Dúvida Razoável

Tenha um dom bia!

13 fev 2012 | por em Dúvida Razoável às 10:26
troll pegadinha neurociencia ciência cérebro  Tenha um dom bia!

Gostou? O efeito é o mesmo que explica uma brincadeira famosa “de aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea“, e demonstra como nosso cérebro não processa cada letra separadamente para formar palavras, e sim integra várias de uma só vez.

Na mesma linha, a neurocientista de plantão Suzana-Herculano Houzel lê sua mente. [via reddit, com agradecimentos à Maracujá]

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Duas bonecas, uma branca, outra negra. “Qual é mais bonita?” “Qual é ruim?” Assista ao vídeo, clicando em “CC” e selecionando “Spanish” para entender melhor as respostas das crianças.

O experimento foi gravado como parte de uma campanha contra o racismo do governo mexicano, e é baseado no experimento das bonecas do casal de psicólogos Kenneth e Mamie Clark. O estudo foi importante para apoiar o fim da segregação racial nos EUA. Em 2008 a rede MSNBC reproduziu o experimento, que você confere em uma versão legendada na continuação.

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Stella Hatton adora dinossauros. Ela realmente adora dinossauros, e no vídeo acima ela explica por que o brinquedo vendido como um Triceratops na verdade tem vários problemas anatômicos, como a ausência de chifres sobre os olhos e chifres errados sobre o nariz e folho (a estrutura parecida com um escudo na parte traseira do crânio). O brinquedo é mais parecido com um Styracosaurus, abaixo, na direita.

vídeos dinossauros cute overload brinquedos  Stella, paleontóloga de 4 anos

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Os Cinco Macacos

4 jan 2012 | por em Dúvida Razoável às 1:48

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula. Bem ao centro, havia uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia na escada para pegar as bananas, um jato de água fria era acionado contra os que estavam no chão.

Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros o pegavam e enchiam de pancada. Com mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.

Então os cientistas substituíram um dos macacos por um novo. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo retirado pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada.

Um segundo macaco veterano foi substituído e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado com entusiasmo na surra ao novato.

Um terceiro foi trocado e o mesmo ocorreu.

Um quarto, e afinal o último dos veteranos foi substituído.

Os cientistas, então, ficaram com um grupo de cinco macacos que mesmo nunca tendo tomado um banho frio continuavam batendo naquele que tentasse pegar as bananas. Se possível fosse perguntar a algum deles porque eles batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria:

- “Não sei, mas as coisas sempre foram assim por aqui“.

[Animação de Michael Basilisco via Kuriositas, texto via SCM]

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Curta de animação premiado de Michael Ramsay do mito da Caverna de Platão.

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Um cometa descoberto pelo astrônomo amador Terry Lovejoy no último novembro — o terceiro cometa encontrado por ele de seu quintal! — tem oferecido alguns dos mais surpreendentes espetáculos em um bom tempo. Com ao redor de 500 metros de diâmetro, o cometa Lovejoy sobreviveu a uma aproximação ao Sol e pouco antes do Natal foi capturado da Estação Especial Internacional.

No vídeo acima, você vê o céu noturno do planeta a 300 km de altitude no espaço. Os lampejos são relâmpagos de tempestades, e então, pouco antes de cruzar a linha do alvorecer, surge o cometa com suas duas longas caudas. Apesar das aparências ele não está mergulhando em direção à Terra, muito longe disso, apenas o ângulo das imagens o coloca nessa posição. Continue para um vídeo capturado do observatório de Paranal, no deserto do Chile, com ainda mais detalhes deste sinal astronômico que não revela mais profecias ou maus augúrios, mas apenas conhecimento sobre um corpo distante do sistema solar fazendo uma rápida visita e nos lembrando como há um Universo infinito de surpresas a apreciar.

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Apofenia Mamária

25 dez 2011 | por em Dúvida Razoável às 20:19

neurologia memes fail facebook  Apofenia Mamária

Apofenia, ou aquilo que Michael Shermer chama “padronicidade“, a tendência a reconhecer padrões. Quanto mais imagens você tenha visto, é mais provável que veja automaticamente algo que não é bem uma mão esquerda. Gafes em redes sociais, você pode culpar mecanismos cognitivos básicos. [via Richard Wiseman, mais exemplos de "ilusões rudes" em Forgetomori]

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Caindo no Sono

25 dez 2011 | por em Dúvida Razoável às 19:40

sono sonhos memes filosofia ciência carl sagan  Caindo no Sono

Você está quase adormecendo quando de repente um abismo se abre, você cai e acorda dando um pulo na cama. Tudo em uma rápida fração de segundo: se você já a experimentou, não está só. De fato é uma sensação quase tão comum quanto dormir, embora para alguns ela possa se tornar mais rara, pois a rigor é um bug do cérebro. Continue lendo…

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Quando era jovem, Albert Einstein sonhava no que veria se conseguisse surfar em um raio de luz. Cientistas do MIT conseguiram concretizar o sonho que o próprio Einstein posteriormente demonstrou ser impossível: o que você vê nos vídeos acima é a propagação de um pulso de luz movendo-se lentamente pela cena como uma onda, sendo absorvida ou refletida pelos objetos. É a Supercâmera definitiva, pois estamos vendo a velocidade mais rápida do Universo se mover tão vagarosamente quanto uma lesma.

Estaria Einstein errado? Como os cientistas fizeram isso? Na continuação.

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Reserve dez minutos e entenda melhor o que torna este game um clássico tão eterno em uma de suas facetas mais importantes, a trilha sonora, bebendo diretamente das lições do cinema.

Fase por fase, em uma análise do Curso de Cinema ministrado pelo professor Felipe Trotta, da Universidade Federal de Pernambuco.

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imagens curiosidades ciência astronomia  A Sombra da Lua, a 2,5km de profundidade

Para apreciar a Lua, basta esperar uma noite limpa. E para apreciar a Lua a quilômetros de profundidade no gelo antártico, basta observar a radiação produzida por neutrinos.

Neutrinos são partículas capazes de atravessar todo o planeta como se ele mal existisse, e neste exato momento há bilhões deles atravessando seu corpo. Não nos causam nenhum mal, e apenas muito ocasionalmente um deles interrompe seu caminho e interage. Seja com o gelo, seja com a Lua.

A mancha azul que você confere acima é a sombra da Lua detectada a 2,5 quilômetros de profundidade através do observatório IceCube, construído no pólo sul abaixo de bilhões de toneladas de gelo. São os neutrinos faltando daqueles que vêm de todos os cantos do Universo — são os neutrinos que interagiram com a Lua e interromperam seu caminho. Porém, mesmo eles são uma minúscula parcela do total, a enorme maioria continuou sua jornada como se a Lua, a Terra e o gigantesco detector nem estivessem lá. É uma sombra que atravessa planetas inteiros. [via Eureka]

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Oficialmente, o Antropoceno ainda não existe. Mas se torna cada vez maior o reconhecimento de que a atividade humana alcançou tal ponto que entramos em nova era geológica, onde nossas ações coletivas afetam todo o sistema planetário em uma escala sem precedentes. Minúsculos seres humanos, que colocados lado a lado caberiam todos em um estado brasileiro, espalhados por todo o globo, com suas muitas máquinas, dominam hoje os rumos do clima, da biodiversidade e dos recursos limitados da terceira grande rocha do sistema solar.

No vídeo acima vemos as luzes das cidades, bem como a infra-estrutura de energia e transportes desses pequenos humanos avançando por todos os cantos da Terra. E esta não é apenas uma representação virtual, a centenas de quilômetros no espaço, as luzes podem ser vistas muito bem a olho nu.

O termo Antropoceno foi cunhado pelo prêmio Nobel Paul J. Crutzen, um dos descobridores do buraco na camada de ozônio, e reconhecer nosso papel determinante no presente e futuro da Terra deveria ser uma consequência natural de adotá-lo. “O planeta é nosso lar, nosso passado, nosso presente, nosso futuro“.

Confira mais, em inglês, na fonte: Globaia.

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Com técnicas de última geração, tanto na captura de imagens quanto na geração de uma visualização de tirar o fôlego, Alexander Tsiaras apresenta o desenvolvimento humano, da concepção ao nascimento. É inspirador, é mais um vídeo TED.

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ivete sangalo ilusão ótica axe  Ilusão Ótica: Jesus? Não, Axé!

Lembra daquela mancha que você devia observar por 20 segundos e depois olhar para uma parede branca ou o céu para ver Jesus?

Pois fixe por 20 segundos no nariz vermelho e depois olhe para uma parede ou papel branco para… Poeiraaaa

E a ciência por trás disso? Bem, por muito tempo se presumiu que o efeito seria apenas causado pela retina, em algo similar a um monitor de tubo ou plasma ficando “queimado” com uma mesma imagem. Uma nova pesquisa, contudo, evidencia algo ainda mais fascinante: o efeito se daria no cérebro, não na retina. Estamos pouco a pouco, e com ciência de verdade, fazendo uma engenharia reversa dos mecanismos básicos de nosso próprio cérebro.

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 Astróloga exige R$360 mil de Indenização de Universidade Pública

A astróloga Zelia Guichard exige valores astronômicos — ou astrológicos — pelo sofrimento por que passou. Tudo isso porque sua empresa enviou emails de propaganda ao professor da UFRGS Tarso Kist, no que Kist respondeu, com cópia ao colega Renato Zamora Flores, de forma sucinta:

Prezados Charlatões, Por favor, parem de enviar este lixo para o meu endereço. Tarso Kist

A troca de emails que se seguiu teria provocado “muito sofrimento” a Guichard, que move ação correndo na 9 Vara Cível de Porto Alegre no valor de R$360.000. Além dos réus, Kist e Zamora Flores, Guichard também busca responsabilizar a própria Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “Desimporta se a Universidade agiu ou não com culpa. (…) [A UFRGS] responde civilmente pelos atos de seus funcionários”.

Se você não acredita em coincidências, deve imaginar que o valor da ação faz referência aos 360 graus de um mapa astral. Mas multiplicado por mil, e incluindo uma universidade federal para, caso os professores não possam arcar com os custos, sejamos todos nós a pagar pelo terrível sofrimento desta astróloga disposta a fazer propagandas via email, mas muito pouco disposta a receber respostas às mensagens que enviou.

Por cautela, os comentários a este post foram fechados, e eu, Kentaro Mori, assumo única e exclusivamente responsabilidade pelo texto publicado aqui. Você pode se informar melhor e manifestar seu apoio aos professores através do link no Bule Voador.

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