

Schizophrenic
O melhor de todos, na minha opinião. Sendo a esquizofrenia uma desordem médica que afeta o modo de agir da pessoa, podendo dar ao paciente múltiplas personalidades e mudanças de humor, o logo mescla dois emoticons para passar essa idéia de maneira brilhante.
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Há alguns meses a revista Forbes publicou o ranking anual das dez marcas mais valiosas do mundo. São elas:
1 – Apple – US$ 57,4 bilhões
2 – Microsoft – US$ 56,6 bilhões
3 – Coca-Cola – US$ 55,4 bilhões
4 – IBM – US$ 43 bilhões
5 – Google – US$ 39,7 bilhões
6 – Mc Donald’s – US$ 35,9 bilhões
7 – General Eletric – US$ 33,7 bilhões
8 – Marlboro – US$ 29,1 bilhões
9 – Intel – US$ 28,6 bilhões
10 – Nokia – US$ 27,4 bilhões
O que você não sabe é que as cinco primeiras estão ligadas por pequenas coincidências, e ainda na ordem em que aparecem no ranking, vejam só:
A primeira ligação é a mais conhecida. Apple foi fundada por Steve Jobs e revolucionou o mercado ao apresentar o primeiro software com interface gráfica, o Mac OS. É fato que Jobs roubou a idéia da Xerox, mas foi punido de maneira exemplar ao contratar William Gates para ajudá-lo a desenvolver o programa. Gates se integrou ao projeto e aprendeu tudo o que podia sobre a interface gráfica. Aprendeu tanto que no dia em que Jobs lançou oficialmente o Macintosh soube que a Microsoft já estava vendendo versões piratas do Mac OS no Japão, batizadas com o nome Windows.
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Seu pai vende quimonos, a situação financeira da sua família não é lá essas coisas. Quais são suas perspectivas? Que profissão você irá escolher para ganhar seu sustento? Fosse um homem qualquer, o senhor Shozo Kawasaki teria escolhido um rumo muito mais simples para a sua vida. No entanto, ele era uma dessas pessoas capazes de realizações extraordinárias. A primeira delas foi uma escolha: ser dono de um barco.
Kawasaki morava em Nakasaki, local que abrigava o único porto aberto ao Ocidente naquela época, meados do século XIX. Com muito custo conseguiu comprar um barco. O enchia de mercadorias e criava novas rotas de comércio, tornou-se um empresário próspero. No entanto, eis que “o destino cruel e traiçoeiro marcou a hora e o lugar”. Seu barco afundou por causa de uma tempestade. Anos e anos de trabalho duro terminaram no fundo do mar… Mas Shozo tirou dali duas importantes lições. A primeira delas era que os barcos japoneses não prestavam. A outra se tratou de uma escolha ainda mais ousada. Shozo Kawasaki não seria somente dono de barcos, mas seria também um construtor de navios.
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Meses de desespero cobriam a Itália de 1946. Um ano após o fim da II Guerra Mundial, o país segue arruinado pela desastrosa atuação de Mussolini no conflito. Os problemas de abastecimento são enormes, faltam até as matérias-primas mais básicas. Em meio a esse contexto, um confeiteiro chamado Pietro Ferrero resolve abrir um negócio para vender em potes uma receita antiga de creme de avelãs com chocolate. Chamada de giandula, essa receita do norte da Itália era consumida pelas pessoas como um alimento energético. Pietro batizou seu produto de Supercrema Ferrero e jogou num mercado consumidor absolutamente empobrecido. Um potinho de Supercrema poderia ser até considerado caro, mas o que atraía os clientes era a idéia de que ele era bastante nutritivo. Então valia a pena comprar um pote daqueles, uma vez que você ficaria alimentado por mais tempo.
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Existem os famosos. Existem também as pessoas célebres. No entanto, acima de todos eles estão os indivíduos unânimes. Um desses raros nasceu no Rio de Janeiro e foi batizado de Senor Abravanel. A mãe não curtia o nome, escolhido pelo pai, por isso chamava o filho de Sílvio. A família não era pobre, o dinheiro dava para as despesas básicas. Porém, o patriarca gostava de apostar nas roletas e por isso sempre estava na pindaíba. Não por falta de receita, mas por problemas de controlar os gastos.
Sílvio rapidamente notou que era preciso se virar para ter seu próprio dinheiro. Ele não encontraria dificuldades para fazer isso, uma vez que a mãe natureza lhe dera um talento nato para o convencimento e as finanças. Com apenas 14 anos foi para o centro do Rio vender algo, sem saber o que. Em determinado momento notou que um homem vendia capas para títulos de eleitor, um produto que à época muito rentável, uma vez que o governo estava renovando todos esses documentos. Sílvio seguiu o ambulante e descobriu onde ele comprava a mercadoria. Diz a lenda que naquele dia o garoto só tinha capital para comprar uma capa. Depois de vendê-la, comprou mais duas. Das duas adquiriu mais quatro e assim por diante, formando a fortuna que tem hoje com base naquela primeira venda.
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Depois do Grande Festival da Cerveja da Grã-Bretanha, em Londres, todos os presidentes das cervejarias decidem sair pra tomar uma. O presidente da Corona senta e diz: “Hola señor, eu gostaria de beber a melhor cerveja do mundo, a Corona”. O barman tira o pó de uma garrafa e a serve. O CEO da Budweiser diz: “Eu gostaria de beber a melhor cerveja do mundo, me dê uma ‘King Of Beers’, a Budweiser”. E o barman lhe entrega uma garrafa. O presidente da Coors então diz: “Vou beber a única cerveja feita com a puríssima água das montanhas rochosas, me dê uma Coors”. E a garrafa lhe é servida. Então o chefe da Guinness senta e diz: “Me vê uma Coca-Cola”. O barman toma um susto, mas serve o refrigerante. Os outros presidentes das cervejarias perguntam incrédulos: “Por que você não vai beber a Guinness?”, e o presidente da Guinness responde: “Bom, já que vocês não vão beber cerveja, também não vou…”.
Vejam que a piada mostra como é difícil comparar as cervejas européias com as demais. E entre todas as do Velho Continente, existe uma irlandesa que se destaca. É claro, são muitas as concorrentes. Podemos discutir eternamente sobre determinadas qualidades ou fraquezas de cada uma delas, porém nenhuma terá a aura da Guinness.
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Olá pessoal!
Depois de ler quase 70 e-mails com alguns textos enormes, cheguei ao nome da cerveja Guinness. Muitas candidatas excelentes foram apresentadas, no entanto essa irlandesa mostrou todos os atributos de uma vencedora: notoriedade, qualidade e tradição. Na semana que vem publico aqui o texto completo e para não ser injusto garanto que vou falar um pouquinho também das outras ótimas sugestões de marcas. Ah sim, o nome do vencedor! Isso só chega na semana que vem! Se você indicou Guinness, mantenha as esperanças!
Abraço!
Eduardo Nicholas
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Olá pessoal!
Eu não queria finalizar a série Cervas da Europa sem primeiro fazer mais um dos tradicionais concursos do Dicionário das Marcas! A proposta dessa vez é a seguinte: a parte 3 do texto está aberta, ou seja, não tenho ainda a cerveja a ser publicada. Fica à cargo de um de vocês me indicar qual será essa marca. Como fazer isso? Mandem um e-mail para o dicionariodasmarcas@gmail.com com seus melhores argumentos dizendo porque tal marca de cerveja deve ser a escolhida. Textos breves ou longos, não importa. Vai valer quem for mais criativo e mostrar conteúdo! O prazo vai até a próxima terça-feira (06/04), meio dia. Quem apresentar os melhores motivos vai ganhar um livro maneiro (foto), o Guia Ilustrado Zahar – Cerveja, editado pelo Michael Jackson (esse é outro!).
Boa sorte!
Eduardo Nicholas
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Qualidade é mais importante que boa propaganda? Boa propaganda é mais importante que qualidade? Existem exemplos dos dois casos. Certamente você deve conhecer aquele produto sem qualquer ação publicitária, mas que no entanto é conhecido por todos. Por outro lado existem também as mercadorias baseadas no puro marketing. Outro dia ouvi um senhor dizer ao neto numa pizzaria, enquanto o garoto pedia um refrigerante: menino, toma um suco. Refrigerante é uma droga. Se isso fosse bom você tomava quente e sem gás, mas não é o caso. O vovô tem razão? Tomaríamos refrigerante sem propaganda? Se pensarmos que essa indústria é uma das que mais investem em publicidade, surge a dúvida… De qualquer forma existem os casos que unem qualidade com boa propaganda. Na história da Stella Artois isso ficou bem claro e o mesmo aconteceu com a Heineken. Em 1864 no coração de Amsterdã havia uma cervejaria de nome De Hooiberg (o palheiro). Lá era produzida uma cerveja vulgarmente conhecida como “cerveja do trabalhador”. Não era uma marca, mas um conceito, uma bebida concebida para a massa.
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A maioria das religiões cristãs não aceita muito bem a ingestão de bebidas alcoólicas. Apesar disso, o consumo de álcool sempre esteve ligado ao Cristianismo, em especial o do álcool contido no vinho. O primeiro milagre realizado por Jesus? Transformar água em vinho. O que se bebe durante o ritual da Eucaristia? Vinho. A Bíblia nunca citou a cerveja. Mesmo assim, a Igreja Católica tem sim suas ligações com as brejas, incluindo com uma das mais famosas delas, a excelente Stella Artois.
Como isso aconteceu? Voltemos ao longínquo século XIV, na cidade de Leuven, atual Bélgica. Por aquelas bandas desde 1366 já existia uma pequena cervejaria chamada Den Horen, pioneira na fabricação de cerveja em Leuven. Não era nada demais, apenas uma pequena fábrica que abastecia os botecos locais. No entanto, tudo começou a mudar alguns anos depois quando o Duque de Brabant resolveu mandar uma carta para o Papa Martinho V. O Duque, conhecido também como João IV, era um grande estudioso e por isso via na educação uma ótima maneira de desenvolver seu país.
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Confesso que escrever sobre a Nissin foi um dos maiores desafios do Dicionário das Marcas. A história inicial deles é bem clara, no entanto o modo como o macarrão instantâneo chegou ao Brasil é um tanto obscuro. Depois de muita leitura e acesso a fontes relativamente confiáveis, eu tracei uma linha de tempo que explica parte da história. Vamos a ela.
O Japão no período pós-guerra era o caos. Entre os vários problemas, um dos que mais afligia a população era a falta de alimentos. Os Estados Unidos tentavam ajudar enviando farinha de trigo para o país. O governo japonês por sua vez tentava estimular as pessoas a comer pão, uma forma de consumir a farinha importada dos EUA. Um taiwanês chamado Momofuku Ando acho a idéia ruim, pois os japoneses preferem comer macarrão em vez de pão.
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Mais um mistério resolvido aqui no Dicionário das Marcas! Resolvido? Será mesmo? Recebi vários e-mails de pessoas que entraram em contato com a Nissin e receberam como resposta algo inusitado: a palavra miojo não tem qualquer significado. Não é a primeira vez que isso acontece. Na busca pelo nome Sonrisal a GlaxoSmithKline usou o mesmo argumento. Porém, os leitores do DM não desistem facilmente. Muitos deles ignoraram o discurso oficial e partiram em busca de respostas definitivas.
Fizeram leituras em japonês, acharam no lixo embalagens antigas de macarrão instantâneo, tudo para revelar o grande segredo. E eis que entre todos os esforçados internautas, saiu vencedora a Bruna Casimiro Siciliani, lá de Porto Alegre. Ela deu uma explicação baseada em dados seguros. No entanto, isso não a livrou de uma conclusão chocante: Nissin e Miojo aparecem juntas na embalagem, mas na verdade são empresas adversárias! E mais, só as conhecemos por causa da outra empresa concorrente, a Ajinomoto!
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Olá pessoal!
Dias de pesquisa para publicar o texto que fiz sobre Momofuku Ando, gênio fundador da Nissin, inventor da maneira moderna de produzir macarrão instantâneo. Eu pesquisei a história, falei da marca, trouxe várias informações legais. No entanto, do mesmo modo que aconteceu com Sonrisal, não consegui achar o significado da palavra Miojo. Quando isso acontece aqui no Dicionário das Marcas vocês sabem, eu recorro aos leitores. Sabem também que quem me ajuda sempre ganha algum prêmio…
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Para os ingleses que viviam no século XI o legal era ir estudar na França. Lá sim a educação era de alta qualidade, valia a viagem e o investimento. E o povo de outros países pensava assim também: enviavam seus alunos para aprenderem tudo com os franceses! Acontece que depois de um tempo o então rei da França (ou o que era a França naquela época) resolveu cortar o barato do pessoal. Ele raciocinou bem e viu que conhecimento é algo muito importante e não deve ser liberado assim tão fácil não. Decidiu então expulsar todos os alunos estrangeiros, incluindo os pobres estudantes britânicos.
De volta para casa os ingleses tiveram que se contentar com o que tinham. Tratava-se de uma pequena escola na cidade de Oxford, fundada ainda no século X. Não era lá grande coisa, porém eles queriam continuar os estudos. Para sorte de todos, esse movimento chamou a atenção das autoridades britânicas. Meio chateados com a posição da França, eles decidiram investir nas instituições de ensino nacionais. A escolinha de Oxford fora a primeira delas, então começariam por ali. Com a grana do governo a entidade cresceu, tornando-se a primeira universidade do mundo anglo-saxão.
Tudo ia bem, alunos e mais alunos freqüentando a universidade. A maioria estudantes cristãos, franciscanos, padres, monges, esse pessoal da Igreja Católica. No entanto, nem mesmo a ligação com os temas do altíssimo impediu que em 1202 um crime terrível acontecesse. Dois alunos foram acusados de estuprarem uma mulher. Os dois foram condenados à morte e como punição Oxford foi dissolvida por tempo indeterminado.
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WWF e Greenpeace
A Natureza não é uma grande mãe que nos dá tudo. Fique numa floresta sozinho durante uma semana e confira. Até mesmo uma leoa ou qualquer predador bem preparado não tem comida a hora que quer. É claro, os seres humanos há muito deixaram a selva e se instalaram confortavelmente em um ambiente modificado por sua tecnologia. Por isso, ao contrário dos leões, podemos ir ao supermercado e garantir o almoço. Se contarmos com algum dinheiro, obviamente.
De qualquer forma, mesmo do alto de todo nosso avanço, dependeremos sempre da Natureza. Porém, depender não é o verbo certo. Não dependemos da Natureza, nós somos parte dela. Apesar dessa conclusão ser óbvia, foi só um dia desses que descobrimos que cortar todas as árvores e poluir todos os rios poderia colocar a continuidade da nossa espécie em risco. Sim, por incrível que pareça, por muito tempo o ser humano pensou que a natureza fosse infinita.
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