O Santo Graal e a Linhagem Sagrada

Olá Crianças

Na Semana anterior começamos finalmente uma das séries mais empolgantes aqui no Teoria da Conspiração: Os Mitos do Rei Arthur e suas relações com a Mitologia, o Ocultismo, a Alquimia e com os Cavaleiros Templários.
Semana passada falamos sobre Excalibur e o simbolismo da Espada dentro da Alquimia e ocultismo, bem como das origens de uma das mais famosas armas mágicas de todos os tempos. Esta semana, nos aventuraremos na origem e significado do Cálice Sagrado.

Enquanto isso, confiram o resultado do I Concurso Teoria da Conspiração, com as imagens vencedoras.

A Cornucópia
Um dos amuletos mais comuns e conhecidos no mundo são os pedaços de chifres e cornos (ou metais e corais moldados à forma de um chifre). Este amuleto é também chamado de Cornucópia de Amaltea e sua origem data das celebrações gregas.
E quem era Amaltea?
Amaltea era uma cabra descendente do Sol que vivia numa gruta no monte Ida, em Creta. Ou segundo outras fontes, era uma ninfa, filha de Meliseo, que alimentou Zeus com o leite de uma cabra.
Segundo as lendas, quando Zeus era pequeno e estava escondido de seu pai, Saturno (Chronos) e era tratado por Amaltea, num ataque de ira, o deus menino agarrou com força o corno da cabra, puxou-o e arrancou-o, produzindo uma enorme dor à sua cuidadora. Quando Zeus ficou adulto, ele concedeu ao chifre arrancado o dom da abundância; a partir desse momento o chifre estaria sempre cheio de alimentos e bens que o seu dono possa desejar.
Quando Amaltea morreu, foi levada a Zeus, que a transformou na constelação de Capricórnio. O chifre ficou conhecido como “a cornucópia” ou “o corno da abundância”. Desta maneira, ao mesmo tempo, este símbolo representava o poder fálico dos deuses criadores e o ventre gerador da vida feminino. Traçando um paralelo com a Kabbalah hermética, temos o Caminho de Daleth, entre Hochma e Binah.

Cornu Copiae
Já na mitologia romana, a cornucópia deriva do latim “Cornu copiae”. A cornucópia ou corno da abundância é um dos cornos do deus-rio Aqueloo, metamorfoseado em touro, que lhe foi arrancado por Hércules, quando lutava contra ele.
Segundo outros textos romanos, a lenda segue a original grega: é um chifre da cabra com cujo leite, a ninfa Amaltea, amamentou Júpiter na sua infância, quando se escondeu de seu pai, Saturno, para que este não o devorasse. Diz-se que Júpiter arrancou o corno à cabra enquanto brincava, e ofereceu-o a Amaltea, asseguran-do-lhe que o corno se encheria de frutos cada vez que ela o desejasse. A cornucópia é um atributo muito mostrado nas moedas romanas, nas mãos de divindades benéficas, como Ceres e Cibeles, ou de alegorias como a Abundância e a Fortuna.
Como curiosidade, a cornucópia é usada atualmente como símbolo do Mestre de Banquetes em algumas ordens cavaleirescas e na maçonaria.

O Chifre de Epona e o Unicórnio
Entre os povos gauleses, a principal divindade relacionada com os equídeos é a deusa gaulesa, ou melhor, galo-romana, chamada Epona (ou Epona Regina), cujo nome deriva do gaulês epo, que significa cavalo. O seu culto difundiu-se até à Bretanha e ao leste da Europa, especialmente na região de Borgonha. Na Península Ibérica foram documenta dos alguns vestígios epigráficos que testemunham o seu culto.
Epona possui diversas referências e numerosas imagens da deusa, geralmente montada sobre um cavalo. A deusa era representada muitas vezes com uma série de atributos, como a cornucópia ou a patera (espécie de bacia de cerâmica onde eram feitas as oferendas, semelhante a um caldeirão raso), que a relacionam com a abundância e a prosperidade. Também estava vinculada com as fontes e ao mundo espiritual.
Da fusão destas duas características da mesma deusa surgem os primeiros relatos medievais de uma criatura encantada que vocês já devem estar imaginando quem seja: o Unicórnio. O Cavalo Branco, símbolo sagrado para a Deusa Epona, associado ao chifre mágico que tudo produz. Claro que esta criatura não existe no Plano Físico, embora muitos picaretas ao longo dos milênios tenham tentado forjar unicórnios com esqueletos de cavalos e narvais, além de rinocerontes e de uma criatura particular chamada Orix.
Até então, o Unicórnio estava associado a um BOI de um único chifre, não a um cavalo. Na Bíblia, em Números 23:22 e no Deuteronômio 33:17, é citado o unicórnio como um animal de força extraordinária. Nos ritos antigos, era costume cortar um dos chifres do maior e mais viril touro do rebanho para ser usado como taça cerimonial para beber o vinho sagrado ao final dos rituais egípcios, junto com o Pão (e qualquer semelhança com a Santa Ceia e o Cálice Sagrado NÃO é mera coincidência!).
O Touro, agora considerado sagrado, era chamado de Uni-corno. Somente com os gauleses e com Epona esta associação passou a ser feita com cavalos. Uma curiosidade é que durante todo este tempo, na história grega, o unicórnio não aparecia em textos de Mitologia, mas sim em textos de biologia, pois os gregos estavam convencidos de que era uma criatura real.
E desta relação surgem as lendas a respeito da pureza necessária para se tocar o chifre de um unicórnio. Embora o primeiro escritor a descrever que “somente uma virgem poderia cavalgar um unicórnio” foi o Grão Mestre Leonardo DaVinci, em suas anotações datadas de 1470, para o quadro “Jovem sentada com unicórnio”.

Mimisbrunnr
Um dos chifres que também é famoso na mitologia é o Gjallarhorn, narrado nas Prosas Eddas do século XIII, que originalmente é o chifre usado por Odin para beber a água da sabedoria da fonte que fica debaixo de Yggdrasil, a Árvore da Vida. De acordo com a história, qualquer um que seja capaz de beber deste chifre terá vida eterna e abundância material. Para vocês terem uma idéia de como este conhecimento é valioso, de acordo com a lenda, Odin sacrificou um de seus olhos em troca da oportunidade de beber destas águas (a razão pela qual Odin sempre é retratado com um tapa-olhos nas imagens nórdicas).
Este chifre acaba se tornando a posse de maior valor de Heimdall, o guardião da Ponte do Arco-Íris que liga Aasgard à Terra (que simbolicamente representa o caminho de Tav na Kabbalah, unindo Yesod a Malkuth, com todas as simbologias associadas a este caminho). O Gjallahorn é a trombeta que será tocada no dia do Juízo Final para anunciar o Ragnarok.

O Caldeirão de Cerridwen
O Caldeirão de Cerridwen era um caldeirão enorme, de ferro e extremamente útil para exércitos: conta-se que, por estar intimamente ligado com o Reino dos Mortos, quando guerreiros mortos em combate eram colocados em suas águas mornas eles retornavam á vida, porém perdiam a capacidade de falar. Estes guerreiros podiam voltar para o campo de batalha até serem mortos novamente, quando não mais poderiam retornar ao mundo dos vivos. Minha opinião pessoal (e não embasada por nenhum livro, que eu saiba) é que esta lenda retrata algum tipo de iniciação semelhante ao Taubólio romano, nas quais os soldados mais indicados para a iniciação aos mistérios passavam por uma morte simbólica no sangue do touro e renasciam abençoados por Hades. O silêncio tem paralelos muito marcantes com os votos de silêncio templários, o voto de Harpocrates e outros votos também realizados pelos que passavam pelo “batismo de sangue”, mas estou começando a entrar em áreas que não posso comentar aqui…

O Caldeirão de Dagda
O deus supremo do panteão celta é chamado de Dagda (esposo da deusa da natureza e prosperidade, Danu). O Dagda é uma figura paternal, protetor da tribo e o deus “básico” do qual outros deuses masculinos podem ser considerados variantes. Também associado com Cernunnos e outros deuses “chifrudos” tanto do panteão celta quanto do panteão grego. Os Contos irlandeses descrevem Dagda como uma figura de força imensa, armado de uma clava e associado a um caldeirão (o Caldeirão de Sangue, que continha diversas propriedades mágicas).
E adivinhem o que este caldeirão fazia?
O Caldeirão de Dagda estava sempre cheio de sopa, vegetais e frutas, providenciando abundância e alimentos para todos a seu redor, sem nunca se esgotar. Poderia servir a toda uma tribo durante um banquete e nunca estaria vazio. O Caldeirão de Dagda é considerado um dos quatro tesouros da Irlanda (os outros são a Espada de Nuada, a Lança de Lugh e a Pedra de Fal). Note que, mais uma vez, fazem-se referências aos quatro elementos da Alquimia e aos quatro naipes do Tarot, quase seiscentos anos antes do tarot aparecer “oficialmente” na forma de cartas. Mas falarei sobre isso depois que acabar esta série sobre o Rei Arthur.

O Mabinogion
Nas lendas posteriores, o Caldeirão de Cerridwen passa a ter sua localização nos Reinos Subterrâneos, mas mantém suas propriedades de sabedoria, vidência e prosperidade, culminando no famoso poema “The Spoils of Annwn”, onde o conhecemos como o “Caldeirão do rei Odgar”. Este caldeirão mágico é roubado do rei Odgar pelo Rei Arthur e seus homens, no poema “Culhwch and Owen” (onde estavam os celtas quando distribuíram as vogais?).
Neste poema, temos o primeiro contato com uma “jornada aos reinos Subterrâneos” em busca de um “Caldeirão Mágico”. O caldeirão é, então, levado por Arthur para a casa de Llwydeu, filho da deusa Rhiannon. Até ai tudo bem, mas Rhiannon é outro nome para Epona, “A Grande e Divina Rainha”, que se torna, então, proprietária do tal caldeirão mágico (que em algumas pinturas é retratado como uma espécie de vasilha rasa usada para oferecer comida aos deuses, a já mencionada patera). A mesma deusa Epona dos chifres mágicos, etc, etc etc.
Estas histórias acabam entrando em uma coletânea de livros galeses, que se tornaram famosas a partir do século XIII e traçam as bases das lendas mais conhecidas do rei Arthur.
A Jornada ao Reino Subterrâneo eu já descrevi em colunas anteriores, quando falei sobre Yesod e o Reino dos Mortos simbólico.

O Caldeirão e o Sangreal
A partir das cruzadas e dos Templários agindo mais abertamente, algumas destas lendas acabaram sendo recontadas sob o ponto de vista dos cavaleiros e dos cátaros, os protetores da linhagem Sagrada, que aproximaram as narrativas a respeito do Graal.
Para entender a próxima etapa, recomendo a leitura dos seguintes textos, na seguinte ordem:
Perceval, de Chrétien de Troyes
Lancelot ou le chevalier de la charrette, versos de Chrétien de Troyes
Yvain ou le chevalier au lion, versos de Chrétien de Troyes
Perceval ou le Conte du Graal, versos de Chrétien de Troyes
Parzival, de Wolfram von Eschenbach
Joseph d’Arimathie de Robert de Boron
La Mort D´Arthur, de Thomas Malory

Eles foram publicados em um espaço de tempo relativamente curto e formataram a lenda do Rei Arthur e da Távola Redonda tal qual a conhecemos hoje. Sei que, como os 4 elementos da narrativa fluem juntos (o Graal, Excalibur, o Cajado de Merlin/Lança do rei Pecador e a Távola Redonda/Cavaleiros), talvez algumas partes deste texto ainda vão gerar dúvidas. Eu recomendo a vocês relerem cada matéria novamente antes de avançar para as próximas, e tudo vai fazer mais e mais sentido a cada novo elemento, ok?

Perceval ou Lê Conte du Graal
Nesta série de poemas, estamos finalmente dando uma forma para o Graal, da maneira como ele é mais conhecido pelo público leigo: A forma de um cálice ou, mais precisamente, o Cálice usado na Santa Ceia.
Perceval ou le Conte du Graal (Perceval, o Conto do Graal) é um romance inacabado de Chrétien de Troyes escrito provavelmente entre 1181 e 1191, dedicado ao patrono do escritor, Filipe da Alsácia, conde de Flandres e cavaleiro Templário. Chrétien havia trabalhado na obra a partir de escrituras iniciáticas fornecidas por Filipe e relata as aventuras do jovem cavaleiro Perceval.
O poema é iniciado com o jovem Perceval encontrando cavaleiros e percebendo que também gostaria de ser um. Sua mãe o havia criado fora dos domínios da civilização, nas florestas do País de Gales, desde a morte de seu pai. A contragosto de sua mãe, o garoto parte para a corte do Rei Artur, onde uma garota prevê grandes conquistas na vida dele. Ele é caçoado por Kay, mas torna-se cavaleiro e parte para aventuras. Perceval salva e apaixona-se pela jovem princesa Brancaflor, e treina com o experiente Gornemant.
Em um momento de sua vida conhece o Rei Pescador, que convida Perceval a permanecer em seu castelo. Enquanto estava lá, o cavaleiro presenciou uma procissão em que jovens carregam objetos magníficos entre cômodos, passando por ele em cada fase do evento. Primeiro aparece um jovem carregando uma lança coberta por sangue, e depois dois jovens carregando candelabros. Por fim, uma jovem aparece trazendo consigo um decorado cálice (o Graal). O objeto contém uma alimento que miraculosamente sustém o pai ferido do Rei Pescador.
Tendo sido aconselhado para tal, o jovem cavaleiro permanece em silêncio durante todo a cerimônia, apesar de não entender seu significado. No dia seguinte, ele volta para a corte do Rei Artur.
Antes de se manifestar no local, uma dama furiosa com trejeitos celtas entra na corte e clama a falha de Perceval em perguntar sobre o Graal, já que a pergunta apropriada curaria o Rei Ferido. Ela então anuncia que os Cavaleiros da Távola Redonda já haviam se prontificado a buscar o Cálice.
E o poema termina ai, sem um final…

O Rei Pescador aparece originalmente neste poema. Nem sua ferida nem a ferida de seu pai são explicadas, mas Perceval descobre posteriormente que os reis seriam curados se ele perguntasse sobre o Graal. Percival descobre que ele próprio é da linhagem dos Reis do Graal através de sua mãe, que é filha do rei ferido. Entetanto, o poema é terminado antes que Perceval retornasse ao castelo do Graal.
A associação entre “Pescador” e “Pecador” (no original Pêcheur e Pécheur respectivamente) é proposital, pois faz diversas associações entre o símbolo do Pescador, da linhagem de Yeshua e sua associação com a multiplicação dos peixes e com os apóstolos “pescadores” em diversas passagens do Novo Testamento.

Chrétien não chegou a usar o adjetivo “sagrado” para o Graal, assumindo que sua audiência (templária) já estaria familiarizada como o termo. Neste poema, Chrétien deixava implícito que havia uma dinastia descendente direta de Jesus, isso mais de 700 anos antes do Dan Brown!

Associação direta do Graal ao Sangue de Jesus
O próximo trabalho sobre o tema “Linhagem Sagrada” foi apresentado no poema Joseph d’Arimathie de Robert de Boron, o primeiro a associar diretamente o Graal à Jesus Cristo. Nesta obra, o “Pescador Rico” chama-se Bron, e ele é dito ser cunhado de José de Arimatéia, que havia usado o Graal para armazenar o sangue de Cristo antes de o deitar na tumba. José então encontra uma comunidade religiosa que viaja para a Bretanha, confiando o Graal à Bron (falarei sobre a relação entre José de Arimatéia, ou Yossef Rama-Teo e Merlin na próxima coluna).

Segundo a lenda, José de Arimatéia teria recolhido no Cálice usado na Última Ceia (o Cálice Sagrado), o sangue que jorrou de Cristo quando ele recebeu o golpe de misericórdia, dado pelo soldado romano Longinus, usando uma lança, depois da crucificação. Boron conta ainda que, certa noite, José é ferido na coxa por uma lança (perceba também, sempre presente, as referências às lanças, símbolos do fogo, tanto nas histórias de Jesus como de Arthur). Em outra versão, a ferida é nos genitais e a razão seria a quebra do voto de castidade (este fato mais tarde dará origem ao desenvolvimento literário do affair entre Lancelot e Guinevere, que precisa ainda ser mais detalhado).

Somente uma única vez Boron chama a taça de Graal (ou SanGreal). Em um inciso, ele deduz que o artefato já tinha uma história e um nome antes de ser usado por Jesus: “eu não ouso contar, nem referir, nem poderia fazê-lo (…) as coisas ditas e feitas pelos grandes sábios. Naquele tempo foram escritas as razões secretas pelas quais o Graal foi designado por este nome”.
Em outra versão do poema, teria sido a própria Maria Madalena, segundo a Bíblia a única mulher além de Maria (a mãe de Jesus) presente na crucificação de Jesus, que teria ficado com a guarda do cálice e o teria levado para a França, onde passou o resto de sua vida, dando origem à já conhecida “linhagem Sagrada”.

O cavaleiro e escritor Wolfram von Eschenbach baseia-se na história de Chrétien e a expande em seu épico Parzival. Ele re-interpreta a natureza do Graal e a comunidade que o cerca, nomeando os personagens, algo que Chrétien não havia feito; o rei pai é chamado de “Titurel” e o rei filho de “Anfortas”.

Sarras e São Corentin
Outro aspecto muito importante a respeito do Santo Graal é Sarras, a cidade mítica para onde o Graal é levado ao término do poema. A Cidade mítica de Sarras. Sarras é a “Cidade nos confins do Egito, onde está armazenada toda a sabedoria antiga”, que está associada às terras bíblicas de Seir. Porém, ao analisarmos o nome do rei de Sarras, Sir (Es)corant, chegamos a um personagem muito importante do século VI, chamado São Corentin.
Corentin, ou Corenti em alguns textos, foi um monge da Cornualha cujo monastério ficava justamente na península de Sarzeu Uma das lendas a respeito de Corentin é a de que ele teria vivido durante um período na floresta sendo alimentado apenas por um peixe. Ele comia um pedaço do peixe e, no dia seguinte, o peixe estava vivo e inteiro novamente. É muito simples perceber a associação entre Sarras/Sarzeu, Es-Corant/St Corentin e o rei pescador/monge pescador neste poema.

O Graal-pedra
Em “Parzifal”, o cavaleiro alemão Wolfram Von Eschenbach coloca na mão dos Templários a guarda do Graal que não é uma taça, mas sim uma pedra: o poema fala sobre uma gema verde esmeralda.

Ela trazia o desejo do Paraíso: era objeto que se chamava o Graal!
(Parzifal)

Para Eschenbach, o Graal era realmente uma pedra preciosa, pedra de luz trazida do céu pelos anjos. Ele imprime ao nome do Graal uma estreita dependência com as força cósmicas. A pedra é chamada Exillis ou Lapis exillis, Lapis ex coelis, que significa “pedra caída do céu”.


É a referência à esmeralda na testa de Lúcifer, que representava seu Terceiro Olho. Quando Lúcifer, o anjo de Luz, se rebelou e desceu aos mundos inferiores, a esmeralda partiu-se pois sua visão passou a ser prejudicada. Uma dos três pedaços ficou em sua testa, dando-lhe a visão deformada, que foi a única coisa que lhe restou. Outro pedaço caiu ou foi trazido à Terra pelos anjos que permaneceram neutros durante a rebelião. Mais tarde, o Santo Graal teria sido escavado neste pedaço.

Façamos agora uma comparação entre o Graal-pedra de Eschenbach com a não menos mítica Pedra Filosofal, que transformava metais comuns em ouro, homens em reis, iniciados em adeptos; matéria e transmutação, seres humanos e sua transformação. O alemão têm como modelo de fiéis depositários do cálice sagrado os Cavaleiros Templários (de novo!).

Seria Wolfran von Eschenbach um Templário? Certamente que sim. Era a época em que Felipe de Plessiez estava à frente da ordem quase centenária. O próprio fato de ser a pedra uma esmeralda se relaciona com a cavalaria. Os cavaleiros em demanda usavam sobre sua armadura a cor verde, sinônimo de vitalidade e esperança. Malcom Godwin, escritor rosacruz, refere-se a Parzifal da seguinte maneira: “Muitos comentadores argumentaram que a história de Parzifal contém, de modo oculto, uma descrição astrológica e alquímica sobre como um indivíduo é transformado de corpo grosseiro em formas mais e mais elevadas”.
Nesta obra, que é um retrato da Idade Média – feito por quem sabia muito bem sobre o que estava falando – reconhece-se uma verdadeira ordem de cavalaria feminina, na qual se vê Esclarmunda, a virgem guerreira cátara, trazendo o Santo Graal, precedida de 25 cavaleiros segurando tochas, facas de prata e uma mesa talhada em uma esmeralda (mais para a frente, voltarei a este assunto quando for falar de Joana D´Arc).

Na descrição do autor da cena de Parzifal no castelo do rei-pescador (que, assim como Jesus, saciara a fome de muitas pessoas multiplicando um só peixe) lemos:

“Em seguida apareceram duas brancas virgens, a condessa de Tenabroc e uma companheira, trazendo dois candelabros de ouro; depois uma duquesa e uma companheira, trazendo dois pedestais de marfim; essas quatro primeiras usavam vestidos de escarlate castanho; vieram então quatro damas vestidas de veludo verde, trazendo grandes tochas, em seguida outras quatro vestidas de verde (…). “Em seguida vieram as duas princesas precedidas por quatro inocentes donzelas; traziam duas facas de prata sobre uma toalha. Enfim apareceram seis senhoritas, trazendo seis copos diáfanos cheios de bálsamo que produzia uma bela chama, precedendo a Rainha Despontar de Alegria; esta usava um diadema, e trazia sobre uma almofada de achmardi verde (uma esmeralda) o Graal, ‘superior a qualquer ideal terrestre’”.

As histórias que fazem parte do chamado “ciclo do Graal” foram redigidas de 1180 até 1230, o que nos inclina a relacioná-las com a repressão sangrenta da heresia cátara (mas terei de fazer um post paralelo só sobre a Cruzada contra os Cátaros para explicar como tudo isto está intimamente relacionado).

Conta-se que durante o assalto das tropas do rei Filipe II de França à fortaleza de Montsegur, apareceu no alto da muralha uma figura coberta por uma armadura branca que fez os soldados recuarem, temendo ser um guardião do Graal. Alguns historiadores admitem que, prevendo a derrota, os cátaros emparedaram o Graal em algum dos muros dos numerosos subterrâneos de Montsegur e lá ele estaria até hoje.

A “Mesa de Esmeralda” evocada pelas histórias de fundo cátaro relacionam-se de maneira óbvia com outra “mesa”: a Tábua de Esmeralda atribuída a Hermes Trimegistos. A partir daí o Graal-pedra cede lugar ao Graal-livro.

O Graal-livro
O Graal-taça é tido como um episódio místico e o Graal-pedra como a matéria do conhecimento cristalizado em uma substância. Já o Graal-livro é a própria tradição primordial, a mensagem escrita. Em “José de Arimatéia”, Robert de Boron diz que “Jesus Cristo ensinou a José de Arimatéia as palavras secretas que ninguém pode contar nem escrever sem ter lido o Grande Livro no qual elas estão consignadas, as palavras que são pronunciadas no momento da consagração do Graal”. De fato, em “Le Grand Graal”, continuação da obra de Boron por um autor anônimo, o Graal é associado – ou realmente é – um livro escrito de próprio punho por Jesus, o qual a leitura só pode entender – ou iluminar – quem está nas graças de Deus. E por conta disso temos uma noção de que “segredos Templários” o Vaticano estaria atrás todo este tempo.

“As verdades de fé que este contém não podem ser pronunciadas por língua mortal sem que os quatro elementos sejam agitados. Se isso acontecesse realmente, os céus diluviariam, o ar tremeria, a terra afundaria e a água mudaria de cor”.

Semana que vêm, Merlin, Cajados, Lanças, José de Arimatéia e os Reis Pescadores.
Qualquer dúvida, mandem nos comentários que eu tento responder.

PS: o Sedentário está com a CSS zoada, então não aparece nem negrito e nem itálico nos textos.

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Textos novos no blog Teoria da Conspiração e a estréia do Blog de RPG da Daemon:
O Tarot, a Kabbalah e a Alquimia
Os Illuminati
A História de Gilgamesh
Belém institui o “Dia do Dizimista”
História da Umbanda
O Círculo Mágico
Raul Seixas, Paulo Coelho e a Sociedade Alternativa
Arcano 13 – a Morte
Pai Nosso em Aramaico
o Bode na Maçonaria

Twitter oficial do autor da Coluna Teoria da Conspiração.

  • Carlos Gomes

    O Caldeirão de Cerridwen tem alguma coisa a ver com o filho da Lua?
    Provavelmente não, mas li um livro há pouco tempo, que misturava ficção com história de Portugal, ocultismo (Aleister Crowley e Fernando Pessoa), alquimia e lá falaram deste caldeirão.

    @MDD – Portugal entra apenas mais tarde na história dos Templários, mas basta dizer que o nome Portugal vem de Porto do Graal para você ter uma idéia de como esta região é importante para eles.

  • TH13

    Opa! Tudo bom, MDD? Desculpe o desaparecimento.

    A questão do “golpe de misericórdia” de Longinus, que a gente já tinha comentado antes, é uma tradição iniciática de qual origem? Porque pelos textos bíblicos comuns, Cristo já estava morto quando recebeu o golpe, e pelo que você passou ele estava vivo segundo as tradições iniciáticas.

  • E.T.

    Só pra não deixar coisa pendente…… lá atrás, num dos seus posts sobre piramides, vc disse que não havia como, ainda hj, de se levantar pedras de ou coisas de 70ton ou mais, como algumas das pedras das piramides… vc inclusive disse q devido vc ser iniciado em varias coisas e tal, vc tinha acesso a escritórios e tallll, era engenheiro, arquiteto e tal….. Axo q vc nao conhece os equipamentos que manipulam peças em siderurgicas, constroem embarcações (tipo porta-aviões), auxiliam plataformas de petróleo, constroem GRADES ESTRUTURAS, como as que estao sendo feitas pelo mundo a fora desde sempre….
    O fato de nao sabermos exatamente como uma coisa foi feita, não significa que seja obra “fantástica”, feito com auxilio do “inexplicável”, “obscuro”, ou até mesmo, pelos E.Ts.
    O ser humano é criativo e persistente….. e os mais impressionantes dos humanos, são os idiotas…. Não há limites para os idiotas…. eles sempre conseguem o que querem… até mesmo empilharem um monte de pedras gigantes….

    Espero que a moderação intenda o comentário e publique…. vai colocar mais luz sobre a coisa….

    Ps.: sei q estou muito atrazado no coments, mas estive ausente…. Obrigado !

    @MDD – Estou familiarizado com estes equipamentos. Meu pai trabalhava em uma fábrica que produzia engrenagens de hidroelétricas de 100 toneladas cada… mas elas não eram feitas e depois transportadas, mas sim construídas em pedaços e montadas no local. O mesmo ocorre com aviões, submarinos, porta-aviões, etc. Estas estruturas gigantes (porta-aviões, por exemplo) são montados já em um local que mais tarde será inundado de água. Na matéria, utilizei o maior caminhão transportador que existe no Brasil. É possível que existam maiores nos EUA, por exemplo… mas acho que ainda assim a comparação contra egipcios seminus é um absurdo em qualquer escala de caminhão

  • caraca!!!!
    estou em extase!!!
    tanto tempo esperando essas infos!!!

    ainda preciso reler e reler e reler pra começar a juntar as peças!!!!
    tah tudo muito comprimido
    tah tipo uma pilula de 2000 anos de historia!!!
    huauhahuauhauha

    VALEU DD

  • NI!!! NIIII!!! NIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!

  • too much information…

    Mto bom o post!

  • Assa

    [[ O silêncio tem paralelos muito marcantes com os votos de silêncio templários, o voto de Harpocrates e outros votos também realizados pelos que passavam pelo “batismo de sangue”, mas estou começando a entrar em áreas que não posso comentar aqui… ]]

    A ironia me fez abrir um grande sorriso.. hahahahahah..

  • AD&D

    Uffa texto grande, confunde muito distinguir as alegorias para quem entende pouco do assunto =\
    ..citou a pedra filosofal, recentemente li “Princípios da Alquimia” no seu site..
    interessante como vai ficando mais claro quando sabemos um pouco de algo citado, e parece que sempre tem um assunto relacionado ao outro.

    ‘tudo sei que nada sei’

    @MDD – imagino que todos os arquétipos de “Espadas Mágicas” venham destas raízes que citei, embora duvido muito que o pessoal que escreveu thundercats ou He-man estivesse colocando estes arquétipos de maneira proposital.

  • Elrik

    Tio, tenho uma duvida a respeito da espada excalibur. Tinha lido faz uma data que o nome dela original era Caliban, mas tinha se quebrado, reforjada e chamada de Ex-Caliban, que acabou virando Excalibur. E agora vc me sai com essa historia de Julio Cesar. Então, de onde veio a Caliban?

    Desde já, obrigado pela resposta.

  • Vimerson

    Tio DD

    alguma associação da espada Justiceira (dos thudnercats), a espada do He-man, entre outras espadas com a Excalibur? e o Rei Arthur é Jesus ou o filho dele?
    abrass

  • Guilherme

    – La Mort D´Arthur, de Thomas Malory < <--- Foi escrito em Francês? Pois já ouvi comentários que a primeira versão em português que apareceu foi reeditada por um padre católico, com base em empilhamentos e etc. ... é verdade isso? Se sim, a edição em português torna-se menos confiável? Obrigado!! @MDD – Toda tradução perde ou altera alguma coisa, é inevitável. Se possível, leia sempre no original.

  • D

    Ótimo texto!!!

    MDD, vc conhece algum descendente de jesus?

  • Leonardo

    Falou um paralelo entre o calice e o ventre feminino, o simbolo da fertilidade feminina (o que tem a ver com a multiplicação dos alimentos, acho)

  • rashid

    muito bom o post ^^

  • ÉB

    Caraca!

    Se eu continuar googleando cada analogia, termo ou tentar decifrar as coisas escondidas nesses, não durmo por dias!
    (falando em não dormir, alguém mais aí, ficou com medo de ficar louco na primeira vez que leu as obras de Hermes Trimegistos?) 😀

    Marcelo, dá uma voltada e conclui sobre a inquisição e os templários. Quero entender por que os templários entraram nessa e, tendo eles sido “parceiros” da igreja e tendo o poder que tinham, como não conseguiram vencer a igreja? Como não sabotaram a mesma?

    Pelo texto, houve perseguição para captuarar os ensinamentos de Cristo. E os descendentes? O Graal não seria tb o útero de Madalena com o descendente sendo gerado? E sobre essa perseguição?

    Por fim, pode citar algum fato histórico e relevante à humanidade que foram protagonizados pelos descentes do Cristo?
    Com tantos líderes fracos,às vezes me pergunto aonde anda este povo conhecedor dos mistérios que parecem não sair de suas cavernas e clubes…

    Por fim, parabéns e muito Obrigado! Texto Incrível!

    PS.: Pequeno erro de digitação: “Na Península Ibérica foram *documenta dos* alguns vestígios epigráficos que testemunham o seu culto”. Algumas pontuações estão estranhas tb 😉

  • DD, vc disse que o nome Portugal vem de Porto do Graal, mas a wikipédia falade outra origem pro nome:
    “No século V, durante o reinado dos Suevos, Idácio de Chaves já escrevia sobre um local chamado Portucale, para onde fugiu Requiário (…) Cale, a actual Vila Nova de Gaia, já era conhecida por Portucale no tempo dos Godos.”

  • Francisco

    Então Jesus escreveu um livro? É possível ter acesso a ele? Ler em algum lugar? Ou o Vaticano escondeu o livro só para eles?

    @MDD – Até onde eu sei, o Vaticano nunca conseguiu colocar as mãos nestes textos. Ele seria um dos tais “tesouros Templários” das lendas.

  • Marcelo, andei lendo alguns livros e alguns autores citam que os Templários utilizavam manto branco com a cruz vermelha. Você comentou que eles utilizavam a cor verde. Não entendí muito bem essa relação das cores com a cavalaria…deve ser o sono mesmo…hehehehe.

    @MDD – A insígnia é branca com cruz vermelha, mas nos graus mais altos, usa-se também a cor verde (mas não em batalhas, por isso você nunca vai ver um templário de verde em imagens ou desenhos de batalhas). Os ornamentos desta cor são apenas para ritualística.

  • Marcelo dantas

    cader o header? Não da vontade de continuar vendo o site

  • Tiago

    Olá MDD, ótimo post, como sempre.
    Tenho duas questões:

    1- Nessa parte:
    “As verdades de fé que este contém não podem ser pronunciadas por língua mortal sem que os quatro elementos sejam agitados. Se isso acontecesse realmente, os céus diluviariam, o ar tremeria, a terra afundaria e a água mudaria de cor”.
    -A primeira vista parece parte da descrição de um processo alquimico, mas dá a entender que o céu representaria o elemento fogo, já que ar, terra e agua estão explicitos no texto, mas “diluviariam” parece algo mais associado a agua não é? E se for isso, a associação céu = fogo é usada em todos os texto biblicos?

    2-Estive pensando sobre essa parte de “Saturno que devora seus filhos”.
    Saturno por alguns está associado a Daath(conhecimento) enquanto que outros o associam a Binah(inteligencia). Então isso de devorar seus filhos seria uma alegoria referente àqueles que confiam demais no próprio entendimento, vindo a se tornar eruditos orgulhosos e fechando os olhos para os sentimentos e a verdadeira Sabedoria? Assim, Zeus seria aquele que consegue romper as limitações da inteligência humana e de sua visão parcial das coisas e consegue chegar a chochma(sabedoria) e a keter(o Ein Sof). É isso ou estou viajando demais?

    Obrigado.

  • Olá,

    me desculpe por utilizar este espaço para este tipo de solicitação, porém não vejo outra maneira de expressar minha indignação.

    gostaria de solicitar sua ajuda na divulgação do post sobre as mentiras do governo (relacionadas ao crétito) que escrevi em meu blog:

    http://agrj.wordpress.com/2009/03/05/mentiras-que-o-governo-conta/

    Se for possível, publique, divulgue, passe para frente, o que for necessário para atingirmos a maior quantidade de gente possível!!!

    vamos fazer disso um grande manifesto e tentar chegar a (grande) mídia para ver se algo de efetivo é feito.

    obrigado pela ajuda.

    []s

    Dinho

    PS.: meu blog não é comercial, e não tenho intenção de ganhar dinheiro com isso. é somente uma pessoa indignada com o que está acontecendo!!!

  • ^^

    Tudo muito interessante!

    ^^

  • Ah Tio, que isso! Todo mundo sabe do conteúdo iniciático de Thundercats! \o

    De como Lion-O é um símbolo para o guia messiânico, previsto nas lendas e profecias, que veio para guiar seu povo através das dificuldades em um mundo misterioso porém necessita aprender para se tornar um ser completo, um Rei verdadeiro. E para esse aprendizado precisa passar por SETE etapas de aprendizado (Panthro, Tygra, Cheetara, Willykitt, Willycat, Snarf e Mumm-ra). Para ajudá-lo nessa tarefa de guiar seu povo, dispõe da Espada Justiceira, que possui Olho de Thundera, a gema mística fonte do poder e mesmo da vida dos Gatos Guerreiros. Lion também é o único que pode utilizar sua espada mágica, a Espada Justiceira mas apenas quando guiado por motivos justos e corretos, concedendo ao mesmo poderes quase ilimitados que sempre se adaptam às necessidades(como uma “Vara Eficiente”) e também concede a “Visão além do alcance” que sempre proporciona uma antecipação dos perigos e revela a real forma das ilusões que o cercam.

    Lembrando que, além disso tudo, a Espada Justiceira falhou quando Lion enfrenta Mumm-ra pela primeira vez e, durante toda a primeira temporada Lion jamais conseguiu utilizá-la para enfrentar seu inimigo, tendo sempre que recorrer as suas próprias forças para alcançar a vitória. Também quando precisa passar pela provação dos Sete, Lion se vê impedido de utilizar a sua espada, pois o desafio deve ser realizado apenas por Lion, sem ajuda externa e sem armas (contudo seus examinadores podem se utilizar de todas as armas e capacidades que são especialistas).

    E pra terminar, o Código de Thundera é bem interessante, se notarmos sua estrutura e o número de suas virtudes (“Justiça, Honra e Lealdade”) três.

    [só pra não cair no lugar-comum de falar do He-Man (personificação do Homem, pois além de ter um nome composto de duas palavras que designam o aspecto masculino em inglês, sua identidade secreta possui o nome de principe ADAM) que luta contra a morte (Esqueleto) para alcançar/salvar a imortalidade (o reino de Eternia) com a ajuda dos poderes concedidos pela Deusa (a Feiticeira) na caverna da iniciação, onde ele encontra uma morte simbólica (Castelo de Grayskull) para renascer enquanto iniciado que é (Afinal ele usa uma cruz templária no peito não é?) =DD]

    Just for the lulz – Internet: serious business ; )

  • Luis Filipe

    Toda essa especulação é muito parecida com as especulações de outro famoso mitólogo o Sr. Robert Graves, largamente desacreditado por outros teóricos e antropólogos. O fato de “achar” ligações em todos esses mitos, além de ser uma investigação altamente especulativa, também recorre a noção de arquétipo, ou de um mito primordial existente no inconsciente coletivo da humanidade, do qual todos os outros derivariam, quase um “significante sem significado” lacaniano. Levantar hipóteses arquetipicas sobre esses mitos, fazer ligações entre eles sem nenhum indício de continuidade ou contato entre esses povos cai no campo da fantasia ou da construção, a partir do presente, de uma ligação “mística” entre esses mitos. Em suma, não existe ligação necessária entre esses mitos; ela é construída a partir da ligação que o escritor do artigo faz no presente.

    @MDD – Engano seu. Há uma continuidade entre todos os elos desta corrente, seja ela nas representações artísticas, estátuas, rituais religiosos e na construção dos templos, nas proporções utilizadas e na maneira como toda esta ritualística se desenvolve. E há contato dos egipcios para os gregos, para os romanos, para os gauleses, e assim por diante. Claro que se você só ler uma matéria desta coluna, não vão ser 5 páginas de texto que farão sentido em conectar tudo, mas se você acompanhou os mais de 100 textos que dão embasamento a esta matéria, são 500 páginas de explicações que conectam perfeitamente todas estas “ligações sem indício de continuidade”. Imagino que os tais “teóricos e antropólogos” que o criticam devem achar que pirâmides sejam tumbas de faraós, também.

  • E.T.

    Obrigado pela resposta Marcelo !

    Apesar de nao concordar com o seu médodo de expor as coisas e não compartilhar as mesmas opniões e crenças com vc, realmente a sua cultura é vasta e sólida. Confesso q no ínicio axei vc um charlatão, um aventureiro com algum conhecimento e, como sou um leitor fiel do sedentario, nao compreendi como deixaram vc postar no site… O tempo passou e minha opinião mudou sobre vc e seu saber….

    Mesmo assim, coisas muito grandes sao transportadas diariamente e das mais diferentes e inventivas formas possíveis…. axo q os construtores de piramides e outras grandes extruturas do passado, apesar de nao disporem de nem uma mínima porcentagem da tecnologia atual, conseguiram superar obstáculos e realizar seus sonhos… essa tem sido a saga do ser humano… superar desafios…

    Uma vez fui com meu filho de 6 anos visitar Itaipu. As perguntas que ele fazia sobre a construção daquilo me deixaram confuso e sem saber por onde começar, visto o tamanho e a complexidade….. Depois, visitando a galeria de fotos da construção, com uma linha do tempo, ele pode compreender facilmente, sem ninguem precisar explicar. Apesar de eu imaginar várias coisas absurdas para a construção, as soluções do pessoal que construiu aquilo eram bem elementares e simples (guardada as devidas dimensoes das coisas).

    Axo que se houvesse tmb fotos com linha do tempo mostrando como foi montado as piramides, tmb axaríamos facil e básico (novamente, guardando as devidas proporções)….

    Essa é a opinião de um físico e engenheiro nuclear…

    No meu dia-a-dia trabalho com fenômenos que, apesar de ter inumeras explicações, há pouco consenso… mas no final a coisa funciona… temos algumas leis que seguimos e pronto…

    Uma das coisas mais estudadas até hj e q ninguém sabe ao certo o que é, a energia eletromagnética, e nós conseguimos controlar e produzir coisas fantásticas com ela. Ninguém sabe ao certo se é onda, particula, mistura dos dois ou uma terceira coisa ainda a ser definida… mas, como eu disse, temos algumas leis que seguimos e pronto….

    Realmente, eu lido com fenomenos intrigantes, para dizer o mínimo. Mas nem por isso, aquilo q eu nao intendo eu associo ao além, a outros seres ou o que quer q seja.

    Sou ateu e discordo de tudo q vc diz sobre outras vidas e sobre vida após a morte. Mas te respeito muito pela defesa q vc faz do seu ponto de vista.

    Apenas preste atenção para nao misturar ciência com crença… vc, com sua intelência e sabedoria, pode acabar caindo no mesmo lugar que os falsos profetas, pregadores, pastores, e toda uma legião de charlatões….

    No mais, suas estórias são FANTÁSTICAS…..

    Obrigado pela oposição…..

    @MDD – a única coisa que não concordo com o seu texto é que não faço nenhuma “associação com o além”. Não há nenhuma lei “sobrenatural” simplesmente porque não existe nada SOBRE o Normal. Existem apenas leis que, como voce mesmo disse, não são compreendidas (ainda) e, justamente por isso, os leigos associam estes fenômenos com os ditos fantasmas, vampiros, bruxaria, vodu, etc. Aliás, boa parte da coluna está em desmistificar esse tipo de crendice. O que eu associo como egrégoras, magia cerimonial, astrologia e outras das ditas ciências ocultas estão muito relacionadas com o que vocês chamam de Memes e memeplexes, que são tipos diferentes de “genes” atuando para sobreviverem. Acredito que até mesmo nossas consciências façam parte destes pools de memes (externos) e o que as religiões chamam de reencarnação eu chamaria de uma reciclagem de consciência. Mas ai estaríamos entrando em um assunto totalmente fora da coluna de hoje.

    E em relação às pirâmides, procura um texto meu chamado “A Pirâmide do Faraó Del Debbio” e refaça todas as contas que eu fiz, você mesmo vai chegar às mesmas conclusões que eu cheguei quando pesquisei. Eu fiz questão de deixar todos os nomes de equipamentos, medidas e volumes pra qualquer um refazer… e se achar uma máquina maior, basta substituir e refazer os cálculos!

    abraçao e escreva sempre!

  • Gustavo

    Ótimo texto.
    Você poderia colocar uma bibliografia sobre esses assuntos?
    Um abraço.

    @MDD – eu coloquei… releia o texto. Os nomes e autores dos textos sobre arthur está lá.

  • TH13

    “mas basta dizer que o nome Portugal vem de Porto do Graal ”

    Sério? Nossa,os leigos ensinam que Portugal vem da denominação latino/romana Portus Cale, que significa “porto quente”…

    @MDD – Para os leigos, sim, mas, por exemplo, no documento de doação de Tomar aos Templários, há um sinal rodado, um selo oficial, onde se pode ler ‘Porto Graal’. Em diversos castelos templários naquela região também se encontra o selo templário grafado portugraal ou Portograal. Também já vi referencias sobre se basear no nome da cidade “Porto de Cale”, que viria do grego Kallis, ou “Belo”. Também há versões de Cale vir da deusa Cailleach, dos irlandeses que ali estiveram também, que teria referencias da cornucópia também… escolhe a que você gostar mais. Talvez todas estejam certas.

  • TH13

    @Tarcizo Ferreira: E pra terminar, o Código de Thundera é bem interessante, se notarmos sua estrutura e o número de suas virtudes (”Justiça, Honra e Lealdade”) três.

    Desculpa, Tarcizo, mas você se equivocou: são quatro (justiça, verdade, honra e lealdade), que representam os quatro elementos da alquimia e as quatro letras do nome de Deus. As próprias iniciais em português mesmo já deixam isso claro (j.h.v.l.), só não vê quem não quer…

  • essa “TRETA” com o E.T. está sendo DEVERAS proveitosa!!!!

    continuem ai pq “quem ganha é a audiência”

    E AI ET? o q vc diz sobre os Memes e Memeplexes?

  • Pedro

    Marcelo,

    Eu acho que seria muito proveitoso se alguém (e ninguém melhor que você mesmo) organizasse todos os seus textos dessa linha, de uma forma mais clara e sequencial. Não que a leitura deva ser feita de uma forma estritamente sequencial, mas é quem tem tanta coisa, tanto texto e tanta informação em tanta pagina diferente que fica muito difícil encontrar textos e informações anteriores. Também fica muito difícil saber por onde começar a ler e saber se não estou esquecendo de ler algum texto anterior.
    Se fosse feito uma espécie e Wiki com seus textos seria extremamente didático. Talvez isso já exista, mas não consegui encontrar uma organização boa nem no seu site pessoal.

    @MDD – Teoricamente, se você ler na ordem em que foram postados, tudo se encaixa, porque eu procurei na medida do possível seguir a ordem cronologica de tudo. Claro que tem vários “parenteses”, para explicar alguma coisa importante que será necessária mais para a frente e assim por diante.

  • Maravilha, agora vou alugar aquele desenho da Disney para assistir com a minha esposa e ficar explicando várias coisas pra ela. Animal o post MDD, abraço.

  • TH13

    @MDD:Para os leigos, sim, mas, por exemplo, no documento de doação de Tomar aos Templários, há um sinal rodado, um selo oficial, onde se pode ler ‘Porto Graal’. (…) escolhe a que você gostar mais. Talvez todas estejam certas.

    Não dá para ver as datas das denominações e documentos mencionados?

  • TH13

    PUTZ! Sabia que tava faltando alguma coisa!

    Marcelo, na linha de seguir o fluxo do tempo, você ainda não falou de como foram construídas as pirâmides! Só como elas não foram (egípcios seminus estão definitivamente fora de cogitação, pelo que eu percebi).

    E as pirâmides?

  • Vinicius

    Essas palavras proibidas estariam relacionadas com as palavras secretas que existem dentro da maçonaria?

  • Ola Marcelo,
    Embora não entenda tudo que você escreve, acompanho entusiasticamente cada post seu, principalmente porque estes textos me ajudaram muito a deixar de ser um cristão fanático para se tornar alguém mais feliz. Sim, mais feliz em saber que existe um Jesus que não tem nada haver com estes que ensinam por aí.
    Por minha condição (já postei algumas perguntas aqui como Eu Sozinho), e por morar perto de lojas que não me aceitarão, só sinto muito em não poder ser um iniciado, por esta razão, sinto que muitas informações me parecem incompletas. Mesmo assim saber do que sei hoje, através destes post (quem diria heim?) me deu uma visão diferente das religiões e seus rituais.
    A você meu muito obrigado.

    @MDD – ninguém precisa fazer parte de ordem nenhuma para poder estudar… pra ser sincero, hoje em dia tudo está nos livros e na internet. Segredos ainda existem, claro, mas nenhum que seja indispensável para o aprimoramento da alquimia interna de cada um. Estou fazendo um post especial só sobre ordens iniciáticas e como entrar nelas…

  • Alysson

    Sei não, mas noto que você torna algumas teorias em afirmações, as historias tem um ponto de partida, mas sem um ponto de chegada, fica puxado de brasa pra tudo quanto é lado…

    @MDD – calma lá… não estou nem perto de um ponto de chegada ainda… na verdade, ainda faltam 300 anos para Jacques deMolay ser queimado, e outros 403 até 4 lojas se reunirem para fundar o que chamamos de maçonaria. Ai podemos começar a pensar em pontos de chegada… por enquanto, estou dando os pontos de partida.

  • Luis Filipe

    A sua noção de reciclagem de consciência é só outro nome pra arquétipo jungiano. A noção de inconsciente cunhada pelo Freud e pelo resto da psicanálise ainda hoje é algo disputado, avalie a noção de inconsciente coletivo, e principalmente a ligação entre mitos que você construiu. Os avanços teóricos recentes na antropologia, e em outras ciências já desacreditaram a própria antropoliga como constituidora e criadora do objeto “selvagem” que estuda. Graves foi desacreditado por usar uma metodologia puramente intuitiva e por fazer justamente as mesmas ligações entre o enigma de Gwidion, a sociedade cretense, e inclusive o nome do deus judáico Jeovah a uma variação do mesmo culto da Deusa Branca. Sua investigação é profunda, e revela uma mente arguta e de uma paciência admiráveis, mas segue o mesmo princípio da investigação do Graves; construir a ligação e a continuidade fundamentando essas ligações a partir da noção de um centro, um monomito, algum largamente desconstruído pela teoria mais recente.

    @MDD – depois eu devo te escrever em privativo. Acho que a gente tem bastante coisa legal pra conversar. Os textos que eu coloco aqui são, obviamente, simplificações de toda a pesquisa que eu faço, cujo objetivo é um doutorado daqui alguns anos, porque ninguém em um blog chamado “sedentário e hiperativo” teria saco pra ler 100 paginas de dissertações sobre detalhes de ritualísticas, desenhos em catedrais, datas, conexões e todos os elos de cada corrente que liga estes arquétipos. Mas acredito que conseguirei pegar várias referências legais contigo nesse campo.

  • Ghabriel

    Marcelo, eu poderia associar os reis pescadores a dinastia merovingia ?

  • É digamos que não li tudo e não concordo. 😉
    Mais parabéns ‘parece’ ser boa a materia.

  • Nilson

    Estou errado ou todos essas ilustrações de peixes te à ver com era que viviam e vivemos hj ?

  • Habib

    Cara… não li o texto todo ainda, mas pesquisei no Google por xxxxx xxxxx xxxxxx e não achei nada a não ser esse post!!!

    @MDD – Falha minha. Já troquei o nome. Esqueça que vc leu qualquer coisa sobre isso vindo de mim, certo?

  • Eduardo

    Olá MDD,
    Li o teto e pensando sobre o chifre da deusa Gaulesa Epona e também vendo a imagem da jovem à cavalo com o unicórnio fiquei lógicamente pensando em… Cavalos. Me veio àquele antigo e “chatinho” desenho animado “Cavalo de Fogo” (particularmente eu n curtia, achava meio de “menininha” rsrs mas o via por preceder alguns dos desenhos que gostava na época) pelo pouco que me lebro a jovem “Sara” montava em um cavalo e através de “portais” ia para o “mundo dos sonhos”, e nesse mundo ela era uma princesa. Pesquisando por alto, googlei sobre, e ele foi produzido por “Hanna-Barbera” Hanna-Barbera foi uma empresa de desenho animado criada pela dupla de cartunistas estadunidenses William Hanna e Joseph Barbera. Assim como muitos outros desenhos animados e principalmente os do Frater W. Disney, teria esse “Cavalo de Fogo” analogia?
    Gostei muito do texto e aguardo os próximos.

    Forte Abraço e P.P.!!!

  • IRR

    Marcelo, tou gostando muito desses últimos textos, nao tenho nada para falar sobre eles, só aprender. Mas, queria deixar apenas um parenteses:

    Agora que você colocou “memes” no meio, ficou tudo muito mais confuso. Era muito mais fácil aceitar e vivenciar o que você dizia, sem precisar acreditar em algo desse tipo.

    @MDD – “memes” é um nome que vem do pessoal do Dawkins, que não aceitam o termo EGREGORAS, que é o mais adequado, e acham que estão inventando a roda. Porém, memes é um lampejo da força que as egrégoras possuem, um engatinhar da ciência ortodoxa dentro do universo espiritual… mas é um começo.

    Acredito que obviamente você conheça o caso da “Menina de Kranenburg”, “Os filhos Orfãos da China”, de vez em quando sai um caso de algum pai louco, maniaco que deixa a filha enclausurada por decadas desde o nascimento, e tem muito mais casos disso.

    E o que acontece com essas pessoas, é que, como não são estimuladas quando mais nova, que é a idade de “aprender a ser humano”, elas nunca mais conseguem se adequar a sociedade. É como se elas parecem com 5, 7 anos de idade e ficassem lá inertes, por todos os esforços que tivessem pra ela falar, interagir, sociabilizar, etc. Aí eu pergunto, onde estão os memes nessa hora?

    E além do que se for pensar de um lado mais.. analógico… o homem NÃO evoluiu nada, ele continua selvagem, territorial, etc, etc, etc. Só que agora não mais dentro de sua tribo, aldeia, cidade, castelo, reino, agora em um âmbito mundial.

    Ainda continua o mesmo detrimento de um povo em favorecimento de outro. Ainda continua com os mesmos dogmas e paradigmas inquestionaveis, apesar de o homem de hoje ainda pensar que é livre, ainda continua os mesmo males, mazelas e desalentos desde a antiguidade até hoje.

    O mundo ta assim hoje, somente pela arrogancia do homem de sempre achar que seu tempo é maravilhoso e anteriormente era “involuido”. Esse conceito de “involução” só cabe no sentido “tecnológico” e olhe lá.

    O mundo está tão evoluído em relação ao passado quanto o capitalismo, segundo os comunistas fervorosos, está falindo(ele está na sua melhor fase!!! Nunca esteve tão bem.).

    …Memes é algo tão.. que se auto-refuta, tão cego do ponto de vista da ciência social, psicológica, antropológica. Ela quer explicar as coisas pelo fim, é como se dissesse: “o fogo é quente pq queima.”

    Eu acabei escrevendo muito mais que imaginava, e abordando muitos assuntos. Sei lá se consegui me fazer entendido, mas eu tentei.

    @MDD – cara, este foi um dos melhores comentários que eu já li em toda esta coluna. Você resumiu maravilhosamente bem tudo o que eu tento colocar aqui explicando todos estes simbolismos. Nada me parece mais arrogante do que pesudo-ceticos palpiteiros querendo achar que os sábios da antiguidade acreditavam que o mundo era composto de 4 elementos LITERAIS, ou que a alquimia de metais como chumbo e ouro eram “pseudo-química”, ou que a astrologia era um “começo de astronomia” e outras pérolas quando, na verdade, a verdadeira alquimia sempre se processou na ALMA.

  • André Oliveira

    Muito legal o post que, creio, poderia ter rendido muito mais. Gosto muito desse assunto, apesar de conhecer somente a parte da mitologia grega, um pouco da celta e também da nórdica. Às vezes fico pensando que (certamente alguém irá me escomungar!) a história de Jesus Cristo seja uma lenda bem contada. Fico imaginando que segredos a Igreja guarda a sete chaves e o que se esconde no Vaticano que ninguém ousa mostrar ao mundo. Imagine se o que tomamos como base de nossa cultura do mundo ocidental, a ponto de nosso ano zero começar neste ponto da história, fosse uma mentira!! O que mudou em dois mil anos e por quantas mãos e mentes essa história já passou?? Gostaria muito de saber tudo!!

  • Daniel diego (Rrollisso)

    Agora entendo como tudo se encaixa nos dias de hoje…..

    pois de certa forma existe o chamado Conselho Europeu de Príncipes? Dentre eles esta a familia Bourbon naum? D Pedro I era Bourbon? E são 33 familias, assim como 33 vértebras na minha coluna, assim como 33 graus…..coincidencia?….e essas 33 familias se originaram de outras 12 familias?
    Joana Darc no jogo age of Empires II, é tida como a “messias”, a Virgem de Órleans……e ela morre com uma flecha envenenada?…..tem um texto de gnose que fala sobre uma flecha envenenada?

    caraca…..até arrepia hehehehe…coincidencia?

  • Daniel diego (Rrollisso)

    Isto tem a ver com a “Doação de Constantino”?

  • @TH13: PUTZ! Esqueci Honra! Bem lembrado cara \o Realmente deveria ter uma coluna sobre Thundercats \o/ E ae DD, que tal? =D

  • Isto me remete ao “Poder do Mito”. São maneiras diferentes de contar a mesma história com contexto local e temporal. Só assim para que esse conhecimento fosse preservado durante tanto tempo bem aos olhos de quem procura mas não vê. E viva a internet!

  • francisco

    doido rrad

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  • sagalística

    Ah, eu tb to achando massa a treta com o E.T.
    Ele parece ser un cético gente boa..
    Agora eu vou no google ver o que é Memes e Memeplexes, que eu nao tenho nem idéia.
    mas fiquei curiosa..
    abraço , tio!

    @MDD – Acho que se a gente pedir, o Kentaro faz uma matéria sobre memes no mesmo estilo daquela matéria “Mundo de Beakman” sobre a cor magenta. Se eu for explicar, eu vou misturar com o conceito de egrégoras e não ficaria 100% científico. Vou encher o saco dele pra ele fazer o texto.

  • GV

    Boa matéria MDD! Galera unida, MDD, sabes até onde este barco vai? Segura o leme MDD, mas segura mesmo, és um artista? Eu não!! Abraço aos irmãos!!

  • E.T.

    Olá, Marcelo !

    Vou me expressar melhor….

    Em diversos artigos seus, você utiliza termos ou conceitos científicos para justificar, embasar, apoiar, exemplificar ou ilustrar crenças, mitos, lendas e afins, ou mesmo apenas fazendo citação livre.

    É nisso que digo q você liga as coisas, fazendo “associação com o além” Associando ciência com misticismo (e todas as outras coisas q dizem existir, porém a ciência nao sabe ainda).

    A palavra “Além” que utilizei, tem o sentido de “Além do alcance da ciência”, sentido q eu entendi nos teus textos.

    Estas ligações, mesmo que sem a intenção de associar, são um desserviço para a ciência e para os “ocultistas, místicos, crentes, religiosos e outros”. Quem crê em algo e esta bem informado, não precisa da ciência para viver sua crença. Quem acredita em Deus não precisa de uma prova cientifica da sua existência.

    Trabalho lado-a-lado com pessoas cujo conhecimento científico é grande e que são bons crentes (possuem crença em algo além do “plano físico”). São profissionais brilhantes que publicam nas melhores revistas científicas do mundo. Mesmo obtendo os mesmos resultados diariamente, eles conseguem enxergar a fagulha divina nas coisa, coisa q eu não vejo. Eu acho isso incrível !

    Mas, em nenhum momento há correlação entre a ciência e crenças. Meus amigos apenas, não enxergando além, depositam a esperança q a próxima porta a se abrir, seja a confirmação divina. Eu, mesmo abrindo a porta, não enxergo nada ! E também acho isso incrível !

    @MDD – Eu discordo em parte. A crença “no velhinho barbudo criador do céu e da terra” obviamente é uma questão de fé, embora pela lógica não haja embasamento racional para nenhum Deus bíblico ou qualquer outro deus de qualquer outra religião existir literalmente… E pode confiar em mim, eu fiz uma enciclopédia com 7200 deles…
    Mas caímos na questão fundamental desta coluna… não é “existe um deus?” mas “o que você entende por Deus?”. Deus, para mim, é o próprio ser humano, os deuses abaixo do Véu de Paroketh são facetas de nós mesmos, todos os mitos são um único mito arquetipal, que se renova a cada geração.

    Há espaço para tudo neste mundo, mas é importante que tudo esteja nos devidos lugares (mania de engenheiro). Ciência e “crença” não competem quando há bom senso. Não há necessidade de, não havendo como explicar mais simples e/ou didaticamente o que é a alma ou espírito, você recorra a ciência, afirmando que são formas de energia vibrando em outra freqüência, ou coisa parecida, que apenas alguns podem captar (espíritas, médiuns, etc.).

    Em física, energia e matéria dão na mesma desde Einstein… então, se almas e espíritos são energias, posso criar modelos matemáticos para descreve-la, criar equipamentos para observa-las e medi-las e inclusive posso aproveita-las para criar movimento (!) Caso contrário, não são energia (em nenhum sentido). E não serve o argumento de “a ciência ainda não descreveu ou ainda não conhece”. Para descartar isso, uso o conceito matemático de Conjunto. Se uma coisa esta dentro do “círculo”, pertence ao “círculo”. Se esta fora, não pertence (conjunto… união, intersecção, pertence e não pertence). Se a ciência conhece, faz parte dela, caso não conheça, não faz parte. Aquilo que a ciência não conhece, ignora, não compreende, seja lá qual for o motivo, não faz parte da ciência, mesmo que “ainda”.

    @MDD – já passei madrugadas e madrugadas discutindo isso com o Kentaro. Por isso que eu uso o termo “ciência ortodoxa” quando me refiro à ciência do Scientific America e scientia quando a uso em sua forma verdadeira, “conhecimento”. E imagino que você não saiba, mas SIM, existem modelos para medir, manipular e aproveitar estas energias ainda indetectáveis, que os leigos insistem em chamar de “magia”. Magia não existe. Não existe NADA sobrenatural. Tudo é governado por leis físicas que podem ser explicadas, mesmo coisas que pareçam inexplicáveis, como por exemplo tarot, astrologia, espíritos, reiki, conjurações, homeopatia, acupuntura, florais, para ficar nos mais “populares”. E note que eu acho que 90% do que se vende por ai com esses nomes é LIXO PURO.

    Mas, assim como na ufologia existem pessoas sérias, dispostas a examinar os fatos e ir atrás de realmente tentar encontrar alguma coisa séria, no ocultismo também existem estas pessoas.

    Um dos maiores problemas em relação a este problema de ciencia, pseudo-ciência, misticismo e etc é a própria palavra “magia”, que é tão inútil quanto a palavra “demônio”, porque não expressa absolutamente NADA. Para um aborigene, um celular é “magia”. Arthur C Clark disse que “qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da magia”. O que muitos chamavam de “mágico” no passado hoje conhecemos como psicologia, mensagens subliminares, efeitos de luz, som, cores, etc… Você acha mesmo que o Isaac Newton chamava de “ocultismo” é a mesma coisa que esse povo ignorante e tosco de programas de TV chamam de “ocultismo” hoje em dia?

    Simples !

    Vou citar nominalmente os artigos e as passagens dos artigos a que se refere este meu comentário. Mas vou citá-los aos poucos nos seus posts… Agradeceria se publicasse e que comentasse.

    @MDD – Separa em mais comentários, senão podem ficar gigantes e não sei o limite de caracteres disponíveis. mas ficarei feliz em debater todos os tópicos.

    Obrigado !

    —————–
    http://www.sedentario.org/colunas/teoria-da-conspiracao/o-grande-computador-celeste-%e2%80%9
    3-parte-i-2046

    3 – Acreditar em mundo espiritual

    Saber que existem diversas faixas de vibrações, cuja imensa maioria o ser humano físico não é capaz de captar. Da mesma maneira que nossos olhos não enxergam o infravermelho ou ultravioleta, que nossos ouvidos não escutam o infrassom e o ultrassom e que nossos narizes não cheiram diversos odores, assim nossos sentidos não são capazes de detectar uma gama imensa de campos vibracionais que estão lá, cujo imaginário popular chama de “fantasmas” ou “espíritos”.

    4 – acreditar que 2+2 = 4.

    Se a matemática e a astrofísica existem e funcionam, é possível prever com PERFEITA EXATIDÃO a posição correta de cada corpo celeste dentro do sistema solar (e de todos os sistemas de todas as galáxias) bastando para isso apenas os valores de translação dos planetas e outros números que se até seres humanos são capazes de calcular.

    Desta maneira, tirando uma “foto” do céu em qualquer local e horário de qualquer planeta do Sistema Solar (considere as luas de um planeta como fazendo parte dos “planetas” daquele céu), consegue-se uma imagem relativa e única daquele tempo-espaço, correto?

    Ps.: mesmo após Einstein, contínua-se utilizando os conhecimentos newtonianos para se calcular órbitas e outras coisas no universo (apesar dos resultados dos teoremas de Einstein serem mais precisos, os cálculos são tão complexos e com tantas variáveis, que para as atividades mais comuns, Newton é imbatível)

    Ps2.: leia o livro Uma breve história do tempo e Universo numa casca de Noz para, didaticamente (visto que o livro é para leigos), aprender que a previsibilidade é nula, ou próximo a nulo, para qualquer coisa… Mesmo para coisas grandes como planetas, estrelas, galáxias, o fato de estarmos nos afastando uns dos outros hoje, não significa necessariamente que estivéssemos todos juntos no começo…. (não esqueça: o Big-bang é apenas uma das teorias da evolução do universo).
    —————————–

    @MDD – Hoje, relendo, vejo que acabei simplificando demais este texto por não ter muita experiência naquela época com o que os leitores pensam (e também não imaginava que chegaríamos a 25.000 leitores por post). Estou mesmo devendo um post mais completo sobre o que é Astrologia de Verdade, estudada por Isaac Newton, Kepler, Tycho Brahe, Galileu Galilei e Fernando Pessoa, e como ela é não tem nenhuma semelhança com o lixo que passam como sendo “astrologia” hoje em dia nos programas de TV.

  • GV

    MDD! Pegue a lágrima de um cientista, ria dela, e espalhe pra outros, e assim vai!
    Depois, que uns riam e outros choravam, lembraram-se que aquelas lágrimas foram a descoberta dos céus, Boa sorte!!!

  • GV

    Não sou eu-MDD! Foram eles!!! Deus viu a ciência e a ciência viu a Deus!!!! Agora olhe os blogs do “dia ablo”!! “Tende piedade de nós”. Por isto eu disse “Segura Pião”!!!!

  • Bruno Pi

    No trecho sobre o ‘parzifal’, o graal é descrito como uma ‘gema verde-esmeralda’. Gostaria de saber se procede e/ou acrescenta algo dizer que o verde é a cor do chakra cardíaco, o crístico (o que seguiria em consonância com a linhagem sagrada)?
    Acho sempre intrigantes as figuras que você escolhe para ilustrar os textos. Na sétima imagem, na qual são representados três cavaleiros à frente de uma mesa, há sete objetos na mesa, que acredito serem pães. Três de um lado e quatro do outro. Referência à árvore da vida e à ‘divisão’ entre os mundos da emanação e os demais (criação, formação e manifestação)?

    Muito grato por todo o conhecimento dividido…

  • Luis Filipe

    MDD, obrigado pela consideração! Ficarei no aguarde do seu contato!

  • Alexandre

    Del Debbio… Tem um Tal de Dr. Simoncini que afirma que descobriu a cura do câncer. Será que você, por ser mais influente, poderia verificar a autenticidade da informação? E se for verdadeira, ajudar a divulgar?
    aqui está o link: xxxxxx

    @MDD – Uma googada básica no scholar.google com o nome dele (Tullio Simoncini) já mostrou que o cara não possui absolutamente nenhuma referência a não ser o livro dele e uns vídeos. Fuja, Bino, é uma cilada!
    Muito Grato…

  • E.T.

    Tudo o q vc disse é a absolutamente verdade e novamente devo dar-te parabéns pela brilhante réplica!

    Uma coisa interessante é que qualquer coisa pode ser qualquer coisa, basta querer e acreditar…. Hoje o modelo do universo é diferente do que era antes e amanhã será diferente do q é hoje. Todas as verdades de hoje serão alteradas, completadas ou descartadas…. Mas sempre haverá verdades…. daquilo que existe, daquilo que não existe e daquilo que não sabemos… mas verdades sempre existirão. E sempre haverá pessoas dispostas a defende-las, com argumentos brilhantes como os seus.

    E tmb é verdade que fazendo uma tomografia do cérebro de um esquizofrênico em surto, mesmo no mais absoluto silêncio e com os olhos vendados, a região do cérebro encarregado da visão e da audição estarão tão ativas quanto um garoto numa rave ! (obviamente se o surto envolver sons e imagens) Devidamente medicado, ao ser perguntado sobre o que se passou, o esquizofrênico contara uma história fantástica, dizendo que o que aconteceu foi tudo real….. Realmente, no seu cérebro tudo aconteceu, ele ouviu todos os sons, viu todos os cenários e em seu mundo, a realidade se deu! Fantástico…. O que é real e o que é imaginário.

    Será que eu, vc e todos os outros estamos num surto, necessitando do Morfeu pra nos dar a pílula e os únicos vivendo realmente são os esquizofrênicos?

    Sei que estou no mundo real apenas por que tem gente demais vivendo a mesma realidade q eu… Mas, e se no surto do esquizofrênico também houver um monte de gente, internet, memes, egoras, eforos, múmias, dráculas, cachorro, cachoeira, aids, etc….. Ai a coisa fica complicada..

    E se eu fizer parte de um surto coletivo ? E se o único surtado for eu ? Ou vc ?

    A realidade, com tudo que a compõe, é linda. Acredito q o Kentaro e outros céticos, e outros não céticos e muitos outros que se posicionam favoráveis ou não a qualquer coisa tem ou tiveram os mesmos dilemas. O que sou, para onde vou, por que estou aki, etc….

    Qualquer realidade é válida (como qualquer loucura tmb).

    Lido no meu dia-a-dia com coisas que, realmente, são mágicas, maravilhosas, encantadoras.
    Sei que o tempo passará, novas verdades virão, junto com novas técnicas, mentes mais brilhantes e as coisas que hj eu acredito, estarão desacreditadas. Faz parte do meu ofício.
    Aliás, muitas coisas que faço, muitos outros cientistas desacreditam. E eu tmb não acredito ou concordo com muitas das coisas da ciência.

    Vou terminar aki meus coments… não postarei os outros itens que discordo ou que tenho observações pq axo que te entendi e me fiz entender (mesmo que não cheguemos a um consenso – se é que isso fosse necessário).

    Apenas gostaria de enfatizar que não existem duas ciências. Só há uma, que exige método e repetição do experimento, no mínimo. A coisa que não pertence a ciência clássica, não pertence a ciência e pronto. Quando as coisas que estão fora da ciência clássica forem suficientemente documentadas, repetidas e expostas, e conduzidas experimentalmente por profissionais qualificados, até mesmo a astrologia fará parte desta ciência.

    Obrigado !

  • E.T.

    Marcelo, só mais uma coisa….

    “E imagino que você não saiba, mas SIM, existem modelos para medir, manipular e aproveitar estas energias ainda indetectáveis, que os leigos insistem em chamar de “magia”.”

    Como alguma coisa indetectável pode ser medida ? O que é isso e que aparelho é esse ?
    Cita ai… com foto e tudo…;-)

    Obrigado !
    @MDD – Desculpe, me espressei mal… Estava escrevendo a resposta sem revisar, acho que sai mais sincera desse jeito, e acabei usando o termo que uso normalmente quando converso com meus amigos… Não é “medida”, é “sentida”. “existem modelos para sentir, manipular e aproveitar estas energias ainda indetectáveis”. É com o outro lado do cérebro.
    Quanto à formas e métodos… Uma das formas mais básicas de manipular estas energias são as palavras. Das sete artes, 3 envolvem palavras (gramática, retórica e dialética) Com elas, você consegue mudar memes, modificá-los, criá-los ou até mesmo destruí-los. Música, sons, cores e todas as outras ferramentas usadas fartamente pelos magos do marketing dos dias de hoje para fazer as pessoas comprarem o que não precisam, votarem em quem elas querem, ou acreditarem no que elas querem que as pessoas acreditem. Através das palavras certas, alguém poderia convencê-lo a mudar seu pensamento, poderia mudar suas emoções, poderia influenciar suas decisões e manipular o seu livre-arbitrio. Quer poder maior do que esse? e são apenas palavras.
    Posso recomendar um vídeo? http://www.deldebbio.com.br/index.php/2009/01/26/the-mindscape-of-alan-moore/
    Se tiver com um tempo sobrando, vale a pena.

  • Em certos momentos desse texto me vieram a cabeça a Ordem dos Escudeiros da Tavola redonda, para crianças de 7 a 12anos, não sei que é por causa do meu grande envolvimento com esta em breve na minha cidade teremos a fundação e provavemente serei quem cuidará da criançada (ahuahuauhauha) e por semelhanças em alguns pontos com a Tavola Redonda de Rei Arthur, a Ordem Demolay….em certo ponto me bateu uma lembrança das Filhas de Jó.

    ja que este meu comentário só ta faladno dessas coisas dia 18 de Março para os Demolays é o Dia em memória (prefiro devoção … xP) a Jacques De Molay .

    Abraço
    que o Pai Celestial nos Ilumine.

  • esqueci de citar a Cavalaria…. ;D …seu colares verdes, bainhas, esporas….então né…

  • sagalística

    Realmente seria fantástico se o Kentaro fizesse uma coluna sobre Memes e Memeplexes. Eu tb vou lá dar uma impregnada nele, ver se rola esta coluna mesmo.
    Muito obrigado ,tio!
    Abraçao!

  • New_Man

    MDD, Conseguir encontrar quase todos os livros que vc indicou nesta coluna, menos o livro “José de Arimatéia”, Robert de Boron. Alguém tem um link???

  • Alexandre
  • Bruno

    Sempre me interessei com coisas ocultas e mitos. Um dia você falara da manipulação da Rede Globo? E do 11 de Setembro?

    Sobre a “magia”: quer dizer que magia é manipular uma pessoa (confortar, decepcionar, deixar feliz, fazer a pessoa comprar algo, etc.) com palavras, musicas, imagens ou videos? Quer dizer que se eu fazer um discurso para uma turma de evangelhos, falando (e gritando) que se não pagarem o dizimo iram para o inferno (dar medo) e se pagarem o dizimo eles melhorarão de vida e iram para o céu (conforto), eles pagaram o dizimo pelo medo de ir para o inferno e pelo conforto de melhorar de vida e ir para o céu?

    • BRUNO

      oi bruno…prazer sou bruno ……mais não concordo com vç eu sou evangelico e creu em DEUS e JESUSUS CRISTO e sei e aprendi com os meus 20 anos de cristão da assembleia de DEUS ;;;;QUE DEUS DEIXOU A SUA PALAVRA como um mapa e este mapa quem os segue leva direto a DEUS ……então eu concluo como poderia um seguidor do demonio viver em carros luxuosos em ajatinho partiular e um servo de DEUS  que segue a palavra de DEUS  viver mal eu não concordo com isto…se vç concorda leia um puco mais a biblia a palavra de DEUS…….. 

  • PV

    Sabe se o Graal chegou ao Brasil??

  • Fábio

    Não sei se é intencional ou apenas se chegou a isso naturalmente mas os ultimos textos estão bem mais “maduros”, ou digamos mais complexos,ínteressante constatar que pra quem acompanha desde o começo vai entender legal mas que cair de paraquedas vai boiar.

    Tambem fico com uma pulga atras da olheira, cada vez me parece que existem muitas informações escondidas do leigos nos seus textos.

    Parabens e até a proxima.

  • V.

    Olá, DD!

    Comecei a ler suas colunas essa semana, e fiquei satisfeito ao ver várias peças que estavam na minha cabeça se encaixando.
    Sei que esse não é o post sobre Yeshua e Madalena, mas me passou uma hipótese pela cabeça e eu gostaria de saber sua opinião: Nossa Senhora Aparecida é Maria Madalena? Afinal, é uma santa com traços negros (Madona Negra?). Além disso, a inquisição na Europa provavelmente fez com que ocultistas de todos os tipos chegassem a Brasil, uma terra onde poderiam disseminar o culto à Madona Negra. Será que tou viajando demais?

    Parabéns e obrigado pela coluna, continue escrevendo!

    @MDD – Uma é uma e a outra é a outra… mas a estátua que todos dizem que é de uma, pode ser da outra…

  • V.

    Huuuuuuuum!
    Suspeitei desde o princípio!
    Obrigado!

  • cleber borges

    Olá!
    Por acaso a pedra esmeralda, alegoricamente vinda da testa de Lúcifer, é a mesma Hajar el Aswad?
    A menção ao livro é nova pra mim, muda muitas coisas.
    Grato!

  • Pingback: Merlin, José de Arimatéia e o bardo Taliesin | Sedentário & Hiperativo()

  • LCB

    Acredito que se um dia forem abertos os portões dos depósitos do Vaticano, serão descobertas muitas relíquias e artefatos históricos, “roubados” em nome de Deus anos afora, desde o início do cristianismo.
    Duvido que algum Papa ou pessoa qualquer do Vaticano tenha alguma noção exata do conteúdo de seus “porões”. Aliás, se viesse a ter, acho que começaria novamente a fase de envenenamentos…
    De qualquer forma, fica muito claro o motivo dessas corridas da Igreja atrás de relíquias sagradas, visto que muitas delas põem em “xeque” o que a ilustríssima ICAR prega para o gado.
    Admiro sua perseverança em trazer essas informações a público, mesmo diante de chacotas e xingamentos gratuitos que isto lhe cause. Continue trazendo luz com esta coluna.
    O grande mérito seu, mesmo diante daqueles que não acreditam nos fatos aqui mostrados, é pelo menos fazer com que pensem. Quem sabe um dia acordem para a realidade.

  • Derrepente o Sant Graal foi para nas mãos da ICAR “sem querer”… e “sem querer” eles o venderam…

    Um abraço!

  • hahaha

    é de dar risada e ao mesmo tempo de chorar

  • SÓ BABOZEIRA NÃO TEM NADA MELHOR PARA POSTAR NÃO!

    @MDD – O Dunquian não deixou eu postar o ensaio erotico da sua irmã, tive de me virar com esse texto mesmo.

  • juliana silveira

    macelo adorei seu site, aborda assuntos que eu adoro, foi procurando o santo graal que eu te achei e com certeza irei entrar outras vezes…muito boas as materias.

  • afenix roma

    “””Gostei muito da matéria!!! Agora é conplicado e misterioso o que a IGREJA CATOLICA GUARDA A 7CHAVES, tenho pena dos ARQUEOLOGOS, acharam e não poderam divulgar nada, e sim o que a igreja quer!!!!!””””””

    abraço!!

  • Essa do peixe que revivia parece com as cabras de thor,não acha???
    E outra,essa dos soldado me lembra aquela lenda nórdica da guerreira metade elfo que ressucitava seus soldados em batalha (mas só que eles ainda podiam falar) e essa coisa de não falar me lebra os golens.

  • leitor Pontes e Lacerda

    achei seus textos muito interessantes, e tambem dos colaboradores.
    “é através da duvida que procuramos a resposta”

    foi a primeira vez que li esta coluna e gostei dos textos. Tem informações interessantes e lucidativas, algumas viagens, mas muita coisa séria. parabens continue.

  • jakeline santos

    OLA o SANTO GRAAL acho que vc ja ouvil falar disso não é um calice e sim uma mulher.
    Se vc olhar a pintura de leonardo da vinci vc vai ver que tem uma mulher na mesa que é maria madalena.Que supostamente seria a esposa de cristo que estava gravida qando foi crusificado e deu a luz a uma minina que seria Sara filha de cristo
    por isso o santo graal é uma mulher o ventre de uma mulher comenta isso tambem

  • gostaria de saber .e quanto a historia de o santo graal seria mulher ,mais exatamante maria madalena e que a linhagem sagrada resumia-se a sara,filha de jesus e do “suposto graal”??
    gostaria de saber se são fatos verídicos
    obrigada

    • olha eu queria saber si o santo graal existe ou não ou é so historia como o anél de jade ou do lobisomem vanpiro e tudo mais

  • Gilberto

    Se quisermos ser seres racionais temos que tirar do nosso vocabulário palavras tipo deus, magia, mente, espírito, ocultismo, e qualquer outra que seja o antônimo de Ciência (física, química, microbiolgia, etc e etc). Sou ateu e acredito na Ciência. Leiam Deus um delírio, O Universo numa casca de noz, Contato, etc. O nosso cérebro é uma máquina poderosíssima e funciona a base de reações/conexões químicas, elétricas. Sentimentos, raciocínio, emoções, paixões, tristeza, alegria, etc e etc são reações químicas e elétricas. Conhecemos ainda muito pouco deste máquina. Se formos pensar que a minha máquina pode entrar em contato com a tua máquina, temos que tirar também do nosso vocabulário palavras como adivinhar, premonição, etc e etc. Àtomos, eletron, neutrons, podem ser os responsáveis por tais fatos. A Ciência está explicando e provando estes acontecimentos. As religiões e deuses não explicam nada, ao contrário foram inventadas para que voce não use a sua máquina. Fora do estudo não há salvação !

  • Mari

    A verdade sobrevive através dos jogos e lendas _por TV, por net, o que for_ de cada época. O momento atual é de revelação. E ser racional não prescinde a divindade, somente a alimenta.

  • Alexandre Fernandes

    Temos tantas lendas e crendices que se fossemos escolher seria dificil de tão fascinantes que são;Porque mexer com mortos,com crenças antigas e incertas. Se temos e podemos fazer algo de bom que seja por alguém que esteja precisando de nós,de um lar, de roupa, de atenção. fazer o bem nunca sai de moda e é o que realmente vale aos olhos de DEUS.

  • bruno

    mais vç com todos estes conhecsimento biblicos ou livros da antiguidades…
    o que vç acha?
    qual o verdadeiro sang graal ?
    qual o que mais bate com a verdade?
    ou é só um mito mesmo?

  • bruno

    alexandre fernandes.fazer o bem . DEUS realmente vé.. mais só com seus atos de bem não levaran vç ao ceu. mais cre em DEUS e jesus cristo filho de davi e sera salvo….