A Evolução dos Ruídos: do Satanismo digital ao que somos

“Abra a última imagem JPEG baixada e salve-a como uma nova imagem JPEG, com um pouco mais de compressão. Repita 600 vezes”. O resultado, ilustrado em Generation Loss, é claro: ao final a imagem se torna irreconhecível, enquanto uma espécie de ruído toma conta de tudo. Um “ruído digital”.

O formato de imagem JPEG, utilizado em todo lugar desde as imagens que você confere pela rede até as câmeras digitais, é um formato de compressão “lossy”, com perdas. Ao contrário das propagandas (que, surpresa, não vendem sempre a verdade), “digital” não é necessariamente sinônimo de precisão e fidelidade absolutas.

Em troca de reduzir o tamanho do arquivo, muita informação é descartada em uma imagem JPEG, jogada fora mesmo, embora isso seja comumente difícil de notar. Afinal, o formato foi definido justamente para descartar as partes da imagem que menos nos chamam a atenção – por exemplo, temos uma sensibilidade maior a contrastes de brilho do que de cor, e a  compressão JPEG costuma simplesmente descartar metade das informações de cor de uma imagem.

A lição é clara e elementar. Nunca “re-salve” uma imagem no formato JPEG, se você a recebeu como JPEG, copie ou transfira o arquivo, mas evite salvá-lo novamente neste formato com perdas. Embora os efeitos sejam muito menos destacados que os exibidos na imagem – sem aumentar a compressão, e re-salvando uma imagem 2000 vezes, os resultados não são tão drásticos – eles estão lá.

Talvez tão disseminado quantos as milhares de imagens JPEG que você deva ter em seu computador são os arquivos MP3. Este formato fabuloso que permitiu reduzir o tamanho de um arquivo de música e revolucionou toda uma indústria de entretenimento também é… lossy. Ao saber disto você já deve ter adivinhado para onde vamos.

O que acontece se você abrir um arquivo MP3 e reconvertê-lo 600 vezes? Ocorre algo assim:

A música é inconfundível (como não?), mas os ruídos e sons estridentes dominam quase tudo, uma tortura auditiva. Melhor (ou pior) que isso, só reconverter “The Number of the Beast” do Iron Maiden… 666 vezes, em uma espécie de satanismo digital. Clique abaixo para conferir:

666

Você pode escutar os sussurros do capeta? Provavelmente não, mas todos estes ruídos e experiências podem significar muito mais do que imagina. Continue lendo para nada menos do que somos e de onde viemos.

ARTIFACTS

O som metalizado dos MP3s satânicos pode ter soado familiar. Em ligações de celulares ou internacionais de má qualidade, em conversas via Skype, MSN e afins, você já pode ter ouvido ruídos similares. Embora não usem a compressão MP3, essas ligações também passam por uma compressão lossy, com efeitos, ou “artifacts”, não muito diferentes.

Caso você já tenha aumentado uma imagem JPEG e observado seus contornos com atenção, principalmente aqueles com alto contraste, também pode ter notado certa familiaridade com os ruídos que foram dominando Generation Loss, no começo deste post.

Estes artifacts digitais, fruto do processo de compressão com perdas, vão se acumulando e acentuando ao longo das sucessivas gerações, até que passam a predominar. Você pode ler mais, em inglês, em Data Compression: A little introduction for beginners. O detalhe imensamente importante é que não são puro ruído, ou ruído aleatório: são um ruído bem determinado, um ruído digital. Se você re-salvar o mesmo arquivo de MP3, através do mesmo processo, obterá exatamente o mesmo “ruído”.

Não que a degradação por cópia recursiva seja exclusividade de equipamentos digitais. Patrick Andrews “re-xerocou” uma imagem de si mesmo 100 vezes, e o que obteve foi:

photocopyloss

Se você já observou de perto fotocópias, essa aparência também deve ser familiar. Os grânulos e aglomerados em contraste que o toner forma acabaram por dominar a imagem.

Em 1970, o compositor Alvin Lucier compôs uma obra de arte fantástica. Intitulada “I Am Sitting In A Room”, consiste da voz de Lucier recitando o seguinte texto auto-explicativo:

Eu estou sentado em uma sala diferente daquela em que você está agora. Estou gravando o som de minha voz e irei reproduzir a gravação nesta sala várias vezes até que as frequências ressonantes da sala reforcem a si mesmas até que qualquer vestígio de minha voz, exceto talvez de seu ritmo, seja destruído. O que você ouvirá, então, serão as frequências ressonantes naturais da sala articulada pela fala. Considero esta atividade não tanto uma demonstração de um fato físico, mas mais como uma forma de suavizar quaisquer irregularidades que minha fala tenha”.

Várias vezes. O resultado:

Tenebroso não? E também fascinante. Tenho minhas dúvidas sobre se o que se ouve ao final sejam mesmo as frequências ressonantes da sala – os sons me lembraram muito da microfonia, e imagino se mais importante do que a sala, seja o equipamento de áudio e a microfonia que acaba reforçando a si mesma.

Seja como for, o experimento, a arte de Lucier se tornou um clássico. E Evan Borman realizou esta versão incluindo vídeo:

Note como o vídeo, reproduzido em monitor de TV e então gravado novamente por uma câmera, repetidamente, acaba se degradando para os padrões de rebatimento e (falta de) sincronia entre a imagem formada na tela e a taxa de captura da câmera.

Tudo muito complicado? Pois há algo muito simples, e extremamente importante em todos estes exemplos de cópias recursivas. Perceba como todas elas acabam por degenerar nos ruídos e defeitos particulares, e inicialmente imperceptíveis, dos sistemas de reprodução.

Pequenos artifacts JPEG ao redor de contornos se tornam uma série de padrões abstratos por toda a imagem. Ruídos e blips metalizados em MP3s se tornam uma série longa e excruciante de sons. Aglomerados de toner se tornam grandes aglomerados pelo papel. Ecos ou microfonias tomam conta de um áudio, enquanto barras de rebatimento tomam conta de um vídeo.

O ruído tomou conta das cópias. Por que isto é importante?

O QUE SOMOS

Recursão é o processo pelo qual um processo é aplicado sobre ele mesmo, repetidas vezes. Cópia recursiva é assim a cópia da cópia (da cópia, da cópia…). Ao invés de cópia, no entanto, poderia ter usado o sinônimo…

Reprodução. Reprodução recursiva. E reprodução deve lembrar você de algo.

Nós nos reproduzimos. Os animais se reproduzem. Plantas se reproduzem. Seres vivos, comumente, se reproduzem. E as reproduções também se reproduzem. São reproduções recursivas.

A reprodução biológica dificilmente é, se é que é alguma vez, “perfeita”. Não apenas porque seus filhos podem puxar seu cabelo ruim e a alergia a gatos de sua cara-metade, mas porque eles não são exatamente a mescla de genes onde toda informação genética da reprodução pode ser traçada de volta a um dos dois pais. Sempre acabam ocorrendo erros na cópia, mutações, embora elas sejam quase sempre inócuas. Mas elas ocorrem.

Há sempre ruídos, ou melhor, “artifacts”, no processo de reprodução. E você agora já sabe, depois de tantos exemplos, o que costuma acontecer em cópias, ou reproduções recursivas depois de muitas gerações. Os “ruídos” tomam conta das reproduções.

E isto é o que somos. Somos o “ruído” da reprodução recursiva. Somos uma cópia de zilionésima geração de uma forma de vida extremamente simples que surgiu há bilhões de anos.

Se a reprodução através do DNA fosse perfeita, ainda seríamos exatamente a mesma forma de vida. Mas a reprodução nunca foi “perfeita”. As cópias sempre eram um pouco diferentes das originais. Sempre houve algum ruído. E este ruído rapidamente passou a dominar o que era esta forma de vida. Como vimos, é praticamente inevitável. Pouco, ou quase nada do que ela era foi preservado, quase tudo que somos é “ruído”. No sentido de que não temos quase nada da forma de vida original, somos uma cópia degenerada de zilionésima geração. Somos ruído.

Somos contudo um ruído muito especial. Não se engane: assim como o “ruído” de imagens JPEG, MP3s, fotocópias e afins não são completamente aleatórios – eles dependem dos mecanismos que geram o ruído –, nós também não somos um ruído sem qualquer sentido, fruto do mero acaso.

Somos um “ruído” que reflete toda a história das zilhões de cópias pelas quais esta forma de vida passou, preservando alguns aspectos e excluindo outros, tendo como fio comum o próprio mecanismo de reprodução.

Assim como o pouco que se pode saber sobre a imagem JPEG original é que ela foi salva no formato JPEG, o papel passou por uma fotocopiadora e Alvin Luscious usou um gravador de som, podemos saber que a forma de vida original da qual todos descendemos também possuía um DNA que devia funcionar basicamente como o que está presente em cada uma de nossas bilhões de células.

O resto do que somos é… “ruído”. Uma simples máquina de xerox e 100 cópias já são suficientes para uma demonstração muito clara do conceito central à teoria da evolução. E através dela, ao descobrir o que somos também entendemos de onde viemos.

– – – [via BoingBoing, Reddit, Microsiervos and with thanks to girino]

Quer mais 100nexos? A recursão é um fenômeno poderosíssimo, e filmar uma tela de TV alimentando a tela com a imagem capturada, de forma recursiva, não só produz videoarte, como esta arte pode incluir fractais (não perca: The Ultimate Video Feedback Page) e mesmo autômatos celulares, ou em outras palavras, sistemas de computação. Alguns dizem que serve até de porta de comunicação para os espíritos. Mas estes são outros 100nexos que ainda devem render um novo post. Ainda teremos um post dando seguimento a “Boxxy for President“, bem como a profecia diz que antes do final dos tempos teremos a conclusão da série como “Como se construíram as Pirâmides?“. Perdoem este autor Sedentário&Hiperativo que sempre acaba ficando inspirado por temas diferentes e acaba não concluindo os planos mirabolantes que tem para séries de artigos.

  • Show de tópico, muito bem explicado.
    valew por mais este tópico especial amigo.

  • Guilherme

    Homeopatia?

  • V

    Nunca li algo parecido. Isso poderia ser uma tese de mestrado.
    Muito interessante, gostei mesmo.

  • Pablo

    Bom…desculpe se entendi mal, mas a conotação o texto foi um tanto negativa certo (não q o texto seja ruim, pelo contrário. Acho q ele faz com que reflitamos, e isso é imensamente positivo) ? Negativa no sentido de que reduz a humanidade a cópia da cópia a enésima potência… mas diferente do efeito de “dissolução” que apresentam os arquivos jpg e mp3, acredito q a humanidade só melhorou, evoluiu…
    A base do ADN é a mesma de milhões de anos atrás, mas acho q os “arredores” se adaptaram como foi possível… e diga-se de passagem, o fizeram até bem.
    Mais uma vez desculpe-me se entendi errado, mas acho q a comparação não é de todo justa. Mas ainda assim é um texto com conteúdo que mexe com meus brios, e isso é ótimo…
    Até!!!

  • euler

    vi uma matéria no fantástico onde o dráuzio varela falava algo sobre o processo de envelhecimento e ele usou um exemplo parecido pra explicar a degeneralização das células. bem legal.

  • Tiago

    Texto muito bacana. Muito tempo sem visitar o sedentario, e logo de cara um texto assim. Legal saber que a copia da copia trouxe experiencia a todos. Um pouco negativo, ou sombrio, nao sei. Mas esta duca! Como disse o Pablo acima: um texto que mexe com os “brios”.
    Muito bom!

  • Jacques Menezes

    Ainda que cópia recursiva com ruido, o ser humano de hoje é evolução. Logo ruido leva a evolução ou quiçá é a evolução em si mesmo.

    Talvez um exercício interessante seria passar a apreciar o ruido do audio e do vídeo como um produto válido. O que já é bem feito no universo da música eletrônica com a geração de parâmetros para se manipular e controlar o resultado “ruido”.

    Evolution baby!

    Mori: Aeee Jacques é EXATAMENTE isto! O som final pode ser irritante, mas é om certeze algo que mudou, algo que evoluiu. E alguns podem até achar que é mais “avançado”, mais complexo. O próprio Luscius sugeriu que o som final era mais agradável que sua voz original, já que ele diz ser meio gago, e que o som final com frequências ressonantes é mais suavizado.

  • Vixe, o kra que pensou primeiramente nesse lance da ressonancia era um bocado desocupado… ou no minimo muito perceptivo pra ver que a voz a ressonancia da sala ia acabar abafando o som inicial.

  • Yanko

    Melhor coluna até hoje, Kentaro!
    (De longe, se eu ignorar completamente a de “quantos GBs ejaculamos” aeuhuhaeh)

  • Val Valiant Thor

    Discordo totalmente.

    A abordagem ruído para questão da formação da humanidade é muito infeliz. Isso só teria algum sentido se nós nascêssemos e ficássemos inertes, de alguma maneira nos repdroduzíssemos e, então, encontrássemos com a morte… Todos, com mais ou menos ruídos, seriam “recopiados” novamente e isso ira se suceder até um fim catastrófico.

    Ocorre JUSTAMENTE o CONTRÁRIO. O meio nos adapta. Os ruídos são rapidamente (levando em consideração um processo de evolução) elimados, seja por processo de seleção natural, sexual e até mesmo social…

    Pra mim esse post poderia ter tido um grande desfexo. O que vejo não se trata de ruídos em nossos DNA, mas sim na mentalidade de cada um.

    As pessoas (como muitas delas estão fazendo ao ler esse post) absorvem somente uma parcela do que é realmente importate. E o que acontece em seguida?
    Repassam de um modo não condizente e alguém o absorve.
    E assim vai… até o resultado final ser intolerantes atitudes humanas hoje comumnete vistas, principalmente em questões RELIGIOSAS e ÉTICAS e deturpações de filosofias e até mesmo fatos históricos…

    Bom Kentaro, eu não sei o que vc acha da grande dádiva que é a vida (não estou indo para lado espiritual), mas esse seu post, pelo meu ver, é extramente pessimista e favorece para as pessoas permanecam estagnadas diante do processo de evolução (entenda evolução em todos os aspectos), aceitarem seus grandes ruídos e, ainda pior, se conformarem e passarem isso adiante.

    Talvez eu possua ruídos na forma de escrever e de me expressar, mas com certeza eu evito que oturos ruídos sejam absorvidos com má qualidade por outras pessoas que já tenham deficiencias e degenarar, ainda mais, a suposta má qualidade que já estamos inseridos.

  • Val Valiant Thor

    Diga-se de passagem que, sabendo identificar o que é ruído ou não em seu post, eu o achei muito interessante e, como disse o Pablo, faz com que reflitamos, e isso é imensamente positivo!

  • Brilhante!

    Esse foi um dos mais brilhantes argumentos CONTRA a Teoria da Evolução que eu já vi.

    Sei que essa não era a sua intenção mas você conseguiu. Parabéns, eu não teria feito melhor.

    As mutações produzem uma cópia degenerada do original, isso torna a evolução inviável.

    Veja que talvez essa seja uma explicação do porque nós envelhecemos.

    Aparentemente o ser humano deveria ser eterno, mas por alguma razão, não plenamente determinada, nós envelhecemos e morremos.

    Jeorane

  • Gabriel Andery

    Na verdade, acho que o texto está bastante preciso com relação ao que somos. Estudei um pouco de bioinformática, que analisa padrões no código genético com o auxílio do computador, e é possível identificar diversos trechos de código genético que simplesmente não fazem nada, não alteram o comportamento e o funcionamento do organismo.

    Pesquisas mostram que trechos de código genético inseridos ou que sofreram mutações, mas que não trazem alterações aparentes, acabam sendo mantidos no código por não afetarem em nada. Caso o código modificado ou inserido cause alguma disfunção, a própria seleção natural trata de eliminar o organismo da natureza (ou tratava, já que o homem passou a “controlar” a seleção natural). Enquanto que trechos de código que alteram de forma positiva, permitindo que o ser vivo se adapte melhor ao meio, são mantidos.

    Portanto, o nosso código genético, assim como o código de todos os seres vivos, possui um monte de ruído, código que simplesmente não serve pra nada, mas que está lá, já que não atrapalha também.

    Além disso, é possível identificar diversos padrões no código genético, trechos literalmente “copiados” de outros seres, que acabaram sendo inseridos durante algum processo como o de simbiose. Tudo ruído… Se atrapalha é eliminado, caso contrário, fica lá para as futuras gerações…

  • K-prA

    “Palavras do Pablo” [2]

  • Mori você escreveu:
    E isto é o que somos. Somos o “ruído” da reprodução recursiva. Somos uma cópia de zilionésima geração de uma forma de vida extremamente simples que surgiu há bilhões de anos.

    Minha Resposta:
    Se você aplicasse a compressão na imagem JPG milhões de vezes, você teria provavelmente uma imagem VAZIA, isso é NADA.
    Você não teria uma imagem melhorada.

    Usando a sua argumentação, concluimos que a espécie humana NÃO ESTÁ EVOLUINDO, ele está se degenerando.

    Sendo assim no futuro a espécie humana deixará de existir, segundo a sua argumentação.

    Como eu já disse em meu comentário anterior, esse foi um dos mais brilhantes argumentos CONTRA a Teoria da Evolução que eu já vi.

    Jeorane

  • Manticore

    Cara, muito bom.

    Filosófico mesmo.

  • Wagner

    Excelente! Nunca tinha lido algo sobre, achei muito intrigante!

  • VJ Gambit

    Pablo, interessante seu comentário… mas discordo da part do ADN… assim como a base do ADN de um ser vivo permanece a mesma, a base de uma foto permanece a mesma, bits, já o ambiente em que ela é jogada degrada essa base… o mesmo para sons onde a base são pulsos, frequencias…. o ambiente os corrompe… é um principio de mutabilidade, estamos passando por isso de geração em geração…

    ps.: guilherme, homeopatia, realmente…dissolvendo o objeto até sobrar quase nada do original…

  • Mori,

    Você percebeu que a imagem do vídeo tende a se tornar completamente PRETA?

    Isso é, todos os pixels tendem a ser iguais ou em RGB 0,0,0 (Imagem Vazia).

    Isso não é evolução, é degeneração, simplificação.

    Veja que o mesmo acontece com a linguagem humana, com o passar dos anos ele se torna cada vez mais simplificada.
    Os idiomas Português e Inglês antigos eram muito mais complexos que os atuais.

    Jeorane

    Mori: Pois é, o vídeo é um sistema de reprodução analógico, e realmente acaba ocorrendo esta tendência à dissolução. Mas a imagem JPEG é digital, assim como o MP3 passou por um normalizador de volume, e acho que é bem claro que o “ruído”, a entropia aparente, aumentou. Embora o tamanho dos arquivos não tenha aumentado, porque o ruído, a entropia, aumentou justamente de forma otimizada para os algoritmos de compressão, experimente tentar comprimir os arquivos com algoritmos de compressão diferentes para ver se os arquivos finais não são maiores que os iniciais. Ué, “complexidade” surgindo… “aleatoriamente”?
    Não, a “complexidade” não surgiu aletoriamente, porque se você leu a coluna e entendeu seu conteúdo, deve ter entendido que o “ruído” não foi aleatório, ele dependeu dos mecanismo de reprodução envolvidos na recursão. O mesmo ocorre com a evolução natural: a seleção natural é parte do processo de reprodução, porque o que não se reproduz não é selecionado. E talvez não seja mera coincidência que o código genético seja grosso modo digital. Cruze ervilhas enrugadas com lisas, e você não terá ervilhas meio-enrugadas. Terá ervilhas com o gene dominante, mas com o gene recessivo bem guardado no código genético. As loiras não desparecerão tão cedo da face da Terra.
    Outro ponto extremamente importante é notar que “evolução” significa mudança. Não significa necessariamente “progresso” ou “degeneração”. Tanto progresso como degeneração são evolução, porque são mudanças, mas nem toda evolução é progresso (ou degeneração). Alguns diriam que a fotocópia de centésima geração é algo muito interessante que o original, quase arte. Progresso? Outros diriam que é claramente algo pior. Degeneração? É algo subjetivo, mas o que é objetivo é que a centésima cópia é DIFERENTE do original reproduzido recursivamente, houve evolução. Novamente, o mesmo ocorre com a evolução natural. Somos melhores que os insetos, que compõem a maior parte da biomassa terrestre e sobreviveriam a um holocausto nuclear? Alguns diriam que sim, outros que não. Fato é que somos fruto da evolução, porque somos diferentes de nossos ancestrais, dos quais há farta evidência de que descendemos. Assim como há dos insetos, e todos os seres vivos no planeta: todos e cada um deles é tão “evoluído” quanto nós, todos são fruto de 4,5 bilhões de anos de evolução.
    Por fim, só um comentário rápido sobre a comparação com homepatia. Caramba, parabéns, hahahaha, nem passou por minha cabeça homeopatia. Seria uma boa analogia, não fosse o detalhe de que diversos experimentos controlados sobre a eficácia da homepatia falharam em detectar qualquer efeito além de mero placebo, isto é, sugestionabilidade. Na homeopatia não há cópia, há meramente dissolução. Os elementos ativos são dissolvidos até que não resta nenhuma molécula deles, e ao contrário do alegado, não há nenhum efeito deles quando não resta mais nenhuma molécula dos mesmos.
    A parte de contestar aqui criacionistas e negar a homeopatia é a parte “chata”, cética, que eu não aprecio tanto fazer… gostei muito de escrever esta última coluna e agradeço o retorno dos leitores, incluindo os criacionistas, que a apreciaram. Mas dêem uma boa lida, porque a metáfora realmente é uma demonstração muito acessível e clara da validade da evolução, indicando o que realmente somos e de onde viemos.

  • Beavis

    Caraca!!! deu um nó no meu cérebro. A pesar de não concordar com certas coisas, muito bom texto.

  • Paulo Vinicius Hungaro

    coment ao Pablo

    Colega, evolui ? voce deve estar de brincadeira, evolucao se dá quando a espécie, raça melhora para se adaptar ao ambiente, (Darwin comprovou isso, Newton dentre outros) não moldamos o ambiente para nos melhor satisfazer e degradamos tudo em volta.
    Desafio voce a nos comparar com qualquer especie “não evoluida” e responder algumas perguntas :
    quais delas matão seus filhos perfeito ?
    quantas vezes voce viu um macho abusar sexualmente de um filhote ?
    qual espécie mata por prazer ?
    que animal destroia seu ecossistema para beneficio proprio ?
    qual animal macho tortura sua femea, escravisa seus proprios descentes ou os maltrata porque são de cor diferente (como albinos, onça preta, etc) ?

    realmente somos o ruido, nos adaptamos sim, mas evolucao … nunca

  • Saci

    Pablo,

    Não há do que nos sentirmos humilhados, rebaixados, em ser “a cópia da cópia na enésima potência”. Somos apenas mais uma espécie neste planeta, sem nada de especial a não ser um cérebro grande.

    Um fator importante que foi esquecido no paralelo biológico da reprodução recursiva e seus ruídos é justamente a seleção natural. Nós e quaisquer seres vivos (seja eu, um ornitorrinco, uma goiabeira ou uma bactéria) não evoluímos a partir de “qualquer” ruído, mas sim daqueles que de alguma maneira melhoram nosso “fitness”, nosso desempenho em sobrevivência e reprodução. Ruído que não presta é eliminado pela seleção natural. Muitos não fazem diferença nenhuma (neutros) e acabam ficando por aí também.

  • nossa, nunca tinha lido algo sobre isso… obrigada pela informação! começarei a pesquisar!

    ótimo post!

  • deuso

    Acho que o povo não entendeu que se trata de uma metáfora.

    Se bem entendi, não é porque a imagem com ruído fica degenerada que o ruído humano – a evolução – também o é.

    O ruído do JPEG tornar a imagem feia é como nós, humanos, estamos acostumados a perceber. Da mesma forma, como o Paulo disse, a evolução ou não da humanidade é uma questão filosófica.

    Mori: Precisamente. Só o detalhe de que entender evolução como melhora é um entendimento popular. Na biologia, a humanidade com certeza evoluiu, porque simplesmente mudou. Se progrediu, realmente, é algo subjetivo — em certos aspectos sim, em outros não.

  • geludos

    Otimo topico, a não fazer uma analise fisica, fez uma excelente pensamento filosofico…

    Continue assim, espero o fim do topico, Boxxy for presidente… xD

  • EC

    É interessante a teoria e como pensamento filosófico mais ainda, mas para por aí, nada mais se pode adicionar, e querer colocar provas científicas sobre o fato é mera tolice. Afinal o paralelo não é de forma nenhuma aplicavel sob qualquer dos parametros que o proprio teorema estabelece, é o clássico suposição sobre suposição. O que mais me espanta é tanta gente querer achar verdades num blog de variedades e humor. Não deixa de ser uma boa análise do ser humano, num post eu vejo delicinhas na CAM no seguinte eu busco minhas verdades essenciais sobre a criação e a evolução.

    Mori: Pô. Eu publiquei exatamente o mesmo post no ScienceBlogs Brasil. Não desmereça um conteúdo pela embalagem, por favor. E nem desmereça a embalagem, porque se o Sedentário aposta em promover uma coluna sobre ciência e ceticismo lado a lado com delicinhas, para mim merece mais do que aplausos. Ainda teremos delicinhas DENTRO desta coluna sobre ciência. Eu com certeza ia na Boxxy (quando completar 18 anos e claro, se não ficar fazendo aquelas caras e voz toda hora).

  • Mori,

    Obrigado por sua resposta.

    Mas eu quis dizer que a tendência é uma simplificação, isto é, depois de milhões de iterações a imagem tende a se tornar PRETA ou de UMA COR SÓ.

    Talvez o som também após muitas iterações seja apenas uma onda senoidal simples.

    Isso é tudo tende ao NADA, ao equilíbro.

    Isso NÃO É EVOLUÇÃO.

    Mori: Mesmo que ficasse completamente preto, se a imagem original não era preta, então é evolução. Se você não entendeu que evolução significa simplesmente mudança, então não entendeu o básico do básico sobre a evolução das espécie, Jeorane. Não tente fazer referência a um dicionário: leia material sobre a evolução biológica e consulte professores e profissionais da área. Evolução não é sinônimo de “progresso” (ou mesmo “retrocesso”).
    E, afinal de contas, o vídeo logo no início está bem longe de se tornar completamente negro. O áudio realmente tende a ondas harmônicas simples, mas então… você leu meu comentário sobre sistemas de reprodução analógicos e digitais? O MP3 não tendeu nada a ondas harmônicas simples mesmo depois de 666 iterações. Pelo contrário. Nos links indicados como fonte há comentários que indicam imagens espectrais do Rickroll elevado à 600a potência, e você vê claramente como os contrastes se acentuam. Há mais ruído, mais entropia, em certo sentido pelo menos.

    Jeorane

  • O que parece ser uma discussão paralela, mas totalmente pertinente é a questão da evolução inter-espécies. Que o nosso DNA recebe ruído de outras gerações, do meio ambiente, se modifica e se adapta, é totalmente lógico, óbvio e coerente. Eu ainda acredito que no futuro, vai se descobrir que o DNA tem muuuito mais coisa do que pensa nossa vã filosofia.

    Porém, acreditar que essa recursão fez uma protozoário se transformar numa ameba, num peixe,…. macaco, homem.. enfim, a teoria clássica da evolução/seleção natural não tem nenhum nexo. Sério, não tem nem ligação. Se temos um cérebro maior, não houve perda e sim ganho, algo totalmente ao contrário do texto. Não concordo com o termo evolução, pois parece que está avançando pra frente, como lembrou o Jeorane. Mas adaptação, modificação parecem termos mais adequados pra descrever a recursividade genética.

    Att.

    Marcão

    Mori: Evolução, no contexto da teoria evolutiva, significa justamente mudança, e não (necessariamente) ganho. Todo ganho é uma mudança, mas nem toda mudança é um ganho.

  • Putz… comparar a evolução biológica com o sistema de ruidos digital… que foi criado através de calculos e evolução do “ruido” em questão foi de lascar, rsrs.

    Achei meio forçado.

  • RED MAN

    “EC” se viajou ein!
    Mori, parabéns pelo post como sempre… e diminua o intervalo de tempo entre seus post’s! Abraços =D

  • Rogério

    Simplesmente show, sem comentarios, um nivel de raciocinio sem comparação!!!!!]

    Parabéns!!!!!

  • pelgrim

    gostei muito do texto, embora ache que tenha passagens falaciosas e lacunas meio grandes demais. mas isso é só minha opinião.
    Também é minha opinião que é um vício bobo entender ‘evolução’ como ‘processo de melhora’. Um organismo ‘evoluído’ poderia ser entendido simplesmente como ‘diferente’. Essa herança do antropocentrismo de que os elementos que compõe o ser humano são o ‘ouro’ da evolução, sem muito pontuar, simplesmente tomando a ‘vida’ como algo maravilhoso por si só, é algo que me soa muito limito. mas… that’s a free country…

  • Célio

    Não acho que o texto “reduz” o ser humano… até porque não somos uma forma de vida tão espetacular para que o fato de sermos cópia da cópia nos reduza a um patamar menor.

    Achei muito interessante. Se for ver tem bastante sentido.

  • João B.

    @Val Valiant Thor

    Nenhum Fator, seja ele ambiental, social, religioso, etc… de proporções normais, pode alterar o DNA, se você nasce com o defeito genetico relacionado com a autismo, hoje você vive, mas na idade da pedra provavelmente você morreria, ou seja os mecanismos naturais de seleção foram a forma concebida para lidar com o fato de uma modificação (ou ruido) que leve a uma piora… Precisamos de uns 100.000 anos pra começarmos a vencer essa caracteristica da natureza…

    @Todos

    Vocês entenderam essa modificação nas imagens e sons como degradação, mas na verdade, foi uma conversão, não no formato, mas no sentido… O que antes era uma foto de algumas nuvens no céu, passou a ser um imenso monte de dados tratados atraves de uma enorme equação… Pois a foto original era um conjunto de numeros e equações, que resultavam naquela imagem quando traduzidas de forma correta pelo programa leitor (tentem abrir uma Jpeg pequena no notepad…) e depois de passar repetidas vezes per uma equação especifica, ela passou a não ser mais legivel pelo leitor padrão… caso o algoritmo Jpeg não eliminasse informações, bastaria passar a imagem 600 vezes pela equação inversa, e teriamos a imagem de volta, como era antes…

  • Val Valiant Thor

    Mostre-me um exemplo de evolução com degenerações, partindo do princípo que degenerar seria perder qualidades, tornar-se pior.

    Existem sim degenerações físicas que propiciam uma adaptação ao meio e, consequetemente GANHOS. Seja por atrofia de membros não utilizados para melhorar a agilidade, ou de orgãos para não acarretar problemas desnecessários a saúde (já que não os utiliza, para que ficar lá?), como no caso do apêndice…etc. Isso sim é evolução. Neste ponto eu concordo!

    Agora, onde que existe algum tipo de GANHO nestes processos digitais que atribuem ruídos a cada processo.

    Talvez eu esteja me apegando muito aos termos utilizados.
    Mas, usar simplificações para dizer sobre evolução, pra mim ainda é inconsistente, levando em consideração o que foi aqui apresentado.

    Se fosse assim, de serem simplificados e até mesmo unicelulares seres não haveriam ocorrido diversas modificações e formar hoje nossa espécie.
    Se fosse como diz, estaria nossa especíe voltando a ser seres simplificados, desprovidos de qualquer pensamento racional e com uma estrutura totalmente vunerável…

    Mori: Thor, ao insistir em exemplos de “degeneração” ou “progresso”, você só insiste em um entendimento incorreto do que é a evolução das espécies. Uma bactéria unicelular viva hoje é tão evoluída quanto nós. Mas é diferente das formas de vida unicelulares há bilhões de anos. Há fungos de aparência simples que possuem mais genes do que nós. Em uma próxima coluna, complementando esta, como repito, abordarei em mais detalhe este erro. Mas não confie (apenas) em minhas colunas, de fato. Escrevo-as pretendendo que informem a ajudem a muitos, mas não sou um biólogo, e estas colunas não devem ser todo o contato que os leitores devam ter com tais temas. Espero que provoquem e instiguem a saber mais em outras fontes mais completas e, devo reconhecer, confiáveis. Repito: leia Stephen Jay Gould e Richard Dawkins para exposições mais rigorosas, belas e completas sobre tais temas, e se quer mesmo contestar e revolucionar a evolução, forme-se biólogo e publique suas teses.

  • Val Valiant Thor

    João B.

    E o que importa isso que você disse levando em consideração a discussão proposta? De onde os mecanismos de seleção levam a uma piora?
    Se você hoje consegue ler, falar, andar, nadar, pensar é porque você evoluiu. E principalmente pq a nossa espécie atribuí muitos GANHOS no decorrer do tempo e é só por isso que o homem é capaz de realizar tanto benfeitorias quanto atrocidades intoleráveis.

    E não usem o argumento de estarmos “destruindo o planeta” pq isso deve-se aos costumes, tradições, livre-arbítrio de cada um. E isso foi JUSTAMENTE O QUE NÃO FOI COMENTADO, o fator do pensamento. Foi comentado somente sobre o DNA…

    Mori: Novamente, não se confunda evolução com progresso, ganhos. E não fique tão impressionado ao descobrir que, pelos critérios humanos, é incrível que tenhamos evoluído até sermos… humanos! A lesma ao seu lado é tão evoluída quanto você. Ou eu. Claro, possuímos uma grande inteligência e somos os únicos animais capazes de construir civilização, ciência, mesmo de compreender a evolução. Mas este é, ao que parece, um acidente de percurso, um artifact do processo de evolução — tanto que só ocorreu uma única vez. Ainda escreverei uma coluna sobre isso. Aqui, nesta coluna, o importante é entender que a evolução, a mudança, é uma consequência inevitável de reproduções recursivas. A evolução é inevitável.

  • Bormann

    Excelente o post, mas só tem um detalhe:
    Os ruídos digitais, como está escrito, são sempre os mesmos. se vc fizer 1000 copias do mesmo jpg original, vai ter 1000 copias idênticas (entre elas) em ruído.
    Com o DNA não é assim.
    Cada cópia apresenta um ruído diferente, q leva a uma mutação diferente. o meio se encarrega de “escolher” as melhores cópias. nesse caso, a cópia acaba sendo “melhor” (com muitas aspas, muitas mesmo) do que o original
    Já no processo de envelhecimento (como eu achei q ia terminar o post) acontece exatamente como o jpg.

    Pensando assim, um bom começo pra se tentar parar o processo de envelhecimento é encontrar um jeito de fazer isso com jpeg antes. =)

    Mori: Sim, no post eu escrevi que os “ruídos digitais” em JPEG e MP3 são determinados, ou deterministas. São artifacts, na verdade. Já no DNA, as mutações não são deterministas, e os erros de cópia não serão os mesmos. O pessoal anda chamando a atenção e realmente, o processo de envelhecimento é uma analogia mais apropriada e evidente, mas interpretar a relação com o processo de evolução também me pareceu fascinante por enfatizar o aspecto de que a evolução é inevitável. É exatamente o que você deveria esperar de cópias recursivas com alguns erros de transcrição.

  • Itu

    No caso da evolução, ainda existe o fator seleção natural, que dificulta a reprodução de seres com algum ruido que o tenha tornado menos adaptado ao ambiente.

    Nesse sentido, a TE se torna valida tanto se assumirmos que o ser humano fosse “originalmente muito bem desenhado” ou que ele tenha “surgido a partir de simios primitivos”. A presença do ruido durante a reprodução fez com que ocorressem mudanças na especie original. O ruido logo torna-se dominante. A seleção natural se encarrega de fazer com que os individuos menos adaptados sejam eliminados.

    Um exemplo:

    http://rogeralsing.com/2008/12/07/genetic-programming-evolution-of-mona-lisa/

    nesse caso, a partir de um vetor aleatorio de poligonos semitransparentes, chegou-se a uma imagem bem proxima do que é a pintura original.

    Mas se o vetor original fosse uma outra imagem qualquer, por exemplo uma renderização usando 50 poligonos que seja proxima ao seu papel de parede, ou então uma imagem que vc considere “perfeita”… ao se aplicar o processo de evolução, depois de muitas interações vc tera a monalisa. Simplesmente por que o ambiente favorece renderizações semelhantes à monalisa.

    Mori: Maravilha. E desculpas aos comentários a que não respondi, sejam os com elogios (e vai aqui um obrigado!) sejam os com críticas (outro obrigado! E igualmente! :-D). Não acho que poderei responder a todos (ou só ficarei respondendo a comentário), mas estarei lendo e eventualmente respondendo a alguns.

  • Val Valiant Thor

    Ao meu lado a lesma de longe não é nada evolúida tanto quanto eu ou você.
    Ela sofreu suas sim suas mutações, muitas e muitas. Ela com certeza evoluiu também. Mas estamos muitoo, mas muitoooooo longe de estarmos num mesmo patamar. Dentro do processo evolutivo e téorico proposto, a nós tem muito mais capacidades do que a lesma. Começando pelo raciocínio lógico e podermos absorver conhecimento. Seja isso devido a artifact, mutação ou milagre divino.

    Se algo e evolui, é em sentido a alguma direção. E para isso temos sim que mudarmos. Mas nunca nos deteriorarmos ou simplificarmos como o texto diz.

    Não há evolução com retrocesso. E nenhuma espécie regride. Espiritualmente falando (se você acredita ou não são outros quinhentos) não há como ser primitivo em sua essência novamente, no máximo ficamos estagnado frente ao grande caminho que temos pela frenteaté alcançar a perfeição.
    DNAmente falando, fisicamente falando é assim. Nossas complexidades só aumentam. NUNCA regridem.

    Mori: Thor, você está simplesmente fornecendo seus dogmas e preconceitos sobre o que é o termo evolução e aplicando-os aonde não é apropriado, no caso, nesta coluna e na evolução das espécies. Como repito pela enésima vez, evolução significa simplesmente mudança, e é um engano popular interpretá-la como sinônimo de progresso ou mesmo apontando em uma direção ou finalidade específica (teleologia e afins). Isso é bem exposto em diversas obras de divulgaão científica sobre evolução, de Gould, Dawkins e afins.

  • Val Valiant Thor

    De qualquer forma gosto muito de discussões sadias como esta.
    Abosrverei tudo que acho interessante. Serão ruídos, mas irei estudar/relfetir mais para assim deixarem de ser.

    Parabéns. Seu post é sim muito bom. O fato deu não concordar não a minimiza.

    Assim como milhares de teorias possuem fraquezas ao serem vistas por um, podem ser brilhantes por outros. O interessante é que todas elas não voltam para um siples 1+1 =2. Todas elas mudam. Evoluem e serão consagradas, mesmo que faça parte de uma pequene referência bibliográfica.

    Isso é evolucão!

  • Itu

    @Val Valiant Thor

    A nossa especie tornou-se muito complexa depois de bilhoes de anos, sim. Nosso cérebro passou por uma grande mudança, e as evidencias que temos disponiveis mostram que ele se tornou mais complexo, mais funcional etc…

    Mas o que dizer dos nossos joelhos? Dos nossos olhos, tão fracos em comparação aos de outras especies? Do enorme sofrimento que a nossa adaptação para andarmos eretos provoca a mulheres durante o parto? E o caso mais conhecido, nossa grande sensibilidade a contaminação por radioatividade…

    Mori: Excelente, Itu. Vale notar que chimpanzés são muito mais fortes que nós, e nosso ancestrais mais distantes eram provavelmente fisicamente mais robustos. “Progresso” e “degeneração” são conceitos subjetivos e um tanto arbitrários. A evolução natural acaba priorizando apenas a reprodução recursiva em si mesma. A inteligência é um artifact. Um ruído, neste caso, literalmente, porque não foi propriamente determinado por nenhuma grande pressão ambiental — do contrário esperaríamos que outras espécies também partilhassem uma inteligência crescente, igual ou superior à nossa. Quando perguntam por q não há macacos inteligentes, é porque presumem que a evolução leva sempre à inteligência. Na verdade, ela quase nunca leva à inteligência. Apenas uma única espécie evoluiu inteligência superior, e todas as outras formas comparáveis de inteligência no mundo animal são nossos parentes não muito distantes. Ainda haverá uma coluna sobre isso, talvez a próxima, se baixar a inspiração.

  • Leo

    O post começou mto bem, mas divergiu a partir de um ponto.

    Uma imagem, como um conjunto de pixels, possui uma entropia baixíssima, e, consequentemente, grande tamanho/informação. Se há algo que os algoritmos fazem é aumentar discretamente a entropia. Claro que uma repetição do processo é um aumento progressivo dessa entropia que leva à aleatoriedade. Mas essa questão de aleatoriedade é relativa. Vou explicar por que.
    Vc definiu essa aleatoriedade como sistêmica. Sendo assim, ela não é essenciamente uma aleatoriedade. Mas se voce ler um mp3 no formato binário voce o encararia como aleatório, visto a ausencia de padrões. Contudo, ao ouvir o mp3 encontramos padrões sonoros. A partir de um certo número de cópias esses padrões sonoros tendem a sumir, ou seja, na prática, entramos no campo aleatório de sons, vulgo ruído.

    Não entendi sinceramente sua correlação com a reprodução humana, onde, definitivamente HÁ aletoriedade presente, o que nao acontece em algoritmos. Imagino ser a combinação dessa aleatoriedade com a teoria da evolução que explica porque não somos ruído, e nunca seremos. Os padroes básicos para manutenção da vida sempre permanecerão, pois as aleatorieades que o removerem não sobreviverão.

    Uma metáfora muito mais adequada aos processos digitais “losses” seria o processo de envelhecimento dos seres vivos, onde, aí sim, há o fenômeno da propagação do ruído, que culmina com a destruição dos processos de manutenção da vida – ou seja – a morte.

    Abraços

  • Guilherme

    Ainda me incomodo um pouco com a questão da “ruidação”. No caso da xerox, para mim, o ruído só evidencia a essência, porque não consegue atingi-la, a imagem ainda tem traços fortes do original. O filtro que filtra a mesma água 1000 vezes torna-a mais pura ou a transforma em outra coisa?
    Acho a analogia bem interessante, mas da forma positivista. Vi que é uma tendência das pessoas se espantarem com o fim do texto, por pensar que ele estaria reduzindo a importância da evolução. O que compreendi, é que o ruído nos lapida, mostrando finalmente a nossa essência. Entendi mal?

  • Ótimo texto Kentaro, se superou nessa!

  • João B.

    @Todos

    Vocês não estão se atendo ao referencial… Falando que estamos no topo da cadeia evolutiva, e estamos só por causa de UM unico “defeito”… Nós sobrepomos nossos instintos, nos desenvolvemos tecnologia pra nos livrarnos de problemas que os outros animais simplesmente não tentam sobrepor, pois seus instintos não os dizem pra faze-lo…

    Não somos o animal mais especializado da natureza em nenhum fator que foi relevante para sobrevivencia de qualquer outra especie, extinta ou não…

    O que no texto é dito como falha, é na verdade, a alteração no sentido da informação, assim como ocorreu provavelmente com as partes inativas do DNA, aonde a ação do processo evolutivo deixou muito “ruido” inutil, portanto desativado, enquanto um “ruido” util acabou por ser aproveitado, gerando alguma habilidade nova e ou alguma mudança de paradgma dentro da especie…

    Enfim, tenho tentado dizer, que não é só por que a imagem, o som, o video perdeu o valor (ou seja, adquiriu um defeito) para a função originalmente proposta, que a mudança foi um defeito…

    No caso do texto, as imagens alteradas pelo algoritmo de compactação, e os audio e video alterados pela ação do equipamento de gravação e reprodução adquiriram as qualidades nescessárias para que o autor conseguisse transmitir a sua idéia (portanto ganharam uma vantagem, não um defeito…).

  • Val Valiant Thor

    @Itu

    Em nenhum momento disse que somos perfeitos. E talvez nunca seremos devido as diversas interferências que sofremos no decorrer do tempo e as necessidades que vão surgindo.

    Agora pare e pense: Você acha que um dia todos seremos cegos, surdos sem qualquer tipo de sentido parecido?
    Você acha que uma dia deixaremos de andar ou qualquer outro modo de se locomover?
    Você acha um dia voltaremos a ser seres desprovidos de um raciocíno lógico?

    Não irei me apegar a definições como o que é evolução. Mas comparar reproduções recursivas de imagens JPEG e MP3 e dizer que tudo é vai em direção a simplificação/degeneração, quando há a suposta repetição quando nos reproduzimos, pra mim é inaceitável.

    Eu concordo plenamente com o queo parágrafo:

    “Se a reprodução através do DNA fosse perfeita, ainda seríamos exatamente a mesma forma de vida[…]”

    Mas a comparação levando a simplificação que eu não aceito…

  • Laiz

    Ruídos são falhas das cópias, mas nossa espécie evoluiu com o tempo, certo?

    Não tem como nos comparar com ruídos. Se o fossemos, regrediríamos em lugar de progredir.

    Claro que muitas coisas foram perdidas. Mas as mutações genéticas [como explica Darwin] têm sido benéficas. É a lei da sobrevivência. Precisamos evoluir para continuarmos vivos.

  • corel

    Se as pessoas continuarem a pensar que evolução significa “ficar mais inteligente”, nunca entenderão nada de teoria da evolução.
    A lesma é sim tão evoluida quanto nós. Uma barata também. Está adaptada ao ambiente, se reproduz e transfere seus genes aos descendentes. Ela não precisa de um cérebro altamente desenvolvido para sobreviver.

  • Mori, você escreveu:
    Como repito pela enésima vez, evolução significa simplesmente mudança, e é um engano popular interpretá-la como sinônimo de progresso ou mesmo apontando em uma direção ou finalidade específica (teleologia e afins). Isso é bem exposto em diversas obras de divulgaão científica sobre evolução, de Gould, Dawkins e afins

    Minha resposta:

    Mori, a sua afirmação : “evolução significa simplesmente mudança” é um completo absurdo.
    Essa afirmação não tem nenhuma validade ciêntifica.

    Isso é uma clara tentativa de induzir o leitor ao engano.

    Se essa afirmação fosse verdadeira, não seria melhor usar a palavra “mudança”, ao invés da palavra “evolução”?

    E não queira me citar Richard Dawkins, ele não é um cientista é apenas um escritor.

    Vou ilustrar:

    1- Eu tinha um castelo de areia e veio a água e aplainou tudo. Isso é uma mudança, Mas, é uma evolução?

    2- Eu escrevi um texto no Word, veio alguém e apagou tudo. Isso é uma mudança, Mas, é uma evolução?

    3- Alguém aplicou a compressão JPG numa imagem sucessivas vezes até a imagem ficar com uma cor só. Isso é uma mudança, Mas, é uma evolução?

    4- Deletar completamente as informações de um HD é uma mudança. Mas é uma evolução?

    5- Um carro atropelou um cachorro, que ficou completamente esmagado. O cachorro passou por uma mudança. Mas isso é uma evolução?

    Até uma criança sabe as respostas dessas perguntas.

    E não venha me dizer para não procurar o significado da palavra “evolução” no dicionário, isso não tem nehum fundamento.

    Richard Dawkins é apenas um escritor de divulgação ciêntifica, ele não é um cientista.

    Ele é tão fanático e tendencioso como qualquer religioso fanático. Ele não hesita em usar argumentos falsos e completamente refutáveis em sua obra, toda a sua obra é marcada pelo ateismo fanático, não pelo amor à ciência.

    Ele merece tanta consideração quanto qualquer um que postou comentários aqui.

    Ele nunca fez nenhuma pesquisa ciêntifica que merecesse qualquer consideração. NADA.

    Jeorane

    Mori: Jeorane, estude. Ao proclamar que as definições científicas de tais termos simplesmente não são assim (quando basta consultar qualquer livro bom de referência), que Dawkins nunca fez nenhuma pesquisa científica (quando basta uma busca simples para ver os vários trabalhos acadêmicos publicados por ele em uma sólida carreira científica), ao ignorar minha menção a Stephen Jay Gould, ao chegar ao cúmulo de dizer que o entendimento de uma criança a respeito de um termo deva significar algo sobre seu uso técnico, científico, acadêmico, você só expõe a própria ignorância. Você não é um ignorante, mas está exibindo e pior, defendendo sua ignorância a respeito do tema.

  • Aqui é um caso de estudo sério… Cadê o Jeorane pra dar mais aulas de lógica pros adoradores do microscópio de ouro? Se o jpeg recursivamente comprimido ou whatever virasse um arquivo de áudio, os últimos comentários teriam nexo. Nada recopiado se torna algo de espécie totalmente diferente. Áudio é áudio. Imagem é imagem. Quando falamos em evolução dentro da espécie, estamos ok. Mas quando começa a baboseira: “inteligência e consciência são acidentes de percurso”? Iguais a uma lesma?

    São os “céticos” mais “crentes” que eu já ví na minha vida! O abismo entre os humanos e os “parentes” mais próximos é matematicamente infinito. Enquanto os “estudiosos” não perceberem a natureza emergente da ciência, vão continuar cometendo absurdos lógicos como os acima. (artigo falacioso, como alguém acima já disse, um infantil defesa da TE).

    Att.

    Marcão

    Mori: Todos os seres vivos na face do planeta partilham a mesmo química genética básica através do DNA. Assim como uma imagem JPEG um milhão de vezes não irá virar uma imagem PNG, não lhe parece mais do que coerente que depois de 4,5 bilhões de anos, em todos os confins de um vasta rocha ao redor do Sol, todos, todos os seres vivos partilhem a mesma química genética? Isto é ainda mais notável quando você descobre que o sentido para o qual nosso DNA e aminoácidos e afins produzidos giram é também comum a praticamente todos os seres, embora quimicamente eles poderiam muito bem girar para o outro sentido. E alguns ainda acham que foram Criados arbitrariamente, de forma separada a todo o resto da vida.

  • A inteligência é supervalorizada. Existem diversas características muito mais úteis que inteligência na luta pela sobrevivência e “perpetuação” da espécie.

    (…)Quando perguntam por q não há macacos inteligentes(…)
    Como assim, Mori?
    http://planetsave.com/blog/2009/02/18/chimpanze-attack-spurs-call-to-ban-us-primate-pet-trade/
    http://planetsave.com/blog/2009/03/09/captive-chimp-found-planning-attacks-on-zoo-visitors/
    http://planetsave.com/blog/2009/03/11/primates-attack-monkey-kills-abusive-owner-with-coconut/

    Mori: Ah sim, são muito inteligentes, concordo! Até porque são nossos parentes muito próximos. Eu deveria ter escrito que não são inteligentes como nós (se bem que isso é meio dãh). Haverá uma próxima coluna onde comentarei a “Marcha do Progresso” e a idéia de que somos o ápice da evolução, e tomarei cuidado para não cometer deslizes ou deixar mal-entendidos assim.

  • Gustavo Dourado

    E ai mori!
    Ta de parabéns pelo post, muito bom mesmo!
    Acho que consegui captar sua mensagem, onde houver mudança esta tendo evolução, isso não significa para melhor ou para pior…
    Abraço!

  • Bom… só uma teoria… mas sim, pensando por esse lado somos o ruido
    só que em todos os exemplos… da foto por exemplo… é uma foto que é sempre copiada, da pra dizer que seria uma reprodução asexuada em todos os pontos
    e nós somos a copia de 2 seres (o pai e a mãe =P).
    talvez na grandeza universal o que tenha feito que a reprodução asexuada seja exclusividade de seres menos desenvolvidos… é que na reprodução normal onde precisa do macho e fêmea, ao invez de se ter perda, se tem substituição… e por isso evolução…

    Isso é só uma teoria logico @[email protected]

  • Ler esse texto foi mais ou menos como pegar meu carro sem saber para onde ir, parar num lugar que não conheço e então voltar sem trazer nada. Nem uma fotografia.

    Muita informação, mas pouco conteúdo, você poderia ter se focado mais em interpretar e aprofundar esse conceito de ruído, do que ter citado tantos exemplos, que se perderam na conclusão final.

  • Ruído é o que eu tenho de enfrentar todos os dias quando vou levar a “elite” “cool” da blogosfera.

    Ou você acha que todos esses merchans mascarados de posts leckais são divertidos?

  • paulo

    O que eu não concordo nesse texto é o fato de que os algoritmos do JPEG e do MP3 não são probabilísticos, toda vez que voce comprime o mesmo arquivo usando-os terá o mesmo resultado, ao passo de que a reprodução sexuada é totalmente probabilística. Discordo do uso do termo “ruído digital”, uma vez que ruído está relacionado com um fenômeno estocástico, já as perdas por compressão são bem conhecidas antes mesmo do processo ser realizado.
    Outra coisa é que, comparado com o primeiro ser unicelular, a quantidade de informação(entropia) do código genético dos seres humanos é bem maior, ou seja, a entropia aumenta ao longo desse processo, No caso da compressão é exatamente o contrário.
    De qualquer forma, foi um post muito bom, ideal para leigos racharem a cabecinha um pouco.

    Mori: Eu escrevi no texto que JPEG e MP3 não são ruído aleatório, são determinados, deterministas, e que repetir o mesmo processo gerará exatamente o mesmo “ruído”. Por isso me referi, entre aspas, ao “ruído digital”. Sei que não é correto e que eu poderia ter escrito de forma tão ou mais clara sem cometer estas barbaridades, mas vou melhorando pouco a pouco. Seja como for, as fotocópias e as gravações de vídeo e som eram analógicas. Já sobre a questão da entropia e compressão, eu respondi ao professor Osame aqui:
    http://scienceblogs.com.br/100nexos/2009/03/a_evolucao_dos_ruidos_do_satan.php#comments
    Obrigado pelo excelente comentário! E peguem no pé sim. A partir dos comentários e críticas recebidos, a versão em inglês deste texto deve ser, espero, bem mais clara.

  • Tia Laura

    Mori, esse foi um dos seus melhores textos! Muito bem explicado e exemplificado, realmente, é de fazer pensar por um bom tempo (e depois que eu tiver pensando um pouco mais, eu comento mais alguma coisa ¬¬). Anyway, continue assim, eu entro no Sedentário por causa de coisas como essas! ^^

  • Isso me fez pensar que os conceitos da sociedade moderna, obviamente, não são leis, são apenas conceitos.

    não há ruim ou bom, evoluído ou atrasado e etc… nao quero falar bonito aqui. só queria deixar gravado que tudo é relativo. A xerox “ruim” pode ser a boa (assim como achamos que nós somos melhores que os homens das cavernas)dependende unicamente do seu próprio jeito de ver o objeto.

    e, pra concluir, penso que não há razões para qualquer coisa. elas existem e ponto. É mais importante pensar em sentir-se bem (pq, de alguma forma, isso é bom) do que passar anos pensando nos porquês das coisas ruins que acontecem. mas sem auto-ajuda, né?

    parabéns por levantar esse questionamento. Adoro porcarias de internet, mas essa coisa com enfoque mais sério (vamos colocar dessa forma), quebrou o estado inerte (que é muito bom), causando reflexões que vão além das risadinhas.

    Mori: Maravilha… mas cuidado com os extremos! Fico muito feliz em provocar estes tipos de questionamentos — será que o aborto é mesmo válido? Ou não? Quem determina que homossexualismo é pecado? E tanto mais — mas também é preciso tomar cuidado com os extremos. Realmente não há leis divinas e absolutas de moral e conduta, mas nem tudo é absolutamente relativo e subjetivo, mesmo no campo da moral e ética. Moral e ética também são conceitos que… evoluíram! E as que temos em nossa civilização não estão aí por puro acaso. Não significa que devam ser imutáveis e inquestionáveis, muito pelo contrário, mas sempre pelo caminho do meio, certo?

  • Robot

    hahaha Rick ashtley no audio

    eu ri bastante quando reconhenci a musica

    Mori: You’ve been Rickrolled. 600 times at once.

  • Ale Manzano

    Mori,

    Meus parabéns pelo post e pela ótima coluna! Os temas são sempre bem relevantes e muito interessantes… e não se preocupe, esperaremos pacientemente pelas continuações dos artigos pendentes! Hahahahahaha

    Mas em relação a este de hoje, estive pensando na analogia que vcoê propõe, ou seja, utilizar a linguagem digital para demonstrar a evolução das espécies.

    Se partirmos do princípio de que o mecanismo que faz a compressão de um arquivo digital é um algorítimo criado que calcula e preserva as características mais importantes e descarta informações que não sejam tão relevantes para nossa leitura deste arquivo, seja ela visual ou auditiva (ou ambas), e insere ou evidencia um artifact, ou ruído, para que este processo seja executado, não poderíamos traduzir, no caso das espécies, este algorítimo como o meio em que o ser vive?

    No caso da reprodução, não são levadas em consideração e preservadas as características mais importantes para a sobrevivência da espécie e descartadas as menos relevantes? E então essas características não sofrem modificação para produzir o resuldado, talvez aí produzindo um artifact que virá a ser evidenciado?

    Se este pensamento que coloquei em exposição pode se aproximar de algo correto, os algorítimos mudam de acordo com o ambiente e as características exigidas por este, fazendo com que o processo de reprodução leve isso em consideração e o artifact gerado mude (ou, como dito tantas vezes, evolua). E ainda existe o fator de “originais” diferentes criarem uma “cópia” em comum. São diferentes artifacts interagindo com diferentes algorítimos para gerar uma nova compressão, não?

    Não vejo isso como sendo positivo ou negativo, mas apenas sendo. A evolução não define progresso ou regresso, apenas uma mudança de acordo com características e necessidades.

    Mais uma vez, parabéns pela excelente coluna e pelos ótimos artigos! Continue sempre trazendo esses questionamentos e com essa linguagem gostosa de ler, educativa e dinâmica!

    Grande abraço!

    Mori: Perfeito, é por aí mesmo! É algo dinâmico, retroalimentado, recursivo, por isso é tão difícil de entender intuitivamente, mas depois que se entende, pode-se mesmo perceber como o “ruído” acaba interferindo com ele mesmo e toda uma série de mecanismos complexos — e dinãmicos, recursivos — que constitutem a evolução. Por exemplo, você pode descobrir algo como a Rainha Vermelha:
    http://scienceblogs.com.br/rainha/sobre.php

  • Guilherme

    Muito pelo contrário do que ví de alguns comentários acima…não acho que o texto tem uma conotação negativa, mas muito positiva, não em relação à compressão de arquivos, é claro, mas na nossa percepção de vida, talvez esse ruído (que não acontece por acaso, como foi dito) seja a razão de sermos evoluídos nesse nível, se fossemos cópias perfeitas, ainda seríamos primatas ou formas de vida unicelulares até hoje.

    Salvei o link!

    Parabéns!

    Mori: Aeee captou a mensagem.

  • Pablo

    Paulo Vinícius;

    Sob o meu ponto de vista, não há a possibilidade de realizar as comparações solicitadas por você. Cito dois motivos para tal:

    1)Apesar de usar o termo humanidade e evolução, não quis, de fato, dar um caráter social ao comentário. A evolução a qual me refiro é a genética, e sim, somos evoluídos nesse ponto pq, apesar de provavelmente não possuirmos as melhores habilidades do meio animal, somos dotados de habilidades diferenciadas (alto poder de cognição, raciocínio e lógica…óbvio, alto se comparado a outro animais), e isso fez com que usássemos nossos sentidos melhor que outros animais.

    2)Assim como o homem é capaz de atos horrendos, é capaz também de ser o melhor no que quiser… Premeditamos assasinatos, combatemos doenças, roubamos, fomos a lua (fomos?), enganamos, salvamos vidas, trucidamos nossos iguais, defendemos nossos iguais, somos mesquinhos, altruístas, corajosos, covardes, burros a ponto de destruir nosso planeta, inteligentes a ponto de procurar vida no universo. Enfim, somos humanos, estamos longe da perfeição, temos mto a melhorar, mas não se pode negar, que o que quer que façamos, nos destacamos. E se vc pesquisar bem, vai ver que algumas de suas indagações são SIM cometidas no reino animal (google salva:D)

    Saci
    Não acho ruim..sei lá pode ser verdade… podemos ser a cópia da cópia a enésima potência… eu só acho q nós, apesar de todos os defeitos, somos a resposta de alguma pergunta feita eras atrás… somos premeditados… não nos mínimos detalhes, mas ao menos na intenção… mas posso estar errado sim 😀

  • Val Valiant Thor

    @Jeorane disse:

    Mori, a sua afirmação : “evolução significa simplesmente mudança” é um completo absurdo.
    Essa afirmação não tem nenhuma validade ciêntifica.

    Isso é uma clara tentativa de induzir o leitor ao engano.

    Se essa afirmação fosse verdadeira, não seria melhor usar a palavra “mudança”, ao invés da palavra “evolução”?

    ———————————————————-

    Concordo plenamente.
    Se “evolução” tivesse sido substituída por “mudança” eu bateria não teria contestado nada!

    Mesmo assim, a reflexão causada ainda me faz dar méritos a você, Mori.

    Mori: Começando com a Wikipédia, que todo mundo lê (e a em inglês é uma fonte bem útil):
    “Evolução, no ramo da biologia, é a mudança das características hereditárias de uma população de uma geração para outra. Este processo faz com que as populações de organismos mudem ao longo do tempo.”
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Evolu%C3%A7%C3%A3o
    “In biology, evolution is change in the inherited traits of a population of organisms from one generation to the next.”
    http://en.wikipedia.org/wiki/Evolution
    Passando para fontes mais respeitadas:
    “Biological evolution, simply put, is descent with modification.”
    http://evolution.berkeley.edu/evolibrary/article/0_0_0/evo_02
    “One of the most respected evolutionary biologists has defined biological evolution as follows: “In the broadest sense, evolution is merely change, and so is all-pervasive; galaxies, languages, and political systems all evolve. ”
    http://www.talkorigins.org/faqs/evolution-definition.html
    “Evolution consists of changes in the heritable traits of a population of organisms as successive generations replace one another.”
    http://nationalacademies.org/evolution/Definitions.html
    “Evolution itself is simply the process of change over time”
    http://www.rationalrevolution.net/articles/understanding_evolution.htm
    E tudo isso, simplesmente buscando por “definition of evolution” no Google.

  • Não vejo ligação entre evolução e a reprodução digital de ruídos. Embora a cópia da cópia possa parecer inferior, no caso da reprodução humana não se trata de uma cópia, e sim de um novo ser vivo, que pode muito bem ser mais adaptado e complexo. Li um comentário sobre o tópico ter derrubado a teoria da evolução. Ora, sabemos na evolução certamente existiram os menos adaptados, mas que por sua lógica não sobreviveram. A reprodução não é perfeita, pois seriam cópias idênticas. Portanto a variabilidade genética propícia uma melhoria nos novos seres criados, diferente de cópias seguidas em uma xerox ou em mídia digital. O raciocínio é interessante, a argumentação faz refletir, mas a conclusão é logicamente perniciosa.

    Abs!

  • rafa

    É para isso que temos o crossing over.
    Recombinaçao de genes. Nao necessariamente os melhores, mas recombinação. Não há eliminação, e sim evolução por recombinação.

    E isso é feito constantemente pelo organismo, com a replica de dna ou com as sinteses de Rna … Os exons formam as fitas recombinantes e os introns ” descartados ” … mas nao eliminados … são repostos para produção de RNAi ou Small RNAs …

    Enfim … nao tem eliminaçao … e a evoluçao é parte da recombinaçao de genes …

  • Cleber

    Kentaro, me desculpe mas o que ocorre com a evolução é EXATAMENTE O CONTRÁRIO.
    Analogia muito infeliz…
    Sofisma, seria a palavra.

  • Luiz

    Genial a coluna!
    E quem acha que a mudança genética é totalmente aleatória pode ir tirando o cavalinho da chuva, pois as propriedades químicas do DNA fazem com que certos sequências de aminoácidos se dupliquem com facilidade no DNA, com os “transposons” o melhor exemplo disso, e certas modificações genéticas são extremamente frequentes, os chamados ” hot points” do DNA (pontos onde é extremente frequente a troca de um aminoácido. Assim, temos além do “uído ambiental” o “ruído” do próprio DNA.
    E pra quem ainda não entendeu o significado da palavra evoluir, esquece de termos com “evolução histórica”, que é simplesmente uma sequência de acontecimentos independete se levaram ao apogeu ou ruína de uma civilização, e “evolução clínica”, que é a sequência de mudanças no estado de saúde do paciente, independete se ele melhorou, piorou, morreu, ganhou uma doença extra ou se curou.
    E quanto aqueles que falam dos humanos como seres cruéis e com perversões sexuais, vejam esse artigo: http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=999026
    E pesquisem transposon e pontos quentes de mutação no google que não vou dar mastigadinho pra vocês!

  • Maritza

    Achei o texto muito bacana e interessante. Mas a parte da comparação com a humanidade não tem muito a ver e não por causa de toda essa baboseira de evolução, bla bla bla, Deus criou a vida, bla bla bla, somos especiais blablabla. Especiais porcaria nenhuma. É uma questão de falha de lógica nada mais. E explica algo muuuito mais interessante, que nos 65 comentários até agora aparententemente ninguém reparou.

    A questnao é a deterioração da cópia, certo? Mas nossos filhos não são COPIAS de seus pais. O padre Mendel e suas lindas ervilhinhas já sabiam disso. Qdo. uma nova vida é gerada, ela nao é uma cópia exata dos DNA’s dos pais. Ela é uma SOMA. Uma montagem no photoshop salva em altíssima resolução.

    Mas olha só que incrível…qdo. dois DNA’s similares se juntam – como cruzamentos entre irmãos ou primos ou familiares consaguineos ou qdo. não há miscigenaçnao suficiente numa comunidade, o que acontece? Ahhhh… problemas né? Pq? Cópia da cópia…

  • Val Valiant Thor

    Repetindo, pra que se apegar a definições?

    Veja bem como foi abordada no seu texto.

    Não irei mais questionar o uso devido ou não dessa ou aquela palavra.

    Mas agora me mostre apenas uma coisa:
    Ache somente UM caso dentro todos os organismos vivos que EXISTE na face da Terra em que a evolução o modifcou de maneira a lhe trazer algo ruim e isso se perpetuou, se recombinou, se reproduziu recursivamente gerando ainda mais perdas e o deixando simples com o passar do tempo.

    O único ponto em quero chegar é:

    Em algorítimos encontrados em processos digitais processos digitais, regidos por parâmetros matemático e, acima de tudo, DETERMINÍSTICOS, qualquer ruído gerado permanecerá ali por todos as outras gerações. A cada geração haverá um input dos tais “artifacts” e assim serão gerados novos ruídos que também permanecerão por TODAS as seguintes gerações e isso será fetio repetitivamente onde o resultado final são apenas ruídos que praticamete não possuem informações sobre sua primeira geração. A regra aqui é uma só: gera-se o artifact, este é implementado à toda aquela geração e ali vai ficar por todas as outras.

    Por outro lado, na reprodução humano tudo acontece ALEATÓRIAMENTE. Não há nada que possa realmente afirmar QUANDO e COMO esses inputs virão. E, caso qualquer ruído seja gerado, estes podem ser ELIMINADOS por qualquer processo de seleção. Sendo assim, o resultado final de uma espécie nunca apresentará traços de todos os ruídos que tentaram ser colocados em sua cadeia. NUNCA. Só para complementar, ainda conseguimos, através do resultado final (hoje) ligar com as características do primeiro ser que causou toda as reproduções recursivas. É TUDO ao contrário…

    Isso tudo ainda sem contar o processo de DERIVA GENÉTICA que não foi citado instante algum. Pra mim, o que você tanto defende (e ai sim estaria correto) trata apenas de uma pequena parte da evolução humana, que seria a DERIVA GENÉTICA ocorrendo de forma repetitiva e NEGATIVA. Isso sim acarretaria em perdas suscetivas até o resultado ser a tão defendia SIMPLICIDADE, como nos casos dos arquivos digitais.

    Acho que agora fui bem claro no quis dizer.

    Ah, Não me apego a definições corriqueiras feitas por junções de palavras em uma certa ordem. Eu uso fatos… E ficaria muito contente que você me mostrasse o exemplo que pedi.

  • Peu

    discordo plenamente quanto à reprodução. é só analisar, qual era o “original” de quem copiamos? o macaco. a reprodução é um processo que não capta algo já existente e sim começamos tudo do zero, novas células. Não seria como tirar cópias ou salvar o mesmo arquivo denovo, seria como usar novas ferramentas pra fazer outro arquivo parecido. Essa idéia de cópia eu acredito que pode ser aplicada aos clones, aí sim.

  • Gabriel

    mto bom…faz agente refletir
    isso que faz um blog ser bacana
    não é só postar fotos e videos

  • Felizmente você não se cansa de me surpreender com seus textos.

    Valeu por mais este.

    Abração.

  • luciano

    fritei……….amanhã leio de novo pra entender melhor..huahauhauha abraxxx

  • Fagner Mathias

    Muito bom Kentaro, mas um texto muito interessante para refletir, acho q vc é muito feliz na escolha dos artigos, o reflexo disso é sempre ver vaaaaaaaaarios comentarios da galera, sejam eles contra ou a favor, o que interessa é que da o que falar. PARABÉNS!!!!!!!!!!

  • Guilherme “RODO” Avila

    Post genial cara, parabens!

  • tem muitos leitores noobs aqui…

    primeiro: a analise pode ser feita de maneira inversa, não necessariamente a evolução caminhando no mesmo sentido da degeneração, é só uma forma de ilustrar.

    Ou, pra quem estuda química, pode alegar que quanto mais complexa for a forma de vida, maior a entalpia dela, o que teoricamente, chegaria a um ponto em que nós seriamos destruidos por estar evoluindo.

    Ou se degenerando.

  • rafael

    certo, muito bom o post e sua lógica induzida…

    mas a copia de arquivos tem poucas semelhanças reais com a reprodução.
    e mutações não ocorrem somente na reprodução, mas principalmente no dia-a-dia. Não sou ruido, não sou apenas uma movimentação energética, sou energia, energia pura, como todos nós.

  • Daniel Masita

    Pq confundem codigo de compressao com codigo do DNA Humano?

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  • joao henrique

    olha, eu achei o texto bem interessante, mas filosoficamente falando, meramente para expor um diferente ponto de vista, para nos fazer pensar de uma maneira diferente, porque ao expor essa forma de pensar, a cópia da cópa, você deveria ter um conhecimento maior de algumas questões biológicas e genéticas que lhe seriam bastante úteis.
    você parte de um raciocínio muito bom, mas desconhece o assunto, o que deixa seu texto em um campo abstrato.

    e eu discordo dos que dizem que seu post é equivocado, ele é apenas incompleto, mas por ter sido escrito para um blog, sem nenhuma base teórica, eu diria que me surpreeendeu

    se quiser saber mais, me mande um email que eu posso te indicar algumas coisas para ler

  • Parabéns pelo excelente tópico!

  • Mori,

    Eu não disse que o Dawkins nunca fez uma pesquisa ciêntifica.

    Eu disse:

    Ele [o Dawkins] nunca fez nenhuma pesquisa ciêntifica que merecesse QUALQUER CONSIDERAÇÃO.
    E não fez mesmo.
    ______________________________________________________________________

    E você está tentando levar os seus leitores a um engano.

    Veja:

    Evolução é igual a Mudança.

    Mas Mudança nem sempre é igual a Evolução.

    Evolução é sempre progressiva e sempre do mais simples para o mais complexo.

    Esse é o sentido da palavra EVOLUÇÃO que vem do latim “evolutione“.
    Não há como contestar isso.

    Quando o processo da mudança é inverso a palavra é outra: DEGENERAÇÃO que vem do latim degeneratione.

    ______________________________________________________________________

    Definição de “EVOLUÇÃO” segundo o Dicionário Aurelio:

    Movimento ou deslocamento gradual e progressivo em determinada direção.

    Processo lento e contínuo de transformação, esp. aquele em que certas características ou elementos, a princípio simples, parciais ou indistintos, tornam-se mais complexos, mais completos ou mais pronunciados; desenvolvimento:

    Teoria que admite a transformação dum agregado de partes homogêneas em outro mais complexo, ou dum conjunto de elementos homogêneos em um agregado de elementos mais diferenciados.

    ______________________________________________________________________

    Definição de “DEGENERAÇÃO” segundo o Dicionário Aurelio:

    Passagem de um estado natural a outro inferior; alteração para pior; definhamento, estrago, degenerescência.
    ______________________________________________________________________

    Jeorane

  • Jeorani

    Mori,

    Eu não disse que o Dawkins nunca fez uma pesquisa ciêntifica.

    Eu disse:

    Ele [o Dawkins] nunca fez nenhuma pesquisa ciêntifica que merecesse QUALQUER CONSIDERAÇÃO.
    E não fez mesmo.
    ______________________________________________________________________

    E você está tentando levar os seus leitores a um engano.

    Veja:

    Evolução é igual a Mudança.

    Mas Mudança nem sempre é igual a Evolução.

    Evolução é sempre progressiva e sempre do mais simples para o mais complexo.

    Esse é o sentido da palavra EVOLUÇÃO que vem do latim “evolutione“.
    Não há como contestar isso.

    Quando o processo da mudança é inverso a palavra é outra: DEGENERAÇÃO que vem do latim degeneratione.

    ______________________________________________________________________

    Definição de “EVOLUÇÃO” segundo o Dicionário Aurelio:

    Movimento ou deslocamento gradual e progressivo em determinada direção.

    Processo lento e contínuo de transformação, esp. aquele em que certas características ou elementos, a princípio simples, parciais ou indistintos, tornam-se mais complexos, mais completos ou mais pronunciados; desenvolvimento:

    Teoria que admite a transformação dum agregado de partes homogêneas em outro mais complexo, ou dum conjunto de elementos homogêneos em um agregado de elementos mais diferenciados.

    ______________________________________________________________________

    Definição de “DEGENERAÇÃO” segundo o Dicionário Aurelio:

    Passagem de um estado natural a outro inferior; alteração para pior; definhamento, estrago, degenerescência.

    ______________________________________________________________________

    Jeorani

    Mori: Estude, Jeorani. Estude.

  • kr3bys

    Mori, excelente texto!

  • Itu

    @Val Valiant Thor

    Eu não disse que vc disse que somos perfeitos.
    Apenas disse que a nossa suposta inteligencia superior não é mais importante para nós do que a capacidedade de digerir restos de folhas das lesmas é para elas.

    “Agora pare e pense: Você acha que um dia todos seremos cegos, surdos sem qualquer tipo de sentido parecido?”

    Depende. Se por um acaso o nosso ambiente sofrer mudanças ao ponto de a visão, a audição e tato não serem mais importantes, ficaremos cada vez mais cegos, surdos e sem tato. Os ruidos que aparecerem nessas caracteristicas deixarâo de ser um problema. Então surgirão provavelmente caracteristicas que facilitarão a sobrevivencia nesse outro ambiente. Ou seremos extintos.

    O problema aqui, como alguém ja disse em algum lugar, é que nossa intelegencia é supervalorizada, e ela não é uma caracteristica tão importante. Quem fez mais progresso no quesito nadar, humanos ou polvos? Então quem é mais “evoluido”? A unica coisa que somos destaque entre outros animais é a nossa capacidade de cognição. Talvez o polegar opositor seja ainda mais importanteno rumo que nossa evolução tomou, ja que mesmo se tivermos uma inteligencia inferior, seremos mais habeis ao manipular ferramentas. Apesar que acho que a vida acaba tendendo sim para a inteligencia. Mesmo ela sendo um artifact que surge por ai. É aquela velha estoria, se vc tem um evento com possibilidade baixa de ocorrer, mas vc da a ele um tempo suficientemente grande, ele ocorrerá. Com a inteligencia é a mesma coisa. E inteligencia de fato pode representar uma vantagem evolutiva.

    Ai entra algo que discordo levemente do Mori, quando ele diz que somos a unica especie com um nivel elevado de Inteligencia. Conviveram com os primeiros humanos modernos, outras especies humanas também inteligentes, que eram um tronco separado da evolução. Foram extintos, provavelmente por nós. E creio que não temos como ter medidas da capacidade de cognição de fósseis. O artifact “grande inteligencia” poderia ter surgido outras vezes em outras especies, e não necessariamente primatas. E por algum motivo qualquer esses seres foram extintos. Talvez seus joelhos fossem ainda piores que os nossos. Ou não tinham polegares opositores.

    Mori: Realmente, Itu. A inteligência avançada surgiu em outras espécies que não foram nossos ancestrais diretos (e recentes). Por outro lado, eram nossos parentes muito, muito próximos. E, de alguma forma, acabaram extintos. Cetáceos, mesmo cefalópodes possuem inteligência considerável, mas não do tipo que constróe civilizações. Esta deve ser mesmo um artifact — já que inclui detalhes como polegares opositores.

  • Mori,

    leia o que você escreveu. Seja cético de verdade e realista. Não abrace nenhuma causa sem usar a filosofia primeiro. Os tecnicistas (pessoas com paixão por conhecimento técnico) cometem terríveis erros lógicos. Vários comentaristas mostraram a falácia do raciocínio que pareceu lógico somente: 1) pros tecnicistas, 2) pros que acreditam piamente na evolução.

    “Todos os seres vivos na face do planeta partilham a mesmo química genética básica através do DNA.” –> Todos os arquivos digitais partilham a mesma estrutura básica: são apenas 0s e 1s. E alguns ainda acham que foram criados arbitráriamente, de forma separada a todo o resto dos arquivos… Calma aí. Foram sim! Alguém projetou e gravou os arquivos. Me parece muuuuito coerente (usando seu próprio argumento falho), que um arquivo JPG convertido, copiado um 1 trilhão de vezes não se torna gradativamente um arquivo MP3. E um código genético, um DNA (que é praticamente idolatrado pelos seguidores da TE), não vai converter um ser unicelular em um ser humano. Nem num porrilhão de anos. Uma operação simples não causa isso. Uma infinitamente mais complexa com certeza não.

    Mas seu raciocínio levanta outras perguntas que outros comentaristas fizeram: onde entra a SE natural no exemplo dos arquivos? E a caoticidade da mistura de DNAs na reprodução? Determinismo, caoticidade, matemática. Tudo isso foi deixado de fora em prol de um pregação fraca, como palitos de fósforo segurando um monitor.

    Em todos, TODOS os seus posts (pelo menos os que eu li), em que você faz proselitismo da TE, você usa exemplos de criação/criador. Use um exemplo de existência espontânea. Algo que passou a existir sozinho, do nada. Você vai fazer um artigo sobre “ápice da evolução”? Já estou esperando ansiosamente…..

    Todos partilhamos a mesma química genética básica, porque ela é basicamente 0 e 1. Somos o second life no laptop de alguém… Só isso. E acredite, isso tem mais lógica do que a TE. Já ouviu falar do universo holográfico?

    @Jeorane
    O Mori ainda não sacou que a discussão etmológica sobre a palavra revela a própria falácia com que ela é usada. É uma baboseira desde o início. Mas acho que você nem precisa disso pra provar a fragilidade do texto.

    Só um comentário sobre inteligência. Ela realmente é supervalorizada. Deve ser porque ela é muito rara……

    Att.

    Marcão

  • Eduardo

    A tendência da natureza é que as coisas se tornem cada vez mais simples (teoria do caos). Assim, um monte de ferro nunca se tornará um carro, nem daqui a bilhões de anos. Porém não é o que acontece onde há VIDA.

    Na multiplicação das células há incríveis e eficientes algorítimos de correção do DNA. Se aplicada a teoria das cópias jpeg às células, todo ser vivo nasceria com grandes deformações (se chegasse a nascer).

    Pensar que esses mecanismos de correção apareceram por acaso, devido às milhares de divisões me parece pouco científico.

    Tenho mais a escrever mas pouco tempo, então concluirei dizendo que não se aplicam a seres vivos as regras de “evolução” de uma imagem JPEG

  • Sussurros do capeta é foda UIAHSuiahuiehsei

  • Alan

    Discordo em relação a termos evoluído. A cada ano ficamos mais imbecis, pensamos cadas vez mais em nós mesmo, esquecendo que só existimos por que existe todo um escossistema em volta. Nosso futuro está muito bem representado naquele desenho da Disney (wall-e). Considerando mais alguns fatores como doenças, mutações, violência extrema, e muitos disturbios ambientais…

  • junior

    comparar uma simples tecnologia com a evolução humana ? de fato.. é ridícula e nem compreensível por esse ponto de vista.
    você deveria explicar os fatores físicos e matemáticos que explicam o pq deste ruido…
    e pra quem usou como exemplo o idiota ai nos comentários :S não se cria expressões novas né?
    ruido = copia mal feita. fato. use a forma correta para se copiar levando em consideração as limitações de modificações.
    o homem é uma evolução; nunca vai ser uma copia… é o ciclo sem fim da natureza…

  • Ale Manzano

    Mas será o Ego, assim, tão frágil, que pode exarcebar as vaidades apenas por uma exposição de um artigo?

    Uma analogia, ou forma de linguagem, pode realmente machucar tão a fundo o Ego para justificar difamações e ofensas?

    É, pensando bem, talvez a Evolução que traz o tão desejado Progresso seja mais difícil de se alcançar quando egos feridos se preocupam mais em aniquilar do que interagir.

    Abraços

  • claro. quando falo em “ser feliz”, inluo a coisa da moral e ética, pq isso é inerente ao ser humano. a gnt gosta sentir que faz o bem aos outros. =)

  • Este texto não chega a ser nem uma hipótese.

    É apenas uma analogia improvável que tenta encontrar um padrão entre sistemas incompatíveis.

    A questão relacionada a ‘simplificação do gênese’, nem passa perto da evolução natural.

    Se quiserem viajar em um tema com hipótese científica, procurem no google a “teoria das supercordas”. Essa sim, uma teoria de simplificação com alguma lógica.

    Obrigado.

  • Mori, muito interessante. Realmente estimulante. Usei seu texto aqui: http://blucato.blogspot.com/2009/03/evolucao-o-aspecto-do-acaso.html
    E em alguns e-mails que passei a amigos.
    Abraço.

    Mori: PERFEITO, PERFEITO! Ao pessoal que está com dúvidas ou discordou da coluna, sugiro uma olhada no texto escrito pelo Lucato, que complementa e expande exatamente o que pretendia transmitir aqui. Realmente, eu deveria ter expandido e explicado melhor a analogia com a evolução (todos estes comentários deixaram isto claro). Por outro lado, “algoritmo habitat” resume em duas palavras a idéia. Perfeito, obrigado Andre!

  • Bastante interessante perceber como consideramos os erros das cópias como fatos negativos, tanto que até foi usado o termo degenerar…não estamos acostumados a encarar os conceitos de forma relativa e o erro como diferenciação do original.

    Um outro ponto a se considerar é que nós humanos, mesmo sendo racionais, produzimos ruído, seja sonoro ou visual, tanto quanto a natureza “irracional” que nos transformou no que somos.

    E foi possível notar uma pontinha de religiosidade ao comparar ruídos originados a partir do desenvolvimento humano que “dependem dos mecanismos que geram o ruído” com a origem das espécies. Será que elas teriam o “mecanismo primordial”?

    Combinando a sua ideia de que somos o “ruído” da reprodução recursiva com o aforismo de Carl Sagan de que “somos poeira das estrelas”, teríamos algo do gênero:

    Somos o “ruído” da poeira das estrelas reproduzido recursivamente .

  • Maximus

    Excelente texto.
    Parabéns!

  • Acho que o povo não entendeu que se trata de uma metáfora.

    Se bem entendi, não é porque a imagem com ruído fica degenerada que o ruído humano – a evolução – também o é.

    O ruído do JPEG tornar a imagem feia é como nós, humanos, estamos acostumados a perceber. Da mesma forma, como o Paulo disse, a evolução ou não da humanidade é uma questão filosófica.

  • Luiz

    O texto do Mori não é um tratado sobre biologia, bioinformática ou coisa do gênero, é um texto que trás uma coisa diferente ( os “rúídos digitais” e sua origem) pra gerar alguns insights sobre a evolução das espécies, o que aconteceu nos primeiros comentários, falando sobre a questão de “deneração”, envelhecimento, da não aleatoriedade, dos fatores de correção gnética, mas caiu pra uma luta “eu defino que evolução é isso e isso e quem me desafiar é retardado!”.
    Sobre essa degeneração que o Jerome e o Valiant tanto desejam, basta verem as formas de vida de cavernas profundas na escuridão total, onde houve desaparecimento total ou quase total dos olhos e dos pigmentos cutãneos da maioria das espéies naturais desses habits em comparação com os mesmos grupos animais da superfície, o que impedem de viverem fora da caverna.
    E eliam a notícia que pus no outro post pra verem o quão “bem planejada é a natureza”. A natureza é incrível, mas não é o mundo cor-de-rosa que muita gente pinta por aí. Um lugar onde o casco de uma tartaruga aprsenta imagens tão belas quanto um pintura, mas cada ninhada tem dezenas de tartaruguinhas esfaceladas das formas mais variadas possíveis pela mãe natureza antes de algumas sobreviventes virarem adultas. É complexidade matemática misturado com violência contínua que gera boa parte da beleza do mundo natural.

  • Cambota

    O mais interessante é que o cara que gravou “I’m sitting in a room” era gago…
    Darwin era gago… Isaac Newton, Napoleão e Moisés… Todos gagos…

    Obrigado por afirmar que somos cópia de um ancestral…
    Adão estaria feliz agora…

    Abraços

  • Pingback: JPG | GeekeBlog()

  • Guilherme

    Melhor post da coluna. Parabéns Keitaro.

  • Val Valiant Thor

    @Itu

    Eu compreendo exatamente tudo que você disse. Mas lei o meu último comentário (que por sinal ainda não foi respondido e espero uma resposta) e entenderá bem onde eu queria chegar.

    Eu juro que gostei muito desse post. Não necessiaramente pelo texto em sim, mas por todos os comentário bem colocados e as discussões que me fizeram, de um jeito ou de outro, refletir muito.

    O que eu proponho, é um ajuste quanto aos termos utilizados e o ponto tocante em que se quer chegar. A abordabem relamente é muito criativa/bla, mas por falta de fundamentação TEÓRICA, deveria ter outro desfecho (afinal, tão falando tanto que se trata de analogias e analogias não são de longe uma teoria).

    Estou muito ansioso pelo proximo post. Quando eu escrever algo com ligações interssantes sobre alguns destes assunto (sim, eu escrevo em um blog particular/restrito a convidados) e os mando. Quem sabe teremos um melhor resultado associando todas as idéias.

    De qlq forma, continuem todos comentando. É bom ouvir o que as pessoas tem pra dizer.

    E Mori, ainda espero, pelo menos, um simples comentário sobre o meu último.

  • O post é excelente, parabéns!

    EVOLUÇÃO é simplesmente a caminhar de um processo. Tanto que se você for a um hospital e ler o relatório médico de alguns pacientes encontrará as seguintes expressões:
    “O quadro evoluiu para grave” e “O paciente evoluiu para o óbito”
    Evoluir não é melhorar: é mudar de onde está.

    Devo apenas discordar dos seus argumentos sobre homeopatia:
    1º. A ciência que não provou a eficiência da homeopatia, também não conseguiu provar que não funciona;
    2º Não existe efeito placebo quando o paciente não sabe que está tomando remédios. E há comprovação de casos neste sentido;
    3º Se fosse mero placebo não importaria qual substância, os efeitos seriam os desejados pelo paciente. Mas como explicar que pessoas que não saibam a diferença entre Lachesis e Beladonna, por exemplo, reagirem exatamente como descreveu Dr. Hanneman, no séc XIX?

    Abraços e bom fim de semana!

    Mori: Olá Alex. Não se prova uma negativa (pelo menos, não se pode provar aqui), mas diversos experimentos rigorosos mostraram que a homepatia não funciona. Você faz referência a alguns efeitos anedóticos, porque se eles fossem de fato objetivos e atestáveis de forma controlada, de fato a homepatia, ou parte dela, já estaria comprovada. Agradeço o comentário, e teremos ainda uma coluna sobre homepatia (a qual imagino que não irá apreciar muito, mas deixemos o grosso da discussão para então, certo? :-)).

  • Conrado

    [i][b]Sempre acabam ocorrendo erros na cópia, mutações, embora elas sejam quase sempre inócuas. Mas elas ocorrem.[/i][/b]

    [b][i]Somos contudo um ruído muito especial. Não se engane: assim como o “ruído” de imagens JPEG, MP3s, fotocópias e afins não são completamente aleatórios[/i][/b]
    Qual fundamento dessa afirmação?

    A replicação de DNA, principalmente em organismos como os humanos é um processo de alta segurança, onde na verdade, todos os erros que acontecem são aleatórios, devido principalmente a agentes mutagênicos, tal como radiação e as vezes o proprio metabolismo celular ocasiona danos no DNA. Com ose nã ofossse suficiente, a celulla possui mecanismos de reparo eficazes.
    Não há pertdas “propositais” tasi que a celula pode se transofrmar nun tumor rapidamente.
    Esse é um assunto muito vezto e complexo e não há motivos para entrar em detalhes, emfim, não um sistema de erros caracteristicos de JPEG, MP3s, fotocópias. A reprodução não é um mecanismo degradativo.

    Mori: A reprodução é um mecanismo degenerativo no sentido de que não preservará a longo prazo todas as características do organismo original. Já a EVOLUÇÃO das espécies NÃO é a priori um processo degenerativo (ou progressivo), ela é em si mesma o processo pelo qual a MUDANÇA ocorre ao longo de gerações de forma a favorecer a proficuidade do PROCESSO DE REPRODUÇÃO em si mesmo ao longo do tempo, e não necessariamente o CONTEÚDO reproduzido. Como escrevi na coluna, temos provavelmente muito pouco do organismo primordial (o conteúdo se “degenerou”), mas o mecanismo genético deste organismo primordial se multiplicou de forma espontosa, estando presente em todos os seres vivos no planeta, compondo uma biomassa de volume e variedade espetacular (“evoluiu”).

  • Tulio Notari

    Bom, eu sou quase formado em Ciencias Biológias, e evolução é mudança sim, mas de nada adianta acontecer uma mudança se ela nao é progressiva. Exemplo seria os primatas nascerem sem o polegar opositor, é uma mudança evolutiva, porém os efeitos sobre grupo seriam devastadores, sendo uma mudança degenerativa de gerações.

    Todos os nossos ancestrais que “perderam cores e sons” foram levados a extinção.

    Isso não é evolução, evolução é mudança ereditaria de traços de uma população para suas sucessivas gerações que possibilite a geração futura transmitir este gene para as demais. E assim sucessivamente.

    Se a mutação não é útil ao meio, então não é evolução, é defeito gênico.

    Evolução é ganho para a vida, não perda.

    O objetivo da vida, é a VIDA.

  • Alex Brasil, você escreveu:
    EVOLUÇÃO é simplesmente a caminhar de um processo. Tanto que se você for a um hospital e ler o relatório médico de alguns pacientes encontrará as seguintes expressões:
    “O quadro evoluiu para grave” e “O paciente evoluiu para o óbito”
    Evoluir não é melhorar: é mudar de onde está.

    Minha resposta:
    Se você fosse um advogado e tentasse usar uma argumentação dessa, você estaria ferrado e seu cliente também.

    Alex, a sua frase: “Evoluir não é melhorar: é mudar de onde está.” é um erro grave.

    Evolução envolve progresso. Quando a mudança é para pior a palavra correta é “DEGENERAÇÃO”.

    Alex, as suas frases “O quadro evoluiu para grave” e “O paciente evoluiu para o óbito” estão corretas.
    Elas querem dizer “A situação que já era grave ficou mais grave ainda”, isso é, houve uma evolução da gravidade da situação.

    O maior erro de vários comentários aqui, inclusive do Mori, foi o mal uso da palavra “Evolução”.

    Não adianta querer inventar definições, a definição correta da palavra “Evolução”é a que está no dicionário.

    Jeorane

    Mori: Do Houaiss:

    EVOLUÇÃO
    n substantivo feminino
    1 ato, processo ou efeito de evoluir
    9 Rubrica: biologia.
    processo através do qual as espécies se modificam ao longo do tempo
    10 Rubrica: biologia.
    teoria segundo a qual as espécies se modificam ao longo do tempo graças à ação das mutações e da seleção natural
    Obs.: cf. darwinismo

    O problema é que muitos não entendem que o termo tem um uso específico na biologia, ao contrário de sua acepção mais geral em:

    5 todo processo de desenvolvimento e aperfeiçoamento de um saber, de uma ciência etc.
    Ex.:
    6 Derivação: por metonímia.
    produto de um conhecimento, de uma técnica, de um saber que se desenvolveu
    Ex.: a luz elétrica é a e. de séculos de pesquisas
    7 Derivação: por extensão de sentido (da acp. 3).
    processo gradativo, progressivo de transformação, de mudança de estado ou condição; progresso
    Ex.:

    Mas mesmo no dicionário (um bom dicionário), fica clara a definição de evolução no que se refere à vida.

  • Mori,

    Obrigado por sua resposta.

    A definição que você citou do Houaiss é similar àquela que eu citei do Aurelio.

    Mas eu tinha omitido as definições referentes à biologia.

    Vou repetir a definição que você citou:
    ___________________________________________________________________

    9 Rubrica: biologia.
    processo através do qual as espécies se modificam ao longo do tempo
    10 Rubrica: biologia.
    teoria segundo a qual as espécies se modificam ao longo do tempo graças à ação das mutações e da seleção natural
    Obs.: cf. darwinismo

    ___________________________________________________________________

    É evidente que a palavra “evolução” elvolve uma mudança, ninguém está questionando isso.

    Mas é obvio também que está subtendido que se a mudança for para pior não é evolução.
    Não há como contestar isso, é o significado da palavra .

    Você deve saber de pessoas que morrem muito mais cedo devido as falhas genéticas que as induzem a ter diabetes, problemas cardíacos, câncer etc.

    Essas mudanças não são evolução, nem no dicionário nem em biologia, nem em lugar algum.

    Jeorane

  • Mr. Anderson

    Muito interessnte teu texto, mas discordo em um ponto que seria o de colocar a espécie humana como uma consequência das bilhares de cópias daquele ser simples surgido hà milhares de séculos na Terra. Acho que vc tenha ignorado o fato de que em todo o processo de cópia a uma degeneração da cópia em relação a matriz, porquanto não seria assim possível o ser humano ter se tornado algo tão mais complexo e com características superiores de sua matriz.

  • Gnomo

    Adorei a coluna, adiei por muitos dias a leitura dela e me arrependi amargamente, vendo a sua qualidade e a discussão interessante gerada por ela.

    Entendi que evolução (biologicamente e baseada na teoria da evolução) significa apenas mudança (progresso/regresso).

    O mais estranho foi o pessoal que discordou da coluna por causa da metáfora. Só porque na metáfora havia a palavra ruído (presumidamente algo ruim), alguns disseram que metáfora estava incorreta, porque presumia que na nossa evolução, seríamos o ruído e, portanto, algo ruim.

    Na evolução das espécies, os individuos tendem a evoluir para se adaptar melhor ao seu habitat, mas conceito de progressão e regressão comuns naum podem ser aplicados. Supondo uma mudança no habitat do individuo e, após essa mudança o que era progresso poder ter se tornado regresso, devido as novas condições para a sobrevivência que o individuo deve enfrentrar.

    Foi isso que eu compreendi tendo como base a coluna do mori o post do andre lucato.

    Continue com as fantásticas colunas Mori, porque nem só de videos de delicinhas viverá o sedentário x).

  • kK

    Ohmmmmmmmmmm.

  • Jeorane, você disse:

    Alex, as suas frases “O quadro evoluiu para grave” e “O paciente evoluiu para o óbito” estão corretas.
    Elas querem dizer “A situação que já era grave ficou mais grave ainda”, isso é, houve uma evolução da gravidade da situação.

    E quem disse que o paciente piorou?
    Ele pode ter melhorado, passando de crítico para grave; ou piorado, passando de estável para grave. Apenas observando o estado anterior poderemos dizer se o paciente melhorou ou piorou. Mas, de qualquer forma, o paciente evoluiu, ou seja, alterou seu estado anterior.

    Já que você citou o mundo jurídico, nós dizemos que um processo evoluiu para próxima instância. Ele está melhor? Tornou-se algo mais completo? Não!
    Apenas terminou sua fase na instância original. E passou para próxima fase.

    EVOLUÇÃO, no sentido usado pelo texto, significa apenas o a sucessão de etapas de um processo. Em diversos outros contextos Evolução terá o sentido que vocês estão falando, mas não neste texto.

    Mori, depois falamos sobre homeopatia. Não venha desprezar argumentos com essa de “anedóticos”. O que eu disse é que a “Teoria do Placebo” não explica todos os efeitos.

  • caio

    Antes de mais nada, fico impressionado com a quatidade de baba-ovo que dizem que todo e qualquer topico merecem ser tese de mestrado, doutorado e o diabo a quatro.

    Digo isso, claro, sem desmerecer seu post, kentaro. Muito bonito, muito bem explicado, e faz certo sentido sim, se formos filosofando e abstraindo em cima dele.

    Mas biologicamente, nao pdoemos nos esquecer que contra os ruídos da nossa reprodução, a mutação, existem diversos mecanismos de reparo e conteção. Células mutantes deixam de ser reconhecidas como própria do corpo, a exemplo da ação do sistema imune contra o cancer, e antes disso existem mecanismos de escaneamento, detecção e reparo de erros a cada replicação de DNA, etc.

    A discussão entra, inclusive, no mérito da evolução, algo que pode nao ser muto claro pra pessoas jovens, como as que eu acredito que frequentam o blog, ou que nao tenham estudado algo na área de biológicas.

    Mas, biologia à parte o texto foi sim muito profundo e próprio nas metáforas. Por essas e otras que DR é minha coluna favorita.

  • jonas

    é o capeta que manda as pessoas escreverem essas porcarias pois a maldição perpetua por milênios ¬¬

  • Joellio Frederico

    I LIKE IT A LOT!!!!!!!
    O post está otimo! me fez relembrar teorias e outros textos afins!!!
    AbraçoS!
    🙂

  • Angelo

    Esse raciocínio pode ser levado mais adiante: nossas células são comandadas pela cadeia DNA ==> RNA que se replica milhares de vezes durante nossa vida, dessa forma acumulando pequenas falhas iniciais e provocando uma degeneração, que é sentida por nós como doença e morte.

  • Paulera

    Comparar a evolução biológica humana ou das espécies com uma imagem jpeg foi a coisa mais imbecil que eu já li.

    E ainda perdi tempo lendo.

    A evolução natural simplesmente preserva o que melhor se adapta ao meio, e destrói o que não se adapta.

    Completamente o contrário de uma imagem em Jpeg.

    Essas analogias que comparam a vida desse modo simplista são foda….só prestam pra encher blog e poeminha mesmo……agora misturar evolução no meio….melhor a fazer é parar um pouco de escrever blog e ir estudar biologia.

  • Hitech

    Afff…que post mais tosco. Essa analogia é muito absurda!

    Uma analogia parecida com essa seria: Pego todos os ingredientes de uma pizza, jogo pra cima e se transforma numa saborosa pizza pronto para assar!

    Evolução? Puts…Só ignorantes acreditam nessa babozeira.

    Simples acaso?

    A atraente capa de um número recente da revista National Geographic, retratando o vínculo de amor existente entre mãe e filho, levou um leitor a escrever o seguinte à revista: “A foto da mãe com a criança estampada na capa é uma obra-prima. Algo que não consigo entender é como alguém pode olhar para aquela criança encantadora, que nove meses antes era um óvulo do tamanho da cabeça de um alfinete, e achar que esse desenvolvimento maravilhoso se deu por obra do acaso.”

    Muitos concordam com esse leitor. O Dr. Gerald Schroeder, escritor e ex-professor universitário de física nuclear, compara a probabilidade de o Universo e a vida nele terem vindo a existir por mero acaso à probabilidade de alguém ganhar na loteria três vezes consecutivas: “Antes de receber o prêmio pela terceira vez, você terá sido preso por fraude nos resultados. A probabilidade de ganhar três vezes consecutivas, ou três vezes durante a vida inteira, é tão pequena que nem vale a pena considerar.”

  • Neo

    Cara gostaria de parabenizá-lo pelo post e pela paciência com a Jeorane!!!
    kkkkkkkkkkkkkk

  • Matheus

    Show de bola o texto, muito bom mesmo, mas uma coisa, como todo mundo está falando de evolução, não pioramos e sim evoluimos.
    Einstein dizia:Tudo é relativo.

    Imagine que eu gostasse dos “ruídos”, achase eles bonitos, aí então seria positivo o ruído.É igual com o ser-humano, acho eu, algumas coisas podem ser melhores e outras piores, mas relativo a pesso quem diz que é melhor ou pior.

    Whatever, nunca vi nenhuma teoria parecida, interessante.

  • Jacques Menezes

    Talvez o link abaixo ajude:
    http://www.genismo.com/memeticatexto2.htm

    … ou não!

  • Guilherme

    Os links morreram.
    Dá pra arrumar de volta?

  • Ade

    Imagens Jpeg são SIMPLIFICAÇÕES, ou seja, cortam partes do original, não são EVOLUÇÕES, que podem nos seres vivos ser representadas por duplicação de material genético e aumento de complexidade, por exemplo.

    O Mori está certo ao dizer que evolução exige necessáriamente mudança, mas esta terá de passar pelo crivo do ambiente (ou seleção natural, como queiram).

    Regressões existem em praticamente todos os seres vivos, mas não são sinonimo de piora, por exemplo, os seres humanos perderam o rabo (exceto alguns bebês que ainda nascem com eles), mas isto não foi uma INVOLUÇÃO.

    E o tal de Jeorane é crente prá caraio, hehehe…

  • Luís

    Lendo os comentários, percebi que muita gente teima em insistir que evolução é ganho. Serei breve, aqui vai um exemplo para mostrar que ‘ganho ou perda, tudo depende do contexto’:

    Muito provavelmente já ouviram falar de uma doença chamada ‘anemia falciforme’, causada por uma mutação na hemoglobina do sangue. Se não ouviram, procurem no google. A doença causa uma dificuldade de ‘recepção’ de oxigênio no sangue, bem como a morte mais rápida das hemácias.

    Enfim, essa doença é provocada no ser humano por um gene recessivo (se eu não me engano), ou seja, a tendência seria a diminuição de sua ocorrência com o tempo.

    Entretanto, na África subsaariana, existe uma quantidade enorme de pessoas com anemia falciforme, e esse número não diminui, pelo contrário. Por quê?

    Simples, porque para eles, essa ‘doença’ é benéfica, pois as hemácias ‘defeituosas’ impedem o ciclo de vida do parasita causador da malária, doença comum nas regiões de selva. Ou seja, quem tem essa anemia é imune à malária.

    Concluindo: para quem mora em regiões sem malária, a anemia falciforme é uma doença, ou seja, foi uma mutação ‘degenerativa’.
    Já para quem mora em regiões endêmicas de malária, a anemia falciforme é uma bênção, pois é inúmeras vezes melhor tê-la do que ter malária.

    Quem vai dizer se essa evolução foi um ‘progresso’ ou um ‘retrocesso’?

  • Resposta para o Ade:
    Usar linguagem chula não melhorou a sua argumentação, que foi pífia.

  • Resposta para o Luís:

    O seu exemplo da “Anemia Falciforme” não é válido.

    É evidente que houve um processo de degeneração.

    Se fosse uma evolução, não haveria nem anemia nem malária.

    Estragar uma coisa para arrumar outra não é um bom exemplo de evolução.

    Se você ler os melhores livros de biologia verá que, na maioria dos casos, quando se fala de evolução, está sim envolvido ganho e AUMENTO DA COMPLEXIDADE.

  • Ótimo texto, porém há uma outra coisa. Talvez não seja uma correção, mas algo a pensar.

    Não somos cópias de nós mesmos, nós reproduzimos a partir de dois corpos originais, então seria impossível ser igual, pois seria um ou outro dos dois. Alguns gêns são dominantes (mais fortes que outros; sobressaem mais que outros) desse jeito há uma combinação da perfeição assim dizendo, pois o mais forte continua (teoria da evolução).

    Gostei muito do texto…

  • Marianne

    achei muito interessante, apesar de ouvir a música do Iron e ficar um uma baita dor de cabeeça e um baita medo . up the irons

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