Living Dead, ou por que diabos amamos tanto zumbis?

7 dez 2009 | por em Cavernas & Dragões às 2:58
zumbis george romero  Living Dead, ou por que diabos amamos tanto zumbis?

O campeão de pedidos recebidos pelo twitter (em disputa bem acirrada com Eragon e Tolkien) foi por um post envolvendo “zombies”.

E quer saber? Eu compreendo o fascínio sobre o assunto.

zumbis george romero  Living Dead, ou por que diabos amamos tanto zumbis?

Esse ano, a grande estrela internacional do Cinefantasy foi o diretor Marc Price, um inglês que realizou o filme de zumbis: “Colin”.

Marc é um jovem nerd (hum…) como quase todos aqui, que nunca teve formação cinematográfica, aprendeu a fazer cinema assistindo a extras de dvds e acabou como uma grande atração com seu filme independente em Cannes.

E se meu colega colunista aqui no “Sedentário…”, Adriano Martins, se impressionou com o orçamento de “Atividade Paranormal” a ponto de usar a expressão “apenas 15 mil dólares”, eu fico imaginando qual seria a reação dele se soubesse que Marc Colin fez o filme de zumbis dele contando com a amizade de parceiros, a boa ação de amigos fiéis, e um custo prático de… 78 dólares.

Eu vou repetir: o cara sem formação cinematográfica fez um longa-metragem de zumbis com menos de 80 dólares (!), e foi parar em Cannes (e se Marc fez aquilo com 78 dólares, se dessem 15 mil na mão dele, ele faria um blockbuster!).

E o filme é bom!

Na trama, nós acompanhamos de cara a tensa transformação de homem em zumbi e depois acompanhamos toda a invasão zumbi do ponto de vista dele.

Mas a questão aqui a ser levantada hoje é: por que, afinal de contas, zumbis são como azeite extra-virgem de boa qualidade; quase tudo com eles fica bom?

Por que eles se entranharam tanto na cultura pop a ponto de funcionarem desde aliados ao gênero terror, sua casa original, até as comédias escrachadas e comics de super-heróis?

A questão do nosso post de hoje é: afinal de contas, por que diabos amamos tanto zumbis?

zumbis george romero  Living Dead, ou por que diabos amamos tanto zumbis?

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Antes, o aviso de hoje.

Assim como fiz há pouco tempo com o livro “O Caminho do Poço das Lágrimas”, do André Vianco, achei justo igualmente sortear esse mês um exemplar autografado dessa vez de “Dragões de Éter – Corações de Neve” dentre meus seguidores no Twitter.

Quem quiser participar, só seguir o perfil e ler como aqui, ok?

Aviso dado, agora vamos matar alguns mitos.

zumbis george romero  Living Dead, ou por que diabos amamos tanto zumbis?

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Qual o futuro do gênero zumbi?

Bom, eu sei. E não sei se vocês irão gostar. Mas para chegarmos até lá, vamos fazer uma recapitulação do que representa esse gênero de maneira dinâmica.

Zumbis como Vodu

É, foi aqui que tudo começou na prática, queria ou não a wikipédia concordar com isso.

Um bando de haitianos e cubanos doidões e sem noção do perigo resolveu bater um tambor com vontade, a ponto de reverberar lá no Inferno. Daí vem a definiçao do vodu: um zombie é um corpo sem alma ou com a alma aprisionada por magia negra, a que se devolve a vida para se utilizar em fins mundanos.

E aí já viu, né? Com índice de desemprego grande, em vez de pagar dez pratas pra um camarada ganhar uma grana e fazer o trabalho, o pessoal resolveu trazer os mortos de volta pra fazer serviço de graça.

Só que, feliz ou infelizmente, nada é de graça nessa vida.

zumbis george romero  Living Dead, ou por que diabos amamos tanto zumbis?

(faltou um amigo [vivo] pra dizer: “isso não vai dar certo…”)

Resultado: os renascidos se mostraram retardados demais para compreender quem seriam seus mestres, ficaram com fome e começaram a devorar todo o mundo.

Zumbis como George Romero

É um fato: zumbis costumam representar uma metáfora da atual sociedade em que seus criadores estão envolvidos. Ou ao menos essa era a idéia original.

É a idéia de uma nova sociedade que devora a antiga e reinicia o ciclo. Gilberto Gil não cantou que para chegar a Deus, você precisa antes lamber o chão dos palácios suntosos dos seus sonhos?

Então, a metáfora é a mesma, só que em extremos diferentes.

zumbis george romero  Living Dead, ou por que diabos amamos tanto zumbis?(Gilberto Gil versão Zumbi ou Michael Jackson, o que no caso é a mesma coisa…)

Entretanto, nunca um criador foi tão honesto e genial nesse trabalho e com esse mito quanto George Romero.

A genialidade de sua forma de narrar esse tipo de gênero é que ele faz você não saber em uma mesma cena se ri ou se grita de horror, como no caso da cena da velha que começa observando um inseto como quem não quer nada… e depois o come!

Qual a sua reação diante disso?

zumbis george romero  Living Dead, ou por que diabos amamos tanto zumbis?(a criatura devorou seu mestre e se tornou maior do que ele)

Seu primeiro filme, “A Noite dos Mortos Vivos”, foi filmado em preto e branco, no mínimo uns 40 anos atrás, e já era uma crítica forte, direta e agressiva (é, isso nem dá para contestar…) ao racismo americano, com aqueles zumbis levantando-se à caça de carne fresca e miolos com vermes.

Imaginem; era lá pelo final dos anos 60, época dos hippies e em que as pessoas mantinham todo aquele ideal de não aceitar as regras pré-estabelecidas pela sociedade; em que pregavam o amor livre, um amor sem laços de fidelidade, crença ou raça.

Uma época de Guerra Fria e da presença ainda sempre traumática da Guerra do Vietnã no imaginário norte-americano. Até mesmo o protagonista do filme, Duana Jones, se tornou o primeiro herói negro de um filme de horror.

Além disso, tal qual como Drácula fizera com as histórias de vampiro, com esta obra George Romero definiu um “guia prático” e toda uma mitologia ao redor da “filosofia zombie”, que não existia antes dele.

O mais curioso é que Romero fez o filme inspirado no romance “Eu Sou a Lenda”, de Richard Matheson, que possui uma mensagem parecida, e que o filme com Will Smith, tantos e tantos anos depois,passou longe em se focar.

zumbis george romero  Living Dead, ou por que diabos amamos tanto zumbis?(Jason, Freddy e Michael Myers devem suas (não) vidas a esse clássico…)

A crítica social de Romero continuou ao longo de sua obra.

Em “O Despertar dos Mortos”, os (que ainda estão) vivos ficam presos em um shopping center cercado de mortos vivos e, pasmem, acabam se deslumbrando com tudo que podem pegar de graça!

E os zumbis invadem e caminham pelo shopping até mesmo depois de mortos!

O filme é uma crítica interessantíssima ao consumismo e ao mundo “gossip girl” de ser. Da mesma forma como os zumbis nunca param de comer carne humana, em um apetite insaciável a sociedade de consumo incentiva um consumo desenfreado, além dos limites de qualquer lógica, bom-senso, pudor ou autocrítica de seus infectados.

Incentiva um sentimento que vai passando de um “contaminado” para os outros ainda não “aderidos” ao redor (tal qual o contágio de uma mordida de um morto-vivo), até que a horda de mortos-vivos (ou “mortos em vida”) vá aumentando e devore tudo ao redor.

Até não haver mais [carne...] o que seja consumido.

zumbis george romero  Living Dead, ou por que diabos amamos tanto zumbis?(yep, querendo ou não, a antropofagia ao redor de Crepúsculo originalmente seria uma metáfora zombie…)

Em “Dia dos Mortos”, os humanos ficam presos em bunker e são os zumbis que andam a luz do dia. É uma metáfora que nos diz para sairmos das nossas covas e aceitarmos o que somos, devorarmos tudo que é falso e que nos impede de sermos verdadeiros (a mesma metáfora do muro “The Wall”, do Pink Floyd) e de evoluir.

zumbis george romero  Living Dead, ou por que diabos amamos tanto zumbis?(Lego “Zombies Corporativos”)

No caso, os zumbis aqui são uma evolução e a sociedade que se diz a real é que está na escuridão, sonhando com um lugar ao sol.

Em “A Terra dos Mortos”, os personagens ricos e pobres (que ainda estão) vivos geram uma tensão extrema envolvendo a forma como lidarão com os zumbis. Os ricos vivem em torres de vidro, cercados de exércitos particulares. Os pobres vivem no perímetro, fazendo o trabalho que os ricos jamais sujariam as mãos para fazer.

É uma metáfora contra a indiferença política à pobreza mundial; a mesma metáfora que Bono Vox e o U2 se engajam em outro extremo.

zumbis george romero  Living Dead, ou por que diabos amamos tanto zumbis?(E não é que Zombies e U2 têm algo em comum?)

O fato é que histórias de zumbis são ao mesmo tempo reacionárias, anarquistas e revolucionárias. Ou inicialmente o objetivo era esse.

Entretanto, aconteceu algo. Afinal, tudo que fascina (e vende), tal qual um morto-vivo, é devorado pela mídia.

E os zombies foram devorados pela cultura pop.

zumbis george romero  Living Dead, ou por que diabos amamos tanto zumbis?

Zumbis Pop

É difícil se dizer onde começou essa contaminação.

Talvez a culpa seja dos videogames, talvez da internet, talvez da literatura ou dos diretores ruins. Não importa; o fato é que todo aquele conceito de metáforas sociais que os zumbis tinham no início foi se perdendo e perdendo e perdendo… até que chegou a uma geração que não fazia a menor idéia da crítica inicial que era feita.

Até chegar a uma geração em que Zombies não eram mais assustadores. Era uma das coisas mais legais que já haviam inventado!

zumbis george romero  Living Dead, ou por que diabos amamos tanto zumbis?

E então a geração atual descobriu algo ainda mais fascinantes, e foi aqui que o capitalismo – o mesmo criticado lá no “Despertar dos Mortos” – fez a festa: as gerações mais novas começaram a descobrir que tão legal quanto zumbis era matar zumbis!

É claro; faz todo o sentido. Se você fosse calar o instinto homicida que existe em você dando com um taco de baseball na cabeça do trombadinha que tá correndo com a bolsa da velhinha, isso envolveria todo um julgamento moral, afinal, existem regras na sociedade em que você vive e pode ser que você tenha uma parcela de culpa pelo trombadinha não ter o que comer.

Agora, se quem estiver atrás da velhinha for um trombadinha zombie, então você não apenas pode como deve dar com o taco de baseball na cabeça dele!

E quem vai reclamar? Eles já estão mortos mesmo! (não?).

zumbis george romero  Living Dead, ou por que diabos amamos tanto zumbis?(se você matasse esse bando de gente viva, você seria um homicida! Se matá-los mortos, você é um herói cool!)

E aí já viu, entrou na cultura pop já era!

E nossos zombies começaram a ficar menos retardados, a pular, a falar, a pensar, a correr, a nadar, a saltar de pára-quedas (sério…), a fazer passeatas, a dançar!

zumbis george romero  Living Dead, ou por que diabos amamos tanto zumbis?

(Uuuuh!)

Eles passaram a assombrar personagens de filmes, livros, quadrinhos, games! Zombies passaram a fazer frente a pessoas comuns, heróis, super-heróis!

zumbis george romero  Living Dead, ou por que diabos amamos tanto zumbis?(Se estiver vendendo, que se coma a própria carne… )

Suas origens deixaram de ser apenas magia negra e se transformaram em acidentes nucleares e radioativos, vírus, simbioses alienígenas, lotação máxima no Inferno, sinal do apocalipse, falta de amor no coração!

Quase tudo passou a figurar ao lado dos coitados, desde a nova versão de “Orgulho e Preconceito”, da Jane Austen, até… zumbis nazistas!

zumbis george romero  Living Dead, ou por que diabos amamos tanto zumbis?(Sabe quando Hitler perderia a guerra com esses caras? Nem com bomba atômica…)

E o interessante é que os zumbis geraram os “zombies hunter” ou “zombies killers”! Olha que interessante; o mundo mudou, as metáforas mudaram, e tudo mudou com elas a ponto de gerar um upgrade!

Antes os zumbis representavam uma metáfora contra os conceitos da sociedade que nos impediam de evoluir. Só que a sociedade se adaptou ao mito, e começou a destruir essa metáfora de dentro para fora.

As pessoas antes tentavam sobreviver a um ataque zumbi; hoje elas já gostam de enfrentá-lo!

O capitalismo começou a transformar em pop a própria crítica a si próprio (não é um perfeito zombie comedor da própria carne?). E com isso, ele criou um ícone (o tal do zombie hunter) que funciona como um anticorpo que mata o vírus inicial que tentava destruí-lo!

zumbis george romero  Living Dead, ou por que diabos amamos tanto zumbis?(a-hã…)

Só que de fato, é inegável: matar zumbis é muito divertido.

Se você explode a cabeça de um deles com um shotgun nas mãos de Chris Redfield; se você corta um deles ao meio em Dead Rising; se você vê (zombie) Magneto arrancar o couro cabeludo do (zombie) Capitão América com o próprio escudo dele; enfim, é sempre divertido!

(Não sei o que é mais pop; o game Plants vs Zombie ou o clipe musical que não sai da cabeça!)

E como todo um gênero, assim como o foi com o Vampiro, o Lobisomen e tudo o mais, sempre haverá aqueles que compreenderão a origem dos mitos e farão coisas geniais a seu próprio modo, ainda que atualizados com sua atual geração.

Logo, “Extermínio”, “Todo Mundo Quase Morto”, “REC” (que deveria ser uma abreviação de “Resident Evil Competente”, sendo tudo que a adaptação oficial do jogo gostaria de ter sido), “Dead Snow” (o tal dos zumbis nazistas), o brasileiríssimo “Mangue Negro” (se nunca ouviu falar, conheça mais aqui, antes que vá para o Inferno), o recente “Zombieland” (que é bom demais!), e a HQ “The Walking Dead”, só para citar alguns exemplos, não apenas honram a tradição, como demonstram que é um mito que nunca morrerá.

Aliás, em se tratando de mortos-vivos, essa é até mesmo uma expressão digna de nota.

Agora, lá no início, havia citado que eu sabia qual o futuro do gênero. E que eu não sabia se você iria gostar ou não de saber, mas eu vou lhe dizer.

Quando eu contei o que vou lhe contar ao diretor Marc Price (aquele do filme “Colin”, do início do post), lá no “Piolin” (espécie de “restaurante dos artistas de SP”, que apoia de maneira muito bacana 99% das peças de teatro da cidade), ele colocou as mãos na cabeça e fez: “noooooo!”.

Seguinte: visitando a minha editora, eu descobri dentre os direitos adquiridos por ela, o livro que tem tudo para ser uma próxima antropofagia canibal capitalista, que editoras ao redor do mundo andam se estapeando por e que já tem até os direitos cinematográficos comprados!

Trata-se de uma história de amor zumbi, em que o protagonista através do amor de redenção em busca da sua amada, descobre a pureza e começa… a voltar a ser humano.

Ou seja, em outras palavras, preparem seus estômagos para o bem ou para o mal: afinal, o futuro do gênero, tal qual aconteceu com os vampiros, será…

… zumbis emos!

ps: e, afinal, para você, por que diabos amamos tanto zumbis?

80 Comentários

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  • http://hesmart.blogspot.com Hesmart

    As pessoas gostam tanto de zumbi tanto, porque não tem oq pensar… vivem arranjando coisas para ocupar o pensamento. Como hj em dia a moda é ser trash, ou “de cabeça pra baixo”, ser bruxinho, vampirinho, zumbizinho (rsrs) é modinha.
    Eu digo mais, zumbis são tão sem graça ¬¬’ …. first!

  • Zumbi emos? Noooooooooooooooo!

  • http://xrl8me.blogspot.com/ DorianGrayDead

    Não sei explicar o pq mas desde moleque já vendo os clássicos escondido, eu já amava zombies!

  • http://the-zfiles.blogspot.com/ Beholder

    vc toca num ponto interessante aonde fala “se vc mata esse tanto de gente eh um homicida… se mata zumbis eh heroi”.
    Outra coisa. Recomendo fortemente o “28 dias depois”. O filme me lembra muito o HQ The Walking Dead, que com ctz é um dos maiores classicos de zumbis.

  • bractus

    Muito boa a coluna.

  • Bruski

    Nossa muito boa a matéria, por causa disso ainda perco 15 minutos lendo o site.
    Parabens.
    Enquanto a zumbis emos, deploravel hehehe

  • Thiago

    Noooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    ¬¬’ gentinha ridicula viu?!

    Eu acho que para falar desses assuntos deveria existir algo tipo a ABNT: se quer falar sobre tem que seguir algumas regras ou tá fora…..

  • Kayo

    “NOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO(…)OOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!”

  • http://bugigangaeletronica.blogspot.com Hirota

    Nós gostamos deles pelo fato de que se não gostassemos, eles comeriam o nosso cérebro.

  • Frater Vagner

    Very Fuck this post!!!

  • Thiago Egito

    Primeiramente, seu post em uma escala de 0 a 10 é nota “11″.

    *-*

    Pois bem, nunca fui MUITO fã de zumbis e dentre os monstros mais usados em filmes, minha preferência sempre foi os vampiros, até… amorzinho p/ cá e amorzinho p/ lá (lembra algo?). Não que eu não curta um bom filme de romance ou até mesmo uma comédia romântica, mas se o assunto é vampiro, lobisomem, alienígena e etc… Logo posso imaginar que estamos falando de seres (por que não monstros?) diferentes que vivem em mundos diferentes, logo um filme romântico acaba ficando sem sentido, e não me venha dizer que p/ o amor não há barreiras.

    ¬¬”

    Quando a minha mulher começou a ler Crepúsculo, ela não falava de outra coisa e até então eu estava na minha porque a única mistureba existente era o tema em si (vampiros românticos), mas quando ela começou a ler Lua Nova, aí lascou! Mistureba de seres (humano – vampiro – lobisomem) + tema.

    =/

    Lembro que disse a ela que só faltava agora os zumbis pensarem (depois disso eu vi “Terra dos Mortos”) e se relacionarem (zumbis emos como você mesmo mencionou).

    P.S.: Se possível… Me responda o que você acha dessa mistura entre os vampiros e os lobisomens? (Underworld; Van Hellsing; Crepúsculo e etc…)

    RD – Antes, agradecendo a audiência com este querido blog e nossa coluna fantástica. E quando a mistura é entre vampiros e lobisomens, já é até algo dentro do esperado; afinal, já está dentro do imaginário que vamprios e lobisomens são inimigos. O que é ruim mesmo é quando acontece o que foi citado no post; não exatamente quando se modifica alguns axiomas dos monstros clássicos, isso todo autor tem direito, mas sim quando se esquece qual era o propósito deles existirem e a metáfora do que representavam, em prol das vendas desenfreadas. Isso que é triste…

  • Pellizzetti

    Zumbis emos?
    Hm…parece que vou ter que usar minha 12 Lupara. ;)

  • Under Son

    Ótimo post! Mas cara EU NÃO QUERIA SABER SOBRE… sobre… sobre… não! Recuso-me a repetir isso! Quero voltar a ignorância! Era mais feliz antes! É pior que aquela sua primeira namoradinha, lindinha, toda delicadinha, que não sabe falar palavrão, onde os dois perderam a virgindade juntos e anos depois você descobre que ela tá fazendo filme pornô B, onde qualquer coisa com menos de 25 cm é mini!

    Não… por favor! Tudo, tudo menos isso!

    [Zumbi emos? Noooooooooooooooo!]²

  • http://humorragia.blogspot.com murilo

    Gostei pra caramba do post! Não tem quem me tire da cabeça que você já é o melhor blogueiro do país. Post bem completo sobre zumbis, surgimento da lenda, primeiros filmes, forma moderna e futuro do mito.

    Mas diz aí: qual o nome do livro e do autor que vai matar os zumbis?

    RD – Há, você me supervaloriza. Mas deu pra me sentir naquele “momento blogstar” da genial música dos peruanos, que o Duquian postou uma vez. Mas então, eu não sei qual o autor nem o título do livro; não me preocupei mesmo. Pode ser que seja o “After Life”, do Jaron Lee; pode ser o “Breathers: A Zombie’s Lament”, da S.G. Browne, tem vários por aí; você vai ver, vingando o primeiro, os zumbis emos levantarão da tumba, com flores nas mãos.

    Mas tem um musical de 2007 também chamado… “Zombie Love”! Procure só…

  • matheus

    ZUMBIS EMOS NAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAOOOOOOO (pensando bem, dai uma forma mais legal de matar zumbis =D)(brimks)

    mas dai um ser “mitologico” q eu adoro,e realmente pensei com outros olhos sobre os filmes de george romero

  • Diogo Halo

    Caraio!!!! Excelente post!!!
    Zumbis rules!!!!

  • Argenta

    Zumbis emos – Agora sim vai valer a pena matá-los….

    e já vai azeitando o 38tão!!

  • LK

    K7,acabei de sair,vou voltar a jogar left 4 dead 2 só por causa desse post

  • Fabio

    Uma coisa q eu acho q vale a pena citar como motivo desta febre e a popularidade do zumbi nos dias de hoje é a boa e velha lua de classes do tio marx. Se tem uma coisa q a popularidade deste genero hoje em dia demonstra é o medo q a classe média tem de perder seu pequeno luxo e conforto. A ameaça do diferente, do sujo e maltrapilho que vai invadir seu gramado, chutar seu cachorrinho e riscar seu vectra novo que ainda não tá quitado. A horda vai roubar seu estilo de vida e quebrar sua tv de plasma. É o vidro fechado no semaforo com medo dos mal trapilhos q se aproximam, é andar a noite pelas ruas olhando pra tras o tempo todo. Em tempos de crise, desemprego e incerteza, já vivemos numa sociedades excludente e criadora de zumbis. Pessoas quase animais que não tem nada a perder e vão invadir seu mundinho pequeno burgues.

    E o pior, elas se multiplicam. São muitas. Impossivel para-las. Logo nem o portão duplo do seu condominio, nem as cercas de arame farpado ou eletrificadas, nem as guaritas, nem carros blindados vão ser suficientes pra salvaguardar seus valores e seus bens materiais. Nada pode para-los.

    E destro nesta neurose sempre surgem os mais exaltados pregando o exterminio
    (seja pela PM q só mata negros e pobres) ou mesmo por herois que resolvem tomar o fardo da purificação pra si e saem por aí, queimando mendigos e indigentes.

    Enfim… estamos olhando pra um espelho quando vemos um filme de zumbi.

  • Dardo-

    “Trata-se de uma história de amor zumbi, em que o protagonista através do amor de redenção em busca da sua amada, descobre a pureza e começa… a voltar a ser humano.”

    Meu deus, crepusculo zumbi

  • http://vagalproductionsblog.blogspot.com/ Jethro

    Assim como o punk foi detonado pelo capitalismo.

  • jnatas18

    O motivo para adorarmos zumbis é simples. Não existe remorso ao matar-se um zumbi, por mais que antes ele fosse alguém próximo entende-se que não tem mais volta e matar (com um balaço de uma doze na cabeça se possível) é permitido sem a culpa de matar um ser humano por exemplo. Acho que é por aí, matar sem remorso, coisa primitiva.

  • Doug

    NOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

  • Lucas Franco

    ótimo post, amo zumbis, mas de cada 10 materiais que assisto gosto de 2, ultimamente esse 2 são zombieland e um seriado chamado Deadset.

    Mas pra mim romero ainda foi o único que fez uma obra prima zumbi, e não pela contextualização crítica-social de seus filmes, mas sim por ser único que soube explorar todos (ou qse todos) sentimentos e reações humanas em seus 3 primeiros filmes.

    Por isso tem algumas regras sem as quais um enredo zumbi nao dá certo (por Romero):

    1. Nunca revele totalmente o porque da transformação

    2. Sempre cause o sentimento de claustrofobia. Por isso, até hoje, o herói negro preso com caipiras numa casa de madeira no interior dos eu, cercando por zumbis lentos e bobos é muito mais assustador do que heróis correndo de zumbis Usain Bolts pela ruas ou duelando com eles na neve como se fosse dragon ball.

    3. Personagens principais humanos, não heróis, afinal a grande chave e se ver na situação do personagem e não imaginar como você faria pra atirar com duas shotguns em cada mão pilotando uma Harley se fosse de verdade o holocausto.

    4.Final feliz não. Redenção numa trama dessas não rola Quanto mais obscuro, violento e irônico o final, melhor.

  • felipe sabino

    ahusuhasuhssuh está mais pra trhiller do mj

  • Bedeboss

    Parabéns, conseguiu resumir bem o que sempre tento explicar aos meu amigos pq gosto tanto de filmes de zumbi. Assisto desde garoto, e continuo a gostar com mais cultura e menos medo. Isso que vc explicou sobre a “queda” a idéia original dos zumbis, foi oq ue senti qdo vi a Zombie Walk, só moleque xarope, claro tem suas exceções. Mas a maioria nem imagina como é repleto o universo zumbi.

    Mais uma vez parabéns pela matéria

  • christiano mesquita

    excelente post. uma viagem pelo mito moderno do zumbi (zumbi mesmo, não o “zombie”, como querem nos fazer engolir).
    quando mestro minhas aventurasd e rpg, sempre procuro realças o aspecto do simbolismo que está por trás do que se está enfrentando. recebi com surpresa o mote levantado no Colin, pois é mais ou menos o que foi levantado na aventura.
    Concordo que o aspecto romero de encarar zumbi foi o que estabeleceu o mito. e vou além, isso não só foi o seu estabelecimento, mas também a sua queda. ainda bem que aparcem posts como esse para elucidar o tal do “o que há por trás” da temática abordada.

  • Yan

    Eu amo zumbis, O POST TÁ EXXCELENTE!!!

  • Renan Pasqualotto

    Mas esse negócio de voltar a ser humano (Ou meio Humano) por causa do amor não aconteceu no último Resident Evil, com a Mila Jovovich e o super zumbi namorado dela?

    RD – Hum, não sei dizer. Eu não consigo mesmo registrar, nem encontrar argumentos para convencer minha mente a guardar os acontecimentos das sequências de filmes que adaptam a série. Mas você deve estar certa; seria algo bem a cara do P.W. Anderson.

  • fernando

    EHSAUEAUSEHASU, essa musiquinha “there’s a zombie in your lawn” vai ficar na minha cabeça um bom tempo hahahaha. ótimo post

  • Jubileu

    Phodaaaaaaaaaaa no ultimo …. ZOMBIE 4 EVER

  • Marcelo Patch

    Sempre achei q gostar de matar zumbis tinha algo a ver com minhas contestações de fase sádico-anal… Mas a banalização das críticas ao Capitalismo faz muito mais sentido!
    Só faltou um filme de Zumbies Punks Comunistas Comedores de Criancinhas!

  • Nando

    “Tá todo mundo morto” é um dos melhores filmes que já vi na vida.
    Parabéns pelo post, muito bom.

  • http://leituradeprivada.blogspot.com Fabio

    Zumbis emos……… Pornografia Zumbi Tudo BEM!, Comédia ZUMBI Ok, Adaptações históricas Zumbi Beleza! agora Zumbis EMOS ? Ai já é demais

  • Daniel”

    Ótimo artigo, jogo resident evil 5 direto,sou fã do genero, e nao conhecia essa história completa.

  • Gustavo

    quem sabe, matar zumbis emos seja melhor ainda rsrsrs

  • Hugo Costa

    Reação instantânea ao ler o último parágrafo:
    (Mão na testa: TAP!!!)
    AAAAiiiiii nããããããooooooo!!!!

  • The Blackcat

    O porquê de gostarmos de zumbis?

    …porque ainda não inventaram zumbis emos.

  • Pedro

    Plants vs Zombie é foderaço! de longe o melhor jogo do mundo! jogo todo dia essa merda!

  • Leandro

    Disse tudo…

    “faz todo o sentido. Se você fosse calar o instinto homicida que existe em você dando com um taco de baseball na cabeça do trombadinha que tá correndo com a bolsa da velhinha, isso envolveria todo um julgamento moral, afinal, existem regras na sociedade em que você vive e pode ser que você tenha uma parcela de culpa pelo trombadinha não ter o que comer.

    Agora, se quem estiver atrás da velhinha for um trombadinha zombie, então você não apenas pode como deve dar com o taco de baseball na cabeça dele!

    E quem vai reclamar? Eles já estão mortos mesmo! (não?).”

    Basicamente é isso mesmo!!! AhahAHAHAha

  • charles

    Pois é, O AMOR VENDE. Junte duas coisinhas esquisitas quaisquer que se amam e BOOOOMM!! Milhões em vendas. Se forem ABORRECENTES, um macho outra fêmea então… FENÔMENO DE VENDA. Se for uma coisa legal como VAMPIRO, LOBISOMEM ou ZUMBI então, eles ESTRAGAM com gosto! O final do post deveria ser: QUE OUTRAS COISAS BACANAS A CULTURA POP PODE ESTRAGAR?? Agora em AVATAR já inventaram até um HUMANO e uma ET SMURF AZUL que se amam. Falta o quê mais?? Que tal um CHUPA CABRA MACHO que ama uma FADINHA FÊMEA? Ficava legal… hauha hauha hauha

  • Thiago Attianesi

    Ótimo texto.. interessante perspectiva… ridículo final.

  • Grégory

    Uma parcela do mercado quer e está disposta a pagar por esta bobagem de amor zumbi, fazer o que se eles compram e fazem loucuras por isso. Melhor escrever idiotices e vender do que escrever classsicos que se empoeram e poucos leêm.

  • danielflemos

    AH NÂO!! Zumbis emos??

    Porra, aonde esse mundo vai parar?
    Quem quer pegar uma 12 ae e sair comigo matando essa merda que tá virando o planeta?

    Que 2012 seja o fim da raça humana mesmo, pq já apodreceu e tá fudendo com o planeta.

    Já não basta esse crepúsculo, agora é zumbi tbem? Puta merda! E olha que nem sou tão fã do genero, mas odeio emos! (tenho meus motivos)

  • Vitor

    É o primeiro post que leio nesse blog e imediatamente favoritei o endereço.

    Velho, começo a ver os filmes de zumbi de uma forma totalmente nova….

    E o filme que vc falou, Todo mundo Quase Morto, é aquele que em ingles se chama: Shawn of the Dead?

    Se for eu ja assisti e recomendo muito, é hilário….

    RD – Seja sempre muito bem-vindo. E o filme é esse mesmo; ele é demais…

  • http://twitter.com/silveirals unnamed128

    excelente post! parabéns!

    Quanto a zombie emos, não acredito que vingue… Os soft vamps só colaram porque a beleza gótica sempre esteve imbuída na mitologia vampiresca. Zombies are ugly!!! Emos não gostam disso :)

    Mas se acontecer essa tragédia sempre teremos zombie hunters e bons diretores trash para nos salvar :D

  • Henrique

    Muito boa a matéria, apesar de usar um foco mais “pop-capitalista” em vez de buscar outras raízes arquetípicas, o que provavelmente ajudaria muito mais na compreensão do gosto pelos Zumbis.
    Aliás, há um pequeno artigo chamado “Ghulismo”, no blog da agência Rae,MP (local onde trabalho), que trata um pouco sobre o atual gosto pelos Zumbis. http://blog.raemp.com.br/?p=353

  • gabriel

    nao veio… zumbi emo nao!!!!!

    mas já há um indicio disso em FIDO que na verdade eh um bom filme q puxa uma criticazinha no american way of life pregado nas decadas de 40,50,60

    mas eu vou na opiniao q a paixao pelos zombies descansa mais no fato de que adorariamos extravasar nossos sentimentos, principalmente raiva, mas a conduta social vigent enao permite. o basico exemplo da velhinha eh perfeito como voce colocou.

    parabens pelo post

  • http://designices.com Rogerio Fratin

    Muito bom! Coleciono filmes de zumbi… Sâo os melhores!

  • http://fantasiasobscuras.blogspot.com Will Lienchentein

    Ótimo post :D

    Fiquei com mais medo da foto das “fãs de crepúsculo” do que qualquer outra desse post (sério ._.).

    Quanto a zumbis “pops” : Eu penso que essa popularidade do genero faz com que apareçam não coisas horriveis (Se bem que como vc disse do futuro dos zumbies soisas horriveis acontecm. Mas eu isso eu comento depois) mas sim com que uma coisa boa seja trabalhada por muitos para sair algo realmente ótimo! Eu gosto de zumbies pops :D Eles são felizes :P !!! Brincadeira.

    Dessa popularização saiu Resident Evil (talvez um marco dessa popularização) que na minha opinião merece créditos. A série de jogos, e não de cinema.

    Uma “catastrofe biológica” bota personagens em situações ótimas e criam uma história com até certa profundidade. (Claro que, como qualquer obra em qualquer veículo, tem suas decepções, erros e exageros. ) Ou seja, nem todo fruto dessa popularização é ruim.

    E sobre o futuro do genero… Crepúsculo zumbie? Nooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo!

    Na minha opinião isso passa. Não vai ser o futuro e sim uma fase. Entende? A ideia incial das obras de zumbies não está aí a toa. ;D

    Mais um ótimo post.
    Abraços!

  • Marcell

    Zombie bom e´ zombie morto!
    Agora, uma versao crepusculete de Zombies e´ pra acabar, ne´?
    “nooooooooooooo” e´ pouco… da vontade e´ de… explodir algumas cabeças com uma shotgun.

  • http://epistemonikephantasia Blood

    Parabéns pela coluna!
    Putz, é verdade. Vivemos numa época em que as figuras mitológicas que nos atraem e geram fãs por todos os lados estão cada vez mais perdendo sua essência. Nunca fui muito fã de filmes de zumbi, sempre preferi os vampiros, mas as excelentes críticas sociais dos clássicos filmes de zumbis não tem como negar. Infelizmente, já temos vampiros emos e agora os zumbis estão indo p/ o mesmo caminho. Essa é a verdadeira face da nossa sociedade “moderna”: descaracterizar e literalmente matar a essência do que se torna, mesmo que com mensagens subliminares, um calo no sapato. O cinema americano, assim como sua própria sociedade, vivem de remakes e versões de livros q se tornaram famosos pela ajudinha da nossa boa e velha mídia, pois está difícil ter uma idéia original ultimamente.
    Assim como essa coluna nos dá uma boa visão da verdadeira essência zumbi, temos uma aliado nas críticas referentes a vampiros. Para aqueles q são fãs como eu, vale conferir a crítica que Lúcio Manfredi faz do livro “Anno Drácula” de Kim Newman, e é claro leiam o livro. Quem é fã do Drácula de Bram Stoker, vai se deliciar com a mudança no desfecho do romance (nada mais que a cabeça decapitada de Van Helsing pendurada em frente ao Palácio de Buckingham) e de quebra a mudança na história da Inglaterra. Confiram!!!

  • UBIRATAN

    Que massaaaaaaa!!!!!
    eu quero verrr o filmeeeeeee!!!

    colin!
    \o/

    zumbiess!!*-*

  • mario

    zoombi rules

  • http://www.cinemando.net Adriano Martins

    E ae Raphael!

    Bom, como você me citou, deixa eu me justificar…hehehe!

    Já conhecia o filme “Colin”, e o seu singelo orçamento de 78 dólares, e até já havia feito algum post a respeito lá no Cinemando. (Tô louco pra ver)

    Quando utilizei no meu texto a expressão “apenas 15 mil dólares” me referindo ao orçamento de Atividade Paranormal, direcionava tal espanto muito mais ao que o filme arrecadou (mais de 100 Milhões).

    Torço muito para que os 78 dólares de “Colin” se transforme em alguns milhões. Isto é, querendo ou não, uma aula de cinema aos estúdios que gastam quantias absurdas com filmes bem inferiores a estes.

    O post ficou muito bom, parabéns!

    Abraços

    RD – Grande Adriano! Rapaz, você vai adorar o “Colin”; ainda mais quando a gente sabe em que condições o Marc o fez. Ele, aliás, está para fazer outro filme, dessa vez com orçamento de verdade, já que, como ele mesmo diz, só faz filme agora se “puder pagar os amigos”.

    Vamos ver se sai em DVD por aqui. Dá uma aula mesmo.

  • NOME

    PUTZ!!!!!
    O Fábio resumiu bem o porque de eu ser fã de filmes de zumbis! Repito aqui as palavras dele:
    “Uma coisa q eu acho q vale a pena citar como motivo desta febre e a popularidade do zumbi nos dias de hoje é a boa e velha lua de classes do tio marx. Se tem uma coisa q a popularidade deste genero hoje em dia demonstra é o medo q a classe média tem de perder seu pequeno luxo e conforto. A ameaça do diferente, do sujo e maltrapilho que vai invadir seu gramado, chutar seu cachorrinho e riscar seu vectra novo que ainda não tá quitado. A horda vai roubar seu estilo de vida e quebrar sua tv de plasma. É o vidro fechado no semaforo com medo dos mal trapilhos q se aproximam, é andar a noite pelas ruas olhando pra tras o tempo todo. Em tempos de crise, desemprego e incerteza, já vivemos numa sociedades excludente e criadora de zumbis. Pessoas quase animais que não tem nada a perder e vão invadir seu mundinho pequeno burgues.

    E o pior, elas se multiplicam. São muitas. Impossivel para-las. Logo nem o portão duplo do seu condominio, nem as cercas de arame farpado ou eletrificadas, nem as guaritas, nem carros blindados vão ser suficientes pra salvaguardar seus valores e seus bens materiais. Nada pode para-los.

    E destro nesta neurose sempre surgem os mais exaltados pregando o exterminio
    (seja pela PM q só mata negros e pobres) ou mesmo por herois que resolvem tomar o fardo da purificação pra si e saem por aí, queimando mendigos e indigentes.

    Enfim… estamos olhando pra um espelho quando vemos um filme de zumbi.”

    Assino embaixo!

  • Dan

    Caraaa! Zumbis emos nãooooo! Como se nao bastassem vampirinhos brilhantes (literalmente)!
    Bom, como todo bom post seu (todos) adorei este. Pena serem postados com um longo periodo entre um e outro.
    Enfim, estou terminando Jhonathan Strange & Mr. Norrel e pronto para abraçar um dragão de éter (o livro, logico!).
    Espero seu próximo post (e também ganhar o livro do sorteio, mas nao conte a ninguem aheuhae).
    Dan

  • http://recantodasletras.uol.com.br/autores/tisahu Fabrício Luna

    Olá.

    Eu vinha me perguntando porque filmes de zumbis sempre agradam. Todos eles têm praticamente o mesmo tema mas sempre chamam a atenção.

    Refletindo sobre isso com alguns amigos, percebi que um dos pontos a ser observado é o fato psicológico que o tema traz. Em todos os filmes (e jogos) sempre estamos emfrentando uma furia primitiva, uma força animal. Não adianta negociar com os mortos. É um verdadeiro pandemônio.

    Os filmes de zumbis sempre nos levam a pensar em sobrevivência e em como nos comportaríamos em tal situação: Como nós comportárioamos com relação aos “animais” lá fora? Como nós comportaríamos com os outros da nossa espécie (humanos)? Como nós comportaríamos quando os recursos acabarem?

    Esse tipo de filmes retrata um vida sem lei. É a terra do mais forte onde os inimigos podem estar ao seu lado, dentro da casa.

    Esse tipo de medo “primitivo” está dentro de qualquer um. Imagine um pai (sou pai de gêmeas) sabendo que sua esposa e filhas estão sozihas em casa? Como ele reagiria?

    O instinto de sobrevivência junto com a queda de uma sociedade como aprendemos como certa é um bom combustível para esse gênero de filme

    Até mais.

  • Creyto

    Vários comentários tão bons quanto seu post. Não consegui ler todos…
    Acho que essa paixão por zombies seja mesmo a liberdade da pessoa matar livremente sem consequências. Por isso é tão legal. Em Modern Warfare 2 a polêmica foi a tal cena do aeroporto em que o jogador tem que matar inocentes para não ser descoberto pelos terroristas. Mas quando você está em Zombieland, o assassinato (palavra forte, né?) é banal. Penso eu que é por isso que amamos tanto o gênero “zombie”. Agora pra me xingar, nunca gostei dos filmes de George Romero. Vi com outros olhos com certeza Extermínio (tradução ridícula para 28 Days Later). E The Walking Dead na primeira edição, xinguei um monte e até acusei de plágio pelo história inicial do protagonista. Muita parecida com Extermínio. Mas insistindo mais um pouco, fiquei maravilhado como o autor trabalha seus personagens e a história em si. Um roteiro sobre zombies é simples. Por isso o cinema está abarrotado disso. Em Assassinos Por Natureza os protagonistas são amados pelo público. E se Matadores de Vampiras Lésbicas fosse Matadores de Vampiros Gays? É tudo comercial, simples assim. Seu post sobre George Romero foi muito bem. Me fez pensar diferente sobre ele (não q eu não gostasse, só não ligava).
    Agora em relação a vampiros e lobisomens, eu acho que foi muito além do banal as histórias dos anos noventa pra cá. Queria saber quem criou isso de vampiros serem inimigos de lobisomens. E daí já enfiaram na salada um Romeu e Julieta. Não consigo ver hoje um filme de vampiros e nem de lobisomens. Drácula de Bram Stoker eu considero a obra-prima suprema do gênero “vampiro”. É um romance! Já ouvi argumentos que esculacham o mesmo. Mas fazer o quê… Opiniões…
    Falando em salada, eu mesmo fiz uma. Escrevi na pressa (hehehehe).
    Seu post está perfeito e bem completo. Parabéns.

  • Chico Bala

    Imagina se este filme de merda fosse ruim…

  • http://www.plannertraducoes.com.br traducao tecnica

    Eu acho que os Zumbis ficaram simpáticos a partir do vídeo do Michael Jackson e daí a curiosidade por eles só aumentou!

  • roque

    que que foi aquele cara atirando com estilingue??????w
    vai mata passarinho…vagabundo

  • Defer

    E viva o capitalismo é por isso que todo dia eu visto minha camisa do che guevara e começo a fumar maconha olhando para o poster do bob marley.
    cultura pop prevalesce!

  • José Henrique

    Deviam criar um jogo de computador com esses zumbis emos! Ia ficar ainda mais divertido matá-los…

  • http://recantodasletras.uol.com.br/autores/tisahu Fabrício Luna

    Só complementando. Filme de vampiro, pra mim, é Drácula. Filme de Lobisomen eu ficom “Wolfman” que está sendo regravado.

    Não sei se é a origem, mas essa estória de vampiros e lobisomens serem inimigos surgiu muito forte nos anos 90 com os RPG Vampiro e Lobisomen.

    Até mais.

  • pedalero

    Nunca vi vampiros como inimigos de lobisomens.

    Michael Jackson (ou antes, John Landis, que dirigiu Thriller) se aproveitou de um fenomeno que já vinha dos anos 70 no cinema marginal. Mas devemos concordar que Thriller foi importantíssimo para a consolidação do imaginário zumbi na cultura pop.

    Concordo com o Fábio. Filmes de zumbi remetem a um medo tipicamente da classe média de serem apanhados de surpresa e trucidados pela horda de pobres desmiolados e esfomeados que cresce dia após dia consequencia direta do capitalismo.

    Mas não é só isso.
    Creio que remete também a um medo primordial do “outro”.
    Em nossa sociedade nos sentimos (em termos) seguros porque existem leis e polícia e exército e uma sensação subjetiva de que não vivemos numa selva. Para Hegel (acho) se não há lei, o homem é o lobo do homem. É a lei do oeste.
    Então nosso medo é o de como seria se a sociedade implodisse e todos quissessem fazer o que desse na telha? Aí entra o instinto de sobrevivencia de nos protegermos na lei do cada um por si. E isso é muito louco de se pensar. Acabaria de vez toda essa epidemia moderna de depressão. Para pra pensar. Como alguém pode ter depressão com zumbis arrombando seu portão?! =)

    E tem também o outro lado, quer dizer, poderíamos dar livre vazão a nossos instintos pró-ativos, roubar, estrupar e matar, sem nenhum impedimento, o que é um pensamento muito excitante e libertador. E que o pessoal costumar fazer nos games.

    Daí vem o apelo fortíssimo dos filmes de zumbi. É uma grande miscelanea de emoções num cenário em parte desejado por ser numa sociedade de ponta-cabeça onde vale o cada um por si de verdade e ao mesmo tempo, em parte temido pois seria um lugar sinistro e assustador. (Não estou pensando na assimilação pop desse genero).

    Muito bom esse post. E o blog também detona.
    Por favor volte mais vezes a esse tema que é matador.
    Abraços =)

    E como cantou Jorge Ben,
    “Eu quero ver quando Zumbi chegar!”

  • Nane Ulsan

    Return of the Living Dead III (1993)

    Nesse filme temos uma história de uma garota que começa a se transformar em zumbi, mas não morde o namorado, para evitar que isso aconteça, ela se mutila, a dor cessa a “fome”. Até que o garoto é mordido por outro zumbi, então, os dois resolvem se sacrificar para não transformar mais ninguém em zumbi.
    Já existe zumbi emo!

  • http://rexclamacao.blogspot.com/ revilo
  • Fábio Marmirolli

    Realmente é um futuro assustador. Quando você mencionou vampiros e lobisomens, pensei em Crepúsculo e como seria algo assim com zumbis; o pensamento seguinte foi: isso não pode dar certo. Ou eu estava errado e essa história de “zumbis amando” é boa, ou o futuro é tão assustador quanto parece.
    Não posso esquecer de elogiar, todos os textos postados aqui são ótimos.
    Mudando de assunto, qunado puder divulgue o nome do Dragões de Éter 3.

  • Creyto

    Tô nem aí, mas adoro o capitalismo. E não são somente os filmes de zumbies que nos dão essa liberdade de matar ou correr. Muitos jogos mudaram para que possamos fazer nossas próprias escolhas. Imagina um Mario Bros onde você poderia escolher se joga a princesa na lava ou não. Naquela época ainda! Eu nem acho muito esse papo do medo da classe média. Jogos minhas fichas na parte do “pensamento muito excitante e libertador”. Não sei se já lançaram, mas um pornô com mulheres zumbies já passou na cabeça de algum produtor com certeza. E com certeza alguém que já se imaginou em um mundo tomado por zumbies, aproveitou o momento e “atacou” aquela gostosa que se transformou num zumbie. “Com as partes intactas”. Não vou dizer quem citou, mas não duvido dele não.
    Muitos gostam de falar sobre liberdade com a boca cheia. Mas ainda acho que essa tal liberdade que falam, é individual. A partir do momento que ela é de terceiros, a coisa muda e já tem “grupinho” querendo acabar com ela. E é claro, dão uma nova palavra a isso e citam que a liberdade dos outros aprisiona a deles. Ser humano é foda. E isso é da hora. A única igualdade entre os seres humanos, é a vontade, o desejo de matar e depois sorrir. Os que não sentem isso, são os “anormais”. Mas o “normais” não tocam nesse assunto, pois os papéis se inverteriam. E isso, acaba com a liberdade…
    Na real, os zumbies seriam a salvação. O martelo que quebraria as correntes…

  • Felipe Augusto

    Zumbis emos, nooooooooooooooooooooooo!!!!

  • http://www.sistinas.com.br Lewd

    O pedalero ali em cima, qdo citou Hegel, me lembrou uma HQ antiga que li, de uma cidade onde os líderes causavam um “apagão” de tempos em tempos. O lado animal das pessoas era liberto (eles eram desenhados como lobisomens, aliás) e elas saíam quebrando tudo, anarquia total, uma autêntica válvula de escape. Depois, a luz voltava repentinamente e todos se arrependiam, sendo pegos no meio da rua, desorientados, e prometiam trabalhar mais e mais para compensar os “estragos” causados… No fim apareciam os líderes, já planejando o próximo apagão! rs*

    Acho que a historieta (poucas páginas) era ilustrada pelo Flávio Calazans, não tenho certeza.

  • http://umafabulasobreavaidade.wordpress.com/ Marivone

    “O capitalismo começou a transformar em pop a própria crítica a si próprio”

    Ele sempre faz isso. É disso que o capitalismo vive: de sombras e zumbis. Vide o pessoal em shoppings usando as camisetas de Che Guevara…

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  • Yuri Accioly

    Gostei muito do texto, meus parabéns, foi uma ótima leitura.

  • Iuri Lino

    Muito bacana o texto, valeu a pena ler, a parte sobre o George Romero achei muito interessante.

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