Para alguns viajar é sempre caro demais 14 fev 2013 | por Pedro Schmaus em colunas, Mundo Hiperativo s 16:18
Em meados dos anos 90 a garotada da minha rua foi passar férias em Florianópolis. A grande maioria tinha uns doze anos de idade no máximo. A grana era pouca e nós combinamos que – no último dia de viagem – faríamos um passeio de banana boat para fechar com chave de ouro.
Todo mundo concordou, exceto um garoto chamado Murilo. Ele argumentou que desejava comprar um mini game na feirinha da praia e naquela altura era uma coisa ou outra. Acabou optando pelo brinquedo.
Acontece que o passeio de banana boat foi muito divertido, cheio de histórias maneiras. O evento foi tão marcante que até hoje essa mesma galera se encontra vez ou outra e comenta do passeio. Exceto o Murilo, é claro. Ele não curtiu a aventura porque decidiu comprar algo em vez de viver algo. Eu sempre lhe pergunto:
- E aí Murilo, onde anda aquele seu mini game?
Ele nem se digna a responder. E por mais que disfarce – ao ouvir a alegria dos nossos comentários sobre aquele momento compartilhado – ele se ressente por não ter ido junto. Aprendeu na prática que um bom momento guardado na memória é a coisa mais valiosa que existe.
Você provavelmente conhece pessoas como Murilo. Eles sempre acham qualquer aventura cara demais, mas nunca reclamam do preço da nova TV de plasma…
Não estou dizendo que seu dinheiro não deve ser gasto com o que você gosta. Se o cara curte aquários ou windsurf e põe o dinheiro dele nisso, tudo bem. Acontece que hoje há uma discrepância muito grande entre gastos do tipo material e do tipo imaterial. Note que se eu compro um carro de 15 mil isso faz muito sentido para a maioria das pessoas, porém se eu gastar 15 mil em algo imaterial como uma viagem ou qualquer coisa intangível serei visto como um maldito esbanjador.
Por que julgamentos tão diferentes? Porque há uma ideia chula de que dinheiro bem gasto é dinheiro convertido em bens materiais. Essa é a falácia mais burra que já ouvi, mas encontra sentido em nosso mundo de aparências. Afinal, se eu não posso mostrar não tem graça e assim as aquisições imateriais ficam em segundo plano. O que trago de uma viagem além das lembranças do que eu vivi? Já o carro novo pode ser mostrado ao outro, é um objeto que está na vitrine da sua loja/vida. O problema é que as coisas envelhecem e perdem a graça.
É um princípio da nossa estranha natureza humana. Desejamos algo, possuímos esse algo e enjoamos desse algo tão rápido quanto uma estação do ano. Assim aquele celular tão desejado em pouco tempo se torna uma bobagem guardada na gaveta. E lá está você novamente à espera de um novo desejo.
Não se trata de achar que os gastos materiais não são necessários também. Ninguém quer viver dormindo na calçada ou dependendo sempre de transporte público e isso não é ruim. O problema começa quando se entra em um ciclo de desejar uma casa melhor, um carro melhor, um celular melhor, etc. Tem gente que fica tão envolvida nisso que esquece de analisar se esse “melhor” é realmente necessário. Partindo desse conceito simples e manjado há séculos a Apple – só para citar um exemplo – tornou-se uma empresa bilionária com seus Iphones que mudam de número, mas pouco aumentam as funcionalidades.
Por que não investir nossos gastos em bens imateriais? Melhor desejar uma nova experiência gastronômica, um encontro com os amigos, uma viagem. Esses momentos não podem ser guardados, mas são eles que definem se a vida de alguém foi bem aproveitada ou não. Sabe aquele acampamento com sua família lá onde o Judas perdeu as botas? Nunca será esquecido, por bem ou por mal. Jamais será como um celular novo perdido no fundo do armário.
Já citei essa história em outros textos, mas ela resume bem as minhas convicções sobre o tema. Um dia encontrei um viajante desses que fica anos na estrada. Ele me disse que viajar era seu único objetivo de consumo. Dos outros ele abria mão sempre. Eu perguntei por que. Ele respondeu:
Se eu compro alguma coisa material, enjôo dela em um mês. Isso acontece porque sou humano e meus desejos sempre se transformam em indiferença depois de um tempo. Mas com viagem é diferente. Viagem é um produto que eu só posso usar durante um determinado tempo, o período em que fico visitando aquele determinado lugar. Disso eu nunca me canso, porque nunca vou guardar uma viagem na gaveta. Ela sempre vai ser minha por pouco tempo e depois vai embora. Por ser humano, a ideia de jamais poder possuí-la fará com que eu sempre me lembre dela com nostalgia, desejando viajar mais e mais.
Quem dirá que ele não tem pelo menos um pouco de razão?
Abraço!
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Excelente texto, bastante reflextivo.
Concordo plenamente contigo, tenho um amigo que sempre diz que o “saco da ganância nunca enche” e isso se adequa as nossas necessidades materiais, nunca acabam e nada é suficiente. Fiz um mochilão pela europa novembro passado e foi uma das, senão a melhor experiencia da minha vida. Viajar é preciso !!
visão muito inspiradora… me lembra muito um trecho de um dos livros do amyr klink… aqui esta ele narrado pelo próprio http://youtu.be/wFfeolX-Rrg
Realmente, muito bom. Uma ótima expressão da sociedade onde vivo.
Chegam até a chamar de louco, se bobear.
Parabéns pelo texto. As ideias estão muito bem dispostas, nos privilegiando com uma leitura fluente que permite uma construção linear da mensagem do texto!
você conseguiu expressar exatamente meu sentimento. coisa que eu mesmo nunca consegui explicar aos meus familiares e amigos. parabéns.
Queria poder mostrar isso pros meus pais, a ultima vez que fizemos uma longa viagem foi a 5 anos, ele sempre fala sobre ir denovo mas nunca rola.Pior de tudo e que minhas ferias sao um saco por que muitos dos meus amigos viajam e eu moro no numa cidade pequena sem ter o que fazer, sempre da uma sensaçao de nao aproveitar no final das contas…
“queria poder” porque? Não pode? É só encaminhar por email, ou imprimir, mostrar a página…. Faz isso ué!
Ou entao pede para ele investir o dinheiro que economizou numa escola melhor pra voce, meu amigo.
Ótimo texto!
Essa é uma visão ainda de alto nível em relação ao consumo material,
mas agora imaginem aquele pobre cidadão que ao invés de viajar, deixar de ter uma boa alimentação só para ter a melhor marca do melhor produto.
http://www.youtube.com/watch?v=siYpak0dYyw …..daki q veio isso … anos atras programa de radio do sul … copia e ainda fala merda no final coitado …hauhaua
o importante é que ele atingiu o objetivo, fazer refletir…
Esse texto me fez lembrar da minha familia. Sempre q possível acampamos numa fazenda no meio do mato no município de Paracatu/MG…altas histórias!
Grande texto Pedro!!
Tentei escrever algo aqui, mas não consegui.
Suas palavras caíram do céu diante do dilema que venho passando.
Parabéns mesmo!!
Concordo plenamente…. em gênero, número e grau ! Parabéns pelo texto Pedro. Infelizmente o mundo está demasiadamente materialista.
Parabéns pelo texto. Enfim tudo se resume a dinheiro. Querendo ou não, dinheiro se compra tudo, inclusive a felicidade.
Mas hj em dia com facebook, instagram, etc, viajar tb se tornou uma maneira de demonstrar que possui alguma coisa. As pessoas estão mais preocupadas em mostrar que estão viajando e aproveitando a viagem do que realmente estão. As viagens se resumem muito mais à visita a locais turísticos e compras. O turismo se tornou uma indústria tb e na minha opinião há uma diferença muito grande entre viajar e fazer turismo.
Concordo com o que o texto fala a respeito de adquirir bens materiais e imaterias, mas tb acho que é preciso aprofundar essas definições de bens imateriais.
Per-fei-to!!! Foi exatamente isso que eu comentei no post da minha amiga que compartilhou este texto no Facebook: a indústria do turismo nunca foi tão movimentada, mas as pessoas estariam viajando tanto se não tivessem onde exibir suas fotografias e mostrar para todo o mundo que foi a Paris ou Los Angeles? Duvido! Desse modo, viajar hoje em dia é tão bem de consumo como capital simbólico quanto qualquer TV de plasma, e por isso, não diferencio o Murilo dessas pessoas. Para mim são todas iguais – todas tacanhas. E concordo plenamente contigo: viajar é uma coisa, fazer turismo é outra.
perfeito!
Também concordo que existe uma certa influência dessa necessidade exibicionista, que impera nas redes sociais, no que diz respeito a viagens. Muitas delas para passar a falsa impressão de que está feliz e curtindo a vida. Mas quem parte desse ponto para fechar um pacote de viagem precisa antes passar por algumas consultas no psicólogo.
Tenho a mesma opinião que a sua.
Concordo 100% com vc quanto à exibição desnecessária.
Mas isso não é de hoje. Susan Sontag na sua coleção de ensaios “Sobre Fotografia” de meados dos 70 já comentava que as pessoas usam a fotografia para, de certa forma, compensar o fato de não estar no trabalho ao tornarem o ato fotográfico em algo mecânico, como se estivessem em uma linha de produção: chegam no ponto turístico, erguem suas câmeras, fotografam e vão embora. Experimentar o local virou algo secundário.
Que história bacana! isso me mecheu bastante, porque por mais que desejamos gastar em algo material não necessário, podendo sim com o dinheiro fazer uma bela viajam inesquecível.. ai sim! esse texto serve para abrir os olhos do pessoal, e ver a vida de um outro ângulo!
Viver vale apena!, curtir é primordial..
viva a vida!
Eu confesso que tive sorte de ter uma educação fenomenal por parte dos meus pais. Talvez hoje eu já pudesse ter uma casa bacana e sair do aluguel, mas não me arrependo nem um pouco sequer das viagens que já fiz (esse ano a Russia que me aguarde!!)
Eu tenho um grande amigo que diz: “Cara, se tu ganhar na mega sena. Eu não quero dinheiro, só quero que tu me chame para ir viajar…”, preciso dizer mais alguma coisa?! Enquanto alguns trabalham anos por um carro novo, celular, calça que tem nome de alguém e nunca sequer sairam do país, outros, tentam absorver o máximo possível do mundo conhecendo culturas, pessoas, climas, festas, arquitetura diferentes,
Mas cada um sabe o que é melhor para si… (ou não).
aham, concordo plenamente que determinadas coisas tem mais valor que outras em certas situações, mas você é chato pra caralho hein? no caso do seu amigo, é normal que uma criança de 12 anos [que tava fazendo o que sozinha em Floripa?] prefira um brinquedo que ele gosta a um passeio, pode ser que agora ele se arrependa de tanto que vc e seus amigos malas enchem o saco, mas com certeza à época aproveitou seu mini game.
Vc comentou no post errado cara.
Perfeito… fim de 2012 tive esse prazer, ando de carro popular, mas fiquei um bom tempo viajando pela europa, não tem experiência melhor.
Cara, tu apenas esqueceu que quando tu ‘gasta 15 mil num carro’ na verdade tu investe num bem que tu pode usar por uns 4, 5 anos e depois vender por 3 mil a menos, por exemplo. Ou seja, nessa tua comparação, a pessoa gastou apenas 3 mil no carro e não 15 mil. Essa é a diferença entre a aquisição de um bem ou um investimento na tua vida, como uma viagem. Eu viajo desde muito novo, conheço EUA, Europa, Ásia e todos outros lugares, porém não vi muito sentido comparar tão diretamente a compra de um bem com a situação da viagem. Qualquer economista sabe a diferença trágica que isso representa. Abraços
Faz-me rir. Tu vai vender esse carro por 10mil, e gastar 1000 de IPVA, 2400 em gasolina, 2000 de seguro e mais uns 1000 em estatacionamento por ano. Total em 5 anos: R$ 22.000,00 no negativo.
Melhor conversar com um economista de verdade, carro é um bem de consumo, nunca foi investimento.
e quem viajou vai pagar tudo..busão…taxi…e tb vai gastar mais de em 5 anos…sem o conforto do seu priprio horario
Caro Rodrigo,
Carro é bem de consumo, e nada mais, como o Emeio disse. Gasta-se muito dinheiro tanto na manutenção e se perde na desvalorização. Nada contra isso, eu adoro ter carro, mas não se deve encarar a compra de um carro a algo que se reflita em patrimônio ao longo do tempo. E, por isso, a comparação com uma viagem é absolutamente legitima.
Caraca, onde eu assino? Eu concordo com tudo o que você escreveu… Inclusive, os argumentos que você deu aqui, já foram utilizados por mim quando preciso explicar ao amigos que não viajam NUNCA, como e por quê EU viajo TANTO…
O mais engraçado é que grande parte dos meus amigos e conhecidos que não viajam nunca, que acham caríssimo uma viagem, são pessoas que têm o mesmo salário que eu, ou maior… São pessoas também que dizem “ter muita vontade de viajar, mas não sobra dinheiro nunca!” Por que será, né?
Abraços,
http://lidianorte.wordpress.com
teste
Seu texto realmente é ótimo,uma vez um certo amigo fez um comentário a muitos anos,porem nunca esqueci e é meio parecido com esse seu texto “mais vale um gosto que 10 reais no bolso”.abração
Isso é um ditado antigo, “mais vale um gosto que um vintém”
Parabéns, texto muito bom! A experiência e para sempre, a roupa o tênis o gadget não …
parcial, acredito que tudo tem seu lugar, as vezes voce tem que ceder varias coisas para adquirir algo como um carro. Poderia ter feito varias viagens, mas preferi um carro, algo que eu ganho todos os dias no meu dia a dia, o extress reduzido, muito menos tempo perdido e conforto. Agora sera que vale apena trocar conforto tempo seguranca por algumas viagens?
Não é bem ter o carro que faz essa diferença… acho que o exemplo do carro não é o melhor. Mas pense no iPhone mesmo: eu conheço gente que trocou o 4S pelo 5… Pra que? Isso é consumismo, é diferente de você ter um celular velhão e comprar um moderno, assim como trocar um fusca 74 por um carro novo (ou semi) é saudável. Acho que pra tudo a gente precisa ter equilíbrio, né? Nem só viagem, nem só consumo… um pouco de cada faz bem!
Um carro custa umas 10000 por ano em gastos com impostos, combustível, manutenção etc. Eu sempre penso: para quantos países eu posso viajar com essa grana? Aí desisto de comprar o bendito. Garanto que sou bem mais feliz do que muita gente que troca de carro todo ano
Eu sou fotografa mão de vaca… Já deixei muito amigo na mão por que arrumei um trabalho bem no dia do rolé, mas eu (in)felizmente amo o que eu faço, ai eu fico nessa sinuca as vezes deixando os amigos de lado para ralar… E relação a gastos eu também gasto mais com equipamentos para esse meu trabalho, mas quanto mais eu invisto e me gabarito mais oportunidades de conhecer novas pessoas e lugares passam a existir.
Muito bom, realmente quanto vale uma experiência?
Quanto vale sentir um cheiro de uma comida ou mesmo o odor de um grande mercado?
Certas coisas são imensuráveis
Já escrevi algo semelhante, mas sem este brilhantismo.
http://viajarepensar.blogspot.com.br/2012/03/eu-podia-compra-uma-lcd-mas-vou-viajar.html
@GusBelli
Falou tudo, por isso há 2 anos e 2 meses vendemos tudo e estamos viajando 100% do tempo. risosss. Não precisamos de muito pra viver, só uma camera, um notebook e poucas roupas. Aqui está a história http://www.casalpartiu.com.br. Adooooro essa vida e não a troco por nada. Abraços
faz a tua que eu faço a minha e ponto final
Muito bom o seu texto. Pena que seja uma perola jogada aos porcos, pois cada vez mais vivemos de aparencias
A palavra é equilíbrio. É complicado pegar um busão lotadasso num dia de chuva pra ir trabalhar. Tem gente que vai pro exterior, só come mcdonalds, tira foto de igreja e se acha o máximo porque viveu uma super experiência. Se desfilar com o carro ou expor a foto em frente a torre Eiffel no facebook tiver a intenção de provar algo pra sociedade dá no mesmo. E lá no íntimo de cada um é que mora a verdade se eu faço porque eu gosto ou porque quero parecer legal
andava de premio 85 mas fui pra copa da Africa, Cuba, Agora acompanho meu Galo em todos os jogos da libertadores, semana que vem em Sarandí!!!!!!
Adorei o texto, e é realmente isso. Muitos importam com o ter e preferem apenas gastar com isso, ao invés de viver grandes aventuras, histórias.
http://lary-di-lua.blogspot.com.br/
Talvez pra um burguês de merda que tem 30 mil, não dá nada gastar metade viajando e outra metade num carro. Mas pra alguém que trabalha e se fode pra comprar o mínimo necessário pra ter uma vida meia boca, não.
Texto tosco e comentários mais toscos ainda.
Sensacional Pedro, a mais pura verdade.
adoreiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!
hoje podemos viajar com mais facilidade do que 10 anos atrás, deem uma olhada nesse blog, tem um artigo interessante sobre isso…www.raidentanaka.blogspot.com.br
Para mim o dinheiro tem 3 fins:
1) Compra algo que o faz gastar mais (ex: Carro, TV; vc precisa pagar o IPVA e não vai ter uma TV de 40 polegadas sem TV a Cabo)
2) Investe em algo que não dá lucro nem prejuízo. (roupas, viagens, móveis) vc gasta e não precisa mais gastar.
3) investe em algo que te dá lucro (poupança, fundo, imóvel para locar, etc).
Invisto mais no segundo e terceiro. O mínimo no primeiro.
abraço
Eu li e ainda acho 15 mil numa viagem muito caro, mas eu sou pobre né kkk
Pra galera que vive de status, é só levar uma câmera pra tirar foto e uma filmadora e se mostrar pra geral, todo mundo fica babando.
É isso aí, com o dinheiro do Iphone 5 dá pra fazer uma viagem bem legal!!! Abs.
Fantástico!
Ótimo texto, realmente, valeu a pena a visita no blog.
Parabéns.
Eu acho que o buraco é ainda mais embaixo.. o que o texto quer dizer, na minha humilde opinião, faz muito sentido. Mas ninguém se ligou…
Todos discutindo sobre viajar x comprar um bem material. E esse não é o foco do texto. Isso é pessoal. Alguns preferem uma coisa, outros outra.
Galera, o menino FOI viajar. Ele viajou. Porém ele pecou em não aproveitar a viagem. Ele priorizou a coisa errada. Ao invés de curtir ao máximo o momento presente (a viagem) ele foi comprar um mini game que ele poderia ter voltado pra casa e deixado pra comprar alguns meses depois, se juntasse mais dinheiro.
Imagino que a mensagem do texto seja: viva o momento presente. Aproveite e não deixe passar. O que pode esperar, espera. Mas há momentos que simplesmente passam.
Se for viajar, curta tudo que a viagem te oferece.
Se for comprar uma casa nova, escolha com cuidado e etc..
É isso aí. A questão não é a relação custo x benefício. Mas sim aproveitar o momento atual. Só por exmeplo, tenho uma prima que lá no final dos anos 80 economizou durante ANOS para comprar um carro (sempre um carro…). Claro que, economizando assim ela deixou de vivar muita coisa. Anos mais tarde ela casou um cara que tinha (tem ainda) uma grana legal. Hoje ela tem o carro que quer, mas as experiências daqueles anos de economia…. nunca mais terá.
Excelente Texto Eu sou Contador e venho de Família de empresários controlados e muito seguros foi assim ate meus 29 Anos Ate que comecei a ver a vida de um modo diferente e pensar que o amanha nao poderia existir uma vez que a unicacerteza que temos é a morte ! resolvi Virar Funcionario publico ter uma boa casa um bom carro e uma excelente moto pra viajar o Brasil e o Mundo pois sempre foi meu sonho desde criança porem me continha por medo de me atrapalhar profissionalmente mas tive coragem e mudei o rumo de minha vida totalmente ! nao deixo de comer o que gosto independente do preço ou de ter um lazer que eu e minha esposa gostamos mas ja ao me preocupo tanto em ter uma senhora casa um carrão do ano e ate mesmo minha moto estou com uma harley a 5 anos ja poderia ter trocado e pegado outro modelo que tenho vontade mas a q tenho tem me levado onde quero ! ja vivo meu sonho a 7 anos e consigo semelhar meu lado consumista sem me entregar ao “mundo consumista”
Perfeito….viajar sempre será o melhor investimento…pois ninguém pode tirar este momento de você!!!
Não acho esbanjador quem gaste com viagens e nem vejo problemas em quem gasta com bens materiais. Cada um deve viver a vida ao seu jeito, fazendo o que lhe melhor convir. Assim garantimos a maravilhosa raça humana, a única com diversidades. Vamos respeitá-las. Interessante o texto, mas acho que ao tentar diminuir o Murilo na sua decisão de comprar um bem material, está desrespeitando as escolhas de muitas pessoas, um paradoxo perfeito justamente para o que você está defendendo.
Adorei o seu texto, reflete exatamente a maneira de pensar de minha família. Gostaria da sua permissão para compartilhar com os referidos créditos em meu blog feriasefamilia.blogspot.com.br.
Excelente texto, porém cuidado com essa parte: “Afinal, se eu não posso mostrar não tem graça e assim as aquisições imateriais ficam em segundo plano. O que trago de uma viagem além das lembranças do que eu vivi?”
Hoje em dia as pessoas andam descarregando as fotos no facebook. Se as pessoas valorizam tanto os bens materiais porque podem mostrar, então encontraram, de certa maneira, de materializar uma viagem.
DA VIDA SÓ SE LEVA OS AMIGOS QUE A GENTE FEZ E OS LUGARES QUE VOCÊ CONHECEU! A SOCIEDADE DE CONSUMO VIVE A REDUNDÂNCIA DE CONSUMIR AS MESMAS COISAS REPAGINADAS. CELULARES, COMPUTADORES, CARROS, ETC!!! É A LÓGICA DO CONSUMO…… EU SÓ ME LEMBRO DOS MOMENTOS!! UMA VIAGEM NÃO TEM PREÇO, QUANDO NÃO POSSO VIAJAR FICO FRUSTRADO. EU CONCLUO QUE UM ANO FOI BOM PRA MIM PELA QUANTIDADE DE VIAGENS QUE EU FIZ, POIS A PARTIR DAÍ EU FORTALEÇO AS AMIZADES E AMPLIO OS MEU HORIZONTES!!!!
hoje aquele minigame vale R$ 800,00 no mercadolivre por ser “muito raro” – e vão sempre lembrar esse momento e nunca mais vão andar de banana boat com o murilo? pra que punir tanto o cara?
Qual minigame era?
um carro que custe R$15000 é barato, uma viagem que custe R$15000 é cara. E você, um idiota por comparar a ambas.
Penso exatamente da mesma forma! Texto incrível,parabéns!
Texto brilhante!
Eu tenho um amigo que pensa que nem o Murilo. Mandei o link da página para ele. Espero que ele reflita.
Entendo o ponto de vista do Pedro Schmaus, mas acredito que bens materiais podem trazer muito mais do que um mês de satisfação. Quando você adquiri um carro muito bom e você adora dirigir, esse bem vai lhe proporcionar prazer toda vez que for dirigir. Eu por exemplo comprei uma câmera que me custou uma possível viagem, mas já saí dezenas de vezes com amigos para fotografar ( coisa que não fazia antes) e são sempre momentos prazerosos pois amo fotografar. O principal ponto é não comprar para ostentar, ou por que está na moda. Compras sabias de bens materiais podem sim ser mais prazerosas que imateriais. Tudo isso depende, não acredito na verdade absoluta para nada.
Viajei por vários países da Ásia, não tinha dinheiro senão para dar uma de mochileiro… não trouxe eletrônicos e minha máquina fotográfica não dera das melhores… mas vou morrer lembrando de tudo.
Você esqueceu de dizer que os 15 mil do carro serão convertidos em dinheiro, apesar de que em menor quantia, quando você se desfizer dele. 15 mil pra um carro ou 15 mil pra uma viagem não foi um exemplo em uma proporção muito boa, ao meu ver. Quem só tem 15 mil pra dar em um carro jamais poderá se dar o luxo de uma viagem de 15 mil.
Discordo. Tinha uma vizinha que vendeu o carro usado para ir pra a Disney. Na época fiquei chocada, hoje acho o máximo!!!
Nossa, muito bom o texto, Me fez pensar na vida e percebi que preciso fazer mudanças, estou muito materialista.
puxa … concordo plenamente
quando sinto saudades vou correndo olhar as fotos, são as mesmas, mas é muito gostosa vê-las novamente.
Obrigada por colocar em palavras o que tanta gente sente, Pedro!
Engraçado que eu estava conversando justamente sobre isso com um americano que conheci na praia hoje. Enquanto a maioria no país dele vive o Capitalismo desenfreado, ele prefere investir seu tempo e dinheiro em viagens.
O Brasil está no mesmo caminho. A galera só quer saber de comprar e ter coisas. Eu prefiro viver e experimentar coisas.
Eu e meu noivo juntamos grana durante mais de 1 ano para poder largar tudo e viajar pelas Américas. Não foi fácil. Enquanto todo mundo ia pro Rock in Rio, show disso e daquilo, nós ficamos em casa. Agora que está todo mundo em casa, nós estamos viajando. rs
http://www.revistadeviagem.net
http://www.expedicaonovomundo.com.br
Gostei muito do texto! Mas fiquei muitosurpresa com o quanto o brasileiro ainda é muito apegado ao carro, e a comparação/exemplo com o mesmo mexeu na ferida de muitos!!! Aqui na Europa (onde moro) o carro não é valorizado desta forma. Tanto que meu marido nunca quis ter um e ele acha que devemos priorizar os transportes coletivos, muito mais ECOLOGICOS. Outro dia uma coleça veio me perguntar como faço paraviajar tanto (nósque temos o mesmo salário, e essa é uma pergunta que nos fazem se não todos os dias, ao menos uma vez por semana). Eu sempre respondo que é porque é isso que gostamos de fazer e abrimos mão de outras coisas para vivermos esse nosso prazer. Claro que primeiramente adquirimos uma certa segurança (apartamento, emprego “seguro”), que para nós vinha antes do prazer. Essa mesma colega refletiu e disse que tem 400€ por mês de despesas com o carro, fora um problema técnico quelhe custou 700€. Ou seja, economizando 400e pormês, no final do ano dá para fazer uma viagem muito legal, e esses 700€ que ela teev que deixar na oficina paga a minha próxima viagem ao Egito…
Talvez o Murilo tenha pensado que o passeio de banana boat seria uma diversão muito rápida em contrapartida ao mini-game, que o daria muito mais tempo de diversão. Não vejo como ganância, vontade de se mostrar, é só uma forma de pensar. Sei, claro, que tem pessoas que preferem mesmo um bem material só para a exibição e condenam quem queira gastar o seu dinheiro em algo imaterial, só que até isso, é problema delas. Pouco me importo, torro o meu dinheiro onde bem entender, fazendo bem ou não, deixando boas ou más lembranças.