tio

Para alguns viajar é sempre caro demais

Em meados dos anos 90 a garotada da minha rua foi passar férias em Florianópolis. A grande maioria tinha uns doze anos de idade no máximo. A grana era pouca e nós combinamos que – no último dia de viagem – faríamos um passeio de banana boat para fechar com chave de ouro.

Todo mundo concordou, exceto um garoto chamado Murilo. Ele argumentou que desejava comprar um mini game na feirinha da praia e naquela altura era uma coisa ou outra. Acabou optando pelo brinquedo.

Acontece que o passeio de banana boat foi muito divertido, cheio de histórias maneiras. O evento foi tão marcante que até hoje essa mesma galera se encontra vez ou outra e comenta do passeio. Exceto o Murilo, é claro. Ele não curtiu a aventura porque decidiu comprar algo em vez de viver algo. Eu sempre lhe pergunto:

– E aí Murilo, onde anda aquele seu mini game?

Ele nem se digna a responder. E por mais que disfarce – ao ouvir a alegria dos nossos comentários sobre aquele momento compartilhado – ele se ressente por não ter ido junto. Aprendeu na prática que um bom momento guardado na memória é a coisa mais valiosa que existe.

Você provavelmente conhece pessoas como Murilo. Eles sempre acham qualquer aventura cara demais, mas nunca reclamam do preço da nova TV de plasma…

Não estou dizendo que seu dinheiro não deve ser gasto com o que você gosta. Se o cara curte aquários ou windsurf e põe o dinheiro dele nisso, tudo bem. Acontece que hoje há uma discrepância muito grande entre gastos do tipo material e do tipo imaterial. Note que se eu compro um carro de 15 mil isso faz muito sentido para a maioria das pessoas, porém se eu gastar 15 mil em algo imaterial como uma viagem ou qualquer coisa intangível serei visto como um maldito esbanjador.

Por que julgamentos tão diferentes? Porque há uma ideia chula de que dinheiro bem gasto é dinheiro convertido em bens materiais. Essa é a falácia mais burra que já ouvi, mas encontra sentido em nosso mundo de aparências. Afinal, se eu não posso mostrar não tem graça e assim as aquisições imateriais ficam em segundo plano. O que trago de uma viagem além das lembranças do que eu vivi? Já o carro novo pode ser mostrado ao outro, é um objeto que está na vitrine da sua loja/vida. O problema é que as coisas envelhecem e perdem a graça.

É um princípio da nossa estranha natureza humana. Desejamos algo, possuímos esse algo e enjoamos desse algo tão rápido quanto uma estação do ano. Assim aquele celular tão desejado em pouco tempo se torna uma bobagem guardada na gaveta. E lá está você novamente à espera de um novo desejo.

Não se trata de achar que os gastos materiais não são necessários também. Ninguém quer viver dormindo na calçada ou dependendo sempre de transporte público e isso não é ruim. O problema começa quando se entra em um ciclo de desejar uma casa melhor, um carro melhor, um celular melhor, etc. Tem gente que fica tão envolvida nisso que esquece de analisar se esse “melhor” é realmente necessário. Partindo desse conceito simples e manjado há séculos a Apple – só para citar um exemplo – tornou-se uma empresa bilionária com seus Iphones que mudam de número, mas pouco aumentam as funcionalidades.

Por que não investir nossos gastos em bens imateriais? Melhor desejar uma nova experiência gastronômica, um encontro com os amigos, uma viagem. Esses momentos não podem ser guardados, mas são eles que definem se a vida de alguém foi bem aproveitada ou não. Sabe aquele acampamento com sua família lá onde o Judas perdeu as botas? Nunca será esquecido, por bem ou por mal. Jamais será como um celular novo perdido no fundo do armário.

Já citei essa história em outros textos, mas ela resume bem as minhas convicções sobre o tema. Um dia encontrei um viajante desses que fica anos na estrada. Ele me disse que viajar era seu único objetivo de consumo. Dos outros ele abria mão sempre. Eu perguntei por que. Ele respondeu:

Se eu compro alguma coisa material, enjôo dela em um mês. Isso acontece porque sou humano e meus desejos sempre se transformam em indiferença depois de um tempo. Mas com viagem é diferente. Viagem é um produto que eu só posso usar durante um determinado tempo, o período em que fico visitando aquele determinado lugar. Disso eu nunca me canso, porque nunca vou guardar uma viagem na gaveta. Ela sempre vai ser minha por pouco tempo e depois vai embora. Por ser humano, a ideia de jamais poder possuí-la fará com que eu sempre me lembre dela com nostalgia, desejando viajar mais e mais.

Quem dirá que ele não tem pelo menos um pouco de razão?

Abraço!

Pedro Schmaus

Mais sobre a coluna Viagens do S&H

Cuzco – Machu Picchu – Amsterdã – Paris – Pucon – Vaticano – Mendoza

 

  • Gomes

    Excelente texto, bastante reflextivo.

  • Fagner Araújo

    Concordo plenamente contigo, tenho um amigo que sempre diz que o “saco da ganância nunca enche” e isso se adequa as nossas necessidades materiais, nunca acabam e nada é suficiente. Fiz um mochilão pela europa novembro passado e foi uma das, senão a melhor experiencia da minha vida. Viajar é preciso !!

  • super tramp

    visão muito inspiradora… me lembra muito um trecho de um dos livros do amyr klink… aqui esta ele narrado pelo próprio http://youtu.be/wFfeolX-Rrg

  • Yuri

    Realmente, muito bom. Uma ótima expressão da sociedade onde vivo.
    Chegam até a chamar de louco, se bobear.

  • Thyago

    Parabéns pelo texto. As ideias estão muito bem dispostas, nos privilegiando com uma leitura fluente que permite uma construção linear da mensagem do texto!

    • https://www.facebook.com/edicleide.gomes.75 Edicleide Gomes Feitosa

      Verdade Thyago!

  • Julio Mota

    você conseguiu expressar exatamente meu sentimento. coisa que eu mesmo nunca consegui explicar aos meus familiares e amigos. parabéns.

  • Heyy

    Queria poder mostrar isso pros meus pais, a ultima vez que fizemos uma longa viagem foi a 5 anos, ele sempre fala sobre ir denovo mas nunca rola.Pior de tudo e que minhas ferias sao um saco por que muitos dos meus amigos viajam e eu moro no numa cidade pequena sem ter o que fazer, sempre da uma sensaçao de nao aproveitar no final das contas…

    • Christian Keilari

      “queria poder” porque? Não pode? É só encaminhar por email, ou imprimir, mostrar a página…. Faz isso ué!

    • Leone

      Ou entao pede para ele investir o dinheiro que economizou numa escola melhor pra voce, meu amigo.

  • Lucas Pellizon

    Ótimo texto!
    Essa é uma visão ainda de alto nível em relação ao consumo material,
    mas agora imaginem aquele pobre cidadão que ao invés de viajar, deixar de ter uma boa alimentação só para ter a melhor marca do melhor produto.

  • *Seu nome

    http://www.youtube.com/watch?v=siYpak0dYyw …..daki q veio isso … anos atras programa de radio do sul … copia e ainda fala merda no final coitado …hauhaua

    • mara

      o importante é que ele atingiu o objetivo, fazer refletir…

  • Thaís Pinheiro

    Esse texto me fez lembrar da minha familia. Sempre q possível acampamos numa fazenda no meio do mato no município de Paracatu/MG…altas histórias!

  • Eduardo C.

    Grande texto Pedro!!
    Tentei escrever algo aqui, mas não consegui.
    Suas palavras caíram do céu diante do dilema que venho passando.
    Parabéns mesmo!!

  • Luis Carlos

    Concordo plenamente…. em gênero, número e grau ! Parabéns pelo texto Pedro. Infelizmente o mundo está demasiadamente materialista.

  • Tiago

    Parabéns pelo texto. Enfim tudo se resume a dinheiro. Querendo ou não, dinheiro se compra tudo, inclusive a felicidade.

  • rfcarv

    Mas hj em dia com facebook, instagram, etc, viajar tb se tornou uma maneira de demonstrar que possui alguma coisa. As pessoas estão mais preocupadas em mostrar que estão viajando e aproveitando a viagem do que realmente estão. As viagens se resumem muito mais à visita a locais turísticos e compras. O turismo se tornou uma indústria tb e na minha opinião há uma diferença muito grande entre viajar e fazer turismo.
    Concordo com o que o texto fala a respeito de adquirir bens materiais e imaterias, mas tb acho que é preciso aprofundar essas definições de bens imateriais.

    • Ana

      Per-fei-to!!! Foi exatamente isso que eu comentei no post da minha amiga que compartilhou este texto no Facebook: a indústria do turismo nunca foi tão movimentada, mas as pessoas estariam viajando tanto se não tivessem onde exibir suas fotografias e mostrar para todo o mundo que foi a Paris ou Los Angeles? Duvido! Desse modo, viajar hoje em dia é tão bem de consumo como capital simbólico quanto qualquer TV de plasma, e por isso, não diferencio o Murilo dessas pessoas. Para mim são todas iguais – todas tacanhas. E concordo plenamente contigo: viajar é uma coisa, fazer turismo é outra.

      • kaw

        perfeito!

      • Thyago

        Também concordo que existe uma certa influência dessa necessidade exibicionista, que impera nas redes sociais, no que diz respeito a viagens. Muitas delas para passar a falsa impressão de que está feliz e curtindo a vida. Mas quem parte desse ponto para fechar um pacote de viagem precisa antes passar por algumas consultas no psicólogo.

      • Adverto

        Tenho a mesma opinião que a sua.

    • Adverto

      Concordo 100% com vc quanto à exibição desnecessária.

    • Cássio Rogério Eskelsen

      Mas isso não é de hoje. Susan Sontag na sua coleção de ensaios “Sobre Fotografia” de meados dos 70 já comentava que as pessoas usam a fotografia para, de certa forma, compensar o fato de não estar no trabalho ao tornarem o ato fotográfico em algo mecânico, como se estivessem em uma linha de produção: chegam no ponto turístico, erguem suas câmeras, fotografam e vão embora. Experimentar o local virou algo secundário.

  • Phyllipe Marks Leen

    Que história bacana! isso me mecheu bastante, porque por mais que desejamos gastar em algo material não necessário, podendo sim com o dinheiro fazer uma bela viajam inesquecível.. ai sim! esse texto serve para abrir os olhos do pessoal, e ver a vida de um outro ângulo!
    Viver vale apena!, curtir é primordial..
    viva a vida!

  • Henry

    Eu confesso que tive sorte de ter uma educação fenomenal por parte dos meus pais. Talvez hoje eu já pudesse ter uma casa bacana e sair do aluguel, mas não me arrependo nem um pouco sequer das viagens que já fiz (esse ano a Russia que me aguarde!!)
    Eu tenho um grande amigo que diz: “Cara, se tu ganhar na mega sena. Eu não quero dinheiro, só quero que tu me chame para ir viajar…”, preciso dizer mais alguma coisa?! Enquanto alguns trabalham anos por um carro novo, celular, calça que tem nome de alguém e nunca sequer sairam do país, outros, tentam absorver o máximo possível do mundo conhecendo culturas, pessoas, climas, festas, arquitetura diferentes,
    Mas cada um sabe o que é melhor para si… (ou não).

  • Carol

    aham, concordo plenamente que determinadas coisas tem mais valor que outras em certas situações, mas você é chato pra caralho hein? no caso do seu amigo, é normal que uma criança de 12 anos [que tava fazendo o que sozinha em Floripa?] prefira um brinquedo que ele gosta a um passeio, pode ser que agora ele se arrependa de tanto que vc e seus amigos malas enchem o saco, mas com certeza à época aproveitou seu mini game.

  • vazquez

    Vc comentou no post errado cara.

  • Fabiano

    Perfeito… fim de 2012 tive esse prazer, ando de carro popular, mas fiquei um bom tempo viajando pela europa, não tem experiência melhor.

  • Rodrigo Hoffmann

    Cara, tu apenas esqueceu que quando tu ‘gasta 15 mil num carro’ na verdade tu investe num bem que tu pode usar por uns 4, 5 anos e depois vender por 3 mil a menos, por exemplo. Ou seja, nessa tua comparação, a pessoa gastou apenas 3 mil no carro e não 15 mil. Essa é a diferença entre a aquisição de um bem ou um investimento na tua vida, como uma viagem. Eu viajo desde muito novo, conheço EUA, Europa, Ásia e todos outros lugares, porém não vi muito sentido comparar tão diretamente a compra de um bem com a situação da viagem. Qualquer economista sabe a diferença trágica que isso representa. Abraços

    • Emeio

      Faz-me rir. Tu vai vender esse carro por 10mil, e gastar 1000 de IPVA, 2400 em gasolina, 2000 de seguro e mais uns 1000 em estatacionamento por ano. Total em 5 anos: R$ 22.000,00 no negativo.

      Melhor conversar com um economista de verdade, carro é um bem de consumo, nunca foi investimento.

    • ara

      e quem viajou vai pagar tudo..busão…taxi…e tb vai gastar mais de em 5 anos…sem o conforto do seu priprio horario

    • Claudio

      Caro Rodrigo,
      Carro é bem de consumo, e nada mais, como o Emeio disse. Gasta-se muito dinheiro tanto na manutenção e se perde na desvalorização. Nada contra isso, eu adoro ter carro, mas não se deve encarar a compra de um carro a algo que se reflita em patrimônio ao longo do tempo. E, por isso, a comparação com uma viagem é absolutamente legitima.

  • Lidia Norte

    Caraca, onde eu assino? Eu concordo com tudo o que você escreveu… Inclusive, os argumentos que você deu aqui, já foram utilizados por mim quando preciso explicar ao amigos que não viajam NUNCA, como e por quê EU viajo TANTO…

    O mais engraçado é que grande parte dos meus amigos e conhecidos que não viajam nunca, que acham caríssimo uma viagem, são pessoas que têm o mesmo salário que eu, ou maior… São pessoas também que dizem “ter muita vontade de viajar, mas não sobra dinheiro nunca!” Por que será, né?

    Abraços,

    http://lidianorte.wordpress.com

  • Teste

    teste

  • Gabriel

    Seu texto realmente é ótimo,uma vez um certo amigo fez um comentário a muitos anos,porem nunca esqueci e é meio parecido com esse seu texto “mais vale um gosto que 10 reais no bolso”.abração

    • Christian Keilari

      Isso é um ditado antigo, “mais vale um gosto que um vintém”

  • Paulo

    Parabéns, texto muito bom! A experiência e para sempre, a roupa o tênis o gadget não …

  • luiz

    parcial, acredito que tudo tem seu lugar, as vezes voce tem que ceder varias coisas para adquirir algo como um carro. Poderia ter feito varias viagens, mas preferi um carro, algo que eu ganho todos os dias no meu dia a dia, o extress reduzido, muito menos tempo perdido e conforto. Agora sera que vale apena trocar conforto tempo seguranca por algumas viagens?

    • Lully

      Não é bem ter o carro que faz essa diferença… acho que o exemplo do carro não é o melhor. Mas pense no iPhone mesmo: eu conheço gente que trocou o 4S pelo 5… Pra que? Isso é consumismo, é diferente de você ter um celular velhão e comprar um moderno, assim como trocar um fusca 74 por um carro novo (ou semi) é saudável. Acho que pra tudo a gente precisa ter equilíbrio, né? Nem só viagem, nem só consumo… um pouco de cada faz bem!

  • Denise

    Um carro custa umas 10000 por ano em gastos com impostos, combustível, manutenção etc. Eu sempre penso: para quantos países eu posso viajar com essa grana? Aí desisto de comprar o bendito. Garanto que sou bem mais feliz do que muita gente que troca de carro todo ano 😉

    • http://quemtaviajando.blogspot.com.br Flávia

      Denise, eu tenho o mesmo pensamento.. Prefiro andar a pé no meu dia a dia e aproveitar para curtir a vida e viajar rsrs…
      E também concordo com o pessoal que falou que turismo é diferente de viajar, mas uma coisa não exclui a outra. Você pode fazer turismo nos lugares que conhece e aproveitar o lugar ao mesmo tempo, sem ficar postando fotos no facebook ou instagram para todo mundo saber o quanto vc tá feliz. É possível tirar fotos para que vc possa vê-las depois e lembrar com saudade das experiências. Cada pessoa tem um jeito de ver a vida. Assim como tem aqueles que preferem comprar coisas de alta tecnologia ou última moda.. como minha mãe sempre diz, a vida é feita de escolhas, e para ter uma coisa, muitas vezes a gente precisa abrir mão de outras. Eu escolho viajar e aproveitar a minha bagagem. Só me arrependo de não ter começado antes…

  • Dih Leeall

    Eu sou fotografa mão de vaca… Já deixei muito amigo na mão por que arrumei um trabalho bem no dia do rolé, mas eu (in)felizmente amo o que eu faço, ai eu fico nessa sinuca as vezes deixando os amigos de lado para ralar… E relação a gastos eu também gasto mais com equipamentos para esse meu trabalho, mas quanto mais eu invisto e me gabarito mais oportunidades de conhecer novas pessoas e lugares passam a existir.

  • Gustavo – Viajar e Pensar

    Muito bom, realmente quanto vale uma experiência?
    Quanto vale sentir um cheiro de uma comida ou mesmo o odor de um grande mercado?
    Certas coisas são imensuráveis
    Já escrevi algo semelhante, mas sem este brilhantismo.

    http://viajarepensar.blogspot.com.br/2012/03/eu-podia-compra-uma-lcd-mas-vou-viajar.html

    @GusBelli

  • Patricia Figueira

    Falou tudo, por isso há 2 anos e 2 meses vendemos tudo e estamos viajando 100% do tempo. risosss. Não precisamos de muito pra viver, só uma camera, um notebook e poucas roupas. Aqui está a história http://www.casalpartiu.com.br. Adooooro essa vida e não a troco por nada. Abraços

  • Thiago

    faz a tua que eu faço a minha e ponto final

  • Edgar

    Muito bom o seu texto. Pena que seja uma perola jogada aos porcos, pois cada vez mais vivemos de aparencias

    • Keila

      A palavra é equilíbrio. É complicado pegar um busão lotadasso num dia de chuva pra ir trabalhar. Tem gente que vai pro exterior, só come mcdonalds, tira foto de igreja e se acha o máximo porque viveu uma super experiência. Se desfilar com o carro ou expor a foto em frente a torre Eiffel no facebook tiver a intenção de provar algo pra sociedade dá no mesmo. E lá no íntimo de cada um é que mora a verdade se eu faço porque eu gosto ou porque quero parecer legal

  • Guilherme

    andava de premio 85 mas fui pra copa da Africa, Cuba, Agora acompanho meu Galo em todos os jogos da libertadores, semana que vem em Sarandí!!!!!!

  • Laryssa Machado

    Adorei o texto, e é realmente isso. Muitos importam com o ter e preferem apenas gastar com isso, ao invés de viver grandes aventuras, histórias.
    http://lary-di-lua.blogspot.com.br/

  • Luiza

    Talvez pra um burguês de merda que tem 30 mil, não dá nada gastar metade viajando e outra metade num carro. Mas pra alguém que trabalha e se fode pra comprar o mínimo necessário pra ter uma vida meia boca, não.

  • Vivi

    Texto tosco e comentários mais toscos ainda.

  • Edna

    Sensacional Pedro, a mais pura verdade.

  • ALESSANDRA

    adoreiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!

  • Raiden

    hoje podemos viajar com mais facilidade do que 10 anos atrás, deem uma olhada nesse blog, tem um artigo interessante sobre isso…www.raidentanaka.blogspot.com.br

  • thiago

    Para mim o dinheiro tem 3 fins:
    1) Compra algo que o faz gastar mais (ex: Carro, TV; vc precisa pagar o IPVA e não vai ter uma TV de 40 polegadas sem TV a Cabo)

    2) Investe em algo que não dá lucro nem prejuízo. (roupas, viagens, móveis) vc gasta e não precisa mais gastar.

    3) investe em algo que te dá lucro (poupança, fundo, imóvel para locar, etc).

    Invisto mais no segundo e terceiro. O mínimo no primeiro.

    abraço

  • Zeca

    Eu li e ainda acho 15 mil numa viagem muito caro, mas eu sou pobre né kkk
    Pra galera que vive de status, é só levar uma câmera pra tirar foto e uma filmadora e se mostrar pra geral, todo mundo fica babando.

  • Fabio Pastorello

    É isso aí, com o dinheiro do Iphone 5 dá pra fazer uma viagem bem legal!!! Abs.

  • Emerson

    Fantástico!

  • Noellen

    Ótimo texto, realmente, valeu a pena a visita no blog.

    Parabéns.

  • Fernanda L

    Eu acho que o buraco é ainda mais embaixo.. o que o texto quer dizer, na minha humilde opinião, faz muito sentido. Mas ninguém se ligou…
    Todos discutindo sobre viajar x comprar um bem material. E esse não é o foco do texto. Isso é pessoal. Alguns preferem uma coisa, outros outra.
    Galera, o menino FOI viajar. Ele viajou. Porém ele pecou em não aproveitar a viagem. Ele priorizou a coisa errada. Ao invés de curtir ao máximo o momento presente (a viagem) ele foi comprar um mini game que ele poderia ter voltado pra casa e deixado pra comprar alguns meses depois, se juntasse mais dinheiro.
    Imagino que a mensagem do texto seja: viva o momento presente. Aproveite e não deixe passar. O que pode esperar, espera. Mas há momentos que simplesmente passam.
    Se for viajar, curta tudo que a viagem te oferece.
    Se for comprar uma casa nova, escolha com cuidado e etc..

    • marcus

      É isso aí. A questão não é a relação custo x benefício. Mas sim aproveitar o momento atual. Só por exmeplo, tenho uma prima que lá no final dos anos 80 economizou durante ANOS para comprar um carro (sempre um carro…). Claro que, economizando assim ela deixou de vivar muita coisa. Anos mais tarde ela casou um cara que tinha (tem ainda) uma grana legal. Hoje ela tem o carro que quer, mas as experiências daqueles anos de economia…. nunca mais terá.

  • Burigo

    Excelente Texto Eu sou Contador e venho de Família de empresários controlados e muito seguros foi assim ate meus 29 Anos Ate que comecei a ver a vida de um modo diferente e pensar que o amanha nao poderia existir uma vez que a unicacerteza que temos é a morte ! resolvi Virar Funcionario publico ter uma boa casa um bom carro e uma excelente moto pra viajar o Brasil e o Mundo pois sempre foi meu sonho desde criança porem me continha por medo de me atrapalhar profissionalmente mas tive coragem e mudei o rumo de minha vida totalmente ! nao deixo de comer o que gosto independente do preço ou de ter um lazer que eu e minha esposa gostamos mas ja ao me preocupo tanto em ter uma senhora casa um carrão do ano e ate mesmo minha moto estou com uma harley a 5 anos ja poderia ter trocado e pegado outro modelo que tenho vontade mas a q tenho tem me levado onde quero ! ja vivo meu sonho a 7 anos e consigo semelhar meu lado consumista sem me entregar ao “mundo consumista”

  • Marjorie

    Perfeito….viajar sempre será o melhor investimento…pois ninguém pode tirar este momento de você!!!

  • rodrigo mendes

    Não acho esbanjador quem gaste com viagens e nem vejo problemas em quem gasta com bens materiais. Cada um deve viver a vida ao seu jeito, fazendo o que lhe melhor convir. Assim garantimos a maravilhosa raça humana, a única com diversidades. Vamos respeitá-las. Interessante o texto, mas acho que ao tentar diminuir o Murilo na sua decisão de comprar um bem material, está desrespeitando as escolhas de muitas pessoas, um paradoxo perfeito justamente para o que você está defendendo.

  • Asla

    Adorei o seu texto, reflete exatamente a maneira de pensar de minha família. Gostaria da sua permissão para compartilhar com os referidos créditos em meu blog feriasefamilia.blogspot.com.br.

  • Renato

    Excelente texto, porém cuidado com essa parte: “Afinal, se eu não posso mostrar não tem graça e assim as aquisições imateriais ficam em segundo plano. O que trago de uma viagem além das lembranças do que eu vivi?”
    Hoje em dia as pessoas andam descarregando as fotos no facebook. Se as pessoas valorizam tanto os bens materiais porque podem mostrar, então encontraram, de certa maneira, de materializar uma viagem.

  • BRUNO

    DA VIDA SÓ SE LEVA OS AMIGOS QUE A GENTE FEZ E OS LUGARES QUE VOCÊ CONHECEU! A SOCIEDADE DE CONSUMO VIVE A REDUNDÂNCIA DE CONSUMIR AS MESMAS COISAS REPAGINADAS. CELULARES, COMPUTADORES, CARROS, ETC!!! É A LÓGICA DO CONSUMO…… EU SÓ ME LEMBRO DOS MOMENTOS!! UMA VIAGEM NÃO TEM PREÇO, QUANDO NÃO POSSO VIAJAR FICO FRUSTRADO. EU CONCLUO QUE UM ANO FOI BOM PRA MIM PELA QUANTIDADE DE VIAGENS QUE EU FIZ, POIS A PARTIR DAÍ EU FORTALEÇO AS AMIZADES E AMPLIO OS MEU HORIZONTES!!!!

  • Murilo

    hoje aquele minigame vale R$ 800,00 no mercadolivre por ser “muito raro” – e vão sempre lembrar esse momento e nunca mais vão andar de banana boat com o murilo? pra que punir tanto o cara? 😀

  • Kevin

    Qual minigame era?

  • Rodrigo

    um carro que custe R$15000 é barato, uma viagem que custe R$15000 é cara. E você, um idiota por comparar a ambas.

  • Mariana

    Penso exatamente da mesma forma! Texto incrível,parabéns!

  • Elton

    Texto brilhante!

  • Carlos

    Eu tenho um amigo que pensa que nem o Murilo. Mandei o link da página para ele. Espero que ele reflita.

  • Philippe

    Entendo o ponto de vista do Pedro Schmaus, mas acredito que bens materiais podem trazer muito mais do que um mês de satisfação. Quando você adquiri um carro muito bom e você adora dirigir, esse bem vai lhe proporcionar prazer toda vez que for dirigir. Eu por exemplo comprei uma câmera que me custou uma possível viagem, mas já saí dezenas de vezes com amigos para fotografar ( coisa que não fazia antes) e são sempre momentos prazerosos pois amo fotografar. O principal ponto é não comprar para ostentar, ou por que está na moda. Compras sabias de bens materiais podem sim ser mais prazerosas que imateriais. Tudo isso depende, não acredito na verdade absoluta para nada.

  • Daniel

    Viajei por vários países da Ásia, não tinha dinheiro senão para dar uma de mochileiro… não trouxe eletrônicos e minha máquina fotográfica não dera das melhores… mas vou morrer lembrando de tudo.

  • Anônimo

    Você esqueceu de dizer que os 15 mil do carro serão convertidos em dinheiro, apesar de que em menor quantia, quando você se desfizer dele. 15 mil pra um carro ou 15 mil pra uma viagem não foi um exemplo em uma proporção muito boa, ao meu ver. Quem só tem 15 mil pra dar em um carro jamais poderá se dar o luxo de uma viagem de 15 mil.

    • Nívia

      Discordo. Tinha uma vizinha que vendeu o carro usado para ir pra a Disney. Na época fiquei chocada, hoje acho o máximo!!!

  • Ariel

    Nossa, muito bom o texto, Me fez pensar na vida e percebi que preciso fazer mudanças, estou muito materialista.

  • graça

    puxa … concordo plenamente
    quando sinto saudades vou correndo olhar as fotos, são as mesmas, mas é muito gostosa vê-las novamente.

  • Debora Garcia – Revista de Viagem

    Obrigada por colocar em palavras o que tanta gente sente, Pedro!

    Engraçado que eu estava conversando justamente sobre isso com um americano que conheci na praia hoje. Enquanto a maioria no país dele vive o Capitalismo desenfreado, ele prefere investir seu tempo e dinheiro em viagens.

    O Brasil está no mesmo caminho. A galera só quer saber de comprar e ter coisas. Eu prefiro viver e experimentar coisas.

    Eu e meu noivo juntamos grana durante mais de 1 ano para poder largar tudo e viajar pelas Américas. Não foi fácil. Enquanto todo mundo ia pro Rock in Rio, show disso e daquilo, nós ficamos em casa. Agora que está todo mundo em casa, nós estamos viajando. rs

    http://www.revistadeviagem.net
    http://www.expedicaonovomundo.com.br

  • Milena F. – Viver Plenamente Paris

    Gostei muito do texto! Mas fiquei muitosurpresa com o quanto o brasileiro ainda é muito apegado ao carro, e a comparação/exemplo com o mesmo mexeu na ferida de muitos!!! Aqui na Europa (onde moro) o carro não é valorizado desta forma. Tanto que meu marido nunca quis ter um e ele acha que devemos priorizar os transportes coletivos, muito mais ECOLOGICOS. Outro dia uma coleça veio me perguntar como faço paraviajar tanto (nósque temos o mesmo salário, e essa é uma pergunta que nos fazem se não todos os dias, ao menos uma vez por semana). Eu sempre respondo que é porque é isso que gostamos de fazer e abrimos mão de outras coisas para vivermos esse nosso prazer. Claro que primeiramente adquirimos uma certa segurança (apartamento, emprego “seguro”), que para nós vinha antes do prazer. Essa mesma colega refletiu e disse que tem 400€ por mês de despesas com o carro, fora um problema técnico quelhe custou 700€. Ou seja, economizando 400e pormês, no final do ano dá para fazer uma viagem muito legal, e esses 700€ que ela teev que deixar na oficina paga a minha próxima viagem ao Egito…

  • Ana

    Talvez o Murilo tenha pensado que o passeio de banana boat seria uma diversão muito rápida em contrapartida ao mini-game, que o daria muito mais tempo de diversão. Não vejo como ganância, vontade de se mostrar, é só uma forma de pensar. Sei, claro, que tem pessoas que preferem mesmo um bem material só para a exibição e condenam quem queira gastar o seu dinheiro em algo imaterial, só que até isso, é problema delas. Pouco me importo, torro o meu dinheiro onde bem entender, fazendo bem ou não, deixando boas ou más lembranças.

  • http://www.viajarhei.com/ Patricia Tayão.

    Amei o texto e concordo plenamente, tem gente que só gasta com alguma coisa que possa levar pra casa, usar, mostrar. Viajar é sempre caro demais para essas pessoas. Não dá pra levar um pedaço da viagem e colocar na sala. Mas as lembranças sempre ficarão em nossas mentes e corações.

  • http://www.facebook.com/marleidemonteiro Marleide Monteiro

    Excelente! Concordo plenamente. Uma viagem dura a vida toda!

  • Cris (Fake)

    Respeito a opinião de vcs, e espero que respeitem a minha. Dinheiro convertido em bens materiais fúteis realmente não vale a pena. Já dinheiro convertido em investimentos a curto ou longo prazo, traz sim mais comodidade futura, inclusive no caso de vc querer viajar. Gastar com viagens hj pode levar a perda de um dinheiro que lhe garantiria viagens mensais daqui um tempo. Think about!

  • Michael Darolt

    Excelente texto! Penso assim… Por isto viajei por 32 paises e dentro do Brasil por 16 Estados… Nao penso no dinheiro gasto, mas sim investido… em conhecimento, diversao, novas amizades, simplesmente, vivendo!

  • Janaína

    Gostei muito do texto, mas vou discordar em um ponto: das viagens trazemos muito mais do que só lembranças. As experiências e as pessoas que conhecemos (ou que conhecemos melhor) durante uma viagem mudam (mesmo que só um pouquinho por vez) a gente. Crescemos um pouco, amadurecemos. Ampliamos a visão do nosso pequeno mundinho. Das viagens que fiz, trago, além das memórias, várias experiências, muitos amigos e um pouquinho de amadurecimento.

  • Makoto

    Seu texto, apesar de interessante, tem alguns problemas: primeiro, você o inicia com uma história bem específica, sobre um amigo específico que, como você e seus colegas, até hoje fala do banana boat. Daí, vc afirma “Aprendeu na prática que um bom momento guardado na memória é a coisa mais valiosa que existe.” Ou seja: de maneira enviesada, você critica a escolha do seu amigo, afirma que a SUA escolha é a correta e a escolha do Murilo é a errada. Essa generalização precipitada sobre o comportamento humano a partir de um indivíduo é normal, mas perigosa.

    Voltando ao seu texto: logo depois, vc afirma “Não estou dizendo que seu dinheiro não deve ser gasto com o que você gosta.” Desculpe-me, mas vc está. De maneira sutil e delicada, seu conto sobre o Murilo é uma maneira sarcástica de dizer “viu? Foi gastar com o que não deve, se deu mal, bobão.” De repente, ele até gostava muito do minigame, mas de tanto os amigos dele (incluindo vc) insistirem na história, ele foi inocentemente convencido de que o banana boat era melhor.

    Daí, logo depois volta a criticar aqueles que preferem gastar seu dinheiro com bens materiais. Ao afirmar “Afinal, se eu não posso mostrar não tem graça e assim as aquisições imateriais ficam em segundo plano.(sic)”, esquece que hoje, mais do que nunca, Instagram e Facebook são vitrines para mostrar o que vc chama de “bens imateriais” (como a viagem).

    Ao escrever “O problema é que as coisas envelhecem e perdem a graça.”, desvaloriza aquele bichinho de pelúcia que vc ganhou quando criança e até hoje é seu travesseiro; ou aquele minigame que te salvou do tédio nas aulas de Ciências e hoje enfeita sua estante, como uma lembrança da sua infância peralta (sim, dá pra agregar valor imaterial aos bens materiais).

    Ao dizer que “Esses momentos não podem ser guardados, mas são eles que definem se a vida de alguém foi bem aproveitada ou não.”, esquece novamente das fotos e souvenires que podem sim, ser guardados. E volta a confundir opinião com fato: por que vc acha que a vida de qualquer um pode ser definida da maneira como vc acha que a sua deve ser?

    Você pode argumentar “mas eu nunca disse que todos têm que gastar do jeito que eu acho certo.” Bem, não com essas palavras. Mas está claro no seu post que você não quer só justificar sua escolha; quer também criticar a escolha alternativa (bens materiais) e colocar o valor da escolha certa (viajar) como a melhor.

    O outro problema é o seguinte: seu colega viajante afirma “Isso acontece porque sou humano e meus desejos sempre se transformam em indiferença depois de um tempo. Mas com viagem é diferente.” como se todo ser humano fosse assim, e como se toda viagem fosse incansável por si só. Certamente há muitos casos de pessoas que puderam escolher entre uma viagem e uma televisão, escolheram a viagem e se arrependeram, porque a viagem não foi tão legal, e agora ela não terá a oportunidade de ver sua novelinha, assistir ao seu time de coração no aconchego do seu lar.

    Não, eu não sou fã da Apple e nem compro muitos “bens materiais”. Assim como você, gosto de viajar e de ter experiências. Porém, não acho que essa minha escolha seja mais correta ou mais sensata que as outras, conforme seu texto coloca, de maneira sutil e inteligente.

    O seu texto é muito feliz ao nos lembrar que poderíamos valorizar mais as experiências, e entender que gastar uma grana em coisas como uma viagem vale a pena. Porém, não é necessário atacar a outra opinião, como se uma tem que ser a correta e a outra, por lógica, errada.

    Eu ainda ia questionar sobre a falácia de se igualar um carro e um iPhone mas, enfim,..

  • https://www.facebook.com/dacfloresta Daniel Castro

    Não tem como concordar com cada palavra do que você disse. E ainda digo mais! Cadê esse carro de R$15.000 que você achou?? Gastar 40, 50, 60 mil num pedaço de lata faz todo sentido, num pensamento onde trabalhamos para comprar um transporte pra ir trabalhar… mas pra viajar? R$5.000 é muito até pra gastar um ano na Tailândia.

    Mas seguimos fortes, e textos como esse enriquecem ainda mais o espírito viajante, parabéns!

Especiais

Japão em 2 minutos

Parceiros

Ocioso Sweetlicious Papricast naointendo ahnegao naosalvo Jogos online

Newsletter

Não perca nenhum post do Sedentário & Hiperativo!

Mensagens semanais e pontuais.