Será o scan o maior vilão dos quadrinhos?


Esta semana a HQManiacs está completando 6 anos de existência, para quem não conhece é um site especializado em quadrinhos que virou uma editora, sim, isso mesmo… uma editora de fãs da nona arte, eu quero ser como eles quando eu crescer =D. Alguns devem lembrar desse post que eu fiz sobre uma conversa minha com o Artur Tavares da HQM, editor de The Walking Dead no Brasil, se não, dêem uma lida que vale a pena. Pois bem, após essa conversa o Artur me mandou sobre sua visão sobre a relação Scans X Mercado de HQ’s, o texto é muito interessante e consciente, acho que seria legal ele estar em todos os sites que disponibilizam scans. Convido todos a lerem logo abaixo:

Será o scan o maior vilão dos quadrinhos?

O scan de histórias em quadrinhos é uma realidade. Não há quem possa negar. Alguns leitores não gostam, reclamam da leitura no monitor do computador. Outros já não se importam.
Nos EUA, país que mais é afetado por scans, a discussão sobre o assunto começou há tempos. No Brasil, a discussão praticamente não existe. Há poucos dias, entrei em contato com a equipe do Sedentário & Hiperativo, reclamando por eles terem divulgado scans de uma série publicada pela HQM Editora, na qual sou um dos sócios-diretores.
Mas, minha reclamação não foi devido a presença dos scans no site, e sim a falta de referência à existência de uma publicação nacional da série em questão: The Walking Dead (aqui no país, Os Mortos-Vivos). E, para minha surpresa, foi aberta a mim a possibilidade de iniciar este debate sobre o papel dos scans no mercado de quadrinhos hoje em dia.
Antes de começar a minha reflexão sobre o assunto, gostaria de deixar claro aqui que esta postura é minha, não necessariamente refletindo a postura dos meus colegas de editora, outros editores e até jornalistas especializados. Pois bem, dito isso, posso começar.
Vamos deixar uma coisa clara: há dez anos atrás, a internet não tinha tanta força como hoje, e os leitores de quadrinhos sobreviviam sem os scans. Os amantes de música viviam sem os MP3, e os cinéfilos (ou os fãs de séries de TV) viviam sem fazer download de seus vídeos.
Mas, a internet está aí, e hoje é o maior símbolo da globalização, este artifício capitalista que os anos 90 trouxeram para a vida de cada uma das pessoas do mundo. Entende-se por globalização uma massificação de produtos antes restritos a um mercado. Hoje, um australiano com acesso à internet consegue, por exemplo, acessar este blog que você, leitor, está lendo.
Aliás, se não fosse pela internet, este blog não existiria, e você não saberia de muitas coisas, porque elas são mostradas só aqui. Ou, ainda mais, a HQM Editora não existiria, porque há seis anos, quando tudo começou, éramos só o site HQ Maniacs, que até hoje existe e é um dos mais acessados veículos especializados em quadrinhos do país. Não fosse a internet, não nos conheceríamos, não dividiríamos a nossa paixão pelas HQs, e assim, não fundaríamos uma editora por sentirmos a necessidade de uma diversidade no mercado.
Ou seja, a internet facilitou as coisas. Claro. Qual veículo da mídia hoje cobre melhor as HQs? Os jornais? As revistas semanais? A televisão? O rádio? Ou a internet? Se não existisse a internet, com certeza o boom dos quadrinhos em 2006 aqui no Brasil não teria acontecido. E a continuidade deste boom, em 2007, também não.
Todo editor de quadrinhos aqui do país dirá a mesma coisa que eu: esta é a melhor época para o leitor e para o mercado de HQs no Brasil. Nunca houve tanta variedade, tanta gente interessada nas HQs. É impressionante o número de mangás nas prateleiras, o gradativo crescimento das publicações européias, o sucesso que os super-heróis estão alcançando novamente. Além disso, nunca se viu tanto material alternativo nas bancas, livrarias e comic shops.
Seria assim se a internet, e consequentemente os scans, não existissem? É difícil dizer. Depois de uma era de trevas nas hqs (os anos 90), a arte sequencial perdeu a credibilidade. Não era mais possível atrair novos leitores de quadrinhos. O mercado estaria estagnado.

Quando o mercado estadunidense se tocou que os anos 90 não estavam dando certo, tudo mudou. A Wildstorm lançou Authority, e uma nova era começou. A série marcou a virada do milênio, mas marcou uma revolução nas histórias em quadrinhos.
Novamente, títulos e mais títulos estavam entrando no mercado. As grandes editoras (Marvel e DC), trataram de consertar os erros de toda uma década. Resumindo os últimos anos brevemente, posso afirmar que os quadrinhos lá fora se diversificaram ainda mais, e ainda assim, novos títulos são lançados a cada mês. Novas séries mensais, bimestrais, minisséries e graphic novels estão sendo colocadas no mercado mês a mês.
Quantas HQs saem por semana nos EUA? Na semana do dia 11 de junho, as quatro maiores editoras americanas – DC Comics, Marvel Comics, Dark Horse e Image Comics – publicaram juntas mais de 60 revistas, isso sem contar os encadernados e edições com duas ou mais capas. Que leitor tem esse poder aquisitivo? Como saber o que comprar, o que colecionar?
Como fica para o leitor incrédulo, ou para um novo leitor em potencial, a situação? Em quem confiar? O que ler? O quadrinho já foi uma peça barata; hoje, é um produto extremamente elitizado. É aí que entra o scan. Ou, aí que deveria entrar.
Todo scanner – a pessoa que scaneia os quadrinhos -, assim como todo uploader – a pessoa que hospeda em um (ou mais) servidor o scan – gosta de quadrinhos. É claro, nenhum scan é comercializado. Há dois motivos para o scan existir. O primeiro deles é a preservação da memória dos quadrinhos por meio da digitalização do material. O segundo motivo, não menos importante, é a divulgação das HQs para o público.
Ora, não há scan se não há quadrinhos, certo? E todo mundo sabe que baixas vendas significam cancelamentos. É por isso que o scanner (de boa fé, claro), trata de colocar nos scans a seguinte frase “Gostou? Compre!”. O incentivo deve acontecer. O leitor deve ser consciente que o scan está lá de graça, mas que é dever incentivar a produção dos quadrinhos.
É claro que o mundo não é lindo, e nem todas as pessoas são honestas nesse ponto. Não é todo mundo que lê scans que vai comprar quadrinhos, infelizmente. Se fosse assim, ser editor de quadrinhos seria muito mais fácil, e ser leitor também.
Não adianta querer banir a existência dos scans, eles existem e se tornaram essenciais na nossa vida moderna. Coloque a mão na cabeça, leitor. Você abre mão de assistir um episódio de Lost horas depois que o mesmo episódio passou nos EUA? Você não dá uma conferida nas músicas novas da sua banda favorita antes mesmo do CD ser lançado no mercado?
Mas você compra o box da série, ou pelo menos assiste na TV. Você compra o CD, não é? Pois deveria. É claro que o dinheiro está curto, ainda mais aqui no Brasil. Mas a consciência deve existir.
Concordo que é muito legal ler a Guerra Civil, a Crise Infinita, 52 e Countdown antes de sair aqui no Brasil. Porque esperar um ano para ler por aqui se você pode ler no dia que saiu nos EUA, não é?
Mas não é bem assim que as coisas funcionam. Se ninguém comprar a revista aqui no Brasil, sabe o que vai acontecer? Você não vai ler mais em papel, porque as editoras precisam de lucro para continuar lançando. O mercado, então, depende de você.
O scanner sabe disso, por isso incentiva o leitor a comprar o material. O scanner é como você, um leitor de quadrinhos. Ele gosta de ler, e compra o material, claro. Senão, ele não estaria na tela do seu computador agora.
Num país como o Brasil, em que nem todas as pessoas tem a “benção” de falar inglês, muitas vezes os scanners se sentem obrigados a traduzir edições. Mais uma vez, nada é vendido. Estão fazendo porque gostam.
Mais uma vez, caímos na mesma discussão. É legal ler o scan traduzido, ver que as pessoas tiveram um trabalho duro para fazer a edição. Acreditem em mim. Traduzir e editar quadrinhos não é uma tarefa tão simples quanto parece. Mas, leitor, mais uma vez as coisas voltam no ciclo que eu citei acima. Você não comprar o material significa que ele pode não existir mais. Bom, no meu caso, isso seria o fim da editora. Já pensou que você, ao negar adquirir sua diversão, pode estar prejudicando outras vidas?
Uma vez postei uma notícia no HQ Maniacs, que pode ser vista neste link http://hqmaniacs.uol.com.br/principal.asp?acao=noticias&cod_noticia=11113, que abordava a reclamação do roteirista Dan Slott perante as baixas vendas da série que escreve, Mulher-Hulk, devido aos scans. Slott afirmou: “Enquanto She-Hulk vem ganhando muitas boas resenhas e mais e mais devotos, as vendas continuam baixas. A série precisa de todas as vendas possíveis. Quando você interrompe o ciclo de vendas, acaba fazendo mal a muitas pessoas”.
Nesta mesma notícia, porém, divulguei a opinião dos editores-chefes tanto da Marvel quanto da DC sobre o assunto. Tanto Joe Quesada, quanto Dan Didio já disseram que os scans não atrapalham as vendas de quadrinhos. Eu penso diferente de ambos os editores. Os scans podem atrapalhar a venda de quadrinhos se não houver a tal da conscientização, coisa que eu já ressaltei exaustivamente acima.
Não ia adiantar nada eu pedir ao pessoal do Sedentário & Hiperativo que retirasse os scans de Os Mortos-Vivos do site. Provavelmente, de acordo com a lei, eu tenho este direito. Mas, quanto mais eu lutasse contra, mais formas os scanners iam encontrar de publicar na rede seus scans.
Meu papel como editor, portanto, é exatamente este. Vir a público, estimular o debate e a conscientização para um “problema” que permeia todo meu trabalho, minha vida.
Assim, leitores, venho aqui fazer apenas um pedido. Se você realmente gosta dos quadrinhos, não deixem o mercado desaparecer por mais um comodismo que a internet, e a globalização, deram para você. Faça com os outros o que você gostaria que fizessem com você. Conheço alguns editores de quadrinhos aqui no país, e sei que eles fazem o que fazem por amor. Sei de desenhistas e roteiristas que também estão fazendo HQ porque gostam. Se nós trabalhamos tanto, e tão bem, para seu prazer, o melhor que vocês, leitores, podem fazer é prestigiar nosso trabalho, e como ótima conseqüência para todos, garantir sua continuidade.

Artur Tavares

[email protected]
www.hqmaniacs.com

  • Concordo! Não há como argumentar contrariamente. Sou um veterano na leitura de quadrinhos e grande consumidor. Mas não gosto de ‘lixo’. Já comprei muito ‘gato-por-lebre’. Acredito que os scans podem ser uma ótima fonte de pré-visualização e divulgação, mas nada substitui o prazer de ter uma boa revista, como Invencível, Os Mortos-Vivos ou Liberty Meadows nas mãos. Sem contar o desafio de sermos éticos, estando morais, e não esquecermos que muitos vivem da produção, venda e consumo de revistas em quadrinhos.
    São sábias suas palavras. Sorte é o que desejo.

  • Marcus

    Concordo em genero, numero e grau.

  • Raz

    Se pararem com os scans das revistas que acompanho, simplesmente não vou ler mais. Se acabarem com os downloads de filmes nao vou nos cinemas para ver todos os filmes que eu poderia baixar… E por ai vai… Essa sim é a matematica real.

    Com filmes se eu gosto compro um dvd original depois, mas os dvds simplesmente vem sem extras ou não existem no brasil
    Com as scans é quase a mesma coisa, ou nao existem no brasil ou eu tenho que garimpar em sebos, mas ainda assim tento comprar todas edições das mini-series que gosto

  • você merece aplausos.

    nunca me cansei de baixar scans, mesmo dos quadrinhos q eu ja tenho, vai que um dia aconteça algo com o quadrinho… não sei…

    e claro, o dinheiro anda curto e o scan salva sempre para matar aquela curiosidade que tanto mata o leitor.

    você é super

  • Guilherme

    Creio que a internet mais ajuda do que atrapalha. Vejo os scans de quadrinhos da mesma forma que as mp3s. Se não fosse por estas, eu não conheceria metade das músicas que eu conheço, e consequentemente, não teria ido em shows nem comprado cds de certas bandas. Os scans funcionam da mesma maneira: eu, por exemplo, tinha preconceito com HQ, achava que era bobeira e coisa de nerd, até começar a ler “Y: The Last Man”, disponibilizado aqui no Sedentário. Mudei completamente meu pensamento e já tenhos outras HQs em vista para ler. Hoje não descarto a possibilidade de vir comprar alguma HQ algum dia, coisa que certamente não faria se não fosse pelos scans.
    As pessoas dententoras de direitos autorais de alguma obra devem ver a internet não como uma inimiga, mas sim como uma forte aliada na divulgação.

  • kojak

    Cara… falou e disse.

  • Kerubas

    Acredito piamente que a Internet pode ser aliada na divulgação de diversos produtos do mercado cultural. Todavia a produção dos scans facilita a pirataria. Portanto, as editoras poderiam firmar parcerias para disponibilizar ‘amostras grátis’ de lançamentos, re-lançamentos e afins. O Artur Tavares está certíssimo, mas acredito que, assim como jornais impressos e a própria televisão, as HQ’s devessem ser tratadas de uma outra forma e com uma outra ótica a qual aproveitasse dos benefícios da Web.

  • Esse blog é o maximo.
    Parabéns pela simpatia em fazê-lo e a paciencia.
    o novo layout ficou mto bom!
    Abraços

  • Vinicius “Capitão Caverna”

    sempre gostei de hqs mas o dinheiro não ajudava, agora que pelo menos tenho em emprego e uma grana entrando todo mês da pra gastar um pouco com hqs, estou comprando principalmente do batman, e nessa já comprei edições antigas que foram relançadas (cavaleiro das trevas por exemplo), mas mesmo assim baixo alguns scan antigos, pq não encontro e pra ter guardado de alguma forma. mas realmente nada substitui o papel tanto nas hqs como nos livros, afinal eu não vou abrir meu notebook no onibus pra ler o batman =)

  • brunein

    bem eu concordo com vc…
    mais eu acho q os hqs sao muito caros… pagar 12 reais em uma revista por semana nao da… ai vc gosta de 2 hqs e quer le-los vc desembolsara 24 reais por semana no final do mes vc gasto 94 reais com 8 revistas… ai eh mais facil baixar… se vcs barateassem o custo, colocando um preço mais acessivel, nao dememorando muito para trazer as revistas para o brasil ajudaria e muito a aumentar as vendas de hq.

  • Nos últimos tempos terminei Lobo Solitário e Preacher (importado, pois o imbroglio Devir/Pixel me deixou receoso). Atualmente compro Berserk, Justiça, Grandes Astros: Batman e Robin, Yuki e Sandman.

    Eu só voltei a comprar HQs depois de conhecer o Rapadura Açucarada, lááááá em 2003, na época do blogger.com.br. Para mim, os scans fizeram reacender meu gosto por HQs.

  • engenheiro-rj

    Eu passei a comprar revista nas bancas depois de “redescobrir” os quadrinhos pelos scans.

    Atualmente compro 4 títulos por mês: se nao fossem os scans,nao estaria comprando.

    Sensatas são as palavras de Artur.

    o/

  • nota de rodapé : o comic rack é o melhor que ja vi pra ler quadrinhos.:) http://comicrack.blogspot.com/

  • Mjoe3br

    Já pararam pra pensar em como o trabalho mal feito (ou feito de forma não honesta com o leitor) por certos editores, principalmente aqui no Brasil, estimula a proliferação de scans e reduz as vendas das revistas originais? Por que pagar (caro!) por uma revista com 3 histórias de personagens diferentes se o leitor só é fã de um deles? E o pior, vemos com grande freqüência que 2/3 da revista é puro lixo! Esse material é publicado assim nos EUA? É claro que não! Além da maior parte dos leitores do Brasil terem que engolir uma “distribuição setorizada”, que cria ainda mais atraso entre a obra original e sua aquisição, eles têm de pagar por 2/3 de lastro??? Estamos condenados a esperar republicações e encadernados (de luxo, ou não) para acompanhar o que realmente queremos?

  • Mjoe3br

    Só esclarecendo: não me referi, obviamente, ao trabalho do Artur Tavares. O posicionamento dele é admirável e digno de exemplo para editores sérios que queiram, de verdade, trabalhar nesse meio.

  • Nizan

    Se custasse um real ainda assim seria caro. Abaixo ao lucro, salários e capitalismo.

  • Pingback: Bunker » O Maligno Scan de Quadrinhos()

  • Texto muito bom, e concordo com as idéias apontadas por ele. Escrevi um texto no meu blog sobre scans também, a alguns meses, onde eu falo que os scans tem várias desvantagens, mas suas vantagens cobrem as desvantagens da mídia original (não tem distribuição setorizada, é barato, chega rapidamente depois do lançamento original, etc) para o consumidor.

    Concordo que um leitor de scans na maioria das vezes não pode ser considerado um comprador de quadrinhos. Isso é em parte culpa da própria linha de quadrinhos Mainstream, onde um comprador novato é obrigado a pegar uma história pela metade, tem muitas revistas interligadas com mega eventos e muitas histórias de qualidade duvidosa.

    Recentemente eu li cerca de 100 revistas do Hulk. Muita pouca coisa daí se salvou, diferentemente do Arco Planet Hulk, que valeu muito a pena. Se eu tivesse comprado essas 100 revistas por 6,90, seriam quase 500 reais (estou descontando as boas histórias) desperdiçados.

    Eu conheci a série The Walking Dead por scans, e ainda acompanho a série. Eu compraria a série, pois é muito boa, se houvesse distribuição para a minha cidade. Atualmente eu compro regularmente duas séries: Conan o Cimério e Blade a lâmina do Imortal.

    Eu gostaria bastante que houvessem scans regulares destas duas séries. Mas se houvesse eu não deixaria de compra-las. Com os scans eu teria as melhores histórias sempre guardadas e poderia de certa forma completar a minha coleção, hoje desfalcada, porque as revistas sofreram danos ou eu emprestei para amigos e não cobrei.

    Talvez seja hora das editoras começarem a pensar mais na web, criando algum plano ou sistema tentando abocanhar pelo menos parte dos consumidores de scan. Por um preço justo, eu pagaria para ter acesso a revistas, pois tenho consciência do custo que é para produzi-las. Vejam o exemplo da gravadora Magnature, que coloca seus álbuns disponíveis na íntegra, e se você gostou, tem a possibilidade de comprar o CD ou os mp3 a preço módico.

    Até mais.

  • Nangil

    Concordo em partes!!!!! Eu sou viciado em quadrinhos, gosto muito de vários heróis e algumas graphic novels. Considero os quadrinhos uma obra literária muito boa quanto qualquer livro, mas uma coisa q me desanima a cada dia é preço, pois tanto livros quanto quadrinhos deveriam ter o custo acessível a qualquer simples mortal.

    Um dia eu li um resenha de um quadrinho do Chris Ware na net, fiquei muito empolgado em seguir as histórias e colecionar as revistas, pois o material gráfico era muito bom, cada edição da série tinha um formato diferente, cada edição tinha um tipo de papel. Mas o preço era desanimadoro valor chegava a 45 dólares com o frete, vcs acham isso certo? A literatura não chegar ao simples leitor.

  • Nangil

    Por tras de qualquer cd de musica, filmes em cartazes no cinema ou quadrinhos nas bancas, existe alguem ganhando muito dinheiro, que não se interessa nem um pouco pelo assunto.
    Uma coisa é certa, a elitização dos quadrinhos vai acabar, mas os quadrinhos estarão para sempre aí, em mídia impressa ou em digital tanto faz.

  • eh!

    Se vender barato, com qualidade, não setorizado eu compro, caso contrario baixo da rede.
    Tem muito lixo editorial por ai.
    E tem mais,se acabar o mercado nacional eu continuo lendo scan no original ou traduzido.

  • Rodrigo Pereira

    Não há como negar a realidade dos scans. Eu estou juntando grana pra comprar os encadernados do Walking Dead mesmo após ter baixado todos os scans. Os encadernados são muito bonitos, papel excelente e ao invés de serem mensais são arcos completos em cada volume.

  • e ae senhores,

    Artur, parabéns meu vei, o trabalho de vocês com a Mortos-vivos é admirável, infelizmente não posso dizer o mesmo sobre as outras hqs da vossa editora, pois não os acompanho. Mas agora vejo q não só estimo seu trabalho como editor, mas também o seu carater como profisisonal.

    Bem, sou o letrista atual da Walking Dead em PT na NET, faço pois tenho muita curiosidade sobre a continuação da série, e como meu inglês é péssimo, preciso de pessoas que a traduzam para mim, suponho que muitos se encontram na mesma situação, por isso a idéia do scan.

    Concordo 100% no dito por você, acho q todas as formas de distribuição na NET são válidas, mas necessitam de consciências dos usuários para que todo material apreciado seja adquirido por formas “legais”, sei que as vendas diminuem, pois além de terem os usurpadores, ainda existem os que não apreciam o material baixado e não vão querer comprar por isso. Mas acho q nesse ponto, é algo muito válido. Pois é algo broxante você comprar uma revista com uma capa maneira (ou cd da sua banda preferida, ou filme com uma temática muito boa) e de repente ver, após a compra, que aquilo não é nada do que vc esperava.

    bem é isso,

    mas uma vez parabéns pela iniciativa, e pelo outro trabalho de vocês.

  • 4fantasticos

    Os Scans são uma tendência mundial… nota 0 para as editoras e seus executivos “idiotas” que como os mercados de músicas e filmes, fingem que nada vê.. e só reparam quando o mercado está ladeira abaixo.
    SIM… EU TAMBÈM VOLTEI A COMPRAR QUADRINHOS POR CAUSA DOS SCANS. Parei minha coleção em 1999 e fiquei anos sem comprar nada, mas continuei lendo o que saia na internet via Scans… Voltei a comprar porque a minha situação financeira melhorou um pouco, só por isso. Agora vender revistas a R$ 70,00 reais e depois reclamar é fácil… porque não “popularizar” o mercado colocando revistas a um preço mais barato, para o mercado voltar a crescer ?? As editoras deviam buscar alternativas inteligentes e não ficar apontando o dedo para “supostos” culpados !

  • Nohay

    Aqui em Curitiba sofor do mesmo problema relatado pelo “Marcus VBP”: não existem mais quadrinhos na esmagadora maioria das bancas. As bancas que ainda têm alguma coisa sempre estão defasadas, às vezes alguns números são pulados, as distribuidoras não atendem os pedidos e assim sucessivamente.
    Os scans são minha salvação. Sem eles, não teria conhecido “Y” e “Walking Dead”, entre outros. Por outro lado, ler gibi na tela do PC não permite que se aprecie os desenhos, a vista acaba cansando e, bem, não dá para ler no banheiro.
    Gosto de comprar as revistas nas bancas, gosto de organizá-las na estante, tê-las disponíveis para releitura a qualquer momento. Embora acompanhe algumas séries por scans, só não compro as revistas pela quase absoluta falta de oferta. Quem sabe? talvez esteja na hora das editoras darem uma freada na máfia das distribuidoras…

  • Não adianta, por melhor e mais barato que seja, se vc pode pegar de graça, a maioria pega e não compra. Só mesmo colecionadores e verdadeiros fãs e mesmo assim edições clássicas e muito boas.

  • Alejandro Matanza

    Simplesmente certo.
    Embora eu possa dizer que se não fossem os scans, eu NUNCA teria terminado de ler Planetary, por exemplo.
    Sandman, que conheci via scans, toda vez que sai um encadernado da Conrad eu compro DOIS, um pra mim e outro pra minha senhora. Idem Watchmen. Idem Strangers in Paradise. Idem muitos clássicos. Aliás, muitas pessoas, como minha namorada, tomaram amor por quadrinhos por causa de scans.
    Ok, mas ler na tela de computador NUNCA vai ser igual a ter a revista na mão.

  • schaeff

    enfim algum editor com as ideias no lugar….. genial ele.

  • Sanzio

    Realmente não tem como lutar contra os scanners. Mas como bem ressaltado, existe a tal verdade do preço… Ler HQ antes de sair no Brasil sim, comprar ele depois de um ano com o preço que está? Difícil. Tem todo um custo inerente dos projetos. Acho arriscado mas porque não tentar baixar o custo de uma HQ para ver se o volume de vendas não compensa?

  • Pingback: Vivendocidade()

  • Engraçado ler esse texto. Eu ja tinha visto a HQ “Mortos-vivos” pra vender e nunca me interessei, pensava: Ha mais uma hq de morto vivo… Percebi meu engano ao ler aqui no Sedentário as primeiras histórias. É ótimo! Imediatamente na hora do almoço corri até a banca da Terra media e comprei as duas (culpa dos scans!!!). Espero que lancem a terceira!!!!!! Abs!

  • Maravilhoso este post.
    Eu baixo quadrinhos mas sempre que posso compro uma edição encadernada nas bancas ou livrarias… é legal ter na estante o que eu mais gostei

  • Davi

    Eu sou a favor do scans!
    É direito de todo cidadão ter acesso a cultura independente de seu poder aquisitivo!
    E mais, através dos scans é possivel avaliar uma revista e decidir compra-lá ou não, e isso ao meu ver tem um aspecto muito positivo pois “obriga” editores a publicar qualidade!

  • DarK FlameS

    Apoiadissimo, alias, nunca vi uma pessoa que pode ser prejudicada por essa pratica, defendê-la. Acho que finalmente o mercado está vendo que por mais que haja materias desse tipo, eles não são de todo algo maléfico. Saiu uma vez, uma noticia que dizia que o album mais baixado tinha sido um do eminem, e este mesmo, foi o mais vendido no mesmo mes, ou seja, segundo os especialistas, as vendas foram alavancadas pelos downloads. Portanto, se nós, o publico interessado, apoiarmos realmente a publicação do material, tenho certeza, que a tendencia é só mehorar

    Artur Tavares, palmas para vc cara. Leio as noticias do hqm todo dia, e admiro muito o trabalho de vcs.

    Parabéns

  • Maurício

    cara, acontece como a teoria economica explica: o consumidor sempre vai buscar a maneira de gastar menos para adquirir um bem que deseje, e os produtores sempre farao de tudo para obter um lucro máximo…
    a realidade, o que acontece conosco, é a dialética =)

    alem do mais eu nao acredito que os scans vao desbancar a industria dos quadrinhos pelo simples fato de que scan nao é mercadoria, e a mercadoria em nossa sociedade é visto como algo mágico, com vida própria. o consumo tem status privelegiado no capitalismo. Para comprovar isso, basta lembrar-se do prazer em comprar na banca de revista o último lançamento tao esperado.
    eu mesmo scaneio tudo que vejo pela frente, e por mim as editoras podem falar que nao dou a mínima. Mas sempre que posso compro umas 3 revistas por mês e sinto uma satisfação imensa com isso. é ilógico, é irracional, mas é o que acontece

  • Maurício

    além do mais comecei a ouvir Metal via fitas kassetes e muitos anos depois que pude comprar meu primeiro cd =)
    e sem contar que o pessoal na minha rua sempre gravou de fita pra fita os filmes pra todo mundo assistir e nao pagar tao caro =)

  • jonas

    A realidade é que, (a menos que você tenha um notebook), não dá para ler scans no melhor lugar que existe para se ler quadrinhos: o banheiro.

  • Você demonstrou sua raiva pelos scans de forma educada.
    Na boa cara, quem lê scan, lê o que não saiu no mercado brasileiro ou o que saiu ha muito tempo. Essas coisas que estão na banca normalmente o pessoal compra (claro que tem a porcentagem dos ‘mão fechadas’, mas é minoria. Relaxa e goza, ja diria nossa querida Marta, porque isso nunca vai mudar (Deus queira que não).

  • bardo

    Aproveitando a deixa e sendo quase anti-ético, alguém saberia informar um bom lugar para baixar quadrinhos, independente do idioma? : )

  • Danilo

    Parabens ao Artur Tavares, pela coragem não do texto, que eu descordo da maioria dele, mas por abrir o debate, sendo ele editor e apaixonado por quadrinhos… Eudes disse no rapadura que o nome do blog era uma piada e certamente o é, mais não devemos subestimar o humor como força. Eu só tenho em casa um quadrinho comprado o Mauss, porém nas ultimas duas semanas tomei contato com os scans, e baixei nas mesmas 6,11 GB de scans, que vou levar um bom tempo pra ler. Vejam eu queria a muito tempo ter os 300, porém 65,00 eu não pago, por que não tenho sobrando e comprei o Mauss, quando a sobra do mês foi muito boa, eu vou num sebo e compro 10 livros por 65,00 , gostaria de ter quadrinhos em papel, não teria que ler em posição incomoda, mais os que eu gosto não dá. Aliás tenho outro quadrinho o Clic que comprei por 12 reais num sebo.

    Eu não sei muito dessa lógica os quadrinhos vão acabar se as editoras acabarem não… Os artistas vão continuar, e vocês sabem a internet tá aí… A mesma coisa a prejudicar a vida de outras pessoas, a minha educação foi seriamente prejudicada pela falta dessas obras ficando vitima
    da tv, e de outras bobagens – brincadeiras a parte… O que importa mesmo
    é que quadrinho é muito, muito mais caro do que um livro, do que um cd , e olha que esse já são bastante caros, então volto a citar o eudes, os scans, assim como os programas de p2p, vieram pra colocar um paradoxo a toda a industria cultural, ou você baixam os preços ou morrem ou arranjam um jeito de controlar toda a rede, o que parece ainda fai demorar muito. Eu não compro filmes em dvd – só nas americanas na promoção de 10,00 do balaio, eu não compro cd – baixo e compro os vinis dos albuns que mais gosto, eu não compro HQ, só quando baixar os preços
    ou quando sobrar uma grana legal, mas muito legal mesmo… E continuemos a discussão…

  • Bla BLa Bla

    Triste são aquelas editoras que não dão prazos e o leitor que se dane em adivinhar quando uma HQ será lançada, e isso acontece com VOCÊS da HQmaniacs, tudo bem que existem custos e o cacete, mas é DELICIOSO comprar algo e NÃO SABER quando esse ALGO terá continuidade, chorar é facil.

  • douglas

    admito ja ter baixado scans mas, convenhamos, é uma violação do direito de propriedade. O cara faz a arte, tem todo um custo e um trabalho intelectual envolvido, pra você simplesmente baixar de graça, sem nenhuma contribuição pro autor ou editora? imaginem -se no lugar deles, vc estuda, se forma, cria alguma coisa muito bacana e de repente alguem pega aquela tua ideia e expoe para todos que quiserem de graça. como vc ficaria? puto? acho que a internet é um meio de comunicação promissor, pra qualquer tipo de produto. senhores marqueteiros deveriam abrir os olhos para este novo horizonte. acho que ainda existe muita hipocrisia e preconceito. geralmente o pessoal que toma esses decisoes são aqueles tiozinhos anti tecnologia.

  • pirata

    meu…queria ouvir a opinião do caboclo sobre a série preacher…
    parou na edição 60, faltando seis numeros…com lançamento que variavam de um há dois ou tres meses de uma edição para outra…este é um exemplo do respeito das editoras pelo leitor…tem outros do tipo Hard Boiled entre muitos outros..
    Eu leio hq há anos, e como disse um cara acima aê…se os comics acabarem, foi bom enquanto durou…
    eu, particulamente, só escaneio o que gosto e mando para amigos e para a rede
    o Brazil é uma zona sem jeito, então não tem como não usar da net sem a pirataria, o pessoal aqui é que tá numa hipocrisia violenta…

  • Pingback: rascunho » Blog Archive » links for 2007-08-26()

  • Me lembro que quando comprei Preacher em 98, coloquei uma edição dentro da outra e paguei somente uma. E quando relançaram V de Vingança em preto e branco custava R$29,00, mas fui lá e troquei o preço por R$9,90. Logo que conheci o universo Vertigo fiquei de cara e queria comprar qualquer coisa que tivesse o selo. Mas era muito caro!!! Eu recebia uns R$128,00 de salário. Me virei comprando o que dava e engabelando os outros. Achei muita coisa boa em sebo. E quando fiquei curioso sobre Sandman, custava uns R$6,00 se não me engano. Li Sandman e Preacher somente no ano passado quando descobri os Scans pelo Sedentário. Continuo baixando e vou continuar baixando. Pode causar um possível falecimento de editoras? Fazer o quê…
    Sobre a idéia do Scan ser uma ferramenta para poder selecionar melhor as HQs que a pessoa pode comprar, acho uma utopia aqui no Brasil. Caro, não está em todas as bancas. Ainda tenho uns 4 gigas pra ler e não sei quando acabarei, sendo que continuo baixando. Gsotaria de ter todas as Sandman, Preacher, Hellblazer, Lúcifer em papel. Tenho Preacher até a 17. Cuido como se fosse um filho.
    Na real, não dá pra ter tudo… HQ no brasil, está com os dias contados…
    Salve os tradutores e scanners…

  • Tenho 28 anos. Até meus 18 anos de idade, colecionava títulos e mais titulos americanos, principalmente apos o Boom da Image comics, tinha TODOS os numeros da Wizard americana . ia a convençoes e eventos sempre. Mas apos os 18 dei uma parada legal. Fiquei muito longe das hq’s. pensei que fosse por causa da ”idade”… Mas aé q surgem os scans.. A coisa de 4 a 5 anos atras. daí nao parei mais de me interessar ”denovo” pelos hq’s. hoje com 28 anos, não entro no trabalho sem antes ver as novidades na banca. E para frizar: COMPRO mais HQ’s hoje que a 5 anos tras! Compro! Ou seja , apos os scans, comecei a acompanhar mais as hq’s e com mais prazer e SEM DUVIDAS , VOLTEI a COMPRAR quadrinhos! Abraços a todos. leandroanjos – RJ

  • Koppe

    Acho que as editoras precisavam abrir os olhos, em vez de chorar sobre leite derramado (justamente derramado, diga-se de passagem). Elas estão diante de uma nova realidade, e não adianta quererem que as coisas voltem a ser como eram no tempo da Ebal e da Abril.

    Primeiro lugar o preço. Leitores, escaneadores, tradutores, diagramadores e compartilhadores de scans sabem, conscientemente ou não, que estão colocando as editoras diante de uma escolha simples: baixem o preço ou vão se dar mal. Simples assim. Uma HQ custar 60 reais não é “caro”, “salgado” “preço alto”. É simplesmente fora da realidade. Isso relativo a algumas HQs de alta qualidade, que saíram com preços nessa faixa; pra HQs de qualidade e/ou importância menor, o preço de 12 reais se torna igualmente muito muito caro.

    Isso leva à questão da qualidade. Os leitores não são mais tão idiotas de comprarem uma HQ só porque ela mostra o enésimo encontro do Hulk com o Wolverine. Não porque esses personagens estejam desagradando. A palavra é qualidade. Com os scans o leitor sabe o que é bom e o que é ruim antes da editora publicar (ou depois dela publicar mas antes do leitor comprar), então o leitor adquire a capacidade de filtrar as coisas ruins ou meia-boca e salvar muitos reais que seriam gastos com uma HQ que não vale o que custa. Quem pagaria mais de 100 reais pra ler a Saga Do Clone? Eu não pagaria, depois de ler coisas do nível de Watchmen e Marvels. Ah, sim, o encadernado de Marvels valeu a pena pagar 25 reais. Preciso explicar por que? Preciso dizer como eu soube disso antes de comprar?

    Quanto à distribuição e disponibilidade em bancas, nem sei se posso acrescenter algo ao que já foi dito. É ridículo mandar uma determinada edição às bancas de uma cidade e não mandar a continuação. Total falta de respeito com os leitores, editora que faz isso não merece vender mais nenhuma revista. Outra coisa, de que adianta divulgar um lançamento, se em muitas cidades ele não vai chegar? Eu moro em Canoas, Rio Grande Do Sul, e muita coisa eu não vejo chegar nas bancas daqui, e olha que é região metropolitana de Porto Alegre; imagina o que sobra pras cidades mais afastadas, então… Será que pras editoras só são importantes os leitores que moram nas capitais? E não adianta dizer que a culpa é da tal distribuidora; se a distribuidora é ruim e sem-vergonha, a editora que a contrata também é.

  • Fabiano

    Esse é realmente o ponto!
    Scans são boas ferramentas de divulgação de bons trabalhos.
    Se pensarmos que existem HQ’s antigas que são “lendárias” e estão perdidas nos sebos, longe do alcance dos leitores mais jovens, veremos que a digitalização, realmente ajuda à preservar a memória do HQ. Estórias fantásticas foram publicadas ainda no “formatinho” e se perderam.

    Mas, scanners precisam ter em mente justamente isso.
    Preservar e divulgar é legal, mas conscientizar e estimular a leitura do material publicado é fundamental pra manutenção da arte! 🙂

  • Pingback: Será o scan o maior vilão dos quadrinhos? O Editor da HQM fala sobre scans. « HQ PROJECT()

  • Maurício

    Cara, fazia anos e anos que não lia HQ´s, simplesmente voltei a ler em virtude dos scans. Compartilho da opinião do Raz, se acabarem os scans, simplesmente não vou mais ler…ou seja, acredito que em verdade, os scans não prejudicam a industria de HQ´s, e sim ajudam a divulgar as revistas.

  • Dillans

    Sempre gostei das HQs, e quem realmente gosta, quer te-las no papel.Tudo bem que possamos vê-las pela Internet; mas se não comprarmos as revistas, como ficam os artistas,os autores,as editoras,etc.? Se a DC, a Marvel, assim como as nacionais não se agüentarem,aí é que não teremos mais nada,a não ser uma sucessão de reprises ad infinitum.

  • Toda forma de leitura, arte, música etc, é uma adição à nossa cultura, à nossa inteligência. Uma vez que moramos em um país, no qual mesmo a classe média não pode adquirir um CD por R$30,00, um livro por R$40,00 e uma revista em quadrinhos por R$50,00(!), visto que apenas um desses itens é praticamente 10% do salário mínimo vigente, num país em que a banalização da inteligência é sempre ampliada por um sistema de educação precário e modismos e neologismos esdrúxulos em músicas e principalmente na Internet.

    Então, por que bloquear o acesso da massa a isso tudo? Sim, em alguns casos estamos prejudicando financeiramente algumas pessoas (grandes produtoras, empresários milionários?), mas um povo culto produz um país culto e cria desenvolvimento para o mesmo. Pode ser um pequeno ato de copiar um CD, ou xerocar um livro.

    Compartilhar conhecimento está além do capitalismo, está além da ganância de pessoas mercenárias que visam apenas o lucro. Não estou generalizando, nem apontando culpados, mas restringir é censurar e como dizem, “toda censura é burra”. Por isso, apesar de argumentos que há um prejuízo ao artista ou à economia dos países, antes de tudo, devemos enxergar a validade da disseminação da arte e da cultura. E sim, quadrinhos são cultura; sim, toda forma de música é cultura (de Mozart a Bruno e Marrone); toda forma de literatura é cultura. Capitalismo não é cultura… por que excluir o acesso por causa do dinheiro?

  • Gabriel Campelo

    Não sou lá tão fã de quadrinhos… porque será??? seria o preço absurdo???
    o fantasma da distribuição setorizada???? ainda mais aqui em Manaus que
    é carente de lojas especializadas de qualquer coisa que se tenha em mente, principalmente HQ’s e certos livros, gosto sim de gibis sempre fui apaixonado pela sua produção roteiro, arte final e pintura digital… gosto do processo de fabricação de quadrinhos principalmente os da marvel… mas existe um detalhe que precisa ser revelado no Brasil pouca gente tem acesso a rede banda larga, pois baixar na discada
    é dureza, os gibis tem um tamanho médio de 4 mb a sei lá uns 60 mb e por aí vai… ou seja só banda large meu filho pra baixar os scans. A minha net é discada e aqui em Manaus a banda larga é o olho da cara e o jeito é ir pra lan-house baixar os scans e não só eu como tem um monte de gente que sofre do msm problema, não tem jeito esse negócio de scan não influência muita coisa nas vendas, já que pouca gente tem acesso a rede banda large!!!

  • Você estámais do que certo nessa questão. Recentemente venho passando por uma fase que tive inclusive de me desfazer da minha coleção de muitos anos por motivo financeiro e apartir dai não pude mais comprar nada e ai descobri o comicrack e pude me manter atualizado até que a situação melhore e eu possa recuperar a minha coleção e aumentá-la

  • Alexandre Asato

    Olha eu tbm concordo. Tenho 28 anos e sou leitor de quadrinhos desde os 7. Não digo q nunca baixei um quadrinho pra ler. Já baixei sim, inclusive baixei o Guerra Civil só agora, pq não pude acompanhar por completo q queria entender algumas coisas q aconteceram q estão afetando o universo Marvel hj. Porém, qd se baixa uma HQ só apenas tem informação, mas tem o prazer de dizer “eu tenho”. Como tenho o prazer de dizer q, eu tenho a saga da Morte do Super-Homem completa, a saga do Clone do Homem-Aranha completa, q tenho Batman cavaleiro das trevas (edição da década de 80), q tenho batman Ano Um, q tenho a edição e a re-edição de Guerras Secretas I completas e Batman – O Messias, entra tantas outras histórias q sagas q tenho em minha coleção. Ficar sabendo o q está acontecendo é ótimo. Porém, ter um exemplar impresso pela editora em suas mãos é maravilhoso. Incentivo a compra das HQ’s pq além de seu valor cultural é um entreterimento magnífico.

  • George

    A culpa é da industria, assim como acontece com outras midias se houvesse fidelidade e respeito para com os consumidores não rolaria o scan, salvas as devidas proporções o papo de desempregar muita gente e desvalorizar o trabalho profissional é válido mas é apenas um dos olhares, eu colecionei por quase 15 anos ate que não tive mais condição de comprar, isso para não falar do cancela e lança novos titulos que se tornou comum a partir do final dos anos 80 só voltei a ler através dos scans, e enquanto o preço for abusivo é o que farei, vida longa ao scans.

  • luiz

    Prezados Srs,

    O tema é vasto e desafiador, todos vcs expressam muito bem seu ponto de vista, o texto do Arthur é soberbo. Coleciono a revista Batman desde que era garoto, presente de meu falecido pai, quando eu ainda acometido de uma enfermidade, encontrava dificuldades em um leito de hospital, a visão dos quadrinhos foi uma luz, uma bomba atômica cerebral, um bálsamo para todas as enfermidades e o caminho para a cura.
    Definiu meus caminhos futuros e presentes, fez despertar a enorme sensibilidade visual que já tinha…bem…tods vcs entendem o que eu quero transmitir.
    Tenho hoje, 58 anos,engenheiro, familia…filho…cachorro..piriquito..papagaio…etc etc, conheci Adolfo Aizen, a editora Brasil América, por um triz não me tornei vascaíno rsss, editora essa por mim e toda minha geração reverenciada e apontada como referência didática e bibliográfica.
    Acompanhei com pesar o sucateamento, descaso e despreparo das gerações que sucederam o Dr Aizen, rezei por ele quando de sua passagem e vcs perguntam, mais e dai cara????

    Dai que a oportunidade de reaver este mundo maravilho que o meu filho e os filhos de meus contemporãneos nao conheceram, o mundo de carlos zéfiro, vendido “na encolha” pelas bancas de jornal da época, bancas estas que me acompanharam em toda a minha trajetória de vida, exercendo um fascínio que até hoje sinto, mesmo ao passar de terno ou com a farda reluzente de oficial de marinha…mais ai é outra história, mais vcs me perguntam de novo…mais e ai cara?? qual é???

    Bem se vcs ainda nao entenderam é porque realmente falta-lhes exatamente isso…a nostalgia, a magia, a delicia em ler as HQs antigas…mais onde encontrá-las…pedir emprestado? brincadeira..eu nao vendo e nao empresto a ninguem, então o que fazer? ficar lendo os sites especializados…..

    Amigos, ainda bem que existem abnegados, sim abnegados que colocam estas edições na internet para o regalo de muitos que como eu, aprendeu que as HQs não são um simples negócio ou um cult ou sei lá que porra seriam!!!

    Apenas sei que fazem um bem danado a milhões de pessoas que como eu buscam e acham na internet através dos “SCANS” suas memórias passadas, e não me digam que isso é saudosismo porque vcs todos irão ter..em algum momento..em algum dia…em alguma situação..no meu caso me salvou a vida!

    Sou francamente a favor dos scans, e que deus os abençoe!!!!

    Respeitosamente,

    Luiz Felipe!!!

  • marcelão

    Eu quando baixoo um scan de algum quadrinho, é como muitos aqui já disseram, é pra ter uma pré-vizualização do material, porque se for bom eu com certeza comprarei, e também pra ter a oportunidade de ver algumas obras que simplesmente não se acha mais em lugar nenhum.

    Mas nada no mundo vai se comparar ao prazer em ter a revista em mãos, e poder desfrutar toda a sensação e satisfação de lê-la quando quiser. Obras como as de Alan Moore, Neil Gaiman, Frank Miller e muitos outros…estas preciosidades não é pra qualquer um, e quem o tem o guarda com carinho e cuidado.

  • Evandro

    Concordo, por isso eu compro, mas também baixo (e até scaneio um pouco, pra mim)
    ex; Eu tô comprando a revista Wolverine, mas já baixei o arco completo (que começou como Road To Hell, com a ótima história do Aaron e os belos desenhos do Renato Guedes), o que não vai me fazer parar de comprar a revista dele, que é a que eu leio. Histórias antigas que eu não acho também faço isso.