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Existe um apego a filmes e franquias oitentistas. Inevitavelmente, o público que teve a oportunidade de acompanhar essas produções no seu auge se apropria do que está por vir, com aquele sentimento saudosista que jamais o liberta. É inerente. Todo mundo que já ‘esteve lá’ e viu de perto o momento em que filmes como “O Exterminador do Futuro” encontram os olhos do público, cria esse criticismo (no melhor sentido) que vai na jugular de reboots, remakes ou continuações. Acontece comigo, acontece com vários outros.
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E não seria diferente com “O Exterminador do Futuro – Gênesis”. Já mexeram tanto com os dois primeiros clássicos concebidos por James Cameron, que nos depararmos com um quinto filme que descontextualiza a trama original, de fato aguçaria os sentidos mais analíticos e clínicos dos apaixonados pelas obras originais.

E o novo filme, que faz um reboot do clássico de 1984, é confuso. A trama parte do ponto principal da história original e seu começo nos dá a entender que algo bem melhor do que as produções de 2003 e 2009 está por vir. Mas ao contradizer todo o roteiro escrito por James Cameron, anulando a premissa da existência de “O Exterminador do Futuro”, o novo filme desconsidera tudo que nos foi apresentado em 84 e 91, reduzindo uma das maiores experiências cinematográficas às cinzas amargas nos lábios dos vidrados por essa ficção científica de outrora.

Logo na primeira meia hora de filme surge questões tão relevantes que permeiam até a mente de Kyle Reese (Jai Courtney), que está tão confuso quanto nós e tão perdido dentro do novo contexto gerado. O passado de 1984, não existe. Tecnicamente, tudo não passou de um passado que seria um presente, se algo mirabolante – e mal explicado – não tivesse acontecido em 1973, quando Sarah Connor (Emilia Clarke) tinha apenas 9 anos de idade. Como esse “algo” aconteceu (estou tentando ao máximo fugir de spoilers), tudo que vimos no clássico oitentista acabou não acontecendo. Confuso? Imagine para James Cameron.
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Os furos no roteiro não apenas anulam e contradizem os filmes anteriores, como criam um 1984 paralelo, aonde John Connor (Jason Clarke) nem chega a ser concebido e que leva os personagens Sarah e Kyle a uma viagem no tempo a 2017, onde estranhamente o filho dela se encontra desde 2014, vindo de 2029. Sim, aquele mesmo cara que não foi gerado no passado dentro da nova trama existe no futuro. Que é o passado de 2029, onde a Resistência e a Skynet se digladiam em uma era pós-apocalíptica.

Com toda essa confusão, aproveitar a experiência dentro do cinema se torna um pouco pesado. Como a trama não justifica e nem tenta preencher as inúmeras brechas abertas, ficamos à deriva, esperando explicações ou momentos decisivos que honrem os filmes precursores, à medida que tragam também uma nova história.
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Mas “Gênesis” não é de todo mal. Assistido dentro do contexto de sua origem, o filme é realmente fraco e não alcança a maestria dos primeiros (algo que, honestamente, é muito difícil de atingir). É falho em inúmeros aspectos quanto à construção da trama, mas quando assistido isoladamente, o peso da experiência logo citado, é reduzido e aproveitar a produção como um filme de ação nos contenta.

Talvez, analisar o filme como uma obra única, sem qualquer ligação com os originais, seja a “suspensão de realidade” necessária em nós. Quando desligamos a memória de 1984 que nos persegue durante a produção, “O Exterminador do Futuro – Gênesis” se transforma em um filme de ação agradável.
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O dinamismo das cenas de alto impacto está sempre presente, o que mantém o ritmo do filme elevado a todo tempo. Com uma produção no estilo blockbuster, ele cumpre seu papel: belas explosões, frases de efeito com leve tom cômico e perseguições alucinantes encabeçadas por Arnold Schwarzenegger. Os efeitos especiais são impecáveis e a remasterização das imagens extraídas do clássico original foi tão bem feita, que a qualidade se assemelha às filmagens feitas com a tecnologia atual.

No final de tudo, estamos diante de um filme que gera sentimentos dúbios. À medida que o apreciamos como uma produção despretensiosa, também nos revoltamos pela desconstrução do que já vimos, de forma que nos confunde (afinal, eles usam o original para dizer que ele, de fato, não existe). Talvez nós precisemos nos desprender dos filmes antigos, pois os novos são feitos pra outra geração, que pouco ou nada conhece o que conhecemos. Ou talvez eles precisem parar de mexer em um dos melhores filmes já feitos.

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Surge na minha ‘time line’ um “vídeo denúncia” a respeito de uma pimenta. Então resolvi refutar via vídeo.
Soca o dedo no play e bom vídeo!

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MALAFAIA

27 jun 2015 | por em Internet às 0:39

O que dizer dessa pessoa que mal considero e já conheço pakas?!

Quer mais? Clica aqui.

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O cinema japonês mitando outra vez. Confira:

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Plus Size NÃO

20 jun 2015 | por em Internet às 4:14

Muita frescura com esse termo.

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Convite fail para baile de formatura

24 mai 2015 | por em Internet às 21:43

Aquele puta momento da sua criatividade usado para preparar uma puta surpresa para alguém, só que…

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Comprar um cadeado nem sempre é garantia para não mexam na sua mala.

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A clássica história do rock

Pobre menino pobre, desajeitado, desajustado, incompleto, incompreendido. Desleixado, preguiçoso, sem foco. Sem lar, sem família, sem nada. Quantas histórias já ouvimos com esse mesmo DNA ‘impuro’, mal visto e mal quisto, não é? Mas essa história não é uma dessas. Esta aqui atinge as profundezas da alma, dilacera o peito aberto, já ensanguentando por tamanha honestidade. Essa história até começa assim, mas termina diferente. Talvez pior, talvez mais sofrida, mais solitária, mais despedaçada. Mas não se trata do começo e do fim. Na história contada no mais recente documentário “Kurt Cobain: Montagem of Heck”, o ‘entre’ é o que importa. Não se trata de mais uma clássica história do rock, se trata da história definitiva sobre o maior ícone da sua geração. Um rei sem coroa, um rei sem querer.

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Admitir que não há mais para onde ir em se tratando da complexidade de Kurt Cobain não seria exagero. De fato, não há. O documentarista indicado ao Oscar Brett Morgen mergulhou em águas tão profundas que cruzar qualquer outra fronteira seria impossível e por que não, desnecessário. Este é o documentário mais impactante sobre um artista. É até difícil mensurar sua simbologia com tamanha precisão, por trás da complexidade de Kurt Cobain trazida com tanta veracidade e voracidade para as telas. A brutalidade encanta, dói, incomoda, sangra. Mas o músico era assim. E afinal, qual seria a outra forma de contar isso?

“Montage of Heck” reúne a compilação mais completa e pura de um artista que até hoje gera fascínio por seu brilhantismo musical e psique delicadamente complexa e gritante. Absorto por tudo aquilo que seus fãs, apaixonados por música e curiosos sempre especularam a respeito do seu perfil, sua sensibilidade e genialidade incomum, Morgen foi à nascente mais pura sobre a história de Kurt Cobain, se privando de influências midiáticas e do que se espera de um ícone. Ele foi direto naqueles onde a verdade reside: a família.

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Na teoria, o elo mais forte. Na vida de Kurt, o mais fraco. A fragilidade e pequenez sentida pelo artista ao longo dos seus 27 anos são oriundas da sua base familiar desestruturada. Tratado como “complicado demais”, o jovem passou a infância sendo encantador e a juventude toda sendo rejeitado, ignorado. E sua fragilidade está ali, na ausência de um lar. Coração partido pela terrível sensação de abandono, com feridas ainda doloridas. Sua música é reflexo desse não pertencer e a identificação com o público foi súbita. Sem querer, ele se tornou aquele cara que ele um dia quis seguir, mas não sabia. E quando chegou lá, percebeu que ainda era aquele garoto que queria pertencer. Que talvez não quisesse liderar, mas ser liderado na companhia de outros. Tudo a fim de romper com a solidão.

E o documentário nos leva para o cerne de Kurt, para a complexidade da sua fragilidade, para seu perfeccionismo artístico escondido por trás do grunge, que sempre fora sinônimo de despretensão. É como se colocássemos óculos que nos permitem enxergar o mundo pela perspectiva do dono do objeto. Ao ficarmos diante da tela, passamos a ver as coisas pela ótica dilacerada de Kurt Cobain. Folheamos seus inúmeros diários, percebemos seu romantismo inveterado, vemos de perto seu processo criativo como frontman do Nirvana, a cobrança de si mesmo e do mundo, sua arte, sua dor na arte e sua luta para tentar pertencer mesmo quando já é parte de algo.

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O músico belga Stromae lançou ‘Carmen’ em 2013, mas só agora saiu o clipe da música. ‘Carmen’ é sua crítica a atual relação das pessoas com as redes sociais, de como nos tornamos reféns e alienados por causa delas.

A animação ficou por conta do desenhista e cenógrafo francês Sylvain Chomet, que chamou atenção no Brasil depois da sua versão de os Simpsons:

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Esses caras giram os CD’s a uma velocidade tão alta que eles começam a deformar até que explodem e ver isso em camera hyper lenta é demais! Confira:

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O que você escreveria?

20 mar 2015 | por em Internet às 0:19

Se você tivesse que escrever para o atual da sua ou do seu ex, o que você escreveria? Veja no vídeo duas versões e ideias completamente diferentes.

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É um experiência social que uma agência de publicidade fez na Lituânia, pois como existem muitos relatos de racismo por lá (por exemplo: Paulinho, ex-jogador do Corinthians, sofreu racismo na Lituânia), fizeram esse vídeo para conscientizar a população.

Na “pegadinha”, um negro (ator) estava numa sala de espera, aguardando sua vez para ser entrevistado. Logo em seguida, chegava outra pessoa para esperar junto com ele. Então, o rapaz negro pede para traduzir um texto (em lituano) que escreveram no perfil do face dele, pois ele estava há pouco tempo no país e não sabia a língua local.

A reação das pessoas depois de lerem o texto, extremamente racista, foi de arrepiar.

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Apesar de todas as evidências, o que importa não é o ser humano, e sim interesses que nós não sabemos, e provavelmente não saberemos nunca. Eu mesmo, estou aqui a quilômetros de distância de Paracatu-MG e isto não atingi minha vida, mas e se fosse aqui do lado, o que eu faria? Se uma familiar meu morasse lá, o que eu faria? Este Brasil só vai mudar no dia que alguém começar a se mexer e fizer algo. Como seria lindo, se as pessoas de Brasília, que fica a 220km, fossem em peso, ajudar em uma manifestação, protesto, em prol de uma cidade inteira que em questão de tempo pode se extinguir. Mas não, isso não vai acontecer, porque estamos acostumado com o pensamento de: “O problema é deles, que moram lá!”. E, é assim como em qualquer guerra, qualquer terremoto em países distantes, que não estamos lá pra sentir na pele. Então, pra responder a minha pergunta, se isto acontecer aqui do meu lado, eu vou sim fazer algo, porque chega, chega de morar em um país injusto, de pessoas injustas. Já que existe um grupo de pessoas se beneficiando de forma irresponsável, e acabando com uma população inteira, existe também uma CIDADE inteira que pode lutar contra isso. Fica aqui a minha vontade e sonho de mudança e meus parabéns à equipe de jornalistas do CQC. Fiquem com o vídeo.

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Panelaço para Dilma

9 mar 2015 | por em Internet às 0:16

Em várias regiões do País, o nosso panelaço foi escutado. Realmente estamos cansados, revoltados e principalmente decepcionados com essas duas pessoas (Dilma e Lula) que tinham o povo na mão pra fazer o que ninguém fez em 500 anos. Infelizmente se eles não fizeram, então, ninguém mais vai fazer. Infelizmente!

Fiquem só com UM exemplo, do ínicio de algo que está pra acontecer…

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