Construtores de Templos – parte III

8 out 2008 | por em Teoria da Conspiração às 20:03
Templos Pirâmides Maçonaria  Construtores de Templos – parte III

Templos Pirâmides Maçonaria  Construtores de Templos – parte III
Olá crianças,

Já comentamos sobre o desenvolvimento das correntes filosóficas até o século V pelo ponto de vista dos Iniciados e adeptos e pelo ponto de vista Católico Apostólico Romano. Para completar o panorama e permitir que vocês tenham uma boa noção do contexto que mais tarde será necessário para explicar a Lenda do Rei Arthur e a origem dos Cavaleiros Templários e da Maçonaria, ficou faltando falar sobre os Construtores dos Templos, os iniciados que trabalhavam com a pedra e a carpintaria, que estudavam a geometria, matemática, astrologia e as artes reais.

Egito
Pode-se dizer que a história da Maçonaria e da Rosacruz começa com os construtores de Pirâmides. Claro que quando eu digo “a história da Maçonaria e da Rosacruz” eu quero dizer os conhecimentos e estudos que foram sendo transmitidos ao longo das eras em uma corrente contínua de pensamento e egrégora, cujas Escolas de Mistérios transmitiram e aperfeiçoaram ao longo dos tempos.

Templos Pirâmides Maçonaria  Construtores de Templos – parte III

Começamos nossa história nas Pirâmides. Antes de prosseguir, se você não leu os textos sobre pirâmides, ainda, leia primeiro AQUI, AQUI, AQUI e AQUI.
O conhecimento astronômico, astrológico e matemático dos sacerdotes e construtores de pirâmides permanecia completo dentro da mesma tradição de faraós e iniciados. Considerados descendentes dos deuses, ou remanescentes de culturas mais antigas que foram destruídas pelo dilúvio, os Sacerdotes Iniciados egípcios coordenaram a construção de cerca de 100 pirâmides ao todo (sem contar as que foram tragadas pelo deserto, claro), além de mastabas, palácios e diversos complexos de templos ao longo do rio Nilo.
As proporções perfeitas e o estudo da Câmara dos Reis já foi tratado em colunas mais antigas. Nesta, falarei apenas sobre a Ordem dos Arquitetos que tratava da construção das pirâmides e outros templos. De todos os construtores de pirâmide, o mais famoso é Imhotep (sim, ele mesmo, o vilão do filme “A Múmia”). Imhotep foi um misto de arquiteto, médico e mago. Os antigos egípcios deificaram-no, identificando-o a Esculápio, deus da medicina, sendo sua tumba local de peregrinação religiosa na antigüidade. É o primeiro arquiteto cujo nome é conhecido por meio de documentos históricos escritos. Viveu no século XXVII a.C., tendo sido vizir ou ministro-chefe de Djoser, o segundo rei da terceira dinastia egípcia (por volta de 2.650 AC).
O conhecimento da geometria sagrada naquele período era mantido como um segredo guardado (literalmente) a sete chaves. Apenas os sacerdotes e iniciados de mais alto grau possuíam acesso às técnicas de edificar e aos avançados cálculos matemáticos necessários para que tudo ocorresse de maneira justa e perfeita no encaixe das peças.
Este conhecimento foi passado para os hebreus (através de Moisés), babilônicos (através dos Magis) e persas (através de Zoroastro); e posteriormente para os gregos.

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Grécia
Pouca gente sabe, mas existem 16 pirâmides na Grécia. A mais conhecida (ou menos desconhecida) delas é a Pirâmide de Hellinikon, que fica na Argólia. o Nuclear Dating Laborathory da Universidade de Edinburgo estimou sua construção por volta de 2700-2500AC, construída aproximadamente no mesmo período das pirâmides mais “novas” do Egito. As pirâmides na Grécia são menores e menos impressionantes, claro.

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Hellinikon eu conheci pessoalmente; ela possui cerca de 10m de base e ergue-se a aproximadamente 4m de altura, mantendo a mesma proporção da pirâmide de Keops, em escala bem menor. Debaixo dela, um túnel leva a uma câmara, com dimensões 7,00m x 3,00m x 3,90 (as MESMAS proporções da câmara dos reis da Pirâmide de Gizé, cuja diagonal interna possui as mesmas proporções do famosíssimo “triangulo de Pitágoras”). Infelizmente, hoje em dia restaram apenas ruínas pois muitas das pedras foram retiradas para serem usadas nas construções de vilas próximas.
Nos séculos seguintes, há uma certa transição das estruturas piramidais para os templos mais conhecidos, sem se perder as principais características de geometria e proporções. Uma das maiores influências foi notadamente o Templo de Salomão.

Templo de Salomão em suas 3 versões
Existiram três templos de Jerusalém, todos edificados no mesmo local, no Monte Moriá, no setor oriental de Jerusalém, hoje ocupado em grande parte pela Mesquita de Omar. Segundo a tradição, seria o local onde Abraão foi sacrificar seu filho Isaac, como prova de submissão a Deus.

O Tabernáculo
Era um Templo portátil dos israelitas, construído no deserto para o período de vida nômade, e que ficou em uso até a construção do templo planejado por David, e edificado por Salomão.
A construção do Tabernáculo aos pés do Monte Sinai ocorreu no ano de 1490 a.C. um ano após Moisés ter recebido os dez mandamentos.
A palavra “tabernáculo”, que é de origem latina, significa propriamente tenda ou barraca. O Tabernáculo deveria ficar armado dentro de uma área retangular de aproximadamente 25m por 50m, conhecida como pátio do tabernáculo. Na parte Oriental, ficava o povo; no Centro, estava o altar das oferendas e dos sacrifícios (Êxodo-27); e na parte Ocidental, ficava a tenda do Tabernáculo (Êxodo-26).

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O Tabernáculo propriamente dito se dividia em duas salas. A maior, era um retângulo de aproximadamente 5m por 10m (com 5,5m de altura), ficando ao lado da entrada. A menor, era um quadrado de aproximadamente 5m por 5m. Eram separadas por uma finíssima cortina de linho, com anjos e querubins bordados em cores. Era chamada Mishkan, isto é, “habitação” em hebreu, e recomendava a ordem de DEUS a Moisés, “façam um santuário onde EU possa habitar entre eles”, (Êxodo-25).
O recinto maior SANTO ou SANCTUM tinha a mesa para os pães da proposição ou presença de Deus. Ficava ao norte e à direita de quem estivesse de frente e de costas para a entrada. Pães estes oferecidos a cada sábado a Deus, e que só os sacerdotes podiam comê-los. Eram doze e de forma achatada, constituíam a proposta que o povo fazia ao Senhor de, em troca da oferta, obter as suas bênçãos. O candelabro de sete braços ficava ao sul, do lado oposto ao da mesa da proposição, portanto à esquerda de quem entrasse. E o altar do incenso (Êxodo-30), bem ao centro e próximo do Mishkan.
O recinto menor, SANTO DOS SANTOS ou SANCTA SANCTORUM, era considerado o lugar mais sagrado do mundo. Isso porque era habitação terrena do próprio DEUS. Nele estava colocada a Arca da Aliança (Êxodo-25:10 / Hebreus-9:4). Somente o sumo sacerdote e apenas uma vez por ano, no dia da expiação ou humilhação (Hebreus-9:6) – que é 10 de outubro – entrava no SANTO DOS SANTOS a fim de fazer expiação pelos pecados do povo. Esta forma e disposição foram conservadas no templo de Jerusalém.

Primeiro Templo, ou de Salomão
Quatrocentos e oitenta anos depois que o povo de Israel havia saído do Egito, no quarto ano do reinado de Salomão em Israel; no mês de fevereiro, Salomão começou a construir o Templo (1Reis 6). No décimo primeiro ano de seu reinado, no mês de agosto, terminou completamente o Templo, levando, portanto, sete anos para construí-lo. Salomão também construiu o seu palácio e levou treze anos (13) para terminá-lo. Salomão reinou em Israel por 40 anos, sete anos da cidade de Hebrom e 33 de Jerusalém, se não me falha a memória.

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O primeiro Templo construído por Salomão, entre 967 e 964 a.C., serviu como centro de culto a Deus em Israel por quase 400 anos, até sua destruição em 586 a.C., por Nabucondonossor na tomada de Jerusalém. A destruição do Templo se deu porque Salomão desobedeceu ao Senhor, pois ele havia ordenado que os israelitas não se casassem com mulheres estrangeiras, porque elas fariam com que seus corações se voltassem para outros deuses.
SALOMÃO, além da filha do rei do Egito, casou-se com mulheres hetéias e com mulheres dos países de Moabe, Edom, Amom e Sidom, num total de 700 esposas e 300 concubinas. Construiu na montanha a leste de Jerusalém, lugares para adoração de Quemos, deus de Moabe; Moloque, deus de Amom. Também construiu lugares de adoração, onde suas esposas estrangeiras queimavam incenso e ofereciam sacrifícios aos seus próprios deuses. O SENHOR, DEUS de Israel, havia aparecido duas vezes para Salomão e ordenado que não adorasse deuses estrangeiros. Mas em consideração a DAVI, o Senhor permitiu a destruição do Templo somente após a morte de Salomão, no reinado de seu filho Roboão (1Reis 11).
No dia 10 de outubro, trincheiras foram cavadas em volta da cidade, que ficou sitiada por dois anos. No dia 9 de abril, o rei Sedecias fugiu, mais foi perseguido e preso pelos Caldeus e conduzido ao rei da Babilônia em Rebla (Síria), onde foi julgado. Teve seus olhos vazados, foi acorrentado e conduzido da Babilônia; antes, porém, assistiu a chacina de seus filhos.
Toda a população de Jerusalém, todos os dignatários e homens abastados, num total de 10.000, foram deportados para Babilônia. Inclusive os ferreiros e serralheiros de modo que só ficasse a população pobre do país.

Nabucondonossor em 7 de maio ordenou que o comandante de sua guarda e oficial Nabuzardã ateasse fogo no Templo do senhor, no palácio real e em todas as casas de Jerusalém, além de demolir as muralhas de Jerusalém em toda sua extensão. (o Menorá iluminou este templo por 400 anos)

Segundo Templo, ou de Zorobabel
Entre os 10.000 Israelitas levados cativos a Babilônia, estava o rei Jaconias. O filho de Jaconias, Zorobabel, após 70 anos de escravidão e da morte de Nabucondonossor, obteve de CIRO seu sucessor, a autorização de voltar a Jerusalém, em 536 a.C., e levantar as ruínas do Templo. Mais as obras só começaram por volta de 520 a.C.
Este atraso se deu devido ao fato que os Israelitas eram constantemente hostilizados pelos samaritanos, seus vizinhos, que tinham construído um Templo e, dominados pela inveja, se opunham à reedificação do Templo de Jerusalém. A obra só continuou após Zorobabel obter do rei Dario, sucessor de Ciro, a expedição de decreto, o qual punia com a morte os vassalos que perturbassem os obreiros nos trabalhos de reconstrução da cidade de Jerusalém e do Templo.
Esse segundo templo, ou de Zorobabel, ao que parece foi construído no mesmo lugar que o Templo de Salomão, só que menos imponente. Neste segundo templo, o “Santo dos Santos” foi deixado vazio, pois na destruição de Jerusalém em 586 AC, a Arca da Aliança desapareceu. Diz a lenda que a “Arca da Aliança” fora conduzida aos céus. Voltaremos a falar da Arca da aliança mais tarde, com a Ordem dos Cavaleiros Templários.
Esse segundo Templo foi saqueado por Antioco IV no ano de 168 a.C. Três anos mais tarde, em 165 a.C., Jerusalém foi retomada por Judas Macabeu, que restaurou o Templo e restabeleceu o culto.

Nesta época, surge o candelabro de Nove braços, destacando-se o nono, central, que sobressai dos restantes oito, que são colocados na mesma linha horizontal. É o Hanukah, que significa restauração, comemorando a vitória dos Macabeus (o Menorá iluminou por 420 anos este segundo templo).

Terceiro Templo, ou de Herodes
Um terceiro templo foi construído por HERODES MAGNO, que o fez com magnificência para captar a simpatia dos judeus e para satisfazer as ambições de sua mania de construções grandiosas.
O Templo tinha as mesmas disposições do tabernáculo, só que em escala maior. Sendo as dimensões internas o dobro das do tabernáculo, ou seja, 10m por 30m, e se dividia como no tabernáculo, em duas salas.
A restauração começou no ano de 20 a .C. O santuário ficou pronto em apenas 18 meses e, sem dúvida, os átrios só foram terminados no ano 64 d.C.
Este Templo foi destruído no ano 70 d.C., pelos Romanos.

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Templos na Grécia
A estrutura do Templo de Salomão também foi desenvolvida na Grécia, mas moldada para receber as tradições culturais e iniciáticas daquela região. Ao invés do Deus Judeu, os templos estavam preparados para representar os aspectos das divindades gregas. Cada Templo era dedicado a um ou mais deuses, em especial Zeus, Atenas, Poseidon, Apolo, hermes e Hera.
A estrutura permanecia basicamente a mesma. Ao invés do Sanctum, existiam os Pronaos, que eram as antecâmaras que davam entrada para o templo.

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O Pronaos - Na sua utilização inicial, na Grécia Antiga, esta área situa-se frente ao mausoléu e, estando separada do edifício através de cercas, está intimamente relacionada com o culto dos mortos.
Mais tarde, nas igrejas e basílicas do começo do Cristianismo, é a área de entrada a ocidente onde os penitentes, pecadores, loucos e mulheres permaneciam por ainda não serem admitidos dentro do templo. O Pronaos também é chamado “sala dos passos perdidos”.
Esta estrutura, de estreita ligação ao conceito de cemitério, é separada da nave através de uma parede baixa, um painel ou colunas.
Na época bizantina clássica, esta estrutura evolui para uma área retangular estreita (mas nesse caso chamada de “Litai”) da mesma largura que a nave principal do templo, ligada a esta por arcos ou portas onde se podiam também benzer os corpos antes de estes serem transportados para o interior da igreja.
O Naos - neste espaço, delimitado por 4 paredes sem janelas, é colocada a estátua da divindade. Em templos de grandes dimensões o Naos pode funcionar como um pátio interior, sem cobertura (notar as semelhanças com os templos maçônicos e rosacruzes). A estrutura do Naos mantinha a mesma proporção da Câmara dos Reis, dividido em 3 áreas onde os iniciados ficavam em 2/3 e a estátua (ou representação do aspecto Divino) ficava no 1/3 restante, junto apenas com os sacerdotes principais. Este espaço era chamado de Aditon e equivalerá posteriormente ao “oriente” no templarismo/maçonaria.

Zoroastro
O templo de Zoroastro, na Antiga Pérsia, também segue as mesmas proporções da câmara dos reis, com a diferença que os sacerdotes se posicionavam em duas colunas ao redor do altar central (que podia ser representado tanto pelo fogo sagrado quanto pelas escrituras sagradas e permanecia no centro do Pronaos). Os sacerdotes de Zoroastro trabalhavam do meio dia à meia noite em seus templos e trouxeram muitas das características dos sacerdotes e iniciados hebreus e egipcios em sua ritualística.
Havia também o chamado “Templo do Fogo”, de forma circular e composto por colunas, montando uma estrutura idêntica aos Templos Gregos chamados Monópteros, como o Oráculo de Delfos ou o Oráculo de Tholos, por exemplo, e seguindo a mesma estrutura ritualística das construções de pedra da Inglaterra e Escócia (datadas de mais de 1000 AC). A estrutura de templo construída de maneira circular ao redor da fogueira ou, posteriormente, dos Livros Sagrados.

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Dos Gregos para os Romanos
A estrutura dos templos iniciáticos gregos foi repetida também em Roma, com os belíssimos templos dedicados a Hércules (circular), Zeus/Júpiter, Afrodite/Vênus, Cronos/Saturno e muitos outros. Destes, o mais famoso era o Panteão, construído em 27 DC por Agrippa, que misturava os dois conceitos: Por fora possuía a geometria sagrada dos templos gregos retangulares, por dentro, a estrutura circular dos templos monópteros, com a característica principal de permitir a passagem do sol através de uma abertura no alto do domo, para em determinados rituais causar o efeito da manifestação do divino no Templo.
Claro que os romanos não construíram apenas templos: eles possuem obras de engenharia muito mais complexas, como o fantástico Aqueduto de Nimes, que já foi até mesmo usado como exemplo pelo colega Kentaro. Estes aquedutos são tão precisos e harmoniosos justamente porque foram construídos pelos detentores do mesmo conhecimento da geometria das pirâmides: as Ordens Iniciáticas dos Construtores.

Collegia Fabrorum
Na Grécia encontramos uma Ordem Iniciática chamada Confraria de Dionísio, que era uma divindade originaria da Tracia e que construiu templos e palácios tanto na Grécia como na Síria e na Pérsia. Seus membros eram homens de ciência que não somente se distinguiam pelo seu saber como também porque se reconheciam por sinais e toques. Mantiveram um colégio em Theos, lugar que lhes fora designado como residência e onde eram iniciados os novos membros. Reconheciam-se por méio de toques e palavras; estavam divididos em lojas que eles denominavam colégios; cada colégio era dirigido por um Mestre secundado por inspetores que eram eleitos pelo período de um ano; celebravam assembléias e banquetes; os mais ricos ajudavam aos que se encontravam em má situação ou doentes e relacionavam a arte de construir com o estudo de mistérios.
Estas fraternidades estudavam não apenas técnicas de construção, mas também matemática, astrologia, música, poesia, retórica, gramática e oratória, formando verdadeiros centros filosóficos de saber e conhecimento.

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Da Grécia, inúmeros membros da Ordem Pitagórica estiveram em contato com estas fraternidades; entre eles, Fídias (do Colégio de Argos, responsável pela reconstrução de Atenas), Platão, Aristóteles e Alexandre Magno (conhecido como “Alexandre, o Grande”, filho de uma sacerdotisa Dionísica, que levou os engenheiros e arquitetos gregos junto com suas tropas para adquirir conhecimentos em praticamente todos os territórios conquistados, trazendo para dentro da ordem um conhecimento vastíssimo).

Destas confrarias surgiram os Collegia Fabrorum romanos. Grupos que ainda não podiam ser chamados de “Guildas” mas que já traziam dentro de si o embrião do que mais tarde seria conhecido como “Maçonaria Operativa”. Seus membros eram escolhidos entre os melhores artesãos, pedreiros e escultores, permaneciam por 5 a 7 anos como aprendizes antes de passarem ao grau de Mestres, tinham leis e códigos de conduta específicos e juramento de silêncio a respeito das técnicas e métodos desenvolvidos.
Os membros do Collegia Fabrorum acompanhavam as legiões romanas e se tornavam responsáveis por construir as fortificações. Mais tarde, seriam designados também pelos Imperadores romanos como responsáveis pelas construções das catedrais sobre os templos sagrados dos povos dominados e a transformação dos templos pagãos em Igrejas Católicas sem perder o paganismo.

É importante guardar que os cultos de Orfismo (de Orfeus), Dionísicos, Bacantes e, posteriormente, os Collegia Fabrorum, sempre estiveram ligados aos deuses pagãos e aos rituais iniciáticos relacionados com a alta magia, em especial Mithra, o Sol Invicto, patrono das legiões romanas até Constantino, o marketeiro.
Claro que haviam círculos secretos dentro destas ordens, ramificações e especializações. O conhecimento se tornava cada vez mais especializado e disperso.
Por exemplo: a partir do século II ou III, já não havia mais qualquer resquício de rituais sexuais dentro dos Collegia Fabrorum, que se especializou na arte de construção. Por outro lado, existiam ritos orgiásticos como a Saturnália e os cultos às Bacantes, sendo que muitos destes costumes já haviam sido profanados e perdido seu significado original.

Claro… quando eu falo em “ordens iniciáticas”, os céticos costumam ficar confusos porque, na cabeça deles, aparece a imagem infantilóide de que ordens secretas são compostas de pessoas encapuzadas, sinistras, portando diversos símbolos “supersticiosos”, andando em círculos e carregando velas ao mesmo tempo em que constróem aquedutos. Mas a verdade é que, assim como nos dias de hoje, a população da época não tinha a menor idéia de quem somos e o que fazemos. E sim, os engenheiros romanos passavam pelas iniciações, com direito até mesmo a ser banhado em sangue de touro.
Alguém pode pensar “Ah, mas hoje em dia qualquer um pode ter acesso a este tipo de conhecimento, basta fazer uma faculdade de engenharia”. Mas não rasparam sua cabeça quando você entrou? não fizeram trote contigo? São os resquícios das iniciações nas fraternidades de conhecimento, já que foram estas Ordens Secretas que deram origem às Universidades, como veremos mais adiante nesta série.
Se você é engenheiro, advogado, médico, programador, psicólogo, veterinário ou outro profissional formado, você sabe muito bem a diferença entre um iniciado e um leigo. Um leigo (um peão de obras, por exemplo) pode até ter muita experiência e acompanhar muitas obras, mas nunca será capaz de projetar uma ponte. Um leigo pode trabalhar como enfermeiro por anos, mas nunca será capaz de fazer uma cirurgia complexa. Para estas coisas, exige-se o conhecimento que é passado de boca-a-ouvido e que não está em nenhum livro.
E o mesmo acontece com a magia. Muita gente acha que lendo livros e pesquisando vai aprender alguma coisa, mas magia é como natação. Você pode ler todos os livros que quiser, mas só vai aprender de verdade quando entrar em uma piscina e, para isso, você pode ter um professor para te explicar os passos ou mergulhar e ver o que acontece com o conhecimento que você obteve em livros…

semana que vem: O Rolo Compressor da igreja católica.

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