Heróis por Nascimento; ou onde você pode conhecer outros super-heróis brasileiros…

cavernas-e-dragoes

A revista Veja há algum tempo se referiu ao personagem Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, como “o primeiro super-herói brasileiro”.

Na verdade, contudo, Capitão Nascimento foi apenas o primeiro grande herói pop e levado a sério. Tempos atrás, lá pela Era de Bronze dos quadrinhos, porém, nosso país possuía seus próprios super-heróis para enfrentar ameaças das mais esdrúxulas.

Você duvida?

Olhe isso que eu vou lhe mostrar…

(“Nunca serão…”)

Brazil Begins

Começou assim: nos EUA os super-heróis começaram a ganhar força (termo interessante esse…) na década de 30, mas aqui no Brasil mesmo eles só engrenaram a partir das décadas de 50 e, principalmente, de 60.

Essa época havia a editora EBAL que dominava o nicho com os heróis Marvel e, como brasileiro adora ser esperto e dar um jeitinho, os pequenos editores resolveram copiar na cara dura alguns dos ícones americanos, adaptando-os para uma identidade nacional (bom…).

Dessa leva surgiram pérolas como o “Vigilante Rodoviário”, que era ainda um herói (não super-herói) e está prestes a ganhar uma nova série de TV hoje em dia, basicamente 50 anos depois de estrear na TV Tupi interpretado por Carlos Miranda.

Das HQs, porém, nasceram verdadeiros clássicos, como os que nós vamos relembrar abaixo.

Capitão 7

O primeiro super-herói brasileiro foi o Capitão 7.

O sujeito se tratava de uma salada mista do Super-Homem, Capitão Marvel, Lanterna Verde e Flash Gordon. Estreou em 1954 na TV Record, interpretado por Ayres Campos, teve programa de rádio e revistas em quadrinhos. Só na TV foram mais de 500 epísódios e com o detalhe: como todos os programas daquela época, apresentado ao vivo.

O “7” no caso era uma referência ao canal 7 que a Record ocupa em SP.

(“Não, moleque! Não é o National Kid não…)

A história do cidadão era ótima: antigamente, em uma pacata cidade do interior paulista, os pais do menino Carlos ajudaram um pobre alienígena perdido, bem provável mochileiro da galáxia, e que em retribuição retirou o garoto de casa (!) para levá-lo ao Sétimo Planeta (!!). No novo lar, o pequeno Carlos desenvolveria habilidades especiais e seria educado com decência por uma raça superior.

Sério, eu acho esse trecho digno de nota. Se eu tivesse um filho e um alienígena quisesse abduzi-lo por aí com essa desculpa, eu o colocaria para correr com tiros de espingarda, mas os pais de Carlos provavelmente eram pessoas bem mais pacíficas e acharam a ideia genial.

Nascia assim então o primeiro super-herói brasileiro.

(Deputados, tremei…)

Como não poderia deixar de haver uma identidade secreta, quando não estava combatendo ameaças da Terra ou do espaço, o Capitão era um tímido jornalista químico que namorava Silvana, a filha de um tenente da Interpol.

Não à toa, na TV Silvana era interpretada por Idalina de Oliveira, na época a garota propaganda número 1 da Record. De fato, uma pena que as videotapes desse clássico tenham sido perdidas em um incêndio na emissora.

(Olha como super-herói brasileiro lava a roupa…)

Raio Negro

Em 65, nasceu o Raio Negro. criado por Gedeone Malagola. É mais um herói da galeria clássica já. A história dele, contudo, não tem relação nenhuma com a do Lanterna Verde. Saca só:

O tenente e piloto da FAB Hal Jordan Roberto Sales um dia é enviado ao espaço em uma missão orbital, quando é sequestrado ou encontra uma nave espacial danificada, nunca entendi muito bem. O que importa é que lá dentro, ele conhece o alienígena Abin Sur Lid, que veio de Oa Saturno. Para recompensar a coragem e altruismo em ajudá-lo, o alienígena o entrega um anel de luz verde negra, feito com a energia magnética de Oa Saturno.

Graças a essa energia, Roberto Sales passa a voar, ter supervelocidade, superforça e disparar rajadas.

Nascia então o Raio Negro.

(“Não, garoto! Não é o Ciclope não! Tem que falar quantas vezes…”)

Curiosamente, também em 65, Stan Lee criou um herói chamado Black Bolt, o inumano mais poderoso do mundo.

(Ao menos o visual do Black Bolt de Stan Lee não tem nada a ver com o do nosso Raio Negro… nada… nada…)

O Judoka

Em 1969 surgiu outro clássico: o Judoka!

Por uma extrema coincidência, ele surgiu na edição 7 de um gibi que antes publicava um herói norte-americano chamado “Judo Master”, mas os editores afirmam que nem repararam a casualidade.

A história é bem direta: um estudante chamado Carlos da Silva (mais brasileiro não dá, né?) vivia apanhando da turma dos playboys. Um dia, Carlos-san conhece o mestre Shiram Minamoto, que o toma como discípulo. Junto com a namorada Lúcia, que no futuro se torna judoka também e sua parceira, no intervalo da procriação o casal sai pelas ruas de todo país surrando bandidos e outras ameaças esdrúxulas.

O caso do Judoka, contudo, tem algo de interessante: imagine uma década de 70, em plena ditatura militar, e os moleques tendo um super-herói verde e amarelo que exaltava o orgulho e a esperança de ser brasileiro.

As histórias se passavam no cenário do “Brasil, ame-o ou deixe-o”, do limite da censura, e a função do personagem em um caso desses pode ser equiparada a do Capitão América (em termos político) e do Homem-Aranha (em termos de nerdpower) para o povo norte-americano.

Isso acabava por algumas vezes gerar um efeito bizarro: transformava as HQs em uma espécie de guia turístico, parando a trama para exaltar as belezas do nosso país.

Apesar de ser carioca da gema, o Judoka chegou a enfrentar bandoleiros na construção da Transamazônica, gigantes de Apuarema em Salvador e até mesmo falsos marcianos no triângulo mineiro!

(“Não, moleque, não é o Besouro Verde não, p$##@! Chato pacaraio…”)

O sucesso nos quadrinhos foi tão grande, que durou cinco anos e ainda uma adaptação para o cinema: um fracaso de público estrelado por Pedro Aguinaga, que dizem ter feito com o Judoka o que Ricardo Macchi faria muitos anos depois com o cigano Igor.

(“Dara…”)

Mylar

Criado pelo Estúdio D’Arte em 1967, Mylar é um extraterrestre casca grossa, que usa a própria nave espacial de QG e não a esconde em qualquer lugar não, mas nos penhascos de nada mais nada menos do que Fernando de Noronha. Seu objetivo por aqui era apenas dar uma passeada e conhecer os hábitos terrestres, além de mostrar aos terráqueos o poder da união e justiça para o desenvolvimento de um povo.

Utilizando um uniforme vermelho com um trovão no peito (oh, boy…), um cinturão que o permitia voar e atirar raios, além de uma máscara que estimulava fantasias fetichistas na mulherada e o fazia se dar bem de vez em quando.

(“Ó, garoto, nem vem, se vier me perguntar se é o Flash, eu vou lhe dar uma porrada, hein?”)

O detalhe interessante era que Mylar havia visitado outros planetas destruídos pela guerra, e suas histórias se passavam um ano depois da Crise dos Mísseis de Cuba.

Velta

E então em 1970, o paraibano Emir Ribeiro resolveu parar com esse negocio de trazer cuecas por cima da calça e decidiu que os brasileiros mereciam sua própria Druuna.

A história é a seguinte: Katia Maria Faria Lins (no comments…) um dia salva a vida de um alienígena (como parece ser obrigatório no clube dos super-heróis brasileiros), só que era um bem FDP que a usa como cobaia em uma máquina mental. Acaba que a coitada é alterada geneticamente e se torna o sonho de toda delicinha do Sedentário: sempre que quiser, a qualquer momento ela pode se transformar em VELTA.

E o que seria isso?

Bem, seria uma loira de olhos azuis e 2 metros, que tem alta resistência ao calor, imunidade a doenças, regeneração celular e dispara raios luminosos, explosivos ou elétricos.

Básico.

(Criador em momento fanboy, tirando uma casquinha da criação…)

Agora um detalhe MUITO perigoso, os tais raios luminosos, explosivos ou elétricos podem ser disparado de qualquer lugar do corpo….

(Imagine uma loira dessas disparando raios luminosos, explosivos ou elétricos por qualquer parte do corpo…)

Pensando bem, até que o alienígna não era tão FDP assim. E ainda tinha bom gosto….

Meteoro

Criado por Roberto Guedes em 1987, que escreveu até um livro sobre esses heróis brasileiros da era de Bronze, tornou-se um dos heróis mais reformulados da história nacional e atingiu um sucesso bem relevante a partir dos anos 2000.

A história de Meteoro originalmente não tem ligação nenhuma com a do Homem-Aranha e seria a seguinte: o jovem estudante Peter Ricardo “Ric” Marinetti (os nomes são ótimos, não?) é um sujeito que mora com os avós Ben e May, escuta o dia inteiro Luan Santana rock’n roll e vive se metendo “em altas confusões”.

Como não podia deixar de ser, ele é apaixonado pela garota popular da escola, a gata Gwen Laura Lopes. No caminho entre eles, o playboy Flash Thompson Ronei Moraes. E como desgraça pouca é bobagem, o garoto também é desprezado pelo pai, o editor-chefe do jornal Clarim Diário Arauto Paulistano, J.J.Jameson César Marinetti, que o detesta porque ele escuta muito Luan Santana a mãe morreu quando Ric nasceu.

Só que um dia um meteorito cai no jardim da casa do adolescente, enviado por um ex-membro da Sinarquia Universal, uma sociedade secreta extra-espacial que – claro! – pretende destruir o planeta Terra. Ao tocar na pedra, Ric ganha superforça, supervelocidade e capacidade de voar.

E nasce então o Meteoro.

(“Explosão de sentimentos que eu não pude acreditar…”)

O que diferenciavam as histórias do herói eram as ameaças ao redor de cenários adolescentes com rock’n roll, descobertas, gírias (como: cai fora, ô meu!) e pegação.

Mais tarde, ao ser reformulado, Ric Marinetti virou Roger Mandari, mudou o uniforme mais duas vezes e ganhou seus poderes através do contato com uma entidade misteriosa.

(“Tá, tá bom, moleque, pode comprar que é o Ciclope sim, aff, fazer o quê?”)

E hoje?

Esses super-heróis formam seis dos mais clássicos super-heróis brasileiros. Quase nossa própria Liga da Justiça. Normalmente nascendo de fanzines, como nascem super-heróis nacionais até hoje, ainda sobrevivem na memória dos leitores.

Dezenas de outros heróis nacionais foram criados (que merecem até outros posts) e dezenas ainda o são por fanzineiros ávidos para mostrar o próprio talento.

Contudo, ainda que dotados ou não de roteiros ufanistas, verborragias ou profundidade psicológica, a função desses heróis ainda será sempre a mesma: um grito de pessoas ordinárias em busca de possibilidades extraordinárias para modificar a pior parte de suas realidades.

Apenas tal esforço já é digno de uma medalha…

_____

ps: e o que acharam dos super-heróis brasileiros? Se quiserem citar outros heróis esquecidos no tempo, ou colocar links para fanzines originais nos comentários, inclusive, sintam-se à vontade, ok?

Enjoy.

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  • jamille

    Eu nem sabia que havia tantos super-heróis brasileiros. Mas vamos combinar que faltava criatividade aí né? Todos ganhavam super-poderes por causa de um alienígena!

  • Como sempre um post maravilhoso!
    Eu não imaginava que existia tantos super-heróis assim no Brasil e muito menos que possuíam nomes tão bizarros. rs
    Adorei a foto do Batman no início e todos os comentários do Draccon. Ficou um dos posts mais engraçados de sua coluna.
    Parabéns! ÓTIMO POST!

  • hahaha Pow cara, muito bom esse post!

    Mas ta faltando um! Eu não lembro o nome dele direito, mas ele tinha um chapéu de Cowboy e atirava raios por uma guitarra! Você lembra dele? Alguem que souber o nome desse ae me diga, pq eu gostava demais das revistinhas daquele cara! =)

    @raphaeldraccon – Pô, é o Golden Guitar! Só não o citei pro post não ficar maior. Mas o assunto merece mesmo um segundo post…

  • leandrolopesp
  • O Golden Guitar! Esse mesmo! =D Vc salvou meu dia, ja to aqui no google dando uma olhada nas histórias e batendo nostalgia.

  • Aqui em Belo Horizonte Wellington Srbek criou o SOLAR:
    http://impulsohq.com/resenha-hqb/resenha-hqb-solar-%e2%80%93-renascimento/

  • Jr

    Faltou o Celton, de BH. O cara faz gibi a 20 anos. Começou no preto e branco e hoje já tem alguns retratos da cidade desenhados graficamente. Vale a pena conferir.

    http://www.belohorizonte.mg.gov.br/estilo-de-vida/personagens/celton-o-her-i-da-capital-mineira

  • hector gomes

    Só existe um real e que ainda é vivo. E com certeza inspirou o Cap Nascimento. Duvida?
    Leia só essas histórias reais do policial Mataleone

    http://mataleonebr.blogspot.com/search/label/mundo%20policial

  • Pingback: Kiboa » Blog Archive » Heróis por Nascimento; ou onde você pode conhecer outros super-heróis brasileiros…()

  • morri de rir com seus comentários, Raphael… sempre amo esse seu algo a mais em seus posts.

  • roberto

    Os heróis brasileiros foram (e sempre serão): Carnavalesco Man, Atocha Humano, Ultra Corno, Incrível Miserável e Mulher Silicone! (risos)

  • User_San

    Caramba! Os ComboRangers foram muito fodas! Revive eles Fabio Yabu!

  • DEVIL

    AH VAI TE CATA!!!!
    Q LISTINHA BESTA…. ESSES HEROIS AI É A MESMA COISA QUE MONTA UM BAR OU MERCEARIA E FALI UM TEMPO DEPOIS…
    O 1º HEROI DE RECONHECIMENTO MUNDIAL DO BRASIL É O BLANKA!!!!!

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  • Christian M. T. Takagi

    Ainda prefiro os Combo Rangers… =/

  • asd

    alert(1);

  • cerjo

    Em Curitiba tem O Gralha, que vem lá da era de ouro e foi relançado no final do século passado, tenho inclusive um curta-metragem muito engraçado disponível no youtube.
    http://www.omelete.com.br/quadrinhos/o-gralha/
    http://www.youtube.com/watch?v=zN8UYi9VZw4

  • Carlos Poderd Souza

    Essa história de heróis é coisa do passado. Eu gostei muito do visual do site.
    Aliás o Sedentario já se encontra na minha lista de http://ocioso.com.br e http://redbus.freevar.com – os dois melhores. Aliás que todos acessem o http://redbus.freevar.com – É muito legal e vale a pena adicionar aos favoritos

  • Primeiro eles caem nas graças do público, depois vem o esquecimento.
    Daqui a alguns anos ninguém vai achar o Capitão Nascimento tão glorioso assim. A população vai crescendo e os heróis perdendo a graça, já que não compartilharam na mesma época.

  • JNS

    Capitão Ninja merece uma citação. Ele já teve uma HQ e tudo.

  • Igor

    Cara, atualmente existe o Quebra-queixo, do Marcelo Campos, ele desenha muito bem pelo que vi nas capas, até agora não li mas já vi pra vender em muitos lugares e segundo a Wikipédia ele já desenhou até pra HQs americanas.

  • Taí um vencedor nessa área… Celton: http://www.celtonquadrinhos.com.br/

  • jão

    Pois é, Amanda. O povo tem memória fraca mesmo. Mas uma coisa eu garanto: Eu não esqueceria você… sua linda!

  • Smoke

    tinha um heroi da tv…mas acho que ele não tinha Hq…o Vigilante Rodoviario…esse a minha mãe já falou dele e ela fala que era bom….tambem fala que foi um heroi feito na epoca onde começou a criação das grandes rodovias e era uma propaganda descarada para fazer o pessoal confiar na segurança das estradas…acho que agente precisa dele de novo…principalmente em ano novo e carnaval…eu sei que tem uns mais modernos…ou são apenas reinvenções dos antigos…pois eu sei que tem um cara chamado Capitão Cometa e fez até que um sucessozinho por um tempo mas como todo bom Hq brasileiro cai no ostracismo

  • Victor Alexandre

    Cade o Holy Avenger? Mercenario$? Victory? Pow, sao classicos new age ods quadrinhos brasileiros XD

    Serio, Holy Avenger durou 4 anos ‘-‘

    @raphaeldraccon – Então, estou pensando em fazer um segundo post com os heróis mais recentes

  • Will Liechtenstein

    Nossa, quem diria que o Brasil já teve tantos super heróis. Pra mim, um que poderia ser citado aí, ou uns, seria os Combo Rangers! Cara, eu tenho todas as edições lançadas em quadrinhos. Uma pena que o Fabio Yabu desistiu desse projeto. Era muito maneiro!

    Mais um ótimo post.
    Abraços!

  • Leandro

    Enquanto lia o post lembrei na hora do pequeno ninja!!!
    Li várias revistinhas dele quando era criança, com certeza o principal super-herói brasileiro pra mim!!!

  • Renato

    Faltou o Capitão Prezença, do Arnaldo Branco http://presa.blogger.com.br/

  • André Parreira

    Pow acho que esse é o post mais foda que já vi no sedentário, é um grande estimulo para os artistas brasileiros do underground. E uma ótima ação para mostrar para o público que também temos super-heróis. Só não temos os melhores e mais populares que os americanos Marvel e DC, porque aqui não há investimentos milhonários como lá fora.
    Mas temos ótimos representantes aqui.
    Um exemplo é esse abaixo, um cara (Cadu Simões @cadusimoes) da minha cidade Osasco, faz com alguns amigos o Homem-Grilo que por aqui é bem famoso e tem até um bar em homenagem ao personagem (acho que o bar é da familia do Cadu, um dos bares mais antigos da cidade).

    As histórias do Homem-Grilo são mto boas confiram ae:
    Google Images – http://bit.ly/dPAxlL
    Fotos do bar – http://homemgrilo.com/2009/06/
    Site oficial do homem grilo – http://homemgrilo.com/

    Vamos continuar com posts desse padrão

  • Tem o primeiro tokusatsu brasileiro. Insector Sun direto de Ribeirão Preto!

  • Elton Borges Mesquita

    Nova do Emir, Vigilante Rodoviário (entra no meio), algumas ligas perdidas por ai, temos herois do Colin como o Caraíba. Tem mais gente ainda, sempre tem. Isso contando os que estão dentro do “Universo Brasil”.

  • Marcell

    Combo-Rangers.
    Esses sim são os maiores super heróis já feito no Brasil.

  • Raphael Draccon vc é o cara, parebens pelo post #PuxandoOSacoDeGraca

  • ederson

    E o insector sun? acho q é o heroi mais famoso do brasil hahahaha

  • Pq nenhuma revista em quadrinhos de super heróis vinga no Brasil? Até os Combo Rangers deram prejuizo pro Yabu. =/

  • Sed

    DEMAIS! Posts assim dão orgulho de acompanhar o blog! Faça sim uma continuação! Muito bacana, pena que infelizmente a cultura de termos heróis nacionais morreu =/

  • Flávio André Silva

    Tem este portal de HQ nacional apenas de Super Brazucas.

    Atenção especial a HQ MUTUNAZ.

    Dá pra ler online mesmo.

  • Flávio André Silva

    Tem este portal de HQ nacional apenas de Super Brazucas.

    http://www.superhq.com.br/

    Atenção especial a HQ MUTUNAZ.

    Dá pra ler online mesmo.

  • Isadora

    Talvez vocês não considerem um super-heróis, mas mesmo assim, poderia falar do Overman.

  • Nangil

    o PC Siqueira tb faz uns desenhos muito legais, sim o mesmo do videolog:

    http://www.glasshousegraphics.com/creators/colorists/pcsiqueira/seq/seq%20(3).jpg

  • Ryoko Watase

    Eternamente na memória Capitão Gay e Carlos Suely XD~

  • Luciano

    Palmas para esse post. Muito bom mesmo cara. Parabéns!!!
    Agora esses heróis brasileiros…rsrs… tudo bem que no contexto da época, blá blá blá… mas pelamordeDeus!!!
    Infelizmente ainda não sabemos aproveitar nossa rica cultura para criar coisas realmente boas.

  • mamamia

    esse heróis são puro plagio!!!!
    O VERDADEIRO SUPER HEROI BRASILEIRO COM HISTÓRIA ORIGINAL É O SUPER SILVA!!!!!

  • Na segunda list nao esquece de colocar O Capitão Ninja criado pelo Marcelo Cassaro, e também a UFO. Team: http://pt.wikipedia.org/wiki/U.F.O._Team

  • Ô Rafa! Agora que você enfiou o pé na jaca, sai chutando o balde: faltou a minha criação, que é bem mais legal que essas bostas de véio cagão aí!
    http://www.milnomes.com
    Mesmo porque eu publiquei por editora de verdade, esses aí são tudo fanzineiro que nunca sairam do gueto.
    Se quiser um exemplar do meu livro, te descolo um e tals.

    • QUANTAS VEZES O J.R TEM Q DIZER QUE É FODA PRA VOCÊS ACREDITAREM? hahahahahahha

    • Marcelo Tomé

      Cara, não conheço esse seu trabalho, digo o “mil nomes”, mas logo de cara digo que a leitura visual não é convidativa… nem se compara a HQs de super heróis… desculpe, mas não é uma critica sem fundamento, mas você fez uma critica pesada a autores de uma época em que os quadrinhos de super-herói ainda engatinhavam em seus berços, como esperar que brasileiros que nem sequer tinham a mesma referencia que temos hoje criassem algo original para um mercado que ainda se desenvolvia no estrangeiro, que estava pelo menos dez anos a frente do Brasil? quer promover seu trabalho, beleza, mas ao menos identifique um publico alvo, pois não é o mesmo de HQ de super heróis.

      Abraços a todos.

  • xDeniz

    ÓTIMO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  • Já resenhei Velta e questionei a postura moral de seu autor, Emir Ribeiro, em meu blog.

    Convenhamos, estes heróis brasileiros, principalmente o Raio Negro são frutos do plágio descarado em uma época onde a desinformação reinava e qualquer coisa valia.

    Hoje em dia não é assim mais, mas muitos desses “autores nacionais” ainda estão parados nos anos 50, 60 e 70, escrevendo história de criança velha para outras crianças velhas.

    É POR isso que NINGUÉM de hoje ouviu falar dessas porras.

    Ao contrário do Roberto Nascimento, que teve dois filmes sucesso de bilheteria e reconhecido internacionalmente.

    ESSE SIM será eternizado como um “herói” brasileiro.

  • Daniel Temp

    Não tinha um que era um Policial Rodoviário? Tinha tipo de uma séria na Record ou na Tupi, só não lembro o nome dele.

  • Old Player

    Personagens brasileiros — no contexto — não são apenas aqueles criados por autores brasileiros mas personagens cujas histórias se passam por aqui e cujo fundo de cena também o é. Um brasileiro criando um personagem chamado Jack Morrison cujas histórias se passam em Tokio não criou realmente um personagem brasileiro, por melhores que sejam as histórias.

    Em tempo, vale uma citação ao Capitão Aza (sic).

  • Não poderia rolar algo tipo um super índio?tem muito mais haver com nossa cultura. HUshausha

  • Gabriel

    faltou o seninha…

  • Não sabia que o Brasil tinha tantos super-heróis! Mas acho que eles não tinham muita criatividade, pois todos ganhavam poderes de extraterrestre!!! Mas muito boa a postagem, e gostei da última imagem do post.

  • Adoro esta coluna!
    E percebo que estava alheia à quantidade de super heróis brasileiros…

    Cara, o Capitão 7 realmente lembra o National Kid, com erros ocasionais…
    Quase todos pareciam precisar de uma forcinha alienígena para se tornarem super heróis, não? XD

    E o Judoka só custava 0,50?? Esse, eu queria ler =)

    Não pude evitar pensar “Raio Negro e Solimões”… mais brasileiro, só o Judoka!

    Não se pode dizer que Mylar não tinha estilo… esconderijo em Fernando de Noronha! Não peça mais nada da vida |o| #paraiso
    Adorei este post!

    Abraço, Raphael

  • Ranieri

    Faltou o Garra Cinzenta e o Cláudio Seto.Não sei se pq eu que curto hqs há 10 anos ,desde comics,mangas e fumettis e gibis.Mas achei o seu post dessa vez mto do tipo de “mídia adesista”,por favor passados 50 anos desses heróis , eu esperava não um saudosismo ,mas uma reflexão maior.Falar da Mônica seria bem mais interessante,além da ligação do Tezuka com o Maurício ,algo que não é muito conhecido do grande público.
    Se quiser falar bem do BRASIL,fale de samba,bunda e caipirinha,ou do atleta do século.

  • Alex

    Muito bom o post, mas melhor é o Judoca nas filmagens não poder olhar pra “câmara” << WTF….. Câmara de gás? De pneu? Pra filmagens só existem câmeras.

  • Alex

    Po, nem leu o post pqp

  • lucas

    legal, nem sabia que tingam tantos super herois brasileiros, podiam fazer uma nova edição moderna e mais seria hoje em dia!

  • Essa coisa de alienígena… Por que tem que ser alienígena?

  • O raio negro parece ate o ciclop dos X-mens antigos

  • caroline haccourt

    achei muito enteressante seu post.
    Agora estou estudando no colégi o tema HQ e tenho que fazer uma conclusão pra este assunto, eu e minha equipe vamos fazer uma fotonovela com um personagem criado por nós mesmo, então queria saber de vc, como seria um super heroi hj, quais seua poderes, o que ele combateria ja que hj em dia a tantas coisas a srem concertadas,
    obrigado pela atenção

  • pedro

    ei gostei muito da suas historias

  • Sobre os nome Raio Negro

    “Curiosamente, também em 65, Stan Lee criou um herói chamado Black Bolt, o inumano mais poderoso do mundo.” – apenas a título de curiosidade, segue a contribuição:

    Raio Negro, criado por Gedeone Malagola, primeira aparição em fevereiro de 1965.

    Black Bolt (Raio Negro), criado por Stan Lee e Jack Kirby, primeira aparição em dezembro de 1965.

    Black Lightning (Raio Negro), criado por Tony Isabella e Trevor Von Eeden, primeira aparição em 1977.

    Black Bolt (Raio Negro) da Marvel é posterior ao do Gedeone.

    “Não, garoto! Não é o Ciclope não! Tem que falar quantas vezes…” – ainda observando, o Cyclops adere ao visual assemelhado ao Raio Negro apenas em 1967. Antes ele tinha aquele uniforme amarelo. Vale lembrar que Cyclops lembra muito o The Comet, que inclusive solta raios pelos olhos após abrir portinhola da lente da máscara: http://comiccoverage.typepad.com/comic_coverage/2007/03/gold_nuggets_th.html

    abraços,

  • Marcelo Paes

    porra cara, chamar a porra toda de plágio não contribui em nada com nada. ciclope a raio negro forçou a barra, porque o visual do raio negro veio antes do ciclope. acho que tem de criticar mesmo, pois a crítica ajuda na melhora dos roteiros, desenhos e tudo mais. mas, daí a fazer crítica vazia, chamando tudo de plágio, sem nem pesquisar direito (tenho quase certeza que você tirou tudo de um site só) é um desserviço. meus pêsames.

  • vinicius marques

    Capitão Leandro 6 meses atrás
    Não poderia rolar algo tipo um super índio?tem muito mais haver com nossa cultura. HUshausha

    POR QUE NÃO PODE SER ISSO? até gostei da idéia um super heroi indígena que ganhou poderes através de um ritual que depois de salvar sua população indígena resolve fazer o meslho para outros povos, durante esses tempos ele descobre a civilização e aprende e ajuda se tornando um super herói, sendo que durante essa decoberta dessa civilização ele pode passar por várias tribulações psicológicas, ou morais só basta ter criatividade para envolver o fã.

  • Aurinocassimiropereira

    gostei muito, mas vem ai um soer heroi deferente de todos os outro.

  • Lagarto Negro

    Para quem quiser conhecer personagens nacionais de diversas épocas: 
    http://hqquadrinhos.blogspot.com.br/

    um abraço,

  • Extremosuicida

    viva o brasil
    vc foi muito infeliz