquirido, ele deu aquele velho bote no meu bone (ele o trombadinha) meu pai e eu desemos na parada seguinte voltamos e lá estava ele cantando vitoria com o meu bone na cabeça. meu pai gosando de todo o seu poder de militar, falou com uma gardição da PM que o abordol e o prendeu pro roubo. Com isto eu aprendi uma coiza jamas dar vacilo com bone en ônibos. Este evento ocorrel ja faz um 9 anos e jamas me esqueso.
Léo,
Primeiramente parabéns! Genial iniciativa e enredo.
Li o primeiro capítulo e assim que possível lerei o segundo.
Já que se trata de uma contribuição de conteúdo aí vão alguns comentários:
-Apesar de não serem raros por aqui, ‘tonel de lixo enferrujado’ soa meio americanizado.
-Não estou a par dos acontecimentos do segundo episódio, mas acho que seria interessante se o protagonista não tivesse um nome verdadeiro. No máximo um apelido que não fizesse referência a nada, já que talvez nem ele mesmo saiba muito a respeito de seu passado. Pipo seria um exemplo.
-Apesar de parecer preconceituoso, seria hipocrisia narrar essa historia sem considerar que o personagem principal seja tentado a uma vida criminosa. Não algo como ‘Ele é pobre então vai virar bandido!’, mas talvez se ele se encontrasse em meio a esse dilema.
-O personagem em questão ainda é muito novo, mas pelo o que eu observo (não de tão longe) é que os moradores de rua, por N motivos, perdem um pouco da noção da realidade. Talvez por isso seja comum vermos falando sozinho ou fortemente apegado ah um animal, como um cachorro.
Bom, por enquanto é só.
Atenciosamente, Gabriel Camelo
blig.ig.com.br/gilbertocidadania
No caso de ocorrer a prisão de Rato (internato, pela menoridade)sugiro a normalidade, que são os maus-tratos e sua saida em um ano. Temeroso de voltar e, aconselhado por amigos do internato, vai morar ao lado de um grande lixão e viver da catança diária, enterrado até a cabeça na massa fétida e perigosa até que encontra um motorista que o integra a uma cooperativa de reciclagem, onde ele conhece pessoas boas, honestas e instrumentalizadas para o trabalho (Carrinho tipo burro-sem-rabo p/ coleta seletiva), caminhão (para o transporte dos recicláveis dos carrinheiros) e maquinários (enfardadores, prensas, fragmentadoras e outras). Muda o prefeito que prestigia a todos os cooperados, instalando uma sala de aula para Jovens adultos, até que o Rato, se alfabetiza, se habilita como motorista e, acaba, diretor financeiro, depois se elege presidente e, seu maior feito será a abertura de outro estabelecimento que suplanta a matriz por sua experiência e conhecimento do mercado de recicláveis. Acaba se envolvendo com as artes, derivadas de peças reclicladas;promove atividades culturais (teatros, danças, saraus de poesia e música) até que um belo dia, encontra um outro “rato” com 14 anos e nas mesmas condições dele, só que agora, esse novo menino pode contar com a proteção e, por isso mesmo, é levado ao Conselho Tutelar, que o insere numa familia social, dessas que existem nos CIEPS.
Gilberto José Muniz
blig.ig.com.br/gilbertocidadania
Ainda no caso de sua internação. Lembro de matéria com o título “PARA QUEM DIZ QUE BANDIDO NÃO SE RECUPERA, EU SOU A PROVA DO CONTRÁRIO”, onde seu colega de internato era um bandido temível e, um inspetor o transferiu de um internato de mais de 1400 menores para um experimental de 60, no máximo. Era uma diferença do inferno para o paraizo. Seu colega aprendeu italiano, se alfabetizou, aprendeu a tocar cavaquinho e, ao sair, se integrou a uma banda, por intermédio do tal inspetar, se apresentando em bares e clubes. Um dia os dois ratos se encontram e, em suas conversas o mais novo comenta que, muito mais do que aprender a tocar cavaquinho, compreendeu que existe um outro caminho, mas sempre é preciso um empurrão para se pegar no tranco.
Não se trata de uma parte do livro, mas sim, alguma motivação para ser aproveitada, se for o caso.
sedentario.org/o-comedor-de-lixo
Pessoal, convido para participação no novo capítulo, através do link: http://www.sedentario.org/colunas/o-comedor-de-lixo/o-comedor-de-lixo-6-9198