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Dúvida Razoável

Como se construíram as pirâmides? Créu Nível 2


Conhecido como o “Heródoto dos árabes”, o historiador Abu al-Hasan ‘Ali- al-Mas’u-di descreveu no século 10 a forma como as pirâmides foram construídas. Segundo a lenda, um “papiro mágico” era usado para fazer os blocos de pedra levitar. Mas calma, não era magia, era tecnologia!

levitarpedradas.jpgO papiro era colocado abaixo do bloco a ser movido, e a pedra era então golpeada com um cetro de metal como o que as divindades egípcias são comumente representadas portando. Aqui estava o segredo. Isto criava uma ressonância acústica que fazia a pedra levantar e se mover ao longo de outros postes de metal, amplificando a ressonância. O procedimento era repetido toda vez que a ressonância começava a se dispersar. O “papiro mágico” talvez atuasse como um isolante entre a pedra e o solo, facilitando a ressonância.

Som. As pedras levitavam com som. Abra sua mente, porque dizem que este conhecimento oculto foi preservado, sendo aplicado por monges tibetanos em anos recentes, e há mesmo registros filmográficos do fenômeno. Filmes, criançada.

Como se construíram as Pirâmides?


piramidepipaclemmons21hj.jpgA construção das pirâmides parece ser um mistério ao inverso. Sabemos quem, quando e onde, embora não exatamente como. E não sabemos justamente por haver um número sem fim de idéias e teorias propostas até hoje. Não faltam formas pelas quais os antigos egípcios, há 4.500 anos, no planalto de Gizé, poderiam ter erigido as maravilhas do mundo antigo. Ainda que algumas sejam bem menos plausíveis que outras.

Bem menos plausíveis.

Tome como exemplo a teoria da californiana Maureen Clemmons. Segundo ela, os egípcios dominaram a sofisticada tecnologia das… pipas. Papagaios, pandorgas mesmo, levantando blocos de toneladas ao ar. Inacreditável? Abra sua mente para uma breve revisão de algumas das mais tresloucadas propostas piramidais.

Todo Mundo em Pânico – Parte 3


No dia 28 de maio de 2005, um insuspeito estudante ginasial voltava para casa de bicicleta na província de Saitama, Japão, quando foi atacado por um gorila invisível. Ou melhor, foi atingido na perna por uma afiada lâmina de aço triangular maliciosamente fixada no guardrail da estrada – algo como uma armadilha, que você confere na imagem ao lado.

laminametal321hj.jpgAs autoridades rapidamente começaram a investigar o caso. Para seu espanto, nos dias seguintes constatariam mais de 4.200 outras lâminas presas em guardrails, prontas para causar mais vítimas. Pouco mais de uma semana depois, mais de 40.000 lâminas seriam descobertas fincadas em estradas por todas as províncias japonesas.

É assustador“, comentou o jornal Asahi. “Por que tais objetos, tantos deles, por todo o país? Se foram instalados intencionalmente, é um sério crime“. Na apreensão e confusão promovida pela mídia, o “mistério das lâminas de aço” provocou todo tipo de especulações e declarações. Afinal, é o país onde um culto de adoradores de ficção científica Nova Era que bebia a água do banho de um mestre cego tentou provocar o Apocalipse, um metrô de cada vez. No caso, o culto Aum Shinrikyo e seu atentado com gás sarin no metrô de Tóquio em 1995, quase dez anos antes.

Mistério? Solucionado.

Todo Mundo em Pânico – Parte 1


Há dois mil anos, todo tipo de inconveniência feminina tem sido atribuído à histeria. Descrita por Platão e mesmo Hipócrates, o termo “histeria” vem do grego hystera, ou útero, que segundo o mito ficaria vagando pelo corpo da mulher até sufocar as frágeis criaturas. Dos antigos gregos também temos a impagável declaração de Aristóteles de que homens teriam mais dentes que mulheres.

É desta forma que enquanto Erastótenes media a circunferência da Terra, outros feitos tão simples como contar dentes de esposas ou investigar se o útero poderia mesmo vagar pelo corpo feminino foram passos muito gigantes para tais culturas. E a ignorância, no caso da histeria, prolongou-se pela cultura européia até o século 17.

Vibrador, “a maior descoberta médica conhecida”Com o avanço da ciência, úteros livres e soltos pelo corpo tornaram-se implausíveis, e a histeria feminina encontrou uma nova origem: o cérebro. Este não ficaria flutuando pelo corpo, mas de forma não tão diferente, a histeria provocada afligiria apenas mulheres. O tratamento? Massagem pélvica para a obtenção do paroxismo histérico. Mais conhecido hoje como orgasmo.

Os primeiros vibradores surgiram assim como ferramentas médicas para tratamento da histeria feminina, esse terrível mal atingindo as delicadas flores de nossa espécie.

Com toda essa história de sexismo e superstição, não impressiona que “histeria” não seja um diagnóstico muito popular hoje em dia. “Histeria coletiva” então, seria um diagnóstico maldito elevado ao quadrado.

Mas como você descobrirá nas próximas colunas, não só a histeria, como a histeria coletiva existem, e são muito mais comuns do se imagina. Ainda que não envolvam orgasmos coletivos. Infelizmente.

Quebrando o copo


A Ciência é Universal. Como lembrava o astrônomo Carl Sagan, físicos budistas trabalham com as mesmas equações que físicos muçulmanos, hindus, ateus ou cristãos. “Todos descobrem as mesmas leis da natureza. De repente, não depende da cultura local, da educação local. O que os físicos dizem parece ser verdade por todo o planeta Terra. E então você olha para os outros planetas. Outras estrelas. Outras galáxias. E as mesmas leis se aplicam em todo o lugar”.
Neste exato momento, as sondas espaciais Voyager e Pioneer viajam pelo espaço interestelar. Elas já se encontram no grande vazio entre as estrelas, entre aquela que chamamos de Sol e todas as bilhões e bilhões de outras de nossa Galáxia. Viajam audaciosamente para onde nenhum objeto humano, que se dirá de um homem, jamais esteve. E seus componentes eletrônicos continuam funcionando, como projetados em nosso planeta há mais de três décadas. Sabemos disto porque ainda recebemos os sinais da Voyager 2. A ciência ainda funciona por lá.
Assim como funciona com a brincadeira do copo. O mistério foi solucionado por um físico inglês poucos anos depois de se tornar conhecido, há mais de 150 anos. Hollywood, infelizmente, não ficou sabendo. Mas você pode não só descobrir a verdade, como testá-la por si mesmo.

Zumbis na Brincadeira do Copo


“Um grupo de adolescentes viajando sozinhos pela primeira vez resolvem fazer a brincadeira do copo. As perguntas eram todas respondidas, e todos pensavam que quem estava mexendo o copo era o rapaz da foto. Até que o copo quebrou. As pessoas estranharam, mas logo deixaram o assunto de lado. Esse rapaz foi o primeiro a ir dormir naquela noite. Seus amigos foram aprontar com ele e tiraram uma foto.

Mas no dia seguinte ele não acordou. Todos tentaram, mas foi em vão. Ao perceberem o que aconteceu, o levaram para o hospital. Já era tarde. A necrópsia acusou que o rapaz já estava sem ar no corpo há mais de 8 horas, além de ter o coração estraçalhado, como se tivesse sido comprimido. Algumas semanas depois, quando as fotos foram reveladas, isto apareceu”.

Molho especial

O que você vê acima? Um tomate, hambúrguer, alface, queijo e pão da cor mais ou menos certa. Certo? Ainda que sem gergelim, molho especial, cebola ou picles.

O detalhe é que a imagem acima só tem uma cor “de verdade”.

Veja bem o que escuta


Eae pessoas, trago mais uma novidade para vocês, com a coluna do Marcelo del Debbio no S&H, me surpreendi com a quantidade de pessoas interessadas e participando dos assuntos, sejam a favor ou não. Em uma conversa com o Kentaro Mori do ceticismo aberto falamos sobre uma coluna que agradasse aos céticos. Quero deixar bem claro que essa coluna vai abranger assuntos científicos, bugs do cérebro, ilusões e coisas do tipo, e não abordar nem debater os assuntos da Teoria da Conspiração, pois não é minha intenção criar um debate de quem está certo ou errado, apenas quem não gosta de uma assunto poder ter a opção de ler sobre assuntos de seu interesse. Minha intenção maior é demonstrar que um grupo pode respeitar o outro, então sem ataques ok? Qualquer dúvida sobre os comentários, leiam aqui. Eu ainda aconselho que façam como eu, acompanhem todas as nossas colunas que são muito bem escritas e tem ótimos assuntos =)
Bem, com vocês a primeira DÚVIDA RAZOÁVEL:

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Primeira coluna! Sou Kentaro Mori, e apesar de não ser devoto do padre jesuíta Quevedo, sou um “cético”. Um palavrão que espero poder apresentar melhor ao longo do tempo por aqui, graças ao eightbits. Mantenho o CeticismoAberto, o projeto HAAAN, e também participo de iniciativas como a revista Pensar; enfim, acredito em muitas coisas, como a de que é bom exercitar melhor o pensamento crítico antes de acreditar em qualquer coisa. Nessas primeiras colunas vou tentar explicar melhor o porquê.