03 fev 2010 | por Eduardo Nicholas em Dicionário das Marcas às 14:28
Para os ingleses que viviam no século XI o legal era ir estudar na França. Lá sim a educação era de alta qualidade, valia a viagem e o investimento. E o povo de outros países pensava assim também: enviavam seus alunos para aprenderem tudo com os franceses! Acontece que depois de um tempo o então rei da França (ou o que era a França naquela época) resolveu cortar o barato do pessoal. Ele raciocinou bem e viu que conhecimento é algo muito importante e não deve ser liberado assim tão fácil não. Decidiu então expulsar todos os alunos estrangeiros, incluindo os pobres estudantes britânicos.
De volta para casa os ingleses tiveram que se contentar com o que tinham. Tratava-se de uma pequena escola na cidade de Oxford, fundada ainda no século X. Não era lá grande coisa, porém eles queriam continuar os estudos. Para sorte de todos, esse movimento chamou a atenção das autoridades britânicas. Meio chateados com a posição da França, eles decidiram investir nas instituições de ensino nacionais. A escolinha de Oxford fora a primeira delas, então começariam por ali. Com a grana do governo a entidade cresceu, tornando-se a primeira universidade do mundo anglo-saxão.
Tudo ia bem, alunos e mais alunos freqüentando a universidade. A maioria estudantes cristãos, franciscanos, padres, monges, esse pessoal da Igreja Católica. No entanto, nem mesmo a ligação com os temas do altíssimo impediu que em 1202 um crime terrível acontecesse. Dois alunos foram acusados de estuprarem uma mulher. Os dois foram condenados à morte e como punição Oxford foi dissolvida por tempo indeterminado.
27 jan 2010 | por Eduardo Nicholas em Dicionário das Marcas às 14:11

WWF e Greenpeace
A Natureza não é uma grande mãe que nos dá tudo. Fique numa floresta sozinho durante uma semana e confira. Até mesmo uma leoa ou qualquer predador bem preparado não tem comida a hora que quer. É claro, os seres humanos há muito deixaram a selva e se instalaram confortavelmente em um ambiente modificado por sua tecnologia. Por isso, ao contrário dos leões, podemos ir ao supermercado e garantir o almoço. Se contarmos com algum dinheiro, obviamente.
De qualquer forma, mesmo do alto de todo nosso avanço, dependeremos sempre da Natureza. Porém, depender não é o verbo certo. Não dependemos da Natureza, nós somos parte dela. Apesar dessa conclusão ser óbvia, foi só um dia desses que descobrimos que cortar todas as árvores e poluir todos os rios poderia colocar a continuidade da nossa espécie em risco. Sim, por incrível que pareça, por muito tempo o ser humano pensou que a natureza fosse infinita.
21 jan 2010 | por Eduardo Nicholas em Dicionário das Marcas às 10:18
O feliz ganhador do Zippo oferecido pelo Dicionário das Marcas é esse cara aí da foto, o Leonardo Raoni Oliveira da Costa. No distante dia 26 de dezembro de 2009 ele e a namorada (Fernanda) foram os primeiros a me localizarem no aeroporto de Guarulhos. Simples na abordagem, Leonardo só perguntou: você é o Eduardo? Eu respondi: sim. Ele rebateu imediatamente: então eu quero meu Zippo! Na próxima quarta-feira o Dicionário das Marcas volta com sua programação normal.
Valeu!
Eduardo Nicholas
23 dez 2009 | por Eduardo Nicholas em Dicionário das Marcas às 9:11


Olá pessoal!
Fim do ano todo mundo quer presente, não é verdade? Então que tal ganhar o isqueiro Zippo cromado original aí da foto? Para saber quem merece ganhar o prêmio eu bolei um esquema que envolve sagacidade e um pouquinho de sorte!
17 dez 2009 | por Eduardo Nicholas em Dicionário das Marcas às 8:35

MGM – Estados Unidos. Estúdio. 1924.
Você vai ao cinema e sabe muito bem que MGM é a sigla para Metro-Goldwyn-Mayer, nome de um grande estúdio norte-americano. Mas, meu amigo, eu garanto a você, até chegar nesses três nomes, a história foi longa. Por isso eu peço toda a sua atenção, em virtude das tramas e excesso de personagens.
Tudo começa em 1915, quando os empresários Richard Rowland e Louis Mayer abrem a Metro Pictures Corporation, uma distribuidora de filmes. Os negócios vão bem e eles logo passam a bancar as próprias produções, realidade que estimula Mayer a deixar a parceria e abrir seu próprio negócio sozinho. Sendo assim, em 1918, vinha ao mundo o mais novo estúdio dos EUA, chamado de Louis Mayer Pictures. O coitado do Richard Rowland não gostou da solidão e, em 1920, resolveu vender a Metro Pictures Corporation para um comprador chamado Marcus Loew.
09 dez 2009 | por Eduardo Nicholas em Dicionário das Marcas às 12:29

COFAP – Brasil. Autopeças. 1951.
Dificilmente você vai saber o nome da marca de alguma peça do seu carro. Se souber, provavelmente será dos pneus ou da cera que passa na pintura, no máximo. Porém, a boa propaganda é capaz de colocar qualquer coisa na cabeça do consumidor. Por isso uma das campanhas publicitárias mais conhecidas do Brasil trata de um amortecedor para veículos, um produto sem qualquer glamour. A história dessa propaganda começa na Rússia, quando o casal Kasinsky resolveu deixar sua terra natal e partir para o Brasil. O pai era grande conhecedor de veículos e logo passou a trabalhar nesse ramo. Importava peças e fazia a manutenção daqueles que eram os primeiros carros a circularem em São Paulo, ainda no início do século XX.
A família toda estava envolvida no negócio, incluindo o filho mais novo, Abraham Kasinsky. Ao contrário dos irmãos, que desejam apenas continuar com a oficina do pai, o caçula era mais ambicioso. Para ele, o segredo não era importar as peças e vendê-las, porém fabricá-las no Brasil. A empreitada não seria fácil, no entanto Abraham foi capaz de convencer os irmãos a investirem nesse novo objetivo. Os funcionários da oficina fundada pelo velho Kasinsky abriram então todas as peças importadas e aprenderam como fabricá-las. Sendo assim, no início dos anos 1950 surgia a Companhia Fabricadora de Autopeças, mais conhecida pelo acrônimo Cofap.
02 dez 2009 | por Eduardo Nicholas em Dicionário das Marcas às 13:39

Johnson & Johnson, Band-Aid e Tylenol
Ficar rico não é nada simples. O dinheiro está por aí, nas mãos das pessoas. No entanto, fazer esse dinheiro ir parar no seu bolso é outra história. É claro que não há fórmulas, mas é fato que propor boas soluções para grandes problemas é um primeiro passo.
E veja que problemão tinham os pacientes do século XIX. Se você precisasse fazer uma cirurgia em 1886 os médicos certamente usariam algodão para ajudar a estancar seu sangramento. Até aí tudo bem, esse é um procedimento padrão até hoje. No entanto, naquela época as noções sobre infecção eram outras. Aliás, elas mal existiam. Por isso era comum que médicos usassem nas cirurgias algodões sujos, provenientes dos restos recolhidos do chão das tecelagens.
A taxa de mortalidade era altíssima, obviamente. Porém, isso só se tornou óbvio mesmo quando um cientista chamado Joseph Lister entendeu que todos os instrumentos cirúrgicos deveriam ser limpos, desinfetados. Esse novo princípio diminuiu as mortes e de quebra criou um novo mercado, muito bem notado pelos irmãos Robert, James e Edward Johnson. Eles fundaram a primeira fábrica do mundo a produzir uma compressa cirúrgica asséptica.
25 nov 2009 | por Eduardo Nicholas em Dicionário das Marcas às 12:41

Olá pessoal!
Exatamente no dia 25 de novembro de 2008 a coluna Dicionário das Marcas começava suas atividades no Sedentário e Hiperativo. Passaram-se 52 semanas desde então, cada uma delas trazendo textos com informações úteis e inúteis sobre as maiores empresas do Brasil e do mundo. Para celebrar data tão especial, gostaria de fazer duas coisas. A primeira é agradecer a todos os leitores que acompanham a coluna e ao pessoal do S&H pela oportunidade de escrever aqui. A segunda é apresentar hoje os 52 fatos que julguei mais interessantes sobre as marcas publicadas até agora, um para cada semana do DM no Sedentário.
Aproveitem!
Eduardo Nicholas
52 fatos interessantes sobre grandes marcas
1 – O atual logotipo da Shell foi criado em 1971 pelo artista Raymond Loewy. Essa cara também é responsável por criar o desenho da garrafa da Coca-Cola e o logo da Lucky Strike.
2 – A Ray-Ban criou os dois mais populares modelos de óculos do mundo: o Ray-Ban Aviator, seguido pelo Ray-Ban Wayfarer.
3 – Uma garrafa de Perrier chega a produzir 50 milhões de bolhas.
4 – Adolf Dassler começou uma fábrica de tênis com o irmão. Depois de décadas trabalhando juntos, os dois brigaram e cada um seguiu seu caminho. Adolf abriu uma nova empresa, a qual ele batizou usando seu apelido (adi) e as três primeiras letras de seu sobrenome (das), criando a Adidas. Já o irmão dele, Rudolf…
5 – ….abriu uma fábrica também. Pensou em batizar de Ruda, no mesmo esquema da empresa do irmão, unindo as duas primeiras letras de seu nome e sobrenome. No entanto, achou que a marca não soava bem e resolveu trocá-la por Puma.
18 nov 2009 | por Eduardo Nicholas em Dicionário das Marcas às 13:30

Vaidade, definitivamente meu pecado favorito. Se você assistiu ao filme O Advogado do Diabo, deve conhecer essa fala. Lembro que fiquei surpreso ao pensar que Satã poderia ter a vaidade como seu pecado favorito. No entanto, depois de alguma reflexão, vi que não poderia discordar do Diabo interpretado por Al Pacino.
O mais engraçado é ver que alguns religiosos crêem que Satã nunca esteve tão presente na Terra como está hoje. Ora, se o chifrudo gosta da vaidade, e se ele anda por aqui como nunca andou antes, poderíamos concluir então que o século XXI é o século da vaidade. Porém, não podemos afirmar as coisas assim, sem base. Vamos aos fatos. Seria dos tempos atuais o culto a um determinado tipo de corpo? É do nosso século o costume de arriscar a vida injetando hormônios esteróides para ter uma determinada aparência? Melhor: é nesse período confuso da história humana que pessoas paralisam os músculos do rosto para evitar rugas e conseguir uma expressão que julgam adequada?
11 nov 2009 | por Eduardo Nicholas em Dicionário das Marcas às 13:20

Sears e Ponto Frio: unidas por uma geladeira
Como duas lojas tão distantes e tão diferentes poderiam estar ligadas? A primeira causa seria a audácia do jovem Richard Sears. No final do século XIX ele trabalhava como bilheteiro num trem. Astuto, costumava levar mercadorias de um lado para o outro para ganhar uma grana extra. Nessas idas e vindas, teve a oportunidade de trazer alguns relógios. Interessou-se tanto por esse segmento que logo abriu uma loja para si, uma revenda desses produtos.
Porém, não seria esse o ramo que faria de Sears um homem de negócios. Mais uma vez se valendo de sua experiência com transporte, Richard percebeu que nas cidades do interior os produtos vendidos aos fazendeiros eram muito caros. Como ele poderia baratear os preços? Vendendo exatamente de acordo com a demanda. Ele fez isso criando catálogos, nos quais os clientes escolhiam os produtos e os recebiam em casa. Desse modo ele só comprava o que já estava vendido e poderia baixar os preços, pois em geral adquiria esses produtos em grandes quantidades.
04 nov 2009 | por Eduardo Nicholas em Dicionário das Marcas às 12:00

PHILIPS – Holanda. Multisetorial. 1891.
Você já se sentiu usado? Já comprou todos os seus filmes preferidos em VHS para depois ter que trocar tudo por DVD? Ou substituiu toda sua coleção de LP’s por CD’s novinhos, porém agora usa mesmo é MP3? Acontece que o capitalismo sempre foi movido pela inovação. Por isso se uma empresa deseja ser líder precisa inventar produtos novos. Isso dará pioneirismo ao empreendimento, deixando os concorrentes para trás. E mais: os consumidores adoram coisas novas! Os irmãos Anton e Gerard Philips sabiam bem disso. Filhos de um banqueiro, os dois juntaram um pequeno capital e passaram a produzir filamentos para lâmpadas.
27 out 2009 | por Eduardo Nicholas em Dicionário das Marcas às 9:47

Olá pessoal!
Trago hoje ao Dicionário das Marcas duas lendas da indústria bélica: o rifle AK-47 e a submetralhadora Uzi. A segunda é a arma mais usada, porém a AK-47 é a que mais mata. E antes que alguém pergunte, não, eu não esqueci da famosa AR-15! Vai ter post para ela no futuro, não se preocupem.
Um abraço!
Eduardo Nicholas
A dupla mortal: AK-47 e Uzi
Sim, seres humanos matam outros seres humanos. Nossa sociedade até cria conflitos organizados para isso. Também criamos máquinas capazes de tirar a vida de pessoas da maneira mais eficaz possível. O pior: não podemos reclamar. Sem a Segunda Guerra Mundial, por exemplo, vocês não estariam lendo esse post, uma vez que a base da Internet e de grande parte da tecnologia empregada na informática surgiu dos esforços para vencer as batalhas.
Por isso às vezes inventar algo para matar não significa necessariamente ser desumano. Talvez seja só uma atitude em defesa própria. Veja o caso de Mikhail Timofeevich Kalashnikov. Durante a Guerra Fria ele criou um rifle para defender a URSS da ameaça capitalista. Não sabia que sua invenção se tornaria a arma de mão mais mortal de todos os tempos, uma combinação perfeita entre a velocidade da metralhadora e a precisão das armas de cano longo. Ainda durante a II Guerra Mundial os exércitos do Eixo e os Aliados já tinha desenvolvido esse conceito. O objetivo era criar uma arma que disparasse tantos tiros quanto uma metralhadora, mas que no entanto fosse precisa e capaz de ser carregada facilmente.
14 out 2009 | por Eduardo Nicholas em Dicionário das Marcas às 9:51

General Motors – Estados Unidos. Veículos. 1908.
Se Ford inventou a indústria automobilística e Toyoda aprimorou a linha de montagem, como diabos a General Motors passou tanto tempo na frente dos dois? Tudo graças a um homem chamado Billy Durant. Com grande talento para vender de tudo, Durant se empolgou com o novo mercado de automóveis e resolveu se concentrar na área. Conseguiu um emprego numa pequena fábrica chamada Buick Motor Company, até então um negócio com poucas vendas. No entanto, o talento de Billy como vendedor aqueceu a produção e logo ele juntou capital para comprar o controle do empreendimento.
Naquele período os Estados Unidos tinham milhares de fábricas de automóveis, todas sedentas por alcançar fortuna no novo mercado. Porém, passado o período de euforia, esses pequenos negócios começaram a entrar em colapso. Durant se aproveitou disso e passou a comprar todos pagando preços módicos. Assim surgia a General Motors, um aglomerado de fábricas que com o tempo incluiu a Chevrolet, a Cadillac, a Oldsmobile, entre outras. Na verdade, essa grande variedade de empreendimentos sob o mesmo teto deu à GM seu diferencial. Várias fábricas, vários tipos de carros. E enquanto Ford produzia carros iguais, sem segmentar os consumidores, a Toyota estava ainda muito longe para interferir no maior mercado de todos, os EUA. Assim a GM surge entre os dois, adotando a linha de montagem de Ford, porém opta por construir carros diferentes para diferentes tipos de consumidores.
06 out 2009 | por Eduardo Nicholas em Dicionário das Marcas às 14:28

TOYOTA – Japão. Automóveis. 1935.
Note a importância das fábricas de automóveis. A grande maioria dos processos de desenvolvimento econômico dos países considerados de primeiro mundo passou necessariamente pelo crescimento da indústria automobilística. Não por acaso a maior economia do mundo foi também responsável por iniciar tal processo, fazendo com que o sistema criado por Henry Ford fosse um exemplo de produção para todo o planeta.
Sim, Ford mudou o capitalismo com sua técnica de produção em massa. Por causa dele os carros demoravam menos tempo para ficarem prontos, fato que diminuia o preço e conseqüentemente aumentava o consumo. Como vocês leram aqui semana passada, o modelo Ford/Taylor de linha de produção foi copiado por diversos outros setores fabris. Sem essa dupla não teríamos a conjuntura de consumo e produção que temos hoje. No entanto, apesar de ter sido referência durante décadas, o sistema que Ford e os EUA julgavam ser eficiente se transformou em amadorismo quando os japoneses resolveram criar sua própria proposta de linha de montagem. Foi assim que a última grande revolução no sistema de produção capitalista surgiu na pequena fábrica de teares do senhor Sakichi Toyoda.
30 set 2009 | por Eduardo Nicholas em Dicionário das Marcas às 9:34

FORD. Estados Unidos. Automóveis. 1902.
Você provavelmente já está bem crescido para saber que vive num sistema econômico chamado capitalismo. Se não sabe, deve pelo menos ter noção de que esse sistema é movido pela alta capacidade de produção e pela conseqüente alta rotatividade das mercadorias. Nada mais óbvio: se alguém produz muito, deve vender muito. E para vender muito, alguém deve estar disposto a comprar.
No entanto, talvez lhe seja desconhecida a informação de que o nosso alto padrão de consumo em termos quantitativos se deve a um engenheiro mecânico chamado Henry Ford. Ele era um cara que gostava de construir coisas, em especial automóveis. Por conta própria construiu um modelo movido à gasolina e mostrou ao patrão Thomas Edson, o famoso inventor. Edson era um grande visionário e logo viu que o carro de seu empregado tinha futuro. Ford ficou tão empolgado que pediu demissão e foi procurar dinheiro para construir sua própria fábrica de automóveis.
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